História Substituto - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Substituto


Erica 

Tatiana seguia um cronograma de começar o tratamento semanal e quando fosse melhorando, ficava quinzenal e, quando estivesse próxima a alta, ficava mensal; e meu dia de visitar a psicóloga era sexta feira. Parece que quando você tem um compromisso na semana, um que nem sempre quer ir, ele chega mais rápido, como se o tempo passasse voando. Não é nada fácil ter alguém analisando sua cabeça, incentivando a fala dos assuntos mais difíceis, que, normalmente, você tentar veemente ignorar. 

—Ele era um amigo da minha mãe e quase um pai para mim. Sempre me buscava na escola, levava para passear e me colocava na cama. Muitas vezes, eu desejei que minha mãe se casasse com ele, assim moraríamos na mesma casa e o teria integralmente, meu maior sonho. Eu o amava —essa parte me fez querer vomitar, mas era verdade, então tinha que ser dito —Só que ele ... 

—Traiu sua confiança? —completou Tatiana.  

—Ele a destroçou, menosprezou —respondi com raiva —Se eu nunca tivesse me aproximando dele, se nunca tivesse confiado ... 

—Nada teria acontecido, mas você era apenas uma criança, Erica —disse ela me olhando intensamente —Crianças, principalmente sem pai, sempre buscam o carinho e amor nos adultos e ele apenas usou isso ao seu favor, mas ele que é o errado, não você. Você entende isso? Que a culpa foi dele, totalmente?  

Me remexi no sofá, desconfortável sobre seu olhar.  

—Às vezes, eu não tenho certeza —sussurrei em voz baixa. Admitir isso em voz alta foi tão chocante, como imaginava que seria —E se eu fiz algo? Se eu desejava que ele fizesse isso? Se eu lhe demostrei isso?  

As palavras de Otávio passam pela minha mente. Ele sempre dizia o quanto eu o provocava, pedindo que ele fizesse isso. E que eu queria aquilo tanto quanto ele. Claro que eu não queria, ou achava que não queria. Realmente não sei o que pensar. Ele tinha uma forma de me fazer duvidar de mim mesma como ninguém. 

—Para homens como Otávio, a criança pode, inocentemente, senta no colo deles e eles já entenderam isso de uma forma errada —explicou Tatiana —Eles dizem que as crianças, a parti de uma certa idade, entende o que está fazendo, seduzido um homem adulto, mas não é bem assim. Muitas delas nem sabe o que é sexo, até que eles tiram essa inocência e as outras podem até saber o que é sexo, mas nem sempre entendem como um homem responde a certas coisas —ela me encarou —A culpa nunca é da criança, Erica. A culpa é da perversidade da cabeça humana, principalmente de alguns homens. A culpa nunca é da vítima.  

Tudo era muito complexo, mas, no final, ela tinha razão. A culpa não é minha. Eu não fiz nada errado. Talvez se eu repetir isso na minha cabeça vezes o suficiente, eu consiga acreditar.  

—Entendi —falei por fim.  

—Uma forma de você deixa isso para trás, é parar de pensar nisso como sua primeira vez —a olhei confusa e ela explicou: —Toda vez que pensa na sua primeira vez, você lembra do Otávio, do que ele lhe fez e todo o resto, mas essa não é a vez que importa —fez uma pausa —Você deveria se lembra de sua primeira vez como a vez que permitiu alguém lhe tocar, que escolheu entregar seu corpo a ele, porque o amava, ou apenas queria experimentar. Essa é a que importa.  

Essa foi com Gabriel. Nós dois estávamos tão nervosos por sermos tão inexperientes. Gabriel ainda era virgem, o que me surpreendeu bastante já que ele era tão descolado, mas não poderia dizer que odiei ser sua primeira. E eu estava nervosa por causa de Otávio, sendo a primeira vez que fazia porque queria e não porque fui obrigada, mas quando começamos a nos tocar, o resto não importava mais. Gabriel me fez esquecer do resto do mundo, mesmo que nas primeiras vezes, ele não conseguia me dar prazer, mas eu ficava feliz em apenas lhe agradar. Eventualmente, descobrimos várias coisas juntos, explorando o corpo um do outro e descobrindo o que dava mais prazer.  

Um sorriso involuntário surgiu em meu rosto e Tatiana sorriu em resposta. 

