História SUDEM: O Começo. - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Banda Fly (Fly Br)
Personagens Paulo Castagnoli
Tags Duda Castro
Visualizações 34
Palavras 7.878
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HEY, mais um pra vocês! Boa leitura e nos vemos nas notas finais!

Capítulo 11 - Aquele da festa.


Duda: Ui, que susto! - ri sem graça e me virei para trás, ele tinha saído do provador também.

Paulo: Uau! - ele me olhou de cima a baixo descaradamente, me deixando mais sem graça e fazendo Thiago tossir falsamente - Ficou muito bom - ele tentou consertar.

Duda: De verdade? - perguntei duvidosa então o encarei, vendo que ele estava provando uma roupa também, era uma camisa meio que social, mas também esportista, ele havia ficado muito bem - Eu digo uau pra você também! - falei rindo.

Thiago: Você não concorda comigo Paulão? - ele teve que tossir novamente para ganhar a atenção de Paulo, o que fez com que minha vó risse.

Paulo: O que? - ele perguntou confuso.

Thiago: Que o vestido está muito curto, concorda? - ele olhou para Thiago e pareceu pensar muito antes de responder.

Paulo: Concordo plenamente! - ele arrancou um sorriso de Thiago.

Thiago: Tá vendo? Até o Castagnoli concorda - revirei os olhos - Eu não vou pagar por esse pedacinho de pano.

Duda: Tá bom... - falei voltando para o corredor que levava aos provadores, Paulo me puxou antes que eu pudesse ir para o lado feminino.

Paulo: Se seu irmão não pagar, eu pago - ele mordeu o lábio involuntariamente, fazendo um calor subir em meu corpo, me controlei e apenas ri.

Duda: Eu vou levar - arrumei a gola da camisa que ele vestia - Você também deveria levar, ficou gato - ele desceu seu olhar para meus lábios - Gio vai adorar te ver assim - vi o brilho de seus olhos desaparecer e então ele se afastou.

Paulo: Eu também vou levar - ele se virou para trás para dar uma piscadinha para mim e então adentrou o provador masculino.

Balancei a cabeça pra me livrar dos pensamentos impuros que eu tinha ao ver meninos vestidos um pouco mais formal, sempre me acendia um fogo sem explicações, voltei para meu provador e retirei o vestido, voltando a colocar o vestido que eu tinha ido. Saí do provador saltitante com o vestido na mão.

Thiago: Sério que você vai me fazer pagar por isso? - ele bufou quando grudei em seus braços e lhe entreguei os vestido.

Duda: Você está maravilhoso hoje, Thi! - dei um beijo em sua bochecha e então ele e Paulo foram pagar as compras.

Ana: Você e Paulo fazem um casal maravilhoso... - ela falou quando nos afastamos da fila para esperá-los.

Duda: Nem começa vó... - ri e peguei uma touca que estava próxima, a colocando na cabeça - Ele namora - a encarei.

Ana: Agora a desculpa é só essa? - ela perguntou admirada, arrancando a touca de minha cabeça - Você tinha que ter a minha visão pra ver como ficam lindos juntos... - não contive o riso.

Duda: Mas eu não tenho - dei de ombros.

Ana: Se ele terminar não teriam mais desculpas... - ela ficou pensativa enquanto me encarava.

Duda: Vó, você está tentando fazer uma lavagem cerebral em mim... - falei brava - Ele continua sendo meu amigo! - dei ênfase a última palavra - Apenas isso.

Ana: Eu já te disse que você é apaixonada por ele? - ela me olhou risonha.

Duda: Não fala bobagens - me estressei - Você está me jogando praga!

Ana: Uma praga muito boa, por sinal - ela riu.

Thiago: Vamos? - ele se aproximou estendendo a sacola pra mim.

Duda: Hoje é meu aniversário, você carrega - falei mandona, ele já ia reclamar quando Paulo pegou de sua mão.

Paulo: Você é chata, hein? - ele me olhou, fazendo Thiago rir e eu lhe mostrar a língua.

Já estávamos no carro a caminho de casa, já era noite, tínhamos passado o dia inteiro praticamente escolhendo meu vestido.

Duda: Vocês vão me ver dançar na Mostra Cultural? - puxei papo quando o silêncio reinou.

Ana: Você vai participar mesmo? - ela olhou para trás.

Duda: Eu falei que ia, toda terça eu estou indo pros ensaios - ela pareceu lembrar.

Thiago: Eu vou ter que ir pra rir da sua cara - ele riu, dei um tapa em sua cabeça.

Paulo: Você vai dançar o que? - ele me olhou curioso.

Ana: Achei que você fosse dançar junto também... - ela estava confusa.

Paulo: Não dona Ana, ela vai dançar com os outros amigos dela - Thiago ria - Eu vou só assistir.

Duda: Eu vou dançar Justin Timberlake - me gabei - E só pra você saber Thiago, tá maravilhosa nossa coreografia.

Thiago: Justin Timberlake é foda - ele pareceu começar a me levar a sério.

Duda: O Paulo vai participar também... - o olhei, ele me fuzilou com o olhar - Ele vai cantar - os dois olharam para trás surpresos, deixando Paulo super vermelho - Olha pra pista, Thiago! - o repreendi.

Ana: Você canta? - ela continuava encarando Paulo.

Paulo: Eu tento... - ele riu - Mas eu nem sei ainda se vou participar - ele me olhava bravo.

Duda: Vai sim! - cruzei os braços e arqueei as sobrancelhas.

Thiago: Só sei que eu não perco essa Mostra por nada! - ele parecia ansioso.

Ana: Nem eu! - ela sorriu - Estarei lá aplaudindo os dois de pé.

Thiago: Mudando de assunto... - ele interrompeu - Paulão você vai ficar na sua casa?

Paulo: Sim...

Duda: Não... - falamos quase juntos, Paulo me encarou confuso - Você podia dormir em casa pra me ajudar a organizar o salão amanhã... - expliquei.

