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História Suayeon Soulmates - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Estou pensando seriamente em outros ships para a fic, mas ainda não tenho certeza.
Venho pesquisando bastante recentemente e tem uns que aquece demais meu coração rsrs
Aqui está a continuação do que começou no capítulo anterior.
Mais uma vez, qualquer erro que notarem, me notifiquem para que possa corrigir. Obrigado!
Desfrutem!

Capítulo 5 - Moonsun It's Real Pt. II


            [ Solar narrating... ]

 

            Foi um evento terrível!

            Tive que interpretar perfeitamente a Solar amável e brincalhona com nossos MooMoo’s, já que no fundo, eu estava destroçada.

E o motivo era a Moonbyul.

Ela não fala mais comigo, desde que voltamos daquela viagem do Japão. E isso já faz seis dias. Seis longos dias que a Moon me evita. Isso pode até parecer pouco tempo, mas para mim, principalmente se tratando dela, é tempo demais.

Sufoca, machuca, me tira a vida.

Eu tentei diversas vezes conversar com ela, perguntar o que estava acontecendo, o que fiz para ela estar me evitando dessa forma, mas ela nunca me deu uma oportunidade de entender. Nem ao menos briga comigo, me xinga, dispara o que será que fiz que a magoou dessa forma, ela apenas dá de ombros ou troca palavras monossilábicas comigo e se afasta. Toda vez que ela me trata assim, é como se uma faca acertasse meu peito. E noite passada foi o máximo que consegui suportar. Chorei horrores em meu quarto sozinha, nem sequer consegui dormir direito. Acredito que tir3ei um leve cochilo de quarenta minutos e nada mais. Hoje cedo precisei de um banho frio urgente e passei o máximo de maquiagem possível para esconder meu rosto acabado, mas também sem exagerar.

Ter de sorrir o tempo todo nessa manhã foi desgastante demais. Mas meu objetivo foi alcançado: ninguém notou meu mau estado. Ou ao menos espero que não. O que foi notado – obviamente – foi o fato de Moon e eu não ter interagido, o que gerou perguntas incômodas dos entrevistadores sobre isso. Fiquei surpresa quando Byul responder estar apenas com uma leve dor de cabeça e que havia pedido a mim e as outras meninas que evitassem fazer com que ela se esforçasse bastante naquele dia. Foi uma resposta sagaz, porque logo em seguida o foco se voltou para o bem estar dela e eles aceitaram muito bem aquela resposta.

Depois disso ela até trocou algumas palavras comigo – muito mais do que nos últimos dias – e por um leve momento acreditei que tínhamos voltado a ser como éramos. Doce ilusão até o momento em que tudo acabou, entramos na van e ela se fechou em seu mundo novamente.

A única pessoa que ela ainda conversava bastante era com a Hwasa. Nem mesmo a Wheein tinha sorte em ter um papo com a Moonbyul. E isso me fez perceber de imediato o que significa... minha aproximação com a Wheein na viagem.

A confirmação se veio quando a Wheein me contou que a Hwasa não conversava mais abertamente com ela. Diferente da Byul, Hwasa ainda mantém contato conosco, conversa, brinca, mas de maneira mais reclusa. É como se também estivesse incomodada, mas que soubesse lidar melhor com a situação.

— Então nossa aproximação no Japão fez as meninas se afastar de nós. — Ouço Wheein comentar.

Estamos em nossa casa. Nosso app. Estou sentada no tapete da sala encostada em almofadas, enquanto Wheein está sentada no sofá, passando os canais da tevê aleatoriamente, sem prestar muita atenção no que via, até parar em um filme qualquer e deixar lá, apesar de não estarmos assistindo exatamente.

— É o óbvio de se pensar. — Digo, largando meu celular de lado e olhando para o teto. — Acho que a Moonbyul não quer mais saber de mim.

Ter dito tais palavras em voz alta fez meu coração se apertar de uma forma que eu acreditei morrer ali mesmo. Não queria acreditar, não queria aceitar, mas as coisas se encaminhavam para isso e estava me matando aos poucos. Já perdi a vontade de fazer qualquer coisa, pois só de pensar que nunca mais terei a pessoa mais importante de minha vida comigo como éramos, é como se eu tivesse perdido a razão de continuar vivendo.

E é nesse momento ruim, o pior que tive, que percebo uma coisa: eu amo a Byul com todo meu coração e meu medo e receio do que poderia acontecer conosco se ela e eu assumíssemos um relacionamento me fez guardar isso apenas para mim. E assim eu a perdi. A perdi para sempre.

— O verdadeiro motivo não tem só a ver com a aproximação de vocês. — Ouvimos uma nova voz.

Eu me viro e noto Hwasa parada na porta da sala, com o semblante sério e magoado.

— Hwasa!? — Wheein exclama desnorteada. Nitidamente não esperava vê-la ali.

