História Submisso a você - Capítulo 3


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Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Murdoc Niccals, Noodle, Russel Hobbs
Tags 2doc
Visualizações 62
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - "Expressões de surpresa"


Fanfic / Fanfiction Submisso a você - Capítulo 3 - "Expressões de surpresa"

Acordei totalmente tonto, tudo naquele momento estava girando, era difícil dizer onde eu estava, até minha cabeça parar de girar e tudo voltar ao normal. Eu me encontrava deitado na cama do meu quarto, eu não estava lembrando de nada que havia acontecido, nem sei como eu fui parar na cama, não sabia nem o horário. Dei uma breve olhada no relógio que indicava ser três da tarde, me sentei na cama na tentativa de pôr as memórias em ordem, tive uma memória vaga de ter ido para o quarto de Murdoc e aos poucos eu me lembro de ter recebido um beijo, mas depois do beijo o que realmente aconteceu? Não duvido nada que eu tenha sido drogado por ele, porém porque ele iria me drogar? 

Parei de pensar no assunto quando ouvi a porta do quarto ser aberta lentamente. Aqueles dedos finos e verdes invadindo lentamente o meu espaço, logo após pude ver sua linda cabeleira negra toda bagunçada. (Porque diabos eu acho lindo?!) Aos poucos ele ia entrando, nossos olhos se encontraram até o momento em que eu comecei a encarar o meu colo.  

-Ah oi, pensei que não ia mais acorda. -Ele falou calmo e com aquela voz rouca de sempre, porém a forma como as palavras saíram, não soou nada grosseiro como o normal.  

Permaneci calado ao percebe ele se aproximando de mim, ele se abaixou em minha frente e me olhou fixamente. -Você me drogou? -Indaguei com certo receio.     

-E se a resposta for sim? Iria mudar alguma coisa? -Ele continuou me olhando como se não tivesse acontecido absolutamente nada.  

-Se a resposta for sim, então eu pergunto, por que você fez isso? -Continuei receoso.  

Fui jogado na cama de uma forma um tanto excitante. Murdoc repousou seu corpo sobre o meu, ainda mantendo contato fixo com os meus olhos. Eu como não aguento um simples contato de corpo, corei. Ele aproximou seu nariz da minha camisa e inspirou forte como se precisasse daquilo. -Se eu disser o motivo –Ele fez uma pausa, percebi que ele estava receoso também. -Esqueça, eu não irei dizer o motivo, não te devo explicações das minhas ações. -Ele continuou com a cara enfiada na minha camisa. -Seu cheiro é tão apetitoso. -Eu sentir a excitação dele com essas palavras, seu peito subia e descia de uma forma sem sincronia em uma velocidade exorbitante, eu poria dizer que ele estava se segurando.  

Repousei minha mão sobre os seus cabelos, Murdoc levanto o rosto rapidamente e eu pude ver sua face corada, pela primeira vez eu o vi assim, era algo surpreendente. Ele se levantou de cima de mim e me deu uma última olhada. -Só vim saber se você estava bem.  -Ele se dirigiu até a porta e saiu.  

Ele nunca nem se quer quis saber se eu continuava vivo, por que iria querer saber se eu estou bem? Eu tenho a hipótese de algumas coisas, mas elas soam tão inútil que eu prefiro descartar certas coisas, ele pode simplesmente estar bêbado, toda vez que ele fica bêbado seu comportamento fica estranho.  

Noodle entrou no quarto basicamente derrubando tudo. -SEU IMBECIL! EU PASSEI O DIA PREOCUPADA COM VOCÊ!! -Ela se jogou em cima de mim me envolvendo em um abraço. -Você sumiu de manhã e depois Murdoc disse que te achou apagado no chão. -Eu me pergunto, como uma garota inteligente como ela caiu em uma dessas.  

-Ah...eu não lembro de nada, desculpa. -Por algum motivo eu queria muito poder dizer o que estava acontecendo, mas isso parecia tão sem nexo. 

-Hoje não é o dia que você deveria visitar a sua mãe? - Indagou a menina sem fazer nenhuma expressão.  

