1. Spirit Fanfics >
  2. Sui Generis >
  3. Dor de cotovelo

História Sui Generis - Capítulo 41


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!
Voltei com a parte 2 do reencontro ESPECIAL de Jikook... rs
Espero que gostem!

Capítulo 41 - Dor de cotovelo


Fanfic / Fanfiction Sui Generis - Capítulo 41 - Dor de cotovelo

Capítulo Anterior

Jimin após chegar ao seu ápice sentiu os selares de Jungkook pelo rosto e cabelos. Estavam ofegantes, mas mantiveram-se sentindo por algum tempo a atmosfera de cumplicidade que aquele instante proporcionou.

 

Capítulo Atual

Embora sendo a primeira vez que permitiu que um garoto lhe tocasse como nem um outro nunca havia feito antes, Jimin, se pudesse escolher, ficaria ali. O problema é que começou a se sentir culpado. Para ele, havia desrespeitado a confiança dos pais do motociclista. Ele era um completo estranho para a família de Jeon e mesmo assim foi bem acolhido.

-Jungkook! -Levantou-se um pouco desequilibrado, por conta da pressa.

-O que foi? -Indagou atordoado.                         

-Acho que você tem que ir embora. -O cavaleiro ajeitou suas roupas e com as mãos penteou sua franja para trás.

-Você não gostou? -Ficou nitidamente decepcionado.

-Eu gostei... mas não deveríamos ter feito isso.

-Por que?

-Seus pais... esta é a casa deles. Isso é falta de respeito, Jungkook. -Falava baixo, mas estava agitado.

-Jimin, eles não vão saber...

-Independente disso, continua sendo falta de respeito.

-Você vai me mandar embora mesmo?

O menor nada respondeu. Queria muito que o outro ficasse, mas seus princípios lutavam contra sua vontade.

O cadeirante olhou pra baixo fitando o volume de seu membro que marcava a calça do pijama que usava.

-Olha como eu estou...

-Jungkook?! -Park exclamou perplexo e só faltou cobrir a face, envergonhado.

-Queria tanto que você me ajudasse. -Sua expressão acompanhou a voz manhosa que fez.

-Mas... -Estava confuso.

-Mas eu não vou conseguir dormir... minha ereção é igual a de qualquer outro homem, Jimin. O médico disse que a lesão não comprometeu em...

-Eu vou te ajudar. -Mesmo com sua timidez, falou e se aproximou mais uma vez do ex-motociclista. Estava difícil resistir a ele. -Você... você vai me dizer como?

-Sim, claro! -Respondeu com evidente excitação. -Senta aqui de novo, vem...

Um pouco hesitante pelo que estava por vir, o moreno mais velho se acomodou outra vez ali.

-Agora você pega nele... assim. -Com a voz sedutora, direcionou uma das pequenas mãos de Jimin.

Ambos fecharam os olhos, envolvidos com aquela experiência. Um, por tanto ansiar aquele momento e sentir uma das sensações mais gostosas como há muito não sentia e o outro por pura vergonha e não saber o que fazer.

Logo Jungkook ofegou. Com a sua mão que cobria com facilidade a mão de Jimin, ainda de olhos fechados, apertou com mais vigor aquele contato. Em seguida abriu os olhos e pode ver o quão vermelho estava as bochechas alheias. Era encantador. Iniciou um beijo quente, sem dar chance do cavaleiro respirar. Ao mesmo tempo que o beijava, afastou o cós do pijama e conduziu os dedos curtos do rapazinho a um novo contato, pele a pele. Alguns minutos foram dedicados para aquela massagem deliciosa.

-Me chupa... -Estava em êxtase e pediu em meio ao delírio, sem pensar nas consequências.

Sentiu que quase jogou tudo por terra quando a mão de Jimin parou com os movimentos.

-Des-desculpa... eu...

-Tudo bem, tudo bem... não precisa se desculpar... só não para, tá, por favor. -Numa mistura de excitação com receio de que aquilo acabasse, ele quase implorou.

Por mais que estivesse gostando, Jeon sentiu que precisava de mais. Estava se tornando uma  tortura. Ajudou a acelerar os movimentos e orientou Jimin a continuar sozinho. Assim não demorou muito para chegar ao seu clímax, a expectativa e tesão eram grandes demais. Controlou-se e conseguiu gemer baixinho, mas não menos gostoso.

