1. Spirit Fanfics >
  2. Suayeon Soulmates >
  3. Casamento Moonsun - Aparição e Mágoas

História Suayeon Soulmates - Capítulo 53


Escrita por:


Notas do Autor


Gostaria de salientar aqui no começo algo que vou começar a fazer nos próximos dias.
Como eu disse antes, comecei a ler essa fic minha desde o começo e eu estou abismado com o tamanho de erros que cometi. Talvez eu ainda cometa hoje em dia, pois eu apenas sento para escrever e posto assim mesmo, sem revisão alguma, pois é como as ideias saem e eu prefiro assim. Mas isso não tira o fato de haver muitos erros...
Sem contar que há muita coisa que escrevi no começo que começa a sair de coerência com os fatos recentes e isso também está me incomodando. Então já aviso aqui que vou começar a editar cada capítulo desde o primeiro até os mais recentes, mudando algumas coisas e corrigindo erros. Então sim, apesar da lori {história} principal se manter a mesma, muitas coisas que acredito serem importantes precisam ser modificadas, como alguns eventos e certos acontecimentos entre personagens para fazer um pouco mais de sentido a fic.
Nos próximos capítulos que eu for atualizando dessa fic, eu colocarei nas notas finais quais capítulos eu já editei e modifiquei, para quem quiser ler de novo e entender as mudanças que eu possa ter feito.
É isso, obrigado pela atenção, também deixarei algo importante nas notas finais, e...
Aproveitem a leitura!

Capítulo 53 - Casamento Moonsun - Aparição e Mágoas


[ Yuqi ]

 

Enquanto caminhamos rumo à casa principal do terreno, eu me pego maravilhada com toda a beleza desse lugar. Estou apaixonada pelo canteiro de flores que tem ao lado da cabaninha onde deixamos Sua à nossa espera. Shuhua anda quieta comigo, de braços entrelaçados comigo. Gahyeon, Naeun e Lu estão um pouco mais à frente de nós, conversando sobre não tocar no nome da Bora e não levantar suspeitas para não nos prejudicar.

Eu estou tentando não ficar nervosa, mas é inevitável. A cada passo que dou estarei mais perto de rever as garotas que eu adoro tanto, mas também temo pela reação delas. Não gostaria de ver decepção nos olhares delas por ter ficado tanto tempo afastada. De certa forma, eu me arrependo por ter demorado demais longe delas.

Suspiro ao perceber que já estamos quase lá.

— Você está nervosa também? — Shuhua pergunta, forçando um pouco mais o aperto de nossos braços.

— Sim, estou, mas não podemos recuar agora, não é mesmo?

— É, temos de encarar o que vier.

Paramos na porta da casa, cumprimentando alguns convidados que ali estavam. Sorrio para elas e falo “boa tarde” para todos, sorrindo e gesticulando. Ao menos ainda não vi pessoas conhecidas por enquanto.

— Seria bom nos separarmos por agora para que, vocês sabem, possa vislumbrar tudo perfeitamente. — Naeun diz, chamando nossa atenção.

— Tudo bem, sem problemas. — Digo.

— Nos encontramos mais tarde lá fora. — Gahyeon aponta para a parte dos fundos da casa onde acontecerá a cerimônia e nós concordamos.

Ao nos afastarmos das três, caminhamos em silêncio pela casa e eu precisei me esforçar para não estranhar o fato de que o local me parece muito familiar, apesar de eu estar pisando aqui pela primeira vez, acredito eu. Com um pouco de caminhada, alcançamos a cozinha e encontramos Wheein ali, organizando o local, conversando com pessoas arrumadas ao qual acredito serem o pessoal contratado para servir na festa logo após a cerimônia.

Já estava pensando em dar meia volta e sair dali com Shuhua para não incomoda-la, quando ela nota a nossa presença.

— Oh, vocês realmente vieram! — Wheein exclama contente, despedindo-se das pessoas ao qual conversava e vindo até nós. — Apesar de ter esperanças de ver vocês aqui nesse momento tão especial, temia que não pudessem comparecer por estarem em seus países de origem.

