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História Suddenly a Family - Capítulo 21


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Notas do Autor


Nossa Paolinha gravida😍😍😍

Fiquei muito feliz com o retorno que vocês me deram. 😊

Capítulo 21 - Capítulo 21


Paola estava no consultório ginecológico do hospital, nem sabia que Jú atendia ali também. Enquanto esperava Fogaça se preparar para a cirurgia, passou no consultório aproveitando a disponibilidade da ginecologista para explica-la como passaria pela situação.

Paola queria tirar todas as suas dúvidas em relação a gravidez pois era nova no assunto e queria fazer de tudo para conseguir levar a gravidez até o final.

- Paola vamos conversar. - Jú se sentou. - Quero ser o mais transparente possível com você.

- Não esconda nada de mim, por fabor. - Paola pediu já sabendo o que viria pela frente.

- As chances de você perder esse bebê são muito, mais muito maiores do que as chances de você dar a luz. Sua gravidez é de alto risco, o recomendável para engravidar é até os trinta e cinco anos, você já tem quarenta e seis.

- Dios...- Paola massageou as têmporas

- Você pode até conseguir, mas na hora do parto, pode acontecer várias coisas...Eu vou te dar recomendações e você por favor, me obedeça.

- Claro. - Paola respirou fundo

- Repouso absoluto, já te falei isso, seu útero está frágil, não vai ser nada legal você ficar agitada. Outra coisa, nada de pegar peso, abaixar, correr...tudo na hora certa Paola, remédios, alimentação...

- Remédios? - Paola fez uma careta

- Agora você vai tomar esses daqui a cada vinte e quatro horas. - Jú entrou uma seis caixas de remédios para Paola. - A partir da vigésima quarta semana, você vai precisar tomar uma injeção a cada sete dias.

- Pra que serve a injeção?

- Serve pra amadurecer o pulmão do seu bebê, caso aconteça alguma coisa e precisarmos fazer um parto prematuro. É precaução.

- Mais alguma coisa?

- Se prepare, as dores serão intensas, principalmente uma queimação na região uterina. Sangramentos serão comuns, mas todas as vezes que tiver um venha para o hospital para ver se está tudo certo. Corrimentos também principalmente se for transparente, pode ser o líquido amniótico.

- Como que esse bebê sobreviveu? - Paola balançou a cabeça negativamente

- Vou te contar a verdade. - Jú riu. - Seu bebê estava morto Paola.

- O quê? - Paola a olhou assustada

- Quando você fez o exame de sangue no dia da explosão, você tinha perdido o bebê, me mandaram um e-mail já que sabem que eu sou sua ginecologista.

- Então eu estava com um bebê morto na barriga?

- Estava, mas não foi por muito tempo. - Jú limpou as lágrimas emocionadas que tinham caído. - Você ter pirado salvou a vida do seu bebê

- Para aí. - Paola massageou as têmporas. - Eletrochoque salvou o meu bebê?

- Tudo indica que sim. - Jú se levantou. - Você é um milagre Paola

- Eu vou levar essa gravidez até o fim. -Paola disse para si mesma.

- Bom, é isso. - Jú deu ombros. - Toma cuidado por favor.

Paola saiu meio atordoada do consultório, tantas informações pra no final dar tudo errado. Ela agora só pensava em como iria fazer para conseguir levar a gravidez.

Como seria nos restaurantes, na sia vida administrativa, sua vida de mãe. Ia ser tudo muito, muito difícil. Estava sentada marcando uma reunião urgente com todos os funcionários das suas empresas. Também ligou para Ana Paula pedindo para que a mulher fosse até o hospital.

Enquanto fazia tudo isso pelo celular viu a doutora se aproximar com um leve sorriso no rosto e os olhos meios caído demonstrando cansaço.

- Paola?! - A mulher a chamou.

- Oi. - Paola sorriu e a olhou. - Ainda não sei o seu nome...

- Meu nome é Sara, é que foi tanta correria que nem consegui me apresentar. - A doutora riu fraco. - Então Você já pode ver o Henrique e a Maria Letícia.

