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História Submissa - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boa Leitura ;)


AVISO: Contém descrições sexuais.

Capítulo 10 - Capítulo 9


-Não – assegurou Kara, retomando sua coragem um tanto abalada –Eu quero fazer isso.

E foi tudo que Lena precisou ouvir...

As mãos de Lena seguraram o cabelo de Kara, ela inclinou-se em sua direção, deixou um beijo entre seus olhos, na ponta do nariz, nas bochechas coradas e então voltou a olha-la nos olhos, Lena inclinou-se e a beijou.

Timidamente, Kara sentiu sua língua encontrar a dela, estava tão distraída pelas sensações espalhadas por seu corpo, que não sentiu as mãos apertarem delicadamente seus pulsos, Kara voltou a abrir seus olhos quando sentiu seu corpo em movimento, Lena a conduziu pelo minúsculo espaço que levava até sua cama e a sentou, instintivamente, ela uniu suas mãos sobre seu colo, um ato que não passou despercebido pela Luthor.

-Tem alguma ideia do que vou fazer com você? – perguntou a Luthor a acariciou o queixo de Kara.

Lena inclinou-se sobre Kara, desta vez, não houve delicadeza em seu beijo, apenas os lábios exigentes, firmes e lentos, moldando seus lábios enquanto ela sentia seu corpo afundar em seu colchão, a musculatura de sua parte mais íntima se comprime da maneira mais deliciosa. Os beijos agora leves descem por sua mandíbula, pelo queixo, devagar Lena ajeitou sua postura, estava de joelhos sobre a cama entre as pernas da Danvers, a pouca luz da noite que entrava pela janela de seu quarto iluminava seu corpo, ela ainda usava sua lingerie preta de renda, diferente de Kara que a única peça que restava sobre seu corpo era uma calcinha azul-clara. Ela assistiu os movimentos dos olhos de Lena sob seu corpo.

-Ah, Kara – ela ouviu o suspiro vindo de Lena e voltou a sentir os toques possessivos sobre seu corpo –Você tem uma pele maravilhosa, lindíssima, quero beijar cada centímetro dela.

Kara não poderia ver seu rosto agora, mas ele queimava de vergonha, e tinha certeza de que deveria estar vermelho, como um pimentão. E naquele brevíssimo momento em que notou toda devoção nos olhos verdes ela teve a ligeira, porém, grave impressão de que faria qualquer coisa que Lena a pedisse. A Luthor a envolveu em seus braços e Kara tentou explorar o quanto pode daquele corpo. O beijo foi obstinado, e quando sua língua encontrou mais uma vez a dela não conteve o gemido que prendia em sua garganta, as mãos que afagavam seu cabelo divididos em ora afagos ora apertos decididos, desceram pela lateral de seu corpo, encontrou sua cintura até chegar em sua bunda, para ali apertar delicadamente sempre mantendo-se colada a ela.

Os suspiros saiam de forma involuntária, quase como se não houvesse mais controle, principalmente, quanto focava tanto em entender o que sentia no momento. A única certeza que lhe pareciam suficientemente clara era a de que a queria desesperadamente. Kara timidamente afagou os cabelos negros que caiam sobre seu rosto eram terrivelmente macios, como havia imaginado, Kara o puxou delicadamente e ouviu o gemido da Luthor a causando uma nova sensação que espalhou-se com mais intensidade ao sentir o joelho encostar de maneira firme e certeira no meio de suas pernas, a tremedeira de antes parecia ter piorado triplamente agora. Lena afastou seus lábios dos de Kara, deslizou com a boca por seu pescoço até afastar inteiramente seu corpo do dela, e foi involuntário o gemido de desaprovação vindo de Kara, que se pegou observando, curiosa, os próximos movimentos dela.

-Quero que mostre para mim como você se dá prazer.

Ela pensou por um momento, tentando entender. Então sentiu as mãos de forma repentina sobre suas pernas, seu corpo estremeceu por um momento, então a Luthor dobrou suas pernas para que seus pés ficassem retos sobre o colchão, ela viu suas pernas completamente aberta enquanto Lena estava entre elas...

-Vamos não seja tímida, Kara, mostre para mim – ela tornou a pedir, mas tudo que recebeu foi um balanço de cabeça.

-Não faço ideia do que você quer dizer.

Kara estranhou seu próprio tom de voz, rouco e tão carregado de desejo.

-Como você se masturba, Kara, como se faz gozar? Quero ver.

Ela volta a balançar a cabeça, e de repente, começou a se sentir um idiota, o que não ajudou no seu nervosismo.

