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História Subindo Pelas Paredes - Capítulo 4


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Good Read 💋

Capítulo 4 - Harry Styles


Fanfic / Fanfiction Subindo Pelas Paredes - Capítulo 4 - Harry Styles

As noites seguintes foram abençoadamente calmas. Nada de batidas, nada de palmadas, nada de miados, nada de risadas.

É verdade que Clifford se sentia um tanto abandonado de vez em quando, mas tudo o mais ia muito bem no apartamento.

Conheci alguns dos vizinhos, incluindo Simon e Matt, que viviam no andar de baixo. Não vira nem ouvira Harry desde a risadinha e, embora estivesse grato pelas noites de sono perfeitas, também estava curioso sobre o motivo de seu desaparecimento.

Simon e Matt ficaram encantados em me atualizar.

- Louis, espere até ver nosso querido Harry. Que espécie de homem! - Exclamou Simon. Matt tinha me encontrado no corredor a caminho de casa, e em segundos me vi com um coquetel em minha mão.

- Sim, ele é como posso dizer... Sofisticado. Ah, se eu fosse uns aninhos mais jovem - Matt cantarolou, abanando-se enquanto Simon o fuzilou com os olhos por sobre o copo.

- Se você fosse uns anos mais jovem, o quê? Por favor Matt, Harry nunca foi para o seu
bico. Ele é de outro calibre... e você ou eu não encaixariamos no revolver dele.

- Fale por você - riu Matt, chupando
sugestivamente o talo de seu aipo.

- Ah, por favor. Falem-me mais desse
cara. Admito que, depois do show que ele
deu durante a semana, estou um pouco
intrigado a respeito do homem por trás das
batidas na parede.

Eu percebi pelo silêncio e o olhar que ambos trocaram que não iriam me contar nada se eu não abrisse o bico, então contei sobre todos os barulhos que Harry fazia de madrugada.

Os dois se agarraram a cada palavra como
sanguessugas. Falei das sucessivas pessoas com quem ele tinha ficado e Simon e Matt
deduziram o resto.

Harry era um fotógrafo freelancer que viajava pelo mundo. Ambos supuseram que ele estava fora a trabalho no momento, o
que explicava a qualidade do meu sono.

Harry trabalhara em projetos do Discovery
Channel, da Sociedade Costeau e da National Geographic, só coisa grande.

O meu vizinho já tinha ganhado prêmios por suas fotos e, anos antes, tinha até mesmo passado um tempo cobrindo a Guerra do Iraque. Sempre deixava o carro quando viajava: um velho e desconjuntado Land Rover do gênero encontrável em uma savana africana.

A partir do que Simon e Matt me contaram, o carro, o trabalho, e do fórum internacional de orgasmos do outro lado da
parede, comecei a montar o perfil desse
homem, que ainda não tinha visto. E estaria mentindo se dissesse que não ficava mais
curioso a cada dia.

No fim de uma tarde, depois de deixar algumas amostras com o casal Nicholson, decidi voltar a pé para casa. A neblina tinha se dissipado mostrando a cidade e oferecendo um belo começo de noite para um passeio.

Enquanto contornava a esquina rumo a meu apartamento, notei que o Land Rover não ocupava seu posto habitual, atrás do prédio. O que significava que ele andava
por aí.

Harry estava de volta a San Francisco.

Embora tivesse me preparado para outra
rodada de trepada pelas paredes, os dias
seguintes transcorreram sem grandes
acontecimentos. Eu trabalhei, caminhei, cuidei de Clifford. Saí com meus amigos fiz
um maravilhoso pão de abobrinha na minha mais nova e querida batedeira Kitchen Aid e passei algum tempo pesquisando sobre minhas próximas férias.

Todo ano, eu saía de férias completamente sozinho por uma semana. Sempre para um destino excitante, e nunca fui duas vezes para o mesmo lugar. Houve ano em que passei uma semana caminhando em Yosemite. Em outro, pratiquei esportes radicais num acampamento de ecoturismo, nas florestas tropicais da Costa Rica. Em outro, foram sete dias de mergulho na costa de Belize. E neste ano... eu não sabia para onde iria.

A Europa estava se tornando financeiramente impossível no atual estado da economia, então a descartei. Considerava o Peru, já que sempre quis conhecer Machu Picchu. Claro que ainda tinha muito tempo, mas, geralmente, metade da diversão era decidir onde eu queria passar as férias.

