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História S.U.J.S.V - Sycaro and Tawun - Capítulo 2


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Notas do Autor


🌇QUEM É VIVO SEMPRE APARECE, NÃO É MESMO?🌇

Me desculpem de CORAÇÃO por ter demorado MUITO pra postar, acontece que esses dias eu andei meio desanimada e ontem que eu acabei o capítulo 3 (mais de 3 mil palavras aquela porcaria), porque, pra quem não sabe, eu só posto um capítulo se eu já tiver a continuação dele (tipo, eu só postei o capítulo 1 porque eu já tinha o 2, entenderam?), e esse foi o principal motivo para eu ter atrasado

O link da música que aparece no capítulo - recomendo vocês ouvirem - e de mais algumas coisas que eu espero de CORAÇÃO que vocês vejam vão estar nas notas finais

É isso, fiquem com o capítulo e boa leitura😚✌🏻💖

Capítulo 2 - Capítulo 2. Skate shop


Fanfic / Fanfiction S.U.J.S.V - Sycaro and Tawun - Capítulo 2 - Capítulo 2. Skate shop

 A imensidão de cores - algumas extremamente saturadas - foi a primeira coisa que tomou o olhar curioso de André, que não conseguiu conter uma expressão impressionada com a quantidade de materiais que haviam ali.

Fazia tempo que não pisava naquele skate shop, muito tempo mesmo.

— 'Tá bem mais colorido, né? — Ycaro perguntou logo atrás do garoto de sardas, com um sorriso no rosto, analisando divertido cada reação impressionada de Meiaum.

— Sim... muito... — Respondeu um pouco alheio, observando os shapes belíssimos presos a parede. Eram muitos, uma diversidade gigantesca, se podia arriscar dizer.

Carlos tampou levemente a boca escondendo um sorrisinho bobo. André parecia uma criança curiosa - e talvez, ele realmente fosse isso.

O menino do boné rosa foi apenas seguindo o caminho imaginário que sua mente absorta em cores criou, perambulando por todo o espaço da loja sem perceber muito para onde estava indo - e muito menos ligando para isto, aliás.

O loiro foi seguindo André, minuciosamente. Vez ou outra parava junto do mais novo para olhar algumas peças, por mais que não tivesse interesse em comprar nenhuma - literalmente um dia atrás Saiko lhe deu de presente um skate novo e do extremo gosto de Gabryel, portanto, este estava satisfeito por agora.

Aos poucos, pode notar que Felipe começou a pegar algumas coisas já - um kit de rodinhas metade azuis e metade rosadas, alguns adesivos de diversos tipos, pelo menos 4 lixas diferentes e ainda uma uma vela média de uma pessoinha em cima de um skate -, ignorando totalemnte a existência de Ycaro e de qualquer outra pessoa no local, realmente focado naquilo, o que arrancou alguns risinhos dos funcionários perto do caixa - todos amigos de longa data dos dois baixinhos ali.

— André? — Carlos relou de leve num dos ombros de Felipe, que levou um sustinho como levará pela manhã no refeitório. O loiro riu, recebendo um tapinha no ombro.

— Tu cismou em me assustar hoje, não é? — Apoiou as mãos na cintura, numa falsa pose de seriedade. E como o esperado, os dois desmancharam na risada.

— Eu não. — Arrumou a touca em seus fios dourados, com um sorrisinho de canto. — Era só que você 'tava todo brisado ai. — Gesticulou um círculo em volta da orelha como se quissese dizer "louco". Meiaum o bateu denovo, para variar.

O moreno catou uma cestinha - de uma tonalidade laranja muito bonita - e colocou o que tinha pego até agora ali, mostrando a língua para Carlos num ato infantil.

Ycaro devolveu o "xingamento". Os dois ficaram nessa de mostrar a língua um para o outro por algum tempo, até que um dos rapazes do caixa se aproximou dos mesmos.

— As crianças vão continuar brigando até quando? — Carlos e André olharam para Diego - o rapaz do caixa - com fogo nos olhos, arqueando as sobrancelhas quase que ao mesmo tempo. Diego riu de nervoso.

Logo, o mais alto dos três também forçou um olhar ardiloso. Ficaram se encarando de soslaio até André não conseguir segurar o riso, levando os outros a rirem também.

Quando amenizou a gargalhada, Felipe se locomoveu um pouco para abraçar Diego, recebendo uma bagunça nos fios cacheadinhos como resposta.

