História Suas cores - Capítulo 1


Escrita por: e yoonyah

Postado
Categorias K.A.R.D
Personagens B.M, Jiwoo
Tags Bwoo, Gang!au, Gangster!hu, Heterouniverse, Hu!gang, Kard, Tabefe!squad
Visualizações 63
Palavras 1.685
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura!

Capítulo 1 - Cinza e dourado não se misturam


Fanfic / Fanfiction Suas cores - Capítulo 1 - Cinza e dourado não se misturam

Matthew sempre estava de bom humor. Seus olhos possuíam um brilho único, que jamais se perdia. Nunca se considerou muito bonito; seus olhos e olhares era a única coisa em si das quais gostava verdadeiramente. Eram eles que Jeon JiWoo observava cada vez que passava pelo posto de gasolina.

Jeon era uma sombra. Poucas pessoas já viram seu rosto; e certamente, Matthew Kim não estava entre estas pessoas. Sua áurea expelia um dourado — talvez fosse um prata ou apenas um brilho branco — tão intenso, que se tornava impossível para ele enxergar pessoas de cores neutras e escuras, como JiWoo. Não que a garota ligasse. A loira nunca gostara de se envolver com pessoas, mesmo que de forma rasa, diferentemente do Kim, o qual parecia querer saber tudo sobre a vida daqueles que o cercavam. Jeon não queria isso. Não queria que houvesse alguém que a conhecesse tão a fundo. Aquilo apenas traria mal a si mesma e aos seus subordinados.

JiWoo passou os dedos finos por entre seus fios loiros, fitando sua imagem refletida no vidro da loja de convivência daquele posto. Matthew estava lá; podia ver o brilho do seu sorriso largo. Pôs as mãos nos bolsos, respirando fundo antes de entrar no pequeno estabelecimento. Haviam poucas pessoas ali. Todas já estavam no caixa, conversando animadamente com o norte-americano. Qualquer um que o observasse por alguns minutos, veria que se tratava de um estrangeiro. Não havia um coreano sequer com uma explosão de tintas coloridas, tão diversas em um só olhar.

JiWoo pegou algumas barras de cereal que estavam postas nas prateleiras. Comprava, todos os dias, ao menos seis daquelas barras. Não sabia dizer se era por gostar delas ou por gostar de admirar o sorriso reluzente do caixa.

Ao ver as pessoas se retirarem dali, suspirou, procurando o dinheiro dentro do bolso do moletom.

Ouvi-se o som da porta se abrindo, seguido de um gatilho; Jeon olhou para a direção do som no mesmo instante. Um homem pálido, pouco mais baixo que o Kim, com o corpo coberto por roupas sociais, apontava um revólver para o caixa. Um sorriso travesso estava estampado no canto direito dos lábios avermelhados. Porém, aquele, não possuía cores vivas como os de Matthew. Era sem cor. Mais escuro que a áurea de JiWoo. Provavelmente por ele estar quebrando as regras que esta impôs.

— J.Seph — JiWoo chamou, revirando os olhos. Odiava quando encontrava-se com aquelas pessoas nas ruas. Chamar pelo nome de convênio não era tão impactante quanto chamar-lhes pelo verdadeiro. — Você não sabe das divisões, pequeno? Tenho que desenhar?

— Jeon? — o garoto sorriu amarelo. — Eu só estava procurando dinheiro. Sabe como aqui é bem mais próximo de Gangnam-gu; sempre tem mais dinheiro, por isso.

— Não me interessa, baixinho. Vaza logo antes que eu contate o TaeYang. — aquele nome causaria náuseas até na pior das pessoas. TaeYang era o braço direito de JiWoo e, possivelmente, uma das pessoas com menos sentimentos que a garota já conhecera.

— Hum... — J.Seph resmungou algum palavrão, se retirando do espaço logo em seguida.

Matthew suspirou. Estava tão vermelho que parecia ter prendido a respiração desde que o outro garoto entrara na loja. JiWoo evitou rir do Kim; apenas jogou o dinheiro na frente do caixa e se retirou do estabelecimento. Ouviu o moreno lhe chamar, porém ignorou, seguindo reto na direção de seu carro. Entrou neste e acelerou ao máximo, fugindo da explosão de cores que era Matthew Kim.

