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História Submission - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi, gente, sei que demorei da data prevista de retorno, mas quando comecei não tinha cursinho e bem, agora estou tendo, só consegui postar hoje pois tive simulado de manhã e fiquei livre pela parte da tarde.

Senta que vem muito diálogo da Merlin com a Elizabeth, vamos ter a Elizabeth descobrindo mais sobre BDSM, espero que gostem e boa leitura, desculpem qualquer erro.

Capítulo 3 - Curious girl


Elizabeth destrancou à porta do apartamento com rapidez e tratou de fecha-lá apressadamente, escutando os passos pesados do senhor Dreyfus, enquanto o mesmo descia pelas escadas do prédio - já que os elevadores não funcionavam a cerca de 6 meses -, fugir dele havia se tornado uma rotina, já que sempre que a via, ele fazia questão de lembrá-la sobre o pagamento atrasado e em como ela era uma inútil que não teria como pagar, e ele dizia isso com certeza, bem, ela não duvidava, uma vez que sabia ser impossível conseguir toda aquela quantia em apenas algumas semanas.

 

Bufou irritada e chutou o tênis velho para o lado, podendo estalar os dedos dos pés que tanto doíam pela longa caminhada da cafeteria até sua casa. E com um suspiro longo e cansado, pode sorrir pequeno por estar no conforto de sua casa, que por mais que não fosse das melhores, ainda sim, era sua. Jogou-se no sofá e deixou suas coisas de lado junto do casaco marrom, esticando as pernas em cima do estofado.

 

Olhando para o teto por longos segundos, Elizabeth perguntou-se há quanto tempo não falava com sua família, há quanto tempo não escutava a voz doce e cansada de sua mãe, ou a risada infantil de Margaret. Com o sentimento de saudade instalado em seu peito, discou o número que ainda se lembrava bem de sua antiga casa, torcendo para que alguém ainda estivesse acordado e não atrapalhasse o sono de ninguém.

 

O celular chamava algumas vezes e aquilo já estava a deixando inquieta, ela precisava tanto falar com sua mãe naquele momento, mesmo que não fosse para falar de todos os problemas de sua vida, - sendo que não podia contar - ela só precisava escutar as vozes para que pudesse dormir tranquila naquela noite.

 

— Alô? 

 

Escutou a voz infantil de sua irmã e sentiu seus olhos encherem-se de lágrimas. 

 

— Oi, meu amor. — Sorriu passando os dedos abaixo dos olhos.

 

— Beth! — Exclamou surpresa e visivelmente feliz, aquilo fez com que Elizabeth sentisse uma vontade imensa de chorar. A irmã devia sentir sua falta e tanto tempo sem fazer uma ligação com toda certeza devia a deixar triste.

 

— Tá tudo bem? Como tá a mamãe? 

 

— Beth, eu to com saudade. — Sorriu escutando a voz manhosa da irmã. — A mamãe tá bem sim, ela tá melhorando aos poucos, mas tá dormindo agora.

 

Elizabeth soltou um suspiro longo e aliviado, fechando os olhos por alguns segundos, sentindo-se feliz pela mãe, que aparentemente, se recuperava a cada dia, porém aquilo logo morreu com a outra fala de sua irmã caçula.

 

— Mas a mamãe tá com muitas dívidas por conta dos remédios. — Estremeceu e podia jurar que Margaret fazia um bico insatisfeito do outro lado da linha. — Esse mês ela precisou de novos. Nem o que você manda foi o suficiente.

 

Elizabeth mordeu o lábio inferior apreensiva e ajeitou-se no sofá, de forma que ficasse mais à vontade diante daquela notícia, que com certeza a deixavam com os músculos de seu corpo tensos. — Ontem eu enviei mais, não se preocupe.

 

— Não acho que isso possa resolver tudo, Beth. — Ditou com uma voz chorosa. — Ela pegou empréstimo para pagar os remédios.

 

Elizabeth teve vontade de xingar naquele momento e se martirizar pelo resto da vida, mas se controlou por estar falando com a irmã ali, mesmo que Margaret já fosse uma criança tão evoluída para sua idade, ela não podia deixar transparecer o quanto aquela notícia à afetava, pois logo em um período tão apertado como aquele, onde não tinha nem o dinheiro do aluguel, ainda teria que lidar com o fato de não poder arcar com todas as despesas de sua família.

