História Submissos Ao Amor - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Boris, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Dimitry, Giles, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Li, Lynn, Lysandre, Manon, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Thomas, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor, Amor Doce, Colegial, Drama, Romance, Sexo, Yaoi, Yuri
Visualizações 46
Palavras 5.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteeeei!!!! E trazendo comigo o quarto capítulo, e este ficou grandinho hein, deu um trabalho... Mas não foi reclamar, foi muito bom escrever, ele está bem engraçado e acho que vocês vão gostar 👌

Mano, e esses favoritos e comentários? MEU DEUS, VOCÊS SÃO INCRÍVEIS!!!! 💞💞💕💞😍😍💞💕💕💜😜😳🙌😘😱😝😊😜😋😍😎😎💜💓💗💛💝💖💕💞💟💋❤❤💙♥💞💞 <- explosão de emojis carinhosos pra vocês ;*

Na capa está a Marjorie Bernard (rlx, vcs vão conhecer ela agora). Na imagem não mostra, mas os olhos dela são castanhos, ok? Vou colocando as imagens dos meus personagens originais na capa a cada capítulo, assim vocês terão uma ideia melhor das aparências deles, blz?

Boa leitura, bebês ♥

Capítulo 4 - O dia só está começando


Fanfic / Fanfiction Submissos Ao Amor - Capítulo 4 - O dia só está começando

Marjorie


Sala da Diretora (Escola Sweet Amoris) - Ville Sugared, França

08h30

O silêncio reinava no ambiente, deixando-me desconfortável no sofá de três lugares, no qual eu permanecia sentada de cabeça baixa e observava meus dedos menearem a extremidade da minha saia. Haviam mais cinco pessoas naquele aposento, tendo em conta a senhora Shermansky, a diretora desta escola.

Dentre essas pessoas duas eram garotas, uma delas possui o cabelo loiro e ondulado, preso num rabo-de-cavalo com mechas soltas para o lado direito do rosto, e grandes olhos azul claro. Ela se distraía em seu celular, num canto perto da parede, e escutava algo através de um grande fone preto nos ouvidos, parecendo estar jogando, pois há momentos em que fazia uma careta ou murmurava alguma coisa baixinho. A outra garota estava sentada do meu lado no sofá lendo um livro – e me ignorava completamente. Esta era mais morena, com a pele mais bronzeada e bem bonita, com uma tatuagem rosa-avermelhada no ombro esquerdo. Ela tinha o cabelo de comprimento longo, tingido de azul claro, e grandes olhos dourados.

Os outros eram dois garotos, um era mais alto que o outro e apresentava uma expressão séria e misteriosa no rosto enquanto olhava a paisagem pela janela da sala, ele mantinha-se de pé e encostado na parede, com os braços cruzados. Ele tem a bem pele clara, o cabelo com a coloração misturada entre o branco e o perolado num corte curto e repicado, com uma franja caída sobre a testa, e olhos claros. Confesso que ele tinha uma beleza bem singular, que chamava atenção. O outro garoto aparentava ser mais simpático que o primeiro, continha uma aparência mais asiática e bem bonita, com os olhos e cabelos castanhos e uma franja repicada, num corte mais moderno. Ele estava de fones e com os olhos fechados, parecendo estar ouvindo uma boa música ao mesmo tempo que relaxava na poltrona em frente a mesa da diretora, esta que lia alguns papeis em sua mesa cheia de utensílios e uma decoração mais rústica assim como a sala.

— Por que não começamos logo com isso? — a garota ao meu lado interrompeu sua leitura para perguntar — Tá na cara que ele não vem mesmo. Não tem o porquê de esperar.

Esqueci de mencionar, eu e os outros estamos aqui porque somos os novos estudantes desta escola. Eu não conheço nenhum deles pessoalmente, mas sabia que eram estudantes do meu antigo colégio em outra cidade, por já tê-los visto algumas vezes lá em diferentes ocasiões. Mas o problema é que, ao todo, nós éramos em seis e só tem apenas cinco aqui, ou seja, um está faltando. Um garoto. Talvez ele esteja atrasado ou, como a garota de cabelo azul havia dito, ele não vem.

A senhora Shermansky também parou de ler os papeis em sua mesa e vizualizou a garota.

— Qual seu nome, querida? — inquiriu, encarando-a diretamente de modo sério e intimidador. Isso chamou atenção dos outros ao redor, que pararam o que estavam fazendo para observar, assim como eu, em completo silêncio.

— Aisha Quenell — respondeu de modo impassível, sem se incomodar com o olhar intimidante da diretora em si.

