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História Sugar Daddy (Ziall) - Capítulo 2


Escrita por: Sky_five

Notas do Autor


Oooi! Como que cês estão? Feliz páscoa pra geral! ^^
Bom, me desculpem a demora de atualização, vou tentar atualizar de 15 em 15 dias.
Enfim, espero que gostem desse capítulo que preparei com o maior carinho do mundo.
Boa leitura e até mais ^^

Capítulo 2 - Capítulo I: Primeira Vez


Fanfic / Fanfiction Sugar Daddy (Ziall) - Capítulo 2 - Capítulo I: Primeira Vez

Niall

Eu sabia que precisava fazer algo em relação a como conseguir a grana para a faculdade e não era novidade para ninguém que meu salário da lanchonete não seria o suficiente. Apesar de colocar currículo para algumas empresas e tentar trabalhar até mesmo na construção, ninguém queria aceitar um garoto recém formado do colégio e com nenhuma experiência nas áreas. E sendo bem sincero, eu precisava de muita grana e para ontem, então os trabalhos convencionais não ajudariam de imediato.

Para isso foi necessário recorrer a algo que sempre detestei: me expor... E tudo em troca de dinheiro. De início não soube muito bem como fazer isso, até pensei em me tornar digital influencer, mas isso sim seria uma exposição gigantesca e eu não levava jeito algum em frente a uma câmera. Eu quase não tirava fotos, então era meio que idiota cogitar essa possibilidade. A única alternativa que encontrei para aquele momento seria encontrar um patrocinador, daddy, padrinho... Enfim, chame do que quiser, mas eu precisaria basicamente me envolver com um cara mais velho. Isso poderia significar ser um relacionamento só de encontros ou de sexo ou ambos, mas eu estaria longe de ter de fato um romance com quem quer que fosse que eu estivesse me relacionando no momento.

Estava em meu quarto terminando de me arrumar. Já era quase 19h e eu ia me encontrar com um dos caras que conheci no aplicativo há um mês. Peguei meu celular e olhei novamente seu nome. "Steve Mayers.", falei comigo mesmo. Por mais patético que eu seja, eu realmente preciso de você, Steve. Não me deixe na mão! Respirei fundo e caminhei até a porta.

— Já estou de saída! — Avisei a família com a mão já na maçaneta pronto para abrir a porta.

— Está na hora do jantar. Aonde vai? — Pergunta papai sentado em sua poltrona de frente para a televisão.

— Preciso sair com Jessey. Estamos trabalhando em um projeto. — Menti. 

Àquela altura a última coisa que eu poderia fazer era contar a verdade. "Mãe, pai, eu saio com caras mais velho a aproximadamente um mês em troca sou bancado por eles." Com toda certeza eles surtariam! E pensar nisso me causa leves arrepios. Mas estava tudo bem, Jessey me acobertaria. Ele é meu melhor amigo e apesar de não saber que me relaciono com homens e mantenho um relacionamento sugar com eles, ele sempre encobre minhas merdas. Na cabeça dele eu saio pra transar com alguma garota qualquer ou para ir em festas. Ah, Jess, se você soubesse... Acho que nossa amizade seria abalada.

Desde que me entendo por gente eu aprendi a me relacionar apenas com o sexo oposto, mas de uns tempos pra cá descobri que também gosto de rapazes. Na real, eu gosto mais de homens do que de garotas. Isso faz de mim gay, eu suponho. Mas não tenho problema algum com isso, contanto que minha família não descubra já que eles são extremamente religiosos. Por conta disso sempre tentei esconder ao máximo a minha sexualidade deles, pelo menos até sair da casa dos meus pais. Além disso, eu tive que aguentar namorar com Abigail para manter toda a faixada. Digo aguentar porque aquilo estava longe de ser uma relação saudável. 

Eu sou alguém extremamente inexperiente com a vida se tratando de relacionamento amoroso, apesar de já ter namorado Abbie, e apesar de já tê-la beijado centenas de vezes, mas nunca fui até os finalmente nem sequer com ela por não me sentir totalmente a vontade. Não é que eu não sentisse atração por ela ou por outras mulheres, eu até sinto, mas nada daquilo era real para mim. Nunca foi!

Daqui a uma semana eu teria que entregar toda papelada preenchida para faculdade e me mudar pra lá, mas não sem dinheiro. Duro não dava para eu ir. Então pensei comigo que eu precisava estreitar rapidamente meu vínculo com Steve e conversar sobre minha mesada. Era o único jeito de conseguir solucionar esse problema da bolsa. Eu não queria recorrer a crédito estudantil. Depois ia passar os meus primeiros anos de trabalho tendo que pagar uma dívida gigantesca e isso me dá a maior dor de cabeça só em pensar.

Após aquele rápido diálogo com meu pai saí de casa e entrei em meu carro. Dirigi por uma hora até um hotel de Baltimore. Eu sabia o que ia rolar hoje. Steve queria que eu me deitasse com ele. Mas como eu poderia? Nunca tinha me envolvido intimamente com ninguém. Absolutamente ninguém! Eu sequer sabia o que fazer. Mas entendia que para ter a grana dele eu teria de fazer o que fosse necessário.