 

E Margaret era apenas uma criança para se envolver naquilo e tentar entender, mas ela faria tudo por elas e como sempre, daria um jeito.

 

— Eu vou enviar mais no final do mês, tudo bem? — Deu um sorriso triste e escutou a irmã suspirar na linha telefônica. Mesmo que não tivesse de onde tirar esse dinheiro, empréstimo era um meio fácil quando se estava despertado, e no caso delas, necessitando de remédios novos, porém no final não era tão bom assim, corria juros e quando mais você demorasse a apagar, mais caro ficava. 

 

— Beth...

 

— Sim? 

 

— Vamos nos ver logo? — Elizabeth sentiu seu peito apertar naquele momento, fazia exatamente 9 meses que não via a irmã, e sabia que a mesma sentia com sua falta.

 

— Eu prometo, meu amor. 

 

Margaret sorriu e Elizabeth teve certeza que os olhos da menina brilhavam naquele instante.

 

— Então você prometeu. — Ela riu e fez um barulho com a boca que Elizabeth considerou fofo. — Beth, eu preciso dormir agora, tenho aula amanhã. — Falou empolgada. — Quando a mamãe acordar eu aviso que você ligou.

 

Elizabeth apertou o telefone em seus dedos e concordou mesmo que Margaret não pudesse a ver.

 

— Eu te amo.

 

— Eu também te amo, Beth.

 

Sorriu tristemente quando escutou a linha muda, com apenas o zumbido de fundo, anunciando que a irmã havia desligado. Sentia o canto de seus olhos molhados, cheio de lágrimas que teimavam em cair. Ela estava sem saídas, com um emprego que pagava o mínimo, sem a sua tão amada faculdade, sem dinheiro para o aluguel e sem dinheiro para sua família.

 

Ela seria despejada em algumas semanas e teria que dar um jeito de continuar em Chicago. Gelda poderia ceder sua casa por um tempo, porém não seria algo duradouro, uma vez que a loira morava com seu tio, dono da cafeteria.

 

Ela precisava de um novo emprego, urgentemente. 

 

De forma afoita, procurou o jornal em cima de mesinha de centro e a caneta velha ao lado, abrindo exatamente na página onde diversos anúncios estavam disponíveis, com vários tipos de empregos, no entanto, aqueles que ainda pagavam o mínimo. 

 

— Empregada doméstica... — Sussurrou olhando todos os termos descritos. — Não... — Suspirou. — Paga pouco e eu não teria tempo de trabalhar na cafeteria. — Riscou de sua lista e começou a folhear um por um.

 

— Esse é bom. — Sorriu triunfante e circulou varias vezes aquelas pequenas palavras. — Garçonete pelo período de 10:00 às 15:00.

 

Aquele emprego poderia ir revertendo aos poucos sua situação, mesmo que em um primeiro salário fosse de longe resolver tudo, mas aos poucos ela conseguiria dinheiro o suficiente para pagar sua dívida.

 

— Amanhã eu vou lá. — Deixou o jornal de lado e jogou-se para trás novamente, deixando que sua mente a levasse a diversos pensamentos, sendo um desses a pequena cafeteria, mas precisamente, uma cliente, que agora tinha um nome, Merlin.

 

Agora ela sabia que no cartão vermelho não era a empresa e muito menos um tipo de marca em que a mesma era dona. Merlin era o nome dela e devia concordar que combinava muito com ela. Todo aquele ar misterioso e instigante que rondavam a mulher de cabelo negros e olhos ébanos.

 

E tão misteriosa quanto sua aparência, suas palavras também eram, com um toque de curiosidade no ar, isso, Elizabeth era curiosa e teimosa, e aquela mulher havia despertado aquilo nela. Uma curiosidade para uma garota curiosa.

 

Além de tudo, ela era curiosa, teimosa e impulsiva.

 

 

 

— Alô? 

 

Quando a voz por trás do telefone parecia tão a mesma quanto pessoalmente, Elizabeth soube que não havia ligado errado, em um ato impulsivo e curioso de saber mais, ela acabou ligando para Merlin, sem pensar nas consequências que aquilo lhe traria futuramente. 