Também passei bastante tempo no olho
mágico. Sim, confesso. Sempre que ouvia uma porta se fechar, corria para bisbilhotar. Clifford me olhava com um sorrisinho. Ele sabia exatamente o que eu pretendia. Por que estava me julgando, no entanto, jamais saberei, já que suas orelhas se empinavam sempre que ele ouvia ruídos vindo das escadas. Ainda sofria por seu Three Cats.

Eu ainda não tinha visto Harry de
verdade. Uma vez, cheguei ao olho mágico
só para vê-lo de costas entrando em seu apartamento, mas tudo o que peguei foram uma camiseta preta e um despenteado cabelo escuro. Podia ser castanho-escuro ou preto, era difícil dizer sob a luz fraca do corredor. Precisava de uma iluminação melhor para uma investigação melhor.

Outro dia, voltando do trabalho, vi o Land
Rover se afastar do meio-fio enquanto eu
virava a esquina. Ia passar pertinho de mim! Aí, precisamente quando eu estava prestes a vê-lo pela primeira vez, a enxergar o homem por trás do mito, tropecei e caí de bunda na calçada.

Felizmente, Simon me viu e me
socorreu, assim como ao meu ego ferido e
ao meu traseiro dolorido, me levou para dentro e me serviu uma dose de uísque.

Tudo continuou sossegado naquela noite. Eu sabia que Harry estava em casa, pois o ouvia ocasionalmente, uma cadeira sendo arrastada, um ou dois risos tranquilos. Mas nada que renunciasse estar acompanhado e portanto, nada de batidas na parede.

De fato, nós dormimos juntos na maioria
das noites. Ele punha Glenn Miller e Duke
Ellington do seu lado da parede, e eu apreciava descaradamente.

Meu avô costumava tocar seus velhos discos à noitinha, e os estalidos e rangidos da agulha no vinil soavam reconfortantes conforme eu adormecia com Cliff aninhado a mim.

Concedo isto a Harry: ele tinha bom gosto
musical. Essa tranquilidade era boa demais para perdurar, entretanto, e o mundo voltou a desabar algumas noites depois.

Primeiro, fui submetido a uma nova
sessão da masoquista. Ela tinha sido uma menina má outra vez e seguramente mereceu a retumbante punição que recebeu, palmadas que duraram no mínimo meia hora e que terminaram com exclamações de:

"Isso! Aí mesmo! Meu Deus, é aí mesmo!"

Antes que a parede começasse a tremer de
fato. Não dormi naquela noite; apenas fiquei deitado, revirando os olhos e ficando cada vez mais frustrado.

Na manhã seguinte, diretamente do meu posto no olho mágico, peguei a masoquista partindo e consegui dar uma boa olhada nela pela primeira vez.

De rosto rosado e brilhante, era uma garota corpulenta, com quadris e coxas cheios de curvas e uma bunda realmente avantajada. Era baixa, baixa mesmo, e rechonchudinha, precisou ficar na ponta do pé para o beijo de despedida em Harry, e eu deixei de vê-lo porque a fiquei observando.

Me espantou seu gosto para mulheres.

A masoquista era exatamente o oposto
do que eu tinha visto do Three Cats, que parecia um modelo. Prevendo que Three Cats não demoraria a bater o ponto, na noite seguinte, dei a Clifford a meia repleta de erva-de-gato e uma tigela cheia de atum.

Minha esperança era que ele ficasse entorpecido e com sono antes de a ação rolar. Mas os presentes tiveram o efeito contrário. Meu garoto estava pronto
para a farra quando os primeiros acordes de Three Cats soaram através da parede, por volta de 01:15 da madrugada.

Se Clifford pudesse usar um smoking, o teria feito. Antes, com um ar misterioso ele inspecionou o quarto e, principalmente, a área em frente à parede. Quando Three Cats iniciou os miados, porém, não conseguiu se conter: saltou de novo contra a parede. Pulou da mesinha de cabeceira para o armário e deste para as prateleiras, escalando travesseiros e até um abajur ele derrubou, tudo para chegar mais perto de seu amado.

Quando percebeu que nunca conseguiria
atravessar a parede, entoou uma serenata
numa grotesca versão felina de Barry White, seus miados competindo com os do outro lado da parede.

Quando a parede começou a tremer, e Harry estava quase lá, fiquei admirado com o fato de os dois conseguirem manter o foco e o controle mesmo com aquele estardalhaço todo de Clifford.

