História Substituto - Capítulo 18


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Diga que está feliz


Erica 

Alguns meses depois  

 

Estava em meu quarto, colocando todas minhas coisas nas malas, quando achei uma caixa de sapato velha. Eu me lembrava dela; há dois anos atrás, quando Gabriel morreu, peguei todas coisas que lembrava ele e coloquei aqui dentro, então joguei em algum lugar do quarto que eu nunca olharia novamente. Minha mãe deve tê-la achado quando se mudou para essa casa e a trouxe. Só olhar para ela que várias memorias me vem à mente; a primeira vez que o vi na lanchonete e o quanto seu olhar me incomodou, ou quando saímos juntos pela primeira vez, quando ele me beijou e tantas outras, afinal foram quase 4 anos juntos, uma vida que parece tão distante agora.  

Nos últimos meses estava tão feliz que não pensei em Gabriel nenhuma vez. Isso era tão cruel da minha parte. Em que ponto eu deixei de querer deixa-lo vivo? Tinha prometido que nunca o esqueceria e agora mal me lembrava dele. Tudo por causa de Daniel, a pessoa que Gabriel sempre sentiu ciúmes. Será que, naquela época, ele tinha razão para sentir ciúmes? Eu o amava, mas parecia sempre estar à procura de Daniel quando ia a sua casa. A desculpa era que fazia isso por causa de Milla, mas se fosse apenas por que queria vê-lo? Gabriel sempre foi observador, via coisas que as pessoas não viam com facilidade. Será que, por isso, ele era tão inseguro sobre Daniel?  

Suspirei cansada. Não adianta ficar pensado nisso agora. Se eu gostava ou não de Daniel naquela época já não importa. Eu nunca teria traído Gabriel. Eu o amava. Ainda amo, na verdade. Entretanto, agora, eu também amo Daniel. Claro que meu amor por Daniel é diferente, mais intenso, tanto que tento fazer por ele coisas que nunca fiz, nem quis, fazer por Gabriel. Pensar nisso me faz sentir culpada e triste, mas não posso mudar o passado, apenas aproveitar o presente e pensar no futuro. Só espero que quando encontrar Gabriel do outro lado, ele não me odeie. Sei que é egoísmo querer isso, mas realmente não quero ver seu olhar triste e decepcionado.  

—Está pronta? —perguntou minha mãe colocando a cabeça para dentro do quarto —Daniel já deve estar chegando —levantei o olhar para ela, que pareceu ver algo em meus olhos —Que foi, querida? Você não quer ir morar com Daniel? Não precisa ir, se não quiser. 

Os pais de Daniel voltaram a morar na antiga casa deles, onde Téo morou com a ex amante, mas Cristina apenas disse que antes de ser a casa da amante, tinha sido a casa dela e sua família, então estava feliz em voltar para lá. E como Daniel estar perto de se formar e tem um trabalho fixo agora, ele preferiu alugar seu próprio lugar, do que voltar a morar com seus pais. Então esse último mês ele ficou todos os dias me infernizando para me mudar com ele, o que acabei concordado, coisa que também nunca fiz por Gabriel. Ele passou mais de um ano pedindo e nunca aceitei, dando desculpas que eram apenas isso ... desculpas.  

—Não é isso, mãe —respondi suspirando —Eu quero morar com Daniel, se não nunca teria aceitado.  

Ela entrou no quarto e se sentou na cama, afastando a bagunça que estava na cama, que ainda iria colocar nas malas.  

—Então o que foi, querida? —perguntou ela então baixou os olhos para caixa em minhas mãos —O que é isso? 

 —Lembranças do Gabriel —expliquei e entendimento brilhou em seus olhos.  

—Ele deve estar muito feliz por você estar seguindo em frente —comentou ela depois de um tempo. 

—Não sei ... —sussurrei em voz baixa —Eu me esqueci dele, mãe. O deixei de lado.  