— Chegamos hoje pela manhã, não queríamos perder a cerimônia de casamento de Moonbyul e Solar. — Minto um pouco, escondendo o fato de que Shuhua e eu já estávamos no país há uma semana, pois isso iria faze-la suspeitar do motivo de não termos ainda entrado em contato durante esse tempo.

E fico muito contente por minha amiga ter mantido a minha pequena mentira, mas necessária.

— Organizamos tudo que precisávamos para pegar o voo cedo e conseguir chegar a tempo. — Shuhua complementa.

— Isso é muito bom, tenho certeza que a Moon e a Solar ficarão muito felizes de verem vocês aqui hoje. — Wheein fala.

— Como elas estão? — Acabo perguntando. — Nervosas?

— Sim, estão. — Wheein responde, dando uma olhada rápida pela porta de vidro que dá para os fundos da casa. — A Moon já está lá perto do altar improvisado, realmente com os nervos à flor da pele. Já chegara a comentar que Solar tenha desistido por ainda não ter descido, mas acho que ela não se lembrou que, primeiro, ainda falta cerca de trinta minutos para a hora marcada, e segundo, mulheres costumam demorar realmente se arrumando para um casamento. A apressada é ela que parece um homem, em seu terno negro e bem lustroso.

Nós rimos juntamente a Wheein. Eu consegui imaginar a Moon de terno falando um monte enquanto é apaziguada por pessoas próximas, esperando à força pelo horário marcado, desejando terem escolhido uma hora um pouco mais cedo para a cerimônia.

— E a Solar, já está aqui? — Shuhua questiona.

— Está lá em cima, escolheu se arrumar aqui mesmo, apesar de ser um pouco arriscado. — Wheein responde. — Temos algumas pessoas para manter a Moon lá fora, ou ao menos aqui no andar debaixo, evitando que ela suba as escadas. A propósito, ela é a única proibida de ver Solar por agora. A Hwasa está lá com ela e é a guarda-costa dda Sol. Deixará qualquer um entrar para falar com a noiva, uma das noivas, menos a própria Moon. Se quiserem ir vê-la agora, podem subir, elas estão na última porta do corredor a direta logo que vocês subirem a escada do saguão principal.

— Obrigada, acho que vamos lá por agora, tenho certeza que vai ser um pouco mais difícil falar com ela depois. — Digo, nos despedindo por enquanto de Wheein. — Nos vemos depois, unnie.

— Claro que sim, e obrigada por terem comparecido.

— Não há de que.

Shuhua e eu deixamos Wheein, que dá uma olhada para todos os lados pensando no que fazer, até decidir sair pela porta da cozinha que leva aos fundos. Já nós, seguimos pelo caminho dito por Wheein. Subimos a escada do saguão principal, adentramos o corredor a direita e paramos defronte à última porta. E então eu bato três vezes na madeira.

— Quem é? — Ouvimos alguém perguntar lá de dentro em meio a uma conversa entre algumas pessoas, que logo cessou quando ouviram as batidas na porta.

Tenho certeza que a voz que soou mais alto é da Hwasa. Assim como Wheein disse, realmente deve estar agindo protetoramente para evitar que uma Moon curiosa veja a noiva em seu vestido antes da hora.

— Yuqi e Shuhua. — Respondo de volta, olhando para Shuhua e rindo com ela com essa precaução das meninas.

A porta logo se abre, apesar de ter sido um pouco, e Hwasa coloca a cabeça para fora, ainda desconfiada, olhando para mim, depois para Shu, e procurando alguém mais conosco. Quando se certificou de que realmente estamos sozinhas, suspirou aliviada e sorriu para nós.

— Olá meninas, que bom que vieram, por favor, entrem.

Agradecemos e perpassamos a porta, que logo foi fechada por precaução.

Shuhua e eu paralisamos ao ver Solar unnie sentada em uma cadeira em frente a um espelho do quarto, sorrindo para nós através do reflexo, enquanto uma mulher mais velha está arrumando o seu cabelo. Eu juro que simplesmente senti uma enorme vontade de casar só para poder estar tão bela quanto Sol está.

— Alguém me belisca porque acredito ter morrido e encontrado o paraíso. — Digo vislumbrada. — Olha que anjo mais lindo!