— O que você quis dizer? — Pergunto, me ajeitando e ficando firme para prestar atenção em suas palavras.

Se Hwasa finalmente quer dizer algo, eu serei quieta e obediente, pois informações é tudo que preciso para entender as coisas e tentar encontrar uma maneira de contornar esse problema.

Hwasa balança a cabeça afirmativamente e caminha até o outro sofá, sentando ereta e olhando para mim w Wheein por alguns segundos antes de voltar a falar.

— A Byul e eu realmente estranhamos o fato de vocês estarem tão unidas nessa viagem, a ponto de esquecer a nós duas...

— Não, você não entender...

— Espera, eu posso explicar...

Wheein e eu tentamos argumentar ao mesmo tempo, mas logo paramos quando Hwasa nos olhos com raiva e fez um gesto com as mãos para que parássemos de falar.

— Se me interromperem novamente, eu desisto, está bem? — Ela diz e nós ficamos mudas, concordando com seu termo. — Muito bem. Como eu disse, só achamos estranho o que rolou entre vocês duas lá, mas se pensarmos bem, somos grandes amigas. Somos uma família, certo? — Wheein e eu concordamos mais uma vez, apenas com gestos, sem proferir mais uma palavra. — O fato de estarmos com uma sincronia melhor com qualquer uma de nós em um tal momento não é motivo para conflitos. Nos amamos e é o que importa.

— Então, por que vocês duas estão nos evitando? — Wheein pergunta receosa por ter interrompido Hwasa.

— A noite que chegamos do Japão.

Ela não disse mais nada. Fiquei olhando para seu rosto por um tempo tentando entender o que ela quis dizer, até que minha mente estrala com a resposta. No estúdio, o som que ouvi na porta...

— Ah não! — Acabo dizendo em voz alta.

— Aquele nosso momento de brincadeira... — Wheein diz, pois também entendera o recado.

— Sim, exatamente. — Hwasa confirma. — Moonbyul e eu chegamos no exato momento em que vocês estavam no sofá. A Byul ficou muito sentida e saiu as pressas, então fui atrás dela e acabei a confortando. Vê-las daquela forma, depois de tudo que vocês demonstraram na viagem, mexeu muito conosco, e principalmente com ela. — Então, Hwasa se vira para mim, séria e convicta. — Ela está em seu quarto agora, acabei de sair de lá. O fato de eu estar um pouco distante de vocês, é porque eu também fiquei estranha e até magoada com o que vi, mas como a Byul só tinha a mim a quem recorrer, eu precisava estar com ela. Só não sabia como agir com vocês nessa situação. Então Solar, acho que é sua chance perfeita de ir se entender com a Byul. Eu deixei a porta destrancada. Enquanto isso, a Wheein e eu temos que nos entender também.

Não esperei que ela dissesse mais de uma vez. Levantei-me o mais rápido que pude, constatei que Wheein está nervosa com a conversa que terá com Hwasa, mas também vejo em seus olhos que ela desejava por isso tanto quanto eu anseio me acertar com a Byul. Faço um sinal de positivo, em uma tentativa de dizer que tudo terminaria bem – eu acho – e rumei para o quarto da Byul.

Ao chegar lá, eu travo diante a porta. Fico um tempo olhando para a peça de madeira e respiro fundo. É agora ou nunca. Desejei poder ter uma conversa com a Byul desde quando ela começou a me ignorar, e o momento enfim chegou. Não vou permitir que dessa vez ela fuja de mim.

Decidida e pronta, abro a porta devagar, sem fazer estardalhaço, entro e a fecho em seguida, trancando com a chave que estava no lado de dentro da fechadura e a guardando no bolso de meu short jeans.

Dou apenas alguns passos até vê-la completamente. Byul está sentada em sua escrivaninha, usando um óculos de leitura, enquanto escreve em algumas folhas de papel. Não sei bem o que está fazendo, mas chuto dizer que compõe alguma canção.

Achei que estivesse descansando, mas não importa.

— Byul. — Digo calmamente, sem criar algum alarde.

Ela se vira em minha direção surpresa, com os olhos arregalados. Realmente peguei ela de surpresa, o que é um bom sinal, pois Byul não costuma saber como agir quando é surpreendida, o que faz as chances de ela querer sair correndo daqui serem mínimas.

— Sol... — Ela diz em seu tom natural e amoroso, como costumava ser, até parecer lembrar da nossa situação atual e seu semblante murchar. — Quer alguma coisa?

A frieza dela me machuca, mas não arredarei daqui.

— Precisamos conversar. — Falo, me aproximando mais um pouco.

— Não temos nada com o que conversar. — Ela continua distante, fria, voltando sua atenção para as folhas ao qual escrevia.

— Claro que precisamos. — Insisto, chegando cada vez mais perto e sentindo meu coração acelerar mais e mais a cada passo que dou. — Eu não aguento mais ficar longe de você. E nem sequer me diz o que fiz para eu poder corrigir nossa situação.

