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História Suddenly SHE - Jenlisa e Chaesoo - Capítulo 77


Escrita por:


Capítulo 77 - Rings, invitations and other declarations of love


Fanfic / Fanfiction Suddenly SHE - Jenlisa e Chaesoo - Capítulo 77 - Rings, invitations and other declarations of love

Point of View: Jennie Kim

Desde pequenininha sempre fui alguém excessivamente controladora e não é como se isso fosse algo ruim ou depreciativo, pelo menos eu não vejo assim. Quero dizer, não é ruim ter controle e rédeas das situações, talvez o que pese seja como isso acontece, mas enfim… Nunca fui de ficar vendo decisões serem tomadas e não ser consultada, fosse em trabalhos escolares ou até mesmo agora em termos profissionais aonde ironicamente -ou não- é um meio que os artistas muitas das vezes são apenas um meio que suas companhias acham para atingir um público alvo, seja pelas roupas, as músicas ou puramente a carinha bonita, protótipo da sociedade.

Foi por essa hiperatividade e o cansaço da displicência da YG e seus acionistas com meu grupo e eu, que resolvi me intervir no que tange a nossa falta de aparição em programas de variedades em nosso próprio país. Podem julgar que ser apenas um luxo, um mimo, todavia é uma representação elucidada e vazada de alguém que tem acesso a essas informações, quero dizer, não é apenas sobre participação em programas que não temos muita autoridade.

Não é justo que sejamos o maior grupo feminino do mundo na atualidade e um dos maiores no contexto geral e não possamos ter o mínimo tom de voz. Por isso que falando com as Jisoo, especialmente, decidi que iria conversar com Yang e tentar me aproveitar desse "favoritismo"(?) que alguns insistem em afirmar. Porventura ele me valesse de algo!

E caralho(?!), a situação de minha namorada é algo completamente fora de meu controle, um ponto excepcionalmente fora da curva e isso me assombra tanto que chego a sentir raiva de mim mesma, da circunstância e todos os afins. Odeio me sentir pequena, me sentir sem poder sobre as situações porque no meu interior a negatividade me consome de uma forma obscura. Pode parecer narcisismo pensar assim, entretanto é inevitável acreditar que as coisas só acontecem direito quando de alguma forma imponho meus pensamentos e anseios. E francamente a esclerose não é nada que me permite esse luxo.

Lisa: E como funcionaria esse transplante em meu corpo? O doador ou eu corro riscos? Aliás, vai doer? -Revirei os olhos por sua apreensão tão supérflua-

Jennie: Se o doutor Google estiver certo, seria como tentar reinicializar o sistema imunológico do seu organismo. -Acudi segurando sua mão e a batendo de forma sutil contra a minha palma notando seus dedos tentarem agarrar os meus em um mundo apenas nosso, embora a presença de um de seus médicos-

Na Yije: Jennie foi bem feliz com essa reposta, de uma forma resumida é isso mesmo porque veja bem, Lisa, a esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativa autoimune e crônica que faz com que células de defesa do organismo ataquem o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. E aí iremos coletar através de punções, parte da medula do doador que é onde fica a nossa fábrica de sangue, por assim dizer, portanto(!), será aí a aspiração. -Com os óculos na mão direita e uma prancheta na esquerda ele calmamente esclarecia alertando o olhar entre mim e Lili que apenas assentia com a cabeça prestando atenção em suas palavras- Mais exatamente nos ossos da bacia para então realizarmos a inserção no receptor, quem doar deve ficar em torno de um dia internado só mesmo por precaução então não precisa se preocupar quanto a isso e sobre a dor, eu até poderia lhe dizer ser algo relativo, porém ambos estarão anestesiados então fique tranquila quanto a isso também. -Mesmo que tudo parecesse tão assustador, ainda sentia em meu interior que as coisas poderiam ficar bem diante as afirmações reconfortantes do doutor, sua autonomia e propriedade no assunto, tanto que ele estava se tornando praticamente sócio de Lisa em seu projeto de fundar um centro para ajudar portadores da mesma doença que ela lá na Tailândia-

