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História Suayeon Soulmates - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Do Paraíso ao Inferno


Eu não sabia que meu dom para atuação era tão bom assim.

Consegui convencer as meninas que minha perda de forças foi devido a uma queda de pressão e que alguns minutos de descanso me daria as energias que eu precisava para seguir com o cronograma do grupo.

Bem, convenci a todos, mas acho que a SuA não caiu muito bem em minhas palavras. Sei que ela me conhece bem o suficiente para saber quando estou mentindo mesmo que minha performance seja impecável. Essa mulher conhece cada nuance que faço, cada detalhe de meu corpo e cada gesto que costumo fazer. E apesar de acreditar que a conheço tão bem também, tenho a leve impressão que ela leva uma certa vantagem nisso.

Acho que quase ninguém imagina isso, mas a SuA costuma ser muito perceptiva. Ela é brincalhona, maluca, a mais enérgica de nosso grupo, e muitas vezes parece ser a que mais comete erros ou esquece facilmente algo quando estamos em um desafio. Mas isso é quando ela está sob pressão. Quando se encontra calma, em uma situação onde possa encarar tudo à sua volta com nitidez e exatidão, ela absorve tudo e não deixa escapar um único detalhe.

E ela tem esse tipo de olhar sempre que estamos juntas. Muitas das vezes eu me sinto desconcertada quando percebo seus olhos em mim. Posso sentir cada célula de meu corpo entrar em êxtase, alimentando esse sentimento que tenho por ela e desejando mais e mais poder tê-la em meus braços e sentir o seu sabor.

Alguém faz o jogo do Pepero novamente, por favor?

Tudo ocorreu sem problemas durante a transmissão de rádio. Brincadeiras, conversas soltas e até sérias foi posto em pauta, mas nada de mais além disso. O problema é que eu precisei colocar tudo de mim para prestar atenção em cada palavra ali dita, pois minha mente continuava presa na mensagem que recebi.

Quem poderia ser essa pessoa que me ameaçou de tal forma sem parecer ter algum remorso? O que ela quis dizer com o melhor presente que vou receber? Dela -  ou dele – é que não será mesmo. O que eu posso fazer para lidar com essa situação? Ela me colocara em cheque com apenas poucas palavras e fotos. Essa pessoa demonstrou que é uma grande stalker, conhece sobre minhas rotinas, onde moro, então tem créditos o suficiente para me fazer acreditar que possua provas que possam levar as pessoas desse país a entender algo que ainda nem sequer existe, mas que eu gostaria muito que fosse real. Em outro contexto e cultura, eu mesma dava o aval para essa pessoa fazer as pessoas verem que amo a SuA, mas na realidade em que vivemos, permitir isso pode levar ao fim de minha carreira, e também da dela. E é por isso, por ter as leis e opiniões da massa coreana ao seu favor, é que suas ameaças são reais e assustadoras. Eu realmente não sei o que posso fazer para me livrar desse problema.

Durante o caminho de volta, na van, eu permaneci quieta, meus pensamentos embaralhados e confusos. Já pensei em dezenas de ocasiões ao qual eu poderia agir, ao menos contando com a ajuda de alguém, mas em nenhuma delas eu encontrei uma saída disso.

Em todas, eu perco.

Quando chegamos, eu já começava a subir as escadas quando sinto alguém segurar meu braço e me parar.

— Chega desse fingimento de que está tudo bem, você sabe que não me engana, então pode ir dizendo o que está acontecendo agora mesmo.

Ah, Su A, não faça isso comigo. Eu não posso mesmo te contar nada, só estar com você diante as escadas de entrada do prédio me deixa aterrorizada, pois essa pessoa, seja lá quem seja, pode estar nos vigiando agora mesmo.

Então bruscamente eu me solto de seus braços e volto a caminhar, subindo degrau por degrau o mais rápido que posso. Não tenho coragem de olhar para trás, pois ver o rosto de decepção da SuA será como tortura e eu posso fraquejar.

