História Submisso - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais
Tags Bts, Drama, Jeongguk, Jikook, Jimin, Kookmin, Lemon, Romance, Submisso, Yaoi
Visualizações 381
Palavras 1.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A idade dos membros não corresponde a realidade.
Essa é uma história que eu já havia postado, mas resolvi reescrevê-la,e aqui está.
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Medo


Medo
{substantivo masculino}

- temor, ansiedade irracional ou fundamentada; receio.

 

Há poucos meses que Park Jimin chegou a Seul. Por conta do trabalho de seu pai, sua "família", precisou sair da antiga cidade, e mudar-se as pressas para ali. Ele acostumou-se rapidamente, já que não tinha amigos, ou alguém que iria se preocupar com ele. Sua mãe, matriculou a ele e a irmã mais nova, Hyaelim, na escola de prestígio do bairro: Saint Thomaz. Por seu pai trabalhar com o prefeito, conseguiu a vaga facilmente, sem precisar se humilhar na frente dos ricos da cidade. Logo, ele começou a entender o funcionamento da Saint Thomaz, e percebeu que não era apenas um colégio para os ricos. Tudo, era movido a apostas, e aqueles que perdiam, viravam submissos de diversos níveis.

Uma tela, no saguão principal, mostrava os dez nomes que ‘reinavam’ ali. Eles eram as pessoas que nunca perdiam, e que eram os melhores em tudo, dentre elas, Jeon Jeongguk, o filho do prefeito, Kim Taehyung, o filho do vice-prefeito e Lee Seonee, a filha da deputada mais votada nas últimas eleições, que nessa ordem ocupavam o topo da lista. E abaixo da tela, havia a única regra que todos seguiam ‘aposte primeiro, se quiser se tornar o príncipe’.

***

Park Jimin, pegou seu rémedio o engoliu rapidamente e saiu de casa antes de seus pais acordarem. Não queria ter o desprazer de dar de cara com o Jungi, este sendo o homem que o adotou, por pressão da mulher. Não podia negar que odiava aquela família, aquele homem e aquela garota a quem deveria chamar de irmã, mas ainda, suportava a tudo, devido a sua mãe, a única sensata na família. Ele era grato a ela, mais que tudo em sua vida porém se tivesse coragem, uma faca entrando no coração daquele maldito não seria uma má ideia.

Ao chegar na escola, procurava algo para comer, e em seguida ia para a sua sala de aula, se concentrar em alguma matéria que não estudara no dia anterior. Fazia isso todos os dias, no automático, e nunca percebia, quando os outros alunos chegavam, e se aglomeravam nas mesas, começando o falatório alto. Mas, naquele dia, as pessoas não chegaram rapidamente, poucos perambulavam pela sala, e ainda, pareciam bastante ansiosos com algo que iria acontecer. Sem dar muita importância, continuou a revisar o assunto de matemática, mas fora interrompido por uma mão que pousou em seu livro, cobrindo as letras.

Encarou a pessoa a sua frente.

– Park Jimin, o Jeonggukie, quer te desafiar a uma aposta. – Kim Taehyung estava a sua frente, o encarando com aqueles olhos sem vida.

– Não irei aceitar. – Disse sem rodeios, mas sentindo-se estranho. Ninguém, nunca falara com ele antes, naquela escola

– Acho que ainda não conhece muito bem as regras, não é mesmo? – Sorriu, aproximando seu rosto, até ficarem a centímetros de distância. – Não se pode negar um pedido do primeiro da lista, a não ser que, você queira o castigo diretamente. – Jimin não queria admitir, mas sentia medo deles. Sempre ao passar próximo do Jeongguk, seu corpo estremecia, algo ruim emanava dele, e mesmo que fizessem apenas uma aula juntos, e sentando o mais longe possível, ainda sentia a sede de sangue do garoto. Era algo que não se podia explicar.

Ele olhou em volta, e o número de alunos ali aumentou. Então esse era o motivo, as pessoas já sabiam da aposta, e queriam saber qual seria a punição de Jimin, pois, todos sabiam que ele nunca iria ganhar do primeiro. O único problema, era que as apostas envolviam tudo, desde um simples jogo de cartas até a morte de uma pessoa, e o pedido vindo do primeiro, com certeza não seria jogar pedra papel ou tesoura.

