História Subindo pelas paredes - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Sasusaku
Visualizações 162
Palavras 1.758
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente perdão eu falei que iria postar todas as quintas e sábados mais só que nesse sábado não deu por motivos pessoais. Então resolvi postar hoje é espero que gostem kisssus

😘😘😘

Capítulo 7 - Deus, Risadinha


— É, você adora. Não foi o seu gato que tentou acasalar com uma russa que miava através da parede, de madrugada.

– Soltei um riso pesaroso e bati novamente a cabeça na mesa; nós continuamos dando risada.

— Muito bem, vamos trabalhar – disse Tsudade por fim, enxugando as lágrimas dos olhos.

– Preciso que você fisgue esses clientes de hoje. Que horas eles vêm?

— Ah, os Nicholson vêm à uma. Os projetos e a apresentação estão prontinhos. Acho que eles vão gostar bastante do que fiz com o quarto.
Vamos oferecer uma saleta anexa à suíte e um banheiro novinho em folha. Ficou sensacional.

— Não duvido. Você me fala quais são suas ideias durante o almoço?

— Claro, sem problemas – respondi enquanto Tsudade se encaminhava à porta.

— Sabe, Sakura, se você conseguir fechar esse negócio, será ótimo para a empresa – disse ela, me fitando através de seus óculos com aro de tartaruga.

— Espere só até ver o que preparei para o novo home theater dos Nicholson.

— Mas eles não têm um home theater.

— Ainda não – falei, arqueando as sobrancelhas e sorrindo astuciosamente.

— Gostei – ela aprovou e saiu para começar o seu dia.

Definitivamente, os Nicholson eram o tipo de casal que eu queria ser. Temari havia feito alguns serviços para Natalie Nicholson, endinheirada e de sangue azul, quando Natalie remodelou seu escritório, no ano passado.

Ela me indicou para o design do interior, e eu imediatamente comecei a planejar a transformação do quarto do casal.
Trepador de Paredes. Céus!

                 ☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆


— Fantástico, Sakura. Simplesmente fantástico – Natalie delirou enquanto eu acompanhava ela e o marido até a porta da frente. Tínhamos passado quase duas horas revisando o projeto, e, tendo nos acertado quanto a uns poucos detalhes, não tive dúvida de que seria um trabalho excitante.

— Então, você acha que é a designer certa para nós? – Sam perguntou, piscando os profundos olhos castanhos, envolvendo a cintura da esposa com o braço e brincando com o rabo de cavalo dela.

— É você quem me diz – provoquei-o, sorrindo para ambos.

— Adoraríamos trabalhar com você neste projeto – Natalie disse ao apertarmos as mãos.

Eu me cumprimentei mentalmente, mas mantive o rosto impassível.

— Excelente. Entro em contato em breve, e podemos começar a planejar um cronograma – falei enquanto segurava a porta do escritório para os dois.

Permaneci no vão e dei um tchauzinho;
depois, entrei, deixando a porta bater atrás de mim. Dei uma olhadinha para Ashley, nossa recepcionista. Ela ergueu uma sobrancelha para mim, e eu retribuí o gesto.

— E aí? – perguntou ela.

— Na mosca! – Suspirei, e ambas soltamos gritinhos histéricos.

Tsudade desceu a escada enquanto fazíamos uma dancinha e se deteve.

— O que aconteceu aqui embaixo? – perguntou, sorridente.

— Sakura fechou com os Nicholson! – Ashley exclamou.

— Boa! – Tsudade me deu um abraço rápido. – Orgulhosa de você, gata – ela sussurrou, e eu brilhei. Sério, brilhei mesmo.

Saltitei até o meu gabinete, dando gritinhos e estalidos com a língua ao contornar a mesa. Sentei, rodopiei na cadeira e observei a baía.

Boa jogada, Sakura. Boa jogada.

                   ☆☆☆☆☆☆☆☆☆


Naquela noite, ao sair com Ino e Hinata para comemorar meu sucesso, posso ter virado mais do que algumas margaritas.

Segui em frente com shots de tequila e ainda lambia o sal que já não existia no meu pulso enquanto elas me ajudavam a subir a escada.

