História Sua canção - Capítulo 29


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Categorias O Hobbit
Personagens Balin, Dis, Fili, Kili, Legolas, Personagens Originais, Tauriel, Thorin II (Escudo-de-Carvalho), Thranduil
Tags Legolas, Legolas Folhas Verdes, Senhor Dos Anéis
Visualizações 25
Palavras 2.133
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Reencontros


Fanfic / Fanfiction Sua canção - Capítulo 29 - Reencontros

Os meses se passaram tão rápidos, Myelle não estava mais confusa, mas tinha medo de voltar, vergonha, e preferiu evitar tudo isso e viver sua vida como antes.

- Enche! – ela gritou, chocando sua caneca na mesa com força, o borbulhar na taberna enchia seus ouvidos.

- A gatinha baixinha quer mais, dê mais para ela – um homem sorriu maliciosamente.

O homem voltou para encher seu caneco, mas Myelle ainda dava um olhar mortal ao homem ao seu lado, detestava ser chamada de baixinha, ela não era alta, mas a maneira como ele dizia isso soava indefeso e um pouco predatório.

- Eu desejo companhia essa noite, talvez encontre uma pequena prostituta bêbeda pelos corredores – ele riu junto ao outro homem ao seu lado.

Myelle virou seu caneco de cerveja sobre o colo do homem.

- Me perdoe – ela sorriu cínica e cravou uma adaga na coxa no homem fazendo-o uivar.

- Sua prostituta! – ele gritou segurando a ferida.

- Como sua mãe! – ela disse e cuspiu em seu rosto. A confusão se formou na taberna, todos gritavam e se batiam.

- Para fora Myelle! Pare de me arrumar confusão se não vou proibi-la de entrar! – gritou Arthur empurrando-a para fora do lugar.

- A culpa não é minha! – ela gritou ainda um pouco bêbeda.

- Volte para casa e não volte aqui outra vez! –

- Foda-se Arthur! – ela gritou virando de uma vez a caneca que conseguiu roubar, então jogou no homem, dando um gesto ofensivo com os dedos.

Ainda meio tonta ela começou a andar, voltaria para sua casa na floresta, andou bastante, e seus pés começaram a doer.

- Oh vamos apenas um pouco mais, estamos quase em casa – ela gemeu para suas pernas.

 O álcool começava a sair de sua cabeça, deixando-a um pouco sóbria, ela agarrou seu cantil e voltou a beber, o hidro mel desceu por sua garganta deixando seu estomago e mente felizes. Quando se aproximou de casa começou a cantarolar uma canção.

Eu nunca soube o que era estar sozinho, não

Porque você sempre estava lá para mim

Você estava sempre lá esperando

 

Mas agora vou para casa

E não é o mesmo, não

Me sinto vazio e só

Eu não acredito que você não está aqui

 

E eu sei

Você é uma parte de mim

E é sua canção

Que me faz livre

Eu canto ela quando

Eu sinto que eu não posso mais aguentar

Eu canto à noite

Porque isto me conforta

 

Myelle alcançou sua pequena casa no meio da floresta, o campo logo abaixo, a brisa fria vinda do rio bem próximo, ela olhou para sua casa por algum momento antes de continuar.

- Eu nunca soube o que era estar sozinho, não, porque você sempre estava lá para mim, você estava sempre lá esperando – ela chorou - Mas agora vou para casa, e sinto falta do seu rosto, sorrindo para mim, eu fecho meus olhos para ver, e não é o mesmo, me sinto vazio e só, eu não acredito que você não está aqui.

- Não me lembro dessa estrofe – a voz poderosa ecoou sobre as arvores fazendo-a virar para trás.

- Por favor, me deixe em paz – ela gemeu e continuou andando em direção a casa, as lagrimas começaram a cair de seus olhos de repente.

- Por favor Myelle, não estou aqui para pressiona-la – ele disse – na verdade a encontrei por acaso, não estava procurando por você.

- Isso você diz – ela disse – mas como posso confiar? Até dois anos atrás estava implorando para me manter em sua montanha.

Ela entrou dentro de sua cabana, seguida pelo intruso.

- Sim, eu estava, mas agora que lhe encontrei vejo que estávamos enganados em prende-la – ele suspirou – mas você não pode se destruir dessa forma, bebendo e lutando.

Seus dedos traçaram suavemente a nova cicatriz da moça, uma linha fina sobre a garganta.

- Os guerreiros nem sabem mais como assassinar uma pessoa – ela rezingou e se afastou de seu alcance.