– Vamos Park Jimin. É uma desfeita deixar o primeiro esperando. – Taehyung, afastou-se do garoto, que levantou.

Pelo caminho, ainda se perguntava como a polícia nunca questionou as mortes, ou a quantia que rolava ali dentro. Parecia mais um cassino do que mesmo um colégio.

Ele tinha alguns segundos para sair correndo, e apenas desistir daquilo tudo, mas queria poder ter a chance de ficar no top dez. Ele não era a pior pessoa da escola, mas estava longe de ser a primeira, sua única qualidade são suas notas, que mesmo sendo boas, ainda não supera o Jeon Jeongguk.

– A aposta será simples. – Ele sorriu e Jimin o encarou. Parecia que seu corpo havia paralisado de medo, e ele não entendia o motivo.

Todos ao seu redor pareciam ter prendido a respiração, e Taehyung e Seonee sorriam, por detrás de Jeongguk. Com certeza já sabiam o que o outro iria apostar, e estavam se divertindo com isso. O medo de Jimin, estava divertindo a todos, e Jeongguk, mal podia esperar para ter seu prêmio, todo para si.

– Não gosto muito da professora de literatura. – Começou. – Que tal se apostarmos a vida dela? – Engoli em seco e encarei as pessoas a minha volta.

Uma garota, provavelmente do primeiro ano me olhou assustada. A gente nunca se falou, mas pude ver o medo em seu olhar. Ele reuniu seu único resquício de coragem e correu na direção do Jeongguk.

– Ela é a minha mãe! – Ela gritou, já chorando. Suas lágrimas eram tantas que borrou sua maquiagem. – Você não tem esse direito! – Todos estavam calados, e sua voz ecoava por todo o salão.

Taehyung me encarava, enquanto Seonee fazia cara de desinteressada, enquanto lixava sua unha. Jeongguk por outro lado soltou uma gargalhada tão alta, que meu corpo por inteiro se arrepiou.

Isso era o medo.

– Não tenho nada a ver com isso. Caso queira salvá-la, entre na aposta. Me mate, antes de matá-la, e meu prêmio quando eu ganhar, será os dois virando meus escravos. – A garota me olhou. Seu olhar pediu por favor, mas eu não pude fazer nada.

– Se eu ganhar, qual será meu prêmio? – Consegui perguntar, ainda olhando para a garota que suplicava por socorro.

– Eu, fazendo tudo para você.

Minha mente rodou. Caso que ganhasse, eu teria algo para chamar de meu, mas aí, me tornaria a pessoa que mais odeio. Manipuladores.

Olhei em volta, as pessoas estavam ansiosas pela minha resposta, e eu, mais ainda, para sair dali. Aquele lugar estava me sufocando.

– Se recusar, seu castigo virá de brinde. – O sorriso não saiu de seu rosto um só momento, até ele aproximar-se de mim, e se abaixar até ficar de minha altura. – E então, Park Jimin? Você será meu agora, ou depois?

***

A aula havia chegado ao fim, e Jimin pegava suas coisas e guardava automaticamente em sua mochila. Seu corpo estava gelado, e provavelmente ficaria doente, mas, pelo menos, a pessoa morta não foi sua culpa.

Ele ainda não acreditava, que antes do final da aula, Jeongguk aparecera em sua sala de cálculo, com seu sorriso de sempre, e manchas em seu corpo. A garota de mais cedo o encarou. Seu corpo apenas se moveu, e o seguiu até uma sala no subsolo do salão principal.

O outro entrou primeiro, e em seguida, sua mão foi sua boca, prendendo o grito que sairia em seguida, ao ver sua professora de literatura esquartejada naquela caixa de madeira.

O vômito subiu rapidamente, fazendo sua boca, ficar com um enorme gosto de azedo. A tontura aumentou, e o suor percorreu por todo seu corpo. Sua visão ficou turva, e ele apenas sentiu Jeongguk aproximando-se cada vez mais dele.

Ainda conseguiu sentir o hálito quente do garoto, e seus lábios se encontrando, antes de desmaiar em seus braços.



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