História Suddenly a Family - Capítulo 3


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Notas do Autor


Voltei farofas😘

Capítulo 3 - Capítulo 3


Paola estava agitada, mesmo sendo sábado, ela foi trabalhar no Arturito para esquecer os problemas. Das vinte e oito ligações que ela fez para Jason, ele atendeu uma que durou dezoito segundos. Apenas um "Hi sweet, to meio ocupado aquí, depois eu te ligo"

Paola estava começando a dar razão a Fogaça em relação ao fotógrafo, Jason realmente cagava e andava pra ela. Não conseguia entender como as coisas estavam indo tão mal para ela.

Enquanto cozinhava, Paola pensava em suas escolhas em relação a Jason e Fogaça. Todas as escolhas foram erradas e as consequências não poderiam ser das melhores.

Agora estava se culpando por ter brigado com Fogaça, principalmente pelo tapa muito bem dado no rosto dele é claro que ele foi um babaca, mas estava certo, em partes. Espantou tudo isso de sua mente e começou a cantar as comandas tentando fugir de seus pensamentos sobre Fogaça.

Fogaça que saiu de casa com apenas uma mochila, voltou com uma mala gigante. No dia seguinte depois de visitar os pequenos, ele decidiu fazer compras para a seus futuros filhos. Comprou bastante roupa, brinquedos, fraldas, chupetas. E ficava babando enquanto se lembrava das crianças.

Fogaça entrava no abrigo morrendo de ansiedade. Seria a última vez que veria os pequenos antes de voltar para São Paulo

Não poderia ser visto pelas outras crianças, por isso precisou entrar numa sala restrita para visitas. Fogaça teria uma hora para se despedir deles, hora essa muito bem aproveitada.

Fogaça brincou muito com João e Luísa. Eles adoraram a brincadeira do cavalinho onde ficavam pulando no colo de Fogaça. Ele ficava impressionado com a falta de cansaço das crianças, mas também ficava encantado com cada gargalhada deles.

Faltando três minutos para acabar o tempo da visita, Fogaça decidiu ter uma conversa de pai pra filha com a pequena. Ele tentou colocar Luísa sentada quieta, mas a tentativa foi falha porque mesmo sentada, ela ficava se movimentado para Fogaça fazer o cavalinho.

- Cavalinho agora não meu amor, não dá mais tempo. - Fogaça disse em meio as risadas. - Tá na hora de eu ir embora.

Fogaça disse e devolveu a chupeta para a menina que se acalmou imediatamente e colou João sentado em seu colo

- Eu vou embora, mas eu prometo que vou levar vocês comigo na próxima vez que eu vier. - Fogaça disse sentindo seu coração acelerar ao ver a menina sorrir junto com o irmão . - Vai ser bem rápido, pela grana do advogado que o papai está pagando a gente vai conseguir enfiar um elefante dentro de uma garrafa, e pelo gargalo.

Fogaça brincou e fez algumas cócegas na menina.

- Eu juro meu amor. - Fogaça disse e se levantou abraçado os menores que repousaram a cabeça em seu ombro.

- Senhor Henrique? - Lourdes o chamou. - Está na hora.

- Estou pronto. - Fogaça disse e entregou Luísa para Lourdes

Fogaça achou que estava pronto, pois assim que a menina saiu de seu colo, iniciou o mesmo chorinho sentido que ele ouviu no dia anterior. Ela estendia os braços para Fogaça pedindo para que ele a pegasse. O cozinheiro ficou se segurando para não pega-la e para isso ele não estava pronto.

Ver a menina chorar por ele ter que partir doeu, mas saber que em poucos dias eles estariam juntos, deu força pra ele sair do local.

Ana Paula finalmente havia voltado para São Paulo, e Paola não perderia a oportunidade de ir conversar com a amiga. Contou toda a história para Ana, desde a descoberta da gravidez até o telefonema mal atendido de Jason.

- Eu concordo com o Fogaça na parte do Jason não ligar para você. - Ana Paula disse. - Mi amor, você sabe o que é melhor pra você, mas você e o Jason estão realmente casados?

- Não Ana. - Paola deitou nas pernas da amiga e fechou os olhos recebendo um cafuné. - Eu estava pensando que o Fogaça tem razão

- Vocês dois estão errados, ele não deveria te culpar por sua doença, e você jamais deveria ter dado um tapa na cara dele. - Ana Paula suspirou. - Mas já está feito, não custa nada perdoar Paola

- Eu quero saber por que o Jason está tão estranho. Quero saber se valeu a pena eu terminar tudo com o Fogaça para manter um casamento com ele

- Paola, as vezes você se faz de doida. - Ana Paula riu

- O que eu faço Ana Paula?!

- Vamos brincar. - Ana riu divertida e desamarrou o pano que estava amarrado na cabeça de Paola.

