História SuHo (Twoshot) Série: You call me monster. - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Exo, Hentai, Máfia, Romance, Suho, Violencia
Visualizações 797
Palavras 4.075
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá fanáticos de plantão!👋

Desculpem por esses dias eu não está fazendo nenhuma postagem, aconteceram uns problemas pessoais comigo e isso acabou me abalando para escrever. Não vou dizer que estou de volta, porque nada foi resolvido aqui em casa, então quero pedir um pouco de paciência caso eu demore muito.

A última parte da do SuHo já estava uma boa parte escrita, então concluí hoje... Muito obrigada pelo carinho, pelos favoritos e por comentarem, vocês são os melhores leitores do mundo e minhas fanfics não estariam indo tão bem sem vocês.

Mas vamos ao que interessa...

Apreciem com moderação... ou não!😘

Capítulo 2 - A cor do pecado parte final.


Fanfic / Fanfiction SuHo (Twoshot) Série: You call me monster. - Capítulo 2 - A cor do pecado parte final.

Ele ainda me analisava, esperando uma resposta para a bomba que jogou no meu colo, mas eu não tinha forças para responder. Aquele homem descobriu, descobriu sobre a gravidez dela e pretendia matar o bebê.

Em todos os meus anos de vida e das atrocidades que estava vendo naquele lugar, o aborto de um inocente era a pior delas. Mordi o lábio tentando conter a vontade de chorar e matar aquele infeliz.

Seus olhos pareciam que estavam esperando uma confirmação, mas claro que jamais concordaria com um absurdo desses, era minha amiga, a pessoa que esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis.

__ Mel, você ainda está aí? _pendeu a cabeça e o encarei.

__ Não me chame de Mel! _respondi ríspida. __ Não tem esse direito e muito menos tem o direito de tirar a vida de um bebê inocente.

__ A decisão não é só minha, mulher! _novamente ele esfregou as têmporas, soltando um suspiro cansado. __ ChanYeol está descontrolado e é capaz de matar até a mãe da criança! _dei um passo para trás em choque.

__ Por que está me contando isso? _perguntei com a voz embargada.

__ Só achei que deveria saber e...

__ Eu quero voltar para o porão! _o interrompi, recebendo um olhar incrédulo. __ Me leve de volta para junto das meninas... quero que fique longe de mim! _virei de costas, abraçando meu próprio corpo, como se fosse aplacar a falta que os braços de minha mãe faziam.

__ Você é nossa advogada...

__ EU JÁ DISSE QUE QUERO VOLTAR PARA O PORÃO!! _gritei sem me importar que estava fazendo isso com uma pessoa perigosa.

SuHo deu um longo suspiro, então chamou um dos homens para me guiar até o porão, o qual segui de cabeça baixa. Era ilusão minha pensar que estar ao lado dele me sentiria segura, pelo contrário, ainda era uma prisioneira.

Meus passos eram lentos, o caminho foi silencioso, apenas com o som dos saltos no assoalho da enorme mansão, antro de perdição e cárcere. Os pensamentos iam há mil, tentando fazer algo que remediasse aquele situação, mas precisava ficar longe de JunMyeon.

A porta de aço rangeu quando o capanga abriu, me dando visão de apenas uma pessoa, a dona dos meus medos e preocupações. Ela estava sentada no chão em posição de índio, encarando os dedos das mãos.

Não tardou para que caminhasse em sua direção, tendo a porta fechando-se atrás de mim, então caí de joelhos, com lágrimas nos olhos. Estava com medo, medo pela pessoa que fazia parte da minha vida, mas ela permaneceu silenciosa, apenas enrolando um dos meus cachos em seus dedos.

Por longas horas ficamos sentadas naquele chão, sem dar uma única palavra, mas era um silêncio confortável estávamos nos comunicando através do silêncio. Nesse meio tempo imaginei como seriam nossas vidas se não tivéssemos ido aquele restaurante, se eu não tivesse esbarrado com JunMyeon.

