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História Suayeon Soulmates - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Novamente saliento o pedido de que qualquer erro, avisem-me por favor.

Curtam o capítulo!

Capítulo 6 - Uma União em um Projeto Arriscado


[ Siyeon narrating... ]

 

Ah, eu não esperava de maneira alguma uma comemoração desse nível. Cervejas, vodka, whisky, vinho, champagne... tinha para todos os gostos. Hwasa fez questão de lotar a mesa com guloseimas ao qual ela e a Wheein compraram para a grande celebração. Até tentei contestar, dizer que poderíamos dividir as despesas, mas elas negaram. Segundo palavras da Hwasa: “Estamos comemorando o namoro de nossas melhores amigas, nada mais justo do que nós – apontando para Wheein e a si mesma – darmos esse momento especial para elas e nossas convidadas. ”

Alguém dá logo a presidência para Hwasa, faz o favor?

Bem que eu tentei pegar leve, ir com calma, pois amanhã durante o dia, Dreamcatcher terá alguns eventos com fãs e à noite fará uma participação em uma emissora de rádio, e a SuA e eu aparecermos nesses lugares com caras de mortas e morrendo de dor de cabeça, passando a nitidez de estarmos de ressaca, não pegaria bem.

O problema foi evitar as insistências das meninas do Mamamoo, que estavam tão contentes que não poderíamos fazer uma desfeita dessa.

Resultado... Passa das dez da noite e eu estou sentada na varanda do quarto da Yuqi, olhando as estrelas e sentindo o mundo à minha volta girar. Eu deveria parar de beber, essa será a última... a quem quero enganar? Sempre digo isso e quando a primeira oportunidade surge, cá estou eu me embriagando.

Por outro lado, a comemoração é mais do que necessária. Tenho que dizer, me emocionei com o relato das meninas sobre como o relacionamento enfim começou. Não sei dizer o motivo exato que me abalou emocionalmente, ou se foi o conjunto de fatos, o que sei é que elas chegaram em um ponto que eu sonho algum dia alcançar com a SuA. Ter ouvido os detalhes de como a Byul e a Sol conseguiram enfim enxergar que as dificuldades de nossa sociedade e problemas internos não insignificantes quando se trata do que realmente sentimos e queremos para nossas vidas, me deu um bocado de força e esperança para prosseguir com meu plano de me declarar para a SuA. Por isso que passei cerca de quinze minutos, bem embriagada, abraçando as meninas e agradecendo por estarem namorando, como se eu tivesse sido aquela que mais ganhou com os eventos.

Detalhe importante: a Byul estava prestes a detalhar a primeira relação sexual dela com a Sol se não fosse pelo resto de nós que argumentou contra, atacando almofadas em sua direção. É mole? Eu sei que queria detalhes, mas desse tipo eu dispenso.

Sinto alguém sentar às minhas costas, jogar suas pernas ao lado de meu corpo e me abraçar pelo pescoço. Não preciso virar para saber quem é, pois o seu perfume já me responde. SuA – tão bêbada quanto eu – me puxa para seu corpo e eu me aninho nela. Já disse e repito... és meu porto seguro. Seu toque e presença me traz uma paz e felicidade tão satisfatória que nesses momentos eu me pergunto se somos um único ser separadas por corpos...

Almas gêmeas!

— Pago um dólar pelos seus pensamentos. — Ouço SuA dizer, apertando seus braços ainda mais em volta do meu corpo.

— Não precisa pagar, a você eu te dou tudo de mim de bom grado. — Digo, beijando seu braço direito e lembrando que ela tem o costume de me morder, desejando que pudesse fazer isso agora. — Eu apenas estava pensando em como não deveria estar tão bêbada, sendo que amanhã temos compromissos importantes.

— Estava pensando na mesma coisa. — Ela diz, num tom de voz mais baixo, quase sussurrando, me fazendo prestar bem atenção em suas palavras para entender o que diz. — Acho que é melhor irmos embora, ou nosso problema será ainda maior.