— Doido, que saudade que eu 'tava de tu. — Se afastaram em seguida, com André sorrindo admiravelmente para o - outro - loiro.

— Nem me fale 'menó. — Coçou a nuca, sorridente. — Você parou de vir do nada. Simplesmente sumiu. — Viu o sorriso do moreno morrer lentamento, dando lugar para um olhar baixo, nitidamente triste.

Um silêncio desagradável se instalou, nenhum dos três sabia o que dizer, na verdade. O assunto que prendia André Felipe dentro de casa era bem delicado e uma coisa que deveria ser tratado na polícia. Diego se sentiu mal por ter tocado no assunto.

— Ér... desculpa por isso. — Meiaum ergueu o rosto, um pouco sem graça. Seus amigos não tinham culpa daquilo, afinal.

— Não, 'tá tudo bem, sério. — Tentou reconfortar o mais velho com um tapinha no ombro, o que não ajudou muito, mas ambos fingiram que sim.

Mais uma vez, ficaram em silêncio, até Ycaro o quebrar.

— Então... — Balançou o corpo, num tiquisinho nervoso. — André, você tinha que escolher um shape, né? — Meiaum sacudiu a cabeça para tentar afastar os pensamentos ruins.

— Sim, sim... — Voltou a olhar para todos os inúmeros shapes presos a parede, procurando alguma que o chamasse a atenção.

André andou para lá, andou para cá, chegou a dar um pulinho para aumentar o seu campo de visão, mas nada realmente era atrativo o suficiente para o garoto, que suspirou decepcionado.

— Tem um artigo com cores mais claras lá atrás. — Diego sugeriu, dando de ombros. — Quer dar uma olhada? — Sugeriu, já dando deixa de que iria seguir para a sessão mesmo que André negasse a idéia.

— Claro, por que não? — Baseado nisso, o loiro mais alto começou a andar para mais ao fundo da loja, com André o seguindo e Ycaro seguindo André. Era uma cena fofa.

Passaram pela sessão de trucks - André já tinha um par bom, não precisava de mais -, pela sessão de camisetas - na qual viu Ycaro pegar uma ou duas pessas, antes de correr um pouco para alcançar os amigos -, e, por fim, passaram pela bancada do caixa, indo para trás do mesmo pela portinholazinha, chegando assim no armazém.

Carlos e Felipe pararam na porta. Diego foi mais ao fundo e pegou algumas caixas - mais ou menos umas 5 ou 6 - e as empilhou com certa dificuldade, aproximando-se de André e pondo-as frente a seu pé, abrindo uma por uma.

— Tem vários tamanhos e estilos. — Tirou os shapes e os espalhou no chão. — Você usa qual tamanho de shape mesmo? 7.0? — Passou os dedos entre o cabelo curto, olhando André de baixo.

— 7.5. — Se agaixou junto de Diego, olhando os shapes que já estavam ali.

— 7.5? Uou. — Sorriu, um pouco surpreso com a resposta. Na época que conheceu André, se lembrava perfeitamente que o garoto usava apenas shapes muito pequenos, então um 7.5 era um pouco impressionante ao seu ponto de vista.

Felipe apenas devolveu o sorrisinho, passando o dedo por alguns shapes. Havia gostado de vários, mas nenhum era tão chamativo para si.

Até que, da última caixa, Diego tirou um certo shape, e os olhos de André se vidraram ali, hipnotizado.

Era um shape colorido em tons pastéis de azul, verde, rosa e amarelo, com símbolos de coisas antigas, um vídeo cassete e uma fita vhs, junto de linhas tracejadas e pontiagudas enfeitando as pontas.

Definitivamente, o shape mais lindo que Felipe já viu na vida.

Ycaro olhou para o amigo numa expressão perdida. André faltava babar em cima do objeto, os olhinhos castanhos brilhavam e a aquilo seria fofo se já não fosse engraçado.

— Gostou desse? — A voz risonha de Diego trouxe o menor para a realidade. André corou, brincando com os dedos.

— Sim. — Não sabia ao certo do que estava sentindo vergonha, e isso era mais vergonhoso ainda.

— Certo, vou empacotar 'pra você. — Se levantou do chão, deixando os outros shapes lá mesmo. — Ou vai querer montar o skate aqui? — Ajudou André a levantar também, que negou de leve com a cabeça.

