História Sugar Baby - Capítulo 7


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Palavras 2.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Suga


Dessa vez ele sabia que roupas usar para o encontro. Abotoou a sua camisa nova e encaixou a gravata, não havia desfeito o nó porque não saberia como fazer de novo, colocou uma calça jeans preta com rasgos nos joelhos e olhou-se no espelho; parecia um adolescente rico.

— Caralho. – Pronunciou Jungkook.

— Eu sei. – Disse sorrindo de um jeito que fazia sua boca formar um retângulo.

Taehyung voltara ter seu encontro marcado em um restaurante cinco estrelas e para isso os meninos precisaram pegar o conhecido metrô que seguia em direção ao bairro nobre da cidade. Ao chegar no local seguiram o roteiro que de praxe que servia de guia para os encontros de Tae.

Quando chegaram a porta do restaurante Jungkook tirou o volume do mangá que trazia em baixo do braço e abriu na página marcada.

— Eu já li todos mangas de Loveless, Noragami e estou quase terminando Death Note esperando seus encontros, você vai precisar me recomendar mais se continuar assim. – Brincou enquanto se despedia do menino e procurava um banco para sentar e continuar sua leitura deixando Taehyung sozinho.

O Kim levantou a cabeça e entrou no restaurante, antes que o funcionário que se localizava na porta pudesse falar ele anunciou.

— Reserva em nome de "Suga".

— Me siga senhor. – Disse o recepcionista de maneira formal indicando o caminho logo a frente. O menino o fez, o funcionário o levou até uma mesa em que, chegando em uma mesa que um homem mexia em seu celular. Usava terno, seus cabelos loiros estavam penteados para que não caíssem em uma franja e sim fizessem um efeito bagunçado para o lado. Assim que percebeu a presença dos outros levantou o olhar, entediado e frio. Taehyung sentiu um calafrio, temia que essa situação acabasse igual ao dia que encontrara Siwon.

— Ira ficar de pé? – Questionou o mais velho que arqueou uma sobrancelha. Estava sem paciência, vira apenas pela insistência de seus amigos e agora tinha um encontro com um adolescente que queria o seu dinheiro mesmo já usando roupas de marca.

— Olá, sou V. – Apresentou-se ao sentar junto do homem.

— Isso é óbvio. – Cortou rapidamente e pegou o menu para checar as comidas disponíveis, logo torcendo o nariz.

O menino acabou por também procurar por alguma comida para pedir, seu coração já encolhia com a atitude rude do seu pretendente.

Os dois fizeram seus pedidos e esperaram em silêncio, ocasionalmente o mais novo podia ouvir bufadas do homem, e este perdeu a paciência.

— Por que você está tentando achar alguém pra te dar dinheiro? – Seu tom poderia conter curiosidade, mas prevalecia a irritação que sentia. – Eu deveria saber para onde meu dinheiro iria.

— Para sobreviver. – Respondeu olhando diretamente para o homem, não deixaria ser pisado igual Siwon fizera. – Sabe, coisas que temos que fazer quando somos expulsos de casa.

— Sei sim, já fui também. – Não sentia pena do menino, provavelmente quebrara um carro de seu pai e os velhos ficaram irritados, alguns dias e ele voltaria para aqueles que lhe deram roupas da Gucci.

— Qual foi sua razão? – Estava realmente curioso, mesmo que o outro não estivesse merecendo seu interesse.

— Queria trabalhar com música e eles não acharam que isso era um trabalho. Você quebrou o vaso da mamãe? – Rebateu sínico.

— Não, por gostar de meninos.

O ar pesou entre os dois e por poucos segundos Taehyung achou que tinha visto Suga derrubar sua máscara e acabou por deixar que sua esperança reviver. A comida dos dois chegou fazendo eles fazerem uma careta ao mesmo tempo, o Min não pode deixar isso passar despercebido e considerar que estava errado sobre o mais novo.

— Não acredito que vamos pagar tudo isso por... cocô de peixe? – Reclamou incerto e conseguiu ouvir risadas do menino que o acompanhava.

— Eu aposto que no parque devem vender cachorros quentes com a metade do valor e o dobro do valor. – Pronunciou as ultimas palavras como se fosse um vendedor e foi a vez de Suga rir.

