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História Suayeon Soulmates - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Dando um pouco mais de momento para as meninas do (G)I-dle nesse capítulo.
Como eu disse antes, há outros ships que terão importância além do principal, e em momentos assim trabalharei melhor eles.
Espero que gostem!

P.S: trechos em itálico são recordações.

Capítulo 10 - A Noite da Explosão


[ Soyeon narrating... ]

 

Perdi o sono nessa madrugada, minha mente trabalhando a mil. Minha conversa com a Siyeon mexeu comigo. De certa forma, saber que posso desabafar tudo que venho sentindo em uma música, com ajuda de outras amigas e grupos, com intenção de criar uma espécie de revolução no mundo da música coreana me deu um ânimo que há tempo eu não tinha.

Por causa disso estive presa em memórias, relembrando cada momento que vivi ao lado de Yuqi, desde o momento que a conheci, até os mais recentes, sendo eles acontecimentos bobos ou relevantes, não importa. Todos são muito preciosos para mim e vou guardar para sempre em meu coração.

Se me perguntarem quando eu comecei a me apaixonar pela Yuqi, eu não saberei te dizer. Foi gradualmente, pouco a pouco. Cada gesto dela, cada olhar, toque, abraços, beijos no rosto e provocações feitas por mim somam a tudo que venho vivendo ao lado dela. Uma garota chinesa, solta e descontraída, sem medo de viver... bonita e encantadora. Acredito que qualquer pessoa que venha a conviver com ela logo se apaixonará por essa mulher. A pessoa mais incrível que eu já conheci. Juro dizer que talvez, se a Yuqi dessa uma chance a qualquer uma de nós – menos Shuhua, que está muito apaixonada pela Soojin – aceitaríamos ela sem nem pensar duas vezes. Ter a Yuqi como namorada deve ser um sonho.

Um sonho que parece ser real para o Lucas. É o que todos comentam nas redes sociais. O modo como ele e Yuqi estão bem unidos, com uma amizade que vai além da compreensão e muito possivelmente vai além dos limites de uma simples amizade. Uma vez, fingindo não ser nada demais, perguntei a Yuqi se ela namoraria o Lucas e ela nem confirmou, mas também não negou, apenas deu uma forma de mudar o assunto.

Se estou triste com esses acontecimentos? Eu estaria mentindo se dissesse que não, mas também não estou entrando em desespero por causa disso. Eu sou lúcida, tenho consciência dos meus sentimentos, mas também sei que não devo pressionar a Yuqi a algo que ela não cogite viver.

Eu vou amar Yuqi sempre, independente do que acontecer. Meu amor por ela é mais importante que uma mudança em nossa relação. Estando juntas como amantes ou amigas não importa, o mais importante para mim é não perder ela de minha vida. O que quero é vê-la feliz, independente de como isso aconteça.

É com esses pensamentos que minha mente começa a me levar de volta para uma recordação, aquela que acredito ser o momento em que percebi que meus sentimentos por ela vão além de uma boa amizade... aquele dia em que o nosso grupo esteve em Nova Yorque...

 

— Alguém viu a Yuqi? — Pergunto às meninas, que estavam juntas, sentadas em um banco de pedra, esperando para uma gravação com os Neverlands em local público.

Estive procurando pela Yuqi há cerca de quinze minutos pelo local e não a encontro de maneira alguma. Gostaria de conversar com ela, ouvir sua voz, ter a sua companhia. É como se isso de repente tivesse se tornado uma necessidade ao qual não posso negar.

— Talvez esteja paquerando por aí. — Ouço Shuhua brincar e de certa forma isso mexe comigo.

— Como assim, paquerar por aí? — Pergunto insatisfeita.

— Uns fãs vieram falar com ela, e então não a vi mais. — Shuhua responde. — Você sabe como ela é, tem uma facilidade enorme de fazer amizade seja com quem for. Eu estou perplexa com o fato de ninguém ainda da produção ter reclamado dessa nossa aproximação além do normal com os fãs. Talvez ela esteja aproveitando o momento.

— Acho isso muito improvável. — Minnie, que ouvia as palavras de Shuhua atentamente, diz convicta. — A Yuqi sabe muito bem que namoro ou pegação com qualquer pessoa acarreta em punição grave. Principalmente se for com fãs, que logo disponibilizariam todos os detalhes na internet na primeira oportunidade que tiverem.

— A Minnie tem razão. — Confirmo, muito mais por não querer acreditar na Yuqi com alguém por aí, do que por ser realmente uma grande verdade em nossas vidas. — Eu vou dar uma volta novamente, ver se encontro ela.

