História Submissive - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jimin, Chanbaek, Jikook, Jimin!bottom, Jimin!ômega, Jungkook!alfa, Jungkook!pirocudo, Jungkook!top, Kookmin, Mpreg, Namjin, Passivamin, Top!jungkook, Vhope, Yssminmin
Visualizações 4.093
Palavras 4.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Yo, bebês ❤

Quero agradecer imensamente pelos comentários e favoritos, ícones, vocês são demais <3

Boa leitura 🌈

Capítulo 5 - Dominador


Jimin estava muito exausto quando um novo dia amanheceu.

O ômega estava encolhidinho, de pezinhos cobertos por meias infantis e cheio de moletons, o cabelinho loiro e brilhante despenteado e mesmo assim o deixando infinitamente bonito. Jeongguk parecia um psicopata fitando seu esposo dormindo serenamente, que nem se tocou quando o mesmo abriu os olhinhos inchados e o fitou com um bico insatisfeito.

Sua marca ainda doía, seu corpo inteiro estava dormente e sua entrada ainda ardia dos dias anteriores, ele estava destruído. E queria a atenção de seu alfa, pois se não tivesse, nas suas condições, choraria horrores porque se sentia fraquinho e desmotivado. Mesmo que seu alfa transmitisse uma alegria fora do comum pela marca, ainda sim Jimin não conseguia se sentir bem com sua atual sentimentalidade: ele queria apenas berrar e se encolher nos braços quentinhos de Jeongguk.

E, poxa, ele não queria que seu alfa se sentisse triste ou irritado com ele, porque Jimin sabia que estava sendo insuportável, mas ele necessitava de Jeongguk e de seus mimos como necessitava de ar para respirar: ele estava sendo mimado e irritante? Ele não sabia, mas seu coraçãozinho se quebrava com o pensamento de seu marido o achar mimado e chato, doía mesmo.

— O que meu bebê está pensando? — Jeongguk indagou, bobo, mas os olhinhos cheios de lágrimas de Jimin foram a deixa que ele precisava para se levantar na cama e puxar o ômega para seus braços. Jimin imediatamente escondeu a cabeça de fios loiros no peitoral forte do maior, que acariciou suas costas e procurou seu olhar de maneira desesperada. Seu lobo estava agitado, ele precisava saber o que acontecia com seu ômega ou enlouqueceria. — Meu amor, olha pro Gguk. O que houve? — E Jimin o fitou, os olhinhos envergonhados e as bochechas coradas. Jeongguk o fitou preocupado, os olhos negros avaliando-o com rapidez.

O mais baixo encolheu o corpinho e deixou os ombros caírem, com um suspiro. Jeongguk o ajeitou em seu colo e acariciou sua nuca com gentileza.

— Eu sei que sou chato, G-Gukkie... — Jeongguk quase se derreteu com seu apelido saindo por aqueles lábios tão desejáveis e aquela vozinha tão doce, mas se focou no verdadeiro motivo da conversa. Jimin parecia uma bolinha bonita em seus braços e Jeongguk quase se derreteu de tanta fofura. — Mas por favor, não me deixa.

O alfa imediatamente arregalou os olhos negros e seu coração bateu frenético. Jimin achava que, algum dia de sua vida, deixaria-o? Jeongguk rezava todo santo dia para ele não deixá-lo, temia que seu pequeno percebesse a provável burrada que ele fizera aceitando-o como seu alfa e marido e fosse embora, carregando tudo que Jeongguk mais prezava em sua vida e amava: ele próprio, seu coração e sua vida. Se Jimin fosse embora, a vida de Jeongguk estaria acabada e ninguém nunca a consertaria, disso ele tinha toda a certeza do mundo.

Jimin ainda esperava uma resposta sua, mas ao sentir um corpo forte se colar ao seu de uma maneira maravilhosa imediatamente relaxou todo o corpo, retribuindo ao abraço e sentindo seu cheiro maravilhoso, sentindo-se relaxado instantaneamente, mesmo que ainda se sentisse fraquinho e cansado. Jeongguk, de uma maneira que Jimin não poderia explicar, era sua fonte. Sua fonte de força e persistência, e Jimin, era sua bolinha de amor e fofura.

