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História Suayeon Soulmates - Capítulo 9


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Notas do Autor


Algumas infos no começo que são importantes:
Primeiro quero dizer que esse capítulo foi escrito as pressas para poder ser postado ainda hoje. eu simplesmente perdi tudo o que havia escrito até então, e olha, deu um trabalhoooo... muitas coisas precisaram ser corridas, peço desculpas por isso.
Segundo, estive dando uma lida em algumas informações sobre o grupo e tals, e após isso cheguei a uma conclusão que mudará a fic a partir de agora. Essa mudança está relacionado ao drama que eu faria sobre o Dreamcatcher correr risco de disband. Saibam que a partir de agora isso não mais acontecerá. Não vou mais trabalhar com isso, nesse grupo em específico, porque não bate com o que li sobre recentemente.
Então os capítulos anteriores que eu falava sobre isso, em algum momento quando eu tiver tempo - coisa que não tenho muito - vou modificar para outro assunto.
Bem, obrigado pela atenção e agora vou deixar vocês com o capítulo de hoje.

Capítulo 9 - Eventos Após o Incidente


[ JiU narrating... ]

 

Eu fui acordada com batidas fortes da porta de meu quarto. Cambaleando, eu atendi ainda esfregando os olhos, enxergando uma Gahyeon aflita.

— O que houve? — Perguntei, sentindo um clima pesado pairar sobre a maknae.

— Eu não sei, só fui avisada que a SuA está sendo levada ao hospital.

Suas palavras aflitas fizeram qualquer vestígio de sono que habitava em mim ir para o espaço. Eu pude notar nas lágrimas que escorriam pelo seu rosto que aquilo não era um trote, nenhum tipo de brincadeira de mau gosto. Era sério, muito sério.

— Mas... — eu nem sabia muito bem o que dizer. — Como que isso aconteceu? Como isso pode ter acontecido assim tão de repente?

— Eu não sei, não me contaram o que houve...

Vejo Gahyeon perder o equilíbrio e eu rapidamente fui em sua direção, a aparando em meus braços. Ela é brincalhona, ativa e costuma dar pinta de ser a mais durona do grupo, mas quando algo de muito grave acontece, a sua sensibilidade sempre é atingida em cheio e acaba sendo aquela de nós que mais sente os acontecimentos, sejam eles bons ou ruins. Isso principalmente quando não há profissionalismo envolvido e ela pode se deixar relaxar na frente de pessoas que gosta e confia.

Nesse momento eu vejo a Dami se aproximar e tenho uma ideia. Seguro o rosto da mais nova e lhe dou um sorriso encorajador, o melhor que consigo no momento.

— Vá na frente com a Dami e não se esqueça que vai ficar tudo bem, certo?

— Você não vem? — Ela indaga confusa.

— Vou sim, mas antes eu preciso fazer algo. — Digo, piscando para ela. — Confie em mim.

Enxugo suas lágrimas e a vejo sorrir timidamente. Sempre que consigo acalmar uma das meninas, isso me revigora, pois me dá a sensação que consegui cumprir meu papel como líder do grupo, e de unnie de todas elas.

Fico observando as duas se afastarem até descerem a escada. Então eu sigo pelo mesmo caminho, mas em vez de ir em direção à porta da frente quando chego no térreo, eu viro à esquerda e caminho apressadamente pelos corredores até chegar em uma sala que tem uma placa na porta com os dizeres: Sala de Monitoramento.

Tento abrir a porta, mas ela está fechada.

Droga, esqueci que preciso da chave para entrar nessa sala, e eu nem sequer sei onde o Do Hyun oppa – responsável chefe pela segurança do dormitório – está a essa hora. Talvez em seu quarto dormindo.

— Não esperava que alguém tivesse a ideia de vir aqui primeiro antes de mim.

Ouço uma voz familiar às minhas costas e me viro, vendo exatamente Do Hyun vir com as chaves em mãos.

— Que bom que está aqui. — Digo mais aliviada. — Preciso ver urgente as filmagens dessa noite para tentar descobrir quem pode ter feito mal a SuA.

— Eu sei, por isso vim para cá imediatamente quando me avisaram do que houve. — Ele fala, destrancando a porta e dando espaço para que eu entrasse primeiro.

Do Hyun tem trinta e dois anos e já é um dos melhores em sua área que eu conheço. Tem um estilo que me chama a atenção, pois usa piercings, muitas tatuagens e deixa o cabelo passar da altura dos ombros. Para muitos, que o vem com olhares atravessados, ele quebra a norma que a nossa sociedade impõe sobre como ser perante as pessoas, mas ele nunca se importou com isso. Por ser assim, eu o respeito bastante.