— Aisha Quenell… — a mulher ponderou por um momento — Não seria a irmã mais nova de Dajan Quenell? — ela questionou com dúvida, a tal Aisha assentiu em concordância — Muito bem, Aisha — ajeitou os óculos — O pai de Hector Rowling, o rapaz que ainda falta aparecer, me comunicou um pouco antes e disse que o filho possivelmente se atrasaria por razões pessoais.

— E quais razões seriam essas? — indagou desta vez o garoto que se mantinha de pé e com a expressão séria — E eu me chamo Benjamin Halle, antes que pergunte.

— Como eu havia dito, Benjamin Halle, são razões pessoais — repetiu levemente irritada.

Benjamin riu fraco, balançando a cabeça negativamente. Esse simples gesto fez com que uma carranca nascesse no rosto da diretora.

— Qual seria a graça, jovem Halle? — a senhora Shermansky demandou com rigidez, falhando na tentativa de parecer calma.

— Não é nada demais, diretora — Benjamin deu com os ombros despreocupadamente — Acontece que eu conheço o Hector Rowling e a família dele, que são pessoas bem ricas por sinal — descruzou os braços, voltando com o semblante sério — O que eu quero dizer é que, pelo que eu sei sobre essas pessoas ricas, é que elas sempre recebem certos tipos de privilégios de gente que se submetem a elas feito bichinhos de estimação — ele encarou os olhos da diretora fixamente enquanto dizia com frieza, e ela não gostou nada disso — Apenas isso, senhora diretora — finalizou dando um sorriso, passando falsa tranquilidade.

Todos nós voltamos os olhos para a diretora Shermansky, surpresos pelas palavras ditas por Benjamin, este que especulava indiferença. A senhora que antes tinha o cabelo impecável, preso num coque, e um semblante amigável, encontrava-se agora com os cabelos desgrenhados e o rosto enrugado em completa fúria, além da folha que ela segurava nas mãos ter sido rasgada em dois. Aisha deu uma risadinha baixa que só eu ouvi, a garota loira que estava mais no fundo da sala havia tirado o seu fone e colocado em volta do pescoço para entender melhor a situação, assim como o outro garoto que também tirou seus fones e os guardou na mochila. E quanto a mim, bem, fiquei em silêncio e boquiaberta, enquanto assistia ao "show".

— Por acaso está querendo insinuar algo, Benjamin?! — vociferou furiosamente a ele.

— Não sei, será que estou? — sua voz saiu debochada — Mas se a carapuça lhe serviu não posso fazer nada — declarou de forma indiferente.

E antes que a diretora proferisse qualquer palavra em seu estado furioso, a porta da sala foi aberta abruptamente por um outro garoto, que deduzi ser o tal Hector. A hora não podia ser mais conveniente…

— Desculpa aí o meu atraso, é que eu estava… — se interrompeu ao ver a tensão que havia dentro da sala — Ahn, será que interrompi alguma coisa? — coçou atrás da nuca, confuso — Droga, devia ter batido… — sussurrou para si mesmo.

— Ainda bem que interrompeu, na verdade — murmurei a ele, já que eu estava mais próxima à porta apenas Hector me ouviu — Meu nome é Marjorie, prazer — sorri simpática, ainda murmurando.

— Hector — retribuiu o sorriso.

Hector era realmente bonito, possuía o cabelo escuro, semilongo e liso, com um caimento marrom claro nas pontas, e seus olhos eram da cor verde-água. Ele usava um par de óculos com as lentes quadriculadas e de armação preta, além de um piercing circular no canto esquerdo do lábio inferior. Notei também que ele segurava um skate num dos braços. Vejam só, temos aqui um possível skatista.

— Achei que não apareceria mais, senhor Rowling — a diretora o advertiu, porém ainda encarando com raiva Benjamin.

— Eu sinto… muito — Hector se desculpou pausadamente, tentando entender o clima estranho na sala — Ei, Marjorie — chamou-me em sussurro, cutucando meu ombro — Pode me explicar o que está havendo aqui?

— Acredite, não vai querer saber.

Ele riu com o nariz.

— Não sei o porquê de ainda ter pessoas que insistem em dizer essa frase — encarei-o confusa — Porque quando elas dizem isso para alguém, é aí que esse alguém quer saber mesmo — disse com humor.

Dei um risinho baixo antes de respondê-lo.

— Mas desta vez é válido.

— Nunca é válido, princesa — Hector sorriu, com seus olhos verdes sobre mim, fazendo-me corar levemente e desviar do seu olhar, começando a encarar minhas botas.

Devo admitir que fiquei meio sem graça com o “princesa” – e quando escutei uma risadinha vinda dele, o que piorou a vermelhidão em meu rosto –, não é todo dia que recebo esse tipo de elogio, ainda mais de um garoto bonito como ele.

