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História Submissa por negócios - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Momentos Depois


Aspen

- Levem esse desgraçado para o nosso lugar de tortura, fiquem de olho nele e esperem a próxima ordem! - falei enquanto pegava Marina no colo e ia com ela para o hospital em que tínhamos acordo. Eles cuidaram de Mari e, assim que ela estava melhor, os obriguei a liberarem ela para ir embora. Fui para casa com ela e deitei ela em nossa cama, cobrindo-a e me sentando na cama à sua frente, observando-a.

Eu vou acabar com aquele desgraçado que fez isso com minha mulher!, pensei com ódio, revendo como encontrei Marina. Suspirei e balancei a cabeça levemente, só querendo que ela acordasse logo.


★ ☆ ★ ☆


Marina

Acordei assustada e abri os olhos. Suspirei mais tranquila ao ver Aspen na minha frente, reconhecendo nosso quarto. 

- Mari… - ele sussurrou aliviado.

- Aspen… - balancei a cabeça levemente ao lembrar tudo que aconteceu, me encolhendo na cama e chorando baixo. Aspen tentou me tocar, mas me afastei um pouquinho e ele entendeu, se afastando sem forçar.

- Está tudo bem agora… eu prometo. - sussurrou.

- Você… me viu…? - sussurrei. Ele assentiu. - Desculpa…

- Mari, não foi culpa sua, nem pense nisso… 

- Você não entende… - me encolhi mais.

- Eu entendo, bebê… - ele sussurrou. - Mas você não tem culpa, você sofreu com eles e agora está segura, nada nem ninguém pode chegar perto de você. 

- Obrigada… 

- Agora tenta descansar e dormir… eu não vou sair daqui. - ele deu um sorriso leve, me acalmando.

- Meu pai… onde ele está?

Aspen suspirou. - Ele… está com Bonnie… 

- Ele não veio? Bonnie está bem?

- Ela está bem, só ficou preocupada… 

- Então ele preferiu ficar com ela…? - balancei a cabeça e fechei os olhos. 

- Mari, depois vocês conversam com calma… 

- Eu não quero ver ele… - sussurrei.

- Tudo bem. - ele disse baixinho.

Me virei na cama, sentindo meu corpo dolorido, mas bem melhor. - Aspen… - sussurrei. 

Ele ficou na minha frente, se abaixando em frente à cama. - Oi, meu bem. 

Olhei em seus olhos e sussurrei: - Não sai de perto de mim, por favor… 

Ele suspirou. - Não vou sair daqui por nada.

Suspirei mais aliviada. - Obrigada… - me encolhi mais, fechando os olhos e logo adormecendo, ainda exausta.


★ ☆ ★ ☆


Arthur

Não me deixaram ir ver Marina, segundo eles porque Aspen não iria gostar e porque ela precisava descansar. Fui para minha casa e Bella me mandou uma mensagem, querendo me encontrar no dia seguinte para almoçarmos. 

Chegando numa das lanchonetes que adorávamos ir, me sentei na sua frente após cumprimentá-la. Ela suspirou e me olhou.

- Como você está? - perguntou docemente.

- Estou mal… mas feliz por terem encontrado ela e estarem cuidando dela… - suspirei.

- Ela é uma mulher forte, logo vai estar bem melhor… - Bella sorriu, me dando apoio. 

- Espero que sim… - suspirei e fizemos nosso pedido. Bella era a única que sabia sobre meus sentimentos por Mari e não me julgava por isso.

- Se você quiser, podemos ir para a mansão depois do almoço, e aproveitar a tarde na piscina, como fazíamos… - ela disse e sorriu.

- Eu adoraria, mas preciso ir para o Ministério… - suspirei. - Tenho uma prova e depois um treinamento.

- Então vou torcer por você.

- Obrigado… - sorri e suspirei. 

Conversamos sobre vários outros assuntos e me distraí mais, me acalmando um pouco. 


★ ☆ ★ ☆


Aspen

Assim que Mari dormiu, pedi para que um segurança ficasse com ela no quarto, outros já estavam próximos do nosso apartamento, eu não deixaria ninguém chegar perto dela. Saí e aparatei na parte da empresa onde deixávamos as pessoas a serem torturadas. Um segurança me entregou a ficha do homem, um capanga de outra empresa do tráfico, inimiga de ambas as nossas empresas.

Vesti uma capa, entrei numa sala e encontrei o filho da puta sentado amarrado na cadeira elétrica. Assim que os seguranças me deixaram sozinho com ele, ficando apenas um segurança, me aproximei e olhei para ele.