-Eu não faço – admitiu, Kara a viu erguer as sobrancelhas, espantada por um brevíssimo momento, ela balançou a cabeça incrédula, mas não há julgamento em seus olhos como esperava encontrar, pelo contrário, estavam nublados de lascívia.

-Bem, vamos ver o que podemos fazer...

Sua voz é provocante, uma ameaça deliciosamente sensual. Suas mãos deslizaram por suas coxas até encontraram o fino tecido de sua calcinha e mais uma vez seu corpo reagiu estremecendo sobre sua cama, Kara engoliu a seco, sem fazer ideia de para onde sua saliva foi parar. Os olhos verdes queimando sempre sobre os seus, e em uma lentidão torturante ela retira a última peça que lhe faltava e a exposição que sentiu, instantes antes, volta com brusquidão. Mas não com muito tempo para fazê-la pensar racionalmente, pois sente a boca beijar sua perna, na medida em que os beijos se aproximam cada vez mais seu corpo se retorce de desejo. Movimentos sem sua autorização.

-Fique quieta – ordena Lena, então Kara sente os beijos subirem pela parte interna de sua coxa.

Mas como ela poderia?

-Vamos ter que trabalhar para manter você imóvel – Kara mantem seus olhos fechados, aguardando cheia de expectativas.

Ela sente os beijos sobre sua barriga, subindo por seu torso, sua pele ardia e sua mão prendia o lençol embaixo de si, as mãos frias subiram por seu quadril e alcançam seus seios delicadamente. Ela sentiu seus mamilos endurecerem sob o olhar atento e enigmático da Luthor, e quando prendeu seu lábio inferior entre os dentes, notou uma faísca acender nos olhos verdes...

-Cabe perfeitamente em minha mão – comenta –Muito bom – sussurra em tom de aprovação.

Lena inclinou-se e chupou delicadamente um enquanto sua mão se encaminhou para o outro seio onde rodeou com o polegar o bico do mamilo, alongando-o. E toda uma doce sensação percorreu por seu corpo, a sensação que tinha era de que algo revirava suas estranhas, estava se sentindo cada vez mais molhada, é possível saber disso com plena certeza, dado a coxa melada que insistiam em provoca-la.

-Lena – soltou Kara, e logo em seguida não conteve o gemido, agarrou-se com mais força ao lençol.

-Vamos ver se podemos fazer você gozar assim – sussurra ela, sem interromper o movimento dos lábios hábeis em seus mamilos acendendo cada uma de suas terminações nervosas, Kara tem medo de que a agonia que sente se torne desespero, pois ela simplesmente não para.

-Oh... por favor – implorou Kara, sua cabeça se inclina para trás, a boca aberta enquanto geme, seu quadril parece ter ganhado vida própria movendo-se sobre a perna dela.

O que está acontecendo comigo?

-Se deixe levar Kara – murmura Lena.

Agora, Kara sente os dentes cerrados em volta de seu mamilo, e ela puxa, forte com o polegar e o indicador o outro, seu corpo estremece em espasmos dando a impressão de explodir em mil pedaços. Lena voltou a beija-la, sua língua revogava a sua com autoridade, engolindo seus gritos.

Kara abre os olhos, confusa, ela está sorrindo satisfeita, enquanto tudo que Kara faz é sentir um misto de confusão, gratidão e assombro. Agora ela parecia compreender todo o alvoroço em torno desse assunto.

-Você é muito sensível – comentou Lena –Vai ter que aprender a controlar isso e vai ser muito divertido ensinar.

Sua respiração ainda está entrecortada quando Lena volta a beija-la, ela se quer havia compreendido que tivera um orgasmo. As mãos desceram atrevidas por seu corpo, deslizaram por sua barriga, cintura, quadril, e então chegaram aonde desejavam. Por um instante, ela sentiu sua respiração falhar e seus olhos instintivamente se fecharam quando sentiu a mão em sua vagina.

-Nossa, você está deliciosamente molhada, quer mesmo fazer isso? – pergunta, e mesmo encoberto em todo o desejo ou qualquer outro sentimento que ela pudesse dar para o que Lena sentia no momento, ainda assim, reconheceu por trás da expectativa dela certa incerteza e medo.

-Por favor – implorou Kara.

E então, ela sentiu os dedos dela em seu clitóris, e mais uma vez sua cabeça inclinou-se para trás enquanto a única coisa que sua boca fazia era abrir para entoar seus gemidos nada contidos, sentiu a movimentação ao lado da cama, Lena havia deitado ao seu lado, quando olhou para o lado encontrou os olhos ardentes a queimando. E então, sentiu o dedo a invadindo, ela não pretendia, mas acabou gritando, os dedos se moviam de forma lenta, porém com força.

