História Submerso - Capítulo 3


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Categorias EXO
Tags Baeksoo, Dawoon, Exo, Fantasia, Tritões
Visualizações 62
Palavras 2.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


» yay! só mais alguns capítulos e esse neném termina :c eu peço perdão pela demora em atualizar, mas eu estou um pouquinho desanimada :c enfim, se quiserem deixar a opinião de vocês, eu estou aceitando uwu

Capítulo 3 - Eu acho que você é lindo.


— Eu estou bem aqui. — Foi a última coisa que disse antes de Baekhyun fechar seus olhos. 

Doh Kyungsoo segurava suas mãos com um sorriso no rosto. A pele de Byun era surpreendentemente macia para alguém que não usava nenhum creme, por isso Doh gostava de tocá-la — ao menos esta era a explicação que dava a si mesmo quando queria segurar as mãos de Baekhyun. 

Quando o tritão ouvira as palavras sussurradas por Kyungsoo, seus lábios formaram um sorriso discreto. Suas mãos estavam geladas, o que não era tão incomum, afinal, estavam no inverno. 

Antes de saírem de casa, Doh agasalhou Baekhyun o máximo que pôde, como uma mãe faria com um filho. Deu-lhe dois casacos, um cachecol e quase colocou dois gorros no tritão, mas Baekhyun o impediu afirmando que estava com calor. Doh tinha medo de que Baek adoecesse com o frio, apesar de já ter cogitado a ideia de que o tritão não sentisse o frio da mesma maneira que nós.

— Ok. Pode abrir! — Kyungsoo dera a ordem que Baekhyun esperava ansiosamente. 

Os olhos dourados ganharam vida quando o tritão contemplou o mar de perto. Doh fez questão de acompanhá-lo pelas ruas, sendo seu guia enquanto Baekhyun cumpria a promessa de manter os olhos bem fechados até que o mandasse abrir. 

As ondas batiam nas pedras como no dia em que Byun chegou  em terra pela primeira vez. Mas ainda sim, seus olhos marejados diziam que Doh havia planejado a surpresa perfeita. Bem no fundo, gostaria de dizer a verdade agora, mas queria esperar apenas um momento — mesmo se todo o tempo que ele tivesse fosse apenas um segundo, Kyungsoo ainda aceitaria sem pestanejar. 

— Se você for agora, saiba que está tudo bem. — Naquela frase, Kyungsoo abrira uma ferida em seu coração. 

Por dias, seu coração apertava ao ver o olhar de Baekhyun para o mar da sacada da janela. Por mais que não pudesse vê-lo por completo, sabia que o tritão agarrava-se à sua vida anterior — ainda que Doh não soubesse nada sobre ela. 

Suas mãos tocaram as de Baekhyun junto com o vento forte que bagunçou seus fios castanhos. As pontas de seus dedos próximas uma das outras fazia seu coração palpitar. 

O sol estava perto de se pôr quando chegaram à beira da água, mesmo que com sapatos. Kyungsoo mentiria se dissesse que não estava se sentindo incomodado, mas não queria tirá-los agora; não queria distrair-se agora. 

Baekhyun tomou a mão de Kyungsoo e o puxou até a calçada. Seus sapatos fizeram um rastro de terra pela rua, enquanto a mente confusa de Doh tentava entender o que acabara de acontecer. 

Soltou sua mão e afastou-se. 

— Por que não entrou na água? Por que não foi embora? — Apesar de não tão romântico, Kyungsoo esperava ouvir “eu vou ficar por você”, mas tudo o que recebera fora a expressão sórdida de Baekhyun. 

Pensar que o tritão poderia ficar em terra por sua causa seria a coisa mais egoísta que Kyungsoo poderia fazer. 

— Eu não posso voltar. — completou. A voz de Baekhyun tornara-se grave quando começou a completar as frases que Kyungsoo lhe ensinava. — Não mais. 