—Não é porque você não estar pensado nele, que ele vai deixar de estar em seu peito —disse ela estendendo as mãos —Gabriel é alguém importante para você, Erica, sempre será, mas agora sua atenção total tem que estar sobre Daniel, apenas ele. Você tem que deixar Gabriel ir. Do contrário não conseguirá ser feliz com Daniel, nem ele será com você. Um relacionamento é a dois, não a três.  

Sabia o que ela estava pedindo e olhei para caixa, indecisa. Se eu entregar, significa deixa-lo ir de vez, sem voltar. Se eu ficar, significa colocar um murro entre mim e Daniel. 

Suspirei e coloquei a caixa nas mãos da minha mãe, recebendo um sorriso seu.  

—O Gabriel te amava, Erica —disse ela —E quem amar, quer apenas ver aquela pessoa feliz.  

Abri minha boca para lhe responder, mas ouvimos o barulho de alguém batendo na porta e minha mãe levantou, com a caixa na mão e saiu do quarto. Observa-la levar a caixa doeu mais do que esperava. Era como se tivesse o perdendo novamente e dessa vez, eu que o deixei ir.  

“Me desculpa, Gabriel “ 

Respirei fundo e tentei deixar isso para lá. Não queria que Daniel soubesse que estava triste por causa disso. Ele estava tão feliz por ter aceitado me mudar, que não queria estragar isso. Principalmente quando tinha uma notícia muito boa para lhe dar. Ou espero que seja boa. 

Estava ainda tentado controlar minhas emoções e parecer alegre, quando Daniel bateu na porta, fazendo-me olhar em sua direção, antes de entrar no quarto. Seus olhos brilhavam de animação. 

—Tudo pronto? —perguntou ele. Sua animação fez a minha aumentar. Gostava de o ver tão feliz.  

—Quase —respondi voltando ao trabalho —Você vai me ajudar, não é, amor? 

—Já que está me pedindo tão carinhosamente —disse ele sentando na cama, no mesmo lugar que minha mãe e foi jogando as coisas de qualquer jeito na mala.  

—Daniel! —reclamei —Mais organização.  

—Quando você chega na nossa casa vai bagunçar tudo de qualquer jeito —disse ele dando de ombros.  

—Sair —disse empurrando seus braços —Eu continuo sozinha.  

—Você que sabe —disse ele —Só quis ajudar, sua ingrata.  

—Esse tipo de ajudar eu dispenso.  

Ele se levantou e ficou mexendo em meu guarda roupa, perguntando o que ia ou não levar e me entregando, enquanto continuava guardado tudo, cuidadosamente. Estava quase pronto, quando Daniel parou de mexer no guarda roupa e se virou para mim com os olhos arregalados. Iria perguntar o que tinha acontecido quando notei uma pequena caixa em sua mão.  

—Erica, isso é ... —ele não completou a frase.  

—Um teste de gravidez —completei abrindo um sorriso. 

—Por que você comprou um? —perguntou ele voltando a sentar à minha frente  

—O enfermeiro aqui é você, Dan —falei rindo —Para que serve um teste de GRAVIDEZ?  

—Eu sei para que serve —me olhou bravo, então suspirou —Você já fez? —assenti —Qual foi o resultado? 

—Olhe você mesmo —falei segurando a vontade de rir de seu rosto assustado. Eu até entendo, nunca conversamos sobre bebês. Pensar nisso me deixou nervosa. E se ele não quiser? 

Ele abriu a caixa e derrubou o palito na mão, então o segurou e por um tempo muito longo, apenas olhou os dois pontinhos, como se pudesse fazê-los sumir. Lhe dei um tempo para assimilar esse pequeno fato, mas fiquei preocupado quando alguns minutos se passaram e nada dele falar nada.  

—Daniel? —chamei nervosa —Tudo bem? 

—Eu pensei que você apenas tinha comido um pouco demais —comentou ele em voz baixar. 

—Está me chamando de gorda? —perguntei me fingindo de ofendida.  