Vendou a amiga e explicou a brincadeira.

- Eu vou te fazer umas perguntas e você vai responder imediatamente tá?! - Ana explicou.

- Tá bom.

- Vamos lá, uma cor?

- Vermelho

- Um sonho?

- Ser mãe

- Apelido carinhoso?

- Tucupi. - Paola respondeu e sorriu se lembrando que esse é o apelido de Fogaça

- Um lugar?

- Minha casa

- Saudades?

- Minha mãe

- Amor da sua vida?

- Fogaça. - Paola falou rápido, mas tirou a venda assim que ouviu a risada alta de Ana Paula. - Ah meu, que brincadeira sem graça Ana Paula

- Te ajudou a pensar se vale a pena deixar o amor da sua vida? - Ana Paula sorriu fraco. - Deixa de orgulho Paola, marca um encontro com ele

- Ana Paula, não é assim que as coisas funcionam. - Paola coçou os olhos

- Ele não te mandou mensagem ainda? Xiii, a briga foi feia mesmo. - Ana Paula fez uma careta. - Calma Paola, se ele te ignorar no início e dizer que quer só amizade, relaxa. Vocês dois juntos não se aguenta até estarem um encima do outro.

- Ele já me mandou mensagem Ana, disse que tinha algo para me contar que me deixaria muito feliz.

- Ah Paola, vai atrás desse homem. - Ana Paula disse tentando mostrar irritação

- Não vou até descobrir o que o Jason está aprontado. - Paola disse e viu Ana Paula fazer uma careta.

- Ah vai dar pro Fogaça Paola. - Ana Paula se irritou de verdade

- falando em dar...E O senhor Patrício hein "Napaula"?! - Paola perguntou num tom malicioso

- Quem? - Ana Paula fez de desentendida. - Aí amiga, eu não sabia que ele estaria em Brasília, a gente se esbarrou e sem querer rolou né?!

- Sem querer?! Cê tropeçou e caiu encima do pau? - Paola a olhou irônica. - Vocês se encontram todos os dias nas gravações e não saem se comendo pelos corredores

- Diferente de você e o Fogaça né. - Ana Paula disse. - A coisa pega fogo dentro daquele camarim

- Como você sabe disso? - Paola perguntou sentindo o seu rosto queimar

- Você esqueceu que o meu camarim é o mesmo que o seu. Várias vezes eu já tentei entrar, Mas eu ouvia alguns gemidos e ia para o camarim do Pato

- Dá pra ouvir tanto assim Ana? - Paola perguntou com os olhos arregalados

- Não Paola, mas é bom tomar cuidado amiga. - Ana Paula alertou a amiga.

Fogaça chegava cansado em casa. Revirou os olhos assim que viu Carine sentada no sofá comendo um pote de sorvete enquanto assistia série.

Ele sabia que era errado, mas estava cansado demais para suportar a mulher.

- Tava aonde? - Carine perguntou e olhou para a mala. - Que mala é essa Fogaça?

- São as coisas da Luísa e do João . - Fogaça disse adentrando a casa

- Que Luísa e João? Sua mãe e seu pai?

- Não, Luísa e João meus filhos. - Fogaça disse impaciente e viu Carine a olhar confusa e com a cara nada Boa

- Que história é essa Fogaça? - Carine perguntou irritada

- Você não está disposta a fazer a nossa família crescer.- Fogaça deu ombros. - Adotei uma menina linda, negra com os cabelinhos enrolados. E um menino lindo

- Negra? Todo mundo vai saber que essa menina é adotada seu idiota.

- E daí? Não vão deixar de ser meus filhos . - Fogaça disse e abriu a geladeira pegando a garrafa de água

- Não tinha outra criança com a pele mais bonitinha pra você adotar Henrique?

Fogaça riu da pergunta da mulher, não estava acreditando que Carine perguntou isso. Como um ser humano consegue definir se a pele de uma criança é bonita ou não por causa da tonalidade. Era triste demais para o cozinheiro ouvir isso.

- Você é uma pessoa horrível Carine, se você me amasse de verdade, estaria feliz independente da cor deles. - Fogaça disse entre os dentes. - Eu já estou de saco cheio das suas piadinhas racistas, homofobicas e preconceituosas.

- Vai me denunciar é?! - Carine o olhou debochada

- Não, vou me separar de você. - Fogaça disse pegando a mulher pelo braço. - Desapareça da minha vida

- Fogaça, para aí. - Carine disse enquanto era levada para porta. - Você está de cabeça cheia.

- Não, Não estou. - Fogaça gritou e soltou a mulher. - Quero você fora da minha vida, e da vida dos meus filhos

- Eu vou, mas se prepare. Porque a partir de hoje sua vida vai ser um inferno, e pode ter certeza, eu garanto. - Carine ameaçou e bateu a porta saindo do apartamento de cabeça erguida.