Lisa: Então essas malditas ao invés de me defenderem estão me atacando? Bando de traidoras do caralho. -Lhe olhei com o cenho fechado pelo palavrão e por tanto nhenhenhém enquanto Yije apenas ria negando com a cabeça-

Jennie: Vou ligar logo para seu pai, não podemos mais adiar isso por tanto tempo. -Não dando a ela espaço para refutar me levantei indo até minha bolsa de couro de novilho na cor azul-marinho e metal dourado, presente de mamãe-

Lisa: Aigoo(!), odeio ter que ficar dependendo dos outros. -Rolei os olhos voltando a sentar na beirada da cama que a moribunda jazia deitada a contragosto-

Jennie: Pois não deveria porque primeiro ele é seu pai, não é como se fosse mais que a obrigação dele salvar a vida da filha e outra, não seja ranzinza. Não há mal algum em precisar da ajuda de outras pessoas, serve para vermos que não somos tão independentes como queremos dizer. Eu gosto de ser o porto seguro de alguém!

Lisa: E de uma vez por todas eu gosto que você seja meu porto seguro, é uma honra. Só que não gosto de ficar pedindo nada, de ficar pedindo tudo toda hora.

Jennie: Pois bem(!), eu adoro servir a ti. -Sorri de canto piscando para quebrar o clima carregado, ouvindo de súbito um pigarreio do médico e observando quão rubras estavam as bochechas de Lisa enquanto meu riso escapava- E quem disse que é você quem vai pedir algo? A não ser que você queira falar com ele, porque quem vai ligar sou eu.

Lisa: Óbvio que estarei contigo quando você tiver contando, faça uma videochamada. Mas ainda acredito que poderíamos esperar até passar o dia do show. Poxa(!) amor, eu me dediquei tanto para meu solo, tem um monte de gente envolvido nele e... -Me prontifiquei a falar quando ela começou a fazer dengo, falei logo, pois que sabia que minha pose não duraria por muito tempo-

Jennie: Isso não é sobre nada além de sua saúde, converse com seu médico, se ele deixar okay, caso contrário simplesmente aceite e se for se papel se rasgue. -Com os olhos esbugalhados por minha fala nada amorosa Lili negou com a cabeça, pensei que já tivesse se habituado com meu lado savage de ser-

Na Yije: Mediante ao avanço intenso e progressivo, nós que temos lhe acompanhado não vemos outra alternativa a não ser o transplante. Esclerose já foi uma doença pior, mas graças a tecnologia e todos os estudos da ciência hoje em dia os portadores conseguem ter uma vida mais tranquila. Nem tudo se trata de expectativa de vida porque mesmo sendo médico, fui crescido em uma família aonde a crença é de que ninguém pode acrescentar uma hora que seja à sua vida. -Assenti olhando séria para seu rosto me lembrando das palavras de Rosie Posie certa vez que conversamos em uma de minhas crises sobre- E talvez por isso que eu tenha decidido cursar medicina, digo, não posso dizer quantos anos você irá viver porque não é como se o destino estivesse nas mãos dos doutores, porém posso aumentar a sua estabilidade de vida, posso permitir que você tenha paz.

Jennie: Como reagem os pacientes que fazem o transplante? -Sentindo que Lisa estava nervosa, apesar de todas as brincadeiras, apertei sua mão sentindo seu rosto se emaranhar em meus cabelos- Lembre-se, ansiosa conta até dez, se as coisas estiverem difíceis você conta comigo. -Beijei sua têmpora após sussurrar-

Na Yije: Observe, Jennie, é uma recuperação que requer alguns cuidados especiais até mesmo pelo local em que acontece a punção. Não vou mentir, é uma cirurgia um tanto invasiva e em alguns casos um pouco perigosa, mas já temos em mãos todo o histórico de Lisa e uma série de exames que nos garante que os riscos para ela, são mínimos. -Instintivamente um suspiro saiu de meus lábios por suas palavras- Por sorte ela não é sedentária, tem uma alimentação boa e claro que até o dia da operação iremos passar uma dieta especial pensando até mesmo em sua pronta recuperação. -Sentindo olhar de Lisa me queimar o rosto, apenas dei um sorriso fraco concordando com o que era dito e anotando mentalmente de ficar em seu pé quanto a isso- No mais quase todos os pacientes que tiveram de passar pela cirurgia reagiram bem e conseguem levar uma vida quase igual a de antes do diagnóstico.

