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História Submundo - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


OLÁ BONITOS E BONITAAS 💜💜

Venho até vocês nessa madrugada trazer a minha versão SasuSaku do lindo conto grego sobre o "Rapto de Perséfone". A releitura que tentei fazer segue a mitologia, porém não se prende ao conto original, tendo assim, obviamente, diferenças da mitologia original.

💜 Fazia tempo que eu não postava algo novo, e então em um subido enquanto estudava decidi fazer essa releitura com TOOODO o amor e carinho. e espero do fuundo do meu coração que gostem. 💜💜
E TEM MAIS... Em breve, vai sair uma fanfic novinha pra vocês chamada "Espelho D'agua", mas ainda falta alguns ajustes antes dela ser lançada...

Enfim, como algumas de vocês já sabiam dessa releitura através de grupos e, basicamente, pq eu falo muito, sabiam que ela estava programada para ser um ONE-SHOT, acontece que ela ficou MUUUUIIITO grande, e como passou de 20mil palavras eu decidi dividir em dois capítulos para não ficar uma leitura tão cansativa, espero que gostem e voltem para ver o fim do conto.

Sem mais delongas, espero que gostem.

💜 Boa Leitura 💜



🔸 Os personagens dessa história não me pertencem, são de autoria de Masashi Kishimoto.
🔸 Porém o enredo desta fanfiction me pertence e não é permitido repostagens.
🔸 Plágio é crime.

Capítulo 1 - O Rapto no Olimpo.


Fanfic / Fanfiction Submundo - Capítulo 1 - O Rapto no Olimpo.

O RAPTO NO OLIMPO

 

Os campos do Monte Olimpo eram mais divinos do que qualquer descrição um dia poderia ser capaz de expor, o verde da grama corria livre e linear com o céu azul como nenhum outro, naquele dia os sátiros corriam alegres atrás das ninfas que haviam os provocado com suas belas formas e gestos, estavam correndo, mas gargalhavam e adoravam a sensação de serem desejadas daquela forma, os centauros arqueiros corriam em bando em um treinamento infinito dos mais novos, o enorme Pégasus voava em círculos no céu enquanto brincava com os pássaros a sua volta, esses e tantos outros ali presentes eram seres naturalmente guerreiros e astutos, mas que naquele lugar se deixavam levar pela paz do ambiente e se permitiam relaxar e brincar. 

Eu sou a Deusa do Amor, você já deve ter ouvido falar de mim, apesar de ter vários nomes em várias culturas diferentes, sempre sou reconhecida por onde quer que eu vá, minha beleza precede minha presença, mas não é dela que mais me orgulho, e sim dos amores que vi e fiz nascerem ao longo dos séculos. Não é à toa que me jubilo do meu título, o amor é a coisa mais importante da vida, pelo menos ao meu ver, e todos são lindamente acompanhados de histórias de beleza e tragédia, ao longo dos séculos vi amores tão fortes nascerem que superaram tudo, até mesmo os próprios Deuses, aqueles que não tiveram um final feliz, ou mesmo os que morreram sem antes ter a chance de queimar em paixão verdadeira, mas sempre há aqueles amores de que, nem eu, nem vocês nunca esqueceram, como o de Cleópatra e Júlio César, ela surpreendeu até a mim com o tapete, Maria Antonieta e Luís XVI, um fim trágico para uma paixão tão ardente, Páris e Helena, uma tragédia inigualável, mas, ah, o amor deles me fazia suspirar, mas hoje venho lhes contar um dos amores mais fortes que já vi em todos os séculos, uma das minhas histórias de amor preferidas, um amor tão puro e agressivo como poucos, melancólico com certeza, mas que fez o inimaginável; um coração sombrio e frio se aquecer e queimar em paixão. 

Deixe-me contar a vocês sobre o amor proibido entre dois Deuses.  

Você provavelmente deve conhecê-lo por Hades, ou mesmo Plutão, como os romanos o chamavam, mas independente do nome sabe que ele é o Deus do Submundo, do Reino dos Mortos, ou seja lá como se pode descrever aquele lugar tão cheio de angustia e desespero, mas eu o chamarei aqui pelo nome que ele atende quando é convocado aos salões dos Deuses: Sasuke. Ela, você provavelmente conhece por Perséfone, mas para os mais íntimos, como eu, ela atende por: Sakura, um nome muito mais apropriado para ela aliás. 

Mas eu já me demorei mais do que deveria em apresentações aqui, aposto que vocês querem saber, de alguém de confiança, o que realmente aconteceu com esses dois, e já adianto; o mito que se perpetuou ao longo dos séculos não é completamente verdadeiro. Eu vi com meus próprios olhos, eu estava lá, acredite, qualquer um poderia ver o amor verdadeiro que havia entre os dois... 

 

Voltamos aos campos do Monte Olimpo então, naquele dia quente e relaxante que mencionei a pouco, Sakura não fazia ideia de que encontraria o amor verdadeiro naquele dia, ela caminhava calma e sorridente de pés descalços, e por onde passava as flores nasciam ao seu redor, como Deusa do Amor e da Beleza eu sou obrigada a admitir que ela era uma das Deusas mais encantadoramente deslumbrantes de toda a existência, sua pele era macia e corada como a de um pêssego, se avermelhando nas extremidades, as curvas volumosas de seu corpo chamavam a atenção de todos que colocavam os olhos nela, assim como os longos cabelos que caiam em ondas cor de rosa pelas costas até seus joelhos, e toda a vez que a brisa passava por eles o perfume de flores se exalava pelo lugar, o rosto pequeno adornado pelos belíssimos olhos verdes era inocente e agradável, os movimentos sempre suaves, o tecido do vestido branco praticamente transparente instigando os olhares, o sorriso sempre meigo e gentil, muitos Deuses a cortejaram, mas ela nunca se sentiu atraída por ninguém, permaneceu virgem e intocada por muitos anos, usando a mãe superprotetora como desculpa para afastar qualquer pretendente, Sakura a Deusa das Flores, dos Frutos, dos Perfumes e Ervas encantava a todos. 

Sakura sentou-se à beira de um rio, aproveitando a luz do sol em sua pele, esticou as pernas e o corpo em um movimento preguiçoso, os animais pequenos se aproximaram assim que sentiram sua presença, as flores ao redor dela coloriram o lugar lindamente, e ela permaneceu sentada aproveitando o momento de paz como a maioria ali fazia, note que eu disse a maioria e não todos, não poderia dizer isso pois não muito longe dali um Ofiotauro fugia apressado de três cavaleiros do Submundo e seu mestre, o próprio Deus do Reino dos Mortos.  

A criatura; meio touro meio serpente, corria em disparada fuga do reino inferior, onde, por um descuido do porteiro, havia escapado pelo portão que ligava o Submundo ao Olimpo, e agora vagava pelos campos furiosa e confusa, sendo perseguida pelos guardas que tentavam captura-la de volta, a criatura avistou o rio, e atirou-se neste sem pensar duas vezes, a calda de serpente lhe dava vantagem na água contra os cavalos fortes que lhe perseguiam, mas o rio não era profundo o suficiente para fazê-los desistir da perseguição. Sakura assustou-se quando viu a criatura se aproximar rápida, as patas dianteiras batiam na água e levantavam pequenas ondas enquanto a calda se estendia e balançava de um lado para o outro, não era comum uma criatura tão profana caminhar sobre um lugar tão abençoado, e isso a espantou, mas ela sabia que o portão que levava ao Submundo estava escondido pelas altas arvores em algum lugar dos campos, e imaginou que a criatura vinha de lá, logo atrás dele passaram três cavaleiros que vinham, acredite se quiser, em pé sobre seus cavalos enquanto miravam suas flechas no ofiotauro, os olhos de Sakura imediatamente se voltaram para o último homem a entrar em seu campo de visão. 