— Então diretora, será que pode nos dizer em qual sala cada um vai ficar, e nos deixar cair fora daqui? Marquei de encontrar meu irmão antes do intervalo e já estou atrasada — Aisha falou com impaciência.

— Adivinha de quem é a culpa… — Benjamin cantarolou, fingindo estar analisando suas unhas.

— Espera, isso foi uma indireta pra mim? — Hector fechou a cara.

— Não fui eu quem demorou quase meia hora para dar o ar da graça.

Hector o olhou com raiva, deixando seu skate no chão e caminhando em direção ao Benjamin, e parou até estar frente a frente com ele.

— Não que eu te deva satisfação, carinha, mas meu atraso tem uma justificativa — cuspiu as palavras — E quem seria… — o examinou de cima a baixo — você? — perguntou, com desprezo nítido na voz.

— Ninguém que um Rowling deva se interessar — Benjamin proferiu no mesmo tom, mantendo a postura séria.

— Como é que é?! — Hector se irritou, avançando sobre Benjamin.

— Já chega vocês dois! — a senhora Shermansky interviu, entrando no meio deles — Hector, sente-se agora e se acalme. Depois me conte o motivo do atraso — ela ordenou com severidade. Hector deu uma última olhada em Benjamin antes de vir se sentar ao meu lado no sofá, bufando. — E quanto a você, — encarou Benjamin — não quero mais ver esse tipo de comportamento infantil aqui nesta escola, e muito menos dentro da minha sala. O senhor entendeu? — ele concordou com um aceno — Ótimo. Agora que todos estão aqui, irei anunciar as salas de cada um — sentou-se novamente em sua cadeira, pegando uma folha presa na prancheta — Começarei por ordem alfabética. Aisha Quenell — chamou.

— Aqui.

— De acordo com suas notas altas em sua última escola, porém, com um comportamento um tanto delinquente, irá ficar na sala 2-C.

— É uma sala boa? — perguntou ela em dúvida.

— Diria que sim, mas depende do ponto de vista — respondeu a diretora, Aisha assentiu em compreensão — O próximo é Benjamin Halle — ele ficou calado — Suas notas também eram boas na sua antiga escola, porém, como eu pude ver, a sua falta de modos é inapropriado e não será motivo de reclamação em nenhuma das minhas salas — ouvi uma risadinha debochada de Hector — Ficará na classe 2-D, onde os professores são mais rigorosos com os alunos, tanto no ensino quanto em questão comportamental, e que tem a minha permissão para… “educá-los”.

— O que isso significa? — Benjamin franziu o cenho, confuso.

— Você verá em breve — ela respondeu-o com desdém — Continuando, o próximo é Hector Rowling — Hector também não disse nada, o que fez a senhora Shermansky bufar — Aqui diz que suas notas são as piores da sua turma, e há varias reclamações aqui sobre o seu péssimo hábito de desrespeitar os professores e também seus colegas de classe. Além de ser pego brigando várias vezes e, algumas vezes, foi visto trazendo drogas a escola… — a diretora parou de ler pelo espanto, encarando Hector boquiaberta.

Nesse momento fitei Hector com surpresa. Eu achei que ele fosse alguém legal, não esperava que fosse o melhor aluno do mundo, mas tratar professores e alunos com desrespeito e se envolver com drogas é demais pra mim. Parece que eu estava enganada sobre a sua real pessoa.

Ele notou que eu o olhava e me encarou.

— Tá olhando o que?! — inquiriu nervosamente, me assustando.

Ele com certeza não é nada daquilo que eu imaginei.

— N-Nada! — desviei do seu olhar raivoso e me voltei para a frente.

— Hector ficará na mesma sala de Benjamin, a 2-D.

— Mas nem morto! — protestou Hector, perplexo.

— Ora, mas que conveniente… — Benjamin murmurou irônico, revirando os olhos.

— O próximo na lista é Jacques Dupont — a diretora anunciou, ignorando os dois.

— Estou aqui — o garoto meio asiático respondeu — Mas eu prefiro que me chamem por Jac.

— Certo, Jac. Estou vendo aqui que o senhor é um bom aluno, tem as notas altas e elogios de muitos professores — avaliava a folha — Ficará na sala 2-A.

— Tudo bem.

— Josephine Fournier — exclamou.

— Aqui. E é apenas Jose, senhora — a garota loira levantou a mão.

— Aham. Suas notas são medianas, mas seu comportamento era excelente — leu em voz alta — Ficará na sala 2-B.

— É uma classe é ruim? — Josephine mordeu os lábios, parecendo nervosa.

