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História Suddenly a Family - Capítulo 24


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Notas do Autor


Voltei

Aí gente tá quase acabando...

Capítulo 24 - Capítulo 24


    Paola abriu os olhos percebendo que estava dentro de um quarto de hospital. Revirou os olhos quando viu que estava recebendo medicamento na veia novamente. Logo ouviu o médico bater na porta e entrar.

- Paola Carosella. - O médico se aproximou. - Me chamo Tiago, cuidei de você quando chegou ontem a noite.

- Gracias. - Paola sorriu fraco. - Como eu tô? Meu bebê tá bem?

- Está tudo bem com vocês. -Tiago disse ajeitando os óculos. - Eu sei que a doutora Júlia Pontes te atende, sei que ela te mandou ficar em repouso...

- É, aconteceu uma...

- Eu sei, você teve um descolamento ovular, um vaso sanguíneo seu rompeu, por isso o tanto de sangue.

- Mas não pode ter feito mal para o bebê?

- Não, basta você manter o repouso absoluto. - Tiago disse tirando o soro de Paola. - Já pode ir, seu marido está ali te esperando

[...]


Paola estava sentada na beira da piscina, observava Luísa e João brincarem e sentiu falta de Maria Letícia. Enquanto ouvia as risadas dos dois, sentiu um vazio enorme lhe invadir. Fogaça tinha saído, não disse para onde ia, apenas disse que era algo importante.

Zezé olhava tudo pela porta de vidro, estava de folga naquele dia, mas sentiu dó de Paola ao ver o quão sozinha ela se sentia sem Maria Letícia para conversar, não fazia nem vinte e quatro horas que a menina tinha decidido ir embora, mas a tristeza parecia eterna.

Zezé preparou um suco para Paola e para as crianças, aproveitou para se sentar ao lado da patroa que não conteves as lágrimas. Paola encostou a cabeça no ombro de Zezé e apenas chorou sendo consolada pela empregada.

João era maduro o suficiente para saber que a mãe estava triste, e Luísa já estava deixando o jeito de bebêzinho de lado e começando a entender o mundo do jeito que é. Paola foi surpreendida por um abraço coletivo vindo dos três presentes ali.

Ouviu o barulho do carro e presumiu que era Fogaça chegando de onde ele veio. Não sabia que ele trazia uma das visitas mais importantes da sua vida. Ela não sabia, mas ele tinha ido ao Rio de Janeiro socorrer alguém que precisava muito da ajuda dele.

Paola ainda estava abraçada com os três quando ouviu barulho de pés correndo pela entrada da casa, pensou que poderia ser Fogaça correndo atrás de algum bicho. Mas se separou quando ouviu a voz doce e conhecida.

- ¿Fue aquí donde perdieron a una hija? - A voz disse chamando a atenção de Paola.

- Maria Letícia. - Paola sorriu e se levantou.

- Em carne e osso. - Maria Letícia brincou e correu na direção de Paola abraçando-a. - Desculpa mãe, não deveria ter ido embora

- Você estava assustada. - Paola se afastou para olha-la nos olhos. - Eu te entendo

- Entende mesmo? - Maria Letícia levantou as sobrancelhas

- Entendo meu amor. - Paola abraçou a menina novamente. - Te amo, te amo, te amo

- também te amo. - Maria Letícia deu um beijo na bochecha da mulher e outro na barriga.

- Eu sempre fico de fora dessas eu te amo né. - Fogaça cruzou os braços fingindo tristeza.

- Eu também te amo. - Maria Letícia se aproximou de Fogaça. - Eu me espelho em você

- Sério baixinha? - Fogaça disse surpreso.

- É, só que eu consigo me abrir melhor com a minha mãe. - Maria Letícia fez uma careta. - Coisa de mulheres, você nunca entenderia

- Sei...- Fogaça disse desconfiado

Zezé a essas horas já estava longe, a mulher saiu de fininho deixando a família aproveitar o momento a sós.

