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História Sugar Match - Capítulo 3


Escrita por: e Minbebe


Notas do Autor


Olá, meus amores!!!

Antes de qualquer, gostaria de me desculpar com vocês pelo atraso. Como já devem ter percebido, eu tenho outras fanfics em aberto e infelizmente às vezes a criatividade resolve desaparecer.
"Mas poxa, você postou oneshots nesse meio tempo". Exatamente, mas o bloqueio pode ser em uma história em específico, como aconteceu nesse caso.
Espero que entendam, ok?
Tenham uma boa leitura!!!

Capítulo 3 - Namorados


Fanfic / Fanfiction Sugar Match - Capítulo 3 - Namorados

Jooheon e Changkyun estavam representando dois lados extremos. No banco de trás do luxuoso carro que era guiado pelo jovem motorista Hansol, ômega e alfa dividiam sentimentos distintos. Enquanto o rapaz mais novo parecia preso no próprio mundo, encantado pela riqueza do veículo, o maior não havia parado de resmungar desde que saíram da empresa... Um tempo que foi razoavelmente grande.

Após a revelação do prostituto a respeito da marca, discutiram sobre diversos pontos envolta da família Lee e assinaram duas vias de um contrato que Hyungwon elaborou em uma velocidade impecável. Por fim, feita a parte burocrática, seguiram para o apartamento alugado de Changkyun, para que o mesmo buscasse alguns itens pessoais.

Apesar de não terem ficado na aconchegante residência durante tantos minutos, o período curto foi o suficiente para que Jooheon percebesse o quanto o garoto era caprichoso com a limpeza local. Aquela constatação melhorou razoavelmente o humor do herdeiro, já que ao menos não precisaria de conviver com alguém sem higiene.

- Por mim não tem problema que você diga que é por conveniência. - Changkyun comentou pela terceira vez dentro de trinta minutos, arrancando um suspiro desgostoso do outro.

- Claro, minha família vai amar saber que o filho caçula anda transando com prostitutos de luxo. - Bufou e viu o mais novo revirar os olhos. Não se preocupava com Hansol escutando, pois o mesmo era um amigo para si. - Por falar em transar... - Em um flash de memória pela palavra, resolveu perguntar para garantir ao menos um pouco de paz: - A gente usou camisinha, não é?

O ômega arregalou os olhos pelo questionamento, mal sabendo disfarçar a surpresa. Por mais que tomasse anticoncepcionais periodicamente, usar preservativos costumava ser a primeira coisa que se lembrava de fazer nas sessões com os clientes. 

- Me responde! - Se segurou para não usar a voz de comando.

- E-Eu não sei. - Engoliu em seco ao que o alfa cerrou os próprios punhos. - Eu não me lembro. - Foi sincero, pois no período do cio era seu lobo quem guiava seu corpo, não deixando memórias para o humano dentro de si.

- Como assim, você não se lembra? - Franziu o cenho, aproximando seu rosto. - Quem estava no cio era eu e você diz que não se lembra?

- Eu não vou engravidar, eu tomo remédio. - Disse mesmo sem ter tanta certeza daquilo. De uma forma ou de outra, não dividiria com o alfa a responsabilidade de uma possível criança fruto de um erro seu. - Se acalma, eu juro que 'tô sendo sincero. Você 'tá machucando meu lobo com esse nervosismo. - Tocou na marca por cima da camisa antes de se encolher no estofado.

Jooheon respirou fundo enquanto olhava nos olhos do ruivo, constatando um misto de medo e sinceridade ali. Tentaria acreditar nas palavras do menor, pois caso contrário sequer conseguiria dormir durante a noite.

O clima tenso seguiu até que chegassem à mansão da família Lee, e pela presença dos outros carros na garagem, puderam constatar que não estariam sozinhos ali.

- Uau, parece a mansão do Kim Tan. - Changkyun estava embasbacado com a beleza externa do local, que tinha um jardim bem cuidado e florido em volta da passarela que levava à porta principal.

O lúpus analisou brevemente a boca entreaberta e a empolgação um tanto quanto infantil do menor, se perguntando quantas faces este lhe mostraria dentro dos trinta dias. Não demorou muito a entrar na mansão - deixando seu par de sapatos sociais no tapete de boas vindas - e sendo seguido pelo ômega.

O jovem Im se perguntou se estava no paraíso. Seus brilhavam enquanto admiravam a imensidão da residência, que era ainda mais luxuosa por dentro do que por fora. Sua curiosidade não se esqueceu de nenhum detalhe sequer, observando desde os cristais do lustre até os quadros renascentistas.

Quando pensou ter visto o suficiente da sala de visitas, a atenção do garoto foi até algumas vozes masculinas que aparentemente vinham do cômodo ao lado.

- Eu te avisei que o Yixing não era flor que se cheire, Kihyun.

Jooheon tensionou ao ouvir Minhyuk dizer, pois aparentemente o loirinho estava próximo dali.