Fogaça deu graças a Deus, Não estava nem aí para as ameaças de Carine. Já fazia tempos que o rapaz queria se separar da paisagista, e finalmente havia conseguido.

Achou justo tomar um banho antes de começar a ajeitar a vida. Fogaça estava marcando com uma loja para fazerem o quarto de Luísa e de João, preferiu pagar a loja Grão de Gente. Estava apenas esperando o e-mail de confirmação.

Enquanto isso Paola tinha voltado ao Arturito, estava cantando a comanda quando viu Carine entrar no restaurante igual um bicho. A mulher pisava forte chamando a atenção de todos os clientes.

Antes que Carine abrisse a boca, Paola segurou a mulher pelo braço arrastando-a até o escritório. Quando trancou a porta, cruzou os braços não quis escutar o que a mulher tinha pra falar.

- Tá fazendo o que aqui? - Paola perguntou rígida e seca

- Eu vim aqui te dizer que eu vou atormentar a sua vida até o meu último suspiro. - Carine disse e Paola fez uma cara de deboche

- Você já começou é?

- Você e o Fogaça vão me pagar por tudo que me fizeram. - Carine gritou e Paola se aproximou da mulher

- Olha aqui ô sua loira abusada, não me meta nas suas brigas com Henrique Fogaça, entendeu?! Agora sai do meu restaurante.

Carine saiu e bateu a porta deixando Paola sem entender nada.

Paola ficou parada rindo enquanto lembrava da cena ridícula que acabou se vivenciar. Estava chorando de rir com a estupidez da mulher em se deslocar de onde ela estava para ameaça-la.

- É Fogaça, onde você amarrou o seu burro. - Paola riu e se jogou no sofá

Pegou o celular no bolso e imediatamente abriu o aplicativo de mensagens e apertou no contato Tucupi.

"Podemos conversar hoje à noite aqui no Arturito?"

Não demorou muito para ser correspondida pois no mesmo minuto Fogaça a respondeu

"Posso, que horas?"

"Às 23:00h, pode ser?"

- Pode pá, 23:00h eu chego aí"

Paola sorriu e guardou o celular no bolso voltando ao trabalho. Estava um pouco ansiosa para jantar com o Fogaça, tanto que fez as comidas num instante. Encheu a cabeça com várias tarefas para o tempo passar e quando olhou o relógio, já se passava das 22:00h

Já não tinha mais ninguém no restaurante, todas as mesas estavam com o tampão levantado, exceto uma. Paola colocou uma toalha rendada na mesa, também tinha alguma velas enfeitando a decoração. As taças de vinho juntamente da garrafa preenchiam a mesa. Os pratos bem desenhados também davam um charme na mesa, mas nada estava mais bonito que Paola

A mulher vestia um vestido soltinho de alça, bem curto vermelho escuro. Seu cabelo estava solto e os pés descalços. Tão simples, mas sexy e elegante.

O ambiente estava bem escuro, tinha apenas algumas luzes acesas trazendo um ar mais tranquilo pro local

Já estava roendo as unhas quando ouviu três batidas no portão. Correu para abrir e tentou esconder a felicidade em ver o homem

- Buenos noches cariño. - Paola disse em sua língua natal dando espaço para ele entrar

Fogaça estava de chinelo, bermuda e uma blusa preta. Em suas mãos um buquê de flores e uma garrafa de vinho que ele logo entregou para a mulher.

- Apenas um agrado. - Fogaça deu um beijo na bochecha dela e entrou fechando o porta. - Posso saber o motivo desse jantar repentino, se até hoje de manhã você estava me ignorando?

- Pode sim. - Paola disse com a voz firme e se sentaram a mesa. - A Pi-ranha da sua esposa veio aqui, no meu restaurante me ameaçar dizendo que vai fazer da minha vida um inferno.

- Carine veio aqui é? - Fogaça disse tranquilo abrindo a garrafa de vinho. - Essa mina é doida Paola

- Veio, eu já disse que eu não quero essa escândalosa aqui. - Paola bateu na mesa assustando Fogaça

- Calma Paolinha, ficou com ciúmes?

- Calma Paolinha é uma ova, eu não tenho nada a ver com suas brigas com a essa capeta loira

- Na verdade tem, todas as nossas brigas são culpa sua, Mas dessa vez a culpa não foi sua. - Fogaça riu. - Ela falou essas besteiras pra mim também.

- Qual outra vagabunda entrou no seu caminho? - Paola perguntou pegando a taça da mão dele e dando um gole generoso

- Respeita os meus filhos Paola. - Fogaça disse e Paola arregalou os olhos

- Filhos?

- Sim, eu vou ser pai Carosella.


Notas Finais


Tô muito Feliz pelo retorno de vcs...amanha tem mais😘


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