— Nunca, jamais, ouse pensar que algum dia eu poderia deixá-lo. Jimin, eu te amo desde que eu era uma criança. — Os olhinhos de Jimin se arregalaram, mas imediatamente se encheram de lágrimas cristalinas e cheias de significados. O biquinho trêmulo de seu esposo apareceu e imediatamente Jeongguk o beijou, com devoção. Seu corpinho pequeno parecia também trêmulo, mas seus braços fortes o circulavam com amor e proteção: Jimin estava acolhido. Naquele ninho de amor e proteção onde ele sempre deveria ter estado. — Você não é chato, nunca vai ser, meu amor, você é a benção mais fantástica que eu já tive na vida: meu ômega. Sabe quantos dias eu implorei para você ser um beta e me deixar ser seu alfa? Milhões. Yoongi até disse que me bateria se um dia eu chegasse a repetir para ele que te queria, de tanto que eu te desejava e ainda desejo: você é o único que me encanta. E as outras ômegas com quem já me deitei? Elas não tem um terço da sua beleza, doçura e amor, Jeon Jimin. É você quem carrega meu sobrenome, é você quem carrega a minha marca, e será você quem carregará meus filhotes. — As bochechas de Jimin coraram com a fala e seus olhos brilharam imediatamente: ele adoraria carregar os filhotes de Jeongguk. Suas bochechinhas ficaram mais coradas com o pensamento e Jeongguk sorriu. — É você quem tem meu amor e é você quem carrega no dedo a minha aliança. Sua alma está entrelaçada a minha e foda-se o mundo, você é meu tanto quanto eu sou seu.

Os olhos de Jimin imediatamente queimaram, sua garganta se fechou e suas mãozinhas agarraram com força a camiseta fina que o alfa vestia; sua cabecinha se chocou com o peitoral do marido e as lágrimas desceram, abundantes e significativas. Jeongguk sorriu, bobo, e apenas deixou-o chorar, transmitindo pela marca calma e amor, fazendo Jimin ter ciência de seus verdadeiros sentimentos como um modo de fazê-lo parar de chorar. Ele entendia que seu ômega estava sensível e chorava por tudo, mas doía em si não poder fazer nada por aquilo. Jeongguk prometeu a si mesmo que nunca deixaria seus olhos se encherem de lágrimas por dor, então era como se o matasse lentamente ver aqueles lindos olhos reluzentes pelas lágrimas.

Jimin era sua maior preciosidade... Enlouqueceria sem ele, Jeongguk não fazia ideia de como pudera viver em um mundo, por vinte anos, sem ele. Não podia perdê-lo. Nunca.

— Como você consegue fazer isso? — Sussurrou, choroso. Jeongguk aspirou de seu cheiro de cereja e sorriu amarelo, ao que o loiro passou os dedinhos pequenos pelos olhinhos inchados e vermelhos e fez bico, a voz embargada. Jeongguk beijou seu rostinho inteiro e fez Jimin sorrir, coradinho. — P-Pabo. Gukkie, vamos levantar? — E seus olhos brilharam imediatamente, ao que um sorriso gigante rasgou seus lábios. Jeongguk sorriu. — Eu quero ligar pro Jin-hyung!

O sorriso que Jeongguk possuía nos lábios desapareceu imediatamente, ao que seus olhos negros brilharam em puro ciúme. Jimin o fitou, confuso, mas arregalou os olhinhos quando seu corpinho doído foi posto logo abaixo do enorme a sua frente, e suas pernas escancaradas ao que os ombros largos não o deixavam fechá-las. Jimin ofegou quando as mãos de dedos longos de Jeongguk puxaram sua calça e a jogaram longe, só o deixando de meias com desenhos aleatórios e uma cueca azul bebê, totalmente infantil e ridículo aos seus olhos. Jimin corou fortemente quando viu um sorriso totalmente malicioso trilhar os lábios finos, mesmo que seus olhos ainda demonstrassem raiva e posse.

— Meu bebê é tão inocente... — Jeongguk gemeu em satisfação, seu nariz se chocando com a protuberância já ereta de Jimin e cheirando com fome, desespero. Jimin sentiu-se arrepiar inteiramente. Seu marido parecia entorpecido por seu cheiro, totalmente apaixonado. O pequeno gemeu manhosamente. — Mas antes de ligar pro seu hyung, eu tenho que deixar meu cheiro em você, hum?