Lisa: Mas venha cá, poderemos esperar até o dia do show, não é? -Ela verdadeiramente não vai desistir disso e até certo ponto tem razão-

Na Yije: O ideal era que fizéssemos quanto antes, até por saber o quanto você negligencia sua saúde pelos outros. Porém... -O furdunço que Lisa fizera era de completo entusiasmo pela conjunção adversativa- Para sua sorte poderemos esperar porquê de qualquer modo precisaremos de algumas semanas para preparar tudo, sobretudo porque o doador precisa fazer uma série de exames clínicos e laboratoriais para nos afirmar que está tudo certo. -Tomando uma postura mais séria Yije então se virou exclusivamente em sua direção- Lisa, vamos fazer um combinado...

Jennie: Responde, criatura. -Cutuquei sua cintura recebendo um resmungo por ser um ponto sensível de seu corpo e não em um significado que ela goste, devo dizer-

Lisa: É só que ando traumatizada de promessas e combinados, esse lance de ideias perfeitas não tem dado certo.

Na Yije: Assim que acabar esse tal show, você virá direto para o hospital, okay? Não quero correr nenhum risco e o melhor é que façamos o mais rápido possível, portanto já leve uma mala consigo para esse evento porque de lá seu caminho é certeiro para cá. -Dessa vez minha namorada e eterna amante não parecia estar muito descontente, já que acenou com a cabeça diversas vezes sorrindo largo- Agora preciso ir, o diretor do hospital de seu pai na Tailândia me mandou os dados de lá para gente começar a organizar seu projeto na cidade.

Deixando mais algumas informações e alguns cuidados sobre os quais Lisa deveria ter, o médico se foi levando consigo uma prancheta porta afora deixando entrar no ambiente aquele cheiro típico de hospital que invade os corredores. Suspirei molhando os lábios ao ver os olhos de Lisa se perderem em meio aos fios da manta cobrindo suas pernas a qual ela encarava com tanta compenetração que parecia a coisa mais importante de todo o universo naquele momento. Claramente não era mais sobre a cirurgia e sim sobre a conversa com seu oppa.

Lisa: Será que Jisoo unnie ficou com medo de mim, mozão? -Vish(?), parece que às vezes passo frio, pois nem sempre estou coberta de razão-

Jennie: De você não, mas acredito que da situação como um todo. Não é fácil para a gente também, você consegue agora compreender porque é tão importante para nós que você melhore? -Hesitei respirando fundo para tentar soar o mais sossegada possível, pois também não é culpa dela- Não queremos apenas suas migalhas, lhe queremos por inteira e certamente você não tem sido você desde que tudo isso aconteceu.

Lisa: Liga para Hye, talvez ele tenha uma solução para tudo isso. Tudo pelos blinks!

Jennie: Agora. -Concordei sentindo o futuro se tornar cada vez mais presente-

E então lhe entregando o controle da televisão presa no canto do quarto de luxo do caríssimo hospital, me virei para meu celular procurando o contato que carinhosamente coloquei como "sogro2", afinal o primeiro sempre será Marco oppa. Situando o celular melhor entre minhas pernas cruzadas, me virei para Lili que parecia uma criança quando tem seus gostos negados, conquanto ela não tivesse mais insistido na ideia absurda de não fazer o procedimento. A fase da aceitação já havia passado, agora era a fase do adiamento e nisso dona Lalalisa é chefe.

Hye: Alô? Jennie? -Me senti culpada por infelizmente tê-lo de fazer por isso via chamada de celular- Aconteceu alguma coisa?

Jennie: Annyeonghaseyo! Como o senhor está?

Hye: Preocupado, desculpa(!), mas é que não é todo dia que minha nora me liga. -Sorrindo de canto como minha namorada costuma fazer e coçando os cabelos o homem disse- Está tudo bem com Jolisa? Com você...?