-Está tudo bem? – perguntou a Luthor em um tom amavelmente afetuoso, Kara moveu a cabeça afirmando que sim, sua mão agarrara o antebraço de Lena, seus olhos arregalaram-se quando sentiu o beslicão sinalizando que agora, não era mais virgem. Ela continuou parada, permitindo que Kara acostumasse com a sensação avassaladora e intrusiva –Você é tão apertada – sussurrou e isso a faz ter coragem para soltar o antebraço da Luthor.

-Você pode...

-Me mexer?

Ela voltou a confirmar com a cabeça. E, então, voltou a sentir o movimento dos dedos dentro dela, mas dessa vez não para, os movimentos são lentos, a medida em que Kara se acostumava com a sensação nova e estranha, vão ganhando mais ritmo acompanhando a intensidade dos gemidos que respondiam aos estímulos que Kara recebia, Lena continuou o vaivém, mais depressa, implacável, Lena puxou a cabeça de Kara e a beijou com força, os dentes puxando o lábio inferior. Ela se agita e novamente Kara passa a sentir algo crescendo dentro de si, mas, mais intenso do que anteriormente. Seu corpo começa a enrijecer, estremecem arqueia, inteiramente coberto de suor. Não existe mais qualquer tipo de pensamento em sua mente, apenas a sensação, apenas Lena Luthor ao seu lado...

-Goze para mim, Kara – ela a ouviu murmurar quase sem fôlego, e sem outra alternativa, Kara a obedeceu, tendo a sensação de que explodiu em milhões de pedaços ao atingir o clímax.

Seu peito continuou arfando, tentando acalmar a respiração e seu coração disparado, seus olhos continuam fechados, mas ela sente sua mão em volta do braço da Luthor, sem fazer ideia de como e quando sua mão a segurou tão firmemente, mas seu aperto diminui, quando abre seus olhos, ela está com a testa colada a sua e tem uma expressão sombria, mas ainda assim, cheia de gentileza. Seu rosto franziu quando sentiu os dedos dela saindo de dentro de si devagar.

Lena prende atrás da orelha de Kara uma mecha de seu cabelo, e foi difícil não notar no enorme sorriso em seu rosto, ela observou seu corpo inteiramente relaxado quando Kara deitou-se de lado.

-Você tem mesmo uma pele linda – comentou Lena tocando o rosto de Kara, novamente ela sentia aquele toque de devoção, e isso a assustou, quando seus olhos encontraram o braço de Lena notou nas finas marcas feita por suas unhas no momento em que sua mão agarrou o braço da Luthor, poderia ser egoísmo de sua parte, mas sentiu uma ligeira sensação de posse, ver suas marcas desenhas na pele pálida, sua mente imaginou o momento em que Lena acordaria pela manhã e as veria, será que vai se lembrar de mim? Questionou-se, então lhe ocorreu que essa poderia ser um pensamento idiota, mas estava feliz demais para se importar, pois agora compreendia todo o estardalhaço por isso, dois orgasmos a deu mais ou menos a ideia do que seu corpo poderia fazer, se pegou imaginando se Lena teria sentindo o mesmo, estava tão focada em si que não pensou nela, sua atenção voltou para o momento quando sentiu o toque delicado e suave dos dedos dela em seu lábios, que se quer, percebeu que estava mordendo seu lábio inferior –No que está pensando?

-Bem... er... se... – e de repente ela se sentiu uma idiota, havia acabado de sentir os dedos dela a penetrando, e não somente isso, mas como estava agora, nua diante de seus olhos que já nem tinha certeza se naquele momento eram verdes, como ainda poderia ter vergonha de lhe fazer uma simples pergunta?

 E mesmo assim, Lena pareceu compreendê-la, pois pegou sua mão e a levou para entre suas pernas e Kara gemeu ao sentir o calor e o quanto aquela região estava molhada, Lena inclinou-se e deixou um beijo no canto de sua boca.

-Não duas vezes como você, senhorita Danvers – provocou Lena –Mas sim.

Ela não fazia ideia se deveria ou não fazer alguma coisa, a mão de Lena estava sobre a sua, e ela as retirou, e algo que Lena não esperava, foi ver Kara levar sua mão curiosa à boca, prendeu inteiramente a atenção da Luthor e assisti-la lamber timidamente com a ponta da língua seus próprios dedos a fez criar um gatilho em sua mente, e quando Lena ergueu seu tronco, sentando-se no colchão e encarando Kara, ela adotou a imagem de vê-la com os cabelos negros desgrenhados e a expressão séria e sombria como uma de suas favoritas.