Perdi a noção de tempo e estava quase adormecendo, quando ouvi o som da porta se abrindo. Olhei na direção da minha amiga e esta já se encontrava de pé com o braço ao redor do ventre.

Levantei jogando longe os saltos que me incomodavam e me pus na frente dela, como um escudo para qualquer coisa que fosse acontecer. Logo três silhuetas surgiram, SuHo e os dois seguranças que vi no elevador um ano antes.

O mais alto e com a cicatriz no rosto encarou ela com uma expressão entristecida, mas assim que notou que eu o observava, ficou sério e desviou os olhos de minha amiga. Encarei SuHo que soltou um suspiro, antes de menear a cabeça para que aqueles dois pegassem minha amiga.

__ Não, não podem fazer isso!! _me pus na frente dela, mas o grandão da cicatriz me afastou com força, para que o outro saísse arrastando ela pelo braço. __ Não!!! _corri na direção deles. __ Por favor JunMyeon... _agarrei o braço do moreno. __ Não façam isso, por favor! _ele retirou minha mão com delicadeza do seu braço e saiu daquele porão.

Claro que não fiquei para trás, os seguindo, já que deixaram a porta aberta, então corri, pois os passos deles eram largos comparados aos meus. Estava bem atrás e pude ver ela procurar os olhos do grandão, que andava sério, mas os lábios tremiam, me deixando confusa.

Eles caminharam por vários corredores e descendo algumas escadas, até que chegaram a uma ala semi iluminada, que mais parecia cenário de filme de terror. Uma enorme porta de aço, que era idêntica a do porão se abriu, revelando o cara baixinho que todos ali temiam e não era de se admirar, já que ele era um sádico. JunMyeon chegou a citá-lo uma vez, dizendo que esse tal de D.O tinha prazer na morte.

Esse segurava uma pequena lâmina, que logo constatei ser um bisturi, então significava que ele faria o aborto e eu assistiria. Novamente tentei intervir, mas senti um aperto ao redor do meu braço, SuHo o segurava, impedindo que fizesse qualquer coisa.

Pelo tecido da camisa larga que ela usava, era nítido a barriga de quatro meses, então seu corpo foi praticamente jogado encima de uma mesa de aço. Minhas lágrimas de desespero já desciam sem parar, enquanto via minha melhor amiga se debater em pânico.

__ Se gritar, vai ser pior! _o baixinho disse apontando o bisturi no pescoço dela, que travou. __ Ótimo! Vocês latinas me deixam irritado com essa coragem suicida. _ela tremia de medo, mas virou a cabeça na direção do cara alto.

O que há entre eles??

Me perguntei confusa, pois eram os olhos dele que ela procurava, como se esperasse que ele fosse lhe salvar a qualquer momento. Me debati tentando soltar do aperto de JunMyeon, mas ele colocou os braços envolta do meu corpo, impedindo qualquer movimento.

Estava em completa agonia, mas o desespero aumentou quando ela olhou para mim e um sorriso brotou em seus lábios. Aquilo foi um aviso, ela queria morrer, mas não viveria sem seu filho e eu não podia assistir aquilo.

__ Quero que me mate! _a voz dela ecoou naquele ambiente, fazendo o baixinho franzir o cenho.

__ Como? _olhou para ele do jeito que só ela fazia quando queria peitar alguém.

__ Se vai matar meu filho, faça o serviço completo e me mate! _neguei com a cabeça chorando. __ Se não me matar, eu mesma faço isso! _o silêncio reinou naquela sala, então ela puxou o braço do tal de D.O aproximando o bisturi próximo ao seu rosto. __ Me mata!!! _abafei um grito e em meio ao choque, JunMyeon afrouxou seu abraço, fazendo com que me soltasse.

Não queria ver aquilo e jamais impediria, então corri dali, corri para fora daquele pesadelo, como se realmente fosse possível, porque não era. As lágrimas impediram minha visão para correr, pois esbarrei em paredes diversas vezes e tropecei nos próprios pés.

