História Sugar Daddy - Capítulo 29


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Categorias Como Treinar o seu Dragão
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Palavras 1.802
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus pudinzinhos 🍮

Mais um capítulo para vocês.

Espero que gostem.

Boa leitura 🍮 💟

Capítulo 29 - Três palavras


Andar por Histeria era mais complicado do que parecia, a notícia do naufrágio se espalhou depressa e dezenas de repórteres e fotógrafos esperavam no porto. Escapar dos fotógrafos foi complicado e o casal precisou se esconder em uma lojinha perto do cais - onde Astrid precisou comprar sapatos novos, já que estava descalça e tinham perdido tudo no naufrágio, por sorte Soluço sempre tinha um cartão de crédito de emergência com ele - até que a multidão se esvaisse e pudessem sair com tranquilidade.

O sol brilhava na manhã em Histeria, mas não tinham energia para admirar a ilha ou aproveitar o dia de verão, estavam física e mentalmente esgotados e precisavam de um lugar para descansar antes de voltarem para Berk. Para o azar de Soluço o lugar mais próximo era uma pousada de no máximo duas estrelas que costumava abrigar alguns pescadores ou funcionários do cais de vez em quando, mas até mesmo Soluço estava cansado demais para andar até o centro da cidade e procurar por um hotel descente.

-Soluço e Astrid Haddock. - Disse o empresário para a mulher atrás do balcão fazendo a reserva do quarto. Ele esperou que ela escrevesse todas as informações em um caderno e pegou a chave quando ela o entregou.

De mãos dadas o casal seguiu procurando o quarto, já que a numeração do lugar parecia não fazer sentido algum. Quando finalmente encontraram Soluço abriu a porta e Astrid entrou primeiro. O quarto era pequeno, com apenas uma cama king size, uma mesa de cabeceira e um minúsculo banheiro, as paredes eram azuis e os lençóis eram de algodão. Astrid se sentou na cama, que rangeu, para retirar os sapatos e Soluço trancou novamente a porta.

-Me desculpe por nos colocar nessa situação. - Astrid ergueu o olhar e não soube dizer se Soluço estava apenas exausto ou se o empresário se sentia tão derrotado quanto parecia.

-Você não sabia o que ia acontecer, Soluço. - Soluço deixou a chave do quarto na mesa de cabeceira e seu olhar evitou o da loira.

-Mesmo assim, a ideia foi minha, eu deveria ter levado em conta os riscos e as possibilidades ao invés de agir como... - ele fez uma pausa, titubeando ao tentar achar a palavra certa e passando as mãos pelos cabelos em agitação. Astrid o olhava com atenção tentando descobrir como agir em uma situação tão atípica quanto aquela. - Como um adolescente tentando impressionar uma namoradinha. - Disse revirando os olhos. Astrid sorriu, se levantou e se aproximou de Soluço, segurando o rosto do empresário entre as mãos o obrigando a olha-la nos olhos.

-Soluço, nada do que aconteceu foi sua culpa, é impossível alguém prever uma coisa dessas. - A voz dela era calma, tentando tranquiliza-lo e conseguia. -Mas da próxima vez, por favor, vamos ficar bem longe do oceano. - Seu tom era bem humorado e Soluço sorriu por um instante. Ficando na ponta dos pés, Astrid fechou completamente o espaço entre seus lábios e Soluço retribuiu o beijo com tamanha paixão que por um momento a pegou desprevenida, mas logo os dois eram uma enorme confusão de membros e sons ao caírem na cama.

A sala de aula estava quieta, o que era raridade, principalmente logo depois da volta às aulas. Batidas na porta interromperam a concentração - ou falta dela - de alguns alunos e a professora se levantou de seu lugar para abrir a porta. Ela trocou sussurros com alguém do outro lado antes de se afastar e se virar para a classe.

-Camicazi, - chamou a professora atraindo a atenção da garota - por favor, arrume suas coisas e vá para a direção. - Ela pediu e Camicazi franziu a testa. O que alguém da direção queria com ela? Não tinha feito nada!

-Mas eu ainda não terminei a atividade. - Argumentou, se lembrando muito bem que a professora tinha repetido mais de uma vez que apenas aceitaria aquela atividade em particular até o fim do período.

-Não se preocupe, pode ir. - A resposta da professora foi uma surpresa para a classe que estava tão acostumada com a figura severa e irredutível da mulher. Camicazi não questionou mais e arrumou os materiais como foi dito. Pegou suas coisas e saiu da sala acompanhando um coordenador até a direção.

Durante o caminho pelos corredores tentou se lembrar de algo que pudesse ter feito, mas não conseguia se lembrar de nada. Ela e Merida não faziam muito além de conversar durante o tempo livre e Camicazi não era o tipo de aluna que interrompia a aula ou fazia gracinhas - imagine só como seria se Astrid fosse chamada na escola por problemas de comportamento da irmã, a escola inteira descobriria seu parentesco e Camicazi ficaria de castigo para o resto da vida! Ao chegar na área onde ficava a sala da diretora, Camicazi franziu a testa ao ver o pai sentado em uma das cadeiras de espera.

-Pai? - Sua confusão era evidente em seu tom de voz. Michael se levantou parecendo agitado o que apenas confundiu ainda mais a garota. - Aconteceu alguma coisa?

-Vamos, em casa conversamos. - Foi a única resposta que Michael lhe deu enquanto colocava uma das mãos em um dos ombros da menina e a guiava para fora do prédio. Camicazi não fez perguntas embora tivesse muitas e acompanhou o pai até o carro onde o motorista os esperava.