Paulo: Eu não avisei minha mãe - ele falou preocupado.

Duda: Você liga pra ela... - dei de ombros.

Thiago: Então beleza... - ele parou o carro em frente ao condomínio - Eu deixo vocês aqui.

Duda: Você não vai dormir em casa? - perguntei enquanto minha vó e Paulo já desciam do carro.

Thiago: Hoje não, a Rafa está aqui em Campo Largo, vou pra lá hoje - ele se virou para me olhar - Tudo bem? - ele sorriu preocupado - Mas eu te deixei uma ótima companhia... - ele apontou para Paulo.

Duda: Só vou te perdoar hoje porque você me comprou o vestido - ele riu e então saí do carro.

Ana: Vamos jantar? - ela falou animada quando entramos no condomínio e fomos em direção ao elevador.

Duda: Eu tô cheia do almoço ainda... - passei a mão sobre a barriga.

Paulo: Eu vou aceitar a janta - ele sorriu quando chegamos em nosso andar.

Duda: Tinha que ser gordo... - falei rindo, o fazendo me encarar bravo.

Ana: Não liga pra Duda... - ela o abraçou de lado - Ela pretende sumir - ele riu.

Duda: Podem ficar aí me amando... - dei de ombros quando entrei no apartamento - Eu vou tomar meu banho - corri em direção ao meu quarto.

~~

Paulo P.O.V

A olhei sair correndo para o quarto. Estava radiante com a sacola do seu vestido na mão, só de lembrar dela naquele vestido já me deixava maluco. Coloquei a minha sacola no sofá e vi que Ana me olhava.

Paulo: Quer ajuda com a janta? - ela sorriu e me conduziu para a cozinha.

Ana: Senta - ela apontou um banco próximo ao balcão, me sentei, então ela lavou as mãos para preparar a comida - Eu gosto tanto de ti Paulinho... - ela sorria.

Paulo: E eu da senhora! - ela riu.

Ana: Meu sonho é ainda ver você e a Eduarda como um casal - ela falou, quase me fazendo engasgar com minha própria saliva, tive que tossir algumas vezes, eu não esperava por essa.

Paulo: É... Eu... - pensei - É o meu sonho também... - resolvi ser sincero, ela me olhou com um sorriso enorme - Mas não acredito que isso vai acontecer dona Ana, ela já...

Ana: Eu sei que ela já deixou claro sobre amizade e blá blá... - ela fez sinal de que fala muito, me fazendo rir.

Paulo: Ela me convenceu de que ela tem razão... - vi o sorriso dela sumir - Que se algo realmente acontecer e der errado, vai estragar a amizade toda e eu me sentiria péssimo por isso - ela cortava o que parecia ser batata - Até já tenho uma namorada, ela deve ter mencionado a Giordana...

Ana: Sim, sim... - ela voltou a sorrir - Mas não acho que você deva desistir dela - ela pensou - Pra você ter ideia... - ela parou o que estava fazendo para me olhar - Toda vez que eu mencionava o fato dela gostar de ti, ela até tinha repulsa...

Paulo: Que maravilha! - falei irônico, a fazendo rir.

Ana: Não me leve a mal... - ela tentou se desculpar - Mas era verdade, mas agora, toda vez que eu menciono isso, ela ri - ela falou animada - Eu conheço minha neta Paulinho, mais cedo ou mais tarde vocês vão estar juntos.

Ela piscou para mim e voltou a fazer o que estava fazendo, me deixando ali sentado próximo ao balcão, me iludindo em suas palavras, tentando imaginar se poderia ser verdade. Balancei a cabeça, aquilo era impossível, ela devia apenas rir agora porque já havia cansado de tanto dona Ana insistir naquela conversa.

~~

Duda P.O.V

Cheguei na cozinha com o cabelo preso em um coque, vi Paulo sentado parado, parecendo estar com a mente bem distante dali, minha vó já estava colocando a mesa.

Duda: Você vai querer tomar um banho? - falei, assustando aos dois que ainda não tinham me visto ali, eu olhava para Paulo.

Paulo: Vou - ele respondeu quando voltou para a Terra.

Duda: Depois eu pego uma toalha e uma roupa do Thiago pra você - ele sorriu e assentiu, me sentei no banco ao seu lado - Hum, o que você fez aí? - respirei fundo sentindo um cheiro bom.

Ana: Eu fiz batata recheada, pra mim e pro Paulinho, já que você disse que não estava com fome... - ela colocou o vidro com as batatas em cima da mesa, o queijo até borbulhava de tão quentinho que devia estar.

Duda: Eu estou vendo três batatas... - falei sentindo minha barriga roncar.

Paulo: Eu pedi duas! - ele sorriu maleficamente pra minha vó.

Duda: E você vai dividir comigo - o olhei fazendo um biquinho triste - É meu aniversário! - falei óbvia, os fazendo rir.

Ana: Vamos comer! - ela estendeu pratos pra mim e para Paulo, nos fazendo pular dos bancos e avançar na mesa.

Comemos e ajudamos minha avó com a louça, depois peguei uma toalha e roupa para Paulo como havia dito. Enquanto ele estava no banho eu arrumava um colchão no chão do meu quarto para ele. Já eram quase onze horas da noite quando minha vó apareceu em meu quarto, eu tinha acabado de arrumar a "cama" de Paulo.

Ana: Tudo certo? - ela sorriu.

Duda: Certíssimo! - também sorri.

Ana: Eu já vou me deitar... - ela se aproximou e me abraçou, dando um beijo no topo de minha cabeça - Avisa o Paulinho que eu o desejei boa noite.

Duda: Aviso sim - falei quando ela se afastou - Durma bem! - ela sorriu.

Ana: Você também, não vai dormir tarde que amanhã o dia é longo... - ela falou e em seguida saiu do quarto.

Eu já estava de pijama, então me deitei em minha cama e fiquei analisando a pulseira em meu braço. Eu tinha a tirado apenas pra tomar banho, senti que ela tinha um valor sentimental muito grande, em como ele tinha sido criativo até para gravar o violão, sorri boba olhando, então a tirei e coloquei no criado mudo ao lado de minha cama.

