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História Sua lealdade e fidelidade - Capítulo 12


Escrita por: Morango_Senpai

Notas do Autor


Mais um capítulo pa vcs 😚😚💋



Boa leitura 🤓🍷❤💋

Capítulo 12 - Segundo Arco (prt4)


Fanfic / Fanfiction Sua lealdade e fidelidade - Capítulo 12 - Segundo Arco (prt4)


 

 

- O senhor quer entrar com um pedido de guarda? - a agente da assistência social perguntou e o professor assentiu.


- Ele não tem mais nenhum familiar vivo e eu garanto que sou capaz de cuidar dele.


- Eu não estou duvidando, mas não é assim tão fácil. Estamos falando de uma criança que sofreu maus tratos e que precisa de apoio e cuidados psicológicos. Não vamos entregá-lo assim tão fácil.


- Eu sei, mas estou disposto a passar por qualquer teste ou que seja pedido para obter a guarda dele. - a agente assentiu.


- O senhor precisa de um advogado se quer seguir em frente com esse pedido.


- Farei isso. - a agente saiu e ele fitou Adolfo.


- Não se preocupe, como responsável pela equipe médica que cuida do menor, minha opinião é essencial e levada muito em conta pelo juiz. - ele sorriu, tranquilizando o alfa - E eu também acredito que você é a melhor opção para cuidar de Harry...

 







 

No mundo bruxo, Lucius já tinha todas as peças no lugar. O julgamento de Sirius estava prestes a começar e enquanto o Ministério da Magia sofria diversas cobranças referentes ao caso de Harry, Dumbledore não teria acesso á Sirius. Isso era a garantia da certeza que a liberdade do Black era só questão de tempo e o Lord Das Trevas estava, obviamente, muito contente com o desempenho de seu seguidor.


- Irei ao hospital. - o loiro anunciou se levantando da mesa.


- Posso ir junto? - Draco perguntou. Ele havia voltado para a casa, pois Severus mal voltava para a casa por estar no hospital com Harry e o Lord Das Trevas não estava mais de estadia em sua casa.


- Não acho uma boa ideia. - disse Narcisa.


- Por favor, eu não vou fazer nada errado. - ele insistiu.


- Mas Dra-...


- Tudo bem Cissa, uma presença jovem pode incentivar a melhora de Potter. - ele deixou um beijo sob a testa da esposa e se foi com seu filho.


Narcisa se levantou, indo até o quarto de Sirius. Ela bateu na porta levemente.


- Pode entrar! - ela entrou, encontrando o primo segurando o jornal com a foto de Harry.


- Não deveria ficar vendo isso. - Narcisa já tinha visto a foto e uma vez e foi o suficiente para deixá-la traumatizada. Ver uma criança naquele estado não era fácil.


- Eu queria estar com ele... - ele fechou o jornal, o deixando de lado - Não vejo a hora de voltar a ser realmente livre. Ir onde eu quiser e poder ficar com o meu filhote... - Narcisa se sentou ao seu lado.


- Tenha paciência Siri. Agora é só uma questão de tempo. - o cacheado assentiu - Lucius foi ao hospital e acredito que hoje trará boas notícias.


- Espero. É o que eu espero...

 








 

Harry andou pela casa, curioso. Agora que ele sabia que estava em sua mente, se perguntava se sua casa real também era assim. Ele não sabe bem há quanto tempo estava aqui, mas acreditava ser bastante. E nesse tempo, ele acabou se aproximando mais ainda da mancha.


Falando na mancha, Harry percebeu que enquanto ele se sentia cada vez melhor, a mancha também acabava por ganhar mais espaço. Ela agora emitia um som baixo de respiração.


- Você... Você é parte de Voldemort, não é?... - Harry perguntou um pouquinho hesitante.


A mancha parou imóvel por um tempo, antes de "assentir".