Os corredores eram desconhecidos para mim, estava totalmente perdida, assustada e enxergando apenas a escuridão, um pesadelo sem fim. Imagens de um bisturi abrindo a barriga da minha amiga vieram na minha mente, fazendo com que caísse de joelhos, vomitando apenas uma água azeda.

__ Esmeralda!! _olhei para trás, apenas para pender a cabeça para o lado e apagar.

[...]

Ele analisava alguns papéis, enquanto brincava com um dos meus cachos em seus dedos, me tendo sentada no chão ao seu lado, encarando o vazio. Estávamos em seu quarto, ele sentado na poltrona e eu no chão, em total silêncio.

Não tinha forças para lutar, não tinha forças para fazer qualquer coisa, estava a mercê dele e muito drogada para manter o foco. JunMyeon conseguiu chegar no nível mais baixo da baixeza, mostrando que era realmente um monstro mau caráter.

Depois do que aconteceu naquela sala de tortura e eu fugi, fiquei totalmente fora de controle e diversas vezes tentei escapar. A solução para aquele cretino me manter na coleira, foi me drogar, drogar o tempo todo.

Não pensem que eram sedativos ou coisas parecidas, na verdade eram drogas pesadas, cocaína, heroína e êxtase. Todos os dias recebia minha dose diária para ficar calma como uma ovelhinha.

JunMyeon era um monstro, não me matava, não me jogava para os homens imundos, apenas me mantinha ali, como seu animalzinho de estimação. Quando queria uma foda, era só me mandar para cima da cama e com os efeitos das drogas, ia sem dizer nada, sendo preenchida pelo membro dele. Eu não sentia prazer, porque não podia sentir a pernas, imagine as outras coisas.

__ Esmeralda? _sua voz ecoou bem distante na minha cabeça. __ Mel? _virei a cabeça lentamente, erguendo os olhos em sua direção. __ Se sente melhor? _pisquei tentando focar o rosto dele.

Não lhe respondi, desviando o olhar e focando o nada novamente, pois tudo que eu queria era mandar aquele cretino para a p*** que o pariu, mas no meu estado era impossível. O silêncio reinou até JunMyeon levantar, seguir até sua cama e deitar nela, me deixando ali no chão.

Observei cada movimento seu, até que ele apagou a luz, deixando a escuridão invadir o quarto. Naquele momento nunca pensei que estaria em uma situação daquelas, sendo refém de um monstro, que estava me transformando em uma maldita viciada.

Na mesma noite, em seu quarto, um homem e duas mulheres foram chamados, assim aquele pequeno grupo começou a cheirar cocaína e aplicar êxtase na veia. Meus olhos encararam SuHo por um breve momento, antes de sentir a agulha no meu braço.

Um ano antes eu tinha uma visão totalmente distorcida da que estava presenciando, nos meus olhos ele era um homem centrado, educado, de boa formação, elegante, um verdadeiro príncipe. Aquele que havia me sequestrado não era o mesmo, não passava de um bandido, viciado e que levaria qualquer um para o fundo do poço.

Uma pequena fresta na janela permitiu a luz lunar invadir o cômodo, assim pude ver o rosto de JunMyeon, que serenava tranquilo, como se não estivesse destruindo a vida de alguém. Olhei ao redor, até que meus olhos pousaram na caneta de ponta fina encima da mesinha de trabalho dele.

O erro de SuHo era achar que estava tudo sob seu controle, mas não estava, a partir daquela noite não estaria mais. Pois com um pouco de dificuldades, me pus de pé, pegando a caneca, enquanto tinha os olhos fixos nele.

__ Não vai mais arruinar minha vida, seu puto! _sussurrei, dando passos cambaleantes até a cama.

Aquela era minha intenção, eu pretendia matar Kim JunMyeon, nem que morresse depois, mas aquele desgraçado iria morrer. Minha visão estava um pouco distorcida por conta das drogas, mas me aproximei, erguendo a caneta no ar.