Maria Letícia tirou toda a roupa, ficou apenas de calcinha e pulou na piscina acompanhada de Fogaça que tirou apenas a camisa e também pulou na piscina.

Luísa que brincava no raso, correu para o fundo se aproximando do pai. Fogaça a pegou e a jogou para o alto arrancando sorrisos dela. João e Maria Letícia estavam brincando, a maior segurava o irmão no colo enquanto mergulhava pela piscina.

Paola acabou entrando, mas ficou apenas no raso sentada. Acariciava a barriga numa forma de tentar brincar com o bebê. Fechou os olhos e agradeceu por ter conseguido engravidar, conseguiu superar os piores pensamentos que ela teve, superou também as expectativas.

Paola tinha um bebê crescendo dentro dela, o fruto de um amor tão verdadeiro. Se lembrou se quando Fogaça havia pedido para tentarem juntos, riu sozinha percebendo que ele estava certo. Tentou engravidar de Jason por quase seis anos, e com Fogaça foi tão rápido.

Era uma sensação tão boa, sentir seu bebê se mexer na barriga enquanto via os três filhos se divertindo na piscina. Aconteceu uma reviravolta na vida de Paola, desde o dia que João e Luísa chegaram, tudo ficou diferente, e aumentou a intensidade quando Maria Letícia entrou para a Família.

Paola nunca havia postado uma foto dos filhos em suas redes sociais, mas estavam tão lindos naquele dia que ela tirou um retrato perfeito onde ela acabou se emocionando, principalmente por não ser muito boa com fotos.

Paola conseguiu focou em um pedaço da barriga e o desfoque ficou em Fogaça jogando água nas crianças enquanto elas sorriam. Carosella achou incrível e postou a foto no minuto seguinte com a legenda mais simples e carinhoso que ela poderia pensar.

"Éramos dois, agora somos cinco, e em breve seremos seis"


Depois disso, Paola deixou o celular de lado e viu Luísa se aproximar bocejando, já estava se passando da hora do almoço por isso a cozinheira decidiu sair da piscina por conta do sol forte. Sentou-se na espreguiçadeira com Luísa em seu colo.

Cobriu a menina com a toalha para proteger do vento sinalizou para Fogaça mostrando o número dois com as mãos significando que teriam vinte minutos para saírem dali. Enquanto isso conversava com Luísa que estava cada dia mais tagarela.

- Mamãe. - Luísa cutucou Paola e apontou para a barriga dela. - É o neném?

- É o neném, tá na barriga da mamãe. - Paola colocou a mão da menina em sua barriga e a sentiu mexer.

- Aham...- Luísa arregalou os olhos fazendo cara de surpresa. - O neném tá "danxando"

- É o neném tá dançando. - Paola riu. - Tá chutando a mamãe igual ao papai no ringue

- Papai é "bavo" - Luísa fez cara de mau arrancando risadas de Paola. - Papai é feio né?!

- Luísa! Não fala mais isso. - Paola fingiu que estava brava. - Não pode chamar as pessoas de feia assim.

- Por quê? - Luísa olhou para Fogaça.

- Porque foi Deus que fez ele assim, pensa em quanto Deus vai ficar triste em ouvir você chamar a criação dele de feio

Luísa deitou no ombro de Paola e coçou os olhos demonstrando sono, sentia falta do colinho da mãe por isso aproveitou aquela brecha para fazer manha.

Como Paola não podia pegar peso, era Fogaça quem colocava a menina para dormir todos os dias, provavelmente ela ainda não tinha se adaptado pois todos os dias era Paola quem fazia esse serviço.

- Mamãe, "Quer Tetê" - Luísa disse puxando o biquíni de Paola para o lado

A cozinheira não negou e deixou a filha saborear o leite. Paola tinha tanto leite que enquanto Luísa sugava de um lado, vazava do outro.