Paulo: Fico feliz que você tenha gostado... - ele me deu susto, ele estava na porta me encarando enquanto enxugava seu cabelo com uma toalha.

Duda: Não devia ter lavado o cabelo - notei, mudando de assunto - Vai dormir com ele molhado agora - ele deu de ombros.

Paulo: É só você me emprestar seu secador... - ele falou indo em direção ao meu banheiro.

Duda: Você tá muito folgado! - falei alto quando ele ligou o secador, ele desligou e apareceu na porta do banheiro.

Paulo: Falou alguma coisa? - ele me olhou risonho.

Duda: Eu disse que... - ele ligou o secador de novo enquanto ria da minha cara - Filho da puta - falei rindo, ele me mostrou a língua e voltou para o banheiro.

Paulo: Você estava falando alguma coisa? - ele voltou para o quarto quando terminou de secar o cabelo.

Duda: Vai se foder! - ele me olhou indignado.

Paulo: Quanta grosseria... - ele riu e apagou a luz do quarto.

Duda: Augusto... - o chamei quando o ouvi se jogar no colchão e o telefone de casa tocar.

Paulo: O que foi? - ele perguntou com uma voz de sono.

Duda: Você ligou pra sua mãe? - o ouvi levantar em um pulo.

Paulo: Eita porra... - ele saiu tropeçando até a sala para atender o telefone.

Duda: Acende a luz, você vai cair! - falei mais alto para ele ouvir.

Fiquei rindo sozinha enquanto ouvia ele trombar em tudo até chegar ao telefone. Me cobri e me virei para o lado na tentativa de dormir. Eu já estava sentindo o sono chegar quando senti alguém trombar em minha cama, quase caindo em cima de mim.

Paulo: Cacete! - ele sussurrou.

Duda: Acende a luz Augusto! - falei brava e então ele acendeu, me fazendo cobrir os olhos devido a claridade.

Paulo: Desculpa... - ele falou sem graça - Achei que você já estivesse dormindo -  ele coçou a cabeça.

Duda: Apaga a luz e senta aqui - me sentei e bati em minha cama para que ele se sentasse ali.

Paulo: As suas ordens... - ele riu e fez o que pedi, puxando um pouco da coberta para se cobrir também.

Duda: Sua mãe ficou brava? - eu não o enxergava, estava completamente sem luz.

Paulo: Até que não... - ele riu - Só disse que podia ter avisado e que ela ficou preocupada - ri fraco.

Duda: Que bom - me aproximei de seu corpo, ele passou seu braço ao redor do meu e encostei minha cabeça em seu peito. Ele já devia estar acostumado com meus momentos de carência, porque não pareceu se importar.

Paulo: Tá sem sono? - ele procurou meu rosto no escuro e o acariciou.

Duda: Estou com um pouco só... - senti seus dedos passarem pela minha bochecha carinhosamente - Estou ansiosa pra amanhã - ele riu.

Paulo: Está se sentindo mais velha? - eu não o podia ver, então não pude ver suas expressões.

Duda: Ainda não - ri.

Paulo: Você convidou quantas pessoas do colégio? - ele parecia curioso.

Duda: Algumas só... - dei de ombros, ficamos em silêncio - Eu convidei o Túlio e o Cadu - o senti respirar fundo - Não sei se eu vou me arrepender...

Paulo: Eu tenho quase certeza de que vai - ri fraco - Agora eu concordo com seu irmão, aquele vestido é sim muito curto - me ajeitei na cama, passei meu corpo por cima do seu para alcançar o abajur, o acendendo e voltando à minha posição - O que foi?

Duda: Você está com ciúmes? - arqueei as sobrancelhas, ele riu e negou.

Paulo: Não, mas não gosto de você com o Cadu... - ele me olhou preocupado.

Duda: Nada vai acontecer, nós nem estamos mais juntos - o tranquilizei.

Paulo: Você disse que nada aconteceria da última vez e foram pro quarto juntos... - revirei os olhos.

Duda: Estamos em um quarto agora e nada está acontecendo... - tentei parecer óbvia.

Paulo: É diferente Dú, porque você só me vê como um amigo - ele abaixou o olhar - Posso apagar? - ele apontou o abajur.

Duda: Eu não vejo o Cadu como algo a mais... - ele voltou a me olhar - Não mais, não vale a pena desperdiçar meu tempo com ele.

Paulo: Você consciente diz isso... - ele se ajeitou na cama - Quando a bebida tiver no seu sangue é pra ele que você corre - bufei.

Duda: Porque... - tentei explicar, mas parei, me afastei dele e cobri o rosto.

Paulo: Porque... - ele pediu que eu continuasse.

Duda: Porque eu nunca me atrai de corpo e alma por alguém... - tentei explicar - E ele me atrai de corpo, entende? Se tivesse alguém naquela escola que eu me atraísse de corpo e alma, pode ter certeza que quando eu estivesse bêbada eu iria atrás dessa pessoa - o olhei, ele ria.

Paulo: Essa é a pior explicação de todas... - ele riu, me fazendo ficar brava.

Duda: Tô falando sério! - cruzei os braços - Me diz, você não se atrai de corpo e alma pela Gio? Se você beber até perder a consciência, é pra ela que você corre.

Paulo: Eu me atraio de alma com ela... - ele pareceu pensar, passando a me levar a sério - De corpo não tanto, mas sei de alguém que me atrai pelos dois... - o fiquei olhando, esperando que ele continuasse.

Duda: Quem? - me virei para ele, esperando ansiosamente pela resposta.

Paulo: Boa noite! - ele deu um beijo em minha testa e apagou o abajur, ameaçando sair da minha cama, o segurei pelo que deduzi ser seu braço.

Duda: Augusto! - quase gritei, o ouvi rir - Fala quem é, a gente vai atrás dessa garota!