— Não, é a segunda melhor sala do segundo ano — a diretora respondeu simples — Por último temos Marjorie Bernard — levantei a mão em silêncio — Hum, você era uma das melhores alunas, nunca levou uma advertência ou suspensão, além de ter em média notas altíssimas — sorri levemente ao ouvir aquilo, orgulhosa da minha capacidade — Ficará na classe 2-A.

— Certo, diretora.

— Então, podemos ir agora? — Aisha fez a pergunta novamente.

— Ainda não, eu convoquei a representante da classe 2-D e solicitei que ela os acompanhasse para guiá-los e lhes apresentar o resto da escola — Aisha bufou em frustração, se afundando no sofá — Vocês não terão aula hoje, vão começar só amanhã. Então, depois de todos terem conhecido a escola, serão dispensados e poderão voltar para as suas residências — a senhora Shermansky nos explicou — Ela está esperando por vocês no pátio, agora vão e se comportem. Qualquer queixa que eu receber dela sobre um de vocês, não terei piedade em escolher um castigo.

Todos nós assentimos e, um a um, fomos saindo daquela sala e caminhando pelos corredores, em direção ao pátio.


[...]


Melody


Pátio (Escola Sweet Amoris) - Ville Sugared, França

09h14

Cheguei na escola fazia um tempo, meu motorista havia me trazido. Durante os primeiros minutos fiquei conversando com meu amigos no pátio, mas infelizmente o sinal tocou e todos tiveram que entrar, então sobrava apenas eu de aluna aqui, esperando seis novos alunos chegarem para mostrar-lhes todo o colégio.

Estava sentada num dos bancos que tinha no pátio e mexia em meu celular, quando comecei a escutar passos se aproximarem.

— Você é a Melody? — uma voz feminina me perguntou.

Direcionei meu olhar pra cima, visualizando seis jovens me encararem de um jeito avaliativo. Me levantei do banco num sobressalto, sentindo minhas bochechas queimarem levemente.

— O-Olá! — gaguejei sem querer, dando um sorriso sem graça — Vocês devem ser os novos estudantes, sejam bem-vindos à Escola Sweet Amoris.

Todos ficaram em silêncio. Okay, já vi que vai ser complicado...

— Bom, a diretora me pediu que mostrasse a escola à vocês, mas antes disso preciso saber seus nomes.

Eles se entreolharam.

— Sou o Hector — um rapaz que segurava um skate foi o primeiro a se apresentar, dando um sorriso galanteador.

— Jose — uma garota loira acenou.

— Me chamo Marjorie — ela sorriu amigavelmente, seu cabelo era preto e curto, com uma franja reta cobrindo toda a testa, e os olhos castanhos.

— Benjamin — este mantinha um semblante sério.

— Aisha.

— E eu sou Jacques, mas pode me chamar por Jac — Jac tinha uma aparência asiática bem atraente e aparentava ser bem simpático.

Dei um leve sorriso, satisfeita.

— Muito bem pessoal, vamos começar! — pronunciei com um grande sorriso animado.

Eles não disseram nada, apenas alguns concordaram com um aceno leve de cabeça, me fazendo suspirar. Vai ser difícil animar esse povo...


[...]


Castiel


Sala de Aula 2-C (Escola Sweet Amoris) - Ville Sugared, França

10h22

Meu Deus!

Eu nunca fiquei tão perdido numa prova quanto esta de química, e olha que ela é uma prova só de alternativas.

— Mas quem caralhos é Antoine Lavaiser?! — murmurei comigo mesmo, em completa confusão. Esse cara era o tema da prova.

— É Antoine Lavoisier, Castiel, e não Lavaiser — Iris corrigiu-me, revirando os olhos, ela estava sentada na carteira ao lado da minha — E esse homem foi um dos maiores químicos franceses, considerado como o “pai” da química moderna — a ruiva cochicho a resposta como a mais óbvia.

— E que diferença faz eu saber quem ele é ou não? Ele já morreu faz tempo!

— A diferença é que você sabendo passa em química, e não sabendo você repete. Simples!

Bufei em frustração, sustentando os cotovelos na mesa e deitando minha cabeça nas mãos.

— Se não tivesse saído com o Lysandre naquele dia pra ensaiar e ficado em casa estudando comigo, não estaria tão perdido como está agora — me repreendeu aos sussurros.

— Não enche, Iris — rolei os olhos, revirando a prova e vendo quantas questões ainda faltavam.

Ao todo são vinte questões e eu não havia respondido nem metade delas – e as que respondi, na verdade, fora a Iris quem me soprou as respostas e por muita insistência minha –, o pior é que faltava menos de dez minutos para o término da aula e ainda restavam 14 perguntas sem resposta. Eu nunca me senti tão impotente como agora.