Como de costume, Luísa acabou dormindo enquanto mamava fazendo Paola lembrar de quando ela ainda era um bebêzinho.

Maria Letícia se aproximou se enxugando tremendo de frio. Se sentou ao lado da mãe enquanto observava os meninos brincando na piscina.

- Mãe, por que a gente nunca mais saiu pra viajar? - Maria Letícia questionou. - Poxa, minha amigas foram passar o final de semana no parque aquático

- Meu amor, nós acabamos de voltar do Peru. - Paola disse séria. - Tivemos um gasto enorme pra ir

- Mas não foi uma viagem em família. - Maria Letícia cruzou os braços.- Quero viajar também, cê só fica em casa deitada

- Eu tô grávida, você sabe como está sendo difícil pra manter esse bebê aqui. - Paola apontou para a barriga. - Você vê como temos gastado com remédios tanto pra mim quanto pra você, e eu também não vou poder me deslocar muito

- Eu nem tomo tantos remédios assim. - Maria Letícia se defendeu 

- Maria Letícia você esqueceu que passou por um transplante? Esqueceu que tem Lúpus e que você faz consultas todas as semanas?. - Paola disse a vendo com os olhos cheios de água. - Tudo isso é pago igualmente a tudo que eu tenho que fazer pra manter seu irmão vivo entendeu?


- Agora a gente não vai fazer mais nada por causa desse bebê?! - Maria Letícia aumento o tom de voz

- Abaixa o tom de voz mocinha. - Paola a repreendeu. - Exatamente, por enquanto não vamos fazer nada, até o bebê nascer e eu me recuperar bem entendeu?

- Entendi. - Maria Letícia cruzou os braços

- Quero você de banho tomado em dez minutos bora, cria teu rumo. - Paola disse e viu a menina se levantar revirando os olhos. - Tô vendo o seu olho hein!

{...}

Fogaça estava fechando o Arturito pois ele estava tomando conta do estabelecimento enquanto Paola estava debiltada. Estava trancando o escritório quando ouviu palmas invadir o local. Olhou para trás procurando de onde vinha o som, mas não encontrou nada.

As palmas ficaram cada vez mais altas fazendo um leve arrepio passar pelo braço de Fogaça, o cozinheiro trancou o escritório e se dirigiu para o salão principal.

Quando chegou, ninguém estava lá, mas a palma o som das palmas ainda estavam presentes. Como se não pudesse piorar, um canto de sabiá ecoou pelo lugar amedrontado Fogaça.

Henrique foi até a cozinha procurar quem estava fazendo aquilo. Quanto mais se aproximava, mais alto era o canto até que quando chegou à cozinha, reinou um silêncio absoluto.

Fogaça estava de costas para a porta, sentiu algo encostar em sua cabeça e ouviu o assobio passar bem perto de seus ouvidos. Alguém estava apontando uma arma pra ele, só não sabia quem.

O cozinheiro levantou os braços em sinal de rendição e se virou fazendo com que a ponta da arma ficasse sobre sua testa. Não se surpreendeu quando viu quem era que estava apontando o objeto para ele.

- Gostou do canto do Sabiá? - Jason disse rindo. - Paola adora ouvi-lo cantar

- Eu sei. - Fogaça o olhou nos olhos sentindo suas pernas perderem as forças.

- Olha como você é um marido exemplar. - Jason disse debochado. - Veio tratar doa negócios da esposa, mexer com o dinheiro dela...

- Eu e a Paola somos leais, nós confiamos um no outro. - Fogaça disse olhando para o chão

- Não, não são. - Jason balançou a cabeça negativamente. - Paola esconde de você quem ela é de verdade, provavelmente você também não saiba que ela é bilionária, tem uma herança. Ela também não sabe que você traiu ela com a Carine

- Não fiz por querer. - Fogaça disse envergonhado

- Mas fez. - Jason riu. - Ela vai descobrir, mas quando isso chegar aos ouvidos dela, você não estará entre nós.