— Parece que o príncipe da mamãe sabe algumas coisas no final do dia. – Se arrependeu das palavras ditas ao ver o sorriso desaparecer das expressões do garoto que agora o encarava com raiva e certa tristeza.

— Olha, se você continuar brincando com esse assunto eu vou embora. – Não sabia de onde tirara tamanha coragem e culpou o calor do momento que o assunto sobre seus pais tinha causado.

— Desculpa, garoto. – Estava ainda desconfiado sobre toda a história, mas sabia que o de cabelos desbotados levava a sério. – Vamos para o parque então?

— Sério?!? – Animou-se novamente, não queria ter que almoçar aquela comida que apenas o deixaria sem fome por uma hora pelo tamanho da porção.

— Sim, vamos. – Retirou notas o suficiente para pagar os pedidos e deixou na mesa, segurou a mão de Taehyung e o levou para fora do estabelecimento, indo em direção ao parque que ficava perto do restaurante que estavam.

— Vamos achar uma sombra, não vou ficar no Sol. – Disse avistando uma árvore e sentando-se embaixo dela.

— Não querendo reclamar, mas acho que não conseguiremos cachorro quente se ficarmos sentados em vez de pedir. – Apontou um pouco irônico.

— Não vamos, você tem razão senhor óbvio.

— Taehyung.

— O que? – Questionou vendo o menino sentar ao seu lado e encostando as costas no tronco da árvore.

— Meu nome, Taehyung. – Esclareceu olhando para o mais velho.

— Yoongi. – Resolveu falar. – É o meu nome.

— Por que "Suga"?

— A verdade é pela posição que eu jogava no time de basquete, mas meus amigos insistem em dizer que é pela minha pele pálida. – Fechava os olhos enquanto apoiava a cabeça na árvore, a brisa que batia nos dois era com certeza mais agradável que o ar condicionado do estabelecimento anterior.

— Mas de fosse pela pele pálida poderia ser fantasma ou farinha. – Disse pensativo, quando olhou para o lado percebeu como o mais velho não o intimidava mais, agora de olhos fechados e relaxado era uma visão quase angelical, o homem era realmente lindo.

— Espero aqueles trastes nunca ouçam essa sugestão. – Abriu os olhos e levou a mão até sua gravata afrouxando-a, ato que não passou despercebido por Taehyung que prendia o ar ao ver a cena. – Você quer pedir os cachorros quentes?

— Eu?

— Sim, estou com preguiça demais para levantar e você é jovem, cheio de energia e blá-blá-blá. – Fez um movimento com a mão nas últimas palavras como se mandasse o menino embora, o que não aconteceu.

— Eu não tenho dinheiro para pedir. – Estava nervoso, vira que Yoongi julgava o desejo por dinheiro e não queria que voltassem para a situação inicial.

— Isso deve dar. – Novamente tirou notas de sua carteira e as entregou ao garoto, ainda desconfiado, não conseguia entender, o menino estava vestido como um chaebol, mas se comportava como um adolescente normal.

Alguns minutos se passaram até que o Kim voltassem com dois lanches na mão, entregando um para Suga e se sentando.

— Não está preocupado que os molhos caiam na sua camisa? – Perguntou sarcástico, mas viu os olhos do menino se arregalarem.

— Meu Deus eu nem sei como lavar esse tipo de roupa, eu vou estragar tudo. – Estava murmurando para si mesmo, mas alto o suficiente para que o outro escutasse.

— O príncipezinho não sabe nem lavar roupas? – Estava disposto a testar o menino para saber a verdade.

— Claro que eu sei! – Exclamou indignado, mas logo completou num sussurro. – Eu nunca tive nenhuma assim, não sei como deveria lavá-las.

— O que você quer dizer com isso?

— É uma roupa de marca, eu nem sei quanto custou, com certeza mais que minha alma se eu a vendesse para o demônio. – Balançou a cabeça e começou a comer o cachorro quente em uma posição que não pudesse cair nenhuma sujeira nos tecidos.

— Como você nunca teve uma roupa de marca? – Agora realmente estava confuso.