 

Mordeu o lábio inferior apreensiva e escutou a respiração calma do outro lado do telefone, esperando pacientemente que ela tomasse a iniciativa de falar, quase que como soubesse que era ela atrás da linha.

 

— Oi... — Sussurrou quase inaudível, fazendo com que ela mesma duvidasse se sua voz havia saído naquele momento, porém Merlin pareceu ouvi-la quando soltou um murmúrio surpreso, que Elizabeth foi capaz de ouvir.

 

— Elizabeth, é você? — Perguntou curiosa. 

 

Elizabeth apertava os nós de seus dedos na calça jeans apertada, beliscando sua pele por baixo dela, a fisgada de dor a deixavam-na menos nervosa. Depois de longos segundo - que Elizabeth julgou ser uma eternidade -, suspirou calmamente e criou coragem para falar.

 

— Sim, sou eu. — Respondeu confiante.

 

— Oh. - Merlin sorriu lasciva, fazendo com que Elizabeth escutasse a lufada de ar em contato com o telefone. — O que devo a honra de sua ligação, querida? 

 

O tom de voz continuava o mesmo, ou seja, a confiança que a mesma tinha sobre si ainda era inabalável, a deixando tensa não só pessoalmente, quanto com uma simples ligação.

 

— Você pediu para eu ligar. — Concluiu.

 

Merlin demorou alguns segundos e voltou a falar. — Sim, de certa forma. — Pausou. — Mas para que você tenha ligado, você tem interesse em algo, hum? 

 

Elizabeth arregalou os olhos e tentou controlar a respiração para que não vacilasse em sua voz e gaguejasse perante a ela, mas fora quase impossível.

 

— E-eu- 

 

— Não precisa ter medo. — Merlin riu descontraída. — Você pode me perguntar qualquer coisa, percebi que és uma garota curiosa.

 

Elizabeth sentiu suas bochechas quentes de vergonha e andou calmamente em direção ao quarto, deitando-se em sua cama confortavelmente antes de continuar a conversa.

 

— Qual sua idade? — Resolveu que não entraria no assunto que queria saber logo de cara, começaria com coisas leves.

 

— Tenho 35 anos. 

 

Elizabeth arregalou os olhos incrédula. — 35?

 

— Isso te assusta? — Riu.

 

— Não. — Desfez suas expressão. — É que você parece ser bem mais nova.

 

— Já ouvi bastante isso. — Deu de ombros. — E você? Me pareces ser bem jovem.

 

— Tenho 21. 

 

— Você é bem nova mesmo. Isso é bom.

 

— Bom? — Arqueou as sobrancelhas confusa.

 

— Elizabeth, por que realmente me ligou? Sinto que não era para saber minha idade. — Desconversou, sentindo que Elizabeth ficou tensa do outro lado da linha, ficando muda por alguns segundos, mas ela esperaria pacientemente.

 

— Sobre seu trabalho, você me disse que trabalha com leilões, certo? — Criou coragem para perguntar aquilo que realmente tinha interesse e parecia remoer dentro de si.

 

— Isso.

 

—Leilões de BDSM. — Concluiu sobre o trabalho da mesma.

 

— Você pesquisou o que é BDSM, Elizabeth? — Questionou curiosa. — Ou você é leiga no assunto?

 

Elizabeth movimentou a cabeça para cima e para baixo, mesmo que Merlin não pudesse lhe ver. — Eu não sei o que é. — Respondeu tímida.

 

— Bem... — Merlin lambeu os lábios e sorriu. — Não quero que assuste, até porque muitas pessoas têm uma visão errada sobre esse mundo, espero que tenha uma mente aberta para saber sobre isso. 

 

— Claro. — Elizabeth falou rapidamente, cada vez mais curiosa sobre o assunto, o qual Merlin exalava seu mistério até em suas palavras. Ajeitou-se na cama de forma que ficasse sentada e com as costas apoiadas na parede, podendo escutar melhor a mulher.

 

— Irei lhe explicar, tudo bem? Espero que preste atenção.

 

Elizabeth mais uma vez concordou com um aceno de cabeça sem falar nada, mesmo que Merlin não pudesse ver, pelo seu silêncio, ela deduziu que ela havia consentido. 