Paulo: Não vou falar - ele ria - Vai dormir, Eduarda... - ele se soltou de minhas mãos e fez eu deitar minha cabeça no travesseiro.

Duda: Você é um otário! - bufei e me virei para o outro lado, o ouvindo rir.

Eu não devia estar tão ansiosa para saber aquela resposta. Eu estava esperando que ele dissesse que era eu, mas sentia que parte de mim estava morrendo de medo de que ele dissesse outro nome e não o meu. Cobri o rosto com a coberta, minha avó não podia estar certa, não podia! Era o Paulo, eu devia estar nem aí pra quem ele se sentia assim.

Duda: Eu odeio você, Augusto! - sussurrei e fechei os olhos com força.

[...]

Acordei com alguém me balançando, resmunguei e cobri meu rosto com a coberta. A pessoa insistiu, tirei meu rosto debaixo e me ergui para ver quem era.

Paulo: Bom dia! - ele sorrele

Ele estava sentado em seu colchão, já vestido em sua roupa (seu jeans e a camiseta da escola) e sua coberta estava perfeitamente dobrada em cima do travesseiro junto com o pijama que eu havia lhe dado.

Duda: Que horas são? - voltei a me deitar.

Paulo: Dez - me levantei de novo e o encarei brava.

Duda: Eu vou te matar... - ele riu e se levantou - Hoje é sábado Augusto! - resmunguei, ele se aproximou da minha cama e puxou minha coberta.

Paulo: Eu sei, mas tem o salão pra arrumar - segurei minha coberta quando ele tentou tirar da minha cama - É sério Dú, sua vó já está nos esperando pra tomar café - fui puxando a coberta até ele se aproximar da cama.

Duda: A festa começa só as nove da noite! - joguei a coberta em seu rosto e me levantei da cama, indo pro banheiro.

Demorei uns quinze minutos no banho, lavei o cabelo porque ele tinha que estar limpíssimo a noite, coloquei um short leve, uma camiseta larga e saí do banheiro secando o cabelo com uma toalha. Minha cama já estava perfeitamente arrumada, revirei os olhos por não conseguir ficar brava com aquela peste, peguei a pulseira do criado mudo e coloquei em meu pulso. Saí do quarto e fui em direção à cozinha.

Ana: Bom dia, meu amor! - ela abriu os braços e a abracei com um sorriso enorme, eles já estavam se preparando para comer.

Duda: Bom dia pra você também, otário - ele estava em pé de costas pra mim, terminando de fazer o que era ao meu ver, café, dei um pulinho e enrosquei meus braços em seu pescoço, o fazendo rir e tropeçar para trás.

Paulo: Melhorou o humor? - ele se virou para me dar um abraço direito, dei um beijo em sua bochecha e me afastei.

Duda: Vai ficar ainda melhor quando você colocar café na minha xícara - me sentei na cadeira e estiquei meu braço, o entregando a xícara, ele sorriu e a pegou.

Paulo: Quer também, dona Ana? - ele perguntou quando me devolveu a xícara cheia.

Ana: Não meu amor, muito obrigada! - ela sorriu - Sente pra comer ou então a Eduarda não vai parar de te pedir as coisas... - ela o fez rir.

[...]

O tempo passou voando. Eu, Paulo e minha avó tínhamos conseguido arrumar o salão e as cinco da tarde ele já estava pronto, as mesas estavam decoradas com vermelho e preto, também haviam bexigas vermelhas e pretas ao redor do salão e na entrada dele, havíamos colocado um letreiro também que dizia "15 anos D.C". Não quis fazer lembrancinhas, eu achava brega e fora que depois da balada ninguém nem lembraria de levar pra casa. Eu já estava me arrumando, minha avó tinha prometido que ficaria responsável por levar as comidas para o salão, Paulo havia voltado pra casa dele para se arrumar também.

Meu cabelo estava pronto, eu havia o cacheado com minha chapinha e tinha colocado alguns bobes pra segurar os cachos enquanto me maquiava. Fiz uma maquiagem mais pesada, apostei no preto na sombra, mas não passei um batom muito forte nos lábios, porque eles já eram muito carnudos, então passei um chocolate apenas pra não ficar parecendo que não tinha boca - como se fosse isso possível -. Exagerei no rímel e no delineado. Por último coloquei meu vestido, o vestindo por baixo pra não estragar cabelo e maquiagem. Nos pés coloquei um salto baixo nude. Soltei os bobes do cabelo e os joguei de um lado para o outro para soltar os cachos. Me olhei no espelho e me senti bem com o que vi, sorri feliz para o espelho e então saí do quarto.

Eu já estava em cima da hora, então apressei meus passos. Ouvi uns murmúrios vindo da sala enquanto eu estava caminhando pelo corredor, eram vozes masculinas.

Duda: Quem está aí? - perguntei já assustada e fui até a sala de fininho.

Marcelo: DUDA! - ele saiu da cozinha e atravessou a sala vindo me abraçar - Feliz aniversário, muitos anos de vida, muita saúde, paz e amor! - ele falou durante o abraço.

Duda: Obrigada - falei meio desnorteada - Como você...

Vinicius: Meu Jesus, que mulher maravilhosa! - ele também saiu da cozinha, me olhando da cabeça aos pés - Feliz aniversário! - ele também me abraçou.

Duda: É sério, como vocês entraram? - falei me afastando dos dois - Minha vó sempre tranca muito bem a porta quando sai de casa.

Gustavo: Nossa Dú, parece até que não está feliz em... - ele saiu da cozinha, me assustando, ele parou de falar ao me ver - Eu estou apaixonado!

Paulo: Desculpa! - ele veio correndo da cozinha - Sua vó me pediu pra buscar uns refrigerantes que ficaram aqui e esses infelizes vieram atrás... - ele empurrou os três de sua frente para me olhar - Porra! - ele também me encarou de cima a baixo.

Também os analisei e Jesus! Os quatro estavam maravilhosos, todos vestidos um pouco mais formal, o que os deixava com aparência de mais velhos.