Parando pra pensar um pouco, eu conheço dois anjos reais e ao menos a aparência física delas é de deixar qualquer um apaixonado. Quando dizem que anjos são belos, não estão com brincadeira.

— Não exagera Yuqi, por favor. — Solar pede um pouco envergonhada, mais agradecida pelo tamanho elogio. — Muito obrigada.

— Alguém vai precisar ficar ao lado da Moon quando você aparecer, acredito que ela vá ter um treco. — Shuhua brinca, fazendo todas nós rirmos de seu comentário.

— Eu posso me responsabilizar por isso. — Hwasa entra na onda.

— É sério, só de olhar para você vestida assim eu sinto uma vontade muito grande de me casar também... — Falo me aproximando, mas logo me recordo de minha situação atual, então minha emoção logo se esvai. — O problema é que não ando muito bem com o amor recentemente.

— Está apaixonada, não está? — Sol me pergunta e eu concordo com a cabeça.

— Sim, estou. — Digo com sinceridade. — Estive em dúvida por tanto tempo que acabei me desviando do real sentimento, e agora que eu finalmente o conheço, minhas chances de estar com ela diminuíram drasticamente.

— Então é “ela” também? — Sol pergunta com um riso divertido e eu entendo o que ela quis dizer.

— Sim, estamos no mesmo barco Sol. — Falo.

— Nós três estamos. — Shuhua se faz notória e nós rimos disso.

— Não desanime, nada é impossível nessa vida, entende? — Solar fala e isso atrai a atenção de todas nós. — Pode ser que pareça difícil, até mesmo chegue a acreditar que nunca acontecerá o que você deseja, mas se manter a fé, a perseverança e continuar lutando por aquilo que lhe faz bem e que lhe anima a alma, acelera o coração, arrepia o corpo e faz abrir o mais belo dos sorrisos em seus lábios... apenas continue buscando alcançar esse objetivo. Garanto que um dia você vai conseguir, e será eu a pessoa que vai estar do seu lado, elogiando você pelo vestido e a maquiagem, dando os parabéns pelo seu casamento.

Solar falou tudo o que eu precisava ouvir. Até mesmo Shuhua ficou impressionada com as palavras e tenho certeza que guardara isso para si também. E ela nos fez abrir os olhos para a realidade. O mundo é cruel, e sempre será, mas isso não significa que devemos abaixar a cabeça e aceitar o fracasso numa boa. Se ainda tivermos pernas perfeitas, então levantaremos e andaremos. Se ainda tivermos forças para continuar seguindo em frente, nenhum obstáculo nos impedirá de alcançar aquilo que mais desejamos.

A pior morte não é aquela que chamamos de destino final, pois essa é inevitável e dará fim a uma jornada que sempre foi temporária... mas sim é quando desistimos facilmente de nós mesmos e continuamos como verdadeiros corpos sem alma, sem vontade, sem amor. E garanto que viver assim é muito pior do que morrer.

Após mais alguns minutos conversando com Sol e Hwasa, nós nos despedimos delas e decidimos ir para o lado externo onde acontecerá a cerimônia. Também queremos parabenizar Moon antes de tudo.

Já estávamos perto da escada... Shuhua descia o primeiro degrau e eu seguia ela. Reparo com o canto dos olhos uma moça me encarando em um canto escuro do corredor. Imediatamente levo meu rosto para essa direção... mas não há ninguém ali, apenas um corredor sombrio e vazio.

— Yuqi, algum problema? — Ouço Shuhua perguntar e me viro para ela.

— Não, nenhum. — Respondo, voltando minha atenção para o local onde imaginei ter visto alguém, mas ainda não há nada ali.

— Tem certeza? — Minha amiga questiona procurando por algo que eu possa estar vendo e ela não.

— Tenho. — Só digo isso, colocando meu braço esquerdo por cima de seu ombro e puxando-a para descermos juntas.

Enquanto Shuhua reclama pelo fato de que assim poderemos cair e rolar escada abaixo, que é perigoso e coisas do tipo, eu apenas mantenho meus pensamentos fixos no que achei ter visto agora a pouco. Não sei dizer o que exatamente aconteceu, o que posso afirmar é que ainda tenho a sensação de que estava sendo realmente observada, e a energia que isso me causa me faz arrepiar por todo o corpo.

