1. Spirit Fanfics >
  2. Such a liar! >
  3. O informante.

História Such a liar! - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Não tenho título melhor pra botar, aí fica esse tipo de bosta.

Capítulo 4 - O informante.



Charlie estava em um lugar escuro. Sua cabeça latejava de dor, e ao seu redor tinha sangue. Demorou um pouco para levantar, pois sua visão estava embaçada e ele estava tonto demais pra isso, mas não demorou muito para que levantasse. Então, o jovem se levantou e olhou para as paredes de pedra, sujas e empoeiradas, vendo um alçapão em cima de sua cabeça.
-Porão....-Disse ele, andando pelo lugar, até pisar em algo. Logo olhou para ver o que estava em baixo de seu pé, afastando o pé devagar....
E então, ele viu um braço humano. Cheio de sangue. 
Charlie se afastou assustado, e acabou batendo as costas na parede. Pouco depois do som do impacto de suas costas batendo na parede, ele ouviu algo andando. Seja lá o que fosse, iria entrar no porão.
Ele sabia que se ele não fizesse nada, seria morto. Então, se deitou no chão, fechou seus olhos e começou a respirar mais devagar, prestando atenção nos barulhos que ouvia. Logo, ouviu o alçapão abrir, enquanto os passos se aproximavam.
-Ele morreu? Mas eu nem bati com força!- Disse uma voz aparentemente feminina, que vinha da sua esquerda.
-Eu falei pra você bater devagar, eu queria arrancar algumas coisas dele antes que ele morresse!- Disse uma voz masculina, vinda da sua frente.
Os dois se calaram, e um silêncio perturbador se fez presente no ambiente. Charlie estava ficando com falta de ar, então começou a respirar direito, torcendo para não ser ouvido.
-Ah.... Viu, eu falei que tinha batido de leve!
Os passos se aproximavam, enquanto ele já estaria suando frio de tanta tensão.
-Se estiver vivo, acho melhor dizer logo. Mataremos você de um jeito menos doloroso.
O jovem engoliu seco, se levantando devagar. Preferia morrer de uma  vez do que sentir tamanho nervosismo. Morreria de qualquer jeito.
Quando olhou para as pessoas que havia escutado, viu uma mulher baixa com uma máscara aparentemente chinesa, e um homem que estaria com uma máscara preta.
-Bom... Promessa é promessa.-Disse o homem, que puxava uma arma, logo apontando para a cabeça de Charlie.
-Nunca vi um detetive tão inútil.
O jovem acordou assustado, fora apenas um pesadelo. Pesadelo tão realista que fez o coração do pobre rapaz bater desesperadamente, de forma que pudesse ser ouvido naquela casa tão silenciosa.
-Inferno...-Disse ele, olhando para o relógio. Ainda eram 5:12. Estava acordado em plena madrugada, culpa de um mísero pesadelo!
Já que o alarme iria tocar em pouco tempo, resolveu se levantar. Pegou seu casaco, o celular e saiu de casa. Pretendia ir pra Brighton, não demoraria muito.
-Ah, sei exatamente quem pode ajudar.-Disse ele,  começando a correr pelas ruas vazias. Afinal, ainda era madrugada.
Depois de correr bastante, chegou a casa de Yui, abrindo a porta e entrando na casa, que ainda estava escura e quieta. Se Yui estivesse acordada, provavelmente o som do aspirador de pó ecoaria pela casa toda, juntamente com a voz da jovem cantarolando uma música qualquer.
Subiu as escadas e foi para o quarto dela, abrindo a porta devagar. Logo, viu a garota dormindo silenciosamente em sua cama. Charlie respirou fundo, já se preparando para os gritos da moça.
Se aproximou lentamente da cama e se ajoelhou do lado dela, olhando para a expressão tranquila de Yui. Sentia-se estranhamente satisfeito.
-Yui, acorda. -Disse Charlie, o que fez a garota se esticar um pouco, abrindo os olhos lentamente.
-Mas que...... Que horas são?
-5:30.  Se arrume, vamos para Brighton daqui 8 minutos. E sem reclamar!-Exclamou o jovem, saindo do quarto.
