História Subarashii - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang
Personagens G-Dragon, Jungkook, V
Tags Jungkook, Komatsu Nana, Taehyung, Taekook
Visualizações 3
Palavras 1.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - PRIMEIRO ATO: A garota conhece o garoto


Nana entrou no prédio a passos lentos, que eram os mais rápidos que ela conseguia dar naqueles dias. Estava em processo de recuperação, ainda. Ela conseguia comer um pouco mais e estava fazendo sessões de terapia, além de ser acompanhada por um médico que lhe passava coisas que supriam sua carência de vitaminas, proteínas, minerais e todas as outras coisas importantes ao corpo e que ela não se lembrava do nome naquele momento. E estava tomando caixas de antidepressivos e calmantes, dessa vez sem jogar nada fora. Ainda tinha a aparência mais frágil do que de costume e sua mãe ainda a acompanhava em casa, mas dessa vez, Nana preferiu sair de casa sozinha — ou suplicou para que saísse sozinha. Porque ela iria encontrar seu agente e seus pais não iam gostar nada do motivo da reunião: o namorado falso da Nana seria apresentado naquele dia.

Eles assinariam um contrato e, se não fosse trágico, seria cômico, foi o que ela pensou enquanto apertava o botão do elevador para subir ao vigésimo segundo andar. Ela sempre tinha vertigem quando subia tão alto assim e odiava ter de vir àquele prédio. Dessa vez estava tendo vertigens por dois motivos: o elevador e… conhecer alguém que ela nunca tinha visto, que já lhe seria apresentado como “seu namorado”. Ela queria só assinar e ir embora sem precisar fazer contato.

Ela não sabia nem ao menos o nome dele. Seu agente havia lhe dito:

— Não direi nada sobre ele, porque estou com a sensação de que você usará qualquer pretexto para pular fora dessa ideia. Então só venha encontrá-lo, assinar os papéis e depois pode ir embora. Você não terá de vê-lo até pensarmos em um bom jeito de colocar a notícia na mídia. Vá treinando seus dotes como atriz, Nana-chan.

A única coisa que Nana sabia era que, assim como ela, o garoto também precisava esconder alguma coisa. Caso contrário não estaria concordando com a loucura de arranjar uma falsa namorada só para a mídia se entreter. Enquanto Nana precisava esconder sua anorexia, bulimia e depressão, ela imaginava qual era o segredo do garoto que iria “namorá-la”.

E, quando abriu a porta e viu seu agente, ela entendeu que a pessoa por quem ela estava ansiosa (num sentido ruim) para encontrar não estava lá. Então se sentou e leu os papéis. Ou tentou. Procurou por letras miúdas, porém, era claro que não havia. Estava tudo bem explícito. Não podia contar a ninguém sobre a verdade, caso contrário teria de pagar uma multa milionária. Tinha de cumprir com todas as exigências (de sua agência e da empresa de entretenimento do seu “namorado”) no que diria respeito a encontros, fotos e coisas que iriam “promover a imagem do casal”. E o mais importante: ela não precisava saber o segredo do garoto e nem ele saberia o dela. Nana olhou a janela antes de assinar todos os lugares que precisava.

Estava quase se levantando quando percebeu que não havia lido o nome do garoto, apenas havia visto sua assinatura, a qual ela não entendia, já que estava em… coreano?! Teve um sobressalto e quis saber na mesma hora quem era a pessoa, mas não precisou dizer nada, porque porta se abriu. Ela se virou.

Parado a alguns passos de distância — com o cabelo castanho, uma calça social preta, um sapato lustroso, uma camisa branca, uma gravata com desenhos que de longe pareciam flores e um relógio prata —, estava seu novo namorado e… ela não sabia seu nome. Porém, com toda a certeza do mundo já o havia visto. Ele era daquele grupo que havia ganhado muita fama nos últimos anos: BTS. Ele era aquele garoto que ela havia achado mais bonito, mas na época não teve tempo para procurar seu nome e depois tudo foi caindo no esquecimento.