— Ainda maior? Já estamos encrencadas? — Indago sem entender, ajeitando o corpo para observa-la, mas sem sair de seu abraço.

— Veja você mesma.

SuA puxa seu celular, destrava e me entrega. Meus olhos se arregalam quando leio aquela pequena mensagem enviada pela Handong:

“ A saída de vocês sem segurança e proteção necessária já ronda a internet nacional. Acabei de ver nosso chefe e gostaria de deixar você e a SuA avisadas de que ele está uma fera. Boa sorte para vocês amanhã. [ Rostinho dando língua ]”

— O esporro amanhã será enorme. — Comento assustada, mas vejo um sorriso brincalhão nos lábios de SuA, o que me tranquiliza de imediato.

— Não é primeira vez que isso nos acontece, ficaremos bem. — Ela garante. — O chefe não vai querer criar uma confusão maior em um dia de eventos.

— Pode até ser, mas não vamos escapar das perguntas sobre nossa saída de hoje, dos fãs e principalmente na rádio.

— É simples, diremos que saímos para passear e pronto. Qualquer assunto que envolva falta de cuidado ou coisa do tipo, desconversamos. Você sabe que as meninas vão nos ajudar no que for para sairmos de uma enrascada perante a mídia. Nossa amizade é forte e única, o que uma sofre, as demais sofrerão juntas. Apesar que vamos ouvir algumas brincadeiras delas também.

Aí está uma excelente razão – entre diversas outras – de eu amar cada uma de minhas companheiras de grupo. Somos uma família não consanguínea. Sempre quando uma precisa, as demais fazem o possível para ajudar. E como em toda família, há intrigas, desavenças, provocações e coisas do tipo, mas no final, estamos sempre unidas para o que for.

Assim como em outros grupos também. Diante de nós está um excelente exemplo.

Byul, Solar, Wheein e Hwasa estão jogadas em frente a cama, conversando juntas e se divertindo. A interação entre elas é tão mágica que enfeitiça qualquer um que vê. Já Byul e Solar, gostaria de ter tido a oportunidade de revela-las que estou no mesmo barco, apaixonada pela minha melhor amiga e que ainda não encontrei formas de me declarar, ou uma chance especial. Tenho certeza que elas me dariam dicas importantíssimas para seguir em frente. Gostaria de conversar sobre isso com elas, mas eu sei que não é o momento. É a noite delas e das amigas, então deixarei para expressar meus sentimentos e meu apoio a elas - de uma maneira menos embriagada - em uma outra ocasião.

A noite parecia perfeita... só parecia mesmo.

SuA e eu começamos a ouvir algumas vozes alteradas. Estranhamos e ficamos olhando para os lados, tentando entender o que estava acontecendo. A varanda fica no primeiro andar, então qualquer conversa em tons mais altos na frente do dormitório pode ser ouvida. E ali, em um canto, estão Soyeon e Yuqi, na presença das demais meninas do (G)I-dle, no que parece ser uma discussão séria.

Arfo ao vê-las dessa forma. É a primeira vez que vejo Soyeon e Yuqi brigando dessa forma. Soyeon tenta argumentar algo, tentando manter a voz controlada, o que não parece estar sendo fácil. Yuqi mostra-se nervosa e irritada, e sua voz já não tinha mais controle. Gritava sem se preocupar com as complicações que isso daria se os vizinhos ou os demais moradores do prédio ouvissem, fossem até as janelas e tirassem fotos ou filmassem essa discussão delas. Imagina só o problemão que isso daria para elas já no dia seguinte.

— É melhor fazermos alguma coisa. — Digo, me levantando.

— Sim, tem razão. — SuA diz, olhando para as meninas do Mamamoo que parece não terem ouvido nada ainda. — Corra lá embaixo e tente entender o que está acontecendo. Vou explicar a situação para elas e já te alcanço.

— Está bem.

Desço as escadas o mais rápido que posso, já que estou tonta, desejando não tropeçar e cair. Seria mais um problema que quero fazer o máximo para evitar. Ultrapassa porta de vidro de entrada e as alcanço, ouvindo a Yuqi gritar algo sobre a Soyeon ser egoísta e não pensar nos sentimentos daqueles próximos a ela.