Duda: Vocês também estão maravilhosos! - sorri - Mas sério, estou atrasada, já chegou muita gente? - perguntei preocupada.

Paulo: Seu irmão tá aí com a Rafa e a Malu, meus pais, esses três e até a gente subir era só... - suspirei aliviada.

Duda: Então não estou atrasada - dei de ombros.

Vinicius: Como assim ele conhece todo mundo da sua família? - ele pareceu ofendido.

Marcelo: Fica quieto Vini... - ele o empurrou - Gu, mostra logo nosso presente! - ele falou animado, me animando também.

Duda: É Gu! - me aproximei dele, reparando só naquele momento que ele escondia algo atrás de seu corpo.

Gustavo: Feliz aniversário! - ele colocou o presente pra frente, estava embrulhado, mas já dava pra ver que era uma garrafa.

Duda: Já estou sentindo que gostei... - ri quando a peguei de sua mão, levei até a cozinha e abri o embrulho na pia - Meu Deus do céu - ri e ergui a tequila pra cima - Vocês me conhecem tão bem!

Marcelo: A ideia foi minha, óbvio - ele se gabou.

Vinicius: Só não vale dar PT hoje - ele ria.

Paulo: Vocês chamam isso de presente? - ele perguntou indignado.

Gustavo: O melhor presente de todos, Castagnoli! - ele o olhava com ar superior.

Duda: Então vamos começar essa noite! - sorri, peguei do armário cinco copos e abri a garrafa, despejando o líquido incolor nos copos - Vou colocar pouco, o resto fica pra mais tarde - pisquei para eles quando coloquei dois dedos para cada um.

Gustavo: Pra mais tarde você virar tudo de uma vez - ele arqueou uma sobrancelha pra mim.

Duda: Você quer que eu dê PT, né? - o olhei brava - Vai, cada um pega um copo... - fui pegando e distribuindo.

Paulo: Não, obrigado - ele negou e se afastou um pouco para trás.

Vinicius: Qual é, Castagnoli!

Paulo: Meus pais estão aí, eu tô de boa... - ele negava com a cabeça.

Gustavo: Você não vai dar PT com um pingo desses - ele analisou seu copo - Não vai dar nem pro cheiro.

Marcelo: Deixem o garoto em paz, se ele não quer ele não quer ué... - ele falou óbvio.

Duda: Por favor... - me aproximei de Paulo, estendendo o copo, ele negou - Por favorzinho... - fiz um bico triste, ele fechou os olhos - Augusto! - falei mais baixo e o fiz me olhar - Só esse... - ele negou mais uma vez.

Marcelo: Ele não quer Eduarda! - ele me puxou, já ficando estressado.

Gustavo: Já que ele não quer... - ele pegou o outro copo que ainda estava na pia e me estendeu - A Duda toma por ele - ele piscou para mim, me fazendo rir.

Vinicius: Boa! - ele falou animado.

Paulo: Não! - ele quase gritou quando eu ia virar, ele se aproximou de mim e puxou um copo de minha mão - Eu tomo então! - ele falou e me encarou.

Marcelo: No três! - encarei Paulo rindo, ele olhava em meus olhos - Um, dois, três! - ele gritou o último número, fazendo nós dois virarmos juntos, o líquido desceu rasgando.

Duda: Ai sim! - ergui minha mão e Paulo tocou nela, a segurei em seguida, entrelaçando dois de nossos dedos - Vamos! - falei o puxando para a porta.

Paulo: Calma! - ele riu e me puxou de volta - Tem que guardar isso - ele apontou a garrafa.

Gustavo: Eu vou levar lá pra baixo, mais tarde a gente mata - ele colocou a garrafa dentro de sua camisa.

Vinicius: Peguei os refrigerantes já Castagnoli - ele avisou, Paulo assentiu e dessa vez foi ele quem me puxou para sair do apartamento.

Chegamos no salão e estava tudo maravilhoso, me soltei de Paulo e fui até a mesa que estava meu irmão.

Rafaela: Feliz aniversário, Duda! - ela se levantou com um sorriso enorme e me abraçou.

Duda: Muito obrigada Rafa! - retribuí o abraço.

Malu: 'Madinha'... - ela correu em minha direção com uma caixa de presente, me abaixei e a abracei - Feliz 'niversário' - ela me estendeu quando nos afastamos.

Duda: Obrigada, meu amor! - sorri e a olhei - Adorei seu vestido, tá uma princesinha - ela rodou se gabando, nos fazendo rir.

Malu: Meu papai falou pra não contar... - ela veio até meu ouvido e sussurrou - Mas é um celular - olhei para Thiago boquiaberta.

Thiago: Ela contou né? - ele revirou os olhos - Ou sua pestinha... - ele a pegou no colo, me levantei ainda surpresa - Eu falei pra você não abrir essa boca grande! - ele fingiu estar bravo, ela escondeu o rosto no pescoço dele.

Duda: Eu já falei que te amo né?! - dei vários pulinhos e o abracei junto com Malu - Você é o melhor irmão do universo!

Thiago: Você já estava precisando de um - ele sorriu enquanto acariciava as costas de Malu.

Duda: Vó... - me virei para ela, que abriu um sorriso.

Ana: Você está maravilhosa! - ela colocou a mão no peito enquanto me admirava, me fazendo rir.

Duda: Guarda pra mim? - estendi a caixa para ela, ela assentiu e pegou.

Ana: Já cumprimentou os Castagnoli? - ela apontou.

Duda: Tô indo lá agora... - falei apressada.

Rafaela: Tá ficando sério o relacionamento, hein... - a olhei - Convidou até os pais do rapaz - ela riu quando a olhei brava.

Duda: Você me respeite Rafaela! - apontei em sua direção - Eu acabo com a sua vida! - ela riu e me mandou um beijo, me fazendo revirar os olhos.

Fui em direção à mesa dos Castagnoli, João foi o primeiro a me ver e se levantou rapidamente pra me dar um abraço.