Fiquei quieta enquanto deixava o oppa trabalhar naquilo que ele sabe fazer. Do Hyun é um cara muito dedicado ao Dreamcatcher, apesar de trabalhar com a nossa segurança. Até hoje nada havia nos acontecido e tenho certeza que, por ser a primeira vez que alguém invade o local e acaba ferindo uma de nós, ele está ainda mais empenhado para resolver esse problema. Por tudo que ele já nos fez, eu confio plenamente em seu trabalho e companheirismo.

— Bem como eu temia. — Ouço ele dizer, me arrancando de meus pensamentos.

— Como assim? — Pergunto, me aproximando das telas de computador para poder ver o que havia ali.

Que era absolutamente nada além corredores vazios, apesar da hora ser exatamente onde tudo deve ter acontecido.

— Eu não sei como ele fez isso, mas conseguiu mexer no nosso serviço de segurança. — Ele fala arrasado. — Travou a imagem às oito e catorze, ou seja, tudo que veio a acontecer depois não foi filmado. É uma ideia brilhante, pois o horário de gravação continua passando, mas a filmagem permanece travada. Então nada seria capturado.

— Como ele pode ter feito isso sem adentrar essa sala?

— Talvez ele seja um bom hacker, ou conheça alguém assim, ou simplesmente tenha entrado aqui sem que nós saibamos. Mas para isso...

— Ele precisa ter a chave daqui, ou uma cópia. — Falo, deixando as engrenagens de minha cabeça funcionar. — Essa pessoa, nossa suspeita, pode trabalhar conosco.

— Ou tem contato com alguém que trabalha conosco. — É a vez dele complementar.

Ter quase a certeza que a pessoa que invadiu o lugar possa trabalhar conosco ou ter contato com alguém de dentro, me deixa apavorada. É bem pior do que eu imaginava. Sendo assim, percebo que a partir de agora qualquer pessoa que convive conosco na companhia é suspeita – seja homem ou mulher, pois não sabemos quantos mais podem estar envolvidos.

Preciso trabalhar melhor nisso, pensar em algumas formas de resolver essa situação, apesar de parecer impossível encontrar a melhor resposta com nada ao nosso favor.

— Oppa, quero te pedir para reforçar a segurança do dormitório e da empresa, principalmente para mim e as meninas. A partir de agora você deve saber que não vamos poder confiar em muitas pessoas até resolver esse problema, e para isso temos de evitar que mais situações como essas aconteçam. Posso contar com você?

— Claro que sim, irei resolver isso ainda hoje. — Ele me garante e eu sorrio para ele.

— Muito obrigada. — Agradeço.

— Não há de que, sabe que eu faço de tudo por vocês.

Ao deixar a sala de monitoramento, sigo em direção ao lado de fora para encontrar as outras meninas e ir ao hospital. Em algum momento nós teremos que conversar juntas, entender melhor o que pode estar acontecendo e começar a planejar nossas estratégias para combater esse mal que nos aflige.

Eu não vou deixar essa pessoa escapar impune depois do que fez, e ele conhecerá um lado de JiU que se arrependerá bastante.

 

[ Siyeon narrating... ]

 

Estou há horas nesse hospital sem receber notícia alguma da SuA. A ambulância chegou rápido em frente ao nosso dormitório e logo me arrancaram ela de meus braços, para poder imobiliza-la e traze-la em segurança ao hospital. Com todo o tumulto que se formou, as outras meninas logo desceram para descobrir o que exatamente acabou de acontecer, cada uma delas esboçando um tipo de reação diferente, mas aterrorizadas em unanimidade. Eu não tive forças para falar nada para elas, então Yoohyeon ficou responsável por atualiza-las do que havia acontecido. o pouco que ela sabia já era o suficiente para entender a situação.

Em meio a isso tudo, como sempre existe, em todos os lugares que algo acontece, há pessoas com seus celulares e/ou câmeras registrando o ocorrido, prontos para divulgar na internet e espalhar a notícia pelo país todo e o mundo afora. Sem contar que de alguma forma os canais de tevê souberam do ocorrido, pois logo que nós chegamos ao hospital, eles já se encontravam amontoados que formigas em seus formigueiros, prontos para obter uma resposta, uma palavra, algo que os faça sair na frente da concorrência, sem se importar com a privacidade e o momento delicado que nós estamos passando.