— Boa Sorte. — Shuhua comenta, agarrando o braço de Soojin, essa que parece estar perdida em seu próprio mundo.

Caminho por mais um tempo, perguntando há algumas pessoas da staff e produção seu paradeiro. Já estava perdendo as esperanças de encontrá-la quando uma das garotas que cuida de nossa maquiagem finalmente me ajuda.

— Ah, eu vi ela entrar na van há alguns minutos, ela parecia um pouco chateada.

— Muito obrigada. — Agradeço, já me encaminhando para a van que nos trouxe até esse lugar.

Durante o caminho eu repreendo a mim mesma por ter procurado em quase todos os lugares, menos dentro da van. Por que não pensei na van? É um lugar tão óbvio quanto os demais, talvez até mais do que alguns deles.

Abro a porta e a vejo sentada em um dos bancos ao fundo, olhando fixamente para algum ponto à frente, mas acredito que para nada em específico.

— Yuqi? — Chamo ela, entrando e me sentando ao seu lado.

Ela leva alguns segundos ainda perdida em seus pensamentos, até olhar para o lado e me ver, e uma feição de grande surpresa estampar sua face.

— Soyeon? — Ela diz, balançando a cabeça e esfregando o rosto, em uma tentativa de voltar por completa à realidade. — Algum problema? Já vamos começar a filmar?

— Não, relaxe, ainda temos um tempo. — Digo, não deixando passar despercebido que há a incomoda. — Pode ir me contando o que está te chateando.

— Não é nada, está tudo bem. — Yuqi fala, mas seu desviar de olhos e sua voz falha te contradiz.

— Não me parece que está tudo bem. — Seguro seu queixo e trago seus olhos de volta para mim, queria que pudesse enxergar através de meus olhos uma confiança que sempre desejo passar para ela, em todos os momentos. — Você não é de esconder segredos Yuqi, principalmente de mim, por que quer fazer isso agora?

— Isso não tem a ver com você, se eu contar, só vai te chatear com meus problemas. — Ela fala e noto seus olhos umedecerem.

Algo realmente sério deve ter acontecido e começo a ficar preocupada.

— Por favor, deixe-me te ajudar. — Eu peço, ainda segurando seu rosto, nossos rostos bem próximos.

Por um momento muito rápido em me perco em seu hálito, desejando saber se o sabor de seus lábios é tão doce quanto o seu cheiro. Retorno à realidade quando ela enfim fala:

— Passaram a mão em minha bunda.

Eu a encaro sem falar nada de imediato, confusa, minha mente não conseguindo processar o que acabara de ouvir, enquanto ela continua me observando em expectativa.

— O que? — Enfim digo, sem saber muito bem o que falar além disso.

— Eu disse que passaram a mão na minha bunda...

— Quem foi o desgraçado!? — De repente grito furiosa, assustando tanto a mim quanto à ela por ter tido tal reação sem controle.

— Foi um fã quando pediu para tirar foto comigo...

— E você aceitou isso numa boa?

— Eu não tive tempo de agir, quando menos notei, tinha acontecido e...

— Uma vez eu te disse que esse seu lado amigável demais ia acabar causando algum momento desconfortável, mas você não costuma me ouvir, não é? — Continuo gritando com ela, sem deixar que ela termine suas frases.

Estou nervosa, eu nem sequer sei exatamente o que estou falando. Apenas as palavas saem e quando percebo, já disse tudo.

— Por que está com raiva de mim? — Ela pergunta e é nesse momento que assumo o controle de meus sentimentos. — Eu não tive culpa, está bem? Eu não esperava tal ação e fiquei desconcertada, não quis ficar com raiva dele na frente de outras pessoas, eu só... não soube o que fazer.

Yuqi se encosta no banco e olha para o teto, respirando fundo. Começo a me arrepender de ter sido dura com ela. Obviamente ela não tem culpa de um tarado ter se aproveitado de sua bondade para tirar um proveito, não há motivo algum para eu reclamar com ela.

— Desculpe Yuqi, eu não sei o que deu em mim. — Digo em um tom baixo, abaixando a cabeça, me sentindo bastante culpada. — Senti uma raiva muito grande por saber disso, eu... não deveria ter agido assim. Me desculpe.

— Por que toda essa raiva? — Yuqi pergunta, tocando levemente minha bochecha e erguendo minha cabeça, fazendo-me olhar para ela, assim eu fiz com ela minutos antes.