Bem na hora que estava quase cravando o objeto no peito dele, SuHo abriu os olhos e agarrou meus braços. Devido também estar um pouco sob efeito de êxtase, ele não conseguiu ter tanta força para me empurrar.

Foi uma briga intensa, eu estava praticamente encima dele, tentando cravar a caneta em seu peito, enquanto me impedia. De repente JunMyeon rolou, caindo da cama, bem encima de mim, que bateu a cabeça no canto do criado mudo, antes de bater as costas no chão.

Estávamos com os rostos muito próximos, mas vi quando ele arregalou os olhos, então desci o olhar até minhas mãos e o sangue escorrendo nelas, mas não era o meu. A caneta cravou bem abaixo do ombro dele, que rolou gemendo de dor.

Os olhos dele estavam fixos no teto, enquanto tentava retirar o objeto do seu corpo e antes que pudesse se recuperar, fui me levantando para rastejar para longe dali. Ouvia os gemidos e xingamentos de SuHo, mas usando as últimas forças que tinha, rastejei até a porta, que consegui abrir com esforço. Tudo que mais queria era sair daquele lugar, fugir do meu carcereiro.

Mesmo cambaleando, tentei correr pelos enormes corredores daquela mansão, tateando as paredes, devido a tontura e vertigens. Minha visão começou a ficar turva, o caminho torto, ao ponto de cair de joelhos, mas logo me ergui tentando manter o foco.

Alcancei a escadaria, que dava acesso ao salão principal do prostíbulo, onde as mulheres se exibiam para os clientes. Quando dei o primeiro passo, meu corpo foi puxado com brutalidade, batendo contra a parede.

__ O que pensa que está fazendo? _SuHo colocou o braço prensando meu pescoço.

__ Me deixa ir!! _comecei a chorar. __ Eu quero ir pra casa ou me mata, JunMyeon!! Não aguento mais isso... quero minha vida de volta, quero está limpa... por quê está fazendo isso comigo? _soluçava alto e as lágrimas me impossibilitavam de ver o rosto dele.

__ Eu quero que sinta prazer, Mel... muito prazer... _passou a mão nos meus cabelos que estavam um ninho de passarinho.

__ Mas não estou sentindo prazer! _respondi entre lágrimas. __ Onde está o Kim JunMyeon que conheci? O homem que me entreguei de corpo e alma... _lentamente SuHo foi tirando o braço do meu pescoço. __ Eu quero ele de volta! _o som de música alta ecoava no salão, mas naquele corredor havia apenas o silêncio.

Sem que pudesse esperar, senti o corpo dele contra o meu, em um abraço apertado, tendo o rosto afundado no peito de SuHo, que ainda sangrava. Não lhe afastei, apenas continuei chorando ainda mais, porque naquele momento descobri minha fraqueza e ela tinha nome e sobrenome.

[...]

Sentada na ponta da cama, observei ele de frente ao espelho, enquanto arrumava a gravata, sério, às vezes dando longos suspiros. O cabelo estava bem alinhado em um topete, o terno sob medida, dando-lhe um ar ainda mais elegante e sexy.

Seus olhos me miraram através do espelho, respirei fundo, sem dar uma palavra sequer, apenas o observando em silêncio. Então JunMyeon virou o corpo para me encarar e deu passos até onde eu estava, pegando um dos meus cachos que estavam soltos e enrolou no dedo.

__ E se eu não voltar vivo? _murmurou ainda brincando com a mecha de cabelo.

__ Seria impossível. _respondi.

__ Não quero fazer isso!

__ Mas deve! _SuHo parou o que estava fazendo e me encarou.

__ Por que eu? _respirei fundo, olhando em seus olhos.

__ Porque querendo ou não, é um líder e BaekHyun é mais ausente do que presente nessas reuniões. _respondi. __ Nunca pensei que fosse dizer isso, mas vocês são uma família e eles confiam em você.