Ele cavalgava um lindo friesian negro, o animal era enorme e robusto com sua pelagem totalmente tomada pela escuridão que brilhava contra o sol, assim que as flechas acertaram o fugitivo e este caiu e urrou, o homem encima do cavalo puxou suas rédeas e o fez parar, as patas dianteiras do animal levantaram alto, provavelmente comemorando o fim da caçada, e o Deus que o montava pareceu ainda mais soberano quando permaneceu firme em suas costas, este homem, como vocês já devem imaginar; era Sasuke, e Sakura nunca tinha o visto antes, visto que Sasuke nunca se importou em aparecer no Olimpo, mesmo quando convocado pelos irmãos, e só aparecia quando lhe convinha. 

 

Por uma coincidência, ou uma ajuda das irmãs do destino, Sasuke parou diante de Sakura, ele com certeza se destacava do lugar claro e quente, suas muitas camadas de roupas pareciam pesadas e negras, contrastando com a paisagem colorida, ele usava uma armadura de um metal muito escuro, com uma capa negra e surrada correndo por suas costas, junto aos longos cabelos pretos e lisos que voavam agora com o vento, ela desejou ver seu rosto, mas não foi possível graças ao elmo que cobria sua cabeça e uma grande parte de seu rosto, deixando apenas os olhos e um pedaço do nariz e da boca de fora, acima da cabeça uma crista se estendia até a parte de trás, com cerdas vermelhas como sangue que ao final eram tão longas que se misturavam com o cabelo negro dele, Sakura sentiu seu coração acelerar com a visão do homem a sua frente, e eu, como Deusa do Amor, posso garantir que quando Sasuke viu a mulher seu peito também acelerou. 

O Deus vinha numa caçada selvagem contra a criatura que ousava fugir de seus domínios, nada até então conseguiu chamar sua atenção, e ele jurou a si mesmo que só desviou os olhos de sua presa quando ela foi derrubada por seus subordinados, mas quando seu fiel cavalo ergueu o corpo seus olhos negros se desviaram instintivamente para a coisa mais colorida que tinha ali, logo ao seu lado, em meio ao campo verde uma mulher sentada sobre uma cama de flores com os pequenos animais brincando ao seu redor, Sasuke tinha certeza de que nunca havia colocado os olhos naquela mulher, jamais se esqueceria da cor de seus cabelos ondulados, tinha uma aura muito imponente para uma simples ninfa, mas não era uma Deusa poderosa, ou ele já a teria conhecido antes, o vestido que usava era tão leve e fino que ele poderia facilmente imaginar o corpo dela totalmente nu, ela tinha uma mão sobre o peito ofegante, parecia assustada, a boca rosada entreaberta e os estonteantes olhos verdes arregalados, vidrados e presos na imagem dele a sua frente. 

Sasuke desceu do cavalo, e era mais alto do que ela imaginava quando colocou os pés dentro da água, deu duas batidinhas no lombo do cavalo que permaneceu parado atrás dele, fez um sinal com a mão para os guardas, e se virou caminhando em direção a ela, o Deus tinha movimentos bruscos e passadas pesadas, a armadura fazia um barulho de metal toda vez que se movia, a capa rasgada era pesada demais, mas os cabelos negros balançavam com o vento, enquanto caminhava em sua direção Sakura sentiu, pela primeira vez, uma sensação que futuramente ela chamaria de amor à primeira vista... 

 

O Deus do Submundo se ajoelhou diante da Deusa das Flores, com um joelho no chão florido e o cotovelo apoiado sobre o outro ele a observou, os animais ao redor dela correram e se esconderam assim que ele se aproximou, mas ele não se importou com isso, estava acostumado, o que ele não estava acostumado era a alguém encará-lo tão abertamente quanto aquela jovem Deusa fazia agora, era comum as pessoas fugirem ou manterem a cabeça abaixada em sua presença, mas não ela, aquela mulher permaneceu encarando-o com seus lindos olhos verdes quando ele se ajoelhou diante dela para ficar a sua altura, Sasuke levou a mão até o elmo e tirou-o, os cabelos negros quase cobriram seus olhos, sua pele era tão branca que era óbvio que quase nunca era banhada pelo sol, os lábios finos e sérios pareciam macios, a estrutura de seu rosto era poderosa, a mandíbula marcada e o queixo forte, mas os olhos foram o que encantaram ela, olhos que pareciam sugar tudo para dentro de sua escuridão. 

Talvez Sakura nem tenha percebido seu ato antes de já estar na metade do caminho, o fato é que ela estendeu o corpo para frente, e levantou o braço em sua direção, os dedos finos e pequenos se esticaram e ainda assim ela não havia alcançado a pele clara que desejava tocar, mas Sasuke inclinou o corpo um pouco mais, permitindo que tocasse seu rosto de forma delicada, a pele do rosto dele era suave e gelada, fazendo a moça, sempre quente, se arrepiar com o toque, Sasuke permaneceu com os olhos negros focados nela, e Sakura não soube se foi graças ao toque, ou o olhar do homem sobre si, mas sentiu seu baixo ventre formigar.  

Sasuke sentia a mão macia e pequena em seu rosto, o toque quente dela lhe dava uma sensação que há muito não sentia: paz, e ao mesmo tempo, quando olhava para a mulher, podia ouvir seus demônios internos gritarem, o rosto angelical ele quis profanar, o tecido branco que cobria seu corpo ele quis arrancar com os dentes, e ainda assim não teve coragem de ato algum além de esperar pelo próximo movimento dela, Sakura por sua vez era muito mais ousada do que jamais imaginou que seria, ela tirou a mão que ainda estava sobre o peito ofegante, e o homem desviou os olhos por alguns instantes para os seios quase a mostra, mas voltou a colar o olhar no dela quando sentiu a segunda mão do outro lado de seu rosto, ela segurou seu rosto firme, mas de alguma forma ainda era um toque delicado, e lentamente puxou o homem para si, obrigando o Deus a colocar a mão no chão para não cair sobre ela, e quando seus rostos estavam perto o suficiente para as respirações afoitas se chocarem, hipnotizados pela presença um do outro, o urro do ofiotauro bradou no ar. 

Sasuke saiu imediatamente do transe em que estava e virou o rosto em direção a floresta onde ficavam os portões para o Submundo, ele levantou-se rápido e deu as costas a mulher ainda sentada, colocou o elmo em sua cabeça novamente e em um único movimento ele subiu no enorme cavalo negro, mas antes de partir, voltou os olhos negros para ela novamente, ainda com a mão no ar e o peito ofegante o observando, e com sua voz forte e imponente, que poucos tinham o prazer de ouvir, ele perguntou. 

 

— Quem é você? 

— Sou Sakura, a Deusa das Flores, dos Frutos e das Ervas e Perfumes, filha de Zeus, Deus dos Céus e de Deméter, Deusa da Agricultura. 

— Eu voltarei ao Olimpo em sete dias, Sakura. 

 

E dito isso ele bateu as rédeas do cavalo que partiu em disparada para longe, deixando para trás uma Deusa ofegante e nervosa, mas extremamente animada. E se isso não foi amor à primeira vista, eu, a Deusa do Amor, não entendo nada sobre esse sentimento.

