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História Sugar and Spice - Capítulo 24


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Notas do Autor


Demorei mas voltei
Enem, psicológico afetando minha criatividade, tá aí mais um
:)

Capítulo 24 - Descontrole


Acordei morrendo de dor no corpo, talvez por causa da tensão que meu corpo sofreu em meio a toda a adrenalina do caso.

Percebi que tinham 7 ligações da minha mãe e então retornei:

-Lilly?

-Oi, mãe.

-Filha, seu rosto e o do detetive bonitão estão em todos os jornais!

-Detetive bonitão?

-É -ela começou a rir- estou tão orgulhosa de você, a família quer reunir todo mundo e chamar o Caleb pra gente comemorar o sucesso de vocês.

Eu fiquei um pouco nervosa, jurei não me reunir com meus familiares de novo, sempre me senti humilhada, diminuída, e agora que estou crescendo eles querem contato, proximidade. Será que eu recuso?

-Só um minuto, mãe, já eu ligo pra você.

-Ok, filha.

Desliguei e fui até o quarto da Maia

-Maia, acorda.

-Que foi? -ela falou com voz de sono e de quem não estava entendendo nada-

-Minha mãe ligou e quer que a minha família se reúna pra comemorar o sucesso do caso de ontem.

Ela deu um pulo da cama

-Que horas são??

-7:30

-Meu Deus, a repórter do NYT está vindo em uma hora, vou fazer muffins! E, sim, Lilly, eu acho que você deveria se reunir com a sua família, se eles reconhecem que você tá crescendo, vá e mostre que foi sem a ajuda deles!

-Obrigada, vou me arrumar pra entrevista porque sei que você não vai me deixar em paz enquanto eu não concordar.

-Exatamente!

Liguei de novo pra minha mãe:

-Mãe?

-Oi, meu anjinho.

-Diga ao pessoal que eu, Caleb e Maia iremos fazer uma social mais tarde para comemorar o desfecho do caso.

-Que ótimo! Pensei que depois de tudo você iria recusar...

Respirei fundo, sabia exatamente do que ela estava falando.

-Conversei com a Maia sobre, é melhor que eu seja responsável pela comemoração e mostre que o meu sucesso não foi graças a eles, como talvez eles queiram colocar se se responsabilizarem.

-Tudo bem, tem algo que eu possa fazer?

-Apenas arrume a casa que eu, Caleb e Maia cuidaremos de tudo.

-Tá bom.

-Na verdade, mãe, faça uma mesa de frios, queijo, uvas, salame, azeitonas, e peça ao pai para escolher um vinho bom da adega dele.

-Tá certo.

-Beijo.

-Beijo, filha.

Desci até cozinha e Maia havia transformado aquele lugar, parecia uma cozinha francesa, não sei explicar, a mesa posta perfeitamente e o café da manhã estava perfeito, bolos, pães, café, sucos, frutas, panquecas.

-Onde você aprendeu isso tudo?

-Minha mãe me ensinou a cozinhar, e você é como uma família pra mim nessa cidade, então decidi fazer algo bom, tô realmente animada com a sua ''fama''.

-Estou impressionada agora -comecei a rir e ela também- então vamos tomar café.

-Mais uma coisa.

-O quê?

-Chamei o Caleb pra tomar café aqui hoje.

Agora sei o porquê do café da manhã arrumado demais

-Como você tem o número dele?

-Eu tenho a senha do seu celular, e você dorme como uma pedra -começou a rir da minha cara-

-Agora eu sei quem coloca alarme no meu celular às 3 da manhã.

-Sim!

Nos olhamos e começamos a rir até que a campainha tocou, era ele.

-Bom dia, Holmes.

-Bom dia, meu caro Watson.

Ele deu um sorriso e eu retribuí, de alguma maneira eu estava animada com tudo aquilo. Sentamos à mesa e Maia não deixou a gente começar a comer:

-Na-na-ni-na-não, se acalmem.

-O que foi?

-Ainda tem gente pra chegar.

-Quem mais tu convidou?

-Conta pra ela, Caleb.

Não entendi mesmo. Olhei pra ele com uma cara de dúvida e medo ao mesmo tempo.

-É que a Maia me pediu pra convidar o pessoal envolvido no caso, eu achei justo.

Os dois começaram a rir e eu fiquei sem entender absolutamente nada, mas seria bom receber amigos em casa alguma vez.

A campainha tocou e eu levantei para atender novamente, estavam lá: Jason, Túlio, Scott, Barbara e Mandy. Finalmente entendi o porquê de tanta comida.

-Bom dia! Parabéns pela resolução do seu primeiro caso!

-Obrigada, Jason. Fiquem à vontade.

Eles entraram, se sentaram à mesa e começamos a comer

-Então, gente, é normal fazerem toda essa comemoração no primeiro caso de um novato?

-Não é comum, mas nós somos um distrito bem unido nessa questão, meu primeiro caso passamos a noite na praia tocando violão, fomos até o Maine de carro e voltamos só pela manhã. -Disse Caleb.

-Nós somos bem unidos mesmo, a ideia começou por mim.

-Não, Barbara, a ideia foi do Scott antes de ser mandado pra outro distrito.

Todos começaram a rir, será que eu tenho uma segunda família aqui?

-Gente, muito obrigada mesmo por tudo, vocês são uma equipe incrível.