 

—BDSM é um acrônimo para algumas práticas presentes nesse meu mundo, sendo elas Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão e Sadismo e Masoquismo.

 

Calada. Foi isso que Elizabeth ficou naquele momento, tentando processar tudo que Merlin havia lhe falado. Ela realmente não sabia o que significava BDSM, muito menos que isso que era um acrônimo para tantas coisas, que mesmo sendo leiga sobre, ela tinha uma ideia do que era, isso à assustava, de certa forma.

 

— Isso é... peculiar. — Disse, por fim.

 

Merlin riu e escutou as unhas longas batucarem em algum móvel próximo dela. — Não esperava algo como peculiar. — Respondeu sincera. — Eu lhe dei uma base do que significa BDSM, porém não é só isso, quero que saiba que tudo o que envolve BDSM é algo consensual, uma relação D/s totalmente proveitosa para ambos, então não se sinta assustada ou sinta estranhamento sobre o assunto, isso é algo totalmente normal, são apenas pessoas normais que buscam o prazer de diferentes formas.

 

— D/s? — Questionou confusa, porém sua mente ainda trabalhava sobre cada palavra dita por Merlin, começando a entender sobre o que ela se referia quando falava sobre BDSM.

 

— Uma relação de Dominador e Submisso, é assim que isso funciona. 

 

— Como... Como é isso? 

 

Elizabeth realmente estava interessada no assunto e isso a deixou inquieta, pois nunca havia ouvido falar sobre aquilo, mas incrivelmente foi de seu interesse.

 

— Como eu já disse, a relação é consensual, quando você entra para esse mundo, você descobre o que prefere ser, um dominador ou submisso, tem gente que prefere ser os dois, mas necessariamente ser o dominador não significa ser o ativo. O dominador exercesse o controle sobre o submisso durante uma cena e o submisso concorda em dar total controle para aquele com quem vive um relacionamento de D/s. Porém sempre é estabelecido um limite, por isso antes de tudo, é necessário uma negociação, onde dominador e submisso vão deixar em pauta seus limites e cuidados na hora, por isso é necessário que haja uma safeword.

 

— Acho que entendi. — Conclui pensativa. — Mas o que seria uma safeword? 

 

— É uma palavra de segurança, onde o submisso deve dizê-la quando achar que atingiu seu limite, o dominador deve parar imediatamente quando a safeword for dita, compreende? Sempre é algo são, seguro e consensual.

 

— Me parece realmente seguro. — Elizabeth mordeu os lábios e ruía as unhas de forma nervosa, em seu âmago, cada vez mais crescendo a curiosidade sem igual para o assunto que descobriu lhe fascinar um pouco.

 

Ela nunca havia tido contato com aquilo, porém parecia algo seguro, mas mesmo assim, ela não sabia se combinava com esse mundo, ainda.

 

— E é. — Merlin acrescentou em sua fala. — São pessoas normais, Elizabeth, apesar de todo preconceito que as pessoas têm com o nosso mundo, onde somos tachados de malucos sexuais, não é bem assim.

 

— Eu entendi, Merlin, realmente não acho que as pessoas que praticam isso sejam assim, se você disse que é algo seguro, confio em você. 

 

Merlim sorriu do outro lado, totalmente confiante e satisfeita pela resposta da garota de cabelos claros.

 

— Quer saber mais alguma coisa? 

 

— Bem... — Elizabeth sorriu e cruzou as mãos em cima de seu colo, mantendo a ligação no viva voz. — Você poderia me explicar casa sigla do BDSM? 

 

— Oh, claro. Isso realmente é necessário. — Bradou animada, de certa forma contente por Elizabeth estar realmente interessada no assunto. — Bem, o B seria de bondage, que seria a prática de restrição física, deixando o submisso incapaz de se mover, que poderia ser feito com a utilização de algemas, cordas, correntes ou algum outro objeto. O bondage é geralmente, mas nem sempre, uma prática sexual. O D tem dois significados, o primeiro é de disciplina, que seria algumas restrições psicológicas ou físicas, com o uso de regras e punições para controlar o comportamento do submisso, não se assuste com isso, Elizabeth. — Riu. — O outro D e o S, são de dominação e submissão, bem, basicamente envolvem a submissão de uma pessoa a outra, que seria o dominador, em um contexto ou estilo de vida erótico, o contato físico não é necessário em atividades de dominação e submissão, mas em muitos casos ele pode ser intensamente físico e estar envolvido com outros subgrupos como o sadomasoquismo. 