-Vire-se de costas – ordenou friamente e Kara congelou por alguns instantes, até perceber quais eram as intenções de Lena.

Lentamente e cheia de incerteza, porém obedientemente, Kara o fez. Isso faz com que o sorriso de Lena se estenda. Ela tem agora, em seu campo de visão, a sua escrivaninha e o relógio digital avisando que eram quase onze da noite que era bem provável que Alex já houvesse voltado para casa, esse pensamento a fez estremecer, mas teve dúvidas se foi pelo pensamento ou o fato de sentir Lena se movimentando no colchão entre suas pernas as empurrando, viu o momento em que o sutiã preto dela atingiu o chão, isso a fez desejar poder olhar para trás, para vê-la inteiramente nua, mas no momento em que tentou virar sua cabeça para o lado, com a mão Lena a forçou a continuar olhando para frente prendendo seus cabelos com força.

A movimentação dela continuou, Kara viu seus braços em cada lado de sua cabeça, e isso a dava mais ou menos a localização da Luthor, estava sobre seu corpo.

-Eu quero tocar você – confessou Kara, e ouviu o risinho malicioso e contido acima da sua cabeça, o que a deixou ainda mais nervosa com o que Lena pretendia.

-Não – disse Lena secamente e com a mão agarrou os cabelos de sua nuca e o puxaram levemente, a prendendo, Kara não conseguia mexer a cabeça, estava imobilizada embaixo dela, sem poder fazer nada além de se deixar levar, sentiu o rosto dela próximo a sua orelha.

-Ah, por quê? – pergunta Kara, até mesmo ligeiramente decepcionada, ela sabe que não tem experiência, mas quer saber qual a sensação de tocar a Luthor, saber como é estar dentro dela.

-Porque eu vou te foder por trás, Kara – Kara estremeceu ao ouvir seu tom de voz carregado –Você é minha – sussurrou –Só minha. Não se esqueça disso – sua voz é embriagadora, excitante e sedutora. Kara sentiu os dedos dela massagearem delicadamente seu clitóris, em lentos e circulares movimentos. E, ela se pegou gostando de sentir a respiração dela batendo em sua nuca –Você tem um cheiro divino – ela esfregou o nariz nos cabelos dourados.

Num reflexo, os quadris de Kara começam a se mover imitando o movimento da mão dela, e uma onda lancinante de prazer correu por seu sangue.

-Fique quieta – ordena Lena, a voz meiga, mas firme, Kara só consegue gemer ao sentir o polegar entrando devagarinho dentro de si, girando e girando, roçando nas paredes de sua vagina. É um efeito enlouquecedor, e ela concentra toda sua energia naquele ponto dentro do seu corpo –Gosta disso? – pergunta baixinho, passando os dentes na orelha de Kara, enquanto começava a flexionar o polegar para dentro e para fora lentamente.

Kara fechou os olhos, tentando manter a respiração sobre controle enquanto absorvia as sensações desordenadas que os dedos dela desencadeavam sobre ela.

-Você fica muito molhada, bem depressa, é bastante sensível. Ah, Kara, eu gosto muito disso – comentou.

Ela quer esticar as pernas, mas não consegue se mexer. Lena mantem um ritmo constante, lento e tortuoso. Kara gemeu quase choramingando quando repentinamente todo o estimulo que estava recebendo parou, e ela notou quando abriu novamente seus olhos que suas mãos agarravam o lençol e o puxavam firmemente.

-Abra a boca – ordena Lena e Kara o faz, desejando que Lena apenas continuasse, então seus olhos se arregalam quando sentiu o polegar dela dentro de sua boca como um tipo de nova invasão –Sinta o seu gosto – a voz dela sussurrada em seu ouvido parece ganhar outro tipo de entonação, uma mais aveludada –Chupa – Kara sente o polegar pressionar sua língua, ela fecha a boca e sem pensar com clareza chupou o polegar da Luthor freneticamente, o gosto é diferente do que sentiu alguns segundos atrás, o gosto é salgado e tem o leve metálico do sangue, isso a assombra, mas não ao ponto de fazê-la achar estranho, pelo contrário, ela acha erótico.

Kara estava tão alucinada nas novas sensações que imaginou que não poderia se surpreender mais, mas isso se provou estar profundamente errado, quando sentiu a carne molhada e nua sobre sua nádegas se mover lentamente, quando conseguiu virar seu rosto o bastante para ter ela em seu campo de visão, porra como ela é perfeita, os cabelos balançavam no ritmo frenético em que seu corpo se movia, Kara se pegou empinando-se cada vez mais, estava mergulhando de cabeça em toda aquela loucura, sua mão alcançou a dela e ouvi-la gemer seu nome, fez com que o movimento de seus quadris se tornassem mais frenéticos e provocantes, até que todo o corpo dela retesou, sua cabeça estava direcionada para trás e era absolutamente delicioso vê-la daquela forma, a cabeça de Kara está afundada na cama quando Lena soltou sua mão, ela sentiu a movimentação, ela sentiu seu sangue correndo mais rápido enquanto ela respirava forte. A expectativa dos próximos movimentos dela serviram como estimulante. Ela tornou a sentir o peso do corpo de Lena.