Afinal, se eu podia ouvi-los, eles também deveriam ser capazes de ouvir Cliff e seu pandemônio. Mas, pensando bem, se eu estivesse sendo empalado pelo Pau Maravilhoso do Trepador de Paredes provavelmente conseguiria me concentrar somente em minhas ações.

No entanto, neste momento, eu não estava
sendo empalado por coisa alguma, e sim
ficando irritado. Me sentia cansado, com
tesão e sem nenhum alívio à vista.

Na manhã seguinte após essa noite de
sono abreviada, me arrastei até o olho
mágico para mais uma sessão de Vigia do quarto andar. Fui recompensado com um
vislumbre do perfil de Harry quando ele se virou para um beijo de despedida em Three Cats, foi rápido mas o suficiente para eu ver seu maxilar.

Forte, definido. Um ótimo maxilar. A melhor coisa do meu dia foi a visão daquele maxilar.

O resto foi uma merda. Primeiro, houve um problema com o empreiteiro da casa dos Nicholson. Aparentemente, ele não apenas tirava intervalos de almoço exagerados, como fumava baseado no sótão todo santo dia.

O terceiro andar do imóvel cheirava a um show do Grateful Dead. Depois, uma remessa inteira de azulejo para o piso do banheiro chegou rachada e lascada. O tempo necessário para encomendar e enviar tudo de novo atrasaria o projeto em, no mínimo, duas semanas, arruinando qualquer chance de entregá-lo no prazo.

Em qualquer construção maior, o prazo não passa de uma estimativa. No entanto, eu nunca havia perdido um deadline (Data limite) e, sendo aquele um projeto tão importante eu fiquei enlouquecido, não no bom sentido, ao constatar que eu não poderia fazer nada para acelerar as coisas, exceto pegar um avião para a Itália e trazer os malditos azulejos eu mesmo.

Depois de um almoço rápido, durante o
qual engasguei, cuspi refrigerante no chão e passei vergonha, parei em uma loja a
caminho do trabalho para olhar uma nova
bota de caminhada. Planejava fazer trilha na Marin Headlands, no próximo fim de
semana.

Enquanto examinava alguns modelos, senti uma fungada quente na orelha que me fez estremecer instintivamente.

- Ei, Louis - ouvi e me petrifiquei de terror. Lembranças me assolaram, e eu vi manchas. Senti frio e calor ao mesmo tempo, e a experiência mais pavorosa, mais terrível da minha vida desfilou diante dos meus olhos.

Virei e dei de cara com... Cory Weinstein, aquela metralhadora desgraçada que roubou meus O's. - Uau, o que faz na redondeza? Deveria vir mais pra cá, embelezar esse lugar - Ele cantarolou, recrutando seu Tom Jones interior.

Engoli a bílis e lutei para manter a compostura. - Cory, que bom te ver. Como você está?

- Não posso reclamar. Fiscalizando restaurantes pro meu velho. E você? Como vai o negócio da decoração?

- Negócio do design, e vai bem. Aliás, eu estava mesmo voltando para o trabalho, então, se você me dá licença - Gaguejei começando a passar por ele.

- Ei, calminha, lindo. Já almoçou? Posso conseguir um desconto para você numa pizzaria pertinho daqui. O que acha de cinco por cento? - Ele disse. Até a voz dele era escrota.

- Puxa, cinco por cento! Por mais que soe
muito tentador, vou ter que recusar - Ironizei.

- Então, Louis, quando posso te ver de
novo? Aquela noite... Caramba! Foi demais,
não foi? - Cory piscou um olho, e eu
surtei.

- Não. Não, Cory. Mil vezes, não! - Exclamei, a bílis subindo outra vez. Lampejos de dentro e fora, dentro e fora, dentro e fora.

Minha bunda se contraiu em legítima defesa. Nós dois não estávamos muito bem, é verdade, a seca não era algo bom, mas eu sabia o pavor que minha bunda sentia da metralhadora. Só por cima do meu cadáver.

- Ah, Lindo, que é isso? Vamos fazer a magia acontecer - Cory arrulhou. Ele se inclinou em minha direção, e pude perceber que tinha comido salsicha recentemente.

