História Suas orelhinhas já eram minhas - Capítulo 2


Escrita por: e weirdoll

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jungwoo, Lucas
Tags Candytoys, Hibridos, Jungwoo, Lucas, Luwoo, Yukhei
Visualizações 183
Palavras 2.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bem, depois de um tempo estamos aqui de volta.

Ao longo dos capítulos ficará mais fácil de entender melhor a relação desses dois bebês.
Ficamos muito felizes com a boa recepção da fanfic, bem como com cada um dos favoritos.

Boa leitura.

Capítulo 2 - Os bigodes de um gatinho só aparecem quando...


Fanfic / Fanfiction Suas orelhinhas já eram minhas - Capítulo 2 - Os bigodes de um gatinho só aparecem quando...

 

 

 

Yukhei estava tão bagunçado com aquela situação, ouvir a confissão repentina do mais velho o fez pensar sobre a relação que tinham desde o princípio e o que levou Jungwoo a gostar tanto de si. E então, ele depositou um beijo casto em seus lábios e aquilo foi o ápice de tudo. Já pensou na textura daquela boca antes, mesmo que parecesse errado em sua cabeça, e agora depois de tanto tempo após tomar a iniciativa e ele sequer lhe deixava sentir o gosto do leite docinho que gostava de tomar? Era mais do que um pecado.

— Vai ficar para o jantar? Acho que Jae hyung foi comprar comida.

Levantou do colo do maior para dar um maior espaço a ele, passando a mexer nas coisas na escrivaninha como se fossem muito interessantes.

— Como eu poderia odiar você? — Falou já nas costas alheias.

Pediu de forma silenciosa para que o mais velho virasse para si e o puxou pela nuca quando ele o fizera, imitando o que ele fizera anteriormente. Podia parecer um filhote em sua primeira paixão pelo colega do jardim de infância, mas não se importava nem um pouco.

— Não diz essas coisas nem brincando. — Afastou-se lentamente depois de uns últimos selares estalados. Acreditava que não precisava dizer alguma coisa para responder à confissão dele.

Jungwoo foi pego de surpresa pelo selar repentino abaixando as orelhas quase que instintivamente, ao que sentiu o rosto esquentar. Não esperava que ele fosse corresponder daquela maneira e muito menos tão rápido, porque entendia que era confuso e mudava o significado de grande parte das coisas que faziam. Porém, mal conseguiu conter o sorriso que surgiu em seus lábios.

Gostava dele há bastante tempo, e poder ficar perto sem esconder nada era muito bom.

— As coisas.... Elas não precisam mudar, sabe? — Segurou a mão alheia o puxando gentilmente em direção a própria cama outra vez, queria mais carinhos e ser carinhoso com ele. Ia mostrar ao mais novo que já eram bastante próximos, mais que muitos casais. — Ainda sou eu e ainda é você, com suas orelhinhas.

Deitou sobre o colchão, rindo baixo. Quando eram menores e estava frio passavam bastante tempo deitados conversando, então queria fazer de novo.

— Aqui, aqui~ — Deu alguns tapinhas no espaço livre ao seu lado.

Yukhei piscou devagar e ouviu tudo atentamente, por fim respondendo com um sorriso tímido. Não queria que mudasse a relação que tinham, acabar com aquele sentimento nutrido por tanto tempo era de longe assustador. A ideia do mais velho gostar de si era nova ainda e não sabia o que responder caso lhe perguntassem se retribuía do mesmo jeito, só.... Queria continuar dando e recebendo carinhos como sempre, mas beijar a boca bonita parecia ainda mais tentador e não podia fazer aquilo sendo amigos.

Aproximou-se engatinhando no colchão fofinho até deitar ao lado do mais velho, automaticamente o puxando para perto pela cintura.

— Eu não sei o que estou sentindo, hyung. — Escondeu o rosto na curvatura do pescoço alheio em um abraço desajeitado por estarem deitados. Era bom ficar daquele jeito e sentir o cheiro de Jungwoo tão de pertinho. — Mas eu gosto disso.

Com um sorriso nos lábios, observou o jeito quase felino do mais novo se aproximar, sabia que tudo era muito novo para ele e por isso ficava feliz por saber que, mesmo assim, ainda queria ficar perto de si. Não suportaria ser odiado por aquele cãozinho.

— Acho... que você não precisa saber agora.

Acariciou as orelhas macias com uma das mãos, deixando a outra pousada nas costas mornas.

Todos os cães eram tão quentes assim?

— Tudo bem...

— Tudo bem se eu ficar mais perto de você agora? — Perguntou baixo antes de deixar um selar no topo da cabeça dele. Não sabia bem o que queria dizer aquilo, já que passavam bastante tempo juntos, mas pareceu fazer sentido em sua cabeça. — Aí posso cuidar mais das suas orelhinhas e evitar que prenda o rabo nas portas de novo. — Riu baixo, o apertando em um abraço desajeitado.