—Imagino que seja uma boa lembrança.  

—A melhor —respondi feliz. Gabriel sempre faria parte das minhas melhores lembranças —Poderia facilmente substituir.  

—Perfeito —disse ela —Assim fica mais fácil para tirar as garras de Otávio de você, o poder que ainda mantém. Ele já não importa mais.  

E, pela primeira vez, isso era mesmo verdade, já que quando perguntei sobre Otávio para minha mãe, imaginava que ela soubesse onde ele estava, pois eles sempre mantiveram a comunicação, mas ela ficou bem estranha e me disse apenas que ele já não era um problema, que não deveria me preocupar. Não entendi o que ela quis dizer e, sendo sincera, nem quero, apenas vou me contentar com a certeza que ele não voltará mais. Ele ainda estar lá fora, talvez até tendo uma vida boa e calma, mas sei que, um dia, ele pagará pelo que fez. Todos nós o faremos, uns mais que outros. 

O resto da consulta correu espetacularmente bem e quando sair, me sentir menos pesada, como se tivesse tirado um peso enorme de minhas costas, um que nem sabia que estava carregando. Também me sentia esgotada, como se tivessem sugados todas minhas energias, mas isso era normal das consultas. Falar de seus sentimentos sempre é uma tarefa árdua e difícil, mas gratificante.  

 

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Quando o moto táxi parou na frente da minha casa, fiquei muito surpresa ao ver Daniel sentado no batente da porta, parecendo desconfortável. Fazia pouco mais de um mês que não trocávamos nenhuma palavra. Eu até quis ligar para ele, milhares de vezes, mas me sentia insegura. Eu tinha tomado tal decisão pensado no bem dele, apesar do que minha mãe disse, e seria injusto apenas voltar para vida dele. Tinha me mantido ocupada com qualquer coisa, apenas para não ir atrás dele, principalmente quando não recebi nenhuma mensagem dele. E agora, quando já tinha me acostumando a ideia que tinha feito a maior burrada e perdido Daniel para sempre, ele aparece no batente de minha porta. Isso deve ser um bom sinal, espero.  

Paguei o moto táxi e caminhei até a porta. Daniel olhou em minha direção e vi algumas emoções passarem por seus olhos, mas não consegui identificar nenhuma delas, já que ele logo desviou o olhar.  

Me sentei ao seu lado, sem dizer nada. Não sabia o que dizer e, pelo visto, nem ele. Parecia que não nos víamos a anos, invés de apenas um mês. 

Aproveitei o silêncio para observa-lo. Seus cabelos estavam maiores e sua barba estava um pouco grande, lhe dando uma imagem de mais velho. Essa era a primeira vez que o via de barba e não posso dizer que fica ruim. Daniel fica lindo de qualquer jeito.  

Quando não aguentei o silêncio desconfortável, falei: 

—Como descobriu o endereço? —minha intenção não era ser grossa, só acabar com aquele silêncio. 

 —Tenho meus contatos —disse ele.  

Nossa, como tinha sentido falta de ouvir sua voz, só notei o quanto agora quando senti meu peito se encher de alegria, apenas em ouvi essas três palavras. 

—Um dia você terá que me contar quem é seus contatos —comentei sorrindo —Do contrário, vou pensar que você é apenas um perseguidor.  

—Mas, de todo jeito, eu sou um perseguidor, não? —perguntou ele com uma voz divertida.  

—Sim, mas vamos manter a ilusão que não sabemos disso —falei em voz sussurrada, como se contasse um segredo. Ficamos em silêncio novamente e novamente, eu o quebrei: —Estava voltando da psicóloga —ele levantou o rosto para mim, a surpresa estampada em seus olhos —Quis te contar antes, mas ... Enfim, você tinha razão. Era realmente o que precisava.  

—Você está gostando? —perguntou ele  

—Sim. Hoje foi minha quinta sessão —afirmei —Tenho entendido algumas coisas e sei que ainda tenho um longo caminho pela frente.  

—Fico feliz em ouvi isso —disse ele a sinceridade brilhando em seus olhos.  

—E você? —perguntei curiosa —O que tem feito nesses dias? 

—Fugido —respondeu ele voltando o olhar para seu sapato —Ou, ao menos, tentado.  

—De quê? 