— Não sei, talvez eu tenha odiado saber que alguém tenha te tocado dessa maneira.

— Por que você quer ser aquela pessoa a me tocar desse jeito?

Eu perdi a fala. O que dizer após isso? Nem mesmo me irritar eu consegui ao ver Yuqi se acabar de rir em minha frente, declarando que foi uma provocação que me deixou desconcertada, sendo que eu sou aquela que provoca ela e sai vencendo. Fiquei tão em choque que tive de rir também junto com ela. Mas se eu parar para pensar melhor no que ela me disse, eu não negaria. Tocá-la de maneira íntima é um desejo forte que habita dentro de mim que eu nem sequer havia dado importância antes, mas agora, diante de toda a situação, e de estarmos apenas ela e eu dentro dessa van, pude meu corpo esquentar só de pensar em conseguir tal ato.

E se eu agir como a verdadeira Soyeon e não recuar perante tal provocação? Acho que estou muito a fim de descobrir.

— Ok Yuqi, você venceu, eu realmente quero te tocar. — Digo com malícia na voz, fazendo-a imediatamente parar de rir e me encarar atônita.

— Está falando sério?

— Muito sério. — Fixo meu olhar com o dela e trasmito toda a minha segurança em tal decisão.

Ao contrário do que eu imaginava que iria acontecer – que seria ela gritar, me chamando de louca ou safada e tentar fugir de mim – mas ela deu uma olhada rápida em direção à porta da van que estava fechada, depois observou pelas janelas as pessoas do lado de fora – que não davam bola alguma para a van, e que nada do lado de fora poderia ver dentro, a não ser se encostasse o rosto no vidro – e então virou em minha direção, com uma seriedade tão densa que me deixou confusa.

— Soyeon... — Ela diz num tom de voz controlado e de certa forma bem sexy para mim, que mexeu com cada célula de meu corpo, arrepiando-me até mesmo em regiões que eu não fazia ideia que isso fosse possível.

— Sim? — É só o que digo, querendo logo saber o motivo para ela estar agindo assim.

— Estamos sozinhas e eu acredito que nada pode nos fazer mal agora, como ver ou filmar qualquer coisa que venha a acontecer... — Ela fala, se aproximando de mim lentamente.

— Também acredito nisso. — Eu nem sei o que exatamente estou dizendo, apenas deixo as palavras saírem, enquanto me perco em seu olhar tão lindo e encantador.

— O que acontece é que, recentemente, estive conversando com a Shuhua sobre todo esse apego que ela tem pela Soojin e como surgiu. — Ela fala, tocando minhas coxas, deixando a pele onde tocastes em chamas. — Ela me explicou tudo e eu fiquei perplexa com sua explicação. Então ela me perguntou o motivo para eu ter perguntado isso a ela, e eu respondi que desde que conheci você, Soyeon, e soube de seu talento, carisma e a excelente pessoa que é, eu me vi desejando ter um relacionamento contigo idêntico ou parecido com o que a Shuhua tem com a Soojin, mas nunca tive coragem de dizer, porque muito possivelmente eu parecer estranha por querer algo assim.

Eu literalmente estou começando a perder os sentidos do mundo exterior. Tudo em mim está focado nessa mulher à minha frente. Meu corpo queima por ela. Meus olhos não sabem se apreciam seu olhar ou se fantasia com seus lábios tão próximos de mim. Inconscientemente eu elevo uma mão e toco seu rosto e ela não se afasta, na verdade permite o meu toque, balançando a cabeça, aceitando meu carinho.

— O que você quer de mim, Yuqi? — Pergunto, desejando tanto beija-la nesse momento que eu mesma fico surpresa com esse lado meu que eu nem sequer tinha ideia que existia, e com tanta intensidade.

— Quero ser uma Shuhua em sua vida. — Ela fala e pude ver seu olhar indo para meus lábios também. — Gostaria de poder me aproximar mais de ti, te conhecer melhor. Talvez eu queira ser a sua Yuqi.

Eu já havia perdido todo o controle de mim e estava prestes a beija-la... quando a porta da van se abre de repente, fazendo Yuqi e eu nos afastarmos no impulso e agirmos como se nada demais tivesse acontecido até então.

— O que vocês estão fazendo aqui dentro, com a porta fechada e sem o ar condicionado ligado? — Shuhua pergunta, olhando de mim para Yuqi desconfiada. — Não estão com calor, não?

— Nós só estávamos conversando. — Digo, tentando parecer o mais normal possível. — Estava a nossa procura?

