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História Suddenly in love - Capítulo 2


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Notas do Autor


quem eu quero enganar né eu não aguento muito tempo sem postar KKKKKKKKKK

Capítulo 2 - Sobre trabalhos em dupla e homens bonitos;


Kunhang era muito inteligente.


Chittaphon descobriu logo no segundo dia dele na escola. Ele não tinha vergonha de erguer a mão e responder o que os professores perguntavam e quase sempre ele estava certo, as atividades passadas em aula sempre eram concluídas rapidamente por ele, mas não o bastante para terminar mais rápido do que o tailandês — que adora se gabar por ser o que termina tudo primeiro —. O Wong tinha sempre a resposta na ponta da língua e na segunda semana de aula já era muito querido por todos os professores, assim como Chittaphon era.


— O manézão aí vai ser passado 'pra trás. — Lucas disse em certa aula uma vez, quando o professor ao invés de chamar o amigo, havia chamado Kunhang para ajudar ele com a correção dos trabalhos.


Chittaphon quase chorou quando viu a folha do gabarito nas mãos do chinês e não nas suas, como acontecia há quase dois anos.


No primeiro mês de aula, Kunhang já tinha mais amigos do que o tailandês em anos estudando na mesma escola. Mas, ok, não era para menos; ele era um carinha muito legal e divertido, se entrosava facilmente e conquistava todo mundo ao redor.


Ele tinha muitos talentos também, e a turma toda ficou sabendo na aula de inglês, onde por um trabalho bobo, tinham que se apresentar na respectiva língua. Kunhang sequer hesitou, se ergueu no meio da sala e começou a listar coisas sobre si.


1) Ele gosta muito de lacrosse.

2) Ele sabe tocar bateria.

3) Ele é um péssimo desenhista.

4) Odeia café.

5) É alérgico a chocolate.

6) O apelido dele desde pequeno é Hendery, mas ele não sabe o porquê.


Nessa hora Lucas e Yangyang surtaram e buscaram os celulares nos bolsos das suas respectivas calças discretamente, pesquisando em todas as redes sociais possíveis por Hendery. Acharam o perfil dele depois de bons minutos, mas ficaram decepcionados quando não havia foto alguma além da de perfil que ele tinha com um gatinho ao seu lado, e nenhuma informação que fosse útil.


Havia mais uma lista de coisas que ele disse, como por exemplo que ele morava com a avó e os pais, tinha dois irmãos caçulas e um gatinho enorme de gordo chamado Garfield. A turma riu nessa parte porque ele falava de um jeito engraçado e fazia piadas sem pé nem cabeça que todo mundo achava divertidas.


Ah, claro depois de quase dez minutos falando, ele encerrou dizendo que era panssexual e que queria fazer faculdade de odontologia. Entretanto, o que mais gerou murmúrios na turma foi a respeito da sexualidade do rapaz. Chittaphon revirou os olhos a cada coisa que ouvia e, durante uma semana esse era o assunto na escola "O aluno novo é panssexual!" como se fosse grande coisa! Qual é! Estavam em pleno século XXI, 2020, não entendia a surpresa e muito menos os olhares feios que Hendery recebia de alguns, porém ele não parecia realmente se importar com o preconceito alheio. 


— Até que ele é bonitinho, né? — Chittaphon estava no refeitório com os amigos, ouvindo eles conversarem sobre o que quer que fosse, porque não prestava atenção. — Não acha, Chitta?


— O que? — Ergueu o olhar do seu lanche para eles.


— O Hendery. É um gato, não acha? — Lucas quem falou novamente, apontando com a cabeça para a mesa ao lado, onde o outro chinês estava conversando com uns meninos do outro terceiro ano e algumas meninas do time de vôlei. 


— Sei lá, não fico reparando. — Deu de ombros e, como conhecia os amigos e sabia que eles iriam ficar enchendo seu saco, colocou os fones de ouvido e fingiu estar ouvindo alguma coisa em seu mp3, o que não fazia porque queria continuar ouvindo o que os amigos falavam, claro.