E Jimin gemeu sofrido, porque aquela altura, ele já sabia muito bem como Jeongguk faria para deixar seu cheiro nele: ele só esperava fielmente que sua entrada já estivesse curada, porque ele não conseguiria aguentá-lo ainda ferido pelo dia anterior, e céus... Jeongguk era muito pervertido!

Àquela manhã, gritos e ofegos foram ouvidos por toda mansão. Namjoon tivera de deixar a mansão aquele dia, porque a garganta de Park Jimin era muito potente e, ao que parecia, a estamina de Jeon Jeongguk muito mais.

Com certeza.

 

 

 

Jeongguk não conseguia tirar seus olhos da cena: estava completamente louco de ciúmes.

Jimin, ao telefone, parecia bastante animado e outra pessoa. O pequeno loirinho gesticulava, mesmo que soubesse perfeitamente que a outra pessoa do outro lado da linha não visse, seu sorriso de dentes brancos e os da frente levemente tortos que transformavam seus olhinhos em dois risquinhos e fazia suas bochechinhas corarem, seus olhos brilhantes e sua risada alegre e natural: sua vozinha doce e animada reverberando por seus ouvidos como o melhor som do universo. Ele entendia que seu ômega estava animado. Mas poxa, ainda assim lhe feria.

Seu lobo, a contragosto, estava desolado. Entendia perfeitamente que Jimin possuía amigos — na maioria alfas, pois o mesmo antes se classificava um perfeito alfa, coisa que Jeongguk acabaria em dois segundos pois ninguém tocaria em seu ômega sem ser ele —, e que ele se sentia feliz na presença deles, mas não conseguia entender como Jimin parecia mil vezes mais envergonhado e temeroso em sua presença do que de outras pessoas. Céus, era seu alfa. Seu esposo nunca deveria se sentir temeroso em sua presença, não deveria ter medo dele. Jeongguk se mataria bem lentamente se um dia pusesse seus dedos nele com o intuito de machucá-lo, com toda certeza. Então por que ele se sentia intimidado? Jeongguk realmente se feria. Ao seu ver, seu ômega se sentia assim pois não gostava dele. E aquele assunto o machucava.

— Como assim, Jin-hyung?! Por que não me disse antes?! — E a vozinha incrédula de Jimin lhe tirou de seus pensamentos. Jeongguk continuou a dobrar cuidadosamente as roupinhas de seu ômega, todas cheirosas e completamente a cara dele, cheias de desenhos e super heróis: Jimin ainda era um bebê. Seu bebê. Que agora sustentava um biquinho insatisfeito e choroso nos lábios carnudos. Jeongguk se agitou. — Aigoo, ninguém toca na minha sobrinha!

— Amor? — Jimin tirou os olhos da vista que possuía na janela de seu quarto e o fitou, os lindos olhinhos fitando-o de maneira desolada. Jeongguk foi para perto do esposo e sentou-se ao seu lado, trazendo as mãozinhas pequenas em direção as suas e acariciando-as delicadamente. — O que houve?

— Querem tirar a Jisoo do Jinnie-hyung, Kookie! Só porque ele perdeu recentemente o emprego, os avós maternos da minha sobrinha querem tomá-la dele! — Jeongguk ouviu um “Você tá contando a minha vida pro seu alfa? Jimin!”, mas ignorou brevemente e se focou nos olhinhos bonitos cheios de lágrimas. — Kookie, não deixa eles tirarem ela dele... P-Por favor.

Seu coração se partiu completamente ao ouvir a vozinha falha do baixinho, e de sua face totalmente abatida, então imediatamente o trouxe para seu peito com o intuito de acalmá-lo. Jimin soluçou brevemente.

— K-Kookie, eles não podem se separar, a-aish, foi ele quem cuidou da Jisoo desde que ela nasceu, Gukkie... — Jeongguk assentiu, de repente curioso sobre a vida daquele Jin, mas seu esposo ainda tremia em seus braços então se focou apenas nele. — Se coloca no lugar deles, Jeonggukkie, e se... Fosse a gente? E se quisessem tirar nossos f-filhotes da gente? — E aquela simples pergunta foi o fim de Jeongguk. Céus, o sorriso bobo que ele deixou escapar logo em seguida destruiu Jimin de todas as maneiras.