Naquela noite Sakura não conseguiu dormir, ainda podia sentir a sensação daqueles lindos olhos negros sobre si, e seu corpo inteiro respondia a esta memória tão viva nela, não foi diferente com o Deus do Submundo, que perambulou a noite inteira quase sem dar importância aos afazeres que exigiam sua atenção, e não foi diferente nos dias e nas noites seguintes, nenhum deles conseguiu esquecer aquela sensação. Ah o amor, é um sentimento tão belo e quente, mas também pode ser assustadoramente agressivo, Sasuke não conseguia tirar aquela mulher, quem quer que fosse, de seus pensamentos, sentia um desejo profundo e ele se quer conseguia identificar ao que era, mas sempre que a imagem da mulher sentada na cama de flores vinha a sua mente as palavras eu quero vinham junto. 

Sete dias se passaram, Sakura acordou antes que os raios de sol entrassem pelas janelas do templo de sua mãe, tomou um banho quente, quase fervendo, o que deixou sua pele inteira avermelhada, e jogou por cima do corpo um tecido azul tão claro que se tornava transparente ao contato com a pele, os longuíssimos cabelos cor de rosa ela deixou soltos, gostava de quando movia a cabeça sutilmente e eles balançassem com a brisa, e antes mesmo de sua mãe ou as ninfas acordarem ela fugiu do templo, ansiosa caminhou pelos campos do Olimpo, que a àquela hora ainda se encontravam vazios, e só enquanto se aproximava do rio o sol nasceu, mas quando finalmente se aproximou do lugar viu que não havia sido a primeira a chegar. O homem, ainda todo vestido de preto se encontrava sentado à beira do rio, estava sem a armadura negra, mas a camisa de linho preta parecia quase tão pesada quanto, as calças e botas também passavam a mesma impressão, o elmo com as cerdas vermelhas estava no chão ao seu lado, os cabelos longos e negros voavam em suas costas, com apenas duas tiras presas atrás da cabeça, o cavalo negro pastava a alguns metros de distância calmamente.  

Ela não fez barulho algum, mas Sasuke pode sentir o cheiro doce quando ela se aproximou, levantou-se e se virou em direção a ela, estava ainda mais linda do que ele se lembrava, Sasuke percebeu que ela deixava um rastro de flores desabrochando por onde passava, usava um vestido longo, mas tão leve que balançava com a mais leve brisa da manhã, os cabelos cor de rosa dançavam ao seu redor espalhando seu perfume pelo lugar, o corpo, agora que a via em pé, era ainda mais perigosamente desejável do que ele havia sido capaz de imaginar, os seios fartos cobertos pelo tecido quase transparente, a cintura fina e delicada com duas linhas de fios de ouro ao seu redor, e o quadril largo e volumoso que fez o Deus engolir a própria saliva, Sakura se aproximou com a respiração já tremula, por algum motivo que ela ainda não conhecia, aquele homem deixava seus ânimos exaltados, mas quando ele falou, com sua voz rouca e totalmente autoritária, os joelhos dela quase não aguentaram seu próprio peso... 

 

— Pensei que não viria. 

— Nem o próprio Deus dos Deuses me impediria de vir encontrá-lo hoje. — Sasuke gostou de ouvir a resposta que ouviu, mas vaidoso como era, queria mais... 

— Por que? O que a traz ao encontro de um completo estranho? — Ela não demorou a responder, e sua voz doce soava com propriedade. 

— A forma como você me olha, faz com que eu anseie ser observada pelos seus olhos negros. 

— E como eu a olho, Sakura Deusa das Flores? — Havia soberba no tom de voz dele. 

— Como se fosse me devorar. Ninguém jamais me olhou assim. 

 

A ele com certeza poderia devorá-la naquele exato momento, em sua mente saltitavam diferentes formas de fazê-lo aliás, a boca do Deus encheu d’agua ao imaginar sua língua naquela pele avermelhada, ele estendeu a mão em direção a ela, e com a voz sedosa como ninguém jamais havia ouvido, em todo Olimpo ou fora dele, chamou-a... 

 

— Chegue mais perto, se tiver coragem. 

 

Sakura teve. Os passos lentos em direção ao homem eram graças ao coração acelerado, aqueles olhos negros transmitiam malicia e desejo, era um homem imponente com certeza, muitos diriam assustador, mas tudo o que ela via agora era o alvo de seus desejos mais obscuros, aqueles que ela guardava só para si até então, Sakura pegou a mão dele, sentindo a pele gelada do homem arrepia-la mais uma vez, e deixou o corpo pequeno ser puxado pelo homem de preto parado a sua frente, a respiração de Sakura estava descompassada, sentia o corpo arder inteiro e as pernas fraquejarem, olhava diretamente para as clavículas do homem a mostra pela camisa, ele tinha um porte forte e musculoso, era um homem grande e robusto, ainda mais comparado a ela, pequena e delicada, sentiu a mão fria dele subir por seu braço, num toque tão delicado que não parecia vir de um homem tão sinistro, os olhos verdes cintilaram quando ele tocou seu queixo e levantou o delicado rosto, forçou-a a encará-lo nos olhos, e devagar, deliciando-se com todas as reações que o corpo e o rosto dela tinham ele se aproximou, perto o suficiente para sentir a respiração quente dela bater contra seus lábios, e com um sorrisinho vencedor ele esperou ela dar o próximo passo, sentindo a mulher repousar os lábios carnudos sobre os seus... 

As mãos de Sasuke deslizaram pelas costas dela, uma ocupou-se em segurar sua nuca, para que mesmo que quisesse não conseguisse mais fugir dali, a outra enrolou sua cintura e pressionou-a contra seu torço forte, sentindo os delicados braços da mulher abraçarem seu pescoço e enroscarem-se em seus longos cabelos negros, o gosto da boca dela era tão doce quanto ele imaginou que seria, queria provar mais daquele gosto doce, logo ele que sempre odiou o mel, agora lambuzava-se com a mulher nos braços, tão faminto que tirou-a do chão sem nem mesmo perceber, ele mordeu seu lábio inferior ao final do beijo, e encarou o rosto totalmente vermelho e ofegante dela, os olhos verdes se colaram nos dele, ela não fugiu ou hesitou, como ele imaginou que faria, ela o encarou por um longo tempo enquanto reorganizava a respiração e os pensamentos, e depois de tê-lo feito, beijou-o mais uma vez, puxando o homem sobre si  enquanto a garganta ronronava e fazia a imaginação de Sasuke voar em como seria aquela voz doce gemendo em seu ouvido.

Ouviram de longe a voz da mulher chamando pelo nome de Sakura, os olhos verdes se arregalaram, ela estava literalmente no colo dele quando finalmente voltou a si, e o homem que a mantinha fora do chão sorria de forma sarcástica enquanto lambia o próprio lábio superior em busca do gosto dela... 

 

— É minha mãe, vai me matar se me encontrar com alguém. 

 

Sasuke conhecia bem a Deusa da agricultura, e sabia o quão brava e assustadora a mulher poderia parecer, mas largá-la era quase um flagelo para ele, roubou seus lábios doces uma última vez, apenas por consolação própria e enfim largou-a no chão, dando um passo para trás e vendo o chão onde ambos estavam repleto de flores que antes não estavam ali, ela pareceu assustada, mas ainda assim mantinha as mãos sobre o peito ofegante na tentativa de guardar a sensação do corpo dele junto ao seu, o homem sorriu e pegou o elmo de cerdas vermelhas no chão, jogando-o para cima, o capacete girou duas vezes no ar, e caiu na mão do homem que colocou-o na cabeça, o nome de Sakura foi chamado novamente, e ela virou o rosto rapidamente para onde vinha a voz, ainda não podia enxergar ninguém pelo caminho, e quando voltou os olhos para ele, o homem de negro havia sumido, em sua inocência ela agradeceu por ele se esconder, mas uma parte dela ficou triste por não conseguir se despedir, segundos depois apareceram as três ninfas fieis a sua mãe correndo em sua direção... 