Olhei para o relógio novamente e dei um pulo da cama quando percebi o horário. Fui até o guarda-roupas e peguei a primeira jaqueta que apareceu, peguei meu tênis velho surrado e calcei na pressa.  

-Por que tá tão desesperado? -Ela se sentou.  

-Cada momento com ela é precioso, nunca se sabe quando ela vai apresentar melhoras. -Terminei de calçar meus sapatos e fui rapidamente para a porta.  

-Boa sorte com ela então. -A menina se levantou e saiu logo atrás de mim. 

Corri pelas escadas e passei direto por Murdoc, no entanto eu não estava nem aí pra ele, eu só queria visitar minha mãe.  

Ela estava internada em uma clínica psiquiátrica, minha mãe tinha depressão e ansiedade mesmo assim ia trabalhar, ela aparentava ser totalmente alegre, mas no fundo eu sabia que ela estava morrendo aos poucos, ela estava morrendo calada. Um dia meu pai chegou totalmente bêbado em casa e eles começaram a brigar, eu estava escondido atrás da parede que separava a sala da cozinha pude ver ela puxando uma faca e enfiando nele de uma forma assombrosa, infelizmente o ferimento foi profundo e ele acabou morrendo. Minha mãe passou por uma série de exames para saber se ela sofria com algum transtorno psicológico, me fizeram muitas perguntas e no final de tudo isso eles acabaram dizendo que ela tinha “Transtorno explosivo intermitente”.   

Todo mês no dia 14 eu ia visita-la. Minha mãe já não era a mesma mulher de antes, eu nunca vi ela como uma pessoa doente, ela sempre foi tão calma, eu sabia que as vezes ela se segurava, eu sabia que as vezes ela tentava não ser agressiva e as vezes ela não aguentava, mas todo ser humano tem seus momentos de fraqueza, minha mãe que antes pelo menos sorria, agora vivia de uma forma fria, não falava com ninguém, não sorria e não expressava nada, ela vivia com a culpa, ela chorava todas as noites tentando não se lembrar do papai, ela não queria lembrar porque a culpa sempre atormentava ela.  

 

 

 

 

 

Eu estava de frente para a mulher que olhava para a parede como se buscasse algo, já estávamos quase uma hora naquele silencio impertinente, as vezes as minhas visitas eram em vão, eu só ia para ficar olhando pro nada já que ela não falava nada e nem respondia as minhas perguntas, dificilmente ela dizia algo.  

-Eu odeio olhar pra você, esse seu rosto e a forma como mexe os dedos, é completamente parecido com o David. -Ela falou friamente.  

-Eu também estou com saudades de você mamãe. -Respondi tentando desviar o assunto.  

-Por que continua vindo aqui se é inútil? -Ela continuava encarando a parede.  

-Não é inútil, eu sei que você se sente bem com as visitas, eu sei que você gosta quando eu estou aqui, eu gosto de te ver, não dessa forma, mas eu gosto de estar com você, mesmo que você não diga nada. -Falei da forma mais carinhosa possível.  

Ela me olhou surpresa e ela continuou me olhando. A mulher se levantou e andou em minha direção, suas mãos vinham em direção ao meu rosto e me acariciavam com cuidado e carinho, ela sorriu, por um momento ela sorriu, eu me senti tão bem, foi um dos melhores progressos que já tivemos, eu fiz ela sorri, eu percebi que o problema ali era eu, ela queria carinho, ela precisava de carinho.  

-Meu pequeno Stuart, você está tão grandinho, você não sabe como eu estava com saudades de você meu pequeno azulado. -Ela enxugou a lágrima que acabara de sair do seu olho direito. -Eu sei que durante um bom tempo eu fui uma péssima mãe. -Agarrei as mãos dela e em um impulso eu à abracei, eu estava sentindo tanta falta daquele abraço.  

 

E no final, aquela visita valeu à pena, eu finalmente consegui falar com ela e foi tão nostálgico vê ela sorrindo e me abraçando, foi como voltar na época em que eu só me preocupava com os remédios de dor de cabeça, em que eu via ela dançando no meio da sala com o papai e quando eu via ela saindo pra ir trabalhar. Antes do horário de visita acabar eu perguntei: 

-Como é se apaixonar por alguém?  