-Eu nunca desejei que vivesse assim Myelle, desejo apenas seu bem, sua felicidade – ele suspirou – sempre vou nutrir sentimentos por você.

- Por favor, eu não quero – ela soprou irritada jogando sua espada na mesa.

- Não seja covarde Myelle, apenas uma vez na sua vida faça algo por você – ele disse  irritado – você vai continuar sofrendo, quando não há necessidade? Vocês dois estão sofrendo com essa sua maneira de pensar.

Myelle abaixou o rosto e começou a chorar desesperadamente, sentia tanta saudade, amor, e uma dor violenta em seu peito, desejava a morte, e isso a fazia covarde, sabia era covarde por correr de seus problemas e se esconder.

- Perdoe-me, por favor, perdoe-me! – ela chorou – perdoe-me Legolas, por tudo que fiz a você, por tudo que disse e não pude cumprir!

- Está tudo bem, querida, você não tem culpa por ama-lo – ele sussurrou abraçando-a – eu não tenho arrependimentos sobre isso, você foi uma benção em minha vida, aprendi muito ao seu lado, conheci o amor e o carinho, tudo que passamos foi um aprendizado maravilhoso, lhe perdoo-o Myelle.

- Muito obrigada! Eu não mereço sua compreensão – ela chorou abraçando-se a ele.

Legolas a afastou, envolvendo as mãos em seu rosto.

- Eu sempre vou sentir algo por você, mesmo que não seja amor, seja feliz, por favor, pense em sua felicidade – ele sorriu e depositou um beijo suave em seus lábios.

Um beijo com sabor de adeus, ela sabia que não o veria mais, não com tanta frequência, e quando se encontrarem seria tudo tão diferente.

**

Myelle retirou seu capuz, quando parou em frente aos soldados que guardavam a entrada de Erebor. Ela cumprimentou ambos.

- Senhorita Myelle – disse guarda – vou comunicar sua chegada.

Ela ficou esperando ansiosa diante do corredor, o medo começou a drenar suas veias, tinha medo de não conseguir o perdão de Thorin, tinha feito o anão sofrer, duas vezes, talvez ele nem a ame mais ou esteja tão irritado com ela por sumir durante tanto tempo.

- Myelle! – Dís gritou vindo apressada até ela, a anã abraçou forte quase quebrando seus ossos.

- Dís, onde está Thorin? – ela questionou ainda sufocada pela princesa.

- Ele não está aqui, mas logo estará, vamos vou alimentar você e te dar uma roupa limpa e um pouco de descanso – ela disse animadamente, enquanto agarrava a mão dela e a puxava pelos corredores.

A princesa a levou até seus antigos aposentos que não estavam limpos.

- Vou lhe dar uma roupa limpa e te colocar em outro quarto, por favor tome banho – ela disse com um sorriso animado.

A menina tomou banho, e vestiu uma calça e túnica dada pela princesa, ela comeu na cozinha, Kili, Fili, Balin e Thorin haviam ido até Dale, pareciam demorar um século, e a preocupação voltou a rondar sua mente e apertar seu coração, não gostaria de estar esperando, isso apenas aumentou sua ansiedade e a fez sentir-se ruim, temendo a rejeição do anão, e de seus príncipes, ela deu outra colherada na comida e levou a boca.

- Não se preocupe, querida, Thorin logo estará aqui, ele vai ficar muito feliz em te ver – a princesa sorriu, descansando o rosto em suas mãos.

- Eu duvido muito – ela resmungou engolindo em seco sua comida.

- Não desanime, ele vai ficar muito feliz sim, ele sente sua falta, pensa em você quase sempre – ela sorriu – não colocou outro conselheiro em seu lugar por que sabia que você voltaria.

- Eu sei que partir foi errado, me desculpe, por deixar minhas funções e demorar tanto para voltar – ela disse.

- Não se desculpe querida, você tem que falar sobre isso com Thorin, mas não tenha medo, ele vai ficar muito feliz de saber que você voltou! Para ficar, certo? – ela questionou tão esperançosa que assustou a menina.

- Sim, se Thorin não me expulsar – ela ofereceu lhe um sorriso torto.

- Por favor! Não seja dramática! – a princesa bufou e sorriu – você conhece ele tão bem, sabe que nunca iria fazer nada parecido com você, ele é leal e tem muita gratidão por você, e te ama muito.

- Nunca foi minha intenção magoa-los, me desculpe – ela disse novamente enquanto levava comida a boca, tentando evitar o que as palavras da anã lhe causavam.