João: Parabéns Duda! - ele se afastou.

Duda: Obrigada, Joãozinho! - falei apertando suas bochechas.

João: A gente comprou um presente pra você... - ele falava animado, o olhei surpresa - Mas minha mãe esqueceu em casa - ele disse triste me fazendo rir.

Rosângela: Oh, meu anjo - ela se levantou - Feliz aniversário, muita paz, muita saúde, muitos anos de vida pra ti! - ela falou quando me abraçou - Eu esqueci mesmo, mas segunda o Paulo te entrega na escola - ela sorriu quando se afastou.

Duda: Muito obrigada dona Rô, nem precisava se preocupar com presente... - sorri - Oi seu Roberto! - ele já estava de pé, eu quase nunca o via.

Roberto: Parabéns Eduarda! - ele me abraçou sem jeito, me fazendo rir - Obrigado por nos convidar - ele se afastou e sorriu.

Duda: Que isso... - sorri - Obrigada vocês, por virem! - senti um corpo se aproximar por trás de mim.

Paulo: E aí - o olhei, ele sorriu, parecendo preocupado.

Duda: E obrigada por me emprestarem o Augusto ontem - eles riram.

Rosângela: Ele me deu um susto ontem! - ela o olhava - Não falou pra onde ia e não chegava nunca em casa, eu liguei até na escola!

Duda: Pode brigar com ele dona Rô! - o olhei, cruzando os braços - Porque eu e minha vó falamos várias vezes pra ele ligar e avisar a senhora... - ele me olhou e riu sem graça.

Paulo: Eu esqueci, mas eu pedi desculpas! - ele olhou para ela com cara de cachorro abandonado.

João: Como esqueceu se a Duda te lembrou? - ri quando Paulo o olhou sério.

Paulo: Fica quieto aí... - ele deu um tapa de leve na cabeça do irmão.

Duda: Paulo! - falei brava e abracei o irmão dele.

Rosângela: Seu irmão tem razão - ela o olhou fingindo ou tentando ficar brava - Da próxima vez fica de castigo.

Paulo: Duda... - ele me puxou, me desgrudando de seu irmão - Vamos sair daqui antes que eles resolvam me mandar pra casa - ele os olhava, o pai dele ficou rindo quando nos afastamos.

Duda: Sua mãe ligou na escola! - o olhei preocupada quando nos aproximamos da mesa onde estavam dispostas as comidas - Eles disseram que você não apareceu na aula?

Paulo: Mas eu apareci... - ele falou tranquilamente.

Duda: Mas você estava na minha casa -  falei óbvia - E antes você saiu pra comprar minha pulseira - ele riu de minha cara.

Paulo: Eu entrei na escola, depois saí... - ele se virou para a mesa - Posso pegar? - ele apontou as coxinhas.

Duda: Como? - perguntei tentando entender - Você pulou o muro? - ele nem esperou eu responder e pegou a coxinha.

Paulo: Eu... - ele ia falar mas parou - Você chegou! - olhei para trás, dando de cara com Giordana, ela deu um selinho prolongado nele e depois se virou para mim, me olhando de cima a baixo, como se me analisasse.

Gio: Feliz aniversário Dú! - ela me abraçou - Já está se sentindo com quinze anos?

Duda: Ainda não... - ri - Pra mim nada mudou - ela riu - Podem se sentar, fiquem à vontade, se quiserem comer também - olhei para Paulo que já estava enchendo um pratinho com coxinha - Acho que ele já está à vontade... - ri.

Paulo: Eu tô pegando pra você também amor - ele sorriu para Giordana enquanto enfiava outra coxinha na boca.

Gio: Nossa Paulo, parece que...

Não fiquei ali para ouvir o resto da discussão que ela iria causar. Eu tinha aprendido a suportar Giordana, porque ela era muito legal antes do ocorrido na escola, parecia que após aquele dia a garota passou a me odiar com todas as forças, era cheia de sorrisos falsos pra mim e arrancava Paulo de perto de mim sempre que podia.

Gustavo: Achei que não fosse mais vir falar com a gente... - ele puxou minha cadeira para perto quando me sentei ao seu lado na mesa.

Vinicius: Ela nos trocou pelo Castagnoli... - ele revirou os olhos.

Marcelo: O que ele tem que a gente não tem? - ri do ciúme deles.

Duda: Parem de ser bobos, vocês sabem que eu amo vocês - Gustavo passou seu braço ao redor de minha cadeira.

Gustavo: Você me ama mais que esses dois, né? - o olhei, ele olhava para meus lábios.

Marcelo: Ele é iludido, né? - ele falava com Vinicius.

Vinicius: Demais, eu já fui como ele... - ele pensou - Mas superei!

Duda: Eu amo vocês igualmente! - ele continuava a olhar para meus lábios e ameaçou a me beijar, virei o rosto - Eu não faria isso se fosse você... - ele me olhou confuso.

Gustavo: Por que não?

Vinicius: Eu respondo por você, Dú... - ele se apoiou na mesa e encarou Gustavo - Porque brother... - ri - Aquele cara ali, na mesa atrás de você, que está nos olhando com uma cara nada boa... - olhei para trás, seguida por Gustavo - É o irmão da Duda!

Gustavo: Puta que pariu! - ele se virou para frente e tirou o braço que estava em volta de mim, acenei para Thiago que negou com a cabeça.

Duda: O que foi, Gu? - encostei minha cabeça em seu ombro - Não acha que está na hora de eu te apresentar pra minha família? - ele empurrou minha cadeira para longe, nos fazendo rir.

Gustavo: Eu tô de boa!

Marcelo: É cuzão mesmo... - ele riu - Duda - o olhei - Mudando de assunto, nós trocamos algumas bebidas de embalagem - o olhei confusa.

Vinicius: Aqui - ele pegou sua mochila debaixo da mesa - Essa Sprite, parece Sprite, mas não é uma Sprite... - ele tirou a garrafa da mochila e colocou na mesa - É vodca - o olhei cobrindo a boca.

