História Suave - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren G!p, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Romance
Visualizações 438
Palavras 1.946
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooooo eu aqui.
Espero que gostem!
Qualquer erro ajeito depois.

Capítulo 3 - Drapejar


Drapejar: movimento ondulado da vela quando não está bem esticada.


LAUREN ESTAVA radiante. Adorava dar festas e gostava de multidões. Ter muita gente à volta dela a alegrava e o enchia de energia.

O sol ainda não se escondera, mas a festa já estava bombando. “All Falls Dawn” explodia pelos autofalantes, e os convidados dançavam superanimados. O barman contratado servia os drinques com os mesmos movimentos de Lito quando ficou no corpo da Sun em Sense8. O iate estava lotado. As pessoas se espalhavam pela prancha de embarque e pelo cais. Garçons serviam deliciosos canapés, enroladinhos de camarão, espetinhos de frango ao molho tailandês, pastéis de massa folhada recheados com lagostins, salgadinhos de salmão defumado, bolinhos recheados com rosbife temperados com raiz forte e cogumelos recheados com siri. Lanternas japonesas e velas de citronela proporcionavam uma claridade discreta. O ar cheirava a sal e a calmaria.

Lauren sorria para todos. Vestinda camisa de seda azul e calças de algodão e mocassim sem meias, segurava um copo servido com Scotch. misturado com água. Belo número de convidados. O número de convidados sempre era grande nas festas de Lauren.

Entretanto, faltava uma pessoa. A pessoa que ela mais queria ver.

Você realmente não tinha esperança de que ela viria, tinha?

Não, ela não tinha. Por que Camila a desprezava com tamanha vontade? Por que ela se importava tanto? Se quisesse Lucy de volta, Lauren deveria resistir ao encanto de outras mulheres. A ex-namorada deveria estar impressionada com o que ela fizera em St. Michael. Ela provara não ser imatura e que era capaz de se dedicar seriamente a ajudar os outros.

O administrador do hospital se aproximou para agradecer de novo pela ajuda de Lauren, que o cumprimentou e fingiu ouvi-lo com atenção, mas o olhar continuava a percorrer o cais, observando os convidados que chegavam.

Nada de CamilaEla

Qual era o problema? El deveria estar feliz por aquela mulher briguenta estar fora da vida dela. Na manhã seguinte, Lauren estaria a caminho de casa, na Flórida. Ela deveria estar pensando em Lucy, que ficaria surpresa ao vê-la.

Sim! Voltaria para casa. Ela sentia saudade de Miami e estava agitada só de pensar em rever Lucy e em lhe mostrar o quanto mudara, mas não conseguia. deixar de desejar ter se despedido de Camila. Sentiria falta da maneira como ela a desafiava sempre que a encontrava. Poucas pessoas faziam isso com ela.

Uma delas era Lucy.

Fazia tanto tempo que ela não a via, que começava a atribuir a Camila algumas características da ex-namorada. Era isso. Era só o que podia ser, porque ela desistira de ser uma mulherenga e estava orgulhosa da própria moderação.

Um ano.

Fazia um ano que ela estivera com uma mulher. Era o recorde dela, desde que perdera a virgindade aos 16 anos. Veja, Lucy, eu mudei!

O governador e a esposa se juntaram à conversa com o administrador do hospital. Lauren piscou para a mulher, uma senhora avantajada de cerca de 50 anos, que usava um vestido longo e colorido.

– A senhora está muito bonita esta noite, sra. Freemont.

Ela corou como uma garota e abaixou a cabeça.

– A moça é extremamente galanteadora.

Disparado, não havia dúvidas de que a maioria das mulheres era muito fácil de encantar. Bastava fitá-las nos olhos, fazer um elogio e ser sincera. Aquela parte era essencial: era preciso amar realmente as mulheres. Acrescentando-se a isso uma piscadela de cumplicidade, elas se derretiam.

Todas, exceto Lucy.

E Camila.

– Vocês não estão bebendo nada? – perguntou Lauren aos Freemont. – Vou reparar esse erro agora mesmo. – Ela se encaminhou ao balcão dos garçons, repleto de bandejas de canapés, ordenou que servissem as bebidas e voltou para retomar a conversa, quando a atenção dela foi atraída, de repente, por uma morena de pernas longas que atravessava a prancha de embarque.