- Estarei aonde? - Fogaça sentiu seu coração acelerar

- No inferno! Eu te mato agora, Paola fica fragilizada, perde o bebê de vocês, eu conto da sua traição e pronto! Paola volra a ser minha.

- Esse é o seu plano. - Fogaça bufou e o olhou. - Acha que a Paola vai deixar os nossos filhos conviver com você.

- Não! Aquelas crianças vão embora, aquela peste me odeia, eu que dei a pipoca doce com cobertura de nozes pra ela

- Nilo... - Fogaça suspirou

- Prazer. - Jason sorriu cínico. - Abusei do seu filho também, machuquei ele até ficar cansad...

- Cala a boca. - Fogaça disse sentindo o suor frio descer sobre sua testa.

- Não calo. - Jason balançou a cabeça negativamente. - Só calo a boca quando eu tiver a Paola aqui ó, grudadinha em mim

Fogaça movido pelo puro impulso, conseguiu desarmar o gringo fazendo com que a arma caísse no chão. No mesmo instante, ele voou pra cima dele dando fortes golpes.

Logo as mãos de Fogaça estavam sujas se sangue. Jason conseguiu segurar uma das pernas de Henrique provocando uma queda onde ele conseguiu desestabilizar o cozinheiro.

Fogaça com muita força trocou q posição ficando por cima dele dando fortes golpes no rosto do rapaz. Henrique estava descontrolado, mataria Jason apenas com socos.

Enquanto Henrique se distraia com os golpes Jason alcançou a arma apontando-a para o peito esquerdo do cozinheiro. Num rápido movimento, ele conseguiu pegar a arma e se levantar apontando-a para o rapaz.

- Vai embora. - Fogaça disse com as mãos trêmulas. - VAI EMBORA!

- Nós vamos nos encontrar muito ainda. - Jason riu se levantando. - Gostei de ter tido um treino básico com você

- Não vamos. - Fogaça se aproximou dele colocando a arma no peito do rapaz que permaneceu imóvel. - Quero ouvir o Sabiá cantar, canta aí

- Quem canta por último, canta melhor seu otário. - Jason disse antes de sair deixando Fogaça sozinho.

Henrique estava paralisado, nunca imaginou que enfrentaria um momento tão tenso como esse em toda a sua vida, não era normal essa obsessão de Jason por Paola, e isso estava o levando a comentar maluquices à nível extremo.

Quando Fogaça teve certeza que Jason já estava longe, ele largou a arma fazendo-a cair. Colocou as mãos na cabeça deixando um choro desesperador tomar conta de sí.

Jason tinha falado algumas verdades sim, ele e Paola já não eram tão leais assim, estavam começando a viver um casamento de mentiras e ocultismo.

Fogaça limpou o chão ensanguentado do Arturito e subiu na moto piorando sem rumo com a arma guardada em sua mochila. O vento forte batendo em seu rosto molhado lhe trazia uma sensação de descanso, sossego.

Quando se deu por si, estava no chalé onde se encontrava com Paola. Ele tinha a chave, então não teve dificuldade nenhuma em entrar no local.

Assim que entrou, trancou a casa tentando se sentir mais seguro. Ele foi até a pequena bancada de produtos de limpeza e pegou um pouco de álcool. Limpou toda a arma, tirou todo o tipo de evidência que poderia incrimina-lo algum dia. Enquanto limpava, pensava em Carine.

Tentou imaginar o que aconteceu de tão ruim para ela se tornar uma pessoa tão amarga. Ele achou que com o nascimento da filha, ela deixaria esse jeito esquisito e voltaria a ser normal.

Mas não, depois que Olivia nasceu as cosas só pioraram. Mesmo sendo apaixonado por Paola, Fogaça inexplicávelmente ainda sentia um pouquinho de falta de Carine.