__ E se eu falhar? _me pus de pé, limpando uma sujeira invisível do seu terno.

__ Não vai, porque acredito em você! _os dedos de JunMyeon erguerem meu rosto para lhe encarar.

__ Eu quero voltar, voltar pra você, para fugirmos daqui. _franzi o cenho confusa.

__ Do que está... _antes que completasse a frase, seus lábios tomaram os meus em um beijo doce.

Nossas bocas se encaixavam perfeitamente, criando um clima romântico e erótico ao mesmo tempo, pois JunMyeon puxou minha cintura, colando nossos corpos. Coloquei os braços ao redor do seu pescoço, aprofundando o beijo, que deixou de ser doce para ser selvagem.

Caímos sobre a cama e toda arrumação de visual dele se foi, pois tratei de arrancar sua gravata, jogando-a para um canto do quarto, assim como o blazer e a camisa social que estourei os botões. Naquela briga de corpos e roupas voando para longe, arqueei as costas no colchão quando SuHo tomou minha intimidade com os lábios.

Sua língua trabalhava naquela parte sensível, me fazendo contorcer, agarrando os lençóis e seus cabelos que ficou desgrenhado. Soltei um gemido alto quando o primeiro orgasmo me arrebatou, fazendo todo meu corpo tremer.

Puxei seu rosto para beijá-lo, sentindo o gosto do meu próprio gozo em sua boca, enquanto ele se encaixava entre minhas pernas. Outro gemido foi solto por mim, quando JunMyeon adentrou seu membro rijo no meu íntimo.

Não havia droga no mundo que me proporcionasse tamanho êxtase como o sexo com ele, porque quando SuHo se adentrava em mim, era pra fazer estrago. O ritmo de suas estocadas se aceleravam, me fazendo cravar as unhas em suas costas desnudas.

Troquei nossas posições, ficando por cima e isso resultou em um sorriso safado dele, que não perdeu tempo para agarrar meus seios. Então joguei a cabeça para trás, subindo e descendo em seu membro, até que SuHo segurou firme meus quadris.

Minha intimidade se apertou ao redor dele, que soltou um urro quando chegou no seu ápice acompanhado por mim, que caiu sobre seu peito. Nossos corações batiam acelerados, assim como as respirações ficaram ofegantes.

__ Estou começando a não querer ir a essa reunião. _quebrou o silêncio, então ergui a cabeça, encarando seu rosto.

__ Mas tem que ir, senhor Kim JunMyeon! _respondi saindo de cima dele, que resmungou em protesto.

__ O que ganho se eu for? _fez bico, o que não combinava para ele.

__ Uma bela garota negra, nua na sua cama! _sorri mínimo, então SuHo levantou em um sobressalto.

__ Vou tomar outro banho e me trocar! _assenti e ele seguiu até o banheiro, exibindo aquela bundinha branca e redondinha.

Voltei a deitar na cama, esticando o corpo, que sempre ficava mole depois de um sexo incrível com SuHo. Não que eu estivesse apaixonada por ele, nada disso, mas aquilo era melhor do que ser drogada e usada para diversão.

Aquilo era diversão, mas uma diversão em que eu também sairia lucrando, já que transar com JunMyeon não era ruim. Eu sabia do meu destino, sabia que ele não me libertaria daquele cárcere, no mínimo que devia fazer era manipulá-lo para me amar.

JunMyeon me prometeu não me drogar mais e foi uma luta para que conseguisse finalmente me libertar do vício das drogas, mas força de vontade não faltou. Já o moreno, eu tinha minhas suspeitas que ele ainda usava, mas nunca o encurralei.

Mesmo muito exausta, levantei da cama, indo até o banheiro, mas a cena que vi, foi um balde de decepção. SuHo estava de frente ao espelho, pronto para inalar um pózinho branco, quando seus olhos encontraram os meus através do espelho.