Pouco tempo depois, Yui desceu as escadas, já arrumada. 
-Vai procurar o Nikolai e quer minha ajuda pra ir até lá, já que o seu salário ainda não foi entregue e você não tem dinheiro pra chamar um táxi ou qualquer outra forma de transporte pago. Gostaria de adicionar mais alguma coisa, monsieur?-D isse ela, rindo.
-Não. É exatamente isso e também porquê-
-Você gosta da minha companhia. É, eu sei, você me diz isso toda manhã.-Interrompeu Yui, puxando o jovem pela manga do casaco para fora da casa, trancando a porta.
-Hm.... Sempre certa, odeio isso.
-Na verdade você ama, eu sei. Alguma pergunta? Sei que tem.
-Novamente adivinhando o que eu quero dizer... Qual a forma mais rápida de ir até lá?
-De trem. Demora normalmente de 1 hora ou 1:15, por aí.
-Entendo..-Disse Charlie, voltando a andar até a estação de trem em silêncio.
Após uma longa viagem de trem extremamente quieta, Yui e Charlie chegaram em Brighton, e então, foram procurar por algum lugar onde pudessem comer. Não haviam comido nada.
Andaram até uma lanchonete e logo se sentaram em uma das mesas, enquanto Charlie já estava quase dormindo.
-Você não vai dormir aqui, né?-Disse ela, balançando o jovem para que ele não dormisse.
-Não.. Não.... Não vou.
Após um breve intervalo de tempo, antes que Yui verificasse se ele estava dormindo, a jovem ouviu um ronco bem baixinho. Estava dormindo, em cima da mesa.
-Eu mereço....-Disse Yui, soltando um longo suspiro.
Já que Charlie não iria acordar tão cedo, Yui decidiu continuar sozinha. Então pegou um papelzinho do bolso, uma caneta e escreveu um bilhete explicando a situação, onde o depositou na frente de Charlie, logo saindo do estabelecimento.
-Eu vivo falando pra esse idiota dormir mais cedo..- Resmungou Yui, enquanto tentava saber onde Nikolai moraria. Sua cabeça já havia virado um depósito de um turbilhão de pensamentos, possibilidades, dúvidas e perguntas sem respostas. Resumidamente, sua mente estava um completo caos.
Já que pensava e pensava mas não chegava a nenhuma conclusão, resolveu procurar por ajuda. Mas a quem ela iria procurar? Charlie estava dormindo, sua equipe estava no centro de Londres a mais de 80 quilômetros dali, e ela não poderia simplesmente pedir ajuda aos policiais de Brighton, não faria sentido. 
Depois de 10 minutos parada num canto da calçada pensando, ela teve uma idéia. Iria procurar um "informante", e sabia exatamente onde encontrá-lo.
Pegou um táxi e foi até um lugar mais afastado do centro, descendo num beco escuro. Logo, foi correndo até o final do beco e virou a esquerda, se deparando com uma casa abandonada. Aquele "squat" era justamente o que procurava.
A garota se aproximou da porta e bateu, sem resposta.
-Olá....? Está aí?
E o silêncio persistia.
-Vou entrar..
Já que não ouviu resposta, entrou na casa, se esforçando pra não fazer barulho, já que o morador dali não gostava.
-Hey...? Larry?
Nem um barulhinho. Apenas uma sombra no canto da sala.
-....Larry, é você?
E tudo permaneceu quieto por mais 20 segundos, até a sombra se aproximar e revelar um homem moreno e alto, que estava olhando para Yui com uma expressão neutra.
-Quem mais seria? Ninguém entra aqui a não ser você e o Charlie. O que quer saber agora?
-Um imigrante. Nikolai Patrov.
-Ah sim.. Nikolai.... Hm...
-Não sabe? Mas você sempre sabe!
-Quem disse que eu não sei? Só estava tentando me lembrar! Bem, ele é filho de um tal de Dimitri e uma moça chamada Katherinne, aparentemente tem 30 anos e nasceu numa cidade russa chamada Cazã. O pai morreu de tifo e a mãe tá num asilo, aparentemente sabendo de alguma coisa sobre os crimes que o filho cometeu. Feliz?
-Sim sim sim, obrigada!-Disse Yui, que logo saiu correndo, deixando o local.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...