Ela usava um vestidinho azul estampado com minúsculas fiores brancas e muito pequeno para ela. Os seios balançavam, levando-a a deduzir que ela não estava usando sutiã.

Lauren, de imediato, começou a sentir uma certa parte de seu corpo dando sinais de vida. O olhar dela foi subindo dos pés delicados ornados por altos sandálias de salto até percorrer as coxas incríveis, passando pelos quadris largos com cintura estreita e, finalmente, pousando sobre os seios sem sutiã. Por fim, olhou para o rosto dela.

Lauren sentiu o coração fraquejar.

Não era possível! Aquela top model com sobrancelhas perfeitamente arqueadas e batom cor-de-rosa não podia ser Camila Cabello.

Ela arregalou os olhos e ficou muda. Claro que ela sabia que Camila era bonita, mas não tinha ideia de que ela poderia ficar daquele jeito: estonteante.

– Com licença – disse ela com educação para os Freemont e para o administrador do hospital, deixando a bebida de lado e caminhando, resoluto, na direção de Camila.

Ela arregalou os olhos e pegou o braço da moça de cabelos loiros que estava ao lado dela. Disse algo rápido e ligeiro para a amiga, sacudiu a cabeça, deu meia-volta e desceu pela prancha.

– Espere! – gritou Lauren, atravessando a multidão.

Mas Camila não se deu o trabalho de olhar para trás. A amiga ficara parada no meio da prancha, parecendo confusa.

– Ei, Lauren! Eu estava esperando para falar com você – falou alguém.

– Bela festa – disse uma bela mulher ao lado dela.

Um homem bateu no ombro dela.

– Vamos sentir sua falta em St. Michael.

– Desculpe, com licença… – Lauren ignorava a todos. Por que estava tão desesperada para impedir que ela fosse embora?

Ela passou pela amiga de Camila e chegou ao fim da prancha de embarque.

Camila estava quase a 5 metros de distância. Já estava saindo do cais e subindo a escada que ia para o estacionamento da marina.

– Camila!

Ela não se virou.

Lauren começou a correr. Igual a uma pateta. Você está arruinado à sua imagem. Pare com isso.

Lauren chegou ao pé da escada no mesmo momento em que Camiça chegava ao topo.

– Não vá embora, baby.

Camila parou e se voltou para olhar para ela. Uma perna sexy fincada no solo, a outra no último degrau da escada.

– O que você disse?

– Baby, por favor, não vá embora.

– Baby? Você me chamou de baby?

Lauren deu de ombros, sem graça.

– Desculpe, é apenas uma expressão.

– Você acha que eu pareço uma criança?

– Não, senhora. De jeito nenhum, nem no jeito nem na forma.

Camila desceu alguns degraus devagar, com os olhos chispando. Lauren sentiu o sangue ferver nas veias.

– A palavra baby também é geralmente usada como uma expressão carinhosa entre namorados – disse Camila.

– Ahã – concordou ela.

– Nós somos namorados?

– Infelizmente, não. – O que estava acontecendo? Ela amava Lucy. Esta tentando não seduzir outra mulher e, durante um ano, fora uma boa menina.

Deveria dar adeus a Camiça e voltar para a festa.

– Eu não sou criança e não somos namorados, certo?

– Certo.

– Portanto, sob nenhuma circunstância, você vai me chamar de baby outra vez, entendeu?

Ela fez uma continência.

– Entendi. Nada de baby. Nem agora nem nunca. A palavra foi riscada do meu vocabulário.

– Ótimo. Eu não acho a palavra adequada nem para amantes. Infantilizar o outro não é maneira de formar um laço maduro de amor.

– Você tem opiniões firmes a esse respeito.

– Tenho.

– Você realmente não gosta muito de mim, gosta?

– Não em especial.

– Por que você veio esta noite?

– A minha amiga Dinah precisava de uma companhia e de uma carona. Ela não tem carro.

– Você pretendia deixá-la e ir embora?

Por um instante, ela pareceu envergonhada, mas logo se recuperou.

– Dinah é uma mulher adulta. Pode tomar conta de si mesma.

– Mas, ainda assim, você veio com ela. – Lauren a olhou de cima a baixo. – E vestida desse jeito, devo acrescentar.

Camila enrubesceu até o pescoço.

– O vestido é de Dinah.

– Você está deslumbrante.

– Ah, isso faz com que eu me sinta especial – falou Camila com desprezo. – Aposto que você disse o mesmo para dúzias de mulheres, só esta noite.