Com sua excelente audição ouviu um “Park Jimin, você está me envergonhando! Céus...”, de uma voz desesperada e bonita. Jeongguk imediatamente beijou os cabelos macios do esposo e o embalou em seus braços protetores, sentindo que, junto as lágrimas de Jimin, os tremores em seu corpo desapareceram, aos poucos. O baixinho ainda choramingava em seus braços quando Jeongguk beijou atrás de sua orelha e o fez se arrepiar completamente.

— Temos uma nova vaga aqui na mansão: seu babá. — Jimin franziu o cenho, confuso, mas bastou um sorriso divertido de Jeongguk e imediatamente seus olhos brilharam, alegres. — De qualquer modo, meu amor, você ficaria sozinho nessa mansão quando eu voltasse ao trabalho e a faculdade. E além do mais, você ainda é um bebezinho: precisa de cuidados. — Mesmo que aquilo devesse ferir seu orgulho, aquela frase lhe deixou radiante: seu lobo amou a ideia de agradar seu alfa. Se Jeongguk o achava um bebê, tudo bem. Queria ser cuidado por ele como um bebê, mesmo. — E o que melhor que dar essa vaga para um fiel amigo seu que precisa urgentemente de um bom emprego?

— Céus, alfa, eu tô tão apaixonado por você... — Declarou, totalmente hipnotizado pelo rosto perfeito de seu marido, sequer se tocando da frase proferida por si. Jeongguk sentiu seu coração falhar uma batida e ficou pálido, os lábios curvando-se imediatamente em um sorriso desacreditado e bobo, ao que Jimin os fitou e imediatamente arregalou os olhos, ficando coradinho logo em seguida. Jeongguk abaixou-se e capturou seus lábios em um beijo singelo, fazendo Jimin ofegar contra sua boca. — E-Eu não quis dizer isso, e-eu...

— Céus, ômega, eu te amo tanto. — Foi sincero, rouco, a voz doce e grave bem ao pé do ouvido de Jimin, que derreteu-se em seus braços como uma gelatina de tão mole. Jeongguk riu e o abraçou mais forte, certificando-se de não machucá-lo. Jimin possuía os olhos brilhantes como lágrimas reluzentes e um sorriso tão bonito nos lábios delicados que foi impossível para Jeongguk não beijar a marca em seu pescoço com amor, sentindo-o arrepiar inteiro em seus braços. — Meu Deus, Jimin, você não sabe o quanto me deixa feliz saber que está se apaixonando por mim, mesmo que as poucos... Eu te amo tanto. — E Jimin fechou os olhinhos, sorrindo bobo para o nada ao que Jeongguk beijou suas bochechas coradas em múltiplos beijinhos, acarretando em um Jimin risonho e corado em seus braços.

— Hyung? — Sussurrou, ainda todo derretido em seus braços. Jeongguk riu e acariciou seus cabelos loiros. — Você já tem um emprego, e vai vir morar com a Jisoo aqui imediatamente! Ai, Kookie — e virou-se para o marido que deu toda sua atenção para o pequeno em seus braços. — Você vai amar a Jisoo, ela é tão preciosa...! Uma verdadeira princesa! Eu sou o padrinho dela, mas sei que ela vai amar você porque segundo ela eu e o hyung não parecemos appa e oppa, porque não parecemos alfas. — Jeongguk riu alto da carinha emburrada do outro. — Então eu sei que ela vai amar você e o Namjoon-hyung porque exalam testosterona pelos poros, ela é ômega também.

— Tenho a certeza de que irei amá-la, sim. — Jimin sorriu belamente, parecendo um anjinho reluzente em seus braços. Jeongguk beijou seus cabelos e sentiu o menor se aninhar em seus braços como um pequeno gatinho manhoso. — Appa saiu para a empresa hoje, deixarei Yoongi cuidando de tudo junto dele enquanto estivermos fora e só voltaremos na época das minhas provas, que acontecerão daqui há três semanas. Temos três semanas inteiras sozinhos em uma casa de praia, como se sente, meu amor? — E Jimin brincou com os dedinhos, esquecendo-se totalmente de um Jin petrificado do outro lado da linha. O alfa lembrou-se do beta e fez um gesto para o celular que Jimin possuía em mãos, o que fez o ômega lembrar-se do amigo e sorrir amarelo. — Podem conversar, estarei arrumando as malas.