— Kon'nichiwa — ele se inclinou e ela piscou, assustada, querendo s enfiar em um buraco. Não conseguiu olhá-lo nos olhos.

Seu agente sorriu e apontou a cabeça para o garoto, um gesto que dizia “não vai cumprimentá-lo?”. Ela colocou as mãos no joelho e abaixou a cabeça, em silêncio.

O jovem ficou observando-a com um sorriso retangular e ela ficou parada, sem saber exatamente o que fazer nem para onde olhar.

— Eu não sei falar japonês tão bem… — ele coçou a cabeça. — Mas sei bem mais do que inglês, então, se você não se importar, podemos nos falar assim. Peço desculpas pelo meu japonês… hum… fraco.

Ela balançou a cabeça.

— Seu japonês é muito bom.

— Obrigado!

— Nana-chan — o agente de Nana parecia feliz —, esse é Kim Taehyung, integrante do BTS, e com certeza você sabe quem é, não?

— Hum, sei — ela sacudiu a cabeça devagar.

— Ele será seu novo namorado.

— Bem embaraçosa essa situação — Taehyung sorriu envergonhado, com as mãos no bolso.

Nana permaneceu calada.

— Vocês não precisam sair hoje, basta só assinarem os papéis e pronto. Taehyung já assinou, Nana, e você acabou de fazer isso, então podem ter um minuto a sós para conversarem ou já podem se despedir.

Eles ficaram em silêncio, olhando um para o outro — é, não foi bem assim, a parte do “olhando”. Kim Taehyung achou Nana muito bonita e também muito magra. Ele estava acostumado a ver garotas magras, afinal, todas as coreanas que cantavam eram desse jeito, mas Komatsu Nana era extremamente magra. Quase excessivamente. Ele sentiu vontade de comprar um hambúrguer para ela. Ficou observando seus olhos japoneses fofinhos e sua franjinha. Ela era fofa e bonita, mas parecia triste. Bem triste. Ele não conseguia ver seus olhos brilhando alegres. Então Taehyung limpou a garganta e disse:

— Acho que gostaria de falar com a Nana antes de ir embora.

— Certo — o agente dele sorriu e os dois saíram para deixá-los sozinhos.

Nana se levantou quando a porta se fechou. Pensou que ficar sentada talvez fosse falta de educação.

— Hã… — Taehyung pareceu buscar pelas palavras. — Sinto muito fazer você passar por isso. Não foi ideia minha, juro. Mas eu assinei um contrato…

— Eu sei — ela olhou os próprios pés. — Eu também assinei um contrato. Não tem que se desculpar. Se eu não estivesse encrencada, isso não estaria acontecendo. Sinto muito, também.

— Nós dois… — ele apontou para ela e depois para si mesmo — estamos encrencados.

— É — Nana observou seu perfil enquanto ele olhava a janela que cobria quase toda a parede ao lado direito dela.

— Eu… posso… chamar você de Nana-chan?

— Sim. Como posso te chamar?

— Que tal oppa? — ele riu. — Ou Tae. Ou Taehyung, se você preferir.

— Tudo bem. Taehyung.

— Hum… — ele ficou sem graça. — Okay. Sinto muito, de novo.

— Não diga isso novamente. Não é preciso — ela sacudiu a cabeça, sentindo-se fraca e implorando mentalmente para que pudesse ir embora logo.

Kim Taehyung achou que Nana talvez não estivesse gostando nada da ideia. Ele não queria fazê-la se sentir mal, nem nervosa ou incapaz de resolver seus próprios problemas. Porque era assim que ele se sentia. Ele olhou os ossinhos da clavícula dela, tão expostos, e teve um arrepio. E aí ele se inclina, em reverência, e agradece. Dando meia volta, abre a porta e sai, deixando a moça fria sozinha.

São dois corações gelados entrando em uma enrascada juntos, agradecidos por poderem finalmente ir embora.

 



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