– Dúzias de treze – brincou ela.

Camila relaxou um pouco os ombros e deu um leve sorriso. Uma pequena vitória.

Com Camila, ela colhia triunfos onde conseguia.

– Você ainda pretende fugir?

– Eu não estou fugindo.

– Para mim, parece que está.

– Eu não posso correr com esses saltos. Eu estava indo embora calmamente, ou melhor, tropegamente.

– Por quê?

– Eu não gosto de festas.

– Por que não?

– Elas têm muita gente. Eu não gosto de multidões.

– Ah, você esquece que eu a vi em ação nos campos de atendimento, logo depois do furacão Sylvia. As tendas eram mais apertadas do que latas de sardinha… E você estava bem no meio delas.

– Aquilo foi diferente. Eu estava ajudando as pessoas.

– Vamos voltar à festa – El pediu. – Eu deixo você executar os primeiros socorros se alguém se engasgar com um canapé.

Lauren a viu sorrir de novo, sentiu o coração dar uma batida fora de compasso e estendeu a mão para ela.

– Vamos lá…

As duas ficaram paradas por um momento. Camiça, alguns degraus acima; Lauren, no primeiro degrau da escada, suplicante, com a mão estendida.

– Não me deixe esperando, ba… – Ela quase disse baby, mas parou a tempo.

– Por que eu deveria voltar à sua festa?

– Para começar, você é uma boa amiga. Dinah precisa de você.

– Golpe baixo.

– Vou usar todas as armas do meu arsenal.

– Por quê?

– Por que, o quê?

– Por que você se importa tanto que eu esteja ou não na sua festa?

Era uma boa pergunta. Ela não tinha uma resposta na ponta da língua e acabou confessando a verdade.

– Eu estou cansada de estar cercada de vacas de presépio. Preciso de alguém que saiba como orçar um veleiro.

– Orçar o quê?

– Não existem freios em um veleiro. A única maneira de diminuir a velocidade é manejar as velas. Isso quer dizer: controlar a testa ou “luff” da vela grande e aproximar a proa da embarcação da linha do vento, para que este a atinja obliquamente.

– Em outras palavras, eu sou um freio?

– Bem, você sabe que tem mania de regras, de etiqueta, de comportamentos adequados e tudo mais – disse Lauren, sacudindo a mão.

– Foi um balde de água fria.

– Eu não disse isso.

– Uma estraga-prazer.

– Eu também não disse isso.

– Por que você iria querer um freio na sua festa? Espera-se que as festas sejam animadas, sem barreiras. Você deveria querer um acelerador, não um freio.

– Não fique ofendida com o comentário sofre o freio. Um freio é algo bom – disse Lauren. – É extremamente necessário. Um freio nos mantêm seguros.

– Como uma mãe?

Lauren passou a mão na cabeça.

– Isso não está indo bem, está?

– Nem um pouco. – Camila cruzou os braços, mas o sorriso reapareceu e, desta vez, durou alguns segundos a mais.

– Venha orçar minhas velas, Camila.

Camila hesitou. Há! Ela a apanhara.

– Você já está vestida para impressionar. Por que desperdiçar o visual? -insistiu ela.

– Eu não sei por que ainda estou pensando nisso.

– Porque há uma parte de você que não quer passar a noite sozinha, lavando a cabeça.

– Eu não me importo em ficar sozinha.

Camila era um osso duro de roer.

– Tudo bem – disse Lauren. – Mas você não sabe o que está perdendo. – Assumindo um risco calculado, ela se virou para ir embora.

– Espere – disse Camila.

Lauren sorriu e parou, mas não se voltou.

– Sim?

– Eu estou morrendo de fome. Eu vou, em troca de comer alguma coisa. – O barulho dos saltos altos contra o metal dos degraus da escada ressoou na escuridão.

Lauren flexionou o braço e o ofereceu a ela. Para surpresa dela, Camila aceitou.

– Só porque estou usando saltos altos – explicou Camila, enquanto enlaçava o braço no dela, como se soubesse o que ela pensava.

Assim que Camila a tocou, foi como se ela tivesse ateado fogo nela. Lauren engoliu em seco. Que bom que, no dia seguinte, ela estaria levantando âncora. Mais um dia com Camila, e não se sabia o que poderia acontecer.


Notas Finais


Então?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...