- Jooheon, quem é esse? - Kihyun foi quem perguntou, parando ao lado dos dois mais novos e sendo imitado pelo irmão do meio.

Changkyun não deixou de analisar os dois rapazes, pois seu lado observador se fazia presente. O ômega acastanhado possuía um par de olhos vermelhos, provavelmente por causa de um choro recente, e o corpo miúdo era coberto por roupas típicas de um mauricinho: camisa gola pólo, bermuda na altura do joelho e um casaco de lã jogado sobre os ombros. Já o rapaz mais alto, que também o encarava da cabeça aos pés, trajava uma saia rodada lilás e uma blusa de algodão de mangas longas, além de uma coroa de flores enfeitando os fios claros.

- 'Tá tudo bem, hyung? - O lúpus se preocupou com o irmão mais velho, que assentiu enquanto murmurava que depois contaria.

- Desembucha, Lee Jooheon. - Minhyuk cruzou os braços em frente ao peito e questionou.

- Nós somos namorados. - Changkyun quem respondeu, percebendo que seria difícil para o lúpus mentir para os mais velhos. Notou um olhar desconfiado do loirinho e logo juntou a mão de Jooheon à sua, entrelaçando os dedos aos dele e reforçando a afirmação.

- Eu ouvi a palavra "namorados"? - Os três filhos observaram os pais surgirem na sala, com o menor entre os dois parecendo empolgado demais por causa de uma simples palavra.

- Você 'tá namorando, filho? - Jaehyun perguntou, sorrindo com as covinhas e permitindo que o Im analisasse a semelhança dele com o lúpus.

- Ele é lindo, Honey! - Taeyong apertou a bochecha do caçula e admirou o desconhecido, que concluiu, após analisar os mais velhos, o porquê dos três garotos serem tão bonitos.

- Por que ele 'tá com uma mala, Jooheon? - A voz quebrada de Kihyun chamou a atenção dos pais. - 'Tá tudo bem, appas, foi só mais uma desilusão amorosa. - Foi sincero, não demorando a sentir o omma se aproximando e os braços finos lhe abraçando pelas costas.

Infelizmente o motivo do choro do herdeiro acastanhado era um tanto quanto comum para os familiares, pois Yixing se tratava do sexto namoro mal sucedido do rapaz. E, bem, Kihyun já havia namorado seis vezes. Os términos se davam por causas diversas: traição, ciúme excessivo e até mesmo a descoberta de que a outra parte estava interessada apenas em dinheiro. O chinês Zhang foi classificado nesta última opção.

- Por que a mala, filho? - Jaehyun quem perguntou, intercalando o olhar entre a mala roxa de rodinhas e os jovens de mãos dadas.

- Eu fui marcado e agora vamos morar juntos. - Changkyun sorriu meigo ao dizer, ocasionando nas seguintes reações:

Jooheon corou completamente o rosto pelo misto de nervosismo e medo de ser pego na mentira;

Kihyun e Jaehyun arregalaram os olhos e ficaram travados;

Minhyuk parecia um tanto quanto decepcionado com o caçula;

E Taeyong... Depois de sentir a pressão baixar abruptamente, Taeyong desmaiou.

[...]

Trupe dos marombas e o e-boy

Kyunnie [10:53 P.M.]:

Hyungs

Nunu [10:53 P.M.]:

Apareceu a margarida

Mas me fala, como foi com o lúpus?

Aliás, depois preciso ter uma conversa séria com esse cara

Onde já se viu marcar o filho dos outros assim?

Kyunnie [10:55 P.M.]:

Foi tranquilo

Quer dizer, o omma dele só desmaiou qdo soube da notícia

Mas nada demais

Seokkie [10:56 P.M.]:

Ah, claro

NADA DEMAIS

Eu trabalho com detalhes Im Changkyun

Kyunnie [10:58 P.M.]:

Ele tem 2 irmãos

Um deles é um amorzinho, Kihyun o nome

O outro, Minhyuk, parece ter a personalidade difícil

Apesar do susto, os pais dele me trataram muito bem

Tive a impressão que por ele ser um lúpus, eles já esperavam um comportamento impulsivo em algum momento

Nunu [11:01 P.M.]:

E ele? Como tá te tratando?

Kyunnie [11:01 P.M.]:

Ele não esconde que desgosta da situação, mas nd que eu não possa superar

Seokkie [11:02 P.M.]:

Mas e sua marca? Vc precisa ao menos de um pouco de carinho dele

Vcs vão dormir juntos?

Kyunnie [11:03 P.M.]:

Vai rolar sou eu no quarto de hóspedes e ele no dele

E hyung, eu não posso comprar sentimentos

Desligou a internet antes que surgissem mais mensagens, encarando o teto esbranquiçado durante alguns segundos. Por mais que já fosse tarde, não conseguiria fechar os olhos tão cedo, pois a marca estava deixando-o inquieto. Além do incômodo de um lobo carente por seu alfa, sentia claramente o nervosismo de Jooheon ali, apesar de o mesmo estar em um quarto no fim do corredor.