Jennie: Essa teimosa está aqui no hospital, a verdade é que a gente precisa conversar com o senhor. -Virei a câmera do celular para a ranzinza com boné da Balenciaga que apenas acenou sorrindo com a íngua entredentes em uma presumível intenção de disfarçar as bochechas vermelhas pela bronca recebida e a que virá ainda-

Hye: Lisa, minha filha o que aconteceu, minha princesa? Aish, céus, fala com o papai?! -Vi o lábio seu repuxar em um sorriso sonso e tímido pela forma preocupada do ser humano do outro lado da tela-

Lisa: Calma, está tudo sob controle. -A vi revirar os olhos quando lhe lancei um olhar repreendedor por sua mentira- E..., estou legal, talvez precise de sua ajuda para ficar tudo bem, de fato.

Jennie: Está podendo falar, senhor?

Hye: Claro, claro. Me explique, Jennie, estou preocupado. -Mordi o lábio inferior ao ver a apreensão dele-

Lisa: Hye, sei que não é um assunto legal de se falar por telefone, mas não me vejo com coragem o suficiente para falar com você sobre isso pessoalmente porque infelizmente sinto que mais uma vez vou te perder ou te fazer perder alguém que você ama e...

Hye: Do que você está falando, pequena? -A interrompeu quando ela disparou falar gesticulando de forma atropelada por cima das palavras-

Lisa: Há alguns meses descobri que estou com... esclerose múltipla. O senhor já ouviu falar?

Hye: Algumas vezes, mas não entendo muito sobre. É muito grave? -Engoli em seco puxando sua atenção para mim por meu suspiro- O que podemos fazer, filha?

Jennie: É aí que o senhor entra, afinal os médicos iniciaram com remédios e terapias, o que não gerou o resultado esperado considerando a progressão da doença. Senhor, é uma doença sem cura, porém o transplante de medula óssea é como uma luz no fim do túnel... e, na situação de Lisa é a melhor das opções. -Falei tudo de uma vez de uma maneira até atenuada considerando a tensão-

Hye: Então vocês precisam de mim para o procedimento, é isso? -Assenti em positivo mordendo o lábio e olhando levemente para minha Manoban que tinha um temor gigante nos olhos castanhos que tanto amo- Claro que faço, Jolisa, eu sou seu pai e mesmo que você pense que não, eu te amo demais. Daria minha vida por você ou por Mali, mesmo que você não acredite é verdade.

Lisa: Porque o senhor e sua família não vêm para cá? -Arqueei uma sobrancelha em sua direção sentindo um sorriso largo brotar em meu rosto por sua iniciativa, era um bom começo- Recentemente consegui comprar um apartamento muito bom aqui e, I don't know(!), talvez fosse bom o senhor estar por aqui, pois provavelmente vai precisar de um acompanhamento.

Hye: Oh sweetie(!), agora você me pegou desprevenido. -Meu semblante era mais neutro diante de seu sorriso sem graça por tal surpresa que foi algo espantoso até para mim, não imaginava Lisa dando um passo tão largo assim- Nossa(?), é uma proposta que me deixa muito feliz, de verdade. Minha preocupação é nosso sustento aí, mas talvez eu consiga nos manter até achar algum emprego. -Não sei se era somente impressão minha ou Lisa também estava vendo seus olhos marejados(?!)-

Lisa: Não precisa se preocupar com isso, eu quem estou convidando. Não sou daquelas que convida e pede um prato. -Fracamente deixei um riso nasal-

Hye: Nada dessa! Seu dinheiro você conseguiu com muito sangue, suor e lágrimas, não é justo ficar gastando comigo. -Rindo fraquinho ao entregar meu celular para a Manoban do meio, ri pensando sobre “nae pi ttam nunmul” e a dança memorável de Jimin-ssi na abertura de um MV deles-

Lisa: Então posso tentar arrumar um emprego para o senhor, fica melhor assim? -Em silêncio pensei se meu oppa não poderia arranjar algo em sua firma ou até mesmo mamãe, o ponto é que sem dúvida sem amparo ele não ficará-

Hye: Okay, isso sim. -Parece que o orgulho é de família- Se você conseguisse, eu ficaria muito feliz. Aish(!), é algo realmente surpreendente, Jolisa, você é uma menina de um coração de ouro. Sua mãe estaria orgulhosa de você!

Jennie: Então o senhor topa fazer o teste de compatibilidade? Infelizmente Chitthip não é cem por cento compatível, sabe como é(?!).