— Isso não tem problema nenhum. — Concordou rindo. Ainda não entendia muito bem o que estava acontecendo, confissões pareciam ser coisas complicadas. — E não prendo mais o rabo nas portas.

— Só às vezes.

— É, só às vezes.

 

 

 

 

 

 

Jungwoo andou pelo corredor animado, passando pelos outros alunos do segundo ano rapidamente enquanto carregava as marmitas com cuidado. As aulas da manhã tinham sido complicadas e um pouco cansativas, mas sempre ficava animado na hora do almoço porque podia passar um tempo com Yukhei.

Entrou na classe um pouco sem jeito, levantando as orelhas e o rabo felpudo quando o viu sentado, os bigodes quase aparecendo.

— Fiz o seu favorito. — Deixou as marmitas sobre a mesa alheia e sentou no espaço disponível na superfície, ao que cumprimentou os colegas do outro. — Na verdade, Jae hyung está me ajudando a cozinhar melhor.

Talvez estivesse aparentando estar animado demais, mas não conseguia controlar parte dos seus próprios instintos. Ou seu rabo.

— Eu juro que ia procurar o hyung, mas me distraí com os garotos. — Fez expressão de cachorro abandonado, esperando que ele acreditasse. — Você que cozinhou? Mesmo? — Perguntou em um sorriso orgulhoso.

 

 

Um riso baixo saiu dos lábios do menor com a expressão alheia quase de um filhote, não se importava realmente que ele não fosse atrás de si, achava divertido ir procurá-lo durante o almoço e também era mais confortável para Yukhei ficar na própria classe do que ir para a dos veteranos.

Jaehyun hyung devia estar ensinando muito bem, porque o cheiro que provinha dos potinhos bem arrumados não era brincadeira. Chamou-o com a mão para que se aproximasse mais, até conseguir tocar o queixo alheio e selar os lábios rosados.

— Uhum! — Concordou animado. Vinha se esforçando bastante com o irmão porque queria cuidar do mais novo, o fazer se sentir bem com algo que tivesse feito.

— Obrigado. — Sorriu envergonhado assim que uma comoção foi feita entre os colegas por causa do simples gesto de carinho.

Eles eram impossíveis.

— Não precisa agradecer. Se quiser ir jantar lá em casa. — Tocou as orelhas bonitas enquanto falava, descendo para o rosto e nuca, ao que balançava o próprio rabo devagar. — Tenho que alimentar o meu laogong. — Desviou o rosto constrangido, cobrindo os bigodes.

Era verdade que vinha reparando ainda mais na beleza do mais velho, observando os traços felinos com total devoção. Jungwoo disse que a relação que tinham consigo não ia mudar, mas gostaria que mudasse. Queria incluir ainda mais abraços, queria cheirar as orelhas felpudas e beijar os lábios bonitos até que ele estivesse cansado de tantos carinhos. Pegava-se pensando nessas coisas quando ele se aproximava demais e falava baixinho, como um segredo.

— Eu posso mesmo? — Balançou o rabo, animado. Entretanto a expressão de felicidade em seu rosto se resumiu em uma de surpresa, os lábios entreabertos mesmo que nenhuma palavra houvesse saído. Jungwoo havia lhe chamado de "marido" em sua língua materna... Era aquilo que chamavam de instintos aflorados? — Me chama assim de novo.

Voltou a tocar no rosto, agora levemente corado, acariciando uma das bochechas alheias.

Estava fascinado.

— Hm? — Voltou o rosto na direção do outro, erguendo as orelhas um pouco. Não entendia o que era aquele olhar para si. — Laogong. — Disse mais devagar, um pequeno bico formado nos lábios.

Os bigodes se fizeram mais aparentes com os carinhos, ao que passou a mover o rosto contra a mão alheia, ronronando baixinho.

Tinha passado um tempo em alguns fóruns tentando entender melhor da língua materna do mais novo, porque se ele se esforçava para aprender o coreano podia fazer o mesmo. Foi quando encontrou algumas palavras que fez questão de aprender, talvez ele gostasse disso, então não pensou duas vezes naquele momento.

Só não esperava aquela reação.

Yukhei não entendia aquela vontade repentina de querer pular em cima do felino, mas se conteve a medida em que os bigodes finos fizeram cócegas em sua mão enquanto fazia carinho no rosto dele. O fato de estarem no meio da sala não intimidava Jungwoo, confortável o bastante para ronronar. Ou talvez fosse porque ele estivesse o acariciando, afinal, não ouviu a confissão alheia à toa.

Levantou-se em um pulo e colocou as marmitas dentro da própria mochila, pondo essa nas costas logo depois.