Steve é um cara de trinta e poucos anos, com mulher e filhos, mas que sentem atração por homens. Sei que não é certo o que eu faço, mas eu faço qualquer coisa pelo sonho de me tornar médico, e isso incluí sair com caras casados se necessário. Não me orgulho do que estou fazendo, mas não tenho escolha. É, não tenho.

Ele é atraente caso queiram saber, tem uma barba muito bem feita, traços bem marcantes, cabelos ruivos, algumas sardas no rosto e olhos claros. Mas apesar de ser boa pinta é muito sério e triste. Todas as vezes que nos encontramos ele quase não esboçou grandes reações e estava sempre desabafando que não aguentava mais viver essa vida de mentiras. Ele gostaria de ser quem ele é sem ser julgado, mas se o fizesse ele poderia perder tudo. Infelizmente ainda vivemos tempos difíceis onde uma parcela da sociedade ainda é preconceituosa demais. Acabaria perdendo o emprego de chefia em uma multinacional, sua posição de destaque na sociedade, sua esposa que tanto ama, mas por ser ciumenta e rancorosa provavelmente não aceitaria ser trocada por outro cara e consequente faria de tudo para afastá-lo de seus filhos. Aquilo era um pesadelo para ele, mesmo que imaginado por rápidos segundos.

Meu carro já estava estacionado e eu me encontrava sentado na mesa da ala privativa do restaurante do hotel. Estava de frente para Steve, ele falava sem parar sobre sua esposa estar pegando em seu pé, a pressão do trabalho para fechar um contrato e mais um monte de outras coisas que não estava dando muita importância. Só queria poder falar de mim, mas não queria ser indelicado. 

Pego a taça de vinho tinto e levo até a boca. Pelo menos alguma coisa ali parecia boa... A bebida. Nossos pratos chegam e eu começo a saborear minha massa. Optei por pedir uma macarronada toda pomposa já que meu almoço foi uma fatia de sanduíche de atum e coca. 

Quando finalmente ele se cala, encontrei minha deixa para introduzir o assunto sobre a mesada. Até então não tínhamos conversado sobre.

— Steve... — O chamo em um tom suave, o mesmo que estava com sua atenção voltada para seu prato ergue a cabeça para me olhar.

— Sim? — Demonstra-se interessado.

Desvio o olhar para baixo. Detestava a ideia de depender de alguém e ficar pedindo as coisas. Não gostava de fazer isso nem com meus pais, me sentia muito desconfortável.

— Pode falar, Niall. — Abriu um sorriso amistoso, me deixando mais a vontade para introduzir o assunto.

— Bom... — Pigarreei — Achei esse vinho maravilhoso. Muito bom! — Esbocei um sorriso amarelo.

Eu literalmente amarelei. Não tive coragem após vê-lo sorrir de um jeito simpático para mim. Mas quando estivermos mais a sós eu falo a respeito da mesada com ele!

— Gostou?

— Sim. — Sorri.

Ele retribuiu o sorriso.

— Que bom. É um dos meus preferidos.

Após o jantar nos encaminhamos para o quarto onde ficaríamos hospedados. Fomos de elevador até o quinto andar de elevador, chegando lá ele retirou a chave do bolso e e abriu a porta.

Era uma suíte com uma decoração muito sofisticada, com uma vista muito bonita. Era um lugar que eu jamais pensei que colocaria os pés antes de me tornar um doutor. Aquilo fugia completamente de meus planos.

Steve retira seu paletó e coloca pendurado, então se senta na cama e afrouxa a gravata, em seguida desabotoa um pouco de sua camisa social branca e por fim retira seus sapatos e meias. Fiquei de pé o observando e pensando que ainda dava tempo de desistir de tudo, mas meu sonho falava muito mais alto. Seria um sacrifício que no fim teria valido a pena.

— Senta aqui, Niall. — Afofou o espaço ao seu lado na cama enquanto falava. 

Com um pouco de hesitação fui caminhando me achegando mais perto dele e então me sentei.

— Vamos lá, chega mais perto! Eu não mordo... Só se você quiser! — Riu de um jeito até que sensual.

Me aproximei mais um pouco, então ele colocou a mão em meu ombro me empurrando para deitar na cama, assim fiz. Com medo, mas fiz. Steve se esgueira para cima de mim e então beija meu pescoço enquanto tira minha camisa. Ele pega na minha mão e a leva até seu membro que agora estava ereto. Engulo a seco e ele beija meu rosto. Eu já tinha entendido que era pra eu massageá-lo lá embaixo, apenas fiz. Sem que eu percebesse ele estava com o pau para fora e eu o acariciava, ele por outro lado, havia introduzido dois dedos em mim me fazendo gemer. Aquilo me parecia estranho e um pouco desconfortável e não era pelo ato em si, mas era por ser com ele. Sentia que havia algo de muito errado rolando. Meu corpo não estava se agradando.