Hye: Claro! Aliás, não pense que só vou devido à proposta, minha filha. -Abanando as mãos de forma nervosa tratou de se explicar, mesmo que particularmente isso não passasse por minha cabeça-

Lisa: Não acharia isso. Afinal, acredito que não tenho motivos para tal, não é? -Pigarreei quando notei o olhar tristonho do homem pelas palavras que propriamente não vi maldade, contudo ainda assim não quer dizer doer menos-

Jennie: Amanhã lhe envio uma mensagem confirmando as passagens, Lisa faz questão de arcar com todos os custos. Não se preocupe que pedirei que meu oppa lhe busque no aeroporto ou então minha omma.

Hye: Papai está indo, meu amor, apenas lute como sua mãe lutou! Prometo que tudo vai ficar bem, okay?! Se eles precisarem de todo meu sangue para lhe salvar não hesitarei em o fazer, só me prometa que vai lutar também. Faça o que Jennie e os médicos pedirem, facilite o lado deles, porque se bem te conheço sei que és osso duro de roer. -Ao que parece deixando um pouco de lado a mágoa recente por as palavras de minha namorada seu pai conseguiu sorrir e me arrancar um risinho-

Lisa: Sim senhor, conto contigo para isso. -Piscou um pouco mais aliviada e menos carrancuda-

Lógico que não deixamos de perguntar sobre Mali e a esposa de Hye, Kanya, inclusive por causa dela ele não nos deu uma resposta concreta sobre vir morar na Coreia, afinal de contas precisava de seu entendimento para um passo tão grande como esse. Mas afirmou que viria sim(!) fazer os exames quanto antes, sobretudo quando lhe ilustramos um pouco mais sobre o caso de Lisa que não é dos que mais aguentam esperar.

Lisa: Esses dias falei com Marco oppa e ele disse que quando quisermos ir para a Suíça é só falar que ele manda liberar a cobertura de um de seus hotéis. -Abrindo os braços para me acolher, deitei minha cabeça contra sua clavícula com ossos salientes-

Jennie: Dizem que lá servem os melhores chocolates, afinal eles quem inventaram o chocolate ao leite. -Beijei seu pescoço na altura de sua pintinha que é um encanto a minha vista- Vou aproveitar para comprar alguns relógios, li que lá tem lojas das marcas mais luxuosas de todo o mundo.

Lisa: Será que sua namorada deixaria você ir com essa pobre moça que vos fala? -Ronronei igual seus gatos quando os dedos longos começaram a alisar delicadamente contra meu cocuruto-

Jennie: Não sei, talvez você possa me convencer e quem sabe minha namorada nem precise saber.

Lisa: Vou fazer uma rima, então. -Cruzei os braços olhando para cima como pude e tive o vislumbre de seu rosto bonito pensativo enquanto ela coçava a garganta- Minha delicinha... -Lhe olhei sorrindo largo sentido minha gengiva aparecer- Papo de urubu, pena de galinha, se você quer um beijinho dê uma risadinha.

E foi impraticável não rir de sua cantada excessivamente ruim, todavia é inegável que ela é talentosa com rimas. Além disso, pude até contar com uma encenação de princesa encantada e voz de radialista. Por saber que ela estava sendo medicada e por Yije já ter nos avisado sobre nada de muito beijinhos agora porque de certa forma há os riscos de infecção, então apenas dei um beijo babado em sua bochecha rindo contra sua pele que se esticava em um riso orgulhoso por sua façanha.

Jennie: Aah(!), ontem quando estive voltando da reunião me encontrei com Nayeon no shopping e acabei comprando um presente para você. -Me levantei sutilmente de seus braços indo em direção a minha bolsa e ouvindo o barulho da cama se erguendo por meio do controle que Lisa apertava ao lado da mesma- Já ia me esquecendo de lhe entregar, coloquei na bolsa e lá ficou.

Lisa: Presente para mim? E ainda nem é meu aniversário?!

Jennie: Você está querendo dizer que eu só lhe dou presente em seu aniversário, Lalisa Manoban?

Lisa: Bom(!), pensando bem não. -Adorei sua resposta, caso contrário teríamos um certo problema a ser resolvido- Afinal de contas você me deu o que de melhor tinha em ti, seu amor e seus sentimentos.