 

— Compreendo. — Elizabeth interrompeu com a voz séria e  centrada, totalmente inerte sobre o assunto.

 

— Agora sadismo e masoquismo é aquilo que entendemos por sadomasoquismo, porque os dois basicamente se completam, serve para descrever práticas consensuais que envolvam a troca de dor física ou emocional. O sadismo descreve o prazer sexual derivado da aplicação de dor, degradação, humilhação e sofrimento em geral a outra pessoa. Em contrapartida, o masoquista é aquele que recebe prazer ao ser ferido ou humilhado dentro desse cenário consensual.

 

— Eu nem sei o que dizer sobre tudo isso. — Merlin riu de sua fala. — Mas... — Elizabeth voltou a questionar. — Onde isso se encaixa nesse leilão que você trabalha? 

 

— Você tocou em um assunto interessante agora. — Deu um sorriso mínimo e satisfeito. — Eu tomo conta da gerência do leilão, sabe, seleciono pessoas a dedo que são de minha confiança para participar disso. — Suspirou de forma cansada e tornou a falar. — Ocorre em um clube totalmente seletivo, todos os sábados sem falta, pessoas da alta sociedade participam, tudo é mantido em sigilo, já que algumas pessoas não podem mostrar isso a público, justamente por todo o julgamento, sua identidade não é revelada quando se está lá dentro, somos totalmente profissionais.

 

— Pessoas importantes como? 

 

— Pessoas poderosas, Elizabeth. — Disse, sanando as dúvidas da garota quando enfatizou o “poderosas”, isso significava pessoas que realmente tinham muito em mãos.

 

— Continuando, o leilão funciona de forma básica, geralmente são pessoas iniciantes que tem curiosidade sobre, quase todos antes de saberem se preferem ser submissos ou dominadores, passam pela fase de submisso, é algo comum. Você é leiloado e um dominador paga por uma cena com você, uma cena seria o que chamamos de simulação, onde ambos encenam papéis de forma voluntária, em uma espécie de interação ou jogo erótico. A maior parte do dinheiro vai para a pessoa leiloada, e bem, você tem total direito de negar alguma proposta feita pelo seu dom, você precisa mostrar o que está no seu limite ou não, BDSM acima de tudo precisa ter comunicação. — Pausou e respirou fundo por despejar tantas coisas de uma vez. — Isso é só o básico.

 

— Uau. — Elizabeth falou surpresa e com o coração acelerado. — É algo realmente grandioso e que envolve tantas coisas.

 

— Sim. —  Merlin riu pela afobação da garota em saber mais sobre seu mundo. — Sabe... — Disse depois de alguns segundos apenas escutando a respiração uma da outra. — Tenho certeza que você daria uma ótima submissa.

 

Elizabeth arregalou os olhos e sentiu suas mãos suarem, completamente nervosa pelo que Merlin havia dito. Ela? Uma submissa? Abriu e fechou a boca diversas vezes, sem total controle do que poderia falar naquele momento.

 

— N-não sei. — Gaguejou e sentiu-se envergonhada. — Não acho que seria para mim. 

 

Merlim suspirou rendida. — Entendo, mas você não vai saber se não tentar certo? — Concluiu. — Hoje ainda é quinta, você tem um tempinho para pensar, você não precisa se sentir forçada a tentar nada, eu apenas quero que vá comigo até lá para entender mais e observar, como eu disse, você não precisa tentar nada. — Deu de ombros.

 

Elizabeth franziu o cenho confusa e olhou para o teto pensativa, pensando seriamente sobre as palavras da mulher .

 

— Irei pensar.

 

— Tudo bem. — Sorriu. — Irei aguardar sua resposta, Elizabeth, e sinta-se livre para pesquisar mais sobre, caso esteja interessada, é algo extremamente essencial que você saiba cadê vez mais, levando em conta que eu não lhe contei nem 1/3 sobre. Bem, tenha uma boa noite. 

 

E desligou, deixando Elizabeth com inúmeras dúvidas.


Notas Finais


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