A briga está bem mais feia do que eu imaginava.

— Ei meninas! — Chego e adentro o meio do grupo, ficando entre elas para que pudessem me ver e ouvir perfeitamente, sem que haja necessidade de eu elevar minha voz também. — Seja lá qual seja o motivo da discussão entre vocês, não acham melhor parar por agora antes que alguém filme tudo e torne a vida de vocês um inferno?

Eu gesticulei enquanto falava, girando no mesmo lugar de braços abertos, para que pudessem entender que eu estava apontando para os prédios vizinhos e o próprio edifício onde é a casa delas. Felizmente pareceu funcionar, pois elas duas não pareciam mais querer falar.

— Eu sabia que isso ia dar problema. — Minnie comenta e Miyeon pede para ela não dizer mais nada.

Analiso melhor a situação. Só agora que percebo a Shuhua em prantos próxima à Yuqi. Essa, por sua vez, está em uma posição como se estivesse defendendo a mais nova. Do outro lado estão as demais meninas, e a Soojin olha para baixo o tempo inteiro. Está me parecendo um problema que envolve o grupo inteiro.

— O que está acontecendo? — Ouço SuA perguntar, enquanto se aproxima com as meninas do Mamamoo, todas confusas.

— Não é nada, foi só um desentendimento ridículo. — Yuqi é quem diz, virando-se para Shuhua e abrindo os braços. — Venha, vou te levar ao seu quarto. Posso ficar com você essa noite? Te fazer companhia?

Shuhua não fala, apenas concorda com a cabeça e se aninha nos braços de Yuqi. Ela então se vira para as convidadas e se desculpa:

— Sinto muito meninas por ter estragado a noite de vocês.

— Não precisa se desculpar. — Hwasa é quem responde. — A casa é de vocês, nós podemos ir embora e...

— Não, vocês podem ficar e levar o tempo que precisarem, são minhas convidadas. Em uma outra oportunidade poderemos curtir melhor essa relação magnifica de vocês duas. Eu estou muito feliz por vocês.

— Obrigada. — Solar agradece, entrelaçando sua mão com a de Byul.

— Que relação? Comemoração? Estavam fazendo uma festa e não nos convidaram? — Minnie indaga confusa e perplexa.

— Depois eu atualizo vocês, se as meninas concordarem. — Soyeon diz, olhando para Moonbyul e Solar, que, com um gesto de cabeça, concordam com ela. Então, de repente vejo um brilho estranho surgir nos olhos dela, o que me parece ser raiva. Ela se vira para Soojin, que ainda estava com a cabeça baixa e dá dos passos na direção dela, erguendo o rosto da garota e dizendo friamente: — Qualquer consequência que venha a ter, saiba que a culpa é toda sua.

Soojin pareceu não gostar do que ouviu e noto que seus olhos estão marejados. Irritada com as palavras de Soyeon ela a empurra e parecia prestes a se iniciar mais uma briga, quando Minnie e Miyeon intervém.

— Não vamos começar outra confusão agora, por favor. — Miyeon pede.

Eu me aproximo e toco um dos braços de Soyeon calmamente.

— Venha, permita-me te levar a seu quarto para que possa esfriar a cabeça. — Digo e ela aceita.

Me despeço das meninas do Mamamoo, prometendo um outro dia para que possamos terminar de comemorar a realidade que é Moonsun.

SuA se aproxima e sussurra para que ninguém pudesse ouvir:

— Vou ficar com elas até que possam ir para casa. Também vou te esperar para irmos juntas, mas leve o tempo que precisar.

— Obrigada. — Digo grata, sorrindo para ela.

Soyeon e eu seguimos em silêncio até o quarto dela. Logo que entramos, ela se joga na cama e fica encarando o teto, completamente perdida em pensamentos. Eu não faço objeção, apenas puxo uma cadeira confortável que vejo em frente a uma banca com computadores e ferramentas de trabalho da Soyeon e me sento em silêncio. Silêncio esse que não perdurou por muito tempo.

