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História Suayeon Soulmates - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Qualquer erro de escrita, podem me avisar que eu corrijo. Vale para troca de nomes também se houver (apenas erros ou confusão. Os nomes reduzidos são assim mesmo, pois eu os uso tbm).
Espero que gostem ^^

Capítulo 4 - Moonsun It's Real Pt. I


SuA toca a campainha e esperamos por alguns segundos até uma Soyeon sorridente aparecer e nos abraçar com força. Tenho de admitir que fiquei surpresa por vê-la me tratando assim, já que nós não temos ainda uma afinidade. Mas não posso negar, ser recebida com tamanha paixão aqueceu meu coração.

— Que bom que vieram, só faltava vocês. — Ela diz, dando espaço para nós. — Podem entrar.

Realmente só faltava nós duas. E a primeira coisa que notei ao chegar na belíssima sala do app de Yuqi, foi ver Sol e Byul rindo com as amigas, uma ao lado da outra, as mãos entrelaçadas sobre a coxa da Solar. É natural, íntimo e perfeito. Não sei como reparei nisso, mas notei que suas mãos encaixavam impecavelmente uma na outra. E as trocas de olhares? Intensas e constantes. O brilho que elas emanavam dá uma sensação de conforto e paz no ambiente que me deixa completamente apaixonada pelo relacionamento delas. E feliz por terem percebido isso.

Meu coração Moonsun sorri nesse exato momento!

Troco um olhar compactuado com SuA enquanto somos notadas por elas. Foi uma comoção rápida, mas maravilhosa. Cada uma delas fizeram questão de vir até nós e nos abraçar. Aproveitei esse momento para dizer o quanto estava feliz por elas estarem juntas, e as duas sorriram como se o sentido da vida fosse aquele momento... e talvez realmente fosse para elas.

— Será que podemos começar com os relatos? — SuA pergunta quando já estamos acomodadas nos sofás, poltronas ou jogadas no tapete da sala. — Estou muito ansiosa para saber como minhas dicas podem ter surtido efeito para vocês.

Nós rimos de seu comentário.

Estou sentado ao lado dela em um dos sofás. No outro, estão o nosso querido e belo casal. A dona do local está sentada em uma poltrona e sua amiga Soyeon encontra-se em um dos braços da poltrona, ambas muito próximas. Hwasa e Wheein estão no tapete... Hwasa sentada com as costas encostadas em almofadas posicionadas à frente do sofá ao qual SuA e eu estamos, enquanto Wheein deitou-se sobre o colo da Hwasa.

Parando para analisar esse momento, é como se fôssemos quatro casais desfrutando de um encontro entre amigas. Sol e Byul – já confirmado – Hwasa e Wheein; Yuqi e Soyeon; e... SuA e eu.

Seria esse um sonho meu ao qual gostaria de ver realizado?

Com certeza sim.

— Infelizmente BoRa, nenhum dos conselhos que recebi ajudou muito, pois aconteceu de uma forma bem diferente do que eu imaginava. — Solar comenta sobre o pedido de SuA, sorrindo contente e olhando para sua namorada, que retribui o gesto.

— Foi uma loucura, uma tremenda confusão. — Byul complementa.

— Confusão que nós duas tivemos uma parcela de envolvimento. — Wheein diz.

— Até mesmo minhas palavras serviram para abrilhantar essa história digna de um livro. — Yuqi brinca.

— Okay, está tudo muito interessante, mas quando Siyeon e eu poderemos saber dos detalhes? — SuA pergunta, e para minha surpresa, entrelaça sua mão com a minha.

Eu sorrio feito boba com isso e reparo que não fui a única. Cada uma das meninas nos observam sorridentes, e posso jurar que vejo um desejo de que talvez nós duas possamos estar juntas assim como a Byul e a Sol.

Será que elas também nos shipam?

— Eu também estou por fora dos acontecimentos, gostaria muito de saber. — Soyeon comenta, enquanto Yuqi apoia sua cabeça no colo dela.

Agora foi a vez de cada uma de nós olhar para elas e sorrir com aquela intimidade.

Se um fã louco por ships pudesse entrar aqui agora teria uma overdose de felicidade. Com toda certeza.

— Tudo bem, é para isso que estamos aqui. — Byul começa. — Mas saibam que a história não é muito longa, mas também não é assim tão curta, vai levar um tempo para ser contada. — Ela se vira para Solar. — Você me ajuda?

— É claro. — Sol responde.

E assim elas nos levam para os principais momentos que construíram todo o cenário que possibilitou a união delas...