—Você —respondeu ele sem hesitação —De quem mais seria? A única que me persegue é você.  

O olhei para tentar descobri se ele estava com raiva enquanto dizia tais palavras, mas sua expressão estava impassível, como sempre.  

—Desculpa? —respondi insegura.  

—Eu sempre soube que fugir disso, de você, é como andar em círculos seguidas vezes, mas continuou tentado uma e outra vez, como se fosse ser diferente —falou ele e depois de uma pausa, acrescentou: —Meus pais voltaram a morar juntos há uma semana.  

Não sabia o que uma coisa tinha haver com a outra. 

—Isso não é uma coisa boa? —perguntei confusa. Então me lembrei que há tempos atrás ele tinha mencionado que seu pai iria se casar —E a noiva dele? 

—Fugiu com alguma cara mais novo que meu pai —disse ele friamente —Então ele voltou para minha mãe —suspirou parecendo tão cansado —No último ano, ela esteve sofrendo pela morte de meu irmão, eles eram mais próximos que qualquer um naquela casa, mas o meu pai lhe virou as costas. Ele a deixou não sei quantas vezes durante esses anos todos, mas ela sempre o aceita de voltar, aceitar ser a reserva caso os namoros dele não der certo. Toda vez que ele está mal, a procura e ela o consola. É bem estupido, na minha opinião, a forma como ela se permiti ser tratada apenas porque o ama. Ele a decepcionou diversas vezes, mas ela sempre estar lá quando ele precisa —fez uma pausa —A forma como o amor te deixar idiota.  

Era interessante como pessoas diferentes lidam com a mesma situação. Gabriel cresceu na mesma casa que Daniel, mas ele sempre foi tão aberto sobre seus sentimentos, tão confiante. Acho que ele apenas quis focar no quanto seus pais se amavam, ou no quanto sua mãe amava seu pai, não nas outras partes.  

—O amor não te faz idiota, Dan, você que faz isso e dar a desculpa que é por amor —disse me surpreendendo por tais palavras saírem de minha boca —Achamos que não merecemos mais, termos medo de procurar por mais, então nos contentamos com o pouco que recebemos e dizemos que é por amor, mas se você não amar nem a si mesmo o suficiente para desejar o tudo, como pode amar outra pessoa? Só podemos dar o que termos.  

—Sim, você tem razão —concordou ele —E isso tudo se resume a nós. 

—A nós? —perguntei confusa —O que isso tem a ver conosco? 

—Acho que meus pais, a relação confusa deles, foi o que me fez querer tanto fugir de você, a ter tanto medo do poder que você tem sobre mim, mesmo que não note isso, mas estou cansado de tentar lutar contra isso, a me negar o que quero —falou ele respirando fundo —Uma vez você me disse que eu desistia sem lutar, porque não tinha encontrando algo que valesse a pena, mas não é verdade. Eu encontrei uma pessoa pela qual valia a pena lutar há dez anos atrás, mas eu fiquei com muito medo, não conseguia nem falar com ela. Ali eu já tinha assumido que não teria nenhuma chance e quando, 4 anos depois, ela apareceu em minha casa, ao lado do meu irmão, tive absoluta certeza. Gabriel era simplesmente incrível e eu era apenas eu. Sou normal, chato e previsível —Daniel nunca seria previsível, nem chato —Ah e não posso esquece, eu sou covarde. Passei minha vida toda me mantendo na parte segura, indo atrás do que sabia que podia controlar, sonhos e desejos que dependesse apenas de mim e não envolvesse outra pessoa, por medo de me machucar ao me declarar para garota que amava e ser rejeitado, então preferi odiá-la por escolher outro e não a mim —fez uma pausa —E quando novamente tive a chance de dizer o quanto a amava, a deixei acreditar que eu só queria seu corpo, me passei por algo que não era simplesmente por medo de admitir três simples palavras; Eu amo você —meu coração acelerou e meus olhos se arregalaram um pouco —Eu errei, Erica, diversas vezes, de várias formas e sei que ainda vou errar muito, talvez te decepcionar e te fazer me odiar, mas a quero ao meu lado e quero estar do seu. Sei que não conheço nem metade dos seus demônios, também não sei lidar com tudo, mas eu vou me esforça para estar ao seu lado. Dessa vez, de verdade. Sem mascaras ou desculpas. Quero que sejamos uma equipe, que estejamos juntos, acima de qualquer coisa —ele respirou fundo, tomando fôlego —Não me importo de ser apenas um substituto, contado que você esteja ciente que eu a amo, como nunca amei ninguém e nunca vou amar. E eu sei que também estou dentro de seu coração, mesmo que seja muito pouco, é o suficiente para mim —abri minha boca, mas ele me interrompeu: —E não venha com aquele papo que vai ser melhor para mim se ficamos longe um do outro, se você achar que vai me destruir, faça isso. Eu não me importo. É como diz a música Hate me: “me odeie, me quebre. Deixe eu me sentir tão machucado quanto você. Me empurre, me esmague, mas me prometa que nunca me deixará ir” 