De começo, meus pensamentos rondam apenas um único ponto: SuA ficará decepcionada e não quererá mais saber de mim, já que ela não falara nada desde que a soltei. Sigo o corredor do dormitório querendo entrar em meu quarto, me jogar na cama e desabar de uma vez, deixar tudo fluir e chorar a noite inteira. É muita coisa para processar, muito para digerir e pouca resposta que possa realmente me ajudar. Eu literalmente estou afastando a pessoa que mais amo de perto de mim agindo assim, mas sei que esse é o melhor. Posso viver com ela me odiando para sempre, mas não conseguiria seguir em frente se por minha fraqueza ela ter os seus sonhos destruídos.

Paro em frente ao meu quarto e seguro a maçaneta, quando ouço o grito dela no fundo do corredor:

— Se acha que vai escapar assim de mim, você está enganada.

Foi inevitável olhar.

Mesmo a alguns metros de distância, eu podia sentir sua raiva destinada a mim. Ela estava tremendo, e seus punhos cerravam-se de uma maneira tão intensa que eu temi por ela estar ferindo as palmas com as unhas.

Seu grito foi o suficiente para alertar a todos do dormitório e logo imagino que as demais meninas vão aparecer para entender o que está acontecendo.

Eu deveria evitar isso, entrar em meu quarto e fechar a porta de chave e sabendo que SuA bateria que nem louca para poder entrar, eu poderia cobrir os ouvidos e fingir que não ouvia nada. Só que, no fundo, bem no fundo de meu coração, eu não consigo me afastar mais do que isso dela.

Não dá.

A única coisa que faço é ficar parada vendo ela se aproximar a passos largos, e como se fosse possível, ela fica ainda mais furiosa. Ao me alcançar, ela segura a gola da minha camisa com força e me joga na parede. Eu não esperava tamanha força e sinto dor quando minhas costas encontram o obstáculo, mas nesse momento essa dorzinha não chega nem perto do meu emocional bagunçado e machucado. Eu ainda não faço ideia de como não desabei em lágrimas e perdi as forças nas pernas...

E talvez eu tenha uma boa resposta para isso.

Ela... SuA.

O seu olhar penetrante me aprisiona. Tira a liberdade de meu corpo responder aos comandos do cérebro – órgão esse que está tão confuso quanto.

Eu espero por algo a mais que SuA possa falar, mas ela fica em silêncio e noto que aos poucos, através de seu olhar e dos músculos do rosto relaxando, que sua fúria está cessando, dando lugar a uma tristeza tão densa que me arrependo de imediato de ter fugido dela. Eu não consigo brigar com ela, gritar para que fique longe de mim, mesmo que isso seja o melhor para mim, e principalmente para ela.

— Ouça bem o que vou te dizer, Siyeon, e quero que você nunca esqueça isso. — Sua voz estremece e vejo as primeiras lágrimas quererem surgir em seus olhos, me fazendo odiar a mim mesma por ser a responsável por tê-la chegado a tal ponto. — Nada, está bem? Nada que vier a acontecer, vou deixar que você me tire de sua vida. — Ela bate de leve no alto de meus seios, mordendo o lábio inferior com tanta força, segurando sua dor ao máximo, que me assusto ao ver o sangue escorrendo pelo queixo, mas ela nem ligou para isso pois ainda não havia acabado. — Eu percebi que, qualquer que seja o seu problema, você não pode contar a ninguém e que isso pode se tornar algo ainda pior. Não precisa dizer nada, em algum momento eu poderei entender o que há, mesmo que seja aos poucos. Enquanto isso eu vou fazer o meu melhor para te dar tranquilidade diante desse problema que você está enfrentando. Eu não vou deixar que você se afaste de mim, pois, sem você, eu não teria mais sentido de estar aqui. Então, sem contestação, você vai dormir comigo, em meu quarto hoje, para que eu possa te ajudar com o máximo que eu conseguir.

Meu sofrimento e angústia chegam a um nível tão sufocante que escorrem em lágrimas silenciosas. Posso ver o semblante da SuA ir ganhando intensidade em preocupação até me puxar para seus braços. Eu me aninho nela e me conforto, permitindo que um pouco do peso que fui obrigada a carregar tão de repente seja liberada.

Não importa o que aconteça, no momento que sinto o abraço da SuA, o mundo exterior deixa de existir. Só ela e eu importa, só o seu calor é o que me alimenta e me mantém viva.

Como eu amo essa mulher!