Duda: Vocês são geniais! - ri.

Marcelo: Esse guaraná... - ele também tirou da mochila que estava com Vini - É cerveja!

Vinicius: Tem uns que não deu pra trocar - ele falou chateado.

Duda: Não se preocupa, quando o jantar acabar, os adultos vão embora - pisquei para eles.

Gustavo: Assim que eu gosto! - ele sorriu e comemorou.

Duda: Me serve uma Sprite? - olhei para Marcelo, que pegou um copo descartável que estava em sua mesa e me serviu - Muito obrigada, vou atender os convidados que chegaram! - sorri enquanto bebericava o drink falso.

Me aproximei da entrada do salão e pude ver um pessoal do colégio chegando. Alguns eu tinha conversado uma vez só na vida, mas o que a gente não faz pra ter uma festa cheia? Os cumprimentei como se nos falássemos sempre, eles traziam muitos presentes o que me fez pensar que valeu a pena convidá-los, minha avó arrumou uma caixa para que eles fossem deixando os presentes ali. Quando achei que já estavam todos ali, vi três pessoas chegando, esperei e gelei ao ver que eram Cadu, Túlio e Maju... Maju? Eu não a havia convidado.

Cadu: Meu Deus, por que essa guria tem que ser tão gostosa? - ele mordeu os lábios ao me olhar de cima a baixo - Feliz aniversário anjo - ele me abraçou.

Duda: O que você está fazendo aqui? - perguntei para Maju quando me afastei de Cadu.

Maju: É assim que você trata os convidados? - ela se aproximou e estendeu sua mão - Feliz aniversário!

Duda: Você não foi convidada! - ela olhou para Túlio, que me surpreendeu com um abraço.

Túlio: Parabéns, Duda! - ela me apertou no abraço - Eu convidei ela e ela só aceitou vir depois que eu disse que você a tinha convidado... - ele sussurrava.

Duda: Mas eu não... - me afastei dele e ele juntou as mãos, implorando - Argh! - revirei os olhos - Entrem! - falei brava e eles obedeceram, quando Cadu foi passar eu o parei e o puxei pra fora do salão, ele me olhou malicioso.

Cadu: Minha noite já vai começar boa? - ele segurou em minha cintura e me encostou na parede - Você está maravilhosa!

Duda: Eu sei que eu estou... - sorri e o afastei, dei mais um gole em minha bebida e tentei manter o foco - Mas não te chamei aqui pra isso - ele me olhou com uma cara de cachorro abandonado.

Cadu: Vai ficar pra mais tarde então? - eu não devia ter reparado em como ele estava vestido um pouco mais formal, uma calça jeans e uma camisa social com as mangas arregaçadas que me fez morder os lábios e claro, ele percebeu - Decide o que você quer anjo... - ele aproximou seu rosto do meu e me deu um selinho, puxando meu lábio inferior para si.

Duda: Não! - o afastei novamente e apontei em sua direção, terminei a bebida de meu copo para então falar - Só quero pedir por favor, pra você se comportar bem lá dentro e se manter distante de mim - ele riu e colocou as mãos nos bolsos.

Cadu: Tem medo de se entregar né? - ele abaixou o olhar - Eu não vou te machucar... - ele voltou a me encarar.

Duda: Eu sei que não - falei óbvia - Mas a mãe do Paulo está lá dentro, ela sabe do que aconteceu na sua casa e se ela resolver contar pra minha avó quem você é e minha avó resolver contar pro meu irmão quem você é... - falei tudo rápido, ele me puxou e me beijou para que eu ficasse quieta, relaxei meu corpo e o deixei me beijar.

Cadu: Cacete, você fala muito! - ele riu quando nos afastou do beijo, me fazendo rir também - Eu já entendi o que você está tentando dizer... - ele foi se afastando - Eu vou ficar bem distante de ti - ele não parecia feliz com isso.

Duda: Pelo menos até eles irem embora... - vi um sorriso brotar em seus lábios, ele assentiu e adentrou o salão.

Por que eu tinha dito isso? Me praguejei por isso, olhei para o céu e cobri meu rosto com as mãos.

Paulo: Duda? - me assustei, olhei para ele que estava na porta do salão - Tá bem? Está todo mundo te procurando...

Duda: Eu estou - sorri fraco, me aproximei dele, ele me analisou e passou um dedo próximo a minha boca.

Paulo: Mas já? - ele mostrou o resquício de batom que havia ficado em seus dedos.

Duda: Foi o Gustavo... - menti e revirei os olhos, fui sair dali, mas ele me segurou.

Paulo: Vai mentir mesmo? - ele arqueou as sobrancelhas, bufei.

Duda: Sem sermão tá? - ele riu - Não foi culpa minha, eu já te expliquei e eu não vou mais ficar com ele, acabei de deixar isso bem claro.

Paulo: Foi um beijo de despedida? - ele estava risonho, ri e assenti - Você é uma cuzona! - ele ria e passou um braço ao redor do meu pescoço enquanto me puxava para dentro do salão.

Duda: Vai se foder... - ri também - Sua namorada vai ficar com ciúme... - me desvencilhei de seu braço ao ver Giordana nos encarar, ele revirou os olhou para mim e foi até ela.

Thiago: Estava fazendo o que lá fora com aquele moleque? - ele me olhou bravo quando me sentei ao seu lado.

Ana: Deixa a menina se divertir! - ela o repreendeu.

Duda: Era o Paulo - dei de ombros, ele negou.

Thiago: Antes dele - ele ainda me olhava bravo.

Duda: Um amigo da escola - dei de ombros.

[...]

O jantar havia passado voando, todos se serviram com a grande variedade de comida, tinha desde coxinhas e bolinhos de queijos até strogonoff e arroz, fiz questão dessa variedade porque eu conhecia muito bem meus amigos e família, e sabia que não ia ter como agradar à todos se não fosse assim. O jantar correu tudo bem, meu irmão fez um brinde a mim com vinho, porque eu mentia para ele dizendo que nunca havia tomado e que queria experimentar, então ele havia me prometido que deixaria quando eu completasse 15 anos.