— Estragamos a noite das meninas. — Ouço Soyeon dizer, ainda encarando o teto, e sei que se refere à Moonbyul e Solar.

Tenho a leve impressão de que ela quer contar algo, então entro na onda, com calma e sem pressionar.

— Não pode se culpar dessa maneira. Elas vão entender a situação, lembre-se que todos nós temos problemas e conflitos, e que muitas das vezes acontecem sem menos esperarmos.

Não sei se usei palavras certas no momento, pois Soyeon voltou a estar em silêncio por mais um tempo, enquanto eu espero pacientemente sua decisão.

— Eu terei de me desculpar com elas em outra ocasião. — Finalmente ela diz, se sentando na cama e ficando de frente para mim.

— Faça isso, elas vão adorar o fato de que você se preocupou com elas também.

— Você quer saber o que houve, não quer?

— Querer, sim, eu quero, mas como acredito não ter a ver comigo o que houve, não é bem necessário você contar a mim.

— Devido às circunstâncias, tenho de lhe contar, mas não posso dizer alguns pontos importantes que está acontecendo com minhas amigas, acho que você deve entender.

— Eu entendo perfeitamente e agradeço de coração sua confiança.

Soyeon se levanta e começa a andar de um lado ao outro pelo quarto. Fico a encarando, esperando o momento certo. Desde o momento que ela falou que devido às circunstâncias, há coisas que preciso saber.

Isso me deixou nervosa, não vou negar.

— Bem... — Finalmente ela diz, voltando a sentar em minha frente e demonstrando estar apreensiva e que os fatos recentes estão realmente a abalando. — Você ama a SuA assim como a Byul e a Solar se amam, não é?

Pasma!

Eu estava esperando qualquer coisa, menos essa pergunta.

Fixo meu olhar no seu e não tenho reação. Está tão óbvio assim meus sentimentos sinceros pela SuA?

Muito devido à minha falta de reação, Soyeon sorri conivente, erguendo uma mão em sua direção, pedindo que eu a segurasse. E assim eu faço. Ela me puxa gentilmente até eu ficar sentada do seu lado. Consigo decifrar um certo companheirismo em seu olhar ao qual me deixa mais calma após a pergunta tão inesperada.

— Eu consegui enxergar o que você sente pela SuA, porque estamos na mesma situação. — Ela diz, e eu enfim o que ela está querendo dizer antes que terminasse sua frase. — Venho acreditando que estou apaixonada pela Yuqi tem um tempo.

— Bem que eu desconfiei, mas nunca cheguei a ter uma conclusão de seus sentimentos pela Yuqi. — Comento, agora completamente recuperada do choque. Se ela já sabe e me entende, não há motivos para fingir. — Sim, eu amo a BoRa, de uma forma que não consigo colocar em palavras.

— É por isso que acredito que você vá entender um pouco o que está acontecendo com o meu grupo atualmente. — Ela fala e seu tom perde a felicidade que possuía, o que me preocupa bastante.

— Está me dizendo que seu amor pela Yuqi está gerando problemas entre vocês seis? — Indago.

— Meus sentimentos pela Yuqi não são prejudiciais a ninguém porque eu não falei nada ainda. Você está sendo a primeira ao qual estou realmente me abrindo sobre isso. O problema é que o fato de eu manter isso em segredo está gerando desconforto para ela.

— Não estou entendendo o que você quer dizer...

Na verdade, eu entendo sim, pois o mesmo acontece comigo. Apenas falei dessa forma para encorajar Soyeon a colocar tudo para fora e extravasar o que te deixa angustiada, ou, pelo menos, um pouco.

— Não posso dizer o que há na vida da Yuqi, pois isso é particular dela e não é do meu direito sair contando por aí, mas vou tentar colocar de uma forma que fique fácil de entender. Está acontecendo algo com Yuqi, de muito sério, e isso está esgotando todas as energias dela, o que está levando ela a pensar em desistir do grupo e voltar para seu país natal;

— O que? — Pergunto em um tom mais alto que gostaria, com os olhos arregalados com tal informação, o que me obriga a diminuir o tom quando volto a falar. — A Yuqi quer desistir do grupo?