-Vamos muito devagar dessa vez, Kara – sussurrou ela, a voz com a rouquidão carregada assim como seu sotaque se tornou forte e mais grave.

Lentamente, ela sentiu os dedos a penetrarem, devagar, até estarem completamente dentro dela, desta vez a sensação é de que seus dedos conseguem ir mais fundo, deliciosamente mais fundo. Kara voltou a gemer e mexer os seus quadris deliberadamente num movimento involuntário, todo seu corpo parece dolorido.

-Você é muito gostosa – afirma Lena, e Kara sente suas entranhas estremecerem então tudo para –Ah não, ainda não – e conforme aquele estremecimento vai parando, ela recomeça.

Ela sente todo seu corpo tenso implorando pelo relaxamento.

-Oh, por favor – implora Kara.

-Quero machucar você, Kara – murmura ela, e continua o doce tormento, sem pressa, indo e vindo –Cada vez que você se mexer amanhã quero que se lembre de mim, quero que lembre que você é minha.

Suas palavras acabam se tornando sua perdição, empurrando Kara cada vez mais em direção ao abismo, ela sente todo seu corpo estremecer e então finalmente goza, ruidosamente gritando com a boca no colchão o nome dela.

Ela quase não tem forças para abrir novamente seus olhos, mas quando consegue faze-lo, vê o rosto de Lena ao seu lado, próximo o bastante para ver o suor em sua testa, os olhos verdes preguiçosos e cansados, e pouco antes de adormecer, Kara conseguiu alcançar a mão de Lena, e a sensação do calor do corpo dela com metade dele sobre o seu a acompanha durante seus sonhos.

                               * * *

A brisa da madrugada a despertou.

Kara sabe que deveria sentir alguém ao seu lado, mas não o sente. Então abre os olhos, ainda está exausta e seu corpo já dá indícios do que a espera pelo dia, quando olhou para o lado da janela, encontrou Lena parada a frente da janela observando o céu antes noturno ganhar os traços de um céu azul sem nuvens, poderia não conhecê-la o suficiente, mas pode sentir toda a melancolia que a cercava aquela noite. Chegou a ser assombroso. Kara sentou-se, e ela estava tão distante mentalmente dali que não a notou se levantar ou até mesmo se aproximar. Seu corpo ainda estava nu e Kara teve a chance de dar uma boa olhada em cada parte de seu corpo, as marcas que notaram em sua barriga se tornaram em maiores quantidades em suas penas na parte de trás e em alguns pontos de suas costas.

-Você deveria estar dormindo – disse Lena e Kara sentiu uma pontada em seu coração por ter sido pega.

-E por que você não está dormindo?

-Já faz muito tempo que não sei exatamente como é dormir direito – comentou Lena e quando olhou para Kara, chegou a sorrir, um sorriso jovial que fez o coração de Kara disparar.

-Não hoje – Kara pegou a mão de Lena e a conduziu de volta para cama. Acompanhou o olhar da Luthor e viu a pequeníssima mancha de sangue nada grande coisa, mas se Alex visse saberia na hora, ela sentiu as mãos frias seguraram seu rosto com delicadeza e o toque dos lábios nos seus a arrancaram suspiros.

As duas deitaram na cama, e Kara não conseguia conter aquela alegria explicita em seus olhos. E ainda assim, não pode deixar de notar na tristeza que rondava a Luthor. Ela já sabia que Lena tinha um lado triste, mas ainda não sabia a profundidade dele.

                               * * *

Quando os primeiros raios da manhã bateram em seu rosto ela despertou de seu sono, foi quase instantâneo, sentiu seu corpo dolorido, mas não de uma forma ruim, pois trazia a lembrança da noite passada. Kara virou-se na cama, seus cobertores deslizaram por seu corpo e ela viu Lena Luthor ainda adormecida, os cabelos negros cobrindo seu rosto, Kara sorriu para o absolutamente nada, apenas sorriu enquanto assistia ao peito dela subir e descer lentamente, ela estava em um sono aparentemente tranquilo ou pelo menos era no que acreditava. Kara aproximou um pouco mais seu corpo do dela, inalou o perfume de seus cabelos, o perfume de sua pele. E agora, olhando com mais atenção pode perceber as pequeníssimas marcas em sua pele. Eram finas cicatrizes na pele, marcas circulares como se ela houvesse se queimado. Ela tentou tocar numa das cicatrizes de sua barriga, porém a mão firme da Luthor segurou seu pulso. Lena havia despertado e com o cabelo fora do caminho, Kara pode finalmente notar nos finos pontos de suor em sua testa.