 

— Senhora Sakura sua mãe lhe chama, você tem visita. 

— Alguém deseja me ver? — Perguntou observando ao redor a procura de algum sinal do homem. 

— Sim, o Deus da Guerra a aguarda ansioso. 

 

Sakura suspirou cansada, ultimamente recebia visitas indesejadas de Deuses que tentavam convencer sua mãe a dar sua mão em casamento, a Deusa das Colheitas recusava a todos logo de cara, sem se importar se eram Deuses importantes ou não, queria sua amada filha só para ela, mas sabia que Sakura teria que sair de baixo de suas asas uma hora e talvez por isso estava dando uma chance aos pretendentes, mas Sakura não queria isso, a maioria do Olimpo dizia que sua mãe era superprotetora e afastava os todos Deuses de sua inocente e amada filha, mas a verdade é que Sakura tão pouco os queria por perto, seguiu caminhando pelo caminho por onde as ninfas haviam chegado pensando em uma maneira de fugir do encontro, achava todos os Deuses do Olimpo entediantes, eram lindos é claro, com contos heroicos e adorados por toda a terra, mas bastava alguns minutos de conversa para que Sakura desejasse que uma pedra caísse sobre sua cabeça para ter uma desculpa decente de sair correndo, desprendeu-se de seus pensamentos apenas quando notou que as ninfas ao seu redor pareciam assustadas, virou-se e então viu o enorme garanhão negro a seguindo. 

O cavalo do homem que havia sumido caminhava lentamente atrás da Deusa das Flores, acompanhando-a de perto e assustando as ninfas que nunca tinham visto o grande animal pelos campos do Monte, Sakura pensou que o homem havia tido que fugir e se esconder tão rápido que havia deixado o animal para trás momentaneamente, ela virou-se e se aproximou do animal que, com a sua aproximação, baixou levemente a cabeça para que Sakura conseguisse toca-lo, a Deusa acariciou o garanhão negro que pareceu contente com o toque quente, ela ficou feliz, se o cavalo ainda estava ali significava que ele iria voltar, mais cedo ou mais tarde o misterioso homem apareceria para buscá-lo. 

Sakura voltou contrariada para o templo de sua mãe, onde residia, as ninfas a deixaram enquanto atravessava o grande salão do templo, e quando saiu para os jardins pode ver o homem parado a aguardando. O Deus da Guerra era um homem grande e forte, como era de se esperar, você deve ter imaginado assim, usava uma armadura dourada como o sol e uma enorme capa vermelha que arrastava no chão, carregava no braço um elmo, muito similar ao do homem que ela havia encontrado mais cedo, e os cabelos curtos eram tão vermelhos quanto sangue, quando a viu chegar ele sorriu galante, caminhando até ela a passos largos e, sem pedir permissão, pegou a mão da jovem Deusa e beijou-a, Sakura sorriu forçado e logo depois puxou a mão e escondeu-a em suas costas... 

 

— Senhor Gaara, é uma honra recebe-lo. — Você provavelmente o conhece por Ares, ou Marte

— A honra é minha encontrá-la tão graciosa para me receber. — Sakura sorriu sem graça, não deveria dizer que não havia se arrumado para ele, seria desrespeitoso, mas o pensamento passou por sua mente atrevida. 

— A que devo sua visita?  

— Estou voltando ao Olimpo depois de uma árdua batalha, da qual obviamente sai vencedor, e não há forma melhor de comemorar uma vitória ao lado de uma das damas mais belas de todo o Olimpo. — Sakura sorriu falsa e o homem continuou. — Conversei com sua mãe ainda a pouco e ela me confidenciou que você adora passear pelos campos verdes do Monte Olimpo, talvez me deixasse acompanha-la. 

— Seria uma honra... — Sakura curiosamente pode sentir uma sensação estranha em suas costas, estranha o suficiente para fazê-la se virar, apenas para não encontrar nada, e então voltou sua atenção ao Deus. — Mas hoje seria impossível, veja estamos próximos da colheita e minha mãe precisará de minha ajuda. 

— Ah, sim, eu entendo completamente, sempre ouvi dizer que você era muito dedicada e confiável aos deveres, uma qualidade excelente de fato.  

— Eu agradeço a compreensão.  

 

O homem se curvou galante em sua direção, pronto para segurar sua mão uma segunda vez, mas foi impedido pelo grande cavalo negro que relinchou e chamou a atenção de ambos, o animal sacudia a cabeça e batia a pata dianteira no chão repetidamente, a agitação dele fez Sakura aproximar-se do animal e acaricia-lo o acalmando, e este, novamente, ficou apenas quieto recebendo o carinho da mulher, quando Sakura voltou os olhos ao Deus ele parecia curioso, olhando ao redor como se procurasse por algo, e então falou, mais para si mesmo do que para Sakura... 

 

— Eu não sabia que ele estava no Olimpo... Diga-me, onde está o dono deste animal? 

— Eu não saberia dizer. — Alguns diziam que Sakura era inocente, mas na verdade ela sabia muito bem usar desta inocência a seu favor. — Ele me seguiu pelo campo enquanto eu passeava pela manhã, acredito que gostou de mim. 

 

O homem apenas sorriu em sua direção, claramente pensando em outra coisa, depois daquilo ele não se demorou muito, e Sakura agradeceu por não precisar ficar por mais um minuto que fosse tentando fugir de suas investidas, não que ele fosse insuportável, ela me confessou uma vez que o Deus da Guerra seria até aceitável se Sasuke não tivesse entrado em sua vida de uma forma tão avassaladora. O cavalo negro a seguiu pelo resto do dia enquanto ela ajudava na plantação das flores próximas ao templo de sua mãe, o que para ela era muito fácil, visto que tudo que precisava fazer era caminhar pelo local e as flores desabrochavam pelo caminho, mas algo estava a desconcertando; aquela sensação estranha por perto, quando o sol finalmente sumiu e a lua assumiu o céu do Olimpo ela voltou ao templo, subindo a escadaria de mármore e o voltando a seus aposentos, observou-se em um grande espelho, o vestido azul delicado, os cabelos cor de rosa, a sensação sobre seus ombros, ela virou-se e observou o quarto, a lua iluminava o lugar pela grande janela de mármore claro, a cama com os lençóis de seda, as cortinas claras voando, a penumbra nos cantos do lugar, o ar pesado... 

Sakura caminhou lentamente até a cama, engatinhou sobre esta até chegar ao centro, balançando o largo quadril devagar, ali a lua podia banhar seu corpo com a luz azulada, ela levou a mão até os fios de ouro que prendiam o tecido azul sobre seu corpo, e assim que soltou-os o tecido caiu sobre suas pernas, e os seios fartos e arredondados ficaram expostos, o tecido azul cobria sua intimidade e caia sobre as coxas, ela fez um movimento sutil com as mãos e colocou os longos cabelos cor de rosa sobre o ombro, brincando com os fios entre os dedos, sentiu sua pele se arrepiando gradativamente e então sorriu maliciosa... 