 

[ Gahyeon ]

 

Lá estão elas. Só de vê-las após tanto tempo, sinto meu coração se aquecer e palpitar em meu peito. Todas estão sentadas em uma fileira próxima ao altar improvisado. Siyeon está em uma ponta, apoiando a cabeça no ombro de Yoohyeon, essa que conversa com Jiu. O que tenho a dizer que, mesmo de costas para mim, eu sinto que elas estão ainda mais lindas do que a última vez que as vi.

Como será a reação delas ao me verem? Ficarão felizes? Saudosas? Irritadas? Tristes? Eu realmente não faço a mínima ideia e é isso que me atormenta e me impede de caminhar em direção a elas.

— Você não vai lá? — Olho para o lado e vejo que foi Naeun me questionando.

— Eu devo realmente ir? — Respondo com essa pergunta, amedrontada.

— As únicas que lhe darão essa resposta, são elas mesmas. — Naeun diz.

E eu tenho de concordar com ela.

Respiro fundo, assopro o ar umas quatro vezes esperando meu corpo parar de tremer, nem que seja um pouco e já estava prestes a caminhar em direção a elas, quando sinto um tapa arder no meio de minhas costas e eu cambalear para frente. Viro-me furiosa para Naeun, que ri de mim e acena como se fosse inocente.

— Eu só quis dar um empurrãozinho. — Ela ainda tem a cara de pau de dizer.

— Um empurrãozinho ou arrancar os pulmões daqui de dentro? — Pergunto alto demais, e isso foi o suficiente para eu entender que talvez as meninas tenham me ouvido.

E quando me viro, percebo que estava certa. Jiu, Siyeon e Yoohyeon me ouviram gritar e agora me observam aturdidas. Está mais do que óbvio que elas não esperavam me encontrar aqui, e se tivessem esperança de me verem, ela era mínima e nada confiável.

Agora que elas já me notaram, não há motivos para ficar remoendo a minha decisão para com elas. Sorrio da melhor maneira que consigo – espero que não esteja tão ridículo – e caminho na direção delas.

— Olá unnies. — Digo ao parar próxima, esperando uma resposta.

Que eu temi não vir.

Nenhuma delas me responder de imediato. Continuaram me encarando como se tivessem visto um fantasma. Isso me deixou um pouco desconcertada e já começava a pensar em uma maneira de fugir, quando Siyeon se levanta, sem dizer uma única palavra, e me envolve em seus braços. Quentes e convidativos. Saudosos e amorosos. Calmos, mas também poderosos. Com um único abraço de minha unnie eu pude sentir diversos sentimentos me acalentarem por completa. Felicidade, saudades, tristeza, ressentimento... tudo isso me deixa um pouco tonta e eu preciso me apoiar em seu corpo para não cair, levando meus braços por cima de seus ombros e a puxando ainda mais para mim.

— Eu senti tanto a sua falta. — Ouço Siyeon dizer próxima a meu ouvido esquerdo e isso me faz arrepiar.

— Eu também senti Si, senti muita a sua falta. — Respondo, ainda aproveitando o máximo esse abraço, esse toque dela após um ano.

Ficamos assim por um tempo ao qual eu nem sequer contei, mas chuto dizer que levou minutos. Então Siyeon me solta e posso reparar na decepção estampada em seu olhar. Eu sei, esperava ver isso também, eu meio que tentei me preparar para isso, mas como posso ver, é mais difícil do que eu imaginava.

— Por onde andou? — Ela indaga e eu preciso me esforçar ao máximo para não sorrir, pois ela começa a agir como a mãe que sempre foi para comigo, e eu realmente estava sentindo falta disso. — Como teve a audácia de sumir e não me responder mais as mensagens ou chamadas? Eu liguei até para seus familiares e tudo que eles me disseram é que você os visitou por um tempo curto e depois viajou, e nem mesmo souberam me dizer para onde. E depois aparece aqui como se nada tivesse acontecido?