Também teve um bolo para os parabéns que foi incrível, exceto pela parte em que meus amigos resolveram cantar o famoso "com quem será" e cada um disse um nome diferente, deixando meu irmão preocupado e bravo ao mesmo tempo, minha vó só sabia rir. Aproveitei todas as brechas possíveis para beber, bebi muito de tudo, refrigerante, vinho, vodca e cerveja, e posso confessar de que já estava tonta. Agora os pais de Paulo já haviam ido embora, levando junto João, que quase chorou querendo ficar. Minha vó também já estava de saída, levando consigo todos os meus presentes e arrumando o salão para minha balada. Meu irmão por incrível que pareça ajudou a arrumar o som, só pediu para que eu não aumentasse muito e que me comportasse, depois disso ele foi embora com Rafa e Malu, mas não antes de pedir para que Paulo ficasse de olho em mim, dei graças a Deus quando eles foram finalmente embora.

Gustavo: Eles foram mesmo? - eu e meus três amigos estávamos espiando para ter certeza de que eles tinham ido.

Marcelo: Tô vendo um carro... - ele estreitava seus olhos.

Duda: Cadê? - fiquei procurando, ele segurou em minha cabeça, a colocando na direção, ri - É ele mesmo! - falei animada.

Vinicius: ‘Ae’! - ele gritou quando subiu na cadeira - Solta o som DJ! - Marcelo correu até o som e o ligou, enchendo nossos ouvidos com as batidas eletrônica e fazendo todo mundo dançar.

Fui com Gustavo até onde estava a mochila de Vini, tiramos as garrafas ali de dentro e colocamos sobre a mesa. Ali estava minha garrafa de tequila também, olhei para Gustavo e arquei a sobrancelha.

Duda: Essa é minha - pisquei para ele e o puxei para onde todos dançavam enquanto segurava minha garrafa, a tomando de vez em quando.

~~

Paulo P.O.V

Quando olhei no relógio já era meia noite. Giordana e eu estávamos sentados olhando o pessoal dançando, já havíamos dançado bastante e agora estávamos mortos. Ela encostou sua cabeça em meu ombro, ela tinha bebido bastante, eu também tinha bebido, mas não o suficiente pra me tirar a consciência, Gio já estava "alegre".

Gio: Essa Duda é uma puta - ela soltou e se ergueu para me olhar.

Paulo: Por que? - perguntei confuso por tal confissão.

Gio: Já é o terceiro cara que ela tá pegando - ela apontou e então a vi ficando com Gustavo.

Paulo: Deixa ela ser feliz... - ela riu.

Gio: Eu já fiquei com ele também... - ela se levantou da cadeira e cambaleou, me levantei para ela se apoiar em mim e assim ela fez.

Paulo: O que? Você já ficou com o Gustavo amigo da Duda? - ela riu novamente.

Gio: Me leva pra casa? - revirei os olhos e a coloquei sentada.

Paulo: Espera aí... - ela assentiu, fui até onde o pessoal estava dançando e encontrei Vinicius, o cutuquei.

Vinicius: E aí Castagnoli, tá curtindo? - ele continuava dançando.

Paulo: Tô sim... - respondi por educação - Eu vou levar a Giordana pra casa, fica de olho na Duda, ela já bebeu demais! - gritei para que ele me ouvisse, ele assentiu.

Vinicius: Pode deixar! - ele fez um joia com a mão.

Voltei para onde Giordana estava e a fiz se levantar e encostar em mim, então saímos do salão. Andando na velocidade que estávamos eu voltaria tarde pra festa.

(...)

Deixei Giordana vomitando na casa dela, os pais dela quiseram me matar por isso, mas não tinha nada que eu pudesse fazer, eu não era responsável por ninguém! Voltei bufando pro condomínio da Duda, olhei no relógio e já eram quase uma da manhã, entrei no salão e o número de pessoas já tinha diminuído bastante e a música estava um pouco mais baixa. Voltei a me sentar em uma cadeira e peguei uma garrafinha de cerveja quando vi Marcelo se aproximando com Duda ao seu lado.

Marcelo: Finalmente a gente te achou! - eles estavam claramente alterados - A Duda estava quase chorando porque não te achava - ele falou, me fazendo rir.

Duda: Eu não ia chorar... - ela deu um tapa nele - Eu só estava preocupada - ela me olhou - Posso conversar com você?

Paulo: Claro! - apontei a cadeira ao meu lado pra ela se sentar.

Duda: Não... - ela negou com as mãos e então olhou para Marcelo - Deixa eu conversar com ele? - ela estava se enrolando pra falar.

Marcelo: Já entendi que é pra eu cair fora - ele falou se afastando.

Duda: Vamos conversar lá fora... - ela pegou em minha mão e me puxou para fora do salão. Ela me levou até a lateral do salão, ali já nem dava pra ouvir a música.

Paulo: Como está a festa? - me encostei na parede e voltei a beber a cerveja, ela me olhava estranhamente.

Duda: Prestes a melhorar... - ela puxou a garrafa de minha mão e também bebeu - Sua namorada foi embora?

Paulo: Foi, ela já estava cansada - ela sorriu e se aproximou.

Duda: Eu não gosto dela... - ela começou a mexer em meus cabelos, fechei os olhos por instinto.

Paulo: Por que não? - voltei a abrir os olhos, ela estava bem mais próxima. Ela colocou a garrafa em cima de uma lata de lixo que estava ali ao lado e puxou a gola de minha camisa, olhando no fundo dos meus olhos.

Duda: Porque ela tem algo que é meu! - e então ela me beijou.


Notas Finais


O QUE ACHARAM? SERÁ O INÍCIO DE #DAULO? Comentem bastante!!! Chamem as amigas pra ler tambémm.
É isso, até o próximo!! Beijos.


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