- Não se preocupe, estamos felizes de tê-la de volta – ela sorriu e levantou-se – agora vamos querida, não temos quartos disponíveis então você ficará no quarto do rei.

- No quarto do rei? – Myelle questionou boquiaberta puxando sua mão para trás para que a princesa não a levasse.

- Sim! Não seja boba, vocês vão conversa, não vão? Então nada melhor que esperar nos aposentos dele – ela voltou a puxá-la.

Myelle resmungou enquanto seguia os corredores, os anões que há viam a cumprimentaram normalmente.

- O que há de errados com os anões? Pensei que me odiariam depois de tudo – ela meditou ainda tentando igualar seus passos ao da anã.

- Não, querida, está tudo bem, Thorin vez eles entenderem que você sempre continuará sendo a salvadora dos Durin – outro sorriso brilhante se estendia nos lábios da mulher.

Dís abriu a porta dos aposentos do rei, deixando que a menina entrasse, então sorriu.

- Fique à vontade, ele não se importará – ela sorriu – coma se estiver com fome, durma se estiver com sono.

- Ele vai demorar tanto? – ela questionou com uma sobrancelha erguida.

- Não, não – ela sorriu e balançou a mão no ar – ele já está vindo, apenas sente e espere.

- Claro – ela deu lhe um sorriso fino.

- Até mais – ela sorriu e fechou a porta.

- Até mais –

Myelle comeu um pouco mais e deitou-se sobre a cama de Thorin, os cobertores continham seu perfume, e ela pensou no sorriso do anão, e seu olhar amoroso, seria maravilhoso ser perdoada, mas da mesma forma que conhecia o quão bom ele poderia ser, conhecia também seu ego, sua ira. Enquanto pensava acabou dormindo.

**

Thorin chegou cansado de sua reunião em Dale, passou quase três dias inteiros no reino vizinho, Bard queria um novo comercio, talvez não tão produtivos para os anões, e por muitas razoes seus pensamentos voltaram-se para Myelle, sua irmã foi logo manter seus filhos ocupados e descansados da viajem, e ele estaria sentado em seu quarto vazio por mais uma noite, pensando na moça, e em seus próprios erros, sua negligencia, por uma vez mais ele desejou um abraço, um conforto no final de um dia tão cansativo, quando entrou em seus aposentos foi logo a bandeja de comida provar uma uva, mas antes mesmo que pudesse terminar sua comida, o perfume de Myelle impregnou suas narinas o deixando saudoso.

- Minha Myelle, onde você está? – ele suspirou olhando para a lareira que queimava, ele não lembrava de acender ou pedir para alguém fazer.

Retirando as próprias botas e seu casaco de pelos, ele andou para o cômodo seguinte que seria seu quarto, o perfume da moça parecia tão forte ali, não se recordava de trazer alguma roupa dela para seu próprio quarto, até porque isso seria insano. Então seus olhos chocados se concentraram em sua cama, onde Myelle estava deitada, agarrada em seus cobertores enquanto o sono tranquilo suavizava suas expressões, ele deu um passo lento em direção a cama, ainda não acreditando que poderia ser real, outro passo foi dado, ela nunca voltaria, já havia se conformado com isso, reinar sozinho até o dia de sua morte, ela estava linda, apesar de   parecer maltratada como uma pessoa que vive de viagens longas,  seus passos foram interrompidos com o começo da cama chocando-se contra os joelhos, ela era perfeita, suas viagens andando no  sol devolveram aquela cor cintilante a sua pele morena, uma mistura de raças humanas, isso realmente era bonito, o anão traçou  o maxilar com o polegar, os lábios, mas se afastou, não deveria acorda-la, ela provavelmente estava cansada não só dessa viagem, mas com a de todas as outras que vem fazendo para sobreviver, sempre achou que a profissão da moça era horrível para uma mulher, cansativa demais, perigosa, um suspiro de aliviou saiu de seu peito, era tão bom saber que estava bem, viva, diante de seus olhos, onde ele poderia ama-la mesmo que seja distante, sua mão desceu para traçar a mão dela, os dedos sem força, curvados de um corpo sonolento,  então inclinou-se beijando a palma de sua mão, ah! O sabor da pele quente, tudo que seu coração ansiava.

Ele não riria acorda-la, então sentou-se em uma poltrona e a observou dormir tranquilamente, ninguém nunca mais a afastaria dele, era seu protetor, se não pudesse ter o seu amor poderia ao menos protege-la, e dessa vez, nem por todo ouro da montanha ele a deixaria, ele a protegeria de corpo e alma da mesma forma que ela o protegeu.



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