 

[ Solar narrating... ]

 

— Wheein, você pode fazer umas massagens em mim, por favor? — Peço com voz manhosa, jogada no sofá de nosso estúdio, situado no edifício onde moramos.

Acabamos de chegar de viagem do Japão e estou “morta” de cansaço. Ainda me deixa mais triste saber que em duas semanas vamos voltar a ativa para a produção do nosso próximo ano. Alguém sabe me dizer quando teremos umas férias dignas de rainhas da Coréia?

Chegamos no final da tarde. Byul logo subiu para seu apartamento pois reclamava de dor de cabeça. Até pensei em lhe fazer companhia, mas decidi que nesse momento o melhor para ela seria tomar um bom banho, jantar e descansar por várias e várias horas.

Ela merece. Na verdade, todas nós merecemos.

Não fiquei por muito tempo em meu app. Vim para o estúdio dar uma olhada nas últimas letras que escrevi e ver quais delas seriam ótimas para serem colocadas adiante para canções e projetos. Posso reclamar de férias, pois realmente cada uma de nós estamos precisando, mas enquanto esse sonho não chega, eu continuo firme trabalhando.

Não esperava encontrar a Wheein jogada no tapete da área de descanso no estúdio, de óculos e lendo as suas próprias letras pelo visto eu não fui a única com a mesma ideia nessa noite.

Desde esse momento até agora, já se foi um pouco mais de uma hora em que estamos juntas, mas sem conversar uma com a outra. Dedicação e foco total em nossas atividades.

— Sinto muito Sol, mas estou acabada. — Wheein responde, colocando as folhas de lado e esticando seus membros o máximo que pode. Seu cansaço está realmente visível. — Gostaria de saber porque nós duas estamos sendo estúpidas o suficiente para deixar de lado uma noite relaxante para continuar trabalhando dessa forma.

— É ossos do ofício, minha cara. — Digo em tom de brincadeira, mas abandonando minhas folhas também.

Escolhi apenas uma escrita minha durante todo esse tempo. O ritmo está péssimo e se continuar assim levará a noite toda e madrugada a dentro. A Wheein tem razão. Foi estupidez ter vindo ao estúdio pensando em continuar trabalhando. Nós não somos máquinas, até onde sei.

Wheein se levanta e começa a alongar os músculos. Eu a observo atenta.

Eu não esperava, mas tivemos uma viagem ao Japão bem próxima uma da outra. Eu fico até surpresa por pensar que pela primeira vez em estive mais tempo com outra pessoa do que com a Moonbyul. Não que eu tenha cansado dela ou algo do tipo... tem nada a ver. É que Wheein e eu, de uma forma que eu nem faço ideia, decidimos estar mais próximas dessa vez.

Não entendam mal.

Nós quatro somos bastante unidas. Verdadeiras amigas. Inseparáveis. Mas acho que vocês também sabem que, mesmo com todo o nosso amor uma pela outra, sempre houve uma divisão em duplas. Moonbyul e eu tínhamos, temos e teremos mais afinidade, assim como a Wheein e Hwasa, por serem amigas de longa data.

E é por isso que é de certa forma estranho perceber que a Byul e eu não ficamos muito tempo juntas dessa vez. Talvez esse seja um grande motivo para eu estar sentindo uma falta imensa dela, como se não nos víssemos a anos, mesmo sabendo que há menos de duas horas.

Wheein percebera meu olhar sobre ela e seu sorriso cresce de uma forma que me assusta. Ela se aproxima rapidamente e se joga em cima de mim. Não tive muito tempo para reação. O máximo que pude fazer foi gritar e tentar me defender da melhor maneira possível.

Ela leva suas mãos à minha cintura e distribui pela minha pele, provocando-me cócegas. Eu grito, peço para ela parar, mas quanto mais ouve minha voz, mais ela parece tentada a me deixar em más condições.

Não podia permitir que isso demorasse por mais tempo, então a pego pelo colo e a jogo no outro lado do sofá, jogando minhas pernas em cada lado de seu corpo, prendendo-a embaixo de mim.

— Peça desculpas garota, ou eu terei minha doce vingança. — Sussurro em seu ouvido, distanciando-me em seguida para que ela pudesse ver minhas mãos prontas para ataca-la.

Ela ri sem ao menos eu fazer nada, erguendo os braços para cima e se rendendo, jogando depois os braços sobre meu pescoço e me puxando para um abraço. Nesse instante ouvimos um barulho na porta.

Nos viramos, mas não vimos nada.

Que estranho...

 

[ Moonbyul narrating... ]

 

Droga de dor de cabeça!