Não dessa louco que ela virou, mas de quem ela era. Carine era uma pessoa maravilhosa, super carinhosa que acolheu Henrique quando ele mais precisou.

Depois que recebeu um não de Paola quando a pediu em casamento pela primeira vez, Fogaça mal conseguia se manter em pé de tanto que bebia. Eles se conheceram através disso. Carine cuidou dele mesmo sem conhece-lo

Fogaça andava pelas ruas de São Paulo segurando uma garrafa de Gintônica. Não costumava a beber essas cachaças, mas naquela semana, só havia se alimentado com aquilo.

Henrique estava magro, bêbado, tonto. As pessoas na rua o olhavam torto achando que ele era um morador de rua.

Quando tentou atravessar a rua, Fogaça viu tudo rodar e caiu no meio fio vomitando no chão. Acabou desmaiando e ficando por ali já que ninguém foi capaz de ajuda-lo.

No meio da multidão que passava na rua, uma mulher com os cabelos tingidos passou e o viu jogado no chão.

Não perdeu tempo e o levou para seu apartamento que não ficava muito longe dali. Então chamou um médico que examinou Fogaça o diagnosticando com Hepatite Alcoólica.

Se não fosse por Carine, Fogaça morreria naquela calçada.

Como ela poderia ter mudado tanto? Tinha certeza que o motivo não era só porque ele a deixou, não podia ser.

Fogaça ignorou suas loucuras e colocou a arma dentro de uma caixa que tinha cadeado. Trancou o objeto ali jogando a chave janela a fora. Como a caixinha era pequena, conseguiu esconde-la dentro de uma cesta de ferramentas que ficava no quartinho de entulhos.

Depois disso, decidiu tomar um banho. Deixou a água levar toda a impureza de sua alma. Pensou nos seus filhos, Maria Letícia, João, Luísa, Olívia e principalmente no bebê que nasceria no meio de uma "crise" no casamento do dois.

Eles ainda não falaram de crise, mas nunca é em um lado só. Fogaça tinha certeza que não era só ele que pensava que estavam fazendo algumas coisas erradas no casamento.

Viu o celular vibrar várias vezes com mensagens de Paola. A mulher tinha ligado inúmeras vezes e ele não atendeu nem uma. Se sentiu mau em deixar a mulher preocupada então responde com apenas um "tô chegando" e pegou suas coisas saindo do chalé.

Já era noite, Fogaça nem tinha visto a hora passar. Quando chegou à casa, encontrou Paola e Maria Letícia deitadas assistindo Frozen.

Quando Maria Letícia o viu, se levantou sabendo que os pais preferiam ficar sozinhos aquela hora da noita.

- Eu estava com saudades de você. - Maria Letícia o abraçou, mas o soltou quando percebeu que não foi correspondida

Voltou para a cama quando viu Fogaça descer novamente as escadas sem olha-la

- Aconteceu alguma coisa com ele? - Maria olhou para a mãe achando estranho a forma como ele chegou. - Nem disse um oi

- Deve ser o estresse do dia a dia meu amor. - Paola acariciou o rosto da filha

- Todos os dias ele passar por estresse, e todos os dias ele fala um oi. Custava ele pelo menos me abraçar?! - Maria Letícia disse com o tom de voz bravo

- Ei, as pessoas tem dias maus. - Paola chamou a atenção da garota qie sehurava o choro

- Boa noite mãe. - Maria Letícia deu um beijo na mulher e desceu da cama. - Quando ele subir, pode dizer pra ele que eu estou muito, muito chateada.

Maria Letícia saiu do quarto batendo a porta sem dar chances de resposta a Paola. Como não poderia descer as escadas, teve que esperar Fogaça subir para tirar satisfação com ele.

Estava preocupada, Maria Letícia tinha razão, ele estava muito esquisito. Fogaça não era disso, nem nos dias maus.