Abaixo a cabeça e suspiro. Eu entendo a raiva dela, e vou aceitar se ela, após o ataque de saudades a princípio, não quiser mais saber de mim. Eu fiz minha escolha, e nela não tinha incluso evitar as minhas amigas. Eu que escolhi assim pois acreditava que não conseguiria esconder o segredo de Sua unnie se continuasse ao lado delas todos os dias.

Se eu optei por isso, devo arcar com as consequências, seja elas quais forem.

— Sinto muito, unnie, de verdade. — É o que tenho a dizer, ainda de cabeça baixa, tentando não chorar para não borrar a maquiagem.

— Você tem um motivo grande, não tem? — Ouço ela perguntar em um tom mais brando, o que me faz erguer a cabeça rapidamente em sua direção, surpresa.

— Tenho sim unnie, e eu juro que em algum momento eu poderei contar sobre isso. — Respondo quase que desesperada, com uma leve esperança de que ela não vai querer se afastar de mim apesar de eu ter feito isso antes.

E quando ela sorri brandamente, isso acalenta meu peito.

— O que? Só a Siyeon importa agora? — Ouço tal reclamação e percebo Yoohyeon em pé, me olhando com expectativa.

E sua feição reflete conforto e saudade. Ela não demonstra estar furiosa comigo.

— Claro que não Yoo. — Digo, indo até ela e a abraçando apertado, percebendo que essa garota realmente não engorda uma grama.

Se eu a apertar um pouco mais forte fico temerosa de ouvir algum osso seu estralar.

— Oi pequena. — Jiu diz assim que me solto de Yoohyeon, puxando-me para ela e me abraçando apertado.

Ah, esses abraços. Como eu estava realmente necessitada deles. Ter estado um ano longe delas de certa forma me obrigou a acostumar sem seus toques e carinhos, mas agora que pude senti-los mais uma vez, sinto internamente que não vou conseguir me afastar delas novamente. Eu vou ter de saber lidar estar no meio delas, aproveitando a companhia de minhas amigas, mas também estando ao lado de Sua unnie e a ajudando no que for preciso.

— Vocês não fazem ideia do quanto eu senti falta de vocês. — Revelo, olhando para cada rosto ali, que me encaram com expectativa. — Eu sei que mereço uma explicação a vocês, e garanto que terão. Só peço que esperam um pouco, no momento eu ainda não poderei dar detalhes de meu sumiço, mas posso garantir a vocês que tem uma causa muito importante. Vocês me conhecem, sabem que eu não me afastaria por um bom motivo... — Então, me viro para Siyeon e a encaro, respirando fundo. — Principalmente você, Siyeon unnie. Depois do que houve com a Sua, eu acabei me afastando de ti se dar explicações e fiquei tanto tempo longe, não sei como me redimir por ter te deixado sozinha em um momento tão importante e crucial. Acredito que pedidos de desculpas não serão o suficiente para apagar os meus atos, mas ainda assim, com toda minha sinceridade, peço perdão.

Siyeon sorri e traz sua mão até meu cabelo, bagunçando-o de leve.

— Assim como eu, você sofreu bastante com a nossa perda, e se você precisou de um tempo para se estabilizar sozinha, eu não irei te julgar. Só peço que a partir de agora que você retornou, não pense em ir embora outra vez, por favor.

— Claro que não unnie, prometo que agora eu vou estar com vocês, sempre.

As três, com olhares trocados entre elas e de maneira divertida, avançam em mim e começam a apertar minhas bochechas, bagunçar ainda mais o meu cabelo, tentar fazer cócegas, enquanto eu tenho de todas as formas me desvencilhar delas, pedindo misericórdia para que parassem.

Só que, eu estou realmente feliz. Temia que as meninas fossem ficar irritadas comigo e que nem quisessem mais saber de mim, mas contrariando meus maus pensamentos, elas me acolheram como sempre fizeram. Apesar do longo tempo, ainda somos uma família e sentimento que temos umas pelas outras é sempre mais forte.

Eu não poderia ter pedido pessoas melhores para estarem em minha vida.

Não mesmo.