Baekhyun deu de ombros logo em seguida. Desde que Doh havia ensinado o que significava “dar de ombros”, o tritão o fazia em qualquer ocasião, mesmo quando o assunto era sério, como naquele exato momento. 

— Precisa começar a me dizer o porquê das coisas, Byun. — pestanejou — Você sente falta. Eu te vejo na janela de casa. 

Era óbvio que sentia falta, aquilo era tudo o que Byun conheceu a sua vida inteira. 

— Mas eu não posso... — O tom doce fizera Kyungsoo ceder a briga. 

Baekhyun não mentia e essa qualidade Kyungsoo deveria admitir que era a melhor. Apesar de tudo, Byun era uma pessoa aberta para o mundo, mas fechada para si. De alguma forma, ainda vivia preso ao passado que, segundo o que dissera, não seria o seu presente. 

A noite caiu como uma luva e Doh não procurou pela resposta de nenhuma das perguntas que flutuavam em sua mente. Por outro lado, Baekhyun era uma boa distração — ora admirava os gestos de Byun, ora o acompanhava para todos os cantos, a fim de se certificar que tudo estaria bem. 

Talvez, aquela pequena chama em seu peito fosse um aviso de que algo ruim estava prestes a acontecer. Apesar de não ser uma pessoa religiosa, a fé de Kyungsoo na realidade estava abalada, então por que não acreditar em pressentimentos? 

A respiração quente em contato com o ar frio formava pequenas nuvens que entretinham ambos os homens, que continuavam a vagar pelas ruas escuras e enfeitadas da cidade. Seus passos, nem tão largos, foram diminuindo à medida que os olhos de Byun alcançaram a grande pista de patinação. 

Os enfeites coloridos, as crianças correndo pela neve e os casais patinando prenderam sua atenção. À época do ano era a preferida de Kyungsoo — já que, desde de sua infância, nunca gostou de climas quentes —, onde todos aqueles que conhecia confraternizavam, até mesmo, os menos agradáveis. 

Baekhyun tomou o braço de Kyungsoo e o trouxe para perto de si. Com um sorriso meigo e inocente no rosto, apaixonou-se pelas pequenas tradições humanas — mesmo aquelas que passam despercebidas pela maioria das pessoas. Havia tantas coisas, boas e ruins, que Baekhyun ainda precisava aprender sobre o mundo, mas o coração de Doh ardia em orgulho ao saber que, até o momento, só havia encontrado a alegria e união. 

Era isso que Kyungsoo queria mostrar-lhe: o coração bom que habitava em cada ser que cruzavam na rua. Ainda que soubesse que a bondade não estava em todos, Doh passou a maior parte de sua vida crendo na boa intenção de todos. 

Para si, era importante que Baekhyun aprendesse o que era compaixão e que seu coração puro e radiante nunca fosse consumido pela feiúra do mundo. 

Então, ali estavam: com os ombros grudados, os olhos vidrados nas decorações e os corações cheios de harmonia. 

— O que vocês fazem nesta época? — Baekhyun sussurrou. Sua voz parecia tão distante quanto sua mente. 

Kyungsoo ajeitou-se e colocou a mão livre no bolso. 

— Hm... — Por um momento, não soube dizer. No Natal, o que havia era harmonia e paz, mas tudo isso não passava de uma teoria: as pessoas continuavam tão egoístas e egocêntricas quanto no meio do ano. — Dizem que é tempo de paz... E, algumas famílias montam uma ceia de Natal e patinam no gelo, como aqueles casais ali. — Apontou para a pista de patinação. 

Em nenhum momento, recebeu o olhar de Baekhyun, mas, pôde notar que ele ouvia tudo o que Doh dizia. 

— Também montamos árvores de Natal. — completou. Kyungsoo apontou para a árvore no parque e, finalmente, recebeu um olhar rápido e encantado de Baekhyun. — Colocamos os enfeites e uma estrela no topo. É feriado religioso, mas acho que, para outras pessoas, tornou-se mais do que isso. 

