História Sucesso - Capítulo 14


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Farosella, Fogasella, Masterchefbr
Visualizações 157
Palavras 1.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Amei que algumas de vocês pensaram que Henrique já queria escolher um nome pra um suposto bebê Farosella.... rsrs... noix ama quando eles tem neném, mas por enquanto só estão encomendando um restaurante mesmo... 🤗
Espero que gostem de mais este ❤

Capítulo 14 - Uma Viagem Que Rendeu Bons Frutos


Fanfic / Fanfiction Sucesso - Capítulo 14 - Uma Viagem Que Rendeu Bons Frutos


“Todos os cheiros, todas as pessoas, todas as histórias somadas à minha história, às minhas cicatrizes e lembranças me faziam pensar em um novo restaurante.

Novo. Algo novo. Essa ideia borbulhava nas minhas veias.”

(Carosella, Paola. Todas As Sextas p. 53)

Henrique ficou misterioso aquela noite. Disse pra gente curtir o momento e que depois conversaríamos melhor. Foi o que fizemos, mas confesso que estava ansiosíssima pra entender melhor os planos do meu namorado.

Sí. Éramos namorados. E o próximo destino do mais novo casal, sua amiga e um garotinho muito simpático foi Salvador, capital da Bahia. Estávamos curtindo muito a cidade, principalmente Lorenzo, que se livrou do nariz escorrendo que era constante em Mendoza. Por falar nele, finalmente chegou o dia em que completaria cinco anos. Estávamos em um apartamento que alugamos com mobília, então, naquele dia, pudemos preparar uma festinha pro meu menino, com bolo, brigadeiro e salgadinhos. Mas ele sentia falta de algo: Mamá, queria meus amiguinhos na minha festa... Meu coração se apertou. Abaixei para ficar na altura dele e disse: Desculpas, querido. Infelizmente estamos muito longe de São Paulo pra poder trazer seus amiguinhos até aqui, mas eu prometo que no teu próximo aniversário já estaremos lá e a gente vai chamar um montão de crianças, tá bom? Ele respondeu, ainda um pouco desapontado: Tá bom... Eu falei: E ahora... o presente! Feliz aniversário mi amor! – disse isso e entreguei um pacote a Lorenzo. Seu rosto se iluminou e ele imediatamente começou a rasgar o pacote. Era um posto de gasolina pra ele brincar com os carrinhos, que eram seus brinquedos favoritos. Obaaaa! – Ele quase gritou – Obrigado mamá! Eu abracei meu filho e respondi: De nada, meu querido.

Henrique e Isis também deram presentes a Lorenzo. Nós escutamos música, brincamos... Henrique e Lorenzo tinham inventado uma brincadeira há pouco tempo que se chamava “Touro Mecânico”. Henrique era o touro e Lorenzo tinha que domá-lo. O resultado eram muitos tombos, gargalhadas e massagens que eu tinha que fazer no Henrique. Felizmente a maioria dessas massagens terminavam conosco nos amando até de madrugada. Que dias maravilhosos eu estava vivendo...

Quando nos preparávamos pra cantar parabéns, uma alegre surpresa aconteceu. Meu celular tocou e era César. Confesso que passavam vários dias em que eu nem me lembrava da existência dele. Apenas quando Lorenzo tocava no nome do pai, eu ligava para que eles se falassem. Porém, naquela noite, pela primeira vez, quem me ligava era ele. Pronto? – atendi. Ele respondeu do outro lado da linha: Oi, Paola. Tudo bem? E eu: Tudo. E você? Ele falou: Também. Tô ligando pra dar parabéns pro nosso filho. Posso falar com ele? Eu respondi: Claro! – tirei o telefone da orelha e estendi para Lorenzo – Filho, é o papai. Quer te dar parabéns. Ele veio correndo. Meu coração explodia de contentamento ao ver a alegria do meu filho com aquele telefonema. E não tinha sido eu quem tinha ligado, nem pedido pra que ele ligasse. César havia se lembrado sozinho do aniversário do filho, e tomado a iniciativa de telefonar. Estaria ele começando a amadurecer como pai? Tomara.