Assim, os três saírem do armazém e voltaram para o caixa. Diego deu deixa para André depositar a cestinha com as coisas que havia pego em cima do balcão e assim o cacheado o fez, tendo o shape posto junto das outras coisas.

A garota que estava no caixa passou a pegar todos os produtos e passar na máquina para a somagem do preço.

E enquanto ela fazia isso, uma música diferente começou a tocar: Cruisin' for a Bruisin'.

Na hora que André identificou qual era, ele e Diego se entreolharam, rindo. Ycaro riu também, se afastando dos dois, já sabendo o que iria acontecer.

Sem mais nem menos, Diego puxou uma das mãos de Felipe e o rodou, trazendo para perto e depois o rodando para longe. André não conseguia fazer nada mais que não fosse gargalhar alto.

Para melhorar, Carlos pegou uma garrafinha aleatória de água que tinha perto do balcão e fingiu que era um microfone, cantando em sincronia com a música.

Don't stop, stop the music!

We ride fast like a bullet

We do anything we want

Anytime we want Oh yeah, oh yeah!

A voz doce de Ycaro se juntou a melodia animada. Diego e André dançavam desajeitadamente logo ao lado e sem perceber, estavam fazendo um showzinho especial.

O loiro mais alto girava Felipe com imensa maestria, as vezes, o segurava pela cintura e virava para trás como se o garoto fosse cair, mas antes disso acontecer, o puxava para cima denovo, arrancando mais e mais risadas do moreno.

Rindo, sorrindo, notoriamente se divertindo; Ycaro faltava explodir de felicidade ao ver o amigo assim. Sabia perfeitamente de tudo que André passava dentro de casa, aqueles momentos bobos que tinham em conjunto - como o de agora - eram motivo o suficiente para o loiro se forçar ao máximo para fazer Meiaum aproveitar tudo.

Eles continuaram naquele ritmo até o quase fim da música, quando Carlos teve a brilhante ideia de lançar um moinho - passo de break - como finalização.

E foi isso mesmo que ele fez.

O que o loirinho não esperava era acertar um chute no joelho de Diego que tinha acabado de levantar André, derrubando os dois no chão - que cairem em cima de si.

O estrondo alto chamou a atenção de todos na loja, que olharam para os três caídos no chão em silêncio por alguns segundos, até começarem a rir escandalosamente - como os próprios motivos da risada também fizeram.

— Eu sabia que ia dar merda! — André falou em meio a risada alta, fazendo esforço para se sentar no chão, com as mãos na barriga, tentando controlar o riso.

— Tudo culpa do pau no cu do Ycaro! — Diego alegou, se sentando no chão e rindo alto também

— 'Rapá merda, playboyzinho do caralho. — Mostrou o dedo do meio para o outro loiro e se ajeitou no chão esticando as pernas doloridas pelos outros dois terem caido em cima delas.

Eles ficaram rindo e conversando no chão um pouco mais, até Ycaro olhar para o relógio e perceber que já eram quase sete e meia, o que o fez dar um pulo de susto.

— Puta que pariu, André. A gente tem que ir agora. — Se levantou rapidamente e puxou o mais novo junto. A moça do caixa lhes entregou a sacola com as compras e Ycaro pegou isso também. Arrastando Meiaum consigo até a saída do local.

A última coisa que o cacheado conseguiu fazer foi acenar para Diego e a moça do caixa, antes de sumir nos confins do shopping.

Ycaro começou a falar como Saiko bateria neles caso chegassem atrasados e Meiaum sentiu um calorzinho no peito. Estava com muita saudades de seus amigos, não tinha como negar isso.

E a próxima parada era a famosa praça da Duó, onde finalmente poderia ser "livre" denovo.





Notas Finais


Calma que no próximo capítulo o Saiko e o Tawan já aparecem, CALMA

Link da música (maravilhosa, recomendo): https://youtu.be/6vzsXJ0D2bM

Link de um dos vídeos que eu me inspirei pra fazer isso (e o Diego veio dai aliás): https://youtu.be/gKQ_kPMhSQM

E

Link da mais nova fanfic da minha xuxu que tá uma PERFEIÇÃO (eu chorei lendo, vão lá ver e dar muito amor): https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-leitor-favorito-saikum-18328365

Até mais 😗✌🏻💖


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