— É lindo. — Baekhyun comentou. E, de fato, era. 

Com as mãos congeladas pelo frio, Kyungsoo buscou algo que pudesse chamar sua atenção. Afinal, acompanhou Baekhyun até ali e queria oferecer-lhe algo especial. 

Um banquinho vazio, colocado em meio ao parque, estava vazio. Dele, poderiam ver perfeitamente tudo o que havia: a pista e as luzes da grande árvore. Então, segurou a mão de Baekhyun e puxou até o banco. 

— O que vamos fazer? — perguntou. Baekhyun deixou uma curta risada escapar; mas tão bela que poderia ouvi-la todos os dias. 

— Vamos sentar. — disse, assim que chegaram perto do banco.

Os olhos de Baekhyun ainda brilhavam e seu olhar ainda vagava pelos pontos, mas, diferente de antes, ele pairava sob Kyungsoo. 

— Kyungsoo? — chamou — Obrigado. — Um sorriso brotou em seu rosto. Suas bochechas estavam avermelhadas, talvez pelo frio, talvez por estarem fora pela primeira vez ou talvez pela felicidade. Mas não importava; Byun estava perfeito. 

— Foi um prazer. — sussurrou. 

Com delicadeza, Baekhyun deslizou para perto de Doh. Suas mãos tocaram os dedos macios e então aproximou-se ainda mais. Com os olhos fechados, Byun deixou que seus lábios se aproximassem o suficiente para um beijo roubado. Contudo, Kyungsoo retribuiu.

Em meio às luzes, à neve e à cidade, Kyungsoo e Baekhyun poderiam jurar que estavam felizes com aquele momento — onde o tempo poderia parar e ninguém iria se importar. 

 

•••

 

Quando deixaram o parque, Baekhyun não queria voltar. Dizia a Kyungsoo que poderia viver ali por todos os dias, mas Doh teve que explicar que nem sempre era inverno e nem sempre havia a neve. Por vezes, o sol abria tão forte que podiam sentir a sua pele queimar e, por outras, a brisa de outono era gostosa de sentir, mais até do que a de inverno.

Era de se esperar que o tritão quisesse saber mais sobre as estações, o que fez Kyungsoo entender que o fundo do mar era sempre o mesmo. Toda a grandeza de experimentar e vivenciar as estações e o que elas trazem consigo era algo unicamente terrestre e que havia milhões de pessoas que sequer davam valor ao que tinham à sua volta. 

— Por que as folhas caem? — Baekhyun pareceu confuso. Em sua cabeça, talvez, as folhas não devessem cair no outono, talvez devessem permanecer ali e viverem para sempre. Kyungsoo também pensava dessa forma. 

— Porque elas precisam cair para dar lugar às novas que, muitas vezes, vêm na primavera. — Doh explicou. 

Suas mãos estavam entrelaçadas e seus passos estavam sincronizadora. Não havia nada de errado naquele momento e, por isso, Kyungsoo sentiu seu coração aquecer. As mãos de Baekhyun, por outro lado, estavam tão quentinhas que Doh não teria coragem de largá-las nem mesmo se quisesse. 

As ruas agora estavam cheias, talvez por estar próximo da grande festa que teria algumas quadras dali. Kyungsoo e Baekhyun eram os únicos que iam na direção contrária, enquanto riam e conversavam sobre as dúvidas do tritão. Em nenhum momento, se importaram por estarem contra a multidão, muito menos por estarem indo para a casa.

Doh não queria ir aos festivais porque eram barulhentos demais, apesar de serem lindos. Talvez, no próximo natal, pudesse levar Baekhyun consigo e aproveitarem um chocolate quente enquanto viam as apresentações. 

