História Sugar Daddy - Capítulo 28


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Categorias Como Treinar o seu Dragão
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Palavras 1.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus pudinzinhos 🍮

Mais um capítulo para vocês.

Espero que gostem.

Boa leitura 🍮 💟

Capítulo 28 - E se...?


"Say you'll remember me

(Diga que se lembrará de mim) 

Standing in a nice dress

(Ali, em um belo vestido) 

Staring at the sun set, babe

(Encarando o pôr do sol, querido) 

Red lips and rosy cheeks

(Lábios vermelhos e bochechas rosadas) 

Say you'll see me again

(Diga que me verá de novo) 

Even if it's just in your

(Mesmo que apenas nos seus) 

Wildest dreams

(Sonhos mais loucos)"

-Wildest Dreams, Taylos Swift.


-Astrid! - A voz era distante, vindo de alguns lances de escada acima, mas Astrid reconheceria em qualquer lugar. Suas lágrimas desciam mais lentamente e ela ficou alerta a qualquer movimento nas escadas. Ficou de pé com a água atingindo seus joelhos e tremeu pelo frio.

-Soluço! - Sua voz trêmula se encheu de esperança e ela não saiu do lugar esperando uma resposta que dessa vez não demorou:

-Astrid! - A voz dele ficou mais alta e ela pôde ouvir passos apressados descendo os degraus.

Com o coração aliviado, subiu os degraus correndo. Naquele momento a altura da água, as luzes piscantes, o frio cortante ou o chão escorregadio não importavam mais. Os dois se encontraram nas escadas do segundo andar e Astrid foi capaz de respirar finalmente ao sentir os braços dele a envolver em um abraço forte. Soluço a afastou apenas o suficiente para segurar o rosto dela entre as mãos.

-O que você está fazendo aqui? O navio está afundando, sua maluca! - Ele dizia enchendo o rosto dela com beijos a cada palavra que dizia. Soluço queria chorar e rir ao mesmo tempo de alegria e alívio, mas Soluço Haddock jamais diria aquilo em voz alta.

-Eu estava te procurando, pensei que estivesse morto! - O rosto de Soluço já doía com o sorriso enorme do qual não conseguia se desfazer, os dois não tinham muito tempo para sair do navio, mas sem conseguir evitar, Soluço se inclinou e capturou os lábios dela em um terno beijo rápido.

-Vamos, não temos tempo. - Soluço os apressou. Suas mãos soltaram o rosto dela e Soluço deixou que ela subisse as escadas primeiro.

As luzes ainda piscavam e podiam ouvir o barulho da enxurrada furiosa que invadia o navio e varria tudo o que encontrava pela frente. Astrid escorregou uma ou duas vezes enquanto subia as escadas e era difícil de ver os degraus com as luzes piscando a uma frequência desnorteante. Estavam nas escadas do terceiro andar quando o navio abruptamente balançou, quase os jogando para trás em direção à morte certa - seja por baterem a cabeça no concreto ou por caírem na água glacial -, as luzes se apagaram os deixando na escuridão total.

-Soluço? - A voz de Astrid era incerta e a loira temia ficar mais uma vez sem resposta.

-Continue subindo, estou logo atrás de você. - Ele respondeu, Astrid não tinha tanta certeza, mas não tinham tempo para discussões.

Subir as escadas era ainda mais difícil, não sabia onde estavam os degraus, então frequentemente tropeçava. Seus pés molhados e descalços a fazia escorregar com facilidade e a inclinação do navio os puxando para baixo dificultava tudo mais ainda, mesmo assim, Astrid se manteve atenta aos passos do namorado atrás de si, se ele parasse de se mover, ela saberia.