- Eles já vão entrar pra sala de cirurgia? - Paola perguntou apreensiva.

- Sim, a cirurgia vai ser demorada, no mínimo pode levar umas oito horas. - Sara informou. - Eu te indico ir pra casa e só voltar depois de amanhã.

- Depois de amanhã? - Paola perguntou não entendo bem

- Eles não vai acordar agora, vai ficar um tempinho na UTI. - Sara explicou. - Eu peguei o seu número na ficha do hospital, assim que a cirurgia terminar eu te ligo.

- Gracias. - Paola disse sentindo seu coração aliviado. - E você? Está aqui desde a hora que chegamos, dobrou o plantão.

- Sim eu dobrei, mas eu faço questão de cuidar da Maria Letícia pessoalmente. - Sara sorriu. - Eu vou pra casa agora mesmo, quando eles acordarem eu estarei aqui.

- Muito obrigada. - Paola agradeceu e viu a mulher se afastar.

Logo conseguiu ver Ana Paula entrar no hospital com a feição preocupada procurando por ela. Tinha uma caixa de presente em mãos juntamente com um urso de pelúcia.

- Paola, eles já operaram? - Ana Paula disse ofegante.

- Ainda não, eu vou lá falar com eles. - Paola disse indo em direção aos quartos.

Primeiro Ana Paula entrou e entregou o urso para Maria Letícia que estava nervosa. Depois falou com Fogaça e se retirou para Paola poder entrar.

- Oi amores...- Paola entrou no quarto arrancando um sorriso de Maria Letícia.

- Paolinha, Paolinha. - Fogaça a chamou suavemente.

- Fogaça...- Paola se aproximou da maca dele. - Eu estou tão orgulhosa de você...

- Eu também estou. - Fogaça disse.

- Vai dar tudo certo. - Paola balançou a cabeça positivamente tentando passar confiança para o rapaz.

- Mãe. - Maria Letícia a chamou

- Oi mi amor. - Paola se aproximou

- Tô com medo. - Maria Letícia disse deixando algumas lágrimas escaparem. - Eu não quero ir.

- Maria Letícia, é pro seu bem. - Paola acariciou o cabelo da menina. - Vai dar tudo certo, confia em mim?

- Confio. - Maria Letícia sorriu

- É normal sentir medo. - Paola deu um beijo na testa dela. - Eu sempre penso que o medo é um dos nossos demônios

- Credo mãe. - Maria Letícia disse assustada

- Mas são, por isso, mate os seus demônios. - Paola piscou leve pra ela.

- Te amo. - Maria Letícia surpreendeu Paola.

- Eu te amo mais. - Paola se afastou e olhou para Fogaça antes de sussurrar. - Eu te amo.

Paola saiu do quarto preocupada, estava nervosa com a cirurgia temendo que algo desse errado. Ana Paula já sabia como a amiga ficava nessas ocasiões então preparou tudo por fora.

- Paola vim ver a filha do Fogaça. - Ana Paula disse. - Cadê Ela?

- Ela está no outro andar. - Paola disse. - Até eu quero ir ver a Olivia

- Como ela é Paola? - Ana Paula disse já chamando o elevador.

- Veja você mesmo. - Paola sorriu de canto entrando no elevador. - ela tem o rostinho  bem familiar 

Assim que chegaram ao andar, ouviram um choro alto vindo do final do corredor. Paola já sabia de quem era afinal, Olivia chorava o tempo inteiro.

Entraram no quarto e encontraram Carine sozinha segurando a menina que está se esgoelando no colo da loira. A pequena chegava estar com o rostinho vermelho por conta da força que estava fazendo para gritar.

- Aí Paola, graças a Deus. - Carine disse. - Ela não para de chorar

- Tô ouvindo. - Paola levantou as sobrancelhas. - Tem visita pra ela.

- Oi. - Ana Paula entrou

- Oi. - Carine sorriu fraco.

- Você ainda está sozinha aqui? - Paola franziu o cenho

- A Carol já está vindo. - Carine sorriu fraco. - Quer pega-la Ana Paula?

- Aí eu quero. - Ana Paula pegou a menina que ainda chorava baixo.