— Ino, você é linda! Sabe disso, não sabe? – falei, me inclinando para ela enquanto rastejávamos pelos degraus.

— Sim, Sakura, sou linda. Bela observação do óbvio – ela disse. Com quase um metro e oitenta e um belo cabelo loiro, Ino tinha total consciência da sua aparência.
Hinata riu, e me virei para ela.

— E você, Hinata, é a minha melhor amiga. E é tão minúscula! Aposto que eu poderia te carregar no bolso.

Soltei uma risada enquanto tentava encontrar meu bolso. Hinata era uma Mexicana nanica dona de belos par de seios e de um cabelo azulado de da inveja.

— Devíamos tê-la proibido de beber depois que o guacamole acabou – Hinata resmungou para Ino. – Não vamos mais deixá-la beber sem comida por perto. – Ela me arrastou pelos últimos degraus.

— Não fale de mim como se eu não eu não estivesse aqui – reclamei, tirando minha jaqueta e começando a fazer o mesmo com a blusa.

— Ei, nada de ficar pelada no corredor, ok? – Ino me repreendeu, retirando a chave da minha bolsa e abrindo a porta.
Tentei beijá-la na bochecha, mas ela se esquivou.

— Sakura, você está fedendo a tequila e repressão sexual. Sai de perto de mim. – Ela soltou uma risada e me ajudou a passar pela porta. A caminho do quarto, avistei Clive no peitoril.

— Oi, Clive. Como vai o meu garotão?
Ele me encarou e saiu. Clive desaprovava meu consumo de álcool. Mostrei a língua para ele. Desabei na cama e fitei minhas amigas no umbral da porta. Elas sorriram afetadamente, com aquela expressão de “você está de porre e nós não, por isso, estamos te julgando”.

— Desçam do salto, senhoras. Já vi as duas em porres muito piores do que este – comentei, minha calça seguindo o mesmo caminho da blusa, que jazia no chão. Se você me perguntar por que eu continuava calçando meus sapatos, não saberei responder.

As duas abriram o edredom, e eu rastejei para debaixo dele, encantada. Elas me aconchegaram tão bem, que as únicas coisas que ficaram de fora foram meu nariz, meus olhos e meu cabelo desarrumado.

— Por que o quarto está girando? Que diabo vocês duas fizeram com o apartamento de Tsudade? Ela me mata! – gemi enquanto observava o quarto se mover.

— O quarto não está girando, Sakura.
Relaxa. – Hinata deu uma risadinha abafada, sentou ao meu lado e deu tapinhas em meu ombro.

— E essas pancadas, que merda são essas pancadas? – murmurei para as axilas de Hinata, que em seguida cheirei para aprovar sua escolha de desodorante.

— Sakura, não tem pancada nenhuma.
Céus, você deve ter bebido mais do que a gente pensou! – Ino exclamou, sentando no pé da cama.

— Não, . Eu também ouvi. Você não está ouvindo? – Hinata falou numa voz sussurrada.

Ino se imobilizou, e todas nós ficamos atentas. Uma pancada distinta ressoou, e, depois, um inconfundível gemido.

— Gatinhas, relaxem. Vocês estão prestes a trepar pelas paredes – declarei.

Ino e Hinata arregalaram os olhos, mas permaneceram imóveis.

Seria a Castigada? Ou Purina? Contando com esta última, Clive entrou no quarto, pulou na cama e encarou a parede com atenção arrebatada.

Nós quatro nos sentamos e aguardamos.
Mal consigo descrever a que fomos submetidos desta vez.

— Oh, meu Deus!
Tum.

— Oh, meu Deus!
Tum, tum.

Hinata e Ino se viraram para mim e para Clive. Apenas anuímos com a cabeça – nós dois, juro. Um sorriso se espalhou lentamente pelo rosto de Ino. Já eu me concentrei na voz que vinha da parede.

Era diferente… O tom era mais baixo, e, enfim, eu não conseguia distinguir o que ela falava.

Mas não era Castigada nem Purina.