Não sabia o que dizer, nem como explicar para ele o que estava sentido. Não conseguia pensar em palavras suficientemente boas para lhe dizer o quanto estava feliz em lhe ver novamente, em ouvi tais palavras de sua boca e o quanto eu também o amava e não era pouco, como ele previu. Era muito, mais do que queria que fosse verdade, mas se ele estava se arriscando a ser machucar, eu também o faria. 

Fiz a única coisa que consegui pensar, eu o beijei. E foi como se, finalmente, tivesse encontrado água, depois de uma longa caminhada no deserto. O beijo ainda era o mesmo, mas parecia diferente, mais intenso. Acho que por causa do tempo que ficamos longe, ou talvez por termos aceitado nossos sentimentos, mas não importava. Eu apenas queria lhe mostrar o quanto o amava com meu corpo e aproveitar o fato que podia beija-lo, finalmente. 

Daniel me abraçou, me puxando para seu colo, o que atendi na mesma hora e ele me beijou de volta, tão desesperado quanto eu, ávido por mais contato. Nem lembrava, nem ligava, para o fato que estávamos no meio da rua, apenas o agarrava, como se ele fosse desaparecer se o soltasse. Eu realmente não o deixaria ir mais. Nem se Daniel quisesse ir embora, eu não iria deixar. Agora ele é meu e eu lhe mostrava isso com cada toque. Eu o estava aceitando, como ele me aceitou.  

Quando nos afastamos, estávamos os dois vermelhos pelo constrangimento e respirando com dificuldade.  

—Acho melhor entramos —sussurrou ele escondendo o rosto em meu peito —Estamos chamando um pouco de atenção. Daqui a pouco vão nos denunciar por atentado ao pudor.  

—Isso sequer existe ainda? —perguntei sorrindo enquanto me desvencilhava de seus braços e me levantava. 

Tinha algumas pessoas na rua, nos olhando feio, mas não me importei. Não fizemos nada demais, eu acho.  

—Provavelmente, não —disse ele se levantado também —Mas eu prefiro não me garanti disso. 

Seguimos para porta e eu a abri, dando espaço para ele passar, então segui atrás dele. 

—Quer um tour pela casa? —ofereci a ele quando fechei a porta.  

—Talvez mais tarde —respondeu ele olhando para meu corpo —No momento, eu quero um tour pelo seu corpo.  

 

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Daniel 

Enquanto sentia o calor do corpo de Erica ao meu lado, não conseguia entender o porquê tinha sido covarde demais para ir atrás dela antes. Tinha sentido muita falta dela nesse mês, principalmente à noite, já que tinha me acostumado a tê-la lá comigo, mas, eventualmente, eu a convenceria a vim morar comigo. E dessa vez, seria a nossa casa, de onde ela não poderia ir embora.  

—Posso te pedir uma coisa, Dan? —perguntou ela enquanto brincava com os cabelos em meu peito.  

—Qualquer coisa —respondi sem hesitar. 

—Que prestativo —disse ela dando uma risada, que cedo demais se acabou —Lembra que eu te falei sobre aqueles desejos obscuros? —respondi com um “uhum” —Se um dia, eu fizer alguma coisa errada ... machucar alguma criança ... você promete que será o primeiro a me denunciar?  

—Por que está me pedindo isso? —perguntei um pouco chocado com seu pedido.  