— Ah sim, vamos começar as filmagens, pediram para eu procurar por vocês.

— Tudo bem, já estamos indo.

— Não demorem mais. — Shuhua fala e se afasta.

Eu olho para Yuqi e a vejo super vermelha, o que me faz sorrir abestada. Eu não sei o que exatamente acabou de acontecer, mas eu gostei muito disso.

— Me desculpe unnie. — Yuqi finalmente fala, olhando para mim envergonhada. — Eu não sei o que deu em mim, acho que você deve estar me achando uma maluca agora e...

Eu me aproximo dela e encosto meu dedo indicador em seus lábios, silenciando-a.

— Minha resposta para sua proposta é... sim. — Digo, surpreendendo-a. — Eu aceito que você se torne uma Shuhua em minha vida, mas que seja mais você mesma. Sei que você não é tão ativa e pegajosa quanto a nossa maknae, mas do jeito que você for comigo, eu irei amar, assim como serei a sua Soyeon, o que me diz?

— Eu amei! — Ela fala e um enorme sorriso surge em seus lábios e olha... esse sorriso é uma perdição para mim...

 

Como eu gostaria de ter sentido o sabor do beijo da Yuqi naquele momento. Desde então, nós realmente nos aproximamos como combinamos, mas situações como aqueles nunca mais se repetiu. Mas não vou forçar nada, o que tiver de ser, será. Aprendi isso em minha vida e deixarei as coisas seguirem seu rumo natural, e se em algum momento eu tiver uma oportunidade única, não a desperdiçarei.

Realmente sem sono, me levanto e decido ir ao estúdio, trabalhar em minha ideia de música para o (G)I-dle. Passo algumas horas envolvidas no serviço, trabalhando na letra e em uma melodia que combinasse com o sentimento ao qual gostaria de passar. Assim, os versos foram sendo criados:

“Em meu quarto solitário, eu enxergo as nuances do céu pela janela

Saltando por memórias ativas, sempre focando apenas nela

E eu me recordo de palavra que disse, cada gesto que costuma usar

E eu não posso deixar de te desejar cada vez mais

Pois ao seu lado é onde eu quero sempre estar

 

Oh Deus, se está ouvindo minhas preces, eu te peço

Dê conforto a ela enquanto eu não estou por perto

Mantenha ela segura até eu poder encontra-la

Eu preciso tanto dela em minha vida que perco o controle

E eu sei que perdi a minha chance quando a tive

E eu gostaria de poder retornar àquele instante

Tocar seus lábios com os meus e sentir o aroma do amor

Ao qual me abraçou e eu não dei o devido valor...”

 

É um bom começo. Devo trabalhar melhor nos versos e construir uma ponte e refrão, mas já tenho a melodia perfeita para essa letra. Empolgada, ouço o barulho de algo se quebrar vindo da cozinha ao lado, mas não me importo com isso. Estou ansiosa demais e quero avisar a Siyeon que estou indo no caminho certo.

Pego o celular e disco seu número, mas enquanto vou ouvindo o som característico de chamada sendo encaminhada, algo vem em minha mente. Caraca, são quase cinco horas da manhã, muito provavelmente ela deva estar dormindo agora e vou incomoda-la. Onde eu estava com a cabeça para querer fazer uma ligação agora?

Estava para desligar quando ouço algo. Ela realmente atendeu e acabo esquecendo o fato de ser bem cedo e começo a falar toda animada:

— Siyeon? — Digo, tentando controlar todo o meu ânimo e não sair gritando como uma louca.

— Sim, sou eu, posso saber o motivo de toda essa felicidade? E por que me liga tão cedo assim? — Ouço-a perguntar e acabo notando um tom de infelicidade em sua voz, o que quebra com a euforia que eu estava sentindo.

— Acabei de compor uma música que acredito ser perfeita para o nosso plano e gostaria de te avisar, chamar para mostrar como ela está. Aconteceu alguma coisa?

O seu suspiro de pesar antes de me responder me deixa ainda mais preocupada.

— Por que diz isso? — Ela pergunta e reparo que há alguma outra voz tristonha ao lado dela.

Com certeza algo de ruim deve ter acontecido.

— Não sei, seu tom de voz está muito fraco, e não me parece ser sono, é como se você não tivesse ido dormir ainda.

— A SuA está hospitalizada.

Foi um baque tremendo ouvir Siyeon dizer essas palavras. Arregalo os olhos prendendo meu olhar em um ponto além do estúdio, na porta que dá para a cozinha. Por um leve instante achei que tinha vista uma sombra ali me observando. Nem dou muita importância, pois queria saber o que houve com a SuA.

