1. Spirit Fanfics >
  2. Submeta-se, Hyung. >
  3. Lembranças dolorosas.

História Submeta-se, Hyung. - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


capítulo com gatilho, caso não goste pule a primeira parte até o "[...]"

🚧

como prometido, huh? capítulo prontinho com a presença da nossa jihyo.

espero que gostem e não pulem o aviso, esse capítulo aborda violência!

boa leitura e apreciem.

Capítulo 2 - Lembranças dolorosas.


Fanfic / Fanfiction Submeta-se, Hyung. - Capítulo 2 - Lembranças dolorosas.

Eu o segurei entre minhas mãos pequenas, tentando ao máximo que os braços fortes desistissem. Sentia a ânsia vindo, juntamente aos meus órgãos praticamente esmagados pelo corpo me prensando naquele chão imundo.

Aquele homem não tinha dó.

E eu sempre quis ser forte para enfrentá-lo mas a polícia achava que era brincadeira o que eu dizia, era brincadeira mostrar atos de violência de outra pessoa sendo que eles alegavam que eu podia me defender.

"Seja homem!"

Eu sou, eu fui.

Suportar cada pancada e cada cicatriz me fazem o homem mais forte do mundo.

— P-Pare, pare... — As palavras saiam desesperadas, praticamente em um mar vermelho entre meus lábios machucados.

Senti minha alma sair do meu corpo quando ele me invadiu, o pênis nojento entrando sem dó naquilo que um dia eu usei pra prazer. Era asco, asco se esvaindo pelas minhas veias sangue entre minhas pernas e sem força alguma para pará-lo.

Ele me abusava, foram tantas vezes que eu perdi as contas. Tantas vezes que meu sexo não sentia mais nada.

— Você merece isso, merece cada soco e cada gota de sangue que sai de você. É isso que acontece quando o que é meu desobedece.

Um dominador tinha o dever de dar a maior autoestima que pudesse proporcionar para o submisso, por que você era dele e o que era dele é lindo não importa quem seja. Por isso Jimin amava BDSM, amava ser elogiado, castigado e depois enchido de mimos.

Mas se submeter era ser estuprado e humilhado.

Preferia nunca ter conhecido.

— Ajoelhe-se.

[...]

Um grito reverberou e era como se naquele gesto todo o ar saísse de meus pulmões, sonhos lembranças. Nunca foram bons. Eu gritava até doer, queria apaziguar de qualquer jeito a dor maldita e infindável que sentia na minha pele.

As unhas grandes foram postas nos braços finos, arranhando sem dó, entrando com elas na carne e se mexendo desesperado. Sentia nojo, nojo de si.

— Jimin? Ei Jimin! Amor? Pare meu bem, isso... Pare Jimin! — Os braços protetores o envolveram, aquele carinho que nunca teve sendo tão bem vindo que ele desabou.

Taehyung também chorava, com medo. Era tão difícil acompanhar os surtos que o rapaz as vezes tinha ao amanhecer, eram quase todos os dias, Jimin dificilmente tinha sossêgo durante o sono.

— E-Eu não aguento mais... Não aguento!

A voz tremida, fraquinha como um papel de seda. Cravou espinhos em seu coração, ele sabia que Jimin estava cansado. Nem imaginava a dor que ele tinha, a dor das lembranças vivas em sua cerne.

Seria egoísta Taehyung não querer perdê-lo?

— Não querido não. V-Você, você é forte. Meu bolinho parrudo, não é amor?

— Estou cansado. — Jimin soluçou e o barulho não era nada bem vindo nos ouvidos do melhor amigo. — Cansado de ser forte.

— Eu sou por você, eu... Não vivo sem você, não consigo! Você é minha alma gêmea não é? — O tom desesperado dele, a preocupação gigantesca e o perfume de neném que ele tinha o fazia ressonar.

— Sou, eu aguento as lembranças por você Taehyung. — As falas eram sinceras, Jimin não teria superado cada cicatriz se não fosse ele.

— Amor, vamos tomar café certo? Eu comprei seu bolo preferido. — Taehyung beijou seus lábios o contato íntimo o trazia forças, tinha alguém finalmente.

— O de chocolate amargo?

— É, aquela coisa sem açúcar que você adora. — Riu, não fazia ideia de como o garoto gostava daquele bolo horrível.

Os braços do rapaz envolveram seus ombros, o trazendo pra perto e o mimando com beijinhos no pescoço. Taehyung sabia como Jimin era carente de afeto e não fazia desfeita em dar-lo todo amor possível.