— Hummmm, Sasuke… hi-hi… isso… hi- hi… aí… hi-hi… mesmo… hi-hi, hi-hi.
Hã?

— Isso, isso… snif… isso! Fode, fode… hi- hi, snif… fode, isso!

Ela estava dando risadinhas e fungadas.
Era uma risadinha muito, muito esquisita.
Nós três rimos junto com ela durante sua trajetória ao que soou como um clímax fenomenal.

Clive, tendo percebido que sua amada não apareceria, se retirou intempestivamente para a cozinha.

— Que merda é essa? – Hinata sussurrou, seus olhos arregalados.

— Essa é a tortura sexual que tenho escutado nas duas últimas noites. Vocês não fazem ideia – resmunguei, sentindo os efeitos da tequila.

— A Risadinha fez essa apresentação nas duas últimas noites? – Ino gritou, levando a mão à boca quando mais gemidos e risadinhas atravessaram a parede.

— Até parece. Esta é a primeira noite que tive o prazer de conhecê-la. Antes, foi a Castigada. Era uma garota muito safadinha e precisava ser punida. E, ontem, Clive conheceu o amor de sua vida quando Purina fez sua estreia… – Por que Purina? – Ino interrompeu.

— Por que ela mia na hora H – falei, me escondendo debaixo da coberta. A euforia etílica estava começando a se dissipar e a dar lugar ao óbvio déficit de sono que eu experimentava desde que me mudara para aquele antro de devassidão.
Ino e Hinata puxaram a coberta do meu rosto no exato momento em que a moça gritou: – Ai, meu Deus, isso é… ha-ha-ha-ha… tão bom!

— O cara do apartamento ao lado consegue fazer uma mulher miar? - Ino indagou, com uma sobrancelha erguida.

— Aparentemente, sim – cacarejei, sentindo a primeira onda de náusea me fustigar.

— Por que ela está rindo? Por que alguém riria ao ser comida desse jeito? – perguntou Hinata.

— Sei lá, mas é bacana ouvi-la se divertindo – disse Ino, rindo ela própria depois de uma gargalhada particularmente retumbante. Gargalhada, minha gente…

– Você já viu esse cara? – Hinata perguntou, o olhar ainda fixo na parede.

— Não. Mas o meu olho mágico tem trabalhado bastante.

— Bom, pelo menos um buraco tem estado ocupado nesta casa – Ino murmurou.

Eu a encarei.

— Que desagradável, Ino. Só vi a nuca dele, mais nada – respondi, me endireitando.

— Uau, três garotas em três noites. Isso é que é energia! – disse Hinata, ainda contemplando a parede, boquiaberta.

— É repugnante, isso sim. Já nem posso dormir à noite. Minha pobre parede! – choraminguei, e um gemido profundo veio dele.– Sua parede… O que sua parede tem a ver com… – Ino começou, mas eu agarrei sua mão.

— Só espere, por favor – falei. Ele estava chegando lá.

A parede desatou a tremer ao ritmo das pancadas, e os risos da mulher ficaram cada vez mais altos. Ino e Hinata arregalaram os olhos, atônitas, enquanto eu me limitei a balançar a cabeça.

Podia ouvir Sasuke gemendo e sabia que ele estava perto do clímax. Mas seus ruídos foram rapidamente abafados pelos da sua parceira daquela noite.

— Oh… hi-hi… é isso… hi-hi… aí… hi- hi… não… hi-hi… para… oh… hi-hi… meu Deus… hi-hi… não… hi-hi… para!
Por favor. Por favor. Pare.
Hi-hiiiiiii…

E, com uma risada e um gemido derradeiros, o silêncio caiu sobre o ambiente.

Ino e Hinata se entreolharam, e Ino disse: – Oh… – Meu… – acrescentou Hinata.

— Deus – ambas disseram em coro.

— E é por isso que eu não consigo dormir – suspirei.

Enquanto nos recuperávamos da Risadinha, Clive voltou ao quarto para brincar com uma bolinha de algodão.

Risadinha, acho que te odeio mais do que todas…


Notas Finais


E ai.

😊😊😊


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