Eu vim ao hospital separada das meninas. Eu só tive forças para pedir -  com uma voz bastante falha – para ir na ambulância ao lado de SuA, e eles permitiram. Gahyeon, com certeza a que mais se abalou com o ocorrido depois de mim, pois ela gosta bastante da SuA como uma verdadeira irmã mais velha, me abraçou antes de me permitir subir na ambulância. Eu a aninhei em meus braços, confortando-a, dizendo que tudo ficaria bem, mesmo que eu não acreditasse muito nisso. O importante era dar um pouco de alento e esperança para ela.

Chegando no hospital, eu acompanhei SuA bem ao seu lado, segurando sua mão enquanto ela estava deitada na maca, ainda desacordada. Eu nem sequer reparei nas demais pessoas que haviam por ali ou nos médicos e enfermeiros que já estava a postos nos esperando. Nem mesmo olhei em seus olhos quando pediram para eu me afastar dela pois não poderia entrar junto na sala, e eu protestei, gritei, estava completamente louca com tudo que estava acontecendo. Só consegui me acalmar quando as meninas chegaram e JiU me puxou para um abraço apertado. Foi nesse instante que eu entendi que fazer uma confusão só iria piorar as coisas. Eu tinha de me manter calma e esperar por uma resposta. E ela levou cerca de trinta minutos para vir, e trouxe um pouco mais de alívio para todas nós.

O médico nos informara que a pancada na cabeça não foi tão forte, nem sequer afundou o crânio, apenas fez um corte ao qual precisará levar pontos. SuA está desacordada, mas não corria risco nenhum. Agora era só esperar ela despertar para fazer outros exames.

E a SuA quer me matar do coração, só pode, pois já fez quase três horas que estamos aqui e ela continua dormindo. Tá, tudo bem, não é muito tempo em tese, mas para quem está esperando angustiada, isso é uma eternidade.

Vejo em um relógio de parede que é uma hora da manhã em ponto. Nenhuma de nós quis voltar para o dormitório, mesmo que o pessoal que trabalha conosco tenha insistido. Eles, por sinal, também apareceram depressa quando souberam do ocorrido. Houve uma discussão com as meninas sobre aumentar a segurança do nosso dormitório e prédio Dreamcatcher Company, mas eu nem sequer participei da conversa. Não tinha condições para isso, e eles sabiam disso.

Estive sentada na sala de esperas o tempo todo com a Gahyeon desolada do meu lado. Deixei minhas forças restantes para cuidar dela, como sinto que é meu dever. Desde aquela brincadeira em live feita pela SuA, sobre nosso “casamento”, e a resposta da Dami sobre o resultado ser a Gahyeon, ou seja, que ela seria nossa filha, meio que levamos isso mais a sério do que eu pensava. Foi algo inevitável e incontrolável. Gahyeon sempre esteve mais próxima de mim e da SuA, se comparado às demais do grupo – talvez possa contar a Handong também – então SuA e eu começamos a agir com mães para com ela. O cuidado dobrou, os carinhos também, e pude notar que até mesmo ela aceitara o fato de ser nossa “filha” tão genuinamente que parece até que sempre fomos assim. Como uma família...

Com insistência do pessoal, mesmo eu indo contra no começo, acabei aceitando ir com as meninas até o dormitório por volta das quatro da manhã. A ideia era tomar um bom banho – eu ainda estou com a roupa que usei ontem o dia inteiro – comer algo – eu nem sequer jantei noite passada – e depois retornar. Seria coisa rápida, não levaria muito tempo. Além de nós sete, outras dez pessoas que trabalham conosco e que tiveram a consideração de estar conosco nesse momento, mesmo durante a madrugada, nos acompanhou para servir como um tipo de precaução e proteção. Quanto mais pessoas juntas, menos a chance daquele homem querer fazer algo novamente.

Eu não imaginava que meu corpo estava implorando por um bom banho até entrar debaixo do chuveiro e sentir a água fria tocar minha pele. Imediatamente eu tremi, não pelo frio da água, mas por tudo que vem acontecendo. De repente meu mundo inteiro começou a ruir. Nem mesmo pequenas situações que dão a entender que tudo voltaria ao normal, e talvez melhor do que era antes, se tornam apenas fagulhas que facilmente são apagadas pela crueldade dessa nossa realidade.