Naquele momento ele começa a se despir aos poucos conforme me acaricia de um jeito mais ousado. Mas não o bastante ele também me induz a tirar a minha roupa e a joga no chão em um único arremesso. Eu até olho para o lado para ver onde caíram caso eu decida sair dali, mas sinto sua mão em meu queixo me fazendo olhar novamente para ele. Ele estava por cima, eu estava literalmente encurralado!

Steve percebe meu incômodo e passa a língua em minha orelha descendo pelo meu pescoço e seguindo até lá embaixo. Ele abre minhas pernas bruscamente e começa a chupar meu cuzinho. Aquilo ainda não estava bom, mas para não ficar mais estranho finjo gostar soltando alguns gemidos. Ele introduz os dedos novamente, mas para depois de uns segundos, então se um aviso ele mete seu pau com toda e dá um gemido, eu deixo escapar um grito abafado. Aquele parecia estar me rasgando! Ele não foi com cuidado, nem sabia que há cinco segundos atrás ainda era virgem. Com o tempo Steve aumenta a intensidade das estocadas.

— Para... Para, por favor! Está doendo... — Supliquei contendo as lágrimas.

Ele faz "shiii" para mim tapando minha boca e continua socando cada vez mais forte. Steve é um cara forte e maior que eu, não dava para sair dali naquela posição que me encontrava. Com uma certa velocidade ele me vira para ficar de quatro para ele. Ele continua metendo em mim, pressionando meu rosto contra os lençóis. Eu não estava curtindo aquele momento, mas tive de aguentar, pois ele estava longe de parar e eu precisava do dinheiro.

Cedo ou tarde a nossa relação caminharia para isso, então era melhor eu engolir o choro e só tentar aprender a lidar com aquilo tudo nesse exato momento. Mesmo que eu tivesse me guardado todo esse tempo para alguém especial e mesmo que eu quisesse muito que a minha primeira vez fosse especial, estava tudo acabado e eu precisava aceitar o quanto antes para não sofrer mais.

— Está gostando? Em? — Dava tapas em minha bunda enquanto perguntava — Eu vou... Go-zar! Aaanh! — Steve solta um gemido agudo.

Sinto o líquido quente invadir minha intimidade e ele retirando seu membro de dentro após gozar. Aquilo era transar?, perguntei a mim mesmo. Era como estar num abatedouro. Não é nada legal! 

Ele se joga para o outro lado livre da cama, vira o pescoço me olhando com um sorriso de satisfação, e diz:

— Você gostou? — Acaricia meu rosto.

— Uhum. — Forcei um sorriso. 

Menti porque não era fácil. Sentia minhas partes íntimas doloridas e a porra dele escorrendo. Naquele momento me senti nojento. Tudo que eu precisava era de um banho e sair dali! Respirei fundo e então me levantei ficando novamente sentado na cama.

— Niall.

— Sim? — Digo num tom baixo, mas audível enquanto o olho por cima dos ombros.

— Está tudo bem? — Com uma de suas mãos ele alisa minhas costas. Me arrepio todo.

— S-sim. — Respondo em meio a um suspiro — Vou tomar um banho! 

— Ah sim, claro! Vamos juntos! — Ele ameaça a levantar, mas eu o interrompo.

— NÃO! — Grito, e ele se assusta — Bem, eu prefiro ir sozinho para relaxar mais.

— Ok. — Lança um olhar suspeito — Tem certeza que está tudo bem?

— Sim, tá tudo bem, Steve.

Para que sua desconfiança passasse um pouco, viro para ele já me inclinando e o selando os lábios. Isso também foi desagradável de fazer.

Entro no banheiro, encho a banheira e adentro na mesma, daí começo a chorar desesperadamente. Aquilo tudo estava tão errado. Me encolho na banheira e me aperto num ato de me punir pelo que fiz a mim mesmo. Céus, Niall! O que está fazendo consigo? Preciso mesmo destruir minha integridade só por causa de um sonho? Um sonho que agora começo a pensar que é até besta.

Chego a cogitar na possibilidade em desinstalar o aplicativo, mas estava muito longe do celular então deixei para outro momento.

 

Uma semana depois...

 

Depois daquele dia resolvi bloquear Steve de todos os lugares possíveis e fingir que aquilo não aconteceu. Mas eu não desinstalei o aplicativo. Quando estava prestes a fazer, eu recebi uma mensagem de um cara chamado Zack. Apesar de suas fotos estarem meio escuras e não mostrarem muito o rosto, na realidade mostrava dos lábios para baixo, ainda foi possível ver algumas tatuagens e sua aparência extremamente bonita e sexy. Fiquei intrigado por conta da idade. O que ele fazia aqui nesse aplicativo? Tem o mundo aos seus pés, ainda mais com essa idade por ser mais experiente do que os babys por aqui – assim como eu.

Zack: Oi.

Niall: Olá! Como vai?

Fiquei aguardando sua resposta, porém o mesmo custou a responder.

Zack: Estou bem e vc?


Notas Finais


Agora que chegamos aqui peço que comentem e favoritem, por favor!
Obs.: mais tarde estarei atualizando ST!
Bjos, até mais. ^^


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