— Parece ser a única solução ao qual ela chegou, pelo visto. — Soyeon responde e a tristeza envolvida em cada palavra dita por ela faz meu peito apertar. Ela está realmente sofrendo. — Yuqi contou apenas a mim sobre o que lhe aflige com esperanças de ter alguma ajuda. E eu estou tentando o meu máximo, mas na situação atual parece mais que estou a incomodando. O que você viu lá fora é um bom exemplo disso. Estou tentando encontrar uma maneira de resolver os problemas dela para mantê-la aqui conosco, para que não desiste de tudo que já conquistou, mas o que ela não sabe, porque ainda não tive coragem de dizer, é que quero ela aqui comigo sempre, pois a amo e não quero perde-la de minha vida. E é por isso que ela está começando a enxergar minha ajuda como um ato egoísta, como se eu só pensasse no bem-estar no grupo e não no dela. Sendo que o que mais faço é pensar nela e em querer vê-la bem, e agora estou toda complicada com tudo isso e parece que estou a fazendo se afastar ainda mais...

 Soyeon se enrola toda nesse final, pois começou a colocar as palavras para fora de uma única vez, até que toma um tempo para respirar e olhar em meus olhos diretamente. Vejo as primeiras lágrimas escorrerem pelo seu rosto e eu as enxugo, dando-lhe força, encorajando-a para que continue, e assim ela faz:

— O caso é que, lá fora, surgiu mais um tópico que me colocou em uma situação ainda pior do que já estava. A Yuqi e eu recebemos uma mensagem da Minnie pedindo para que nos reuníssemos na frente do prédio e que era muito importante. Por isso ela e eu nos ausentamos da comemoração. As outras meninas haviam saído juntas e a Yuqi e eu não fomos porque já havíamos prometido a reunião com vocês nessa noite. Então, a reunião foi pedida pela Soojin, o que jogou mais uma bomba em tudo isso.

— O que ela disse? — Pergunto com cautela.

            Soyeon leva um tempo para responder, mordendo o lábio inferior com força, como se usasse tudo de si para manter-se firme e continuar contando o que precisa.

            — A Soojin nos contou que ficou com um garoto idol de nossa empresa na noite de ontem.

            Mais uma vez eu ouço algo que não esperava. Soojin de caso romântico com um idol da empresa? Se isso vier a ser descoberto, vai gerar uma treta enorme, pois todos conhecemos o fato que a empresa não sabe muito bem lidar com histórias que envolvam namoro interno.

            — Isso é realmente... — Eu nem sei o que dizer, e para minha sorte, Soyeon não quis esperar que eu encontrasse uma palavra boa o suficiente para terminar minha frase.

            — Eu sei, e o problema não está no ponto dela se agarrar com um garoto, e sim na nossa maknae.

            — A Shuhua? — Pergunto, recordando que a garota estava aos prantos quando cheguei no círculo onde havia a discussão da Soyeon com a Yuqi.

            — Ela mesma. — Soyeon diz. — A coitadinha, infelizmente, sempre foi apaixonada de verdade pela unnie dela. Tudo que ela dizia e fazia, mesmo de frente às câmeras, nunca foi simples encenação ou para fazer brincadeira. A mais nova de nós sempre demonstrou ser aquela que mais tinha coragem e determinação de encarar seus sentimentos sem se importar tanto com as consequências. Você deve imaginar como ela ficou extremamente abalada quando ouviu a Soojin dizer isso. Então eu inventei de dizer que aquilo era uma boa noticia, já que se ela decidiu contar para nós, então devia ser algo sério e que estava querendo isso. No momento eu esqueci dos sentimentos da Shuhua, um erro grave meu, então a Yuqi se irritou comigo, pois novamente eu não estava pensando nos sentimentos daquelas que mais estavam sofrendo. Ou seja, ela jogou em minha cara que eu era insensível não só com ela, mas com a Shuhua também, e toda vez que eu tentava me explicar, ela alterava a voz ainda mais e eu não tive chance alguma. Foi quando você chegou. Sabe ter ouvido aquelas palavras da Yuqi para mim, acabou comigo, o que me trouxe uma raiva enorme da Soojin, mas não por ela ter ficado com alguém que queria, mas sim porque eu estava vendo nela o meu próprio reflexo, e que na verdade as palavras que dirigi a ela antes de você me trazer para cá, eu gostaria de dizer a mim mesma.