— Quer ir almoçar lá fora? — Perguntou em um sorriso, ao que estendeu a mão até o outro. Não dava nem para conversar dentro daquela sala sem serem observados.

Jungwoo piscou devagar quando o viu levantar, só então se dando conta de onde estavam e das expressões nos rostos das outras pessoas presentes.

Estaria fazendo muito barulho?

Sempre reagia facilmente com os carinhos que o mais novo fazia em si e era impossível se controlar, afinal felinos nunca foram bons em esconder coisas ou reprimir o que estavam sentindo. Sabia que seu irmão também era assim pelas vezes em que, sem querer, acabara vendo coisas que não devia entre ele e Taeyong hyung. Se estavam ronronando era porque gostavam de algo, se os bigodes apareciam fazia parte dos instintos.

Não sabiam fingir aquelas coisas.

— Quero sim. — Segurou a mão alheia com um sorriso suave nos lábios. Gostava de poder ficar perto de Yukhei, andar de mãos dadas por qualquer lugar sem problemas e dos momentos juntos. — Tudo bem o terraço?

— Uhum, vamos. — Puxou gentilmente a mão alheia até que estivessem fora da sala de aula, podendo respirar com mais leveza.

Adolescentes se surpreendiam com qualquer coisa e os olhares em cima do gatinho que ronronava não eram tão atraentes em sua visão, Jungwoo ficaria envergonhado se estivesse com os olhos abertos. Não sabia se estavam namorando, mas cuidar dele sempre foi de sua função, principalmente agora que estavam mais íntimos.

Com um sorriso bobo nos lábios o menor o seguiu pelos corredores, movendo as orelhas a cada vez que escutava algum comentário. Ainda era estranho para a maioria ver um gato e um cão tão próximos quanto eram, e ainda mais como vinham sendo desde que confessara. Trocavam beijinhos simples e andava ainda mais abraçado a Yukhei, praticamente grudado nele.

Se antes eram como uma dupla inusitada, agora eram mais o centro das atenções ainda.

— Eles ficam olhando para você, perguntando coisas. — Bufou, emburrado.

Antes fugia das perguntas sobre o mais velho ser seu namorado e agora nem sabia mais o que responder! Estava encrencado na mão daqueles garotos. Empurrou a porta que os levava até o terraço com a mão livre e a segurou até que o outro passasse por ela, o vento bagunçando o cabelo que continuava a crescer sem medida.

Jungwoo era lindo.

— Coisas? O que eles ficam perguntando? — Abriu um sorriso largo seguido de um riso quando o vento soprou, bagunçando seus cabelos com força e o rabo também. Gostava da sensação que vinha daquilo. — Yukhei! — Chamou-o estendendo as mãos, só para o abraçar quando já estavam mais próximos. — Você fica chateado quando eles ficam falando? — Acariciou o rosto bonito. Sentia tanto por Yukhei.

— Eles perguntam como são as coisas entre um cão e um gato, se brigamos muito e essas coisas. — Aproximou-se ao término da fala quando viu os braços estendidos em sua direção, retribuindo o contato na mesma intensidade.

O cheiro alheio era bem leve comparado ao seu, era agradável ao seu olfato. Às vezes se perguntava se era só ele que reparava nos cheiros, porque era uma característica de sua raça.

— Acho que nunca brigamos.... Não lembro disso. — Franziu o cenho, passando os braços ao redor do pescoço alheio.

Suspirou baixo ao sentir a temperatura mais quente do outro, o calorzinho morno sempre lhe deixava mais relaxado mesmo quando estava um pouco mais estressado com coisas do colégio. Não sabia se ele também sentia isso, mas não negava nem um pouco que gostava, por isso que às vezes vivia se esfregando nele.

— Eu não fico chateado.... Mas é chato eles ficarem reparando tanto em você.

— Eles reparam?

Alcançou os lábios felinos assim que se afastou levemente e deu início a um beijo calmo, porém mais profundo do que dera em meio à turma. Pousou as mãos na cintura do mais velho. Àquela hora os alunos estavam na cantina ou em suas salas conversando, dificilmente iam ali.

A voz do mais velho sumiu quando os lábios se encontraram em um beijo mais profundo, ao que correspondeu devagar, balançando o rabo devagar entre o contato. Controlou a própria voz para não deixar nada mais estranho sair do que o ronronar sonoro.

— Eu gosto de você também. — Sussurrou, encostando a testa à dele.

— Eu gosto muito de você. — Respondeu, o puxando para mais perto. — T-Temos que comer.

Yukhei apertou o mais velho no abraço, não queria soltá-lo e ele também não parecia querer se afastar. Podia ficar assim o almoço inteiro.

— Fala isso, mas não quer me soltar.

 

 

 


Notas Finais


Bem, é isso.

Até breve.


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