— Hospitalizada? Mas o que houve? — Então um cheiro muito forte atinge minha narina e franzo o cenho, reclamando do fedor. — Que cheiro é esse?

Eu nem sequer ouvi o que a Siyeon disse em seguida. Eu olhei para os lados procurando a fonte desse cheiro horrível, então me dou conta que vem da cozinha. Dou alguns passos até lá e abro a porta, então sou atingida em cheio pelo fedor e minha teoria se confirmou... é gás vazando.

— Tem algo de errado aqui. — Falo, então ouço vozes se aproximar do outro da cozinha e a porta que dá para o corredor se abre.

Tudo aconteceu em um piscar de olhos. Eu reparo que há cacos de vidro no chão e meus olhos vão para o alto. A lâmpada da cozinha está quebrada. Talvez tenha sido o som que ouvi mais cedo, de algo se quebrando. Então recordo de ter visto uma sombra me observar instantes antes de eu sentir o cheiro de gás vazando. Alguém fez isso de propósito.  Yuqi abriu a porta e levou a mão ao nariz devido ao fedor e no instinto ela levou a mão até o interruptor para acender a luz.

Essa não!

A lâmpada está quebrada. É uma armadilha. Se ela acionar o interruptor, os fios provocarão faísca e como não tem a proteção do vidro, entrará em contato direto com o gás.

Isso não é nada bom.

— Yuqi, não toque nisso! — Grito, mas é tarde demais.

As últimas coisas que vejo são: a Shuhua aparecer de repente atrás da Yuqi e a puxar, então sinto alguém me segurar pela camisa atrás e me jogar para trás e uma forte explosão me arremessa contra a parede. Depois disso... eu apaguei.

 

[ Shuhua narrating... ]

 

— Ah Yuqi, eu estou com fome, ficar sem sono é tão ruim! — Reclamo, puxando minha amiga comigo, que reclamava pois queria continuar deitada.

Ela e eu estivemos juntas desde o que ocorreu na noite do diz anterior ao de ontem. Ouvir a Soojin dizer que ficou com um garoto da nossa empresa e o modo como meu coração se apertou ao saber disso apenas confirmou o fato de que meu amor por ela vai além de querer chamar a atenção ou porque parece fofo demais diante das câmeras.

Eu realmente a amo, mas sempre soube que nunca a teria. Ela é hétero, e mesmo que isso tenha sido confirmado, não esperava que fosse machucar tanto assim.

A Yuqi, como uma grande amiga que é, esteve o tempo todo comigo, me confortando, deixando de fazer suas coisas durante o dia e até mesmo de dormir, apenas para me fazer companhia. Eu ainda terei que retribuir todo esse favor a ela.

Há poucos minutos minha barriga começara a roncar e acabei por arrasta-la para vir à cozinha comigo, mesmo que ela reclamasse por estar frio e querer continuar enrolada.

— Vamos logo com isso para podermos voltar para debaixo do edredom, por favor. — Ela diz me arrancando uma risada, enquanto ganhava a frente indo em direção à cozinha.

Ao dobrarmos o corredor da cozinha, Yuqi não notou, mas reparei que havia alguém parado no outro lado, perto da curva que leva à porta de saída do edifício. Eu me assustei e acabei parando, com os olhos arregalados. É um homem, usando uma roupa toda preta e um chapéu que me impossibilitava de ver os seus olhos. Mas eu podia ver seus lábios. Ele sorria assustadoramente.

Um homem não poderia entrar a essa hora em nosso dormitório. O que está acontecendo?

Quando eu pensei em gritar, ele levou o dedo indicador à boca e pediu silêncio. Depois apontou para a Yuqi e a cozinha. Rapidamente olhei para trás e vi ela quase abrindo a porta do lugar, reclamando de alguma coisa. Então sinto um cheiro de gás vazando. Volto a atenção para o homem, que sorri ainda maior e aponta para o teto, em direção à lâmpada do corredor e faz um movimento com a boca, sem emitir som algum, mas entendi o que ele quis dizer: boom!

Minha mente trabalha rapidamente enquanto o homem se vira e some. Lâmpada... gás... explosão... ah não, será que ele me avisou sobre o que pode acontecer na cozinha?

Imediatamente obrigo minhas pernas a correr, gritando pelo nome da Yuqi. Só tenho tempo de puxa-la para trás e tentar afasta-la da cozinha, quando somos atingidas pela explosão e arremessadas para longe...



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