Ela me entende mesmo que eu não precise dizer nada. Essa garota sabe exatamente o que se passa comigo e o que preciso apenas me observando e me tocando. É como eu disse, se a colocar em uma situação caótica, ela acaba sendo um pouco lerda, mas se a deixar estudar e apreender cada detalhe de uma situação, não há nada que ela não entenda.

Eu amo a mulher mais incrível do mundo!

— Algum problema? — Ouço a voz da Gahyeon e só então que percebo haver mais pessoas além de nós no corredor.

Como imaginei, o grito da SuA alertou a todas, mas SuA logo encontra uma maneira de tranquiliza-las. Contando a verdade, mas sem revelar tudo o que houve. Comentou para as meninas que nós havíamos discutido, mas logo nos acertamos e que eu havia sentido mais a briga, por isso estava chorando dessa forma. Enquanto isso eu permaneci em seus braços, o rosto escondido em seus seios, soluçando baixinho.

Ao nos despedirmos das meninas, dizendo que tudo ficaria bem, SuA realmente me leva para o seu quarto. Ela me ajuda a sentar em sua cama e eu não desgrudo dela. Coloco meus braços em volta de sua cintura e a puxo para que deitemos. De repente, assustada, lembrando do que houve comigo mais cedo, viro a cabeça desesperada em direção as janelas, respirando um pouco mais aliviada ao notar que as cortinas estão fechadas. Pelo menos pela janela aquela pessoa não pode nos observar nesse momento.

Quando volto minha atenção para SuA, percebo que acabei de entregar o que está acontecendo comigo para ela. O modo como me observa atentamente demonstra o quanto meu desespero foi bastante revelador, e de certa forma, se ela realmente entendeu o que há, ou pensa em algo similar, já é um grande alívio, pois não precisei dizer uma única palavra a ela e mesmo assim eu talvez não tenha que esconder isso dela.

Para comprovar minha hipótese, SuA, sem falar nada, se levanta e dá uma olhada embaixo da cama. Verifica tudo e vai em direção aos moveis, abrindo gaveta por gaveta, fuçando tudo, olhando por debaixo, em cada fresta da madeira. Levo algum tempo, apenas a observando ir de um lado ao outro, para entender o que ela está fazendo. SuA está vasculhando cada canto de seu quarto atrás de algo, como câmeras ou gravadores de voz. Ela realmente entendeu o que se passa e decidiu agir, a meu favor, sem saber que está ajudando a si mesma também dessa forma.

Respirando fundo e evitando ficar emocionada novamente, eu me levanto e a ajudo a olhar por todos os lados de seu quarto e banheiro. Levamos cerca de quarenta minutos, pois não queríamos deixar passar nada por ali e então paramos, no centro do quarto, uma de frente a outra, cansadas do serviço, mas igualmente aliviadas por sabermos que não há nada naquele quarto que possa nos gravar.

E ela continua sem dizer uma única palavra, apenas me encara, mas a partir de seus olhos eu entendo o que ela está querendo passar para mim. Confiança, carinho, companheirismo. Essa garota que é mais velha que eu, só que mais baixa, demonstra uma força que eu não vi em ninguém mais além dela.

SuA é complexa, mas não complica. É atraente, mas reservada. Brincalhona, porém, prestativa. Eu não sei como não consigo me cansar de tanto encontrar qualidades nessa mulher, que fazem seus defeitos serem insignificantes.

Sabendo que ela é a única que posso confiar, e também pelo fato de que ela de certa forma está envolvida nesse pesadelo ao qual estou – estamos – vivendo, eu pego meu celular do bolso, destravo, entro no aplicativo de mensagens online e entrego para ela ler o que recebi mais cedo.

SuA aceita o aparelho sem olha-lo. Ela mantém seus olhos fixos em mim, perguntando silenciosamente se realmente está tudo bem eu revelar a ela, e então balanço a cabeça afirmativamente, demonstrando que estou aliviada por ela ter descoberto de sua forma o que se passa.

Fico a observando ler a mensagem, notando os músculos de sua face se retraírem, sua feição ganhar um tom avermelhado de raiva. Só então que o silêncio desse quarto – que reina há muito tempo, já que ainda não havíamos trocado uma única palavra entre nós desde que chegamos – é quebrado.

Eu gostaria de ter ficado em choque quando ela larga meu celular de qualquer jeito para o lado, com sorte caindo sobre a cama. O que mais me importou foi o modo como ela agiu depois disso. Ela me observou por um tempo e mais uma vez cerrou os punhos com força e pude ver o sangue escorrer por entre os dedos. Ela realmente se feriu e nem se importou com isso.