A Jornalista balançou a pequena no intuito de acalma-la e aos poucos conseguiu. Ela olhou rapidamente para Paola antes de voltar a olhar para a menina observando seus traços.

- Trouxe um presente! - Ana Paula apontou para a caixinha nas mãos de Paola

- Ah obrigada! - Carine disse tímida abrindo a caixinha. - Olha que vestidinho lindo!


Foram interrompidas por três batidas na porta que foi aberta por Carol com una cara nada boa. A mulher olhou para Carine e imediatamente correu para pegar a menina no colo de Ana Paula.

Padrão se esquivou não deixando-a encostar na pequena fazendo um clima estranho invadir os ares.

- Tá querendo roubar a minha sobrinha? - Carol a olhou se aproximando

- Eu jamais. - Ana Paula balançou a cabeça negativamente e Olivia voltou a chorar. - Você acabou de tocar em uma maçaneta com bilhões de bactérias, precisa esterilizar as mãos.

- Eu sei muito bem cuidar de crianças, tenho duas. - Carol se gabou tentando pegar a menina

- Eu também tenho, e são normas do hospital. - Ana Paula deu ombros.

Paola já não aguentava mais ouvir Olivia chorar e muito menos olhar na cara de Carol, portanto pegou Olivia, pegou uma manta e enrolou a menina que parou de chorar no mesmo instante. Depois ela entregou a menina para Carine.

- Era só frio. - Paola disse antes de sair.

(...)

Paola estava em casa dando banho em Luísa, apesar de Jú ter proibido ela de pegar peso, ela insistiu em dar banho na garota nem que fosse de banheira. A garota estava manhosa pedindo "Tetê" conseguindo amolecer o coração de Paola.

Depois de todo esse ritual do sono, Luísa dormiu e Paola desceu as escadas encontrando Ana Paula, que já tinha indo embora, sentada no sofá da sala.

Ana Paula levou João para a casa dela percebendo que o menino estava sentindo falta do pai. Ravi e Levi já estavam meses sem ver o menino portanto seria bom para eles.

- Aninha? - Paola terminou de descer as escadas. - Você já tinha indo embora né?!

- Eu já, mas voltei. - Ana Paula bateu no lado vazio do sofá convidando a amiga para se sentar. - Tá na sua cara que você precisa me contar alguma coisa.

- É preciso conversar. - Paola sorriu e se deitou com a cabeça no colo da amiga

- Como você está em relação a Olivia? - Ana Paula perguntou fazendo um leve carinho na cabeça dela.

- Desconfiada. - Paola fez um bico e se virou para olha a jornalista.

- Desconfiada por quê?

- Você  já viu uma criança não nascer nem a cara da mãe, Nem a cara do pai? - Paola perguntou espremendo os olhos

- Paola bebê é tudo igual, ela nasceu ontem, tá com o rostinho inchado ainda.

- Não, não, não. - Paola balançou a cabeça negativamente. - Carine nasceu morena de olhos castanhos.

- Fogaça nasceu loiro Paola.- Ana Paula disse fazendo Paola levantar as sobrancelhas

- Verdade...- Paola olhou fixamente para o chão antes de voltar a falar. - Não! Rebobina a fita. Fogaça é moreno de olhos castanhos

- Onde quer chegar com suas paranóias? - Ana Paula riu das invenções da amiga. - Pirou Paola?

- Não, Ana é sério. Como Olivia nasceu loira de olhos verdes? Você sabe muito bem quem era loiro e tem olhos verdes...

- Paola você está com ciúmes de um bebê? - Ana Paula parou de fazer carinho. - Tá ficando feio pra você amiga

- Ana Paula, ontem eu troquei a Olivia, ela tem a mesma mancha de nascença do Jason, eu juro.

- Como assim? - Ana Paula fez uma careta.

- Jason tem uma marquinha de nascença na coxa, parece um coração. - Paola gesticulou com as mãos. - Eu nunca ia me esquecer daquela marca, a família inteira dele tem, alguns tem na mão, outros tem na perna, braço eu reparei Paula.