Encosto as costas na parede, ainda debaixo do chuveiro, e me deixo escorregar até sentar no piso. Abraço meus joelhos e apoio o queixo, olhando fixamente para frente, perdida em mim mesma. Recordo diversas vezes o momento em que a vi caída no chão, o sangue escorrendo por sua cabeça, seu corpo desacordado... balanço a cabeça de um lado ao outro com veemência e fecho o punho direito, jogando-o com força contra a porta de vidro da área de banho. Eu não medi a força, apenas descarreguei a raiva por tudo que houve, e me assustei quando quebrei uma pequena parte do vidro e a dor de minha pele se rasgar. Trago a mão para frente de meu rosto e fico observando o sangue escorrer.

— Siyeon!? — Ouço a voz da Yoohyeon do outro lado da porta do banheiro. — Está tudo bem? Ouvi o som de algo quebrando. — Eu não respondo, não por querer ignora-la, mas porque estou em um torpor ao qual não encontro uma forma de ser libertada. — Estou abrindo a porta, está bem?

Eu mantenho meus olhos fixos em minha mão sangrando, enquanto meus ouvidos captam o som da porta abrindo e de passos se aproximando. A água para de escorrer, ela provavelmente desligou o chuveiro.

— Por que você fez isso? — Ela pergunta, segurando minha mão enquanto olhava para região onde acabei socando. — Se ferir assim não vai resolver absolutamente nada, nem fará a SuA feliz.

Yoo tem razão. Se a SuA descobrir que estive tão fraca dessa maneira, com certeza ficaria chateada comigo.

Yoohyeon se afastou por um tempo e voltou trazendo minha toalha e uma caixinha de primeiros socorros que cada uma temos guardada em nossos banheiros. Ela me ajuda a levantar e me enrola com a toalha, logo depois começa a cuidar de minha mão. Eu fico a encarando e sorrio levemente. Tanto ela como as outras meninas... não precisei pedir, elas fazem tudo por mim e não cobram nada. É assim que nós somos, como nossa família realmente é: uma união. Uma cuida da outra sempre, até as vezes há exageros, mas ainda assim, somos o que queremos ser.

— Muito obrigada, Yoo — Agradeço e ela sorri para mim, terminando de enfaixar minha mão.

— Não tem de que, sabe que faço tudo por minhas amigas.

— Eu sei, só que... muitíssimo obrigada.

— Vem, vamos procurar uma roupa para ti, e depois comer algo. — Ela diz, me puxando para o quarto. — As outras meninas já estão por lá, vão querer saber o que está acontecendo.

— E eu vou contar tudo.

Sim, eu vou contar tudo. Cheguei a um nível que não quero esconder nada mais delas. Mesmo que isso se torne um problema para mim e principalmente para SuA, tenho certeza que as meninas vão nos apoiar e ajudar no que for. Bem no fundo eu sinto que a SuA faria a mesma coisa, sem se importar com as consequências. Se elas são minha família, eu confiarei e dependerei delas, como sei que fariam o mesmo por mim.

O clima na cozinha era depressivo. Ninguém estava com ânimo para conversar ou fazer algum tipo de brincadeira. Eu me sentei ao lado de Yoohyeon e também da Handong, colocando um pouco de cereal para dentro. Apesar de estar com fome, parecia ser difícil engolir. Eu observei cada rosto ali diante de mim e notei que, mesmo tentando disfarçar, todas elas estão esperando entender o que houve, mas esperam pacientemente que eu me sinta confortável para me abrir com elas.

Suspiro, chamando a atenção das demais.

— Eu amo a SuA e sonho em tê-la como minha mulher. — Falo, observando minhas amigas.

Só elas mesmas para me fazer rir em um momento como esses.

A surpresa estampada em seus rostos foi a melhor coisa que me aconteceu logo após a SuA me beijar – sendo o nosso segundo beijo. Dami me encarava como se nunca tivesse me visto na vida; a JiU e a Yoohyeon se encararam perplexas e piscavam os olhos várias vezes; Handong acabou cuspindo seu copo de leite na direção da Gahyeon, que nem sequer se importou de ter levado um banho da Handong, ela estava ocupada me encarando e fazendo expressões hilárias enquanto processava o que acabei de dizer.

Com toda certeza, minha declaração era a última coisa que todas elas esperavam. Estou feliz que decidi começar por isso, pois foi uma quebra em toda merda que vem acontecendo comigo recentemente.

— Ah, alguém faz o favor de me contar o que exatamente acabei de ouvir, porque acho que não entendi muito bem. — Dami fala, trazendo todas de volta ao “normal”.