-O que está fazendo? – perguntou Lena e sentou-se na cama olhando a sua volta com uma ligeira, porém clara confusão.

-Desculpe – disse Kara –Er... o que aconteceu com você?

Lena se levantou, deu a volta no quarto e alcançou seu vestido bem dobrado jogado sobre a pequena poltrona aonde Kara costumava ler quando lhe sobrava algum tempo.

-Ah, bom dia Kara – comentou Kara com tom levemente magoado e recebeu o olhar da Luthor um tanto severo enquanto calçava seus saltos –Você está agindo da forma como me prometeu que não faria.

-Eu já fiz o que você queria Kara – disse Lena e Kara abriu a boca, porém não emitiu som algum, perplexa demais para raciocinar, era como cair do sonho em que viveu para o pesadelo da realidade – Agora, pode aceitar os meus termos e podemos começar com o básico hoje a noite – Lena tornou a ficar de pé, terminou de vestir suas roupas –E não esqueça que temos um jantar hoje então use o vestido que comprei para você...

-Por que... por que está fazendo isso?

-Vai ter que ser mais específica senhorita Danvers – sugeriu Lena.

-Você está agindo feito uma idiota – afirmou Kara e agora, estava se sentindo mais exposta, pois estava nua diante da mulher a qual ela se entregou, enquanto tudo que ela fazia era agir como se fosse sua dona, como se ela fosse um objeto e nada do que tenha acontecido na noite anterior houvesse significado alguma coisa, porque para ela significou. Kara cobriu seu corpo e tentou disfarçar sua vontade de chorar, só não sabia por quanto tempo conseguiria segurar o que vinha se formando...

-Kara você disse que era o que queria. Que aceitaria minhas condições depois de hoje.

-Eu quero que você vá embora.

-Kara – não adiantaria tentar mudar a situação.

-Eu quero que você vá embora! – repetiu Kara e quando alterou seu tom de voz fez com que Alex entrasse em seu quarto, preocupada, o que só serviu para piorar tudo.

                               * * *

Houve momentos em sua vida em que teve medo de enfrentar sua irmã, quando furtou dinheiro de sua carteira quando tinha sete anos e queria sorvete e sua mesada havia acabado, ah, ela se lembrava do quanto sua irmã ficou uma verdadeira fera, e Kara jurou que jamais faria novamente, e para provar que estava arrependida passou quase um mês fazendo todas as tarefas de Alex até que ela finalmente a perdoou, e afinal, como poderia ficar tanto tempo com raiva da sua irmã, ela era adorável quando estava culpada, e vê-la fazer todo seu trabalho com um esforço sobre-humano quebrou seu coração. Agora, ela não tinha certeza se fazer as tarefas de Alex na casa onde as duas moravam iria adiantar, depois da confusão em seu quarto em que Lena foi embora de seu apartamento, Alex não disse absolutamente nada, a situação em si já era constrangedora, ela ainda ouviu um terço da irritação da irmã discutindo com Lena pelo corredor, ela até quis defender a Luthor, mas não tinha coragem para se mover, foi como ter sido pega por Eliza, não, definitivamente isso seria pior do que qualquer outro coisa no mundo repreendeu sua mente. Ela queria ter coragem para enfrentar as perguntas de Alex, mas estava envergonhada, sua irmã a pegou nua e uma Luthor vestindo-se, então a ideia de manter sigilo sobre todo o “relacionamento” ainda em discussão entre as duas foi arruinado. E de certa forma, ela agradecia por isso, pois, não seria capaz de esconder isso por muito tempo.

Quando se levantou para tomar banho, todo seu corpo estava dolorido, havia marcas por todo seu corpo, sinais da noite passada, ela não conseguiu passar muito tempo olhando para seu reflexo no espelho, então tratou de se arrumar o mais depressa possível.

Kara ouviu as vozes no corredor. Winn também estava lá. Eles sussurravam entre si.

-Nossa! – exclamou Winn, seu corpo estava inclinado sobre o balcão da cozinha, terminava de beber seu café, Alex largou seu café da manhã para desviar sua atenção para irmã, bem, ela não estava com raiva, Kara empurrou seus óculos por cima do nariz –Ela quebrou você – acusou cheio de diversão na voz, Kara estava caminhando de mal jeito.

