História Suicide Squad - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Elizabeth Carter, Exo, Hana Ichida, Kim Minsoo, Loretta Averoff, Máfia, Melissa Cherry, Natasha Romanoff, Samantha Hensel, Suicide Squad
Visualizações 19
Palavras 1.307
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoas, aqui jaz um bônus.
Espero que gostem <3

Capítulo 25 - Familia


Suicide Squad  

Capítulo 25 (Bônus) Família 

O clima de Los Angeles lembrava um pouco o da Grécia, era quente, mas não igual. Ela sentia falta do seu país natal, mas mudar-se agora soava um absurdo aos seus ouvidos, sua mãe tinha sua marca e empresa com sede nos Estados Unidos, assim como seu pai e só estava ali para uma visita, logo voltaria para a Inglaterra para terminar sua faculdade. Olhou novamente para a foto de sua irmã na estante junto ao seu cunhado. Sentia falta dele, afinal, fora ele quem tirara Loretta do mundo isolado e sombrio que é sua mente. Victória encontrava-se deitada no sofá, olhando para o teto, possivelmente estava pensando em sua irmã na Coreia. 

 — Anna, você não fica preocupada com elas? — Victória perguntou voltando a se sentar no sofá. — A Elizabeth não me liga ou manda mensagem já faz alguns dias, admito que eu estou preocupada com ela. 

 — Eu não me preocupo por que eu sei que a Loretta cuida muito bem das outras, além de ser praticamente impossível alguém conseguir tirar a vida dela tão facilmente. — Sorriu, recordando das palavras da mais velha. — E eu sinto que ela está bem. — Colocou o punho fechado perto do coração, estava aliviada de certo modo.  

 Em seu ouvido, uma voz sussurrava palavras de conforto. Quando Loretta passou a fazer missões perigosas, ela ia no quarto de Anna e dizia em seu ouvido "está tudo bem, eu vou ficar bem" enquanto acariciava seus cabelos. Por causa disso, virou um hábito seu dizer isso á ela toda vez que é lhe dado um trabalho, não importa se fosse via celular ou presencialmente, Anna sabe que a irmã a está protegendo de alguma forma, como sempre fez. 

 — A Elizabeth só diz para eu estudar e não me preocupar com ela, mas é meio difícil para mim já que eu a conheço tão bem, as vezes até melhor do que ela mesma. — Balançou a cabeça negativamente, decepcionada com a irmã. 

 — Não se preocupe, a Natasha pode impedi-las se elas quiserem fazer alguma loucura. — Deu de ombros, jogando-se ao lado da amiga no sofá. — Mas fugindo um pouco do assunto, como são os caras que elas estão protegendo?  

 — Eu só olhei algumas fotos, mas até que dão para o gasto. — A ruiva falou com um sorriso, que poderia ser interpretado de várias formas. — A Melissa deve ter feito a festa. 

 — Imagina a Elizabeth.  

 Elas riram, esquecendo um pouco aquele assunto incômodo. Do outro lado do mundo, as suas irmãs também pensavam nelas, já fazia quase um mês que se separaram e sentiam falta. 

-X- 

 Dei os últimos detalhes ao croqui do vestido no papel e larguei o lápis de cor em cima da mesa. Respirei fundo e arrastei a cadeira, levantando e pegando o meu casaco, bolsa e chaves. Saí do meu escritório e tranquei-o, indo em direção ao elevador. Os meus saltos faziam barulho contra o piso, não havia ninguém naquele andar, afinal, já eram quase meia noite e eu não os deixaria acordados até essa hora. 

 Não conseguiria terminar mais nada por enquanto, um bloqueio de criatividade enorme me atingira nos últimos dias, eu estava apreensiva e triste, logo a pior data iria chegar e é justamente esse o motivo das minhas energias estarem tão ruins. Em setembro, aconteceria o aniversário de três anos da morte do Jean e a Loretta possivelmente vai se isolar novamente em algum país de terceiro mundo. 

 Despertei dos meus pensamentos quando ouvi a porta do elevador abrir e fazer aquele barulho tenebroso. Andei mais rápido até a porta do escritório do meu marido, abrindo a porta. Ele estava olhando alguns papeis e assustou-se quando me viu lá, sorri pela primeira vez naquele dia e aproximei-me dele, que levantou e me abraçou. Ele sabia como eu estava sem nem mesmo eu dizer palavra alguma. Ele poderia estar de cabeça cheia do trabalho, já que seu inglês é péssimo e provavelmente os papeis estavam nessa língua, então demorava ainda mais para entender o que estava escrito, só que, ele me recebeu com um sorriso no rosto. 