— Que merda… — suspirei em desânimo — Eu sou um fracasso mesmo. Não vou ser ninguém na vida, tudo por causa desse Antoine…

— Nem tente esse joguinho emocional pra cima de mim, Castiel, não vou mais te ajudar — assegurou Iris, determinada.

— Por que não? Achei que fôssemos amigos…

— Você sabe o porquê, aprenda a levar os estudos a sério. E nem ouse usar a nossa amizade para me persuadir que não vai funcionar.

— Qual é, Iris! Por favor — insisti em tom baixo — Eu preciso dessa nota para poder jogar no torneio de basquete este ano, senão vou ficar fora do time! E você sabe que eu sou o melhor dos jogadores. Sem mim eles não tem chance! Por acaso você quer que a nossa escola passe vergonha?! — apelei, eu realmente queria jogar neste ano e se não tivesse em média notas boas, ficaria de fora.

E tudo dependia dessa prova.

— É só um jogo, Castiel, ninguém vai morrer por isso. E pare de ficar se achando tanto, todo mundo sabe que o melhor jogador de basquete desta escola é o Dajan. E, caso a nossa escola perca, nós vamos superar — sorriu cinicamente pra mim — Quem sabe no ano que vem você estude para as provas para ter notas melhores e consiga jogar no torneio.

Nesse momento tive uma vontade enorme de esganar essa garota. Iris conseguia ser mais irritante do que qualquer ser vivo que eu já conheci nesse planeta, puta que pariu!

— Iris, se você não me ajudar, eu juro que vou...

— Acabei a prova, professora Delanay! — a ruiva bradou, chamando a atenção de toda classe para si e me interrompendo.

— Muito bem, Iris. Traga-a aqui — a professora pediu.

Iris se levantou com a prova na mão e caminhou até a mesa da professora, entregando a ela.

— Obrigada, Iris — ela agradeceu, analisando a prova — Pode sair agora, o intervalo começa daqui a 3 minutos.

— Claro, professora — ela andou, quase desfilando, em direção a porta até abrir a mesma, mas antes olhou direto pra mim e piscou — Boa sorte — moveu os lábios com deboche, em seguida saindo da sala.

— Iris, você me paga... — praguejei com raiva, apertando os punhos.

Olhei ao redor, encontrando só mais 3 alunos dentro da classe.

— Maldito Antoine Lavaiser — digo num suspiro, me afundando na cadeira.


[...]


Iris


Pátio (Escola Sweet Amoris) - Ville Sugared, França

10h33

— Não acredito, Iris! Você fez isso mesmo?! — Rosalya me questionou sobressaltada.

Estávamos eu, Rosa e os gêmeos Vermont no pátio, encostados na árvore que havia no gramado. Durante os primeiros minutos do intervalo eu havia contado o que tinha acontecido comigo e Castiel na aula de química pra eles.

— Claro que fiz — eu certifiquei a eles — Se o Castiel acha que pode fazer o que bem entender no momento em que era para ele estar estudando e depois vir querer a minha ajuda já que fui eu quem se matou de tanto estudar, ele está muito enganado — esclareci sem sentir arrependimentos — Quem sabe agora Castiel não aprenda a lição e se dedique mais nos estudos.

— Queria ter sido uma mosquinha para ter testemunhado essa cena, deve ter sido hilária — Alexy opinou divertidamente.

— Você deve ter sido a primeira garota a dizer não pra ele — começou Rosa — Quer dizer, Castiel é muito bom no quesito persuasão. Ele sempre arranja um jeito das pessoas fazerem tudo o que ele quer, seja pelo medo ou usando o poder da sedução. Eu acho incrível como você consegue botar esse garoto no lugar dele, eu não teria essa coragem.

— Diz isso porque não conheceu a mãe dele, a Valérie — citei — Aquela mulher consegue ser pior que o filho quando quer — disse com humor, fazendo-os rir.

— E você, Armin? — Alexy se virou para o irmão que tinha os olhos cravados no seu Nintendo — O que achou dessa história?

— Ela é... Morre logo, zumbi nojento!... Super interessante — Armin dizia sem tirar os olhos do jogo, em nítida concentração — O Castiel deveria... Atira logo, qual o problema desse cara?!... Ter estudado para a prova e... Isso, agora só falta matar o Boss... Evitaria de ficar com nota baixa... Atira, atira, atira!

— Credo, Armin. Larga desse negócio aí e fala como uma pessoa normal, você já tá virando um viciado! — Alexy o advertiu, porém sendo completamente ignorado pelo irmão.