—Eu sinto que tem uma escuridão dentro de mim. Às vezes, ela parece ganhar de mim e tenho medo de, um dia, ela me consumir —explicou ela em voz baixa —Nós estamos começando algo hoje e quero que você esteja ciente dela, porque não quero decepcionar você. E eu confiou que você faria a coisa certa, não importa o quanto isso te machuque.  

—Eu prometo, Erica —falei colocando o dedo em seu queixo e levantando seu rosto para mim —Mas não acredito que você faria isso. Você não é um monstro e nunca faria outra pessoa passar pelo que você passou. Eu confio e acredito em você, então porque não se dar um voto de confiança? Acredite um pouco mais em si mesma. 

—Você que é incrível demais para ser verdade, Daniel —falou ela dando um pequeno sorriso e deu um selinho em meus lábios —Não sei o que você viu em mim, mas eu agradeço por me amar. 

—Você é uma pessoa maravilhosa, só ainda não conseguiu ver isso —falei tocando sua bochecha e ela fechou os olhos, aproveitando o carinho —E eu não digo isso apenas para lhe agradar, eu apenas vejo o quanto você é forte e luta pelas pessoas que ama. Eu vi o quanto você lutou por Milla, cuidou dela.  

—Ah, isso é diferente —disse ela abrindo os olhos —É fácil saber o que os outros querem ou precisam de você; difícil mesmo é saber o que você quer e precisa e ter a coragem de ir atrás disso.  

—Realmente —concordei suspirando —Passei muitos anos para ir atrás de você, mas acho que foi no momento perfeito. Antes, não era para ser, não era o momento certo.  

—Agora nós vamos fazer isso dar certo, não é? —perguntou ela me encarando. 

—Sim —concordei e puxei sua boca para minha, tomando seus lábios com os meus —Nós faremos dar certo.  

Erica puxou o lençol, nos descobrindo e subiu em meu colo, sentando em cima do meu quadril, então deixou minha boca ir e fez uma trilha de beijos até meu pescoço, mordiscando a pele.  

—Antes que eu perca a coragem —sussurrou ela em meu ouvido —Eu amo você, Daniel. Não só um pouco, mas muito. Demais —mordeu o lóbulo da minha orelha —Você é o melhor substituto do mundo; tão bom que superou o original.

 

 


Notas Finais


Falei de tantas coisas, que nem sei se consegui fechar todas as pontas soltas.
Sobre os desejos obscuros de Erica: N os coloquei numa forma de justificar quem faz isso, porque quem faz é um monstro, n importa se alguém já fez isso com ele antes. Deixa de ser uma vitima, para ser o agressor. Mas apenas para deixar vcs cientes que existe um mundo totalmente obscuro lá fora, que estamos todos lutando contra nos mesmos. Alguns por motivos "mais fáceis" que outros. A mente é obscura e cheia de mistérios. Há tantas coisas sobre ela que ainda não sabemos e, às vezes, tenho medo de saber, mas tenho uma curiosidade imensa para ir até o fim. Somos cheias de camadas loucas para serem descobertas ^^


Novamente, a fic é bem maluca, mas espero que vcs tenham entendido o essencial.
Sabe há dois anos atrás não sabia que diria isso, mas sempre é bom visitar um psicólogo. Todo mundo precisa ir ao menos uma vez na vida. E sei que as pessoas pensam : " Sou tão fudido que tenho que pagar alguém para me ouvir" mas sabe, aquela pessoa que está recebendo para ter ouvi, tem conhecimentos que pessoas normais não tem. Ela vão poder te dar explicações e te entender melhor que qualquer um, ent, às vezes, sair melhor pagar alguém, do que ter alguém para lhe ouvi que não sabe como te ajudar.
E n se corte, ou tente suicídio, para pedir ajudar. Nunca dar certo.
Se estiver doendo, grite. Se alguém lhe machucar, fale, reclame. N tenha medo de parecer fraco, pq isso só faz tudo pior depois. N guardem suas dores, como n devem guarda as doenças. Se precisa de ajudar, grite o mais alto que consegui "Eu preciso de ajuda" Deixe claro, pq as pessoas são muito focadas em si mesmos e elas não conseguiram te entender de outra forma. E se vc pensa que ninguém se importa, ao menos tente fazer isso. Vc pode se surpreender. Eu me surpreendi ^^

Enfim, terá apenas mais um cap, fechado os pontos que acho que estão soltos e fim ~^
Até O/


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