__ Mel?! _se assustou.

__ Se quer usar essa porcaria para tomar coragem, significa o quão é covarde! _disse séria e por alguns segundos ele não disse nada, até que jogou o pó dentro da pia e ligando a torneira.

__ Não sou um covarde! _fechou a torneira assim que os resquícios do pó sumiram. __ Não sou!! _passou por mim arrumando os botões da camisa e saiu do quarto pegando seu blaze.

__ Acredito em você! _sussurrei quando a porta foi fechada.

[...]

TRÊS ANOS DEPOIS

Meu pé balançava freneticamente, enquanto meu pai rasgava elogios à Henrique, meu colega de trabalho, que insistiu que queria pedir aos meus pais minha mão. Claro que aquilo era sem meu consentimento, porque eu não queria me envolver com ninguém e nem conseguia.

Foram cinco meses em cárcere, cinco meses vivendo uma vida que jamais pensei que viveria, mas que me marcou profundamente. Eu nunca esqueci aquela noite, a última noite que o veria, a última noite que estaria em seus braços.

Flashback on

Eu era boa em pressentir quando as coisas não estavam boas e naquele momento eu sabia que nada estava bem. Estive presente em uma estranha reunião, a qual precisei redigir alguns papéis para a máfia EXO.

Os nove rapazes estavam agindo de uma forma estranha, os olhos carregavam preocupação, até mesmo o baixinho assustador parecia preocupado. Fiquei por fora do que se tratava, entendendo apenas a parte que "eles" estavam chegando.

Tentei questionar JunMyeon sobre o que estava acontecendo quando chegamos no quarto, mas travei no lugar ao ver minhas velhas roupas encima da cama. Minha mente não estava conseguindo processar aquela situação, até que SuHo me pediu para vestir as roupas.

Depois de vestida, ele segurou meu rosto, para logo deixar em beijo nos meus lábios, que ficou com o gosto salgado de suas lágrimas. Então o encarei confusa quando nos afastamos, pois aquilo parecia uma despedida.

__ Por que eu acho que isso é uma despedida? _questionei.

__ Porque é! _ele respondeu com os olhos marejados. __ A polícia está vindo... _arregalei os olhos. __ Você e suas amigas serão livres.

__ Por quê? Por que isso? _seus dedos alisaram minha bochecha.

__ Porque eu jamais te levaria para o fundo do abismo comigo.

Ele me levou de volta para o porão, algumas das meninas já estavam lá, assustadas e tristes, como se não quisessem realmente serem libertas, assim como eu. Minha última imagem foi de SuHo acenando com tristeza em seus olhos e a enorme porta se fechou.

Flashback off

A liberdade parecia boa, pois depois de cinco meses, pude ver o sol novamente, mas não veria mais SuHo e só Deus sabia onde ele estava. Voltei para o Brasil junto com as garotas, cada uma seguindo seu caminho, mas marcadas na pele e na alma.

As diversas seções de terapia não passavam de uma distração boba para esconder o que realmente estava sentindo. O doutor Paulo tentou arrancar o que aconteceu no cativeiro, mas o que só recebeu foram respostas vagas.

Por alguns meses fiquei trancafiada no quarto, olhando fixamente para a porta, como se ainda estivesse lá e a qualquer momento JunMyeon entraria por ela. Nunca aconteceu, ele nunca voltou e sua ausência durou cerca de três anos.

__ Não é falando, mas homens negros são mais determinados e... _meu pai continuava falando, enquanto minha mente vagava.

Todos estavam reunidos na sala de estar, depois do jantar, o qual Henrique fez questão de mostrar que era um ótimo partido. Ele era o típico homem que meu pai desejava como genro para suas filhas.

Se durante os dois anos que estive trabalhando em um escritório de softwares, como advogada do CEO principal, Henrique não conseguiu me conquistar, tentando ser o melhor partido para os meus pais é que não funcionaria.

Depois de viver a experiência com JunMyeon, percebi que eu estava quebrada para outros homens, não funcionava bem com eles. A tão imponente Esmeralda Valdez estava um caos, toda quebrada e talvez sem conserto.