Não demorou muito para o cozinheiro subir e se sentar na beira da cama comendo uma maçã. Paola que estava deitada, calmamente se levantou se apoiando nas costas do rapaz.

- Vai me contar o que houve ou vou ter que descobrir sozinha. - Paola disse séria

- Não aconteceu nada, só não estou em um dia legal hoje. - Fogaça disse respirando fundo

- Impossível, hoje mais cedo o dia estava perfeito. - Paola se afastou um pouco dele para olha-lo. - Tudo mudou quando você saiu a tarde

- Tô cansadão Paola, dá um tempo. - Fogaça mordeu a maçã

Paola percebeu machucadinhos na mão dele. Feridas causadas pela briga que teve com Jason algumas horas antes. A mulher puxou a mão dele observando os machucados.

- Você anda brigando por aí Fogaça? - Paola segurou a mão dele. - Tá doido?

- Isso aqui foi do treino. - Fogaça mentiu. - passei lá pra dar uma resfriada na cabeça

- Não mente pra mim. - Paola disse massageando as têmporas. - Aconteceu alguma coisa, você não confia o suficiente em mim pra contar

- Paola, DÁ UM TEMPO! - Fogaça gritou assustando a mulher.

- Eu não gritei com você. - Paola disse com o tom de voz sereno sentindo seus olhos encherem d'água. - Não precisava gritar assim comigo.

- QUE INFERNO, FICA ME RONDANDO O TEMPO INTEIRO. - Fogaça continuou a gritar. - EU PRECISO DE ESPAÇO

- Já disse que não gritei com Você. - Paola disse deixando uma lágrima escapar

- VOCÊ É CHATA, QUER FICAR BRINCANDO DE DESVENDAR  MISTÉRIOS. PARA COM ISSO!

- Você some por horas, nem manda notícias, eu fico aqui igual a uma idiota ligando pra você. - Paola limpou as lágrimas. - Quer saber Fogaça, vai tomar no olho do seu...

- Termine a frase olhando pra mim. - Fogaça segurou o rosto dela com força

- Você está me machucando. - Paola disse sentindo a mão dele lhe apertar cada vez mais forte.

- Você já passou por coisas piores, aliás você ama quando eu faço isso na hora d...

- Me solta! - Paola disse segurando a mão dele se afastando. - Por enquanto eu não quero mais olhar na sua cara.

Paola disse e saiu do quarto indo em direção ao quarto de Maria Letícia. Sentia dores na altura do umbigo sabendo que aquilo foi tudo causado pela briga com Fogaça.

Quando abriu a porta do quarto, deu de cara com a menina com a cabeça entre as pernas e as mãos abafando os ouvidos. Sabia que Maria Letícia estava ouvindo tudo, por isso tratou de limpar as lágrimas e foi tentar consolar a filha.

- Ei...- Paola se sentou na cama. - está tudo bem

- Não está. - Maria Letícia olhou para Paola. - Se você está chorando, é porque não está bem

- É só uma crise no casamento. - Paola disse deitando a cabeça no colo da menina. - Todo casal passa por isso

- Para de mentir pra sí. - Maria Letícia fez uma careta. - Confessa que brigar com o meu pai desse jeito não é normal, talvez isso mude um pouco o seu pensamento

Paola ficou um tempo em silêncio assimilando as palavras sábias de Maria Letícia. Achava incrível o quão madura Male era para algumas coisas, mesmo com a pouca idade.

Carosella deixou suas lágrimas caírem e foi consolada pela filha que limpiucada uma delas. Paola nunca queria passar por isso na frente dos filhos, deu graças a Deus por João e Luísa estarem dormindo assim as crianças não ficariam pensando nisso no dia seguinte.

Enquanto isso, Fogaça se arrependida de cada palavra que tinha sai do dos lábios dele. Se arrependeu amargamente por não ter abraçado Maria Letícia e mais ainda por ter gritado com Paola.