- Eu sabia... Bem, você está preso aqui? – ela tremulou - Mais ou menos, sei. Você têm lembranças? - tremulou de novo - Memórias confusas. - ele abriu a caixinha de musica - O professor Snape está lá fora me esperando. Ele disse que vai cuidar de mim... Acha que ele falou a verdade? - a mancha assentiu - Eu não sei... Eu ando me questionando muito sobre as pessoas a minha volta. Se elas são realmente confiáveis. - ele se deitou no chão com a caixa de musica aberta ao seu lado - Mas apesar de tudo, tenho maior facilidade em acreditar nele. - ele fechou os olhos e suspirou - Me pergunto o que eu deveria fazer...


A mancha chiou como se perguntasse: "Á respeito de que?”.


- Dumbledore...


A mancha chiou mais auto e Harry rolou, se deitando de bruços e apoiando seu rosto sob suas mãos. Seus pés estavam balançando levemente.


- Não gosta dele, eu sei. Eu também não. - Harry semicerrou os olhos - Sinto um ódio tão grande percorrer sob minha alma por aquele museu ambulante.


A mancha chiou mais lentamente, de forma divertida. Era como se tivesse rido do jeito que o pequeno ômega chamara Dumbledore.


- Eu quero matá-lo, mas sei que não será tão fácil. Também sei que não é certo e talvez isso me torne uma pessoa ruim, mas... De verdade, eu não me importo. Estou cansado de agradar. Eu não sou o herói no final das contas, não tenho que ser perfeito.


A mancha chiou novamente. "Não, você não precisa ser o herói". Harry conseguia entendê-lo perfeitamente, mesmo que não houvesse realmente palavras.


- Mas eu também me recuso a me tornar um ninguém e deixar Dumbledore impune. - ele apoiou seu rosto só com uma mão, enquanto os dedos da outra começaram a batucar lentamente a madeira do chão - Eu preciso fazê-lo pagar e é uma questão de honra. Honra aos meus pais. Á eles que lutaram. A cada momento que me foi tirado de ser vivido ao lado deles. Em respeito á lembrança deles. Em respeito a cada uma das minhas cicatrizes. Por cada dor que está sufocando minha alma e eu preciso fazê-lo pagar. Nem que para isso eu morra...


A mancha chiou mais lentamente. "Tens certeza de suas palavras?". Harry limpou uma lágrima que descera por sua bochecha.


- Tenho e eu não tenho nada a perder.


Outro chiado lento veio. "Sua vida-..."


- Não é grande coisa. Eu vou fazer isso, pois se não fizer, minha alma vai ser engolida por essa irá...

 







 

- Ele parece melhor. - Lucius disse ao lado de Severus.


- Sim. Eu consegui concertar parcialmente a rachadura em seu núcleo. Pouco, mas foi o suficiente para a magia dele reagir e fazer o resto. - o moreno bebericou seu café enquanto observava Harry pelo vidro - Mas não consigo identificar o problema em seu coração...


- Ele precisa de um medibruxo.


- Não confio em ninguém perto dele agora. – Draco, que também fitava o ômega com preocupação, de repente olhou para o seu padrinho.


- Mas e um duende? Podemos leva-lo até Gringotts. - os mais velhos se entreolharam.


- Não é uma ideia ruim. A magia dos duendes é ótima para cura. - o Malfoy mais velho concordou.


- Teremos que esperar ele ter alta, de qualquer maneira. Não é seguro tirá-lo daqui. - os três concordaram com aquilo.


Draco voltou a fitar o ômega, que já não tinha mais o rosto tão inchado quanto antes. Agora já era possível ver seus olhos, mesmo que fosse pouco. E por isso Draco conseguiu ver que um par de olhos esmeraldas olhava para eles um pouco nublado. Talvez até confusos.


- Harry! - Draco sorriu para ele - Ele acordou. - Severus e Lucius se aproximaram mais do vidro e Severus deu leves batidas contra o vidro, observando o olhar confuso de Harry se voltar para ele.


- Oi... - Severus sussurrou. Harry tentou erguer uma mão, mas apenas fazê-lo um pouquinho lhe causou dor - Não, fique quieto. - o ômega parou ao ver um Severus embaçado mover as mãos, pedindo para ele não se mexer.