Quando enfim consigo me desvencilhar delas, meus olhos se perdem em uma pessoa que está parada próxima a uma coluna, nos encarando com olhos surpresos.

Handong.

Ela está acompanhada por um cara com cabelo prateado e uma garota muito bonita. Só que nesse instante eu nem sequer prestei atenção neles, pois minha atenção estava inteira em Dongie.

Ela está ainda mais bela do que a última vez que a vi, e não consigo evitar de sorrir para ela. Após um ano, eu estou podendo vê-la perto de mim novamente. Isso é tudo que eu pedi nos últimos meses que pudesse acontecer novamente.

Fico a encarando até vê-la ficar alheia por alguns segundos. Aproveito a deixa, principalmente porque as meninas que brincavam comigo pareciam perceber o clima que estava se formando, se afastaram, dizendo que logo voltariam. E assim como elas, os acompanhantes de Handong também saíram de perto dela, deixando a nós sozinhas.

Me aproximo dela lentamente, mantendo o contato visual, sem querer desviar e estragar de certa forma esse momento.

— Olá unnie. — Digo calmamente, vendo-a piscar algumas vezes e focar-se em mim novamente.

É como se antes estivesse com os olhos presos em mim, mas que estava viajando por algum canto de sua memória.

— Há quanto tempo, Gahyeon. — Ela diz em um tom neutro, me deixando nervosa. — Faz o que, um ano que me abandonou?

Suas palavras me atingem em cheio, e apesar de merecer elas, eu tinha esperanças de que ela pudesse me tratar com Jiu, Siyeon e Yoo fizeram. Não é sempre que vou ter sorte, não é mesmo?

— Sim, faz um ano. — Respondo, abaixando a cabeça e perdendo totalmente a coragem de estar aqui diante dela.

— Hum... — Ouço-a dizer, mas ainda não tenho coragem de olhar diretamente em seus olhos. — Você está bonita.

Sorrio levemente, decidindo encara-la finalmente, com um pouco de coragem que surgiu repentinamente.

— Você também está muito bonita. — Falo, mas perco a reação quando Handong me encara friamente e desvia o olhar.

Reparo que ela está incomodada, é como se pensasse em uma maneira de querer se afastar de mim. Gostaria de não acreditar nisso, pois se for realmente verdade... eu não tenho nem noção de como isso irá me abalar.

Por favor Deus, que eu esteja errada.

Eu já estava pensando em diversas maneiras de continuar a conversa, pedir-lhe desculpas por ter sumido sem me despedir, mas Handong é mais rápida, suspirando e olhando fixamente em meus olhos.

— Gahyeon, eu vi como as meninas te aceitaram e acredite em mim, estou muito feliz que ainda possam manter um laço após tanto tempo, pois eu sei o quanto elas são importantes para você, mas... não espere isso de mim. Eu havia aberto meu coração para você, revelei meus sentimentos que você o acolheu com tanta paixão que eu fiquei vislumbrada e imaginava que finalmente havia encontrado a minha alma gêmea, a minha outra metade. Mas o que vi no final foi que eu não sou nada para você pelo modo como me largou sem nem dizer o motivo e ignorou todas as minhas mensagens e chamadas, e você sabe que eu passei semanas tentando te contatar. E sabe, eu consegui, com grande esforço, e após muitas noites perdidas, chorando a sua perda, tentando entender o porquê, eu finalmente consegui superar e seguir em frente. E eu estou bem agora, então não quero ter de voltar ao momento mais terrível de minha vida. Então Gah, estou muito feliz por ter te visto e saber que está bem, mas será somente isso... apenas isso.

No final, ela diminui o tom de voz e desvia o olhar, e eu reparo que ela está em seu limite para não chorar. Sem dizer mais, ela apenas passa por mim e vai embora. Estou tão em choque com a rejeição de Dongie que perco o controle de meu próprio corpo e nem consigo virar-me para pedir que não vá, ou ao menos vê-la se distanciar de mim, mas nem isso eu consigo fazer. Tudo que sinto são as lágrimas escorrerem livremente pelo rosto e minhas pernas começarem a fraquejar.