Os degraus acabaram e Astrid tateou a parede até encontrar a porta que levava ao convés. A porta era pesada, mas Astrid conseguiu abrir sem problemas, a saída era logo atrás da torre de comando da tripulação, as luzes do navio estavam todas apagadas e os membros da tripulação precisavam usar lanternas para sinalizar onde estavam e Soluço entrelaçou os dedos com os dela, a puxando em direção ao membro da tripulação mais próximo. O convés estava notavelmente mais calmo com a maioria das pessoas já seguras em botes na água, a inclinação vertical do navio tornava difícil de andar em linha reta, mas não precisavam se preocupar em esbarrar nas pessoas e os móveis do convés ainda estavam presos ao chão - por mais que Soluço pudesse ouvir as vigas do piso de madeira começarem a estalar e o barulho fizesse um frio percorrer sua espinha - e não demoraram a chegar no bote. O bote estava quase cheio, logo seria colocado na água, e Soluço notou apenas um lugar vazio.

-Entre no bote. - Sua voz saiu firme e estava claro que Soluço não estava pedindo, mas sim mandando que Astrid entrasse no barco.

-Soluço - ela começou, mas ele logo impediu que continuasse:

-Eu não vou discutir com você, Astrid, entre no bote. - Ele disse mais teimosamente, soltou a mão dela e não esperou uma resposta antes de se afastar em direção a outro bote.

O coração de Astrid se apertou mais uma vez ao vê-lo partir, mas entrou no maldito bote e enquanto o barco era colocado na água por longas correntes, se perguntou se aquele seria o fim. E se Soluço não chegasse em um bote a tempo? E se o bote dele virasse e ele morresse congelado? E se o bote dela virasse e ela morresse congelada? Todos esses cenários eram terríveis, mas Astrid se recusou a derramar mais lágrimas - duvidava até mesmo que ainda tivesse lágrimas para derramar - e ao invés disso se encolheu em seu lugar e fez o que pôde para afastar as terríveis paranóias de sua cabeça.

Estavam em alto mar, mas Astrid sabia que navegavam em direção ao porto de Histeria, que era mais perto. Longas horas já tinham se passado quando a marinha de Histeria os encontrou e um por um passageiros e tripulantes do Fúria de Thor embarcavam no navio militar. Os primeiros raios de sol apareciam no horizonte quando os pés de Astrid trocaram o frio convés do navio e seus olhos procuravam depressa, desesperados, por qualquer sinal do empresário arrogante a quem - agora se dava conta - tanto amava.

Dessa vez não demorou a encontrá-lo e seu rosto se iluminou com um enorme sorriso quando seus olhos se encontraram mesmo com metade do navio entre eles. Os dois avançaram, esbarrando em outras pessoas no Convés lotado, murmurando pedidos de desculpa genéricos querendo apenas diminuir a distância entre eles o mais rápido possível.

O caminho parecia interminável e tortuoso e quando finalmente o espaço entre eles diminuiu o suficiente, Soluço a puxou para um beijo intenso e apaixonado. De nada importava todo o barulho ou as pessoas em volta, nem mesmo o leve balanço do navio que seguia em direção ao porto. Astrid tinha as mãos nos ombros dele, subindo lentamente até passarem pelo pescoço e por fim chegarem aos cabelos castanhos que Astrid bagunçou mais ainda. Soluço tinha um dos braços ao redor da cintura dela e uma das mãos a segurando pela nuca, não havia espaço algum entre eles e Soluço era capaz de ouvir as altas batidas do próprio coração em seus ouvidos.

O beijo acabou rápido demais e os dois se separaram ofegantes, Soluço precisou de todo o autocontrole que tinha para não ignorar seus pulmões que gritavam por oxigênio e beijá-la outra vez, queria fazê-la entender por seus beijos o quanto a queria e precisava dela por perto. Mas se afastou. Seus olhos verdes se encontraram com os olhos azuis que tanto tinha sentido falta e percebeu que os olhos dela estavam inchados e avermelhados, seu coração se quebrou ao meio apenas ao imagina-la chorando e assustada e o braço que ainda a segurava pela cintura a apertou um pouco mais contra si.

Naquele momento, em apenas um segundo, Soluço tomou a maior decisão de sua vida. 


Notas Finais


Então gostaram?
Comentem expectativas.


See ya 😘


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