- Cory, só pra você saber, estou prestes a vomitar no seu sapato. Por isso, se eu fosse você, daria uns passinhos pra trás. - Ele ficou pálido e recuou - E só pra constar eu prefiro pregar minha cabeça na parede a fazer a magia acontecer com você outra vez. Você, e seu cinco por cento de desconto? Acho que não. Tchauzinho! - Falei com os dentes cerrados e saí da loja, indignado.

Marchei de volta ao trabalho, irado e sozinho. Nada de azulejos italianos, nada de bota de caminhada, nada de homem, nada de O.

Passei a noite no sofá, em pânico. Não atendi ao telefone. Não fiz jantar. Engoli restos de comida tailandesa direto da embalagem e rosnei para Clifford, quando tentou roubar um camarão. Ele disparou para debaixo de uma cadeira e ficou me olhando assustado.

Assisti a Barefoot Contessa, o que geralmente me animava. Ela fez sopa de
cebola francesa e almoçou na praia com o marido, Jeffrey. Normalmente, ver os dois juntos me deixava todo tranquilo e sonhador, eles eram fofos, mas hoje me deram náusea.

Eu queria estar sentado em uma praia do East Hampton, enrolado em um cobertor e tomando sopa com Jeffrey. Bem, não aquele Jeffrey, mas um equivalente.

O meu Jeffrey. Porra de Jeffrey. Porra de Barefoot Contessa. Porra de almoço na praia.

Quando já era tarde o bastante para ser justificável ir para a cama e deixar para trás aquele dia horrível, arrastei minha tristeza até o quarto. Tirei meu roupão pós banho e fui pegar uma camiseta, então notei que não havia lavado nenhuma roupa suja. Droga.

Revolvi a gaveta de roupas para dormir à procura de alguma coisa, qualquer coisa. Eu nunca gostei de dormir de boxer ou pelado, mas minhas camisetas estavam todas sujas e só tinham algumas peças de baixo mais sensuais lá.

Resmunguei e me irritei então aleatoriamente retirei uma boxer rosa bebê. Era bonita tinha uma renda e me deixava bem sexy, e, embora eu adorasse usar lindas peças como essa quando eu ainda tinha meus O's, agora odiava. Era um lembrete concreto do meu O desaparecido.

Certo já tinha se passado um tempo desde que eu tentara fazer contato. Quem sabe esta noite? Sem dúvida, eu estava
tenso, um alívio viria muito a calhar.

Vesti a peça. Enxotei Clifford do meu quarto e fechei a porta. Ninguém precisava ver aquilo.

Pus INXS para tocar, pois precisava de toda a ajuda possível. Michael Hutchence, o vocalista, sempre me fazia chegar quase lá.

Subi na cama, arrumei os travesseiros atrás
de mim e me enfiei sob os lençóis. Minhas
pernas nuas deslizaram pelo algodão fresco. Não há nada como a sensação de deitar em lençóis de seiscentos fios.

Talvez me masturbar fosse mesmo uma boa ideia.

Fechei os olhos e tentei acalmar a respiração. Nas últimas, e poucas, vezes que tentara encontrar meu orgasmo, eu ficara tão completamente frustrado, que, no fim, me encontrava quase em prantos.

Nessa noite, iniciei com um apanhado das
fantasias de sempre. Primeiro, um pouco de Brian, deixei minhas mãos deslizarem da minha barriga até meus mamilos.

Enquanto pensava em Brian kinney beijando Justin, me imaginei no lugar dele. Senti o beijo dele, denso e pesado, em meus lábios, e, depois, seus dedos deslizaram sobre minha pele, em direção a meus mamilos.

Quando suas/minhas mãos começaram a acariciá-los, experimentei o habitual calafrio no ventre, e um calor se espalhou por todo o resto do meu corpo. Com os olhos ainda fechados, a imagem mental mudou para Jason Bourne/ Matt Damon atacando minha pele. Ambos fugíamos do governo, e somente nossa química física nos mantinha vivos.

Os meus/seus dedos percorreram levemente a minha barriga e escorregaram para dentro da minha boxer. Senti que aquilo estava dando resultado. Alguma coisa lá dentro despertava. Arfei ao perceber o quanto estava pronto para Jason, e para Jordan. Céus. O pensamento dos dois trabalhando juntos para trazer O de volta me fez estremecer, literalmente.

Gemi e me preparei para o melhor. Landi. Visões de Landi surgiram enquanto meus dedos brincavam, circulavam a cabecinha, provocavam e enfim eu estava batendo devagar.