 

— Agora tenho certeza. Você pode esconder sua imagem e a aura poderosa ao seu redor, mas não pode esconder a sensação que causa em mim quando me olha... 

 

De fato, de boba Sakura não tinha nada, não demorou a ver a silhueta do homem aparecer em um dos cantos escuros do quarto, ele tirava lentamente o elmo de sua cabeça, as roupas negras o ajudavam a se esconder na escuridão, ele colocou o elmo sobre uma mesa e com um sorriso convencido no rosto se aproximou devagar, parando diante da Deusa seminua sobre a cama, ele se tornava ainda mais desejável em meio as sombras, os cabelos negros escorridos pelo corpo forte, sem a brisa para balançá-los, com os olhos negros colados nela e a respiração pesada, ele agachou-se a beira da cama, e o olhar malicioso correu o corpo dela devagar, daquela posição ele tinha uma visão privilegiada e aproveitou-a por alguns minutos em silêncio, adorando a sensação de ver a Deusa das Flores corar lindamente só em ter seus olhos sobre seu corpo frágil, coisa que ele não tinha visto quando o Deus da Guerra havia a tocado, aliás, odiou assistir aquela cena ridícula, Sasuke estendeu a mão gelada em direção a ela, deslizando a mão pelo pé da mulher e agarrando, muito firme, o tornozelo delicado, vendo a pele macia se arrepiar com o toque, a voz rouca do Deus do Submundo soou em seus aposentos... 

 

— Ah, doce Sakura, você tinha razão, eu poderia devorá-la agora mesmo. — O suspiro que a Deusa soltou foi de prazer... — Mas se o fizesse seus pretendentes poderiam ficar extremamente abalados. — O sorriso no canto da boca dele era tão maleável quanto o próprio pecado.  

— Você não me parece ser alguém que tem piedade dos adversários. 

 

Sasuke mordeu o próprio lábio inferior quando ao responder ela moveu as pernas, deixando-o ainda mais incontrolavelmente curioso e ansioso para arrancar o tecido jogado sobre suas coxas, mas não o fez, gostava do jogo que havia se iniciado entre os dois, e decidiu ver até onde a mulher com rosto angelical conseguia ir, ele levantou-se e debruçou-se sobre a cama, pousando a boca sobre o pé dela, e correndo a perna lisa com a boca até o joelho, colou os olhos nela mais uma vez e encontrou uma mulher muito vermelha o encarando de volta, adorou aquilo, voltou a lamber sua pele até a coxa volumosa, mas não moveu o tecido azul um milímetro sequer, Sasuke mordiscou a barriga lisa e sentiu a mulher se inclinar para trás, dando a ele o espaço para que continuasse o trajeto que fazia, ele fez questão de olhar para o rosto da Deusa enquanto lambia o vale entre seus fartos seios expostos, e viu-a abrir a boca em um gemido mudo, finalmente alcançando o pescoço da mulher e sentindo a mão dela segurar sua nuca, ele beijou-a novamente, havia ansiado por fazer isso durante todo o dia, acompanhou-a desde que as ninfas apareceram até aquele momento, controlando seus instintos mais insanos ao ver o outro Deus tocar sua pele sem permissão, era evidente que Sakura se entregava a ele de uma forma que não fazia a nenhum outro, e sua pele avermelhada e a respiração ofegante contavam isso ao Deus, ele deitou o corpo pesado sobre o dela, deslizando a mão grande pela coxa e segurando-a firme, enquanto sentia as mãos da mulher segurando-o, sorriu ao se separar dela e ver os olhos verdes bêbados e totalmente entregues ao momento... 

 

— Eu não tenho piedade de ninguém, e não terei de você se continuar a me atiçar da forma com que vem fazendo. 

— Não é a sua piedade que eu quero, e sim sua atenção apenas. 

— Observei você o dia inteiro, esses olhos inocentes não me enganam mais. 

— Decepcionado? — A voz manhosa dela o fez sorrir, de fato, Sasuke nunca sorriu tanto na vida quanto fazia quando estava ao lado dela. 

— O contrário; impressionado. — Sasuke aproximou-se ainda mais, segurando o rosto da jovem forte o suficiente para os lábios carnudos ficarem entreabertos e arredondados. — Fiquei orgulhoso de vê-la rechaçar aquele maníaco da guerra. Não quero ver outro maldito Deus cortejando-a novamente. 

— Não tenha piedade de nenhum deles e me tome só para você então. 

 

Sasuke avançou nela, como se acabasse de receber uma ordem, beijando-a de forma muito mais selvagem desta vez, enquanto segurava firme seus cabelos cor de rosa e apertava sua coxa com a mão grande, ele passou uma perna por entre as dela, e empurrou sua intimidade com a coxa, fazendo a mulher entreabrir os olhos e soltar um pequeno gemido, ela era ousada de fato, mas ainda era pura, e não conseguiu esconder isso do homem quando viu em seus olhos verdes a ansiedade mista ao desejo. Sasuke sorriu, saber que ninguém nunca a havia tocado o deixava ainda mais enlouquecido de desejo pela jovem Deusa, mas era um homem sábio, sempre foi, e sabia aguardar o momento certo das coisas, levantou-se de subido e olhou-a de cima, atirada sobre a cama ainda ofegante pelo beijo prolongado, um último sorrisinho pecaminoso escapou por seus lábios antes dele se virar em direção a mesa e ao elmo que o aguardava, Sakura sentou-se na cama, e não se preocupou em cobrir os lindos seios... 

 

— É injusto, você passou o dia comigo, mas eu não passei com você. Sequer sei seu nome... 

— Eu volto em sete dias. 

 

E dito isso ele colocou o elmo sobre os cabelos negros e sumiu, Sakura suspirou enfim, a sensação que ele causava em seu corpo finalmente sumiu, ela já não estava mais aguentando seu peito acelerado por tanto tempo, realmente foi uma mulher forte, eu mesma não teria conseguido me segurar. E nesse momento você deve estar se perguntando como eu sei de todas estas coisas, a resposta é simples; eu sou a Deusa do Amor, como já havia dito, e deixe-me esclarecer algo; posso colocar os olhos sobre um casal e ver como o amor nasceu entre eles, sim, nos mínimos detalhes. Continuando, os dias de Sakura são sempre muito chatos, salvo algumas visitas de alguns Deuses insistentes, depois que o Olimpo descobriu que a Deusa da Colheita estava agora aceitando pretendentes para sua belíssima filha, uma fila de Deuses e Semideuses se formou em sua porta, não que ela recebesse qualquer um, era uma Deusa de temperamento muito forte e poucos ousavam encará-la, mas isto não é relevante para nossa história, pois Sakura não se interessava por absolutamente nenhum deles, e aguardava ansiosa os sete dias se passarem para enfim poder encontra-lo novamente. 

Pelas musas como o tempo demorou a passar para ela naquela semana, mas enfim o dia chegou, Sakura acordou antes do sol novamente, tomou seu banho fervente e escolheu um vestido cor de rosa, quase branco, e praticamente transparente, como a maioria dos dias, claro e leve como todos os outros, caminhou sorrateira pelo templo e saiu apressada correndo pelos campos, os cabelos longuíssimos voavam assim como o tecido extremamente leve de seu vestido, os pés descalços saltitavam sobre a grama e corriam em direção a ele, o homem de preto, para sua surpresa, já a aguardava antes mesmo do sol nascer, e desta vez ela não foi sutil, continuou correndo em sua direção e quando chegou próxima o suficiente jogou-se nos braços do homem grande que segurou-a sem dificuldade alguma, mas não pode negar a surpresa ao sentir a mulher atirar-se em seu colo e lhe roubar os lábios em um beijo quente e cheio de saudade. Sasuke segurava-a com uma mão em sua coxa, e as pernas pequenas se prenderam em sua cintura, o cheiro dela inebriou-o de paixão, o gosto de sua boca e a voz adocicada inflavam seu ego como poucas coisas conseguiam, ele separou-se da mulher, mas não a colocou no chão, manteve-a em seu colo e pode jurar que se pudesse nunca mais a largaria... 