O caminho até os Vales de Odin foi curto e silencioso e durante todo o percurso de poucos minutos Camicazi se perguntou qual era o motivo de tudo aquilo. E se a mãe tivesse fugido do hospital psiquiátrico? Seu estômago dava um nó só de imaginar. Chegaram na casa e Camicazi quis se encolher ao ver na sala de visitas Heather e o pai de Soluço - o qual ela conhecia apenas por fotos ou pinturas -, mas permaneceu de cabeça erguida, alguma coisa estava acontecendo e alguém naquela sala a daria respostas por bem ou por mal!

-O que está acontecendo? - Sua voz foi firme e Heather se levantou do sofá onde estava sentada. A morena se aproximou da garota e a fez se sentar no sofá com ela.

-Cami, - a voz de Heather era tranquila e chegava a ser reconfortante, mas de quê queriam conforta-la? - hoje de manhã recebemos a notícia de que o cruzeiro em que o Soluço e a Astrid estavam naufragou em alto mar e nós ainda não temos notícias.

Camicazi sentiu todo o chão aos seus pés desaparecer e foi capaz de ouvir o próprio coração se despedaçar com a notícia. Seus olhos se encheram de lágrimas e Heather a envolveu em um abraço apertado. Na imensa sala de visitas reinou o silêncio, a única coisa ouvida por toda a mansão eram os soluços desesperados de Camicazi.

O quarto estava quente e úmido, as respirações ofegantes eram as únicas coisas ouvidas. Soluço levou uma das mãos aos cabelos de Astrid molhados de suor e a trouxe para baixo para um último beijo molhado e desajeitado. Ao se separarem, Astrid saiu de cima dele, caindo desajeitadamente ao lado do empresário, estavam exaustos e com cores por todo o corpo e definitivamente precisavam descansar se quisessem voltar para Berk ainda naquela noite.

Soluço se virou na cama, ficando de lado para conseguir olha-la nos olhos, Astrid sustentou o olhar dele e naquele momento de paz e conforto entre os dois Soluço foi capaz de analizar com clareza tudo o que tinha acontecido nas últimas horas e como pensou que preferiria afundar com o navio se algo acontecesse à ela. Olhando no fundo dos olhos dela, se perdendo em seus olhos azuis, Soluço finalmente admitiu:

-Eu te amo. - Disse em voz alta. As três palavras pegou Astrid de surpresa e por um momento ela ficou em silêncio. Mas logo seus lábios voltaram a formar um sorriso.

-Eu também te amo. - Soluço retribuiu o sorriso e os dois voltaram a ficar em um silêncio confortável por longos minutos, Astrid fechou os olhos, mas voltou a abri-los quando Soluço se moveu para sair da cama. - Onde vai?

-Arranjar um telefone, - respondeu pegando as roupas do chão e se vestindo novamente - vou ligar para Berk e avisar que estamos bem.

-Vou com você. - Ela disse já afastando os lençóis, Soluço pensou em recusar, em dizer para que ela ficasse para descansar, mas da última vez que a deixou temeu perde-la.

Astrid se vestiu e os dois saíram juntos do quarto. A pousada não tinha um telefone, então precisaram caminhar até uma lojinha não muito distante. O dono da pequena loja estava feliz em ajudar o casal e Astrid vagou pelo lugar observando prateleiras enquanto Soluço usava o telefone. O empresário mal tinha colocado o telefone no ouvido quando alguém atendeu.

-Casa Haddock. - Soluço franziu o cenho ao reconhecer a voz do pai.

-Pai? O que está fazendo aí? - Perguntou confuso, já que Estoico não costumava sair muito de casa, ainda mais para visitar a mansão Haddock.

-Soluço! Graças a Thor! - A voz de Estoico era alta, fazendo Soluço ter que afastar o aparelho por causa da dor se cabeça causada pelo cansaço. - O que aconteceu? Onde você está? Está tudo bem? - Estoico fazia muitas perguntas ao mesmo tempo e Soluço sorriu ao saber que o pai, mesmo que não demonstrasse, ainda se preocupava com ele.

-Está tudo bem, pai, Astrid e eu estamos em Histeria e vamos pegar o primeiro avião que conseguirmos de volta para Berk. - Explicou, pôde ouvir vozes abafadas ao fundo e esperou por uma resposta.

-Soluço! - Veio a voz de Camicazi.

-Cami! Como você está? - Perguntou com um sorriso no rosto sendo capaz de imaginar a pré adolescente revirando os olhos.

-Como eu estou? Você está falando sério? - A voz da garota era indignada, mas se tornou chorosa à medida que falava e o sorriso de Soluço desapareceu. Ela continuava falando, mas Soluço não entendia uma palavra sequer.

-Cami, se acalme! - Exclamou Soluço exasperado. Astrid estava ao lado dele o olhando com preocupação, mas ele a segurou pela mão, silenciosamente a dizendo que não precisava se preocupar. - Ouça, Astrid e su estamos bem e estaremos em casa logo, está bem? - Ele tentou ser o mais reconfortante que conseguia, mas Soluço não costumava consolar as pessoas. Ele era o tipo de pessoa que não sabe como agir quando as pessoas não estão bem, talvez por ele próprio não saber como agir quando não está bem, mas isso é assunto para outra ocasião.

Os dois trocaram mais algumas poucas palavras antes de se despedirem. Soluço devolveu o telefone para o dono da loja e agradeceu pelo empréstimo e ainda de mãos dadas o casal fez o caminho de volta para a pousada para finalmente descansarem um pouco. 


Notas Finais


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See ya 😘


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