— Quer ajuda, Kookie? — O alfa sorriu agradecido e negou, ao que Jimin puxou as perninhas e juntou-as em direção a seu próprio peitoral, brincando com os pezinhos pequenos e mexendo os dedinhos presos por suas meias inseparáveis. Jimin possuía muito frio — Jeongguk observou bem em como os poucos pelinhos loiros de seu corpo se arrepiavam quando algum ar gélido se chocava com sua pele —, então procurava sempre estar acolhido em roupas quentinhas. E agora, com sua atual condição, era alguém que adoecia muito fácil. Jeongguk nunca deixaria Jimin adoecer e por isso possuía um cuidado excessivo com seu ômega. — Ah, Jin-hyung, nós ficaremos juntinhos! E ainda ficarei perto da minha sobrinha, ah, Kookie, muito obrigada! — E sorriu bonito, os olhinhos transformando-se em dois risquinhos e fazendo Jeongguk negar, sorrindo com seus dentinhos de coelho salientes. Jimin se derreteu.

Se arrependia amargamente de um dia ter falado mal de sua aparência, na época, só o fato de olhá-lo lhe embrulhava o estomago. Jimin realmente não gostava de lembrar dessa época, mas, como um modo de esquecer sua fisionomia, simplesmente esbravejava aos quatro ventos como odiava a aparência de Jeongguk: ele sempre fora lindo. De uma maneira surreal, tanto que todas as ômegas da escola apenas o queriam. Jimin realmente não queria lembrar delas, não queria sentir aquela famosa raiva desumana que tinha quando só o pensamento de alguma um dia ter dormido naquela cama que agora ambos partilhavam, casados. Jimin realmente não queria ter que chorar simplesmente por se sentir menos importante para seu alfa por ser homem, por não ter a delicadeza verdadeira de uma ômega que sempre fora criada para se portar como tal: ele não tinha nada aquilo. Era apenas um ômega que sempre se camuflara em um corpo e atitude de alfa; que agora sempre chorava porque estava muito sensível. Mas aquela era sua parte ômega falando. O Jimin verdadeiro nunca choraria por banalidades que antes acharia idiota; e aquilo doía.

Porque se sentir menos por algo era horrível.

— Jin-hyung? — Sussurrou, tristonho, fazendo imediatamente o lobo interno de Jeongguk se sentir desesperado quando sentiu uma enorme tristeza o dominar. Seokjin, do outro lado da linha, pareceu preocupado, mas Jeongguk apenas queria seu esposo em seus braços para saber o que se passava, estava preocupadíssimo. — Depois nos falamos, t-tá? Manda um beijo na Jisoo por mim, hum? Te ligo depois pra conversarmos, b-beijos. — E desligou, abaixando a cabecinha enquanto lágrimas grossas e sofridas desciam pelas bochechas salientes. Imediatamente Jeongguk foi para o seu lado e o abraçou apertado, ao que Jimin se encolheu mais ainda e soluçou baixinho.

— Jimin? Amor, o que houve? Eu fiz algo de errado? Por favor, meu anjo, não chora. — E suspirou alto, em clara dor pela dor de seu ômega. Jimin imediatamente mordeu seu lábio inferior fortemente, engolindo o choro com muito custo e deixando-se cair manhosamente nos braços do alfa, sentindo de perto seus batimentos cardíacos frenéticos e descompassados. Jeongguk aspirou fundo o cheiro bom que Jimin exalava como um modo de acalmar-se, porque mesmo que não se sentisse irritado quanto a Jimin estar sensível, ainda sim doía nele a clara dor de seu ômega. Queria apenas vê-lo bem e sorrindo.

— Você q-queria que eu tivesse sido melhor pra você antes? — Jeongguk mordeu o lábio inferior e Jimin o fitou, seus olhos inchadinhos e pequeninos. Jeongguk suspirou alto e Jimin fez bico.

— Anjo, o que você foi ou o que você será nunca interferirá no meu amor por você. Se você foi rude e ruim comigo no passado, isso apenas contribuiu para o dia de hoje. Se você hoje é esse meu ômega manhoso e sensível, eu apenas tenho que agradecer. Eu me feri muito no passado pelas suas atitudes, não nego e assumo, mas eu te amei mesmo assim. Só não faça mais isso, o amor que eu sinto por você é grande demais para eu aguentar um só dia da minha vida sendo desprezado por você. Eu morreria. — Declarou, totalmente sincero. Jimin assentiu e aspirou fundo, tentando acalmar-se. — Agora não chora, meu anjo, meu lobo fica tremendamente desesperado para matar quem quer que tenha o feito chorar: a parte ruim é que você chora por tudo. Até mesmo pelo seu próprio pensamento. E eu não posso matar seus pensamentos. — Jimin riu alto e Jeongguk sorriu aliviado por tê-lo feito sorrir. — Eu te amo.