 

— Não deixarei mais que vá embora. — Ela exclamou com a voz manhosa. 

— Pretende me raptar? 

— Se for necessário para tê-lo em meus braços todos os dias; sim, irei. — Ela mudou o tom para uma voz confiante e decidida. — Além do mais, se me abandonar novamente o Deus da Guerra ou o do Vinho me tomarão por esposa, e você confessou que não queria ver outro a meu lado. 

— Iria tão longe por mim? Sem nem saber quem eu sou? 

— Não me importo com seu título, apenas quero ser sua. 

 

Sasuke observou-a sério por quase um minuto inteiro, ninguém, jamais, havia se entregado assim para ele, o Deus do Mundo Interior era temido, tanto na terra quanto no Olimpo, as pessoas se quer ousavam repetir seu nome, seja ele qual fosse na atual civilização, era taxado como um Deus apavorante, horrendo ou medonho, talvez por isso pouco saísse de seus domínios e subisse ao Olimpo, confesso que eu própria, nas primeiras centenas de anos em que convivemos o temia, mas quando o vi ao lado dela, pude ver algo que os outros Deuses não podiam, ele nutria um amor tão puro, como eu nunca tinha visto no coração de um Deus, toda essa imagem mal interpretada que perpetuavam dele e todos o julgavam e afastavam-no sem nem antes dá-lo a chance de conhecê-lo, então acredito que seja por isso que Sasuke não estava acostumado as pessoas admirando-o, talvez por isso surpreendeu-se com aquela jovem Deusa das Flores entregando-se em seus braços sem medo ou receio, Sasuke colocou-a no chão e deu um passo para trás, o sol havia nascido a alguns minutos, os olhos ficaram sombrios e a voz imponente, e então ele se apresentou... 

 

— Eu sou Sasuke, Deus de todo o Submundo, da Pós Morte e das Riquezas, filho de Cronos o Deus do Tempo e Rei dos Titãs, e Reia a Mãe dos Deuses. 

 

Os olhos verdes de Sakura se arregalaram, ele pode ver o medo nascendo em seus olhos e inundando-os até se encherem de lágrimas, engoliu a própria saliva tentando afastar o nó em sua garganta, Sakura havia imaginado que ele era apenas um general de guerra do submundo, talvez alguém com alguma patente importante no mundo dos mortos, mas aquilo se quer havia passado por sua mente, e nesse momento ela se sentiu verdadeiramente inocente, ela lentamente baixou a cabeça, e em um movimento vagaroso ajoelhou-se diante de um dos Três Deuses Reis, e com a voz chorosa clamou... 

 

— Me perdoe, meu senhor, eu não quis ofendê-lo com minha ousadia, tão pouco desejei incomodá-lo com minha prepotência em cogitar permanecer ao seu lado. — As lágrimas correram dos olhos dela, Sasuke desviou o olhar da mulher e suspirou fundo e cansado antes de perguntar... 

— Minha posição te assusta tanto a ponto de fazê-la chorar? — A Deusa se quer ousou olhá-lo quando respondeu. 

— Não, meu senhor, me assusta saber que alguém tão soberano e divino jamais tomaria a mim, uma Deusa menor, como sua. 

 

Ah, esse é um dos momentos que faz meu coração acelerar, os olhos de Sasuke se arregalaram, ele, o Deus do Submundo, surpreendeu-se verdadeiramente com as palavras da mulher ajoelhada a sua frente, estava errado sobre o medo que ele viu crescer latente em seus olhos, ela não chorava com medo dele, e sim com medo de perdê-lo antes mesmo de tê-lo para si, ela não era como todos os outros Deuses do Olimpo, incluso a mim, ela não o temeu, não o rechaçou, ela queria entregar-se a ele mesmo todos os outros querendo apenas distância, Sasuke ajoelhou-se diante da Deusa a sua frente, e viu quando os olhos verdes se surpreenderam com o ato, já havia ouvido contarem que o Deus do Submundo era um ser extremamente orgulhoso, e que nunca baixava a cabeça perante ninguém, nem mesmo para o próprio irmão, Zeus, mas ali estava ele, ajoelhado a sua frente com os olhos mansos, ele segurou seu rosto pequeno com as mãos geladas e beijou-a, de uma forma tão gentil que deixou-a atordoada com tamanha caricia, e quando enfim o beijo cálido teve fim escorou sua testa na dela... 

 

— Ainda deseja ser minha, Sakura? 

— Eu não ousaria desejar algo tão grandioso sendo apenas uma Deusa inferior, os humanos mal lembram de meu nome. 

— Se desejar ser minha, o mundo inteiro se curvará em sua presença, adorará seu nome e temerá sua cólera. 

— Não é isso que eu desejo. 

— Me diga então, o que deseja? E eu o tornarei real. 

— Desejo que me tome em seus braços e não me largue mais, desejo que me devore, me embriague, me zele e nunca me abandone. 

— Você confia em mim, Sakura? 

 

Sasuke esperou por uma resposta verbal, mas esta não veio, a Deusa dos cabelos cor de rosa segurou suas vestes negras com as delicadas e pequenas mãos e beijou-o, o gosto salgado de suas lágrimas invadiram a boca do homem, e ele pode sentir o corpo dela amolecer quando abraçou-a forte, e quando finalmente abriu os olhos verdes, embriagados em paixão, fez um sinal de sim com a cabeça. Sasuke assoviou alto e o grande cavalo negro, que pastava ali por perto, se aproximou a galope, Sasuke levantou-se e passou o braço forte pela cintura de Sakura, ele segurou as crinas do cavalo enquanto ele passava e em um pulo subiu no animal, colocando Sakura entre suas pernas, abraçada em seu corpo, com os longos cabelos cor de rosa e o tecido claro voando, eles seguiram em disparada em direção aos portões do Submundo. 

Aquela manhã, mais tarde na história, ficou conhecida como o dia do Rapto de Perséfone, mas como agora sabemos, não houve rapto algum, somente um desejo mútuo de se entregarem ao amor latente em seus corações. 

O animal negro corria tão rápido como nenhum outro, e adentrou a floresta alta já sabendo o rumo que deveria tomar, Sakura mal conseguia abrir os olhos enquanto permaneceu abraçada ao Deus, mas quando viu as arvores verdes e vivas serem substituídas por troncos mortos e queimados ela virou o rosto para frente, havia um enorme portão, era gigantesco, feito de pedras e entalhado divinamente, os portões começaram a se abrir devagar enquanto o cavalo corria em sua direção, ao passarem por eles o ambiente mudou drasticamente, era escuro e frio, e como diziam os mitos antigos, coberto por três camadas de noites, corriam agora sobre uma gigantesca ponte de pedra e ela não conseguia enxergar nada além de fogo abaixo deles, mas o que a assustou foi o chão começar a desabar sob seus pés o barulho das pedras se quebrando e desabando em meio ao fogo alto, ela agarrou-se ainda mais ao Deus, e sentiu-o embrulhar seu pequeno corpo com um dos braços, confortando-a de que estava tudo bem, o enorme cavalo abriu as enormes asas negras e planou sobre o lugar, a crina que o Deus do Submundo segurava transformou-se em chamas azuis, Sakura assustou-se, mas as chamas não a queimaram, apesar de encostar em sua pele, e foi só quando ela voltou os olhos para o homem que percebeu que a aparência dele também havia se alterado, os olhos estavam vermelhos como sangue, brilhavam entre o rosto pálido e os cabelos sombrios, e de sua capa surrada subiam altas chamas negras por suas costas e ombros, continuaram cavalgando no ar até o enorme castelo construído inteiramente de turmalina negra. 