- Bom dia. - Adolfo se aproximou dos três, terminando de colocar suas luvas descartáveis.


- Ele abriu os olhos. - Severus informou de imediato. O ômega mais velho rapidamente colocou sua máscara e entrou no quarto, se aproximando da cama. Ele estalou os dedos algumas vezes para Harry finalmente olha-lo.


- Olá Harry. - Adolfo sorriu por trás da máscara, seu tom de voz sendo lento e gentil, pois ele julgou que o menor talvez estivesse muito confuso com tudo a sua volta - Eu me chamo Adolfo Jones e eu sou seu médico. Você consegue me entender? Se sim, pisque uma vez para mim. - o mais novo o fez – Ótimo. Eu preciso checar uma coisa, bem rapidinho. Então não se assuste ok? - ele piscou devagar e o médico pegou uma pequena lanterna. Harry fechou os olhos com a súbita claridade - Tudo bem, não precisa ter medo. - ele persuadiu até o mais novo abrir os olhos novamente e Adolfo foi rápido – Prontinho. O seu professor disse que você usa óculos, mas no momento você não pode colocá-los, tá bom? - Harry piscou - Eu vou arrumar um colírio para que seus olhos não fiquem irritados e enquanto isso, você quer receber seu professor, o Sr. Snape? - Harry piscou uma vez, assentindo - Muito bem. - ele se virou, olhando para o alfa na janela. Ele apontou para a sua roupa e Severus entendeu.


- Eu vou me vestir para vê-lo. - os dois alfas loiros assentiram.


- Ele só vai se vestir e já volta, está bem? - Adolfo ficou com o menino até Severus entrar - Ele talvez volte a ficar inconsciente, mas não se preocupe. Fale com ele lentamente e ele vai entender. Ele pisca uma vez quando quer dizer “Sim”, duas quer dizer “Não” e três significa que ele está confuso, o que é normal. Depois eu volto para retirar o tubo da boca dele.


- Está bem. - Severus olhou para Harry, que também o olhava - Você está sentindo dor? - Harry piscou uma vez - Eu sinto muito, sua magia já esta te curando. Só precisa aguentar um pouco. - com cuidado, ele tocou a testa do ômega - Você tevê outro descontrole e seu núcleo não aguentou e se rompeu, me entende? - ele piscou - Sua magia estava muito fraca para consertar a rachadura, mas agora você já está se recuperando. - Severus não achou necessário dizer que o seu próprio núcleo foi quase rachado ao tentar estabilizar o do menino. O alfa não considerou importante tal informação - Você vai melhorar, eu prometo. - Harry olhou para a janela - Vieram ver você. - pai e filho acenaram para ele - Lupin também veio, mas ele teve que sair. Black não veio porquê ainda não pode aparecer em público, mas ele queria muito estar aqui com você. - os olhos do menino começaram a se fechar devagar - Tudo bem, quando você acordar eu ainda vou estar aqui.


Foi tudo o que Harry ouviu antes de voltar a fechar os olhos e entrar de novo em sua mente.

 









 

Draco quando chegou em casa, mandou uma carta para Neville e os outros, dizendo que Harry finalmente abriu os olhos e se comunicou – mesmo que não fosse exatamente com palavras.


Sirius ficou radiante ao saber que seu filhote finalmente reagiu. E ele ficou mais tranquilo também. Lucius lhe disse que sua magia finalmente começou a reagir.


- Contará ao Lord? - Narcisa perguntou ao marido.


- Se ele perguntar, sim. Mas no momento ele não parece estar muito interessado em Potter. Sua magia está novamente fora de controle e você sabe que isso afeta a sua sanidade.


- Esses descontroles estão frequentes...


- Infelizmente sim e espero que isso não interfira nos planos.

 






Continua... 


Notas Finais


Betado por @Alexander_angel


Gostaram?

Ansiosos para o julgamento do Siri?

Eu estou 😈

Até a próxima ❤💋❤❤💋❤


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