Acredito que usei as palavras certas. Vejo-a se remexer em sua cadeira e ela não presta atenção em seus escritos. Sei que está ouvindo atentamente o que digo, então chego às suas costas e jogo meus braços por cima de seus ombros, abraçando-a e colocando meu rosto em seu ombro direito. À frente a um espelho e a olho no reflexo. Ela me encara também e ficamos assim por um tempo. Uma conexão mágica que não necessita de palavras e nem sinais. Sei que ela lê perfeitamente o que estou sentindo nesse momento através de meus olhos, e consigo ver uma tristeza dolorosa em seu olhar sem brilho.

Vê-la assim está acabando comigo.

— Você não fez nada Sol, não precisa se preocupar. — Ela diz, desviando o olhar dos meus.

Por algum motivo isso me irritou. Então eu a puxei pelos ombros para que pudesse me encarar frente a frente.

— Ah não? Então me diz por que motivo está me evitando? Está querendo me matar? Sabe muito bem que sem você eu não consigo viver e está há dias sem sequer ficar perto de mim. Você me odeia, é isso? Agora você não gosta mais de mim?

Foi inevitável não explodir todos os meus sentimentos de uma vez. Já me encontro banhada em lágrimas e minha voz perde o seu compasso com cada palavra dita. Vejo duas lágrimas escorrerem pelo rosto da Byul antes dela se afastar de mim e ir em direção á janela.

— Deixa de ser paranoica. — Ela diz e pelo seu tom eu sei que também chora sem controle. — Eu nunca iria desejar me afastar de ti. — Então, ela se vira para mim e há uma agonia e dor misturadas em seu semblante, e então ela desabafa. — Te odiar? Está maluca? Você é a pessoa que eu mais amo nesse mundo. É mais fácil você se cansar de mim e querer ir pra longe do que esse meu amor por ti se esfriar. — Ela gesticula várias vezes como se falar não fosse o suficiente para expressar o que está sentindo, e enquanto ela, eu mesma sinto algo me deixando desconfortável dentro de mim, como se quisesse ser liberado também. — Eu tentei ficar longe de você, como pôde ver, mas foi um martírio para mim. Uma tortura, um sofrimento cruel que eu passei a cada segundo que me forçava a ficar longe, pois era necessário.

— Por que era necessário? — Pergunto, já não conseguindo mais segurar meus próprios sentimentos.

— Porque eu não posso revelar que te amo e que te desejo sexualmente, como a mulher incrível, sexy e perfeita que você é. — Byul grita, vindo até mim e me empurrando para a cama, subindo em cima de mim enquanto segura minha camisa com força. Posso ver suas mãos tremerem incontroláveis. — Por anos eu escondi esse meu amor por ti, fingindo ser apenas um sentimento de irmandade. Por anos eu gostaria de te tocar e te beijar com afinco, mas me contive. E em todas as vezes que eu acreditava ter uma noção de que você não fosse se assustar ou ficar temerosa ao descobrir o que sinto, eu tinha medo de contar, porque onde vivemos esse tipo de amor é quase um crime. E eu nem sequer sabia se você aceitaria uma garota também. E depois que vi você com a Wheein, mesmo que isso pudesse mostrar que você ama mulheres, não seria eu a escolhida. Então eu tinha que me afastar, porque talvez a distância e a dor me fizessem esquecer desse amor, mas me enganei feio. Ele só cresceu cada vez mais junto com a dor, e eu simplesmente não sei mais o que fazer.

Eu não suportei mais ouvir e a joguei ao meu lado, dessa vez eu subindo em cima dela. Ainda não tinha processado muito bem o que suas palavras significavam, pois minha mente só pensava em jogar o que está entalado em minha garganta.

— Você é uma egoísta Byul, uma completa idiota! ­— Exclamo, aproximando nossos corpos e rostos, até o ponto de nossos narizes quase se tocarem. — Depois de tudo que eu já fiz e demonstrei, pensei que já tinha sacado que eu amo uma mulher, e que ela é você. Como pôde acreditar que eu fosse estar com a Wheein? Ou com qualquer outra? Você é a única pessoa que eu penso em estar, por que você não enxerga isso? Eu amo você Moonbyul, amo com tudo que há em mim. Eu sou sua há muito tempo, mas você nunca demonstrou me querer.

— Não fale isso. — Ela diz, enquanto sinto seus braços envolverem minha cintura. — Eu sempre te quis, e sempre vou te querer.

— Então esqueça essa ideia ridícula de ficar longe de mim e pegue o que é seu.

Não houve necessidade de mais palavras. Assim que eu pedi, Byul fez. Ela colou nossos lábios e me entreguei por completa a esse beijo. Seguro sua cintura, levando minhas mãos lentamente até a região de seus seios. Ouço-a suspirar e gemer, então assume o controle, subindo em mim enquanto tira minha roupa...



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