Depois da Bahia, fomos à Minas Gerais. E depois, veio a parte mais marcante da viagem. Fizemos expedições de carro, a pé e a cavalo por vários lugares do Peru e da Bolívia. Que lugares encantadores, quanta cultura, cheiros, sabores, modos de vida... Sem dúvida foi uma viagem extremamente enriquecedora tanto para mim quanto para Isis, Henrique, e até para Lorenzo.

Certa noite, já nos nossos últimos dias na Bolívia, Henrique e eu conversávamos em volta de uma fogueira. Estávamos em um camping. Lorenzo dormia em um colchonete, com a cabeça apoiada em meu colo. Isis já estava recolhida em sua barraca. Eu falei: Depois de amanhã partimos pra Buenos Aires e fim. São Paulo de novo. Tá com saudades de casa, mi amor? Henrique respondeu: Não muita... – rimos – foi uma viagem maravilhosa. Mas nós aproveitamos cada segundo, isso não dá pra negar. Só que sempre chega a hora que temos que voltar. Eu falei, com uma certa nostalgia na voz: É bom ter pra onde voltar... duro é recomeçar, pensar o que fazer... Henrique perguntou: Mas você tem ideia do que fazer, não tem? Eu abaixei a cabeça e respondi envergonhada: Eu sei que você já me viu fazendo os desenhos do restaurante, dos uniformes... – levantei a cabeça novamente e encarei Henrique nos olhos – Eu não sei viver sem esse sonho, Henrique. Estava um poco desanimada com o que aconteceu com o Julia, mas essa viagem está sendo inspiradora. Por isso retomei o sonho de ter um restaurante pra chamar de meu.

Henrique perguntou: Pode ser pra chamar de nosso? Eu o olhei espantada: Me lembro dessa conversa em Mendoza... o que você quer dizer com isso, Henrique? Ele respondeu: Eu tenho algumas economias, Paola. Até pensei em pegá-las pra gente recuperar o Julia, mas não era o suficiente. Agora... pra juntar com o teu dinheiro da venda dele, mais as indenizações que você vai receber quando ganhar na justiça o processo daqueles dois canalhas... nós conseguimos abrir um restaurante. Eu estava extasiada. Tão animada, que se eu pudesse saía correndo de lá e ia pra São Paulo a pé, começar a por em prática todas as ideias que eu tinha na cabeça. Por falar em cabeça, a do meu filho estava apoiada em meu colo, impossibilitando que eu me movimentasse. Falei: Henrique! Pega meu caderno lá na barraca. Dentro da minha mochila. Quero te mostrar o que eu pensei até agora!

Ele foi, e trouxe o caderno. Na primeira página estava escrito o nome que eu havia pensado para o restaurante. Disse a Henrique: Pensei no nosso restaurante se chamar T’ula. Significa fogo de lenha, ou calor que vem da lenha, em quíchua. Bom... mas isso seria se o restaurante fosse só meu. Agora que será nosso, você tem o direito de opinar no nome. E também em tudo isso que eu já desenhei. Entreguei o caderno a Henrique e ele ficou alguns minutos olhando tudo, em silêncio. Depois falou: Paola, desde que eu pisei no Julia eu soube que nosso estilo é muito parecido. Em decoração e uniformes nem tanto – rimos – mas no principal do restaurante, que é a cozinha, nós falamos a mesma língua. Achei o nome perfeito, porque nossa marca vai ser esse forno a lenha aí... não vai? Eu sorria feito uma criança. Respondi: Vai. Vai sim, querido! Só uma coisa... Henrique perguntou: O que? E eu: Queria que Isis trabalhasse conosco. Ele falou: Só aceito se for como subchef. Eu dei risadas e disse: Era exatamente o que eu ia propor. Sócios então? Henrique respondeu: 

Sócios, meu amor! Que venha nosso T’ula.


Notas Finais


Encomendado 💕


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