Jimin mordeu o lábio inferior e corou, brincando com os dedinhos pequeninos e fazendo Jeongguk sorrir bobo, enquanto levantava-se com o destino de ir arrumar as malas, quando a vozinha baixa e tímida de Jimin reverberou por seus ouvidos, falha e hesitante.

— Eu realmente gosto de você, Gukkie... M-Muito. — Jeongguk sorriu, suspirando logo em seguida... Porque seu ômega era perfeito, e o melhor de tudo: era apenas dele.

— Eu também gosto de você, amor. Muito. — E Jimin sorriu... Porque seu alfa, seu alfa era muito mais do que ele poderia querer: Jeongguk era muito mais do que ele merecia, e era apenas dele.

Seu... Como ele sempre foi e como ele sempre seria.

 

 

 

Namjoon chegou a mansão Jeon totalmente esgotado.

Faziam dois anos desde a última vez que ficara tão arduamente na empresa, desde que Jeongguk havia assumido o cargo de presidente, poucas foram as vezes que o mais velho ia visitá-lo. Namjoon passara bons anos de sua vida se dedicando totalmente a empresa, e infelizmente perdera os anos que poderia ter passado com sua falecida esposa, fazendo mais e mais negócios desnecessários. Sua herança era gigantesca e os cofres da família faltavam estourar, mas na época, quanto mais dinheiro, melhor. Infelizmente, Momo havia falecido antes de Namjoon perceber que tudo era idiotice e que dinheiro não traria sua mulher de volta, e desde então se dedicou mais a família e fez Jeongguk perceber aquilo também: e ele nunca faria o filho deixar o esposo sozinho em casa estando recém-casado. Jeongguk teria o descanso merecido que, por sua própria culpa, no começo de seu casamento não havia tido. Mas faria diferente com seu filhote.

— Filhote? Jimin? — Indagou, mas obteve o mais profundo silencio. Namjoon deu de ombros e se pôs a massagear os ombros tensos, sentia o cheiro forte e possessivo de Jeongguk por toda a casa e o cheirinho doce de Jimin, que se camuflava e muito com o de Jeongguk. Por isso nem se preocupou e caiu no sofá, fechando os olhos negros levemente e suspirando cansado.

Deveria se colocar em pé e ir em direção ao quarto do filho, afinal, ambos iriam sair em lua de mel no dia seguinte e Namjoon queria deixá-los a par de tudo, mas suas pernas cansadas lhe diziam o contrário. Namjoon soltou uma risada alta quando percebeu que, por meio de um pensamento seu, ele estava ficando velho. Possuía apenas trinta e oito anos e já estava imensamente cansado com um dia de trabalho na empresa, ele realmente nem queria saber como seria se voltasse a trabalhar normalmente com seu primogênito.

— Appa? — A voz grave de Jeongguk reverberou pela sala e Namjoon focou os olhos negros no mesmo, em sua camisa social branca dobrada nos cotovelos e levemente aberta, e em um Jimin encolhido e corado com suas mãos entrelaçadas, o mesmo moletom de quando saíra. E em seus pés, meias verdes cheias de desenhos. — Como foi hoje na empresa? Yoongi deu muito trabalho? — Namjoon riu e negou, fazendo Jeongguk sorrir largo e sentar-se no sofá a frente, pondo um Jimin molinho em seus braços e protegendo-o neles. O loirinho apenas fechou os olhos e respirou fundo, sentindo que naquele quentinho ele realmente estava completo. — Fico feliz. Ele quase nunca gosta quando eu deixo pra ele a função principal da empresa.

— Brigou com quase todo mundo hoje. Mas como sempre, é o Yoongi. Não seria ele se não brigasse. E como você está hoje, Jimin-ah? — Indagou, simpático. Jimin corou e sorriu envergonhado.