-Nós vamos conversar – disse Alex, e não foi um pedido soo como uma afirmação.

-Obrigada por poupar o meu trabalho de contar para o Winn – Kara deu a volta no balcão e apanhou sua xicara.

-Ela não me contou nada – Winn serviu o café para amiga –Quando cheguei aqui a toda poderosa estava sendo expulsa pela mamãe coruja aqui

Às vezes, Winn chamava Alex daquela forma dado os sermões que dava na irmã casula.

-Kara, ela machucou você?

-Tá louca? – Winn a interrompeu –Já viu o jeito que ela está andando – comentou enquanto mastigava.

-Cala a boca Winn – reclamou Kara e olhou para irmã dessa vez cheia de seriedade –Ela não fez nada que eu não quisesse.

-Então por que hoje de manhã você estava daquele jeito? Eu pensei que ela estava... forçando você ou...

-O que?! Não, eu que... é complicado – Kara fez um gesto com as mãos, e viu a confusão no rosto da irmã

-Ainda bem que você seguiu o meu conselho – comentou Winn.

-Winn, por favor – dessa vez foi Alex quem reclamou.

-Ah, me desculpe – disse Winn sarcasticamente.

-Qual o seu problema? – perguntou Alex agora, irritada com a atitude dele.

-O meu problema? Bem, deixe me ver... nós não deveríamos estar nos metendo nisso – e apontou para Kara –Ela é adulta Alex, você precisa parar de protege-la – continuou e Alex levantou-se e instantaneamente Winn regressou dois passos –O-o que eu quero dizer, é: que bom... que bom que ela se permitiu sair com alguém que não é um idiota... e rica – Kara olhou feio para o amigo e Alex respirou fundo, precisava dar razão a Winn, mas ela foi uma idiota aquela manhã.

-Bem, eu fui uma idiota – disse Alex –Mas pelo menos ela sabe que não pode machucar você – acrescentou e sorriu amavelmente para irmã.

-Quero machucar você, Kara – a voz dela se fez presente em sua mente a trazendo arrepios por todos eu corpo –Cada vez que você se mexer amanhã quero que se lembre de mim, quero que lembre que você é minha -Kara balançou a cabeça e bebeu tentando ser discreta seu café.

-O que foi Kara? Está se lembrando da noite – provocou Winn e ela revirou os olhos em resposta enquanto caminhava em direção ao seu quarto, tentando fugir –Ei, não vai, não – mas como sempre, a inconveniência de seu amigo a fez seguir.

                               * * *

Não havia uma nuvem no céu, e parecia que iria chover.

-Senhora Luthor – Lena virou-se em direção a sua secretaria, ela colocou sob sua mesa uma pequena mala pronta –Seu motorista trouxe isso.

-Obrigada Jess.

Ela a deixou, sozinha. Lena abriu a mala, ainda achava surpreendente o gosto refinado de seu motorista. Lena retirou suas roupas, e estava terminando de abotoar sua blusa branca de cetim quando Samantha Arias entrou em seu escritório.

-Quem diria? Dia de nudez no trabalho, não fazia ideia – Sam a provocou.

-Não dormi em casa, precisava de roupas apropriadas para a apresentação.

-Não dormiu em casa? – Sam sentou-se na cadeira de frente para Lena –Interessante...

-Acho que vamos conversar sobre isso depois...

-Temos duas horas, pode começar a falar – argumentou Sam e Lena sabia que ela não desistiria.

-Já faz alguns dias que estamos conversando, se é que posso dizer assim, a levei para o jantar de Lilian...

-Então é uma coisa seria – disse Sam e viu sua amiga encher um copo com uísque escocês, olhou no relógio não passava das oito ainda. Ela já havia desistido de tentar faze-la parar de beber pela manhã, era quase como uma homenagem ao seu falecido pai. Que tinha o mesmo péssimo hábito.

-Na verdade, eu gostaria que fosse, mas acho que depois de hoje ela não vai mais querer me ver.

-O que foi que houve?

-A irmã dela me expulsou da casa, surtou quando entrou no quarto da irmã e me viu – ela viu Lena bater seus dedos no copo e caminhar de volta para sua cadeira –Não, eu... agi mal pela manhã, ela é mais sensível do que imaginei... ela é perfeita Sam, perfeita – Sam a ouviu repetir mais algumas vezes aquela palavra, mas de maneira sussurrada até finalmente beber todo o uísque do copo de um gole só.

-E você vai desistir? Já que está tão apaixonada assim...

-Eu não estou apaixonada! – sentenciou Lena de forma fria, Sam ergueu as mãos em sinal de rendição.