Jimin gravou aquele gemido arrastado em sua memória auditiva, com certeza não o esqueceria tão cedo.  Tomou coragem para encarar Jungkook, enquanto este permanecia de olhos cerrados. Aquela imagem de seus cabelos negros grudados pelo suor em sua testa e lábios entreabertos buscando o ar era sexy. Observou também as veias do pescoço avermelhado e das têmporas ainda palpitando. Na cabeça de Jimin ele se perguntava como alguém podia ser tão viril.  Pensamentos invadiram sua mente e ele se perdeu neles.

-Pode soltar ele agora... -Abriu os olhos e pediu com um sorriso de canto.

-Ah... tá! -Sua expressão transitou entre um pequeno susto, a vergonha que sentiu depois, até chegar a de desconforto por sentir seus dedos molhados.

-Está com nojo de mim, é? -Disse travesso.

-Não, não... -O menor ficou sem jeito.

-Limpa aqui. -Esticou a sua blusa para ele.

-Sua blusa branca?!

-Não tem problema, aonde você acha que eu limpei o seu gozo? Você também melou a minha mão. -Riu ao notar que deixou o outro ainda mais sem graça com sua maneira de falar, tão direta e despudorada. Jungkook sendo Jungkook. -Essa vai pro lixo... tenho muitas iguais. Deu um selinho que soou como despedida. -Obrigado por você existir em minha vida. -E um outro beijo mais profundo foi seguido por Jimin.

 

XXX

 

A noite era fria e para Hesoek era ainda pior. Chorava de maneira inconsolável na cama do hotel onde estava hospedado. Não tomou banho, apenas tirou os sapatos e se jogou no colchão. Em suas lembranças via momentos tão felizes e significativos de um casal que apostava na felicidade juntos. Não entendia porque tinha que acabar daquele jeito, tão baixo!

O telefone celular tocou e quase sem coragem o retirou do bolso. Seu receio se confirmou. Era ele mesmo! Yoongi. Costumavam todas às noites se falarem e desejarem bons sonhos um para outro antes de dormirem. Mas naquela noite estava decidido, não falaria nunca mais com seu namorado, ou melhor, seu ex-namorado. Desligou o aparelho e o jogou no carpete do quarto. Não daria chance alguma dele se explicar, estava tudo muito claro. Só não via quem era cego!

Precisou sair da cama para tomar um comprimido para dor de cabeça. Se ela não estive incomodando tanto, não se daria o esforço. Em seguida apagou a luz e deitou-se novamente. Agarrou-se ao travesseiro e voltou a chorar.

 

XXX

 

Era manhazinha, como sempre, Seokjin acordou cedo e preparou o desjejum. D. Seo-Hyeon não havia levantado ainda, quando Namjoon passou na casa dela. Com trajes de quem ia para algum compromisso importante, negou a refeição oferecida pelo humanoide.

-Não, obrigado. Eu vim apenas avisar a Dona Seo-Hyeon que ficarei fora o dia todo, que ela não precisa se preocupar em fazer comida pra mim hoje.

-Tudo bem, Senhor NamJoon, eu aviso a ela, pode deixar. -Sem se dar conta, ficou na porta e acompanhou o trajeto que o fazendeiro fez. Até que este entrou no carro e acenou. SeokJin agredeceu por estar longe, pois assim não era visível que havia ruborizado.

Voltou para cozinha, sentou-se à mesa e começou a comer. Lembrava das vezes que viu o dono da fazenda sair todo bonito e arrumado. Algo diferente estava acontecendo. Nunca havia o visto tão elegante.

“Será que ele está em algum relacionamento agora?” Sentiu um aperto no peito ao considerar esta hipótese.

O hashi começou a passear pelo prato, a comida não estava mais tão interessante. Logo hoje que não apresentou os enjoos matinais? O humanoide jurava estar com fome antes.

Não estava propriamente chateado, mas, digamos, desapontado. Sentiu-se confuso, afinal que tipo de sentimento era aquele que ele estava experimentando?

-Dor de cotovelo. -D. Seo-Hyeon assustou Seokjin ao chegar de repente.