Andaram tão distraídos que mal se deram conta quando chegaram na escadaria do prédio. Também mal perceberam o “boa noite” contente que o zelador havia dado — quando perceberam, correram de volta e cumprimentaram o homem que estava feliz, mesmo trabalhando tão perto de um feriado.

Ainda era 23 de dezembro e tinham um dia a mais antes do natal. Baekhyun não sabia o que era o Papai Noel, o que era ganhar e embalar presentes, muito menos o que era o espírito natalino, mas Doh estava disposto a explicá-lo tudo o que ainda havia de bom no mundo. 

Abriram o apartamento e deixaram os sobretudos na cama. Kyungsoo encarou a árvore de natal que havia comprado no dia anterior, ainda sem nenhuma decoração. No canto do cômodo, havia uma caixa repleta de bolinhas e enfeites escolhidos por Byun que seriam colocados em breve. 

Kyungsoo tomou a mão de Baekhyun e se aproximou, até que o tritão lhe deu um beijo rápido e sentou na cama. Baekhyun sabia o que o gesto significava, pois viu séries e filmes suficientes para entender o que um beijo significava e, talvez, o sentimento fosse recíproco o suficiente para tentar. 

De todo modo, esperava que o corpo de Baekhyun espremesse tanto quanto o de Kyungsoo toda vez que sentisse sua respiração tão próxima. 

Mas Doh não sabia, nem poderia saber. Então, em meio aos pensamentos tempestuosos, agarrou-se ao único fio de esperança de que o tritão tinha sentimentos tão profundos por seu colega de quarto e, agora, amante. 

Kyungsoo correu para pegar a escada que guardava na dispensa e colocá-la ao lado da árvore. O olhar curioso de Byun o perseguiu por todo o trajeto, mas um sorriso se formou quando o viu pegar a caixinha de enfeites e colocá-la perto da escada. 

— Você poderia pegar a bolinha vermelha? — Doh pediu enquanto tentava se equilibrar na escada velha. A qualquer momento, sentia que poderia cair e quebrar um braço, ou quem sabe uma perna? Mas tentava não pensar nisso para que seu medo de altura o fizesse desistir de enfeitar a sua primeira árvore de natal.

Nunca teve o costume de enfeitá-las, muito menos tê-las por perto, mas estava disposto a mudar isso, ainda mais depois de ver a expressão no rosto de Baekhyun observando a árvore na rua. 

Contudo, a conversa que tiveram no início da noite ainda pairava em seus pensamentos. Não conseguia entender se os sentimentos de Baekhyun eram tão complexos para serem ditos em voz alta ou se havia algo sombrio em seu passado que não deveria ser contado. No fim, sabia que todos tinham seus segredos e que, talvez, a melhor coisa que pudesse fazer era se afastar de modo que ele se sentisse a vontade para contar-lhe a verdade. 

Baekhyun levantou da cama preguiçosamente e segurou a primeira bolinha que encontrou. Depois de dá-la a Doh, pegou mais duas e as colocou na árvore, seguindo os passos de Kyungsoo. 

— Você pode pegar as azuis se quiser também. Ou as douradas. — Kyungsoo sorriu. 

Naquele momento, tudo parecia perfeito e Kyungsoo sentia-se acolhido por amor; o amor sincero e puro de Byun. 

Suas mãos tocaram a estrela que Baekhyun esticava em sua mão sem dificuldade. Com delicadeza, a colocou no início da árvore e desceu da escada. 

— E as luzes? — O tritão perguntou quando viu Doh descer as escadas. — Não vamos pôr as luzes? 

— Vamo sim, mas precisamos enrolá-la na árvore, então preciso da sua ajuda. — Kyungsoo pegou as luzes coloridas que colocariam na árvore e deu a outra ponta nas mãos de Byun. 

Juntos, giraram em torno da árvore e a preencheram de luz. Tudo o que Doh conseguia pensar era: “O quão grandioso e precioso era aquele momento?”. 