Se sentiu um idiota, faltou com respeito a sua filha, e faltou com respeito a sua mulher.

Foi até o quarto de Maria Letícia sabendo que seria desprezado pelas duas, mas não custaria nada tentar. Quando apareceu na porta, viu a filha revirar os olhos.

- Paola. - Fogaça a chamou e ela fingiu não ouvir a voz dele. - Paola!

- Ela não quer. - Maria Letícia disse fazendo Paola sorrir fraco.- Você não estava exigindo espaço?! então respeite o dela

- Não se mete nas minhas brigas com sua mãe. - Fogaça disse autoritário. - Crianças não se metem em coisas de adultos

- Quando os adultos agem como crianças, é mais que certo crianças se meterem nas conversava, estamos no mesmo nível de linguagem

- Está avisada. - Fogaça se aproximou ignorando a frase da menina.

- Fogaça eu já disse que não quero te ver por enquanto. - Paola disse sem olha-lo

- Carosella, os problemas se resolvem conversando, e não parando de se falar. - Fogaça disse entre os dentes. - Vamos conversar, por favor.

Paola se levantou e se dirigiu para o quarto do casal onde ficou o mais distante possível de Fogaça. O rapaz estava envergonhado sabendo que tinha feito uma burrada das grandes.

- Então, fala logo. - Paola cruzou os braços

- Paola eu quero te pedir desculpas, falei muita besteira sem pensar e...

- A boca fala do que o coração tá cheio. - Paola deu ombros. - Se você disse aquilo tudo, foi porque você já pensou

- Paola, eu não quero acabar com a nossa família por causa de briguinha ridícula. - Fogaça se aproximou

- Então me conta a verdade. - Paola deu um passo pra trás

- Encontrei com o Jason na rua. - Fogaça disse vendo o semblante de Paola mudar.

- Ele está por aqui? - Paola perguntou sentindo seu sangue ferver

- Está, ele me provocou e acabamos brigando, por isso os machucados da mão

- Eu posso acreditar nessa história Henrique?. - Paola deu um passo pra frente

- Pode, ele disse coisas horríveis, por isso bati nele. - Fogaça se aproximou.

- Quer saber, chega dessa histórinha chata. - Paola segurou o rosto dele. - Não quero mais ouvir falar de Jason

- Mas Paola eu...

- Não me importa, já passou. - Paola deu ombros. - Só não quero que se repita, nunca mais.

- Prometo que não vai. - Fogaca a segurou pela cintura e a beijou

- Agora vai falar com a Maria Letícia porque ela está muito chateada com você. - Paola apontou para a porta do quarto.

- Amanhã teremos um dia só nosso, meu e dela. - Fogaça piscou leve

- Amanhã tenho ultrassom, vou levar a Ana, posso?

- Claro. - Fogaça se deitou. - Saio cedo com Maria Leticia.

- Para onde irão? - Paola perguntou

- Vamos á praia, só nós dois. - Fogaça apagou as luzes pelo controle

(... )

Paola e Ana Paula estavam saindo do consultório. Conseguiram descobrir o sexo do bebê, depois de muita luta é claro.

Paola estava gravida de uma menina, que para a felicidade dela estava muito saudável. Como já sabia o sexo, poderia agilizar algumas compras aproveitando a presença da amiga.

Ana Paula acompanhou Paola por Fogaça ter ido á praia com Maria Letícia, portanto Padrão viu uma ótima oportunidade para passar o dia com a amiga.

Depois de muito comprarem, pararam no Outback pois Paola estava com vontade de comer um hambúrguer que só vendia lá.

Ana Paula como uma boa jornalista, atualizou o site de notícias da cidade e se surpreendeu com a notícia que leu.

- Paola!

- Hm? - Paola respondeu com a boca cheia

- Tá sabendo que Carine foi presa?


Notas Finais


Eitaaaaa👀👀👀👀👀👀👀


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