Jennie: Aigoo! Assim não resisto. Sorri mais uma vez assim para ver se não te dou o mundo?! -Piscando e soltando um riso arrastado, Lili apenas se sentou na cama de forma mais confortável- Você sabe que ainda não podemos mostrar nossos anéis e então vi esse conjunto em uma loja e lembrei de nós.

Abrindo a caixa azul de veludo, me sentei na beirada novamente de sua cama cruzando a perna contra o colchão. Seus olhos curiosos e a ponta de seus dedos vagaram pela caixinha aberta aonde havia um colar de prata tão resplandecente quanto a luz do luar e mais ao lado um anel. Well(!), pensei que combinasse conosco porque se tratava de um pingente que era vazado em formato de coração, esse mesmo coração vinha em um anel que pessoalmente amei e certamente pediria para usá-lo.

Lisa: Oh my God(!), é lindo, amor. É tão delicado! -Seu sorriso era tão comovente que valia a pena todo e qualquer valor- Quero que fique com o anel porque meu coração de fato está com você. -Já tirando o mesmo do envoltório o pôs em meu dedo indicador da mão direita para não levantar tantas suspeitas- Você é perfeita, uma das coisas mais lindas que já ganhei e nem é só sobre o presente. Põe o colar em mim?

Jennie: Prometo que um dia estaremos livres para andar de mãos dadas por aí, okay? -Assenti concordando com seu pedido e me aprochegando mais para perto de si já puxando o fecho para enlaçar seu pescoço, ainda que estivesse concentrada em minha fala-

Lisa: Okay, meu amor, desde que seja com você não importa quando seja. -Senti minhas bochechas doerem por tão largo que sorri quando seus lábios beijaram meu dedo agora abraçado pelo anel que ela começou a brincar o girando quando me aninhei contra seu corpo- Te amo tanto que dói. Deveria doer?

Jennie: Não sei, mas sei que comigo, é igual. -Minha voz embargou quando pensei que aquele não deveria ser um momento triste, posto que a tendência era as coisas melhorarem- Não sei ainda sobre o que eu acredito depois da morte, porém uma das minhas certezas é que sempre foi, sempre é e sempre será você, ainda que eu conheça milhares de pessoas incríveis elas nunca serão minha Lili.

Lisa: Engraçado que comigo, é bem por aí também(!), sinto que é como se eu ainda tivesse na escola. Digo, não ter seu olhar em mim cria uma euforia tão grande que eu seria capaz de me jogar no chão apenas para ter seus olhos em mim e quando eles estão assim, grandes e felinos me olhando com a pupila dilatada fico tímida, sinto minhas bochechas corarem e meu estômago se retorcer tanto que parece a descida da bola de cristal lá da Times Square.

Jennie: Isso são sintomas graves de único amor. Talvez eu não seja o seu primeiro amor, porém agora sou o único.

Me puxando para beijar minha testa, deixei meu corpo contra o seu que era monitorado por pouquíssimos aparelhos, já que não havia muito o que ser feito agora. Suspirei olhando para cima e vendo seus olhos fechados enquanto uma lágrima escorria pela lateral de seu rosto lindo e esbelto, decidi não intervir, simplesmente deixei minha cabeça em seu ombro correndo meus dedos pela lateral de seu pescoço com os olhos fechados também, me aproveitando daquele momento que dentre tudo era gostoso e reconfortante.

Koreaboo: “ALERTA! Jennie e Lisa do Blackpink são vistas dando entrada em um hospital.”


Notas Finais


Anel Jenlisa: https://twitter.com/Manoban0626/status/1362463146355658754?s=20

Foto da matéria: https://twitter.com/Manoban0626/status/1362463155906088965?s=20
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Qual viagem Jenlisa deve fazer primeiro, ot4 ou em casal?
Será que esse convite de Lisa é sem interesse algum?
Sobre o procedimento, muito simples?
Estaria na hora dos fãs saberem sobre a condição da maknae?
E esse show não deveria ser remarcado?

Isso e muito mais nos próximos capítulos de Suddenly SHE – Jenlisa e Chaesoo


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