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História Sucker For Pain | BTS - Capítulo 21


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Notas do Autor


Oi gente, tudo bom? Desculpa pela demora. Venho informar pra vocês que infelizmente voltarei a escrever sozinha. Ninguém me aguenta ( brinks) por motivos pessoais, a co autora não poderá mais escrever comigo. E devo dizer que infelizmente esse capítulo será o último que ela escreveu comigo, espero que vocês gostem. E entendam a situação.

Capítulo 21 - Capítulo 21


[FLASH BACK]


Melbourne, Austrália.


—E então Sr.Lee YoonSun, como está reagindo com os medicamentos? Acha que está melhorando nas crises psicóticas? — Meu médico questionou.

Revirei os olhos entediado com aquela conversa toda. Era sempre a mesma coisa, remédios e mais remédios, mas eu nunca parava de tomá-los. 


—Se eu respondesse que sim iria mudar alguma coisa na minha vida?—Perguntei contando os minutos para aquela sessão acabar. Detestava o fato de que meus pais me obrigavam a vir para essas sessões 1 vez na semana. Não é como se adiantasse alguma coisa, eu já não tinha muito o que falar, e a maior parte do tempo ficávamos parados um olhando para o outro esperando o horário bater. Em outras palavras, eu enchia o bolso daquele psiquiatra de dinheiro para ele  simplesmente olhar para minha cara durante 1 hora. Que incrível não?


—Bom, como você não tá melhorando, vou te receitar este medicamento e depois você retorna para a gente avaliar melhor seu quadro. —Ele me deu o papel com todas as informações necessárias estendendo a mão. 


Mas não se deixe enganar pelo meu Doutor, ele fingia toda essa cordialidade e ética, todavia não passa de uma pessoa gananciosa que faria tudo por dinheiro.


Peguei a folha, dando um sorriso forçado e saindo daquele prédio rapidamente. Cessando assim, aquele sentimento com o familiar tédio indesejável da minha rotina. 


Era sufocante se manter ali ou talvez eu já não tivesse motivos para viver. O mundo para mim já não era tão divertido. Pelo menos não da forma que eu estava vivendo e isso era uma coisa que precisava mudar. Talvez eu precisasse mudar e eu tinha uma ideia de como.


                             

                              -X-



Dias depois...


—Viu? Posso receber o tratamento em outro país. Acho que já passou da hora de eu conhecer novos lugares—Falei da forma mais convincente possível. 


—NÃO! Isso está fora de questão Yoon, não há um médico tão renomado quanto o Sr. Jackson, então minha resposta é não e sem mas —Meu pai vociferou irritado. 


Meu médico e eu nos entreolhamos. Depois de uma pequena conversa em particular antes dessa reunião chegamos a um benéfico acordo para ambas as partes, mas claro que meu pai não precisava ficar ciente disso.


—Senhor, não se preocupe, eu tenho a indicação perfeita para o caso do Lee Yoon. Ele é bastante conhecido na Coréia, inclusive, fez a faculdade junto comigo em Stanford, certamente ele saberá muito bem como tratar seu filho.—Jackson falou sentado na cadeira. 


Eu sabia que ele tinha uma ótima carta na manga. Afinal, quando se tratava de dinheiro todo mundo sabe contornar qualquer situação, seja ela qual for.


—Amor, talvez seja o melhor para ele, quem sabe não o ajude a melhorar — Minha mãe se pronunciou pela primeira vez, fazendo uma massagem nos ombros do meu pai. 


Sorri internamente vendo o mais velho amolecer, ele iria aceitar. Era necessário apenas as palavras certas. E nada melhor como o momento certo. 


—Só tem um porém...—Franzi o cenho, lançando um olhar nada amigável para Jackson, que mesmo assim continuou — Por ele ser muito renomado, o valor cobrado é um tanto quanto superior ao meu. Digamos que 3 vezes mais..



Já era de se esperar que ele tentaria extorquir o velho o máximo possível. Mas para mim não me importava, contanto que eu saísse daqui..