Para meu pai, o melhor era encontrar um homem negro, de boa índole e de caráter inquestionável, mas meu coração insistia em amar um branquelo de olhos puxados, mafioso e perigoso. Não era como se eu estivesse escolhido, porque não se escolhe quem amamos.

Contei as horas para que aquela noite acabasse de uma vez e nem fiz questão de acompanhar Henrique até a porta. Quando finalmente todo mundo resolveu dormir, saí escondida para o bar mais próximo.

Não era muito fã do álcool, mas ele se tornou meu amigo naqueles momentos e quando começou a tocar Jorge&Mateus, tive vontade de me afundar ainda mais no álcool. Pedi mais uma dose ao barista, ao entregar o copo, uma mão alva me impediu de beber.

__ Tem uma frase aqui no Brasil, que diz que "c* de bêbado não tem dono". _virei a cabeça ao ouvir aquela voz.

__ JunMyeon?? _ele sorriu, mesmo tendo um boné cobrindo parte do seu rosto. __ É você mesmo? _meus lábios tremeram.

__ Não sei dos outros, mas o seu c* tem dono e me pertence. _as lágrimas escorriam e ele limpou meu rosto. __ Senti sua falta... _não esperei que terminasse sua frase, fui logo lhe acertando um belo tapa no rosto, que acabou chamando atenção das pessoas ali.

__ Seu maldito coreano!! _esbravejei, levemente alterada pelo álcool.

__ Talvez eu merecesse isso! _disse passando a mão no local atingido.

__ Como teve coragem de ficar três anos sem dar notícias? _já estava com os olhos cheios de lágrimas, enquanto tentava processar as perguntas.

__ Me desculpe, Mel! Eu precisava refazer minha vida...

__ Refazer sem mim, pelo visto. _ironizei.

__ Refazer minha vida para voltar pra você! _nos encaramos por alguns instantes.

A realidade era que eu estava louca de saudades daquele homem e não podia negar, aqueles três anos não tiraram ele da minha cabeça, porque um grande amor não se cura com o tempo ou com outro. Então me joguei em seus braços, dando-lhe o beijo de matar saudade.

JunMyeon abraçou minha cintura, correspondendo o beijo, onde nossas línguas brigavam por espaço e mesmo estando em um local público, não me importei em beijá-lo ali.

Naquela noite nos amamos intensamente, como jamais havíamos feito, minhas mãos encontraram seu corpo, que estava mais musculoso que antes, enquanto os lábios dele descobriram o meu corpo. Me chamem de doente, por ter se apaixonado pelo meu carcereiro, mas a prisão sem liberdade é o amor e ele te cativa até o fim dos seus dias.

Fim

PRÓXIMO CAPÍTULO DE "YOU CALL ME MONSTER".

Luz e escuridão

Bem e mal

Vida e morte

Amor e dor

As marcas do desespero estavam cravadas na pele dela, que tinha uma alma inocente, pura, mas que foi corrompida pela alma demoníaca dele, que sentia prazer na dor, na dor da pobre garota.

Ela estava no mar da escuridão, onde se afundou completamente, direto nos braços do próprio diabo.

[...] Yeah, todos tem medo de mim

Então sou um homem intocável

Mas no final

Você não pode me rejeitar

Você rouba olhares de mim e se assuta (quem?)

Sou seu oposto

Parte da sua existência (como fazemos?)

Me aceite como eu sou

Desista dos seus medos

Aproveite a dor que você pode suportar

Caia mais profundamente [...]


Notas Finais


Bem, não foi o final incrível como eu gostaria que fosse, mas deixem nos comentários o que estão achando dessa série, lembrando que o casal Mel/SuHo estarão juntos novamente na minha série ABO. Também digam suas teorias de quem será o próximo capítulo, acho que deixei dicas quase escancaradas.

Vejo vocês nos comentários!😉

💋💋💋 no 💖


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