O trouxe ao seu colo quando ele ousou sentar em uma cadeira longe da sua.

— Temos que cuidar dos seus braços.

Jimin que nem havia percebido olhou a pele branca manchada de sangue seco, não doía. Apenas a visão o deixava chateado, tivera um surto novamente.

— Uma água resolve.

— Jimin...

— Quieto, deixa eu comer depois você banca a doutora brinquedos. — Resmungou, enchendo as bochechas com o bolo o biquinho sujo que se formou o deixava mais fofo do que já era.

— Você vai visitar a Jihyo na faculdade? — Ignorando o comentário e o rostinho adorável, perguntou com seriedade.

— Claro, o que seria da sua filha sem mim?

Taehyung só aparentava ser novinho mas já tinha 30 anos nos ombros, Jihyo não era filha de sangue e foi difícil demais em poder ter a guarda dela. Afinal o que seria de um pai solteiro de 20 anos com uma menina de nove anos?

Não fora a maior vontade do mundo criar uma criança mas Jimin sabia que no primeiro olhar trocado com a garotinha ele havia se apaixonado de vez, era novo e tudo mais e Jimin sinceramente teve um susto quando ele afirmou ter uma filha.

Mas não era como se não fosse pegado pelo charme dela também, Jihyo estava cursando psicologia e apesar de ter passado bons tempos do lado do Kim eles não eram mais próximos, ela não considerava ele um pai já que mais pareciam amigos e bem Taehyung nunca fora alguém tão dedicado assim, Jimin até entendia.

Seu amigo ainda tinha uma mente infantil e Jihyo já era uma adulta.

— Eu não sei, sinceramente. Ela é mais filha sua do que minha. — Taehyung riu amargo, não era como se gostasse de como as coisas tinha se encaminhado.

— Deveria conversar com ela, você é o verdadeiro pai dela Taehyung. — Jimin acariciou o rosto tenso e o beijou na testa, o deixaria em seus pensamentos. — Bem, eu já vou indo...

— Sonha mocinho, me dê seu braço aqui.

Taehyung o cuidou, como sempre fazia.

[...]

Era estranho andar pelo campus depois de tanto tempo, se sentia um velho caduco ali. Visitava Jihyo a cada semana, sabia que a garota era meio solitária em seu dormitório e fazer companhia a sua menininha é mais do que bom.

Lembrava-se como era deslocado antes, poucos amigos ainda tinham contato consigo e eram mais pra só colegas. Apesar da faculdade de dança o ter ajudo abundantemente, também trouxe sequelas irreparáveis.

Observou de longe sua garota interagir com os amigos, provavelmente mostrando algum texto criativo.

Os cabelos longos dela batiam na cintura cacheadinhos e castanhos, os olhos eram pretos e as bochechas cheinhas. Sua menina não se encaixa nos padrões coreanos e as gordurinhas que mostrava não a deixava menos bela.

— Jihyo?

Os olhinhos dela pretinhos mostraram estrelas, as bochechas amassadas em um grande sorriso mais parecido com um pãozinho, contente ao vê-lo. 

— Pai!

Sim, ela realmente o chamava de forma fraternal se sentiu mais caduco com os olhares dos adolescentes em si.

— É seu pai Jihyo? Woah, ele é tão jovem e bonito.

— Seu pai é lindo Jihyo!

— Claro, Minnie é o homem mais bonito que existe. — Cruzou os braços sobre o buço e Jimin deixou uma risada escapar com a fofura dela.

— Nem sou tudo isso, crianças.

— Você realmente é bonito.

Jimin sentiu os pelinhos da nuca arrepiarem, a voz? Um dominador, tão jovem?

— Ih lá vem o estraga prazeres, você baba ovo pra todo mundo hein Jungkook!

Não demorou para finalmente olhá-lo e de certa forma seus olhos se encheram de surpresa. Seria ofensa em apelidar ele como um garoto normal, o citado era alto se sentia uma formiguinha perto dele. Mas os olhos não enganavam Jimin nunca, a postura ereta e os passos exalando dominação sem o mínimo esforço, era um grande homem no corpo de um garoto.

— Você é...

Não consegui completar a frase, se sentiu extremamente desrespeitoso por não pedir permissão para poder falar e isso sinceramente o assustou. Aquele garoto era intimidante e talvez as roupas largas escondem-se um verdadeiro dom, pois Jimin nunca tinha abaixado a cabeça para um adolescente.

— Ih, me erra hein! Achei ele bonitinho mesmo, vai chorar?