—Palavras suas, não minhas —disse ele e seus olhos focaram em minha barriga, onde já podia ver uma pequena protuberância —Isso é loucura.  

—Eu sei —disse em voz baixa —Não planejamos isso e até onde me lembro sempre nos protegemos, mas ... 

—Vamos ter um bebê —disse ele tocando minha barriga carinhosa —Não sei o que dizer.  

—Apenas diga que estar feliz —falei em voz baixa. Agora eu estava realmente com medo dele não querer dar esse passo comigo.  

—Eu estou, Erica. Estou sentido um monte de coisas ao mesmo tempo, mas estou malditamente feliz com isso —disse ele abrindo um grande sorriso —Eu amo você e vou te amar mais ainda quando estiver parecendo uma bola.  

—Idiota —falei batendo em seu ombro e meus olhos se encheram de lagrimas. Podia, finalmente, respirar normalmente outra vez. Só notei o quanto estava tensa por causa disso agora.  

—Venha cá —disse ele me puxando para seus braços —Vai ficar tudo bem, ouviu? Nós vamos fazer isso dar certo. Prometo.  

—Você não parecia tão certo disso há alguns minutos —falei fungando e me aconcheguei mais em seus braços.  

—Estou assustado —admitiu ele em voz baixa —Ainda nem assimilei direito o que acabei de descobri e não sei como cuidar de alguém, Erica, mas eu amo você e vou amar nosso filho igualmente, ou até mais porque ele é fruto do nosso amor.  

—Você já cuidar de mim —o acalmei —Irá tirar de letra.  

—Você não é frágil como um bebê —disse ele suspirando —Mas eu terei 8 meses para me acostumar com a ideia.  

—7 meses, eu acho —o corrigi e ele suspirou mais alto.  

—Ok, 7 meses —repetiu ele tentando parecer confiante —É tempo o suficiente para me acostumar. Eu acho. 

A última parte, ele falou tão baixo que só ouvi por estar perto dele.  

—Nós vamos fazer isso juntos, Daniel —sussurrei beijando seu pescoço —Só espero que você continuei a me amar quando eu ficar parecendo ter engolido uma melancia e ficar cheia de estias depois.  

—Mesmo que você fique descabelada, só cheire a vomito de bebê, que tenha os seios caídos e uma barriga flácida, eu ainda vou te amar —disse ele e fiz uma careta.  

—Você não é nada sensível, sabia? —reclamei batendo em seu ombro com força —Me fez ter uma imagem horrível de mim no futuro.  

—E se você continuar a bater em meu ombro, vou precisa de um novo —disse ele fazendo uma careta de dor enquanto alisava o ombro —Você é linda, meu amor. Impossível ficar desse jeito. Eu me garantirei disso, fazendo exercícios com você todo dia, depois que nosso filho nascer.   

—Agora sim —falei sorrindo e beijei sua bochecha —Eu te amo muito. Você é incrível.  

—Sim, eu sei —disse ele convencido —Sou incrivelmente incrível. 

—Menos, bem menos, Daniel —disse revirando os olhos, mas estava sorrindo. 

Eu estou realmente muito feliz, Gabriel. Sei que não será fácil, mas espero realmente que, de onde você estiver, possa ficar feliz por mim, Daniel e seu futuro sobrinho(a), como eu ficaria por você, se fosse o contrário. E espero de coração que me perdoe por ter seguido em frente, quando prometi permanecer onde você me deixou.  


Notas Finais


E chegamos ao fim. Felizes? Triste? Espero que ao menos tenham amando ler essa historia, como eu amei escreve-la
A todos que me acompanharam obrigado ^^ A todos que tiraram um pouco de seu tempo para comentar suas opiniões, muito obrigado ^^
E essa é sua última oportunidade de expressar sua opinião, boa ou ruim, sobre essa história <3
Aviso logo que não terá segunda temporada, acho que essa historia já teve tudo o que poderia ^^


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