 

***

 

Procurar aquela menina que nunca vira na vida, virou o hobbie de Matthew. Queria entender o porquê dela ter saído tão rapidamente, sem nem mesmo falar “oi”. Ela o salvara, mesmo que ele não tivesse entendido uma só palavra que a garota trocara com o assaltante.

Bufou, chamando a atenção de seu professor de música.

— Matthew-ssi? Algum problema? — até palavras carinhosas soavam como repreensões e desgosto, quando saíam da boca daquele professor. Ao menos a matéria dele era boa.

— Não, JungWoo sunbae.

O mais velho assentiu, voltando a explicar pela milésima vez a tablatura. Matthew torcia para aquela aula terminar logo.

Seus olhos estavam pesando; quase não havia dormido na noite anterior. Passara a mesma, quase inteira acordado, apenas pesquisando os nomes que ouvira a garota loira falar no posto onde trabalhava, dias atrás. Para ser exato, uma semana havia se passado. E ele continuava a procurar a tal Jeon. Não havia um rastro sequer da menina na cidade. Por mais que procurasse, conseguia ver, no máximo, sombras conhecidas.

Somin — que estava ajudando-lhe com as pesquisas — realmente não entendia a sua fixação por aquela garota. Já havia entendido que ele queria agradecer pela ajuda dada, mas aquilo estava passando dos limites saudáveis. Toda vez que fitava o moreno em sala de aula, ele estava olhando para o nada; Somin tinha certeza do que passava-se pela sua cabeça.

O alarme sinalizando o fim da aula tocou, tirando Matthew da infinitude de pensamentos cinzas. Olhou para a amiga, que estava sentada ao seu lado, sorrindo. Afinal, mesmo angustiado, o sorriso nunca deixava seu rosto. Talvez fosse uma máscara. Porque, até mesmo as mais belas cores, são, por dentro, cinzas como JiWoo.

— Somin-ssi? Vamos? — perguntou, recebendo um aceno em resposta.

Ambos caminharam até o carro do Kim. Entraram e sorriram ao sentir o maravilhoso cheiro de carro novo. Certamente, KART — como apelidaram o veículo —, era a coisa que mais unia os dois. Desde que, a família Kim o dera para Matt, todos os dias Somin volta com ele, possibilitando algumas conversas a mais.

— E aí? Ainda está com Jeon na cabeça? — Somin ligou o rádio, colocando a música baixa. Sabia o quanto Matthew gostava de ouvir música, mesmo que fosse apenas ao fundo.

— Sim! Ela sumiu, Somin-ah. Não consigo achar nada. Nada! — bufou ao acelerar o carro.

— Deixa isso pra lá, BM. Não é nada.

— Eu só quero agradecer, Somin. Depois, irei esquecer isso. — garantiu, sorrindo.

Matthew deixou a garota de cabelos escuros — em um contraste perfeito com sua áurea amarela — na casa da família Jeon, poucos quilômetros antes da sua própria. Parou o carro na frente de sua casa, enviando uma mensagem ao primo, pedindo que descesse. Kim estava encarregado de deixar seu primo, SeungMin, na escola de turno vespertino, pouco antes de ter de ir para a loja de conveniências.

O garotinho de onze anos pôde ser visto após a porta da residência ser aberta. SeungMin sorriu ao ver seu hyung, correndo para o carro e se acomodando no banco do fundo deste.

Hyung! Achei que não fosse chegar nunca. — o moreno reclamou.

— Desculpa, Minnie. Tive de deixar Somin em casa.

O resto do caminho foi quase que em completo silêncio. Matthew gostava do dongsaeng e SeungMin também gostava de seu hyung; porém, a cabeça do Kim mais velho sempre acabava por levá-lo para JiWoo.

Chegaram ao colégio do maknae, onde este foi deixado. BM seguiu pelas ruas até a loja de conveniência. Iria estacionar perto desta para trabalhar, caso não tivesse visto uma sombra cinza ao longe. Tinha certeza de quem era; aquela aura escura tão bem delineada poderia ser, apenas, da Jeon.  