— Eu vou descobrir a identidade desse imbecil, ou dessa idiota, e quando eu fizer isso, irei acabar com a vidinha que essa pessoa acha que tem!

Puro ódio. Completa ira. Extrema fúria.

Eu juro que desde que a conheci, é a primeira vez que a vejo com tanta raiva assim. É o completo oposto de sua personalidade comum; Claro que ela já se irritou outras vezes, em alguns casos comigo mesma e chegamos a brigar, mas nada nesse nível. É como se eu tivesse vendo a encarnação da própria ira bem em minha frente. E tenho de admitir, isso me assustou, de certa forma. Mais por surpresa de saber que essa doce mulher pode chegar a tal nível de raiva, do que exatamente por medo genuíno.

Eu me aproximo dela e toco suas bochechas com minhas mãos, segurando sua face, obrigando-a a me encarar.

— Talvez encontremos uma maneira de resolver esse problema, mas, por favor, controle essa raiva. Eu não quero te ver assim.

— Como você quer que eu me acalme se estão te ameaçando e...

Eu não permito que ela prossiga, eu nem sequer pensei no que estava fazendo. Eu simplesmente aproximei nossos lábios e a beijei. Pela primeira vez em toda minha vida eu joguei fora toda a precaução que eu tinha e me joguei nesse amor que habita em meu ser. Eu a beijei e com vontade, sentindo seu sabor, ao qual não consigo encontrar palavras para descrever o quão bom é. Eu me perco tanto em seus lábios tocando os meus que eu levo um tempo para notar que não fui rejeitada, mas sim aceita. SuA retribuiu o beijo, com tanta gana quanto eu, e ao descobrir isso eu perdi o controle de minhas mãos. Joguei-a para trás dela e desci por suas costas, logo depois adentrando sua blusa e tocando cada canto de sua pele. Eu podia sentir as unhas dela apertando minha cintura e até mesmo o seu sangue, das feridas das palmas, manchando minha pele, mas isso nem sequer era importante. Nem mesmo eu me importava com o sangue de seus lábios feridos por sua mordida há poucos minutos, pois o êxtase e a sensação maravilhosa que me invade tem um valor significantemente maior. Minha mente não queria trabalhar em mais nada, apenas aproveitar esse momento que eu esperei... que eu pedi a muito tempo que pudesse ser real.

Eu estou beijando a SuA e ela está retribuindo. Talvez eu não estivesse vivendo um amor platônico e que eu poderia ter aproveitado isso há muito tempo se eu não fosse medrosa.

Após alguns minutos, que para mim foram eternos, mas ainda não o suficiente, nós nos separamos pois precisamos de ar. Eu descanso minha testa na dela e permaneço de olhos fechados, fazendo movimentos de zigue zague pelas costas de SuA, ainda por dentro de sua blusa, sentindo sua pele. Ela também não me solta, segurando firme minha cintura. A única coisa que posso ouvir são nossas respirações ofegantes.

Se isso for um sonho – o melhor que já tive em toda minha – por favor, nunca me acordem.

Faço menção de abrir a boca quando abro os olhos e vejo seus lindos olhos me encarando. Quero falar algo, qualquer coisa, me expressar como devo, me declarar, mas SuA percebendo isso, balança a cabeça de um lado ao outro, negando qualquer iniciativa minha.

— Só não fala nada, vamos aproveitar o momento.

E dessa vez é ela quem me beija, com mais ferocidade que antes, e eu não esperava. Mas retribuo com mesma intensidade. Eu a sinto me empurrar para trás e eu permito ser levada, enquanto tenho seus lábios para mim e posso tocar cada parte de seu corpo como sempre desejei. Ela me joga na cama e sobe em cima de mim e eu já podia sentir meu sexo molhado... quando infelizmente nosso momento é quebrado.

Ouvimos uma batida muito forte na porta do quarto e nos levantamos assustadas. Havia uma folha de papel no chão e pela fresta embaixo da porta pudemos ver uma sombra se distanciando.

Alguém estava ali.