— Deixa ele, Alexy — eu disse, recebendo um olhar duro da cabeleira azulada — Afinal, será o Armin quem irá morrer virgem e ficar com dificuldade de enxergar aos trinta anos, não você — dei um sorriso cínico.

— É Alexy, escuta ela… Espera, o que?! — Armin se deu conta do que eu disse, pausando seu jogo para me encarar — Como é que é?

— Ela tá certíssima, Armin — Rosa me apoiou — Como você quer arrumar uma namorada se não deixa esse troço nem por um segundo?

— E quem disse que eu preciso de uma namorada? — inquiriu o moreno, irritado.

— Eu disse! — exclamou Alexy um tanto desesperado — Acha que eu não posso te ouvir grunhindo enquanto se masturba no seu quarto?! Você consegue ser mais alto que os nossos pais na hora da relação deles! — nesse momento eu e Rosa começamos a rir até nossas barrigas começarem a doer — Você não tem ideia de como isso é constrangedor, Armin! Se você tivesse uma namorada eu não passaria por todo esse tormento quase todos os dias.

Armin ficou tão vermelho de vergonha que eu pensei que ele iria cair duro no chão a qualquer momento.

— Vai se foder, seu idiota! — ele vociferou, ainda vermelho.

Alexy mostrou a língua pro irmão em resposta.

— Olha, gente — Rosa apontou para algo atrás de mim — É o Castiel e o Lys-fofo vindo pra cá.

Me virei para trás, visualizando os dois caminhando lado a lado enquanto conversavam. Assim que o Castiel me viu fechou a cara no mesmo instante.

— E aí, ruivo? Como foi na prova? — indaguei a Castiel como provocação assim que ele chegou, vendo Rosa e Alexy segurarem a risada.

— Fui bem — Castiel disse com simplicidade, dando de ombros — Na verdade, eu acabei de tirar a nota máxima — disse pensativo.

— Ah, ta! — duvidei, achando ser sarcasmo — Aposto que você chutou todas as questões e entregou de qualquer jeito para a professora — firmei o olhos, segura de minhas palavras.

— Sim, chutei tudo mesmo e entreguei de qualquer jeito —assumiu ele, deixando todo mundo confuso.

— Então como... — Rosalya iria perguntar, mas foi interrompida por Castiel.

— Acontece que, diferente de você Iris, a professora Delanay não queria que a escola perdesse o seu melhor jogador de basquete e passasse vergonha no torneio — ele deu um sorriso convencido — Ela nem olhou a minha prova direito antes de marcar um dez.

Arregalei os olhos com espanto.

— Você só pode tá zoando… — eu disse, não acreditando.

— É claro que ele tá — Alexy me apoiou.

— Não, ele não está, eu sou testemunha. Havia entrado na classe do Castiel quando aconteceu, vi a professora marcando um dez na folha dele sem nem mesmo tê-la avaliado primeiro — Lysandre se expressou, calmo e sereno como sempre.

— Fiquei tão surpreso quanto vocês naquela hora, mas é a vida. O melhor sempre vence — Castiel aumentou ainda mais seu sorriso convencido.

— Argh! Vai ser convencido assim em outro lugar, garoto! — reclamei, virando o rosto.

— Tá aí! — Alexy exclamou como se tivesse encontrado a cura pro câncer — Vou entrar pro Clube de Basquete e me candidatar pro time. Nunca mais vou tirar zero — concluiu o azulado, dando um sorriso vitorioso.

— Claro que vai... — Armin foi irônico, nem percebemos que ele tinha voltado a jogar no seu Nintendo — Ruim do jeito que é no basquete, no melhor dos casos, você var ser só um ajudante do clube e recolher as bolas.

— Se bem que, sendo o Alexy, “recolher as bolas” não seria nada mal — Rosa disse em tom malicioso, nos causando risos.

— Não seria mesmo — proferiu o próprio — Tem cada gatinho dentro daquele clube, talvez eu vá mesmo.

— Com o “cada gatinho” você quis dizer Kentin, não? — eu brinquei, visualizando um rubor nascer nas bochechas do azulado.

— Eu já superei ele, Iris. Fique sabendo — Alexy asseverou com convicção, porém ainda estando corado — Kentin pra mim é passado!

— “Kentin pra mim é passado!” — repeti com a voz afinada, acarretando risos em todos, com exceção do azulado.

— Minha voz não é fina desse jeito! — reclamou ele.

— É sim! — todos nós falamos em uníssono, para a minha e de geral surpresa.

Nos entreolhamos e em seguida começamos a rir, menos o Alexy. Este bufou, cruzou os braços e fez biquinho.

— Ah, Iris — Castiel me chamou minutos depois — Preciso falar com você — indicou a cabeça para um local mais afastado e com menos pessoas ao redor.