- Você não sabe com quem se meteu…

- Sei sim, um moleque idiota que se acha o fodão só porque… - dei um soco na cara dele e ele riu. - Vai fazer comigo o que fiz com sua esposa gostosa? - me olhou. - Imagino que deva ter muito prazer com aquela vadia… 

- Cala a boca! - dei outro soco em seu rosto. Peguei uma faca e passei na cicatriz em seu rosto, fazendo-o gritar. - Você vai me dizer exatamente qual é o plano de vocês, ou vou acabar com você e todos eles.

- Eu sou mais forte do que sua putinha… - ele disse rindo.

Me afastei e usei Crucio nele, observando-o gritar com a dor. Cruzei os braços e parei o feitiço, falando baixo e usando a frieza que aprendi a ter durante os anos: - E eu sou mil vezes mais frio e pior que você. Não vou fazer com você o que fez com Marina, eu vou fazer pior. Vou fazer você se arrepender de ter entrado para o tráfico, se arrepender de ter nascido, de ter se envolvido conosco. Vou ser seu pior pesadelo. - sorri friamente.

Ele me olhava mais quieto e realmente parecia ter medo de mim. Dei uma risada seca e peguei um alicate. Magia era incrível, mas às vezes as técnicas trouxas também eram maravilhosas para a tortura. E eu aprendi muito bem a usar cada uma delas.

- Vamos começar, e garanto que vai se lembrar de mim em cada pesadelo que tiver… porque você não vai morrer, apenas sofrer. - falei e me aproximei devagar, abaixando na sua frente, sem remorso nenhum pelo que eu estava prestes a fazer.


★ ☆ ★ ☆


Marina

Eu sabia que não seria fácil, mas não imaginava que seria tão difícil. Nos últimos dois dias, eu praticamente dormi e chorei o dia todo. Aspen quis tirar minhas memórias e meu trauma, mas eu não deixei. Precisava passar por isso, superar para me tornar mais forte, e isso fez Aspen dizer que sentia muito orgulho de mim.

Ainda não conseguia deixar Aspen me tocar ou dormir ao meu lado na cama, mas precisava dele perto de mim ao mesmo tempo. Estava me sentindo diferente em vários sentidos, mas especialmente em relação a ele, só achei melhor ignorar isso por enquanto, estava emotiva demais.

- Eu vou ajeitar o colchão… - ele disse na segunda noite, enquanto se levantava da cadeira. Estávamos vendo filme no quarto, eu ainda sentia dores mas estava bem melhor. 

- Espera… vem aqui… - sussurrei e me afastei um pouquinho, dando espaço para ele na cama. 

- Tem certeza? - ele me olhou.

- Tenho… - sussurrei e respirei fundo. Aspen hesitou mas deitou ao meu lado. Puxei a coberta para cobrir ele também e ficamos nos olhando fixamente. 

- Mari, não quero fazer nada que você não esteja pronta… 

- Está tudo bem… eu preciso de você… - sussurrei e voltei a chorar. Ele acariciou meu rosto delicadamente, como se estivesse com medo de eu me afastar. Me aproximei mais e o abracei um pouquinho forte, escondendo meu rosto em seu pescoço.

Eu já não sentia nojo de mim, ainda estava meio humilhada, mas Aspen me fazia bem de uma forma inexplicável. 

- Eu estou aqui, não vou sair daqui… - ele sussurrou, me abraçando e acariciando meu cabelo delicadamente. 

- Obrigada… - sussurrei entre lágrimas, me acalmando aos poucos, até conseguir controlar o choro.

- Mari, seu pai ligou de novo… - ele disse depois de um tempo em silêncio.

- Eu não quero falar com ele, ele preferiu ficar com Bonnie… 

- Eu acho que vocês deveriam conversar.

- Por enquanto não… - suspirei. 

- Tudo bem.

- Arthur ligou? - olhei para ele. Não queria falar sobre Arthur, mas precisava saber.

Ele suspirou. - Ele foi na sua casa com Bonnie e Damon, mas achamos melhor ele não ir ao resgate, nem vir aqui. 

- Tudo bem… - sussurrei e voltei a esconder meu rosto em seu pescoço.

- Tenta descansar mais um pouquinho, Mari, eu vou continuar aqui sempre… 

- Obrigada… - dei um beijinho leve em seu pescoço e fechei os olhos, bem mais calma, relaxando com seu carinho.


Notas Finais


N/A: oii, gente… momentos complicados, Mari ainda com traumas, não tá fácil né. O que estão achando? Comentem, vocês são muito importantes para mim ♡


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