-Tudo bem, o que pensa em fazer então?

-Ainda não pensei direito, mas... amanhã vamos fazer um baile de caridade e vamos convidar Cat Grant, ela sabe que precisa traze-la... vou conversar com ela sem a irmã dela por perto.

-Espera, você vai fazer um baile apenas para vê-la?

-É, não parece uma coisa muito humana de se fazer, mas eu não posso deixar de vê-la.

As batidas na porta de seu escritório a impediram de continuar. Jess entrou carregando uma embalagem.

-Isso acabou de chegar senhora.

Lena recebeu o pacote amarelo. Havia um bilhete:

Para que nunca se esqueça de mim.

Olhou para Jess que estava saindo do escritório.

-Jess! – chamou Lena e seu tom de voz assustou a secretaria –Quem trouxe isso?

-Uma moça – disse um tanto amedrontada –Ela me entregou e saiu minutos atrás...

Lena passou pela secretaria quase embarrando nela, olhou para as salas com vidraria, nenhum sinal dela, caminhou pelo corredor, a tempo de ver o elevador fechando e a sombra da mulher.

-Porra – praguejou e ouviu a respiração cansada de Sam.

Estava chamando a atenção de seus funcionários.

-O que houve? Lena...

-Um fantasma, um fantasma que não via há muito tempo. Jess chame o chefe de segurança quero falar com ele, agora.

                               * * *

Ela encarava o prédio, olhando para cima, o tempo de chuva se agravara. Houve uma movimentação agitada no saguão de entrada do prédio da L-Corp, Kara esbarrou em uma mulher de cabelos loiros, o capuz saiu de seu rosto, revelando uma mulher cansada, porém com faíscas de raiva em seus olhos.

-Meu Deus! Sinto muito – Kara a ajudou a se levantar –Eu não a vi... sinto muito.

-Kara! – Lena estava caminhando pelo saguão tinha seguranças logo atrás dela, os homens se espalharam pelo prédio.

A mulher que ela ajudara, não estava mais ali, Lena a procurou.

-Onde ela está? Viu para onde ela foi? – perguntou apressada, mas Kara não sabia responder, por não fazer ideia de quem Lena poderia estar falando –Ela falou com você? Kara!

-Eu não sei! – gritou Kara em resposta, estava assustada, contagiada pelo temor dela e a agonia, tudo filtrado pela pequena Danvers de maneira violenta pela atitude dela. As pessoas pararam seus afazeres para olhar para as duas –Me desculpe – pediu quase de forma sussurrada –Não faço ideia do que você está falando. Eu só... a ajudei a levantar...

Lena continuou a olhando de forma impassível. E, ela se pegou se sentindo um pouco diminuía por isso.

-Nenhum sinal dela – avisou um dos seguranças, Lena o dispensou com um gesto de mão e voltou sua atenção para Kara.

-O que está fazendo aqui? – perguntou Lena em um tom seco.

-Minha irmã mandou vir aqui, ela acha que você é toxica para mim...

-E você não? – Kara a olhou, ainda tinha resquícios da magoa de mais cedo –Vamos ao meu escritório conversaremos melhor...

-Não – novamente a frieza voltou para seus olhos, Lena inclinou a cabeça para o lado e seus braços se cruzaram embaixo do peito, estava sendo contrariada, ela não gostou disso, não gostou nenhum um pouco.

-Não achei que fosse ver você de novo.

-E não vai Lena – disse Kara e sentiu seus olhos arderem, ela não esperava que fosse chorar, e não queria chorar na frente dela –Eu... você disse que... – ela passou a mão em seu rosto antes que a lágrima se tornasse visível –Disse que se eu não quisesse... não acho que sirvo para o que você quer... eu... não quero mais ver você.

-Você tem certeza?

-Não.

Kara continuou encarando seus pés, se a olhasse, iria voltar atrás.

-Mas é o que eu quero – afirmou.

-Eu não quero deixar de ver você – a forma genuína com que ela falou a pegou de forma baixa.

-Então vai abrir mão disso tudo para estar comigo?

-Eu não posso fazer isso.

-Então, isso é um adeus Lena.

-Não acredito nisso Kara. Nós vamos nos ver de novo, e você vai aceitar ser minha de novo.

Kara finalmente a olhou nos olhos, e viu tanta segurança neles, que duvidou que isso não fosse verdade, ela cederia, na verdade, mesmo que tentasse parecer indiferente, forte em sua decisão, no fundo ela sabia que já havia cedido apenas de olhar para aquelas íris esmeralda.


Notas Finais


Ih... comentários? O que acharam do capítulo?


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