Consenti em concordância, andando até lá com Castiel. Assim que chegamos, gesticulei para ele continuar.

— Você pode voltar sozinha pro apartamento hoje? — pediu ele, sussurrando.

Castiel não quer que ninguém saiba que eu estou morando no apartamento dele, e eu também não quero. Seria bem escandaloso e mal interpretado por muita gente. Não que isso nos incomode, mas evitaria muita coisa desnecessária.

— Por que? Onde você vai? — interroguei-o curiosa.

— Vou no pet shop buscar o Dragon, o veterinário me ligou um pouco antes e disse que ele está melhor e que eu já poderia ir buscá-lo — revelou Castiel — Vou ir hoje mesmo, depois da escola com o Lysandre.

— E você quer que eu vá embora como? Andando por 3km?! — me exaltei, deixando-o confuso — Você sabe que eu não sei pilotar uma moto, não sabe? — perguntei retoricamente.

— Mas você não vai de moto, eu que vou junto com o Lysandre — ele disse como a coisa mais óbvia.

— E eu?!

— Ah, você pede carona pra alguém te deixar na esquina do edifício e inventa uma desculpa para entrar no meu apartamento, sei lá! — deu pouca importância.

Foi então que eu pensei numa coisa que não estava se encaixando.

— Espera, como você vai levar o Dragon, que é um cão enorme e tem quase o dobro do meu peso, numa simples moto? — perguntei num sobressalto.

— É por isso que o Lysandre vai junto — revirou os olhos.

— E você espera que o Lysandre segure um animal daquele tamanho e, ao mesmo tempo, tenha um equilíbrio sobrehumano em cima daquela moto enquanto você pilota ela feito um alucinado a toda velocidade?! — questionei-o exaltada — Você ficou maluco, Castiel?!

Ele pareceu ponderar por um momento.

— Não havia pensado nisso…

— Como não?! É a coisa mais óbvia, Castiel! — exclamei.

— Então eu vou no carro do Lysandre e pronto!

Reirei os olhos, angustiada.

— Ai meu Deus, Castiel, você não havia dito que o carro dele quebrou semana passada? E como ficaria sua moto?! — eu começava a ficar impaciente.

— Ahn... — ele pensava.

— Faz o seguinte, o Lysandre me leva até o apartamento com a sua moto e você pede carona pra alguém te levar no pet shop e te trazer de volta — sugeri a Castiel, torcendo intensamente para que ele aceitasse a sugestão.

— Pedir carona? E pra quem?! — foi a vez dele de se exaltar — A maior parte dessa escola me odeia ou tem medo de mim, e aqueles que me consideram como amigo não tem nem carro. Quem você acha que vai querer me dar carona até o pet shop, que fica longe pra caralho daqui, e depois ter um cão como o Dragon no banco de trás?

Comecei a pensar, analisando possíveis opções. Demorou um tempinho até encontrar a solução mais óbvia.

— O Nathaniel! — exclamei.

— É o que? — Castiel me olhou como se eu fosse louca.

— É, o Nath pode te levar até lá, afinal o carro dele é enorme e vocês voltaram a ser amigos, não? Não tem como ele recusar — problema resolvido!

— Viramos “amigos” — fez aspas com as mãos — não tem nem cinco horas e você já quer que eu peça favores a ele? Ainda mais esse? Fora que ele odeia cachorros.

— Ou isso ou você vai andando — dei de ombros.

Castiel bufou, começando a pensar seriamente nessa possibilidade.

— Mas a Ambre vai estar junto com ele... — choramingou.

Quase tive pena.

— Bom, isso eu não sei. Não vi ela hoje até agora e você sabe que Ambre Chermont faz questão de ser notada até pela menor formiga desta escola — soei sarcástica — Talvez ela tenha faltado, sei lá.

— E se ele recusar? — Castiel deu a hipótese.

— Se você pedir com jeitinho tenho certeza de que ele não vai se recusar — sorri com cinismo, vendo uma veia pular na testa de Castiel.

— Iris, você é mesmo uma pilantra.

— Eu?!

— Não, minha vó! — ironizou ele.

— Tanto faz. Depois da aula você fala com o Nathaniel e pede esse favor a ele, está decidido!

Castiel suspirou, cansativo.

— Tá bom, que saco — aceitou a contra gosto.

Foi nesse instante que o sinal bateu, indicando o término do intervalo e nos obrigando a voltar para as nossas salas.


[...]


Nathaniel


Estacionamento (Escola Sweet Amoris) - Ville Sugared, França

12h42

As aulas havia terminado tem alguns minutos. Vários estudantes estavam por aqui no estacionamento, entrando em seus veículos e indo embora para as suas casas.