— M-Muito bem, Namjoon-hyung, muito obrigado. — E brincou com os dedinhos gordinhos, querendo se fundir a Jeongguk. — E m-meu Appa?

— Oh, Chanyeol está muito bem. Ele vem aqui pela manhã, antes de vocês irem. Ele quer se despedir de vocês, também quer dar um aviso ao Jeongguk, que, inclusive, se prepare: você sairá em lua de mel com o filho dele. Se algo acontecer, ele o matará. — Jimin riu e Jeongguk fez uma careta, apertando a cintura de seu ômega. — Vocês estão tão bonitos assim, um casal... Eu sempre soube que dariam certo juntos.

— Para, Appa, está deixando o Jimin corado. — E Namjoon riu alto ao visualizar o rostinho corado do genro. — E, alias, eu estava esperando o senhor chegar para falar sobre algo. Teremos mais um empregado na mansão, e a função dele é cuidar do Jimin e fazer companhia. — Namjoon ergueu as sobrancelhas e assentiu. — É um amigo dele que infelizmente está em uma situação delicada: querem tomar a filha dele porque ele perdeu o emprego recentemente e não tem como se sustentarem. Não é uma situação horrível? — E Namjoon assentiu, horrorizado. Céus, nem queria se imaginar na pele daquele pobre coitado. — Combinamos de agora ele vir aqui falar sobre isso, espero que não se incomode, Appa.

— Oh, claro que não. Estou curioso sobre isso. — E Jeongguk assentiu, ao que na mesma hora a campainha da mansão tocava anunciando a chegada de alguém. Uma empregada imediatamente veio atender a porta e todos levantaram-se, imediatamente Jimin se desvencilhando-se dos braços de Jeongguk para correr em direção a um homem muito maior que ele, que carregava nos braços uma pequena garotinha de longos cabelos castanhos e olhos enormes. A garotinha, assim que viu Jimin, imediatamente abriu um sorriso de dentes pequeninos e se remexeu toda nos braços do maior, que a pôs no chão. Imediatamente a menininha correu em direção a um Jimin já choroso.

— Padrinho Chim! — Gritou, jogando-se nos braços de Jimin que a abraçou como se quisesse esmagá-la. Jeongguk sorriu levemente e logo em seguida educadamente para o homem de cabelo loiro, que possuía as bochechas coradas e um olhar envergonhado. Parecia tímido em estar em um lugar tão luxuoso como aquela mansão em roupas tão velhas, mas não é como se Jeongguk se importasse. Não ligava para aquilo, nunca ligou.

— Oh, meu amor, o padrinho sentiu tanto a sua falta... — Jimin murmurou, choroso, e a menininha fez um bico chorosa também. Namjoon faltou morrer de tanta fofura e Jeongguk riu, encantado. — Jin! Oh, meu Deus!

— P-Prazer, meu nome é Kim Seokjin, mas p-podem me chamar só de Jin. — O beta falou, tímido. Jeongguk sorriu educadamente e curvou-se, ao que um Namjoon continuou do mesmo jeito ao seu lado, o que fez Jeongguk virar-se para o pai e fitá-lo como se esperasse para o mesmo fazer o mesmo que si, esperando-o cumprimentar um Seokjin ainda mais corado.

Mas Namjoon estava petrificado ao seu lado, apenas fitando o rosto corado do mais baixo com os olhos brilhantes, cheios de... sentimentos. Seu coração bateu forte ao fitar aqueles lindos olhos tímidos e sentiu seu ar faltar ao vê-lo corar, todo tímido, o corpo magro encolhido e seus ombros largos abaixados, fazendo-o ficar tão pequeno aos olhos de Namjoon... E, de repente, seu único pensamento simplesmente era aquele:

Ele é meu.

Meu e somente meu.

— Me chamo Jeon Namjoon, Seokjin, e é bom você saber que em breve terá uma aliança em seu dedo e que seu sobrenome será Jeon, porque de agora em diante você me pertence: e você é perfeito, princesa.

E todos os queixos no recinto caíram, perplexos.

Oh, Deus.


Notas Finais


Jeon, né, gente <3

⚠ Sabemos que o Jin não é uma mulher para ser chamado de princesa, porém, esse é um "apelido" que o Nam usará algumas vezes para se referir a ele, kay? ._. ⚠

Bjões amores e até a próxima att ❤️🌈


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