—Dinheiro não é problema. Pode marcar tudo com esse psiquiatra, que essa semana que vem ainda Yoon vai para Coréia.— E assim foi dado o veredito. 





                               -X-



Seoul, Coréia.


       O cansaço da viagem tomava o meu corpo,e a preguiça de desfazer as malas no hotel onde seria minha nova moradia temporária não me alegrava muito. Contudo, só o fato de recomeçar uma vida nova, sem cobranças por terapia e remédios me deixava extasiado. Afinal, quem é que não iria gostar de apagar o passado? Principalmente quando você é tachado como louco pela sociedade por tomar remédios controlados.


 Sorri abertamente vendo a minha recém identidade, meu novo nome? Min yoongi. Médico recém formado pela mais renomada faculdade de medicina. Cá entre nós, o que o dinheiro não faz, não é mesmo? 



        Comecei a andar ao redor do bairro na tentativa falha de achar um restaurante ou uma loja de conveniência, a minha barriga ressoava em protesto denunciando descaradamente minha fome. Todavia, apenas longos prédios podiam ser vistos. Frustrado, ando mais adiante, e apenas  poucos passos foram necessários para que eu avistasse, coincidentemente, uma cafeteria. Considerei apenas ignorar e continuar meu caminho, afinal, eu queria algo para matar minha fome, mas as minhas mãos geladas, que rapidamente agarraram a nota em meu bolso, fizeram com que eu mudasse de ideia.


      Entrei na cafeteria movimentada sem pensar duas vezes. Minha garganta coçava pelo tamanho frio que fazia lá fora. 

Agradeci mentalmente pelos estabelecimentos de Seoul ter aquecimento.


— Um americano, por favor — Falei para atendente que logo anotou meu pedido. 


—Um Latte para mim—A moça atrás de mim murmurou. Sua voz era suave.


 Diferente de qualquer mulher que eu havia visto aquela me chamou atenção de uma forma imensurável. Talvez seja pela sua pele alva ou por seus longos cabelos presos em um coque frouxo deixando ainda mais a mostra seus fios castanhos. Notei o livro firme em sua mão, já era possível eu imaginá-la lendo debruçada sobre o parapeito de uma janela enquanto tomava seu café quente.


       Hm. Uma leitora voraz, talvez. 


—Senhor, seu americano — Meus pensamentos se desviaram para atendente que segurava um copo à minha frente. 


—Ah, sim! Obrigado. 


Não demorou muito para a moça se sentar não muito distante de mim. Continuei então a estudar seus traços finos e marcantes. Olhei seu dedo a procura de alguma pista sobre seu estado atual, especificamente um anel de compromisso. Solteira? Ou talvez não ligasse muito para certas complexidades.

 Não deveria me basear somente por um anel. Afinal, ela não me parecia comum como as outras.


E então, ela abriu o livro em uma página destacada pelo marcador.


Suas pupilas dilataram passando sobre as páginas de cor pastéis. Seus dedos finos sustentavam o mesmo em uma das mãos enquanto a outra levava a bebida até os lábios avermelhados.


Resisto a revirar os olhos. Merda!


Só agora eu havia percebido o quão convidativa era sua boca. Seus lábios carnudos. A imagem deles sobre os meus tornou-se presente em minha mente. Balanço a cabeça tentando afastar tais imagens. 


Levo um tempo para organizar meus pensamentos lascivos. Eu devo está ficando louco. Mas ainda assim, não conseguia desviar o olhar dela e dessa forma continuo a observá-la.


Havia um enrubescer em seu fino rosto. 

Perguntava-me internamente o que lia para encontrar-se de tal maneira. 

Assisto-a fascinado. E assim passou-se quase uma hora, quando dei-me conta, ela tinha levantado. Deu um sorriso para atendente que sibilou um " até amanhã", que não passou despercebido por mim e dessa forma, deixou a cafeteira. 

Parece que terei um novo compromisso amanhã. Sorri com a ideia de vê-la novamente.


Talvez eu havia encontrado a razão para qual eu busquei.


Talvez a vida não fosse tão entediante como eu pensava.



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