- Você está querendo me dizer que Olivia pode ser filha do Jason? - Ana Paula disse perplexa.

- Eu tenho quase certeza que é.

- Paola...

- Eu não sei mais por onde anda o Jason, ele está aqui em São Paulo. - Paola passou a mão no cabelo

- Como você sabe?

- Quando eu dei uma de doida lá no hospital, depois que o La Guapa explodiu, ele foi me fazer uma visitinha.

- O quê!? - Ana Paula aumentou o tom de voz

- Fala baixo que a minha filha está dormindo. - Paola repreendeu a amiga. - É ele foi lá me ameaçar de morte.

- Por isso que você ficou...

- É, por isso eu virei a Paola sombria que passou por tratamento de choque com um bebê na barriga, entende?! - Paola disse rápido sem perceber o que tinha acabado de contar.

- O que Paola? - Ana Paula se levantou com as mãos na boca

- É minha filha, ele me ameaçou de morte. - Paola balançou a cabeça positivamente

- Não Paola, bebê na barriga. - Ana Paula praticamente gritou

- Ah...- Paola sorriu de lado. - Tô grávida.

- Você tá grávida e nem me contou. - Ana Paula balançou a cabeça negativamente. - Você é uma péssima melhor amiga.

- Aí Ana Paula, descobri ontem. - Paola se sentou no sofá jogando o cabelo. - Tô grávida de dezesseis semanas.

- Paola eu não acredito...- Ana Paula abraçou a mulher

- É, não vai ser nada facil, mas...eu vou conseguir Ana.


Meses depois...

Finalmente Maria Letícia e Fogaça estavam recuperados da cirurgia. Foi difícil para Paola não poder ajudar em quase nada, não podia dar banho, não podia preparar a comida não podia fazer nada.

Já tinha conversado com a direção do programa e com os funcionários do restaurante e com Zezé que já foi enfermeira, seria muito mais fácil pra ela tomar os medicamentos na hora certa, se alimentar na hora certa.

A barriga já estava grande, por Paola ser muito alta, já estava evidente que ela estava passando por uma gestação. Já não encontrava mais posições para sentar, deitar...muito menos conseguir dormir.

Carine sumiu com Olivia, Fogaça só via a menina por vídeo chamada e olhe lá. Os cabelos loiros estavam cada vez maiores e os olhos cada vez mais verdes. Paola achava hilário os comentários dos parentes de Carine dizendo que ela é a "carinha do papai" sua desconfiança só aumentava em relação a paternidade da menina.

Agora estava sentada na cama acariciando a barriga, as dores intensas foram verdadeiras, Paola não aguentava mais sentir aquilo, mas sabia que era necessário.

Fogaça estava fazendo uma bagunça no armário procurando algo que ele tinha comprado fazia um bom tempo. Quase deu um grito quando encontrou e levou até Paola.

- Primeiro presente do nosso bebê? - Paola riu vendo um body na mão dele.

- Na verdade eu comprei pra te dar de presente quando você estava grávida do outro bebê. - Fogaça fez uma careta.

- Sal da mamãe e pimenta do papai...- Paola leu enquanto estendia o body na frente da sua barriga. - Que amor...

- Agora que eu sou o papai faz mais sentido. - Fogaça deu um selinho demorado nela.

- Olha filho...o maluco do seu pai já quer te comparar aos ingredientes dele. - Paola riu passando levemente a mão na barriga. - Eu adorei o presente.

- Que bom, até porque não tem devolução. - Fogaça brincou e se sentou na cama. - Te amo.

- Te amo. - Paola repetiu o olhando. - Você é o homem da minha vida...

- Fala de novo só pra eu não esquecer sua voz falando isso.

- Você é o homem da minha vida. - Paola disse deixando seu melhor sorriso escapar.

Fogaça puxou brutalmente a mulher para beija-la se sentindo o homem mais sortudo do mundo. Antes o homem que não tinha nada, agora tem tudo.

- Olha a brutalidade...- Paola mordeu o lábio inferior

- Eu sei fazer com jeitinho. - Fogaça piscou...






Notas Finais


Até amanhã...

Paola não contou🙊👀


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