-Nós que agradecemos por ter você no nosso distrito, chegou ontem e exigiu ''sentar na janela do ônibus'' -Disse Caleb olhando orgulhoso pra mim. Ficou um climão.

Quebrei o gelo chamando eles para a minha social na casa dos meus pais:

-Pessoal, queria chamar vocês pra uma social que eu vou fazer na casa dos meus pais mais tarde, eu mando a localização, às 18 horas.

-Vamos sim -Barbara e Scott foram os primeiros a se animarem, é engraçado a maneira como eles parecem se gostar tanto mas se evitam.

-Combinado, então.

Nos despedimos e Caleb ficou pra ajudar a arrumar a bagunça:

-Você nem parece tão tímida como quando você chegou na delegacia. Social pra comemorar resolução de caso, receber pessoas em casa.

-Nada disso foi ideia minha... -Falei tirando mais um prato da mesa e colocando na pia. Minha família ainda é um desafio pra mim.

-Você quer falar sobre isso ou...

-Melhor não, mas obrigada.

Passamos uns dois minutos em silêncio até eu me prontificar para lavar a louça:

-Deixa que eu lavo, Lilly.

-Não precisa, de verdade.

-Que isso, eu gosto de ajudar, deixa vai.

-Tudo bem então.

Ele pôs o avental e a touca da Maia que estavam pendurados perto da pia e eu comecei a rir

-Que foi? Nunca viu uma dona de casa?

-Já sim, mas essa é icônica -comecei a rir mais ainda

-Então observe a magia da lavagem de louças e aprenda, mera mortal.

Ri muito, ele realmente estava se esforçando nisso. Como um cara de 23 anos, inspetor-detetive chefe, era tão animado fora do ambiente de trabalho? Acredito que muita gente deve ter medo dele.

Terminamos de arrumar tudo, tirei os materiais do congelador pra fazer um estrogonofe de frango pro almoço e Caleb foi embora, vou vê-lo mais tarde.

...

Quando deu umas cinco e meia, eu e Maia começamos a nos arrumar, pedi ao restaurante que entregasse o que eu encomendei umas seis e meia, então é o tempo que eu chego lá. 

Quando cheguei na casa dos meus pais, meu irmão mais novo foi o primeiro a me receber:

-Estava com saudades, é verdade que você ficou famosa?

-Mais ou menos -comecei a rir e beijei a bochecha dele. 

Quando entrei meus familiares já estavam em casa, parecia aniversário, minha mãe tinha arrumado uma caixa que estava lotada de presentes pra mim, não entendo como durante o tempo que estive sofrendo com os maus-tratos psicológicos que me submetiam não tinha esse mimo todo.

Caleb e o resto do pessoal foram os últimos a chegar, meu pai ficou conversando com Scott sobre a área dele no necrotério, apenas médicos se entendendo, tomamos vinho até que uma das minhas tias veio conversar comigo:

-Oi, Lilly! Que bom que está tudo dando certo pra você, saiba que sempre te apoiei

-Ah... Obrigada.

Mentira. Nunca escutei uma palavra de apoio saindo da boca dela. Logo em seguida minha mãe perguntou se eu não queria fazer um breve discurso de boas-vindas, pensei por um segundo mas deveria ter dito que não, havia bebido muito vinho e não estava muito sã.

-Boa noite a todos!

Meus pais talvez se chateiem comigo, mas não consigo fingir que estou bem com esse apoio falso da parte dos meus parentes.

-Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos meus pais por serem essas pessoas incríveis e por sempre me apoiarem. Em segundo, agradecer a Maia por me enxergar em meio à minha timidez, talvez esse agradecimento fosse para outra pessoa se ela estivesse aqui e não tivesse resolvido me deixar...

Meus olhos encheram de lágrimas, estava magoada com o Peter.

-Mas, também quero agradecer por toda a falta de apoio dos demais familiares presentes, sem ela eu não seria nada, e ainda bem que não me espelhei em vocês, e por último mas não menos importante: a essa equipe perfeita do distrito que fui contratada para servir, é isso, aproveitem o vinho grátis!

Saí zonza da sala e fui até o jardim me acabando de chorar, Caleb e minha mãe vieram atrás de mim e sentaram do meu lado.

-Filha...

-Desculpa, mãe, eu não consegui me conter em relação a isso.

-Não tem problema, pedi aos seus tios que fossem embora, talvez não tenha sido uma boa ideia, mas deixaram os presentes pelo menos.

Sorrimos e ela me abraçou. Depois ela reparou em Caleb meio curioso do meu lado:

-Vou deixar vocês conversarem.

-Obrigada, mãe.

Ela saiu e nos deixou sozinhos até a Maia vir lá de dentro com uma bacia cheia de salgadinhos.

-Oi, Maia -Disse Caleb

-Oi! Que tal a gente encerrar a noite comendo salgadinhos e assistindo o episódio novo de ''The Mandalorian'' ?

-Boa ideia -Concordei Maia... É impressão minha ou a repórter do NYT nem deu sinal de vida?

-Não é impressão, eu cancelei.

-Oi? Por que? 

-Vi que você não queria...

-Fez bem.

Os dois me abraçaram e entramos para assistir a série.

 Acabamos os quatro (eu, meu irmão, Maia e Caleb) dormindo no tapete fofo da sala de estar.

 


Notas Finais


MDS DEMOROU MAIS SAIU, FORAM DUAS SEMANAS ESCREVENDO ISSO
DESCULPEM


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