-Ai! A senhora me assustou!

-Desculpa... mas o que eu estava dizendo era que essa sua carinha é dor de cotovelo. -Puxou uma cadeira e sentou-se.

-Dor de cotovelo? Não, meus cotovelos estão bem... -Girou os braços para dentro, um de cada vez, como se provasse à mulher o que dizia.

Depois de rir bastante da situação e da fisionomia abobalhada do jovem, que ficou sem entender nada, a senhora explicou a expressão.

-Eu não! Dona Seo-Hyeon, senhor NamJoon é livre para se relacionar com quem ele quiser. -Se defendeu.

-Sei disso, mas eu já tava acordada quando eu ouvi a conversa de vocês. E percebi que você ficou murchinho quando ele foi embora.

 

(...)

 

Naquele dia os afazeres de NamJoon eram reais. Banco, entreposto e dentista na cidade vizinha enchiam sua agenda.

Resolveu fazer seu desjejum no centro da pequena cidade. Estacionou o carro, o desligou, desceu do mesmo e dirigiu-se ao LeeHan, restaurante que costumava frequentar, o qual servia desde a primeira refeição do dia até o jantar. Assim que entrou no estabelecimento, não percebeu, mas de uma das mesas dispostas pelo local, um par de olhos passou a observá-lo. Por trás do jornal, Taehyung, que já terminava seu prato, ficou atento ao fazendeiro.

Enquanto comia, NamJoon, imaginava a pequena refeição que perdera, feita por SeokJin. Sabendo ele como o outro era dedicado, tinha a certeza que negara um dos melhores desjejuns de sua vida. A comparação era inevitável.

Acomodado no balcão, de costas para o salão, conversava aleatoriamente com o dono do lugar, não viu quando Taehyung trocou de mesa e escolheu estrategicamente uma próxima a ele. Não queria ser visto mesmo, mas desejava ouvir algo, pescar alguma informação que lhe ajudasse a esclarecer o sumiço de SeokJin.

-LeeHan, o que tem no cardápio pro almoço hoje? -Perguntou ao dono, depois de limpar os lábios com o guardanapo.

Este inclinou a cabeça e gritou lá para dentro da cozinha. Outra pessoa o respondeu, gritando de volta as opções.

-Hum... capricha num bulgogi pra mim. Venho na hora do almoço. Agora tenho que ir. Ainda vou ao entreposto, antes de ir ao banco. -Retirou sua carteira do bolso traseiro, selecionou algumas cédulas e pôs sobre o balcão. -Isso paga? -Brincou.

-Claro! -O rapaz pagou o dinheiro e lhe deu o troco. -E os meus legumes?

-Estão no carro, vou descarregar agora. -O fazendeiro disse se retirando.

-Peraí, vou chamar um dos meninos para te ajudar... senão vai sujar esta sua roupa toda bonita. -LeeHan falou com um semblante divertido, em seguida, gritou o nome de um dos seus funcionários.

O garoto veio rápido, secando as mãos no avental.

-Ajuda o nosso amigo aqui a descarregar os legumes, não quero que ele fique todo amarrotado. Ele tem um encontro hoje, sabia? -Riu de sua própria piada, sendo acompanhado por NamJoon.

-Que nada, são negócios e afazeres mesmo.

-Quando sai assim, volta? -O homem continuou a gozação e falando alto para que o outro o ouvisse lá da entrada.

-Hoje? Bem tarde!

-Ih, rapaz... tô falando! -Bateu no balcão como se tivesse matado a charada.

-Tô dizendo pra você, são só negócios! -Riu. A seguir, deu uns tapinhas nas costas daquele que ia ajudá-lo. -E aí, tudo bem? Vamos lá?

Taehyung ao escutar aquela conversa, pensou estar vivendo seu dia de sorte.

-Cara, esta é a minha chance! -Falou baixo para si mesmo.

"Aquele desgraçado daquele humanoide vai estar sozinho... aquela velhota não conta!"

Não via a hora de NamJoon virar as costas para pegar sua doblô e ir até a fazenda. Era hoje ou nunca!


Notas Finais


Meu santo do patinete desgovernado, o Tae vai à fazenda!

Mega beijos a todos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...