SuA vai até a folha de papel e lê, cambaleando para trás até bater as costas na parede. De repente ela ficou aflita. Temendo o que poderia ser aquilo, eu vou até ela e pego o papel de sua mão.

É uma pequena frase, mas aterrorizante:

“Eu sei o que vocês estão fazendo.”

Não há dúvidas para mim: é a pessoa que me enviou a mensagem. Ela está aqui, consegue entrar em nosso dormitório como se não fosse nada complicado.

Fico perdida em meus receios que só noto a ação da SuA quando ela age. Ela abre a porta com ferocidade, olha para os lados e sai correndo. Levo um segundo para ir atrás dela.

Quando chego ao corredor, vejo uma pessoa de costas virar no corredor em direção as escadas. Aquele casaco cor bege, as costas largas... só pode ser um homem. SuA também o viu e está correndo em sua direção.

O momento em que eu pude ter a SuA para mim foi interrompido por esse traste que está atazanando a minha vida. Não basta me ameaçar, agora interrompe quando o que mais sonhei enfim posso ter.

Desnorteada com toda a situação eu não vejo uma porta se abrir logo depois que SuA passa por ela e vejo a Yoohyeon surgir no corredor, com uma enorme cara de sono e olhar para os dois lados, possivelmente notando nós duas correndo.

— O que está acontecendo aqui? — Ela pergunta e eu não tenho tempo nem para responder e nem para desviar.

Se ela tivesse apenas aberto a porta de seu quarto, estaria tudo bem. Mas sonolenta do jeito que está, deu alguns passos para o corredor e eu fui direto em sua direção. O choque foi inevitável e acabei caindo por cima dela.

— Ai! — Ela reclama, alisando a região da bacia ao qual batera com força no chão. — Para que essa pressa? Qual é o problema?

— Eu não tenho tempo para explicar agora, preciso alcançar a SuA. — Digo, me levantando e voltando a correr.

Já perdi ela de vista quando começo a descer as escadas. Será que ela o alcançou?

— Me diga o que está acontecendo. — Ouço Yoohyeon perguntar vindo atrás de mim e me alcança quando paro no fim da escada, percebendo que está vazio para todos os lados.

— Tinha um homem aqui dentro e ele deixou isso por debaixo da porta da SuA. — Digo, entregando a folha de papel para Yoohyeon ler.

Eu não prestei atenção em sua reação às minhas palavras e à carta, pois meus olhos se fixam em algo através da porta de vidro de entrada. Há algo jogado ali do lado de fora e meus olhos levam alguns segundos para reconhecer o corpo da SuA caído no chão.

Desesperada, eu corro em sua direção, atravessando a porta como um foguete e me ajoelhando ao seu lado - me jogando de tal forma que senti meus joelhos rasgarem no asfalto - pegando-a em meus braços.

— Ei, SuA! — Exclamo, arregalando os olhos assustada ao ver sangue escorrer de algum ponto de sua cabeça. Ela está desacordada e não acorda mesmo que eu a balance. — Vamos SuA! Acorde, por favor! Não faz isso comigo! Abra seus olhos, deixe-me ver a beleza de seu olhar novamente, por favor... SuA!

Yoohyeon ajoelha ao meu lado - sem alvoroço e sem ralar os joelhos -  e, mais tranquila do que eu, apesar de também estar assustada por ver a SuA nesse estado, pega o braço direito dela e verifica o pulso.

— Tem pulsação! — Ela exclama, dando uma olhada na cabeça, afastando um pouco o cabelo para ver o ferimento. — Foi uma pancada forte. — Ela diz temerosa. — Foi acertada por algo de ferro provavelmente. Fique aqui com ela que eu vou chamar uma ambulância.

Eu vejo quando a Yoohyeon se afasta um pouco e disca pelo celular para a emergência. Também noto que algumas pessoas que passavam por perto notaram o que havia e se aproximava para ver o que está acontecendo, enquanto outros tentam ajudar de alguma forma.

Eu não estava ligando muito para elas, eu mal as via, na verdade. Minha visão está embaçada e choro sem parar. Por que esse homem fez isso com ela? O que fizemos para ele? Por que ele quer destruir nossas vidas?

Eu puxo o corpo da SuA ainda mais para mim, sentindo seu cheiro, percebendo que há poucos minutos eu estava no paraíso, para ser jogada tão subitamente nas profundezas do inferno...



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