— Você acha que eu sou rico? – A ficha caiu no cérebro de Taehyung, seu pretendente achava que tinha dinheiro naturalmente, talvez por isso estava o tratando rudemente no começo do encontro. – Eu não tenho um pingo de dinheiro, minha família também nunca foi de ter recursos sobrando.

— Como você conseguiu essa camisa e gravata da Gucci, então? – Estava perguntando cada vez mais por que um sentimento de culpa crescia em seu peito, o menino não estava tendo aquele encontro para esbanjar mais dinheiro e sim para conseguir pelo menos um pouco.

— Um dos caras que eu sai, ele já tinha conseguido um sugar baby no dia do nosso encontro, mas me levou para comer mesmo assim, disse que eu e o novo namorado éramos parecidos por isso comprou as roupas. – Explanou. – Ele disse que eu tinha rosto para usar Gucci.

— Quando você disse que tinha sido expulso de casa... você está dormindo onde? – Lembranças de sua adolescência passavam pelos seus olhos. Quando sua família o expulsou teve que dormir em praças, sofás de pessoas desconhecidas, em metros, tinha sido uma experiência horrível e o menino a sua frente não parecia alguém que aguentaria passar por todos esses problemas.

— Na casa de um amigo meu, mas não posso ficar por muito mais tempo, eles não são ricos e eu sei que estou trazendo prejuízo, por isso me cadastrei no site. – Os dois já estavam terminando seu almoço e suspiravam em felicidade, o cachorro quente realmente foi melhor que a comida do restaurante que estavam.

Yoongi resolveu baixar a guarda e começou a puxar assuntos diversos com o menino de cabelos desbotados enquanto em sua mente tentava ignorar a ideia que havia se formado. Descobriu que o mais novo gostava de arte e música e acabou contando um pouco de seu trabalho para ele, era CEO de uma grande empresa musical e sua paixão era a área de produção, confessou que dentro de si vivia um rapper, mas acabou por não seguir essa carreira. O garoto recém terminara o ensino médio e não completara a maioridade, tinha 17 anos, seu sabor de sorvete favorito era flocos – principalmente aqueles que explodem na boca dissera –, tinha um certo medo de tempestades e gostaria de pode passar todo dia jogando um jogo chamado Overwatch. Era inocente e amável, fazendo a culpa que antes crescia no peito do homem agora consumi-lo, não deveria ter tratar o menino daquele jeito por um pré julgamento.

Acabaram por levantar da sombra confortável que a árvore os ofertava e começaram a andar pelas extensões do parque, parando toda vez que um cachorro passasse por eles porque Taehyung apenas não conseguia não fazer carinho, nesse momento Yoongi fingiu que não imaginou o menino afagando Holly, seu poodle cor de caramelo que também era seu maior amor.

Acharam um banco logo à frente do lago e Suga implorou para que sentassem.

— Aigoo, Nem estamos andando a tanto tempo. – Reclamou o mais novo que mesmo assim sentou-se do lado do homem.

— Você fala isso por que tem 17 anos. – Retrucou bagunçando o cabelo do garoto, seu estômago revirou e a ideia que antes se formava em sua mente quase pulava para fora de sua boca. – Você disse que se cadastrou no site porque não poderia ficar mais tempo na casa de seu amigo, não é?

— Sim, porque? – Franziu as sobrancelhas em confusão.

— Eu tenho espaço sobrando no meu apartamento, e sei que isso soaria mais como algo que um assassino diria, mas você pode ficar lá. Pense que seria como se tivesse achado alguém para dividir o aluguel, mas claro, sem a parte do aluguel. – Estava nervoso, sabia que sua proposta não parecia a mais segura que o menino ouvira, mas não queria que ele passasse por dificuldade, principalmente as que o homem já tinha passado, por culpa de adultos ignorantes.

Taehyung comprimiu os lábios, seu cérebro parecia queimar. Não havia como saber se Yoongi estava sendo sincero e não um estuprador que o mataria, mas ao mesmo tempo o mais velho não tinha dado motivos para desconfiança, se não contasse com o comportamento inicial, e o desespero de conseguir sobreviver gritava em sua mente. Não podia continuar sendo um prejuízo para os Jeon que só o ajudaram sem ao menos querer algo em troca, então após respirar fundo e olhar novamente para Suga acabou por responder.

— Eu quero.



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