Então, fui com tudo. Dr. Nico. Décima quinta temporada de Grey's Anatomy. Gemi e suspirei. Estava dando certo. Eu estava muito duro.

Pela primeira vez em meses, o meu cérebro e o restante do meu corpo pareciam estar em sintonia. Abri mais as pernas, passando uma mão por trás, enquanto eu me masturbava passei a brincar com minha entrada. Vi o dr. Kim se ajoelhar diante de mim. Ele lambeu os lábios e me perguntou quando teria sido a última vez que alguém me fizera gritar.

Você nem imagina. Me faça gritar, dr. Kim.

Detrás dos meus olhos bem apertados, eu o vi se inclinar para mim, sua boca cada vez mais próxima. Segurou meus joelhos gentilmente, beijando o interior de cada
coxa. Eu podia sentir sua respiração em
minhas pernas, e isso me fez estremecer. A boca do dr. Nico se abriu, e aquela língua perfeita de Landi surgiu para sentir
meu gosto.

Tum.

"Ai, meu Deus."

Tum, tum.

"Ai, meu Deus!"

Não, não. Não!

"Harry... Hummmm... Hi-hi."

Eu não podia acreditar. Até o dr. Kim parecia confuso.

"É isso aí! É isso aí! Pooooooorraaaa eu vou!"

Suspirei ao sentir dr. Kim me deixando. Eu estava molhado, estava frustrado, e agora Landi achava que alguém estava rindo
dele e começou a se afastar...

Não, não me deixe, dr. Kim. Você não!

"Isso! Isso! Oh... Oh...!

A parede passou a tremer, e as batidas da
cama começaram.

Já chega. Ria disto, sua piranha!

Eu me levantei, e kinney e Bourne e o
adorado dr. Nico se esvaíram em nuvens. Eu joguei as cobertas e sai do meu quarto. Clifford começou a me censurar por fechar a porta para ele, mas quando viu a minha cara, ele sabiamente me deixou passar.

Marchei até a porta de entrada, meus pés esmurrando o assoalho de madeira. Estava mais do que furioso. Estava louco! Eu Tinha chegado tão perto. Escancarei a porta a frente com a ira de um orgasmo interrompido. Comecei a esmurrar a porta
dele.

Bati e bati como Landi estivera prestes a fazer. Bati de novo e de novo, sem esmorecer, sem trégua.

Ouvi passos rumo à porta, mas não parei. A
frustração do dia e da semana e dos meses
sem orgasmo rompeu em uma furia dentro de mim jamais vista.

Ouvi trancas sendo abertas e fechos sendo
removidos, eu continuei com as pancadas.

Comecei a gritar - Abre a porta, desgraçado, ou eu derrubo a parede!

- Calma. Pare de bater - ouvi Harry dizer.

Então, a porta se abriu, e eu o vi. Lá estava
ele. Harry. Emoldurado por uma luz suave que vinha de trás, Harry segurava a porta com uma mão e um lençol branco em volta da cintura com a outra.

Olhei-o de alto a baixo, minha mão ainda suspensa, cerrada em um punho. Ela estava amortecida das batidas.

Ele tinha o cabelo castanho, como chocolate, todo em pé, provavelmente por causa das mãos da risadinha enterradas nele enquanto Harry a comia. Os olhos eram de um verde cortante, e as maçãs do rosto estavam vermelhas e o maxilar forte estava trincado. Para completar o pacote?
Lábios fartos e uma barba de três dias.

Jesus, uma barba. Como eu perdi isso de
manhã? Contemplei seu corpo longo, esbelto. Era branco, mas não tão branco ele tinha um bronzeado da vida, do tempo. Seu peito subia e descia conforme ele arfava, a pele coberta de tatuagens e de uma fina e sexy película de suor.

À medida que meus olhos desceram mais, admirei aquele V que alguns homens têm e que nele não era esquisito nem do tipo AB Toner. Harry era deslumbrante. Claro que era.

Precisava ter uma barba rala além de tudo?
Arquejei sem querer quando meus olhos
chegaram mais baixo do que eu pretendia.

Eles eram arrastados como que por um ímã, mais e mais para baixo. Para baixo do lençol, que, por sua vez, já se achava mais baixo em sua cintura do que deveria ser legalmente permitido...

Ele...

Ainda. Estava. Duro.


Notas Finais


💋👇❤🙏


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