Droga de momento ao qual não tenho remédio em casa!

Depois que cheguei de viagem, tomei um merecido banho e estava me preparando para jantar quando reparei que a enxaqueca não passava. Vasculhei a gaveta onde guardo meus remédios até suspirar frustrada e irritada por não ter o que procuro. Um tanto quanto contra gosto eu me arrumei, coloquei uma touca e óculos, junto a um moletom e calça, para ir na farmácia aqui próximo.

Um percurso rápido, o que não seria um grande incômodo.

Fiz minhas compras, aproveitando para passar em uma lanchonete e comprar meu jantar – ao qual comprei em dobro para compartilhar com a Sol – e voltei ao nosso prédio.

Infelizmente eu fiquei uns três minutos tocando a campainha do app da Solar, mas não obtive resposta. Ela não estava lá, o que me deixava parada sozinha em frente à sua porta, segurando um saco de comida – os remédios eu guardei e já havia tomado a dose necessária daquela noite.

— A Sol também não está? — Ouço alguém dizer e me viro.

Hwasa vem se aproximando, parando ao meu lado.

— Se você diz “também”, então quer dizer que a Wheein também não se encontra em seu app. — Comento, já pensando no que vou fazer em seguida, até que a resposta vem de forma fácil. — Que tal você então me fazer companhia? — Pergunto, erguendo a sacola de comida, fazendo-a rir.

— Desculpe, eu já jantei. — Ela responde. — Mas acredito que você ainda possa comer ao lado da Sol essa noite. Vamos procurar por elas. Eu aposto que possam estar no estúdio.

— No estúdio? A essa hora? Depois de uma viagem cansativa? — Indago incrédula, enquanto a sigo pelo corredor.

— Você sabe como nós somos, também és assim. Quando menos esperamos estamos no estúdio já pensando em um próximo trabalho, seja ele musical ou pessoal. É como se fosse nosso santuário.

A Hwasa tem toda razão. Quando me sinto inquieta, insegura, cansada, triste, frustrada, feliz... não importa como eu esteja, muitas das vezes eu vou até o estúdio para extravasar os sentimentos. E é assim com todas nós. Por que não lembrei desse detalhe importante antes?

— Você reparou que elas estiveram bem juntas nessa viagem? — Pergunto.

Eu queria não demonstrar ciúmes, mas era quase impossível. Tive forças para agir naturalmente no Japão, durante a volta e nossas conversas. Fui firme, demonstrando não importar o fato de estar sendo trocada, mas manter isso dentro de mim sem conversar com alguém estava me sufocando.

Nada melhor do que me abrir com a Hwasa. Ela também não teve muito a companhia da sua amiga de longa data, então acredito que ela esteja incomodada com isso.

Eu estava certa. Pude ver um certo descontentamento em seus olhos, apesar de ser menos intenso que o meu. Ou ela realmente não está sendo afetada tanto quanto eu, ou ela sabe melhor disfarçar.

— Reparei, e espero que elas não decidam criar um mundo só delas e esqueçam aqueles ao qual já pertencem e são amadas.

Nossa! Me surpreendi com a resposta da Hwasa. Seu tom foi comum, até mais branco do que se espera de tais palavras proferidas, mas a raia estava presente. Ela quer respostas tanto quanto eu.

Ao nos aproximarmos do estúdio, ficamos em silêncio ao ouvir as risadas de Solar e Wheein. Só de ouvir aquele riso fabuloso da Sol eu deixei de lado qualquer pensamento ruim e um sorriso surge em meus lábios. Eu só queria ir até ela, abraça-la e sentir o seu calor. Chego a pensar que só de sentir o corpo dela essa dor de cabeça que sinto desapareça. Ela é meu porto seguro, sempre foi.

Adianto os passos e abro a porta do estúdio prestes a gritar... quando toda a minha felicidade despenca em um abismo sem fim. Meus olhos ficam pregados naquela cena bem diante de mim. Ali, no sofá do estúdio, eu vejo a Sol por cima da Wheein, seus rostos bem próximos. Elas estão bem íntimas, posso notar e o sorriso que a Sol lança para Wheein faz o mundo ruir.

Meu corpo treme, minha voz falha, meus olhos umedecem e perco a força nas pernas. Se não fosse pelos braços de Solar em minha cintura, eu teria caído ali mesmo.

— Venha, melhor sairmos daqui. — Ouço-a dizer e deixo que me carregue para longe daquele lugar.

Eu nem mesmo tinha forças para contradize-la. Eu perdi os sentidos e minha mente só sabia pensar em uma coisa... eu a perdi...



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