O que disse era uma grande mentira, porque reparava, sim, em Hendery. Não tinha como não reparar, ele tinha alguma coisa que prendia demais seu olhar e não conseguia parar de cuidar ele de jeito nenhum, independente da situação. O perfil dele era muito bonito, desde as sobrancelhas sempre bem feitas, os cílios grandes, o nariz arrebitado e, claro, o sorriso lindo que ele estava sempre esbanjando por ai.


Sim, o Wong era lindo, e não tinha quem não achasse isso — e o número de pessoas que davam em cima dele descaradamente todos os dias faziam Chittaphon ter mais certeza ainda de que todo mundo ali achava ele uma gracinha.


[...]


Chittaphon odiava fazer trabalhos com mais de duas pessoas, mas gostava quando os professores que escolhiam com quem trabalharia, porque tinha um prazer imenso em ajudar os outros e explicar tudo certinho — já que normalmente os professores lhe colocavam com quem estava com mais dificuldade —. Então assim que a professora de geografia adentrou a sala e disse que iria sortear os grupos de acordo com os números dos nomes da chamada, Chitta ficou animado para ver com quem faria o trabalho da vez.


Quando os números 7, seguido de Chittaphon Leechaiyapornkul e 23 seguido de Wong Kunhang saíram da boca da professora, alguns alunos soltaram um muxoxo, afinal, que chance tinham contra os dois melhores alunos da turma no mesmo grupo?


Yangyang lhe deu tapinhas nos ombros e sorria com uma cara de safado. Havia cometido o erro de admitir para ele e Yukhei um dia desses que achava Hendery um fofo e bonitinho demais, então desde então lhe enchiam o saco sobre dar uns beijinhos no chinês.


Depois de classes sendo arrastadas para tudo que é lado, conversas paralelas enquanto a professora organizava os temas das duplas para sortearem, já tinha Kunhang acomodado ao seu lado.


— Espero que a gente pegue um assunto maneiro. — Ele disse enquanto abria o caderno, sorrindo todo feliz, deixando bem a mostra a marquinha que ele tinha no rosto quando abria um sorrisão.


Chitta achava muito bonitinho quando ele sorria.


Kunhang quem pegou o papel do saquinho que a professora estendeu com vários assuntos, retirando um que dizia apenas "agropecuária". A dupla comemorou, era um assunto massa e que sabiam bem.


Chittaphon logo estava cheio de ideias de como apresentar o trabalho e como montar ele também, o Wong prestava atenção em tudo que ele dizia, a mão apoiando o queixo enquanto esperava sua vez de falar.


— Então seria legal se a gente- Para de me olhar assim, Kunhang. — O tailandês se interrompeu, desconcertado com o olhar tão profundo que o outro tinha.


Tudo bem, ele estava prestando atenção e tal, mas Chittaphon ficava mole com homem bonito. E o outro era bonito demais, então ficava nervoso.


— Assim como? — Ele deu um sorrisinho de lado e se aproximou mais, se divertindo com o tailandês indo ainda mais para trás, ficando com as costas na parede.


Assim.Com esses olhos lindos, quis completar.


— Desculpa, é que 'cê fica uma graça explicando as coisas. — E Chittaphon quis morrer ali mesmo, porque ele falava as coisas com uma tranquilidade absurda e parecia enxergar além de seus olhos, o mais fundo da sua alma. De repente sentiu medo de ele conseguir ver que estava achando ele mais atraente do que deveria e que cogitava a ideia de dar uns beijinhos nele como Yangyang tanto lhe enchia o saco. — Mas eu prefiro a quarta opção, parece mais divertido de fazer.


Então ele se afastou de novo como se há pouco não estivesse encurralando Chittaphon na parede e roubado todo o ar dele.


Merda, que história é esse de cogitar a ideia de beijar Kunhang? Estava ficando louco, só podia ser isso. 




Notas Finais


aquela coisa né, até daqui dois dias pq eu so loca e não me aguento não


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