O ômega resmungou e se virou de bruços, ponderando em descer para a sala ao escutar a televisão ligada. Reconheceu a voz do ator alguns poucos minutos depois, anotando mentalmente que não poderia perder um episódio sequer de O Encontro, o dorama de romance que o fazia suspirar por Park Bo Gum a cada segundo.

Arrastando os pés calçados por um par fofo de pantufas cinzas, chegou até o cômodo alvo e lá encontrou um Kihyun concentrado na cena do beijo entre os protagonistas, sequer parecendo o ômega choroso de horas atrás

- Finalmente!!! - Exclamaram juntos e somente neste momento o mais velho notou a outra presença ali.

- Eu escutei a voz do Bo Gum e não resisti. - Changkyun se explicou, se sentando ao lado do acastanhado ao que o mesmo bateu no estofado vazio do sofá.

- Você também gosta? - Perguntou empolgado, vendo o cunhado assentir com a cabeça. - Uau, eu pensava ser a a única pessoa que gosta desse dorama. Sério, qual o problema das pessoas com um romance meloso?

- E, cara, é Park Bo Gum ali. Eu assistiria até se ele estivesse 1 hora parado olhando pra câmera!!! - Afirmou e arrancou uma risada do outro ômega.

- Eu estou curioso a respeito de algumas coisas sobre seu relacionamento com meu irmão. - Disse enquanto a risada morria aos poucos.

Todo o conhecimento que tinha sobre o recente namoro do irmão, era o dito por Changkyun no jantar de duas horas atrás: se conheceram por acaso em uma sorveteria e estavam juntos há três meses e alguns dias.

- Honey sempre foi muito reservado, até mesmo tímido quando o assunto é relacionamento. Eu não vou falar demais pra não ser invasivo, mas peço que você cuide bem dele. - Suspirou fundo. - Sabe, mesmo sendo um lúpus de quase um e oitenta de altura, ele é o bebê da casa. - Riu fraco.

- Não precisa se preocupar, hyung. - Afirmou, mesmo com a marca lhe permitindo sentir a aflição do alfa, que refletia sobre os arrependimentos em relação ao último cio.

Jooheon, deitado de bruços e abraçado a uma pelúcia de abelha que ganhou dos pais na adolescência, criava diversas dúvidas sobre os acontecimentos no quarto de motel. Teria seu lobo machucado Changkyun? Por que o garoto não se lembrava? A marca traria mais consequências?

Por causa destes e mais pensamentos, o relógio marcava duas da madrugada e seus olhos ainda não estavam pesados de sono. Se atentou ao ouvir algumas batidas tímidas na porta e murmurou um "pode entrar", já desconfiado de quem se tratava. Observou o corpo miúdo coberto por um conjunto roxo de pijama de frio, olhando nos olhos felinos antes de questionar:

- Por que não foi dormir?

- Eu 'tava maratonando dorama com Kihyun hyung e ele acabou dormindo antes do terceiro episódio. - Comentou, se aproximando da cama de casal. Foi encarado por um semblante indiferente. - Você não acha que se eu dormir no quarto de hóspedes, vão desconfiar? - O real motivo da proposta era o fato de seu ômega estar inquieto pela distância do alfa, fazendo com que a marca latejasse em uma dor incômoda.

- Você não acha que já está sendo invasivo demais? - Franziu o cenho. - Eu não vou te tratar como um namorado quando estivermos sozinhos. Nós não somos um casal.

O menor deu de ombros, ignorando a fala do herdeiro e indo de encontro à cama. Se deitou na ponta oposta ao lúpus, que olhou para si incrédulo.

- Amanhã... Na verdade hoje, eu quero ir no cinema.

- Pode ir, você sabe o caminho até o shopping. - Virou de costas para o mais novo e apertou a abelhinha entre os braços, decidido a tentar ignorar a presença do invasor para conseguir dormir.

- Vai ser nosso primeiro encontro. - Riu baixinho para si mesmo, se cobrindo com o grande edredom que também tampava o corpo forte do Lee.

Sentir o cheiro viciante do alfa fez com que seu lobo finalmente se aquietasse, dando-lhe permissão para dormir em paz pela primeira vez depois que foi marcado.


Notas Finais


Antes de qualquer coisa... Já lavou as mãos hoje, monbebe??
Se cuidem direitinho e fiquem saudáveis, ok? Caso o trabalho de vocês não permitir a quarentena, tripliquem o cuidado, por favor. Quanto mais conscientes formos, menos esse vírus irá se alastrar.

Agora sobre a fanfic:
• Tenham paciência com o Minhyuk, porque eu sei bem que nem todo mundo aceitaria um estranho aparecendo assim na sua casa e dizendo que namora seu irmão
• Jooheon não é uma má pessoa, só está confuso com a situação
• Jaeyong pais da nação

Uma única dúvida que quero plantar na cabecinha de cada um de vocês:
• Changkyun engravidou ou não??

Fiquem com a pulga atrás da orelha e até a próxima!!!


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