Eu estava na frente da porta do meu carro, pronto para ir embora também, se não estivesse procurando as chaves do carro que parecem ter se evaporado dentro da mochila.

— Mas onde é que vocês estão, hein? — dizia comigo mesmo em completa tensão, tendo as mãos enfiadas na mochila e revirando a mesma.

Eu não podia tê-las perdido ou esquecido em algum lugar, estavam aqui o tempo inteiro! Talvez alguém tenha pegado, mas se tivesse por que não levaram o carro? Ou talvez eu tenha deixado-as cair por aí e nem havia percebido, isso seria bem trágico devido ao tamanho imenso que tem essa escola.

— Por Deus, que não seja a última opção... — eu rezava em voz alta, mesmo querendo que, no fundo, acontecesse exatamente isso.

— Ei, Nathaniel — me assustei ao ouvir meu nome ser pronunciado por uma voz rouca bem conhecida por mim.

Me virei, encontrando uma cabeleira vermelho sangue caminhar em minha direção.

— Oi, Castiel — eu cumprimentei timidamente, tentando entender o porquê dele estar aqui.

— E aí, loiro? — Castiel sorria com simpatia, o que pra mim foi bem estranho — Tava procurando por isso? — estendeu uma das mãos, revelando um montinho de chaves.

— São as minhas chaves — exclamei com surpresa, pegando-as com firmeza quando Castiel as jogou em minha direção — O que elas faziam com você? — questionei um tanto desconfiado.

— Eu vi elas caírem da sua bolsa quando você vinha pra cá, só estou devolvendo — deu de ombros.

— Ah, ta. Obrigado, Castiel — sorri ao agradecê-lo.

— Imagina — forçou um sorriso — Ahn… Nathaniel…

— Sim?

— Posso te pedir um favor? — ele perguntou com cautela.

Franzi o cenho, curioso.

— Faça — gesticulei com as mãos para ele continuar.

Castiel respirou fundo, como se fosse um tipo de preparação.

— Não precisa aceitar se não quiser, okay? — me garantiu, eu apenas assenti — Você poderia me dar uma carona até o pet shop para eu pegar o Dragon e depois nos levar de volta pro meu apartamento? — ele me pediu, implorando com o olhar.

— Tá bom, eu levo — disse simplesmente, sem nem mesmo pensar no assunto, arrancando um olhar espantado de Castiel.

— Sério?! Assim tão fácil? — não acreditou — Não vai nem pensar? Quero dizer, o pet shop fica bem longe e você teria um grande gaste de gasolina. Fora que você não curte muito uma companhia canina e tal, ainda mais a do Dragon, que é um cão enorme e que assusta muita gente...

— Está querendo que eu diga sim ou não? — digo com humor, sorrindo.

— Okay, tem razão — Castiel estreitou seu olhar em mim, ainda desconfiado — Mas por que aceitou tão facilmente?

Encarei o chão, pensativo.

— Digamos que eu não queira voltar pra minha casa tão cedo assim... — disse com um sorriso amarelo, dando de os ombros.

— Por que? — Castiel me olhou expressando curiosidade.

Eu o encarei de novo, com receio de dizer.

— É melhor irmos, não é? — fugi do assunto, não querendo falar disso.

Ele pareceu me entender, concordando com a cabeça em silêncio e não fazendo mais perguntas.

Abri a porta do carro usando as chaves, em seguida destravando as outras portas para que Castiel entrasse. Ele entrou e sentou-se no banco ao meu lado, fechando a porta depois, e colocou o cinto de segurança. Logo eu fiz o mesmo. Enfiei a chave na ignição e liguei o carro, dando partida segundos depois e seguindo a direção da saída da escola.

— É por causa do meu pai... — murmurei sem encará-lo.

Senti os olhos de Castiel me fitarem por um momento, sem expressar emoção ou dizer nada. Momentos depois, ele voltou a olhar para a janela com um semblante sério, e então disse:

Sinto muito.


***


Notas Finais


E CHEGAMOS AO FIM DE MAIS UM CAPÍTULO!!! Ufa, a leitura foi boa, não foi? Bem, como eu havia dito no capítulo passado, eu iria me aproveitar dos personagens e fazer a visão deles e não só a dos principais. E aí, vocês gostaram? Eu sei que não dei muito foco no Casnath, mas no próximo terá isso e muito mais! Podem aguardar!
Se chegou até aqui e gostou comente o que achou, se está curtindo a história ou dar sua opinião, ajuda muito e me deixa ainda mais próxima de vocês, meus bebês♥
Enfim, até o próximo capítulo! Tchau 😘


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