Okay, talvez tivesse se enganado. Ainda era uma criança.

— Tenho 25 garoto, mais respeito. — Sorriu travesso e se sentiu triste quando ele olhou com repreensão.

— Não perguntei sua idade.

— Desculpe, senhor. — Jimin arregalou os olhos tão forte que doeu, tampou a boca de imediato se batendo internamente, chamará o pirralho de senhor!

— Senhor? — A voz grossa fez carícia em seus ouvidos, ele havia gostado. Por mais que não fizesse ideia do que seus desejos internos queriam fazer.

Jihyo só olhava curiosa, um Jimin tão recuado com uma pessoa bem mais nova era deveras estranho.

— Eu... Vamos querida, foi um prazer conhecer vocês! — Jimin não o olhou no rosto e sua submissão a ele foi entregue, não conseguia controlar.

Pegou a mão de Jihyo e a levou pro dormitório conhecido, suas mãos tremiam e estranhamente suas coxas se pressionavam. O olhar continuando em sua cabeça. Por Deus, sim. O tal "Jungkook" era um grande dominador para um corpo de adolescente cheio de hormônios.

Ele definitivamente era.

O pirralho não fazia ideia do poder que ele tinha em mãos.

— Você tá' bem pai? — Seus olhos carregavam ternura e por segundos Jimin sentiu orgulho de si, de conquistar o amor de uma pessoa tão dócil como Jihyo.

— Claro meu amor e você como vai a faculdade?

— Ótima! Hoje o professor deu aula sobre sentimentos, Oppa você sabia que certas emoções podem ser facilmente maleáveis?

— Sim, por lembranças certo? Desespero, tristeza ou felicidade. — Seu sorriso amargou sua língua, se alguém o estimulasse por momentos não saberia qual sinônimo de dor melhor se encaixaria.

Cada pedaço de seu passado sangrava.

— Pai, não chore. — Ela o acolheu entre os braços gordinhos, beijando as gotículas dolorosas que saiam por seus olhos.

— Desculpe querida, como eu sou bobo huh? — Deu tapinhas nas bochechas tentando tirar a expressão triste de seu rosto, nem percebia que chorava as lágrimas só... Iam.

— Você nunca tá' bem não é, papai?

— Eu vou ficar, sempre fico. Eu tenho que...

— Você não tem, você não precisa se forçar a superar. Não precisa esconder a dor no seu peito muito menos seu receio com outros homens, sua dor não precisa ser coberta Jimin ela também encobre sua força. — Ficou sem palavras quando ela segurou seu rosto, sussurrando cada sílaba como mel. — Chore e esperneie, mas não deixe as lembranças dominarem você. Não apague o meu Jimin, o meu pai.

— Jihyo...

— Chega de receio, chega de reviver as dores de lembrar dele! Viva mesmo que seja chorando, mas viva. Por mim, pelo Tae. Lágrimas nunca vão ser sinônimo de fraqueza, nunca. Não se desculpe, apenas chore!

Sua menininha já estava tão grande, conheceu ela quando só tinha 14 anos. Era tão inteligente e apesar de ser adolescente só tinha amor pra dar independente de onde ia, Jihyo sempre teve um coração de criança mas por dentro Jimin via a linda psicóloga que ela seria um dia.

Sim, sentimentos eram maleáveis.

E ela fez os seus de massinha, moldou como uma criança pequena tentando várias vezes até mesmo quando a massa já endureceu.

Depois de tanta tentativas, deu certo.

Park Jimin finalmente tirou a máscara pesada que cobria seus olhos.

Os cadeados embolados em correntes se romperam, suas pernas balançaram livres apreciando a água límpida ao invés da suja que tinha em seu passado.

Ao molhar os dedinhos dos pés, abraçou sua filha.

Chorando como sempre quis.

Desabando como deveria fazer.

E sendo observado por olhos escuros que o davam tremores.

"Suas mãos entre o pescoço dela de forma diferente do habitual, seguravam pela frente com força beijando com timidez e ao mesmo tempo a dominando. O mais engraçado é que; o pirralho simplesmente não percebia."



Notas Finais


comentem e não esqueçam do coraçãozinho, huh? o pirralho apareceu, genteKKKK.

sim taehyung tá caduco, jihyo é meu amorzinho aqui.

os próximos capítulos terão alguns nuances com o jungkook mas até finalmente eles se envolverem tem tempo, afinal os surtos do jimin serão bem abordados ao mesmo tempo que a superação dele.

desculpem qualquer erro e até segunda, bebês! 💛


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...