Até aquele momento, nem Sakura, nem muitos dos Olimpianos, sabiam da existência de outro Pégasus, e este não era apenas uma divindade, mas sim um Deus Legítimo, Árion, como vamos chamá-lo aqui, cavalgou ao redor do enorme palácio e quando suas patas tocaram o chão as asas sumiram, assim como as chamas em suas crinas, Sasuke desceu, e quando o fez sua aparência já era novamente a que a jovem Deusa conhecia, os olhos negros se voltaram para ela e pegou Sakura no colo, mas não a colocou no chão, ele atravessou o colossal palácio com ela nos braços, devagar e em silêncio, deixando-a que se acostumasse a visão a sua volta, o palácio do Deus do Submundo era muito lindo, não há como negar, apesar de sombrio e gelado, ao contrário do lado exterior onde vagavam as almas, mas chegaremos lá depois. Sasuke subiu com ela pelas escadas negras, e atravessou um enorme corredor com um tapete vermelho, finalmente entrando por uma das enormes portas, Sakura teve certeza de que aquele eram os aposentos do Deus, o cheiro dele estava impregnado pelo lugar, e ela sentiu sua respiração se acalmar com isso.  

Sasuke colocou-a de maneira delicada sobre a gigantesca cama de lençóis vermelhos escuros, a mulher vestida com a roupa clara e os cabelos coloridos destacou-se no ambiente, sua pele parecia cintilar entre toda aquela escuridão, as coxas a mostra, o peito ofegante embalando os seios, os olhos verdes confusos, Sasuke teve que se controlar e esperar ela absorver tudo aquilo, mas tenho certeza de que foi difícil para ele não saltar sobre ela, Sakura observou o local, haviam muitos móveis artesanalmente entalhados, castiçais com velas que queimavam e aqueciam o ambiente, cortinas longas e pesadas, um espelho enorme cobria uma parede inteira, muitos objetos de ferro e janelas que pareciam permanecer fechadas há muito tempo, mas apesar de bonito e bem arrumado, parecia um lugar muito mórbido, o completo oposto do templo ensolarado e claro com o qual ela estava acostumada. Sasuke se moveu devagar, ele passava quase despercebido entre tantos tons escuros, visto que somente seu rosto estava descoberto, ele aproximou-se da cama devagar, a última coisa que queria era assustá-la ainda mais, mas sabia que estava sujeito a acontecer, o submundo não era um lugar do qual os Deuses costumavam se sentir confortáveis, como eu já disse, ele era sábio, tinha consciência de que talvez, e só talvez, ela implorasse para levá-la embora imediatamente daquele lugar, por isso decidiu ser paciente, mas mais uma vez foi surpreendido pela Deusa. 

 

Terei que fazer um adendo aqui e me explicar antecipadamente; não costumo ficar assistindo a intimidade alheia, não me levem a mal, mas existem casais que simplesmente não posso evitar, como a própria Deusa do Amor, não me sinto embaraçada com nada que provenha deste sentimento, e o ato da paixão é uma das formas mais poderosas de expressa-lo, tudo entre Sasuke e Sakura foi epopeico, eu não poderia simplesmente não lhes contar, em detalhes, como foi quando o Deus do Reino Inferior finalmente colocou suas mãos nela. 

A Deusa das Flores moveu-se entre os lençóis escuros ficando de joelhos na cama, sem nunca tirar os olhos dele, as mãos pequenas tremiam, mas não se engane, não era medo ou nada parecido, estava ansiosa, ela estendeu a mão em sua direção e quando o Deus tocou sua pele quente ela puxou-o devagar, fazendo Sasuke aproximar-se dela parado a beira da cama, a respiração dele era pesada como sempre, mas agora tão próximo e a sós naquele quarto parecia ainda mais forte do que nunca, as mãos delicadas percorreram o tecido grosso e escuro da camisa, a ponta dos dedos finos tocou levemente o pouco de pele a mostra e o rosto dela corou imediatamente com o toque, os olhos se colaram nos dele mais uma vez, enquanto as mãos, não tão envergonhadas, buscaram pela barra da camisa, levantando-a e com a ajuda do próprio homem em segundos se perdeu na escuridão do chão,  ela mordeu o lábio inferior enquanto olhava o corpo dele, a pele tão gelada e clara agora estava avermelhada e quente enquanto ansiava por ela.  

A Deusa aproximou os lábios quentes dos músculos de seu peito beijando-o a pele e vendo o rosto do homem se encher de luxuria enquanto sua imaginação borbulhava, as mãos delicadas passeavam pelo corpo definido dele, ela nunca havia visto um corpo masculino daquela forma, os músculos fortes e firmes de um guerreiro, um dos melhores entre todos os Deuses aliás, as mãos grandes dele fechadas em punho enquanto tentava se segurar para não avançar na mulher pura como um animal, ela gostava de vê-lo tentando se conter por ela, subiu a boca carnuda pelo peitoral e o grande homem teve que inclinar o corpo para frente para que ela, pequena como era, conseguisse alcançar o pescoço, e Sakura pode ouvir o arfar na voz grossa, ela enfim selou os lábios dele, em um beijo quente e luxurioso, sentiu a mão do homem deslizar por sua nuca e prender seus cabelos cor de rosa, obrigando-a a afastar o rosto inocente, a voz rouca dele, apesar de calma, dominou o quarto. 

 

— Não tenho mais nada a lhe esconder, este sou eu, este lugar inteiro sou eu, com toda sua melancolia e desalento, não sou nem bem, nem mal, eu sou a ausência e o vazio que a pós-morte veste em sua sombra. Ainda assim deseja ser minha? 

— Eu prometo que o amarei por toda a eternidade. Então por favor, deixe-me trazer luz ao seu mundo sombrio. 

 

Sasuke avançou na Deusa a sua frente, num beijo feroz, a mão grande deslizou para baixo do tecido leve do vestido e apertou a coxa carnuda, ele desceu a boca pelo pescoço fino entre beijos e mordidas ouvindo a mulher ronronar, e o braço enrolou-se em sua cintura fina, ele não precisou fazer força alguma para levantá-la, havia vantagens na diferença de seus tamanhos, conseguia mover o corpo dela com muita habilidade, o homem puxou-a sentando-se, e com os pés gelados no chão, com as duas mãos na cintura dela virou-a de costas para si sentando-a em seu colo, Sakura então deparou-se de frente com o enorme espelho, sua pele branca parecia brilhosa em meio aos diversos tons de negro, pode ver os olhos vermelhos dele observando-a sobre seu ombro, vestidos de desejo, o vestido de tecido quase transparente estava bagunçado assim como os longos cabelos cor de rosa, viu e sentiu as mãos do homem escorregarem por suas coxas e lentamente subir o tecido leve, ele abriu as pernas dela devagar, e com suas próprias impediu-a de fecha-las, um sorriso malicioso apareceu no rosto dele quando ela finalmente percebeu que o que ele queria era que ela visse o que iria acontecer a seguir, ele queria que ela visse quando ele fizesse o prazer transbordar por seu corpo frágil, queria que visse o quão provocante era seu rosto inocente e corado. 