Diminuiu a velocidade do carro, seguindo a garota — JiWoo andava tranquilamente pelas ruas, despreocupada. De dia, tudo era mais simples.

Estacionou o carro ao vê-la entrar em um beco qualquer. Saiu do veículo e o trancou, correndo na direção da garota. O beco em que entrou era escuro demais. Mesmo com todo o brilho que expelia e a pouca claridade disponibilizada pelo sol de fim de tarde, era extremamente ruim procurar alguém naquele local. Especialmente Jeon, que era tão escura quanto aquelas sombras.

Matthew conseguiu visualizar um muro, assim como movimentos na proximidade deste. Andou até ele, pulando-o e caindo próximo da garota. Sorriu triunfante.

— Jeon-ssi! — chamou. A mais baixa o fitou com as sobrancelhas juntas. — Vim lhe agradecer.

JiWoo revirou os olhos. Não estava acreditando naquilo; havia deixado de frequentar o trabalho do Kim para a segurança deste e ele simplesmente vem direto para o perigo. A loira tinha a teoria de que ele achara que a arma de J.Seph era apenas um brinquedo de criança.

Suspirou, procurando manter a calma ao conversar com o garoto.

— Ei, aqui não é lugar pra você ficar, grandão. Volta pro posto! — apontou para o lado de fora, tentando não chamar a atenção de ninguém.

— Me deixe só lhe agradecer, Jeon-ssi — sorriu. — Você me livrou de um assalto uns dias atrás.

Jeon surpreendeu-se ao notar que ele não esquecera o feito, tampouco seu rosto. Era estranho para si ter alguém, além de seus subordinados, que lembrava-se tão claramente de sua face. Balançou a cabeça.

— Hum, hum. Já acabou? Pode sair, então — JiWoo revirou os olhos ao vê-lo balançar a cabeça.

— Por que você está aqui? Não é perigoso? — pendeu a cabeça para o lado.

— Não ‘pra mim. Mas ‘pra você, sim. Matthew, só vai embora.

— Você sabe meu nome? — o Kim fez bico. — E eu não sei o seu. Mas que injustiça.

Estava cansada daquelas quase perguntas. Matthew estava lhe fazendo perder a paciência e, mais importante, tempo.

— A vida é injusta, grandão — deu de ombros. O garoto não esboçou expressão. Bufou. — JiWoo.

— Você acabou de tornar ela um pouco mais justa — sorriu. — Ei, toma um sorvete comigo? Eu pago.

JiWoo parou para pensar. Não seria ruim comer de graça, mas a companhia que teria lhe fazia mudar de opinião instantâneamente.

— Mesmo sendo comida grátis, eu vou ter que recusar. Desculpa aí, tenho coisas pra fazer.

— Por favor! Você me livrou de um assalto, deixa eu lhe agradecer com um sorvete, JiWoo-ssi. — Matthew uniu as mãos.

Parecia uma criança quando a mãe lhe nega algo, Jeon notou. Não queria ficar naquela conversa, e sabia que só se livraria dela caso explicasse de forma mais concreta e certamente não faria isso. A sua única alternativa era desistir de argumentar.

— Aigoo — suspirou, suspendendo as mãos. — Okay, eu vou. Mas é rápido. Não fica enrolando.

— Tá, tá. — assentiu, animado.

Começaram a se deslocar para fora do beco; porém o Kim parou.

— O que foi agora? — JiWoo estava prestes a esgoelar aquele garoto.

— Me passa seu numero pra eu te ligar depois?

— Eu vou te bater, Matthew!


Notas Finais


eu debutei no HU, esse projetinho lindo que, por algum acaso do universo, me enfiou na staff — e eu juro que amo a staff todinha, msmo sumindo muito
agradecimentos a @huanngtao pela capa e banner maravilhosos — ainda estou babando pelos dois.
e a @Minesa, um nenêzinho fofo que fez a betagem muuito lindinha da fanfic!
agradeço, também, a @miyushu, porque sem ela, essa fanfic estaria guardadinha no meu docs rs
capítulo dedicado a @Fic_MJ (eu escrevi hetero, unnie!), que shippa bwoo tanto quanto eu

espero que tenham gostado!


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