A resposta que eu obtive foi tão...desconhecida.  

-Cada um sente a paixão de uma forma diferente, não é algo que alguém saiba ao certo dizer, alguns demonstram o amor e a paixão de uma forma estranha, alguns tentam ser agressivos e outros apenas tentam ser compreensivos. -Ela olhava para o teto e depois olhava para as paredes e por fim olhava para mim. -No entanto, você sente coisas novas quando você está perto de quem gosta, você sente algo que não consegue explicar. -Ela sorriu de uma forma maliciosa. -Quem é a sortuda? -Essa pergunta me deixou um tanto confuso por um momento, era coisa de mais para a minha cabeça, e agora uma pergunta assim.  

-Eu não sei ao certo se é uma paixão. -Fiz uma breve pausa em silencio. - E se toda essa coisa estranha que tá acontecendo for mesmo uma paixão, com certeza não é por uma garota. -Franzi o cenho e ela me olhou surpresa.  

Ela ia dizer alguma coisa, porém foi interrompida pelo homem que foi avisar que o horário havia acabado. Dei um último beijo na testa da minha mãe e sai rapidamente antes que ela dissesse algo. Eu não sabia o que estava acontecendo, eu me sentia confuso e receoso, eu tinha medo, medo de tudo que estava acontecendo e de tudo que podia acontecer.  

 

 

 

 

 

Cheguei em casa e vi o pessoal reunido na sala, Noodle me chamou e eu não pude ignora-la.  

-Hey! Vem beber com a gente 2-D! -Ela falou segurando uma latinha de cerveja que eu suponho que não foi a primeira que ela bebeu.  

-Eu recuso, estou meio cansado. -Falei.  

-Justamente por esse motivo que você vai se sentar aqui com a gente sem reclamar e vai beber pra caralho até sentir que o seu sangue é a cerveja. -Murdoc se pronunciou de uma forma arrogante e fria. Aquilo foi uma ordem e eu sabia que qualquer coisa que eu fizesse que fosse contra a palavra dele eu seria punido severamente.  

Me sentei ao lado de Noodle e peguei uma lata de cerveja, todos conversavam entre si e eu pude perceber as breves olhadas de Murdoc.  

-Como foi a visita? -Noodle indagou.  

-Foi bem, dessa vez tivemos progressos. -Falei um tanto animado.  

-Woow! Que bom. -Ela continuou me olhando enquanto bebericava a cerveja.  

 

Ficamos ali bebendo durante horas e horas quando a cerveja acabou passamos a beber Whisky, já estávamos completamente bêbados, falávamos coisas sem sentido, Russel já estava caído no chão e Noodle estava completamente fora de si, não devo nem falar de mim, eu já havia tirado a minha camisa e eu estava prestes a tirar a calça, Murdoc segurou minha mão me impedindo, ele me lançou um olhar de reprovação e eu não pude segurar minha língua.  

-Quem você pensa que é? Só porque eu sou um indefeso você não tem o direito de me impedir de certas coisas, você precisa mais de mim do que imagina, mas mesmo assim me trata mal. Me recuso a creditar que eu estou apaixonado por você. -Eu deixei isso sair livremente como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Murdoc levantou a mão para me bater, mas foi impedido por Noodle que segurou a mão dele antes que algo acontecesse.  

-Ele está bêbado não está vendo? Nem vai lembrar o que disse, nem você vai lembrar o que ele disse, então eu te asseguro que se você bater nele agora eu arranjo um jeito de te matar, ou pelo menos de te tortura e eu não ligo de você ser o meu pai ou não. -Ela segurava com força a mão dele. Eu só observava aquela cena de confronto como se nada estivesse acontecendo.  

Vi Murdoc resmungar algo e logo em seguida vi a expressão de surpresa de Noodle, infelizmente eu estava tão cansado que acabei pegando no sono ali no chão.

Esse foi o dia em que eu mais vi expressões de surpresa, foi o dia em que eu me libertei, foi o dia em que eu fiquei feliz, com raiva e confuso, foi um ótimo dia.


Notas Finais


Então é como dizem, "tudo que foi dito bêbado foi pensado sóbrio".


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