— Eu só sei que esperava ouvir sobre o homem que machucou a SuA e de repente ouço a Siyeon se confessando. — Handong comenta, pegando alguns guardanapos e limpando a Gahyeon, que ainda parece perplexa.

— Vamos lá meninas, se ela disse isso, um bom motivo tem. — JiU fala, me entendendo, e tocando meu ombro, virando-se para mim. — Si, isso foi muito impactante para nós, apesar que eu acreditava nisso faz muito tempo.

— Ah, acho que todas nós sabíamos disso. — Yoo fala.

— O que seu amor pela SuA tem a ver com o que houve? — Gah pergunta.

— Desculpe meninas, eu vou explicar melhor. — Digo em tom um pouco alegre. — Eu vou contar tudo a vocês, detalhe por detalhe, do que aconteceu comigo e com a SuA nos últimos dias...

Conto quase tudo, deixando de lado apenas um ponto importante: o relacionamento da Moonbyul com a Solar. É algo muito particular da vida delas e enquanto não tiver autorização para falar sobre, eu vou respeitar. Só que, além disso, eu lhes conto tudo. Começando no dia em que SuA veio ao meu quarto após uma briga de tive com o pessoal da produção e dormimos juntas. Falei também sobre a nossa saída até o dormitório da Yuqi, da reunião e da minha conversa com a Soyeon sobre a ideia que eu vinha formulando em minha cabeça. Então decidi inverter um pouco a ordem dos acontecimentos, contando-lhes sobre o que houve com SuA e eu quando chegamos noite passada no dormitório, como eu tentei fugir dela e como ela não desistiu de mim, e eu estava prestes a falar sobre o nosso beijo, mas não tive oportunidade, pois Gahyeon levantou a mão chamando minha atenção.

— Por que você estava tentando manter a SuA distante de ti, se você é quem mais procura ela para ficarem tão coladas? — Gah sempre tão sincera em suas palavras.

— Por causa disso. — Respondo, puxando meu celular, destravando e mostrando a mensagem para elas. — Essa pessoa está nos ameaçando, e é muito provável que o homem que nos atacou a SuA pode ser o stalker, ou trabalhe para a pessoa, não sei.

— Isso é muito sério, não podemos deixar as coisas assim do jeito que estão. — Dami fala irritada, mandando um palavrão em seguida.

Nesse instante meu celular vibra e começa a tocar na mão de JiU, que ainda lia a mensagem.

— É a Soyeon. — Ela diz, me entregando o aparelho, ao qual atendo de imediato.

— Alô!

— Siyeon? — Ouço sua voz um pouco animada do outro lado da chamada.

— Sim, sou eu, posso saber o motivo de toda essa felicidade? — De repente me vem algo em mente, olhando para o relógio de parede da cozinha. — E por que me liga tão cedo assim?

— Acabei de compor uma música que acredito ser perfeita para o nosso plano e gostaria de te avisar, chamar para te mostrar como ela está. — Ela diz, então noto que seu tom foi perdendo o ânimo aos poucos. — Aconteceu alguma coisa?

— Por que diz isso?

— Não sei, seu tom de voz está muito fraca, e não me parece ser sono, é como se você nem sequer tivesse dormido ainda.

Essa mulher é uma ótima perceptiva. Nossa!

Não há motivos para esconder dela o que realmente houve, principalmente porque mais cedo ou mais tarde ela verá em algum canal de notícia na tevê ou na internet.

— A SuA está hospitalizada. — Falo, sentindo toda a angústia e tristeza que haviam sido reprimidos por um tempo voltarem com forma máxima.

— Hospitalizada? Mas o que houve? — Ela pergunta, mas então fala algo que não faz muito sentido para mim. — Que cheiro é esse?

— Cheiro? Que cheiro? — Indago confusa.

Houve um silêncio na ligação até eu ouvir os seus passos. Fico encarando minhas amigas enquanto mantenho minha máxima atenção na chamada, esperando que a Soyeon pudesse falar algo sobre o que está acontecendo.

— Tem algo de errado aqui. — Ouço ela dizer e antes que eu pudesse perguntar o que exatamente poderia estar errado, ouço ela gritar uma voz de fundo e a Soyeon gritar: — Yuqi, não toque nisso!

Me assusto com um estrondo vindo da ligação e a chamada é encerrada tão de repente, deixando-me assustada com o que pode ter acontecido...



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