As companhias de Handong passam por mim após ela ter se distanciado. A garota me olhara com uma expressão rude, de puro ódio, mas passa sem dizer nada. O garoto até me encara com tristeza e dá um pequeno sorriso, antes de seu afastar também.

Tudo que sei depois disso é que sinto braços envolverem minha cintura e me abraçarem por trás. Só sei que é Siyeon devido a seu perfume, e agora que estou nos braços dela, eu me permito cair de joelhos, com ela vindo comigo e ainda me mantendo em sua proteção, e eu choro, sem ligar se estarão me vendo nesse momento tão lastimável.

Pois a única coisa que percebi foi que...

Para Handong, eu não sou mais importante.

 

[ SuA ]

 

Droga, eu temia que isso fosse acontecer. Eu fiquei extremamente contente quando Siyeon, Jiu e Yoo não reprimiram a Gahyeon quando elas se encontraram, mas a Dongie... ela realmente está magoada e apesar das palavras que falara terem a machucado também, infelizmente eu pude notar que ela estava convicta no que disse.

E tudo por minha causa, pois eu trouxe a Gahyeon para o meu lado. Agora é meu trabalho consertar esse problema entre elas e eu vou dar meu jeito, não importa como.

Infelizmente no momento estou impossibilitada de fazer algo e me irrita estar aqui nessa cabana vendo tudo apenas por pequenas telas divididas na tela de um notebook.

Levanto-me do sofá e caminho de um lado ao outro, mordendo a ponta do polegar esquerdo, forçando minha mente a trabalhar um pouco mais.

Enquanto isso, continuo com os olhos fixos no computador. Gahyeon chora copiosamente e é acalentada pelas meninas, e isso me dói demais no coração. Naeun e Lu estão observando a cena um pouco distantes, como elas disseram que estariam. A intenção delas é avaliar tudo e não deixar que nada saia do controle. Até agora, elas estão se saindo bem.

Yuqi e Shuhua foram conversar com Solar e eu ficara encantada com o vestido, lembrando-me de meu próprio sonho em poder me casar... com a Siyeon algum dia.

Já começava a sentir minha pele formigar de nervosismo, então pensava em ir até a cozinha beber um pouco de água, quando algo me chama a atenção. Fixo meus olhos na tela do computador no instante em que Yuqi e Shuhua estão deixando o quarto onde Solar se arruma. Ao longe eu reparei em uma imagem escura, e isso me deixou encucada. Me aproximo e sento no sofá, puxando o notebook para cima de minhas pernas e fazendo a tela que passa a filmagem em tempo real da camerazinha que está na roupa de Yuqi pegar todo espaço do computador e cerro os olhos para a escuridão.

A princípio parece não haver nada ali e já começava a acreditar que eu tinha visto coisas demais, quando novamente alguém surge na escuridão e eu grito assustada, largando o notebook em cima de sofá e me levantando às pressas. Ainda atônita, noto que Yuqi parara e retornara à posição pois também tinha visto ela, acredito eu, mas não há mais ninguém ali... não mais, e nem volta a aparecer.

Eu simplesmente me encontro gelada ao ter visto isso. É a aparição de uma garota ao qual eu conheço muito bem... na verdade, conheci ela nesses últimos meses.

O problema é que eu a conheci enquanto fazia minhas sessões com Naeun e Lu... quando eu era enviada para a época que retrocede o evento que amaldiçoou a mim e a Siyeon, onde estou tentando reformular e entender tudo que aconteceu para descobrir o real motivo da maldição ter sido ativada e de como derrota-la...

Só que isso faz mais quinhentos anos... então como ela poderia aparecer aqui, nessa época?

Lili, quem você é afinal?


Notas Finais


Aqui no final quero apenas dizer, para quem ainda não sabe, eu comecei uma outra fic, caso tenham interesse em saber se meu novo trabalho possam interessar vocês, deixarei o link dela a seguir. Deem uma lida na sinopse, e também, se quiserem, nos dois capítulos que já postei e se acharem legal, por favor, favoritem e me acompanhem nela também, será de extrema ajuda ^^

https://www.spiritfanfiction.com/historia/music-is-life-21679972

Muito obrigado pelo carinho a todos vocês ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...