Depois de terminarem, Baekhyun segurou seu braço e deitou a cabeça em seu ombro. Apesar de terem dado seu primeiro beijo há menos de três horas, aquele era um gesto que Byun fazia desde que observou um casal na janela. Talvez encontrasse aconchego em seu ombro, ou talvez o fizesse porque achava que as pessoas gostavam disso. Mas Kyungsoo encostou sua cabeça na de Byun e esqueceu os pensamentos tendenciosos. 

— Podemos comer macarrão instantâneo? — sussurrou. Kyungsoo afastou-se com um sorriso no rosto. Suas mãos seguraram o ombro de Byun. 

— Mas no natal geralmente fazemos uma grande ceia. — Doh retrucou. Sua voz era doce e, por esse motivo, Baekhyun fez um bico chantagista. — Você acha que só porque você tá fazendo essa cara que eu vou comer macarrão instantâneo? — Kyungsoo perguntou. 

Baekhyun fez os famosos olhinhos de um cachorro que caiu da mudança e Kyungsoo derreteu-se — sabia que era chantagem e sabia que poderia negar o pedido, mas como poderia? 

— Tudo bem. Eu como macarrão instantâneo. 

Então assim fizeram: na pequena mesa da cozinha, comeram o prato preferido de Baekhyun; se é que poderiam chamar de “prato”. Depois, jogaram a louça na pia e deitaram na cama. As luzes da árvore eram a única coisa que iluminavam o quarto além da luz do luar. Era dia de lua cheia e ela não poderia estar mais bela. 

Quando Baekhyun sentiu o vento da janela bater, levantou-se e caminhou até a sacada. Dali, Kyungsoo o observou silenciosamente. Os fios emaranhados, a roupa amassada e o aroma do mar. Uma vida toda assim, era tudo o que Doh pedia. 

— Acha que a lua nos observa? — Baekhyun comentou. — Na televisão, falaram que existe o cosmo e algumas outras coisas que eu não me lembro. — Suas mãos permaneceram uma no bolso e outra no ornamento da parede. Baekhyun não virava seu rosto, mas permanecia falando com a voz rouca de sono. — Acha que ela também influencia a gente? E o sol? — Baekhyun era cheio de dúvidas como qualquer outra pessoa, ainda que as colocasse para fora, mas havia algumas que Kyungsoo era incapaz de responder.

— Eu acho que você é lindo. — sussurrou. As palavras fizeram Baekhyun virar e caminhar lentamente até a cama. Como no mesmo dia em que chegou, engatinhou no colchão até chegar a Kyungsoo e deitou ao seu lado. 

A testa colada na bochecha de Doh o fez perceber que o tritão estava quente e, por mais que não quisesse atrapalhar o momento, sussurrou que era hora de ir para a banheira e dormir. Baekhyun estava tempo demais fora da água e, talvez, seu corpo não estivesse preparado para isso. 

Então levantaram, passaram pela árvore luminosa, pelos pratos na pia e entraram no banheiro apertado e úmido. Kyungsoo abriu a janela para que a brisa entrasse e Baekhyun fez o que fazia todas as noites. 

Mas, antes que Doh pudesse sair do banheiro, Baekhyun mexeu o braço na água.

— Soo? — sussurrou — Pode ler alguma coisa? 

Baekhyun ainda não era tão bom na leitura, mas dizia que gostava da voz de Kyungsoo: era calma como quando o mar recebia o carinho e presença do sol. Então Byun fechou os olhos e Doh pegou o livro que estava ao lado da pia. 

Apesar não ser fã dos clássicos, estava lendo Hamlet para Baekhyun e ele estava apreciando mais do que Doh imaginava. 

Pegou um banquinho de madeira, colocou os seus óculos e abriu o livro na página que havia parado e lá continuou a história até que Baekhyun fechasse seus olhos e sua respiração tornar-se lenta e calma. 


Notas Finais




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