O Deus afastou os cabelos cor de rosa do pescoço delicado, curvou-se e mordiscou-o devagar, subiu uma das mãos até o seio farto apertando-o e arrancando dela um gemido da voz doce, Sakura jogou a cabeça para trás e pode ver o rosto dele observando-a de cima, a mão de Sasuke apertou seu pescoço de leve e um sorrisinho apareceu em seus lábios quando a fez arfar com a pressão, ele lentamente enfiou dois dedos na boca da mulher e sentiu-a chupá-los obedientemente, a mão que antes estava em seu pescoço segurou agora seu queixo, obrigando-a a tirar os olhos dele e focar o enorme espelho a frente de ambos, Sakura pode vê-lo lamber os próprios lábios quando abriu um pouco mais as pernas da mulher que ainda estavam enganchadas nas suas, a mão forte dedilhou o tecido fazendo-o subir, ela estava agora completamente exposta, sua intimidade melada entre suas pernas completamente exibida diante de seus olhos, o rosto dela ficou tão vermelho como nunca antes havia ficado, o Deus Sasuke beijou seu pescoço enquanto a mão lentamente escorregava até o meio das pernas e pode sentir o corpo dela inteiro se arrepiar quando finalmente tocou-a, úmida, melada, quente, ela fechou os olhos e cravou os dedos finos nas coxas do homem, ainda escondidas pelo tecido grosso.  

Os dedos dele se moviam devagar e ritmados, enquanto o prazer ia se espalhando pelo corpo dela em ondas, ela remexeu o quadril largo e sentiu o corpo do homem se colar ainda mais ao seu,  pressionando-a para baixo a cada vez que os dedos deslizavam pela sua zona de prazer, aquela sensação que invadia seu corpo a alucinava como nada antes, Sasuke estava lhe mostrando que realmente não conhecia nada da vida até então, eram tantas sensações novas que ela mal conseguia raciocinar, suas pernas começaram a formigar, uma onda quente começou a subir por seu corpo, Sasuke sentiu quando o corpo dela se tencionou ainda em seu colo, a boca pequena se abriu em um gemido que escorregou pela garganta, ela tentou fechar as pernas mas ele impediu, segurando novamente o rosto pequeno da mulher e sussurrando em seu ouvido que queria que ela olhasse, os olhos verdes e marejados se grudaram no espelho obedientes, a silhueta do grande Deus de longos cabelos negros e músculos fortes sob seu corpo pequeno e delicado, os olhos vermelhos dele emanando aquela aura de luxuria, seus seios arredondados já não estavam mais cobertos pelo tecido claro, a cintura fina presa pelos fios de ouro, as coxas nuas sobre as dele, os pés delicados presos atrás das panturrilhas do homem, ele abriu suas pernas um pouco mais, a mão grande deslizava sobre sua intimidade enquanto dois dedos sumiam e reapareciam entre os lábios rosados, o som da voz dela naquele gemido alto ecoou pelo quarto e pelos corredores do palácio, ela pode sentir todas suas forças escaparem e seu corpo amolecer, a respiração ofegante impossível de controlar e as ondas de prazer correndo por seus músculos. 

O Deus não conseguiu mais esperar, levantou-se com ela presa em seu corpo e curvou-se sobre a cama deitando-a de bruços nos lençóis escuros, os cabelos coloridos se espalharam, o corpo dela ainda estava com espasmos de mais para ela conseguir se mover, ele apoiou o grande corpo sobre o dela, o cabelo negro e liso cercou-a enquanto ele lambia a linha fina de suas costas, arrebentou os dois fios de ouro que ainda prendiam o tecido ao corpo dela, deixando-a enfim completamente nua, ele seguiu lambendo sua pele até chegar a bunda carnuda e arredondada, encaixou as mãos nas ancas da mulher e levantou-a, lambeu os próprios lábios ao olhá-la tão de perto e não hesitou em lamber sua intimidade melada, Sakura gemeu quando sentiu a língua quente dele passear por seu corpo, sugando o mel que besuntava a parte interna de suas coxas, ele lambeu-a até o corpo dela acordar novamente, até a voz dela voltar a soar alto no quarto entre gemidos involuntários, e quando a mulher começou a chamar por seu nome sabia que estava pronta.  

Virou-a na cama, os olhos verdes cintilantes e envergonhados o enlouqueciam, Sasuke puxou o cordão que segurava suas calças e o membro pulsou duro, ele segurou-o com uma das mãos movendo o pulso para cima e para baixo enquanto lubrificava-o com o mel que saía pela cabeça, vendo a mulher grudas os olhos no membro rijo e robusto, ela mordeu o lábio inferior e fez um sinal manhoso de não com a cabeça, Sakura tinha certeza de que aquilo não caberia dentro dela, Sasuke era um homem grande e o membro era ainda maior do que ela um dia imaginou, mas ainda assim seu corpo inteiro pulsava em desejo para tê-lo dentro de si, a imagem do Deus do Submundo parado sobre ela enquanto acariciava o próprio membro, os longos cabelos negros escorridos pelo corpo forte, os olhos vermelhos cobiçando-a, a inocente Deusa das Flores delicadamente abriu as pernas e exibiu-se para ele arrancando-lhe um sorriso ferino, Sasuke queria ver o momento em que se enterrasse na intimidade dela, queria muito, mas preferia ver o rosto da Deusa quando finalmente a corrompesse com sua malicia e paixão, debruçou-se sobre a mulher pequena e sentiu ela segurar seus cabelos negros atrás da cabeça, ele beijou-a, dando a ela uma prova do próprio gosto, esfregou-se nela e ouviu-a gemer só em imaginá-lo a invadindo, com o rosto vermelho dela logo abaixo do seu ele fez questão de observar, Sasuke deslizou devagar para dentro dela, fervente, macia e apertada como ele imaginou que seria, viu o rosto dela se encher de prazer e dor, dos olhos exprimidos as lágrimas rolaram, a boca se abriu e um gemido contínuo e doce dominou o quarto, as unhas dela se cravaram em sua pele e o corpo pequeno tremeu, o rosto sempre tão puro e inocente agora se deleitava com o gosto do pecado carnal, o Deus não conseguiu esperar ela se adaptar ao volume grande dentro dela, ele moveu o quadril pra trás devagar e viu-a arregalar os olhos assustada em um gemido mudo, para então enterrar-se nela de novo e arrancar-lhe o ar, ele gostaria de ser um alguém delicado, mas não era, os gemidos dóceis e delicados da mulher ecoando em seus ouvidos o faziam delirar, ele movia o quadril rápido e forte, sentindo os seios dela saltarem abaixo de seu peito e o barulho do quadril batendo nas coxas  roliças dela, ele tinha fome daquela Deusa, e como ela havia mandado; iria devorá-la.


Notas Finais


🌸 🌸 E ai o que acharam da primeira parte???
GOSTOU??
Me ajude na divulgação indicando ela pra quem vcs acham que gostaria da trama??

Espero encontrar vocês nos comentários para podermos conversar sobre a fanfiic. 🌸
Pretendo postar o próximo em alguns dias, dependendo claro, se vcs gostarem da fanfic né kkkkkkkkkkk


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