 — Ártemis, você não deveria estar tão preocupada com ela, ela já sabe se cuidar. — Ele acariciou meus cabelos, como se eu fosse uma criança indefesa. — Loretta não tem mais dezesseis anos, ela tem vinte e quatro, prestes a completar vinte e cinco. — Sua voz doce me acalmou por um curto período de tempo, mas não foi suficiente.  

 — Não é muito fácil passar por isso tudo sabendo que se tem uma parcela de culpa. — Encostei minha cabeça em seu peito, ouvir as batidas de seu coração me faz bem, principalmente se eu estiver nesse estado. 

 — Sei bem disso, ah, e como eu sei. — Disse calmamente. Sua calma as vezes me dá nos nervos, como alguém consegue ser tão calmo e paciente? — Loretta já superou e tomou as lições importantes que aprendeu com isso para a sua vida, você deveria fazer isso também e parar de remoer o passado. 

 Fiquei um tempo calada, analisei tudo o que ele disse e concordei. Já estava na hora de esquecer essa parte da minha vida. 

 — Eu não sei o que seria de mim sem você. — Falei dando um rápido selinho em seus lábios.  

 — Não é atoa que eu estou casado com você a mais de vinte anos. — Colocou as mãos em minha cintura e começou a me guiar para fora da sala, deixando os papeis em cima da mesa. 

  [...] 

 "O vento balançava os galhos das árvores, a noite estava fria, exatamente como no dia em que tudo começou. Tínhamos acabado de saber que a Anna precisaria de uma cirurgia caríssima e que se ela não fizesse, morreria mais cedo. Éramos pobres na época, morávamos numa fazenda no interior da Grécia e mal tínhamos o que comer. Então, para poder pagar a cirurgia, pegamos emprestado a quantia em dinheiro com um agiota, mas não sabíamos que ele estava envolvido com a máfia.  

 Não conseguimos pagar toda a quantia, mas felizmente Anna conseguiu fazer a cirurgia. Quando o prazo para entregar o resto do dinheiro acabou, eles foram na nossa casa para matar-nos. Loretta, que na época era uma criança, se ofereceu para pagar a dívida trabalhando para eles. Eu fiz um escândalo, meu marido me segurou para eu não fazer uma besteira e a minha filha de disse a coisa mais linda que eu já ouvi na vida: "Eu amo vocês demais, por isso, eu posso fazer isso para proteger vocês". Eu comecei a chorar, mas eu não podia fazer nada, essa era a decisão dela. 

 Eu podia ter esperneado mais, impedido a minha criança de fazer aquilo, mas me faltou coragem. Fui egoísta por que não queria morrer ou perder a minha família, enquanto a minha filha deixou de viver para salvar-nos. Quando ela voltou, eu pedi desculpas várias vezes, implorando seu perdão. Ela me abraçou e começou a chorar, nós duas choramos naquele dia. 

 Felizmente, ela se reergueu quando entrou no exército após fazer um acordo com a ONU, mas quase ruiu quando perdeu duas coisas preciosas para si. Meu neto e meu genro, num curto espaço de tempo." 

 Saí dos meus pensamentos com o Hades correndo por entre as minhas pernas. Ri de leve e baguncei seu pelo macio.  

 Meu celular tocou e eu corri para atendê-lo. Eu tinha certeza que era a minha filha. Atendi e a voz meio rouca de Loretta invadiu os meus ouvidos. 

 Uma singela lágrima escorreu pelo meu rosto, minha menininha estava bem. 

 — Mãe, eu te amo. — Falou com a voz triste e em grego. Eu sabia que tinha acontecido algo, algo que a machucou muito.  

 Olho para a janela do meu quarto e vejo a escuridão da noite por ela. Respiro fundo e engulo o choro, disfarçando a voz, tentando soar o mais confiante o possível. 

 — Eu te amo também, minha pequena guerreira.


Notas Finais


Sim, o nome da mãe da Loretta é de uma deusa grega (?)
Nem eu sei o motivo de ser especificamente uma deusa grega, mas eu imagino ela assim

Bom, esse foi um pouco do relacionamento da família Averoff. Essa é a história da Loretta, ela foi obrigada a isso, por causa da irmã.

Espero que tenham gostado <3


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