            Que droga! Mais um caso de amor que parece ser impossível de acontecer. Mais pessoas que começam a enfrentar o triste drama de amar e não ser correspondido, e que manter o que sente só para si começa a lhe fazer mal.

            Respiro fundo. Está na hora de começar a resolver tudo isso. Por mim, e por elas.

            — Sabe Soyeon, talvez eu tenha uma ideia para revelarmos o que sentimos às mulheres que amamos, e ao mundo inteiro. — Digo convicta, atraindo toda a atenção dela para mim.

            — O que tem em mente?

            — Eu andei pensando muito nos últimos dias e decidi escrever uma música dedicada somente a revelar meu amor pela SuA, mesmo que de forma enigmática. Pensei em algo como, deixar as pessoas decifrarem cada verso da música e se pegarem as nuances corretas, entenderão que não se trata de um simples amor platônico, mas sim de meus mais sinceros sentimentos pela SuA. Eu até quero encontrar uma maneira de fazer eles decifrarem que é para a SuA, e que é algo vindo de mim, pois deixaria bem claro que sou a compositora, entende?

            — Sim, eu entendo, e pode fazer isso através das filmagens, com um MV tão enigmático quando. — Soyeon entende bem o que estou querendo dizer. — Eu fiz algo parecido com a nossa música Oh My God, onde usei mais de um sentido na letra e também no MV, deixando para as pessoas decifrarem da maneira que elas quisessem.

            — Sim, eu me inspirei exatamente nesse trabalho de vocês para bolar isso. — Afirmo. — O fato é que, imagine só... Dreamcatcher, (G)I-dle e Mamamoo fazendo comeback na mesma época, com o mesmo conceito de amor proibido para esse país... pode ter certeza que isso será um choque imenso para a Coréia. Se um único grupo fizer, corre o risco de ser lixado. Mas e se mais de um fizer? Ao mesmo tempo? Principalmente grupos com uma fama gigantesca aqui dentro do país, como é o caso do Mamamoo? Tenho certeza que com esse relacionamento da Byul com a Sol, temos uma chance de ter a ajuda delas nisso. O que você acha?

            — Eu adorei a ideia! — Soyeon exclama, se levantando e voltando a ficar enérgica. — É a oportunidade perfeita que teremos para revelar o que sentimos para as garotas que amamos, e jogar na cara da nossa sociedade que o que sentimos não é um crime. Mas para isso temos de trabalhar bem em nossas canções, pois as outras integrantes não podem saber também, pois podem estragar tudo se a Yuqi, ou a SuA ficar sabendo de nossa intenção antes do momento certo.

            — Eu sei, por isso decidi vir falar contigo, pois seu trabalho como compositora é impecável e tenho certeza que você conseguirá ter ótimas ideias.

            Ela sorri e posso ver que ideias já surgem em sua mente.

            — Me dê alguns dias que logo terei muitas ideias para podermos debater juntas. Também conheço algumas pessoas que estão no mesmo barco que nós, e que se pudermos conversar com elas, teremos mais do que três possíveis grupos nessa nossa ideia, o que acha?

            — Para mim está ótimo, quanto mais melhor. — Respondo, me levantando e indo até Soyeon, esticando a mão. — Temos um trabalho em conjunto para cumprir?

            Ela aperta minha mão e com esse gesto damos início a uma complicada e arriscada missão em nossas vidas, ao qual colocará em risco tudo que temos. Trabalho, vida pessoal e relacionamentos.

            Arriscado, mas que vale a pena.

            Ela aperta a minha mão com firmeza.

            — Combinado, parceira.



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