História Suki na Hito - Capítulo 2


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Aomine Daiki, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Makoto Hanamiya, Momoi Satsuki, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Aomine, Aomomo, Archie-sama, Comedia, Daiki, Daisuki, Drama, Gostar, Kise, Kuroko No Basket, Momoi, Romance, Ryouta, Satsuki
Visualizações 79
Palavras 3.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu não morri, gente! AKSJKAKSJS Eu acabei tendo mais ideias para a fanfic e tive que organizar tudo, sabe... Por isso acabou virando uma Three-shot. Mas de três capítulos não passa, prometo.

O primeiro teve foco no Aomine, já esse tem foco na Momoi, e o terceiro, obviamente, será nos dois.

Espero que gostem!

~Não me mate, Nivi, sabe que eu te amo ASHAUSHUS~

Capítulo 2 - Ni - Atashi Mo!


Fanfic / Fanfiction Suki na Hito - Capítulo 2 - Ni - Atashi Mo!

Suki na Hito

Por: Archie-sama

Ni — Atashi Mo!

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Dois — Eu também!

 

Momoi nunca tinha reparado naquele cara. Se ele era da sua classe, ela definitivamente não fazia ideia. A questão era que, como uma boa gerente do Touou Basketball Team, não perdia tempo reparando em certas pessoas se não fosse para coletar informações relevantes sobre o basquete delas. Sem contar que os únicos caras com quem se preocupava de verdade eram aqueles que fizeram parte da Kiseki no Sedai, além de alguns do seu atual time. Poderia definir Midorima, Akashi e Murasakibara como amigos próximos, Ki-chan e Tetsu-kun como seus melhores amigos e o que sobrava…

Bem, era seu amor não correspondido. Seu amigo de infância, Aomine Daiki, o Dai-chan. Um prodígio do basquete, preguiçoso, safado e um mala. Não tinha real interesse em nenhum outro, por isso ficou levemente sobressaltada — embora não devesse, já que era uma situação costumeira — quando aquele pequeno bilhete veio parar em sua carteira, no meio da aula. Até teve vontade de mostrar para Daiki e pedir a opinião dele, entretanto, ele estava dormindo sobre a mesa… Como sempre.

A moça ficou com uma gota na cabeça, morrendo de vontade de repreendê-lo, mas se controlou e somente deu um suspiro.

“Momoi-san, por favor, me encontre nos fundos do colégio no fim da aula.

Tenho algo a dizer.

Hanamiya Makoto”

Era isso o que dizia o bilhete, muito bem escrito. A letra parecia tão impecável que fez Satsuki ficar com uma ponta de inveja, pois nem mesmo ela escrevia tão bem assim. Estava surpresa. A maioria dos garotos que conhecia escrevia desleixadamente, Aomine incluso. O único que se safava era Midorin, por ser tão obcecado com a perfeição.

A garota ficou curiosa. Talvez fosse outra declaração de amor? Era provável. Homens… Eles adoravam sua aparência feminina e madura. Seus peitos, para ser mais exata. Revirou os olhos. Idiotas. Gostar de alguém somente pela aparência estava longe de ser um motivo válido, na verdade, considerava algo ridículo. Mas o que poderia fazer se os rapazes adoravam ser superficiais?

Momoi era como um ímã de garotos; vivia recebendo confissões... Nem mesmo estudantes de outras classes a deixavam em paz, ainda que não desse a mínima para eles. Feios ou bonitos, intelectuais ou idiotas, mais novos ou mais velhos… Gente de todo tipo morria de amores por ela. Até garotas, se fosse reparar. Uma vez, recebera até uma declaração do presidente do conselho estudantil. Ah, e também do seu colega de time Sakurai Ryou, o cara que vivia dizendo “me desculpe” para tudo e era bom nos tiros de lançamento rápido. Ele até que era agradável, mas... nah.

Recusou a todos, obviamente. Apesar de seu amor ser meio sofrido — já que Aomine era tapado demais para perceber que era apaixonada por ele —, ela o valorizava muito. Além dele, o único com quem ela poderia se arriscar a sair era Kuroko, já que o adorava e gostava de brincar com ele, dizendo que ele era seu homem. Mas, bem, namorar Tetsu-kun era impossível... Afinal, ele era gay.

Movida por sua curiosidade, e ela também era gentil o suficiente para atender aquele chamado — apesar de ser um incômodo —, Satsuki decidiu ir até o local do encontro assim que a aula acabou. Não avisou a Aomine, porque estava crendo que resolveria aquilo rapidamente, assim, ele nem mesmo perceberia a sua ausência. Não queria que ele ficasse de cara amarrada, como sempre ficava quando ela se “encontrava” com outros caras. Se bem que os ciúmes dele a deixavam, de certa forma, feliz. Significava que ele sentia alguma coisa, certo?

Chegando nos fundos do colégio, a garota olhou ao redor e não encontrou ninguém. Deu de ombros, encostando-se a uma das pilastras e decidindo esperar por alguns minutos. Se o tal Hanamiya Makoto não aparecesse logo, iria embora.

Não esperou muito, no entanto. Logo foi surpreendida pela voz dele:

— Momoi-san?

Virou-se para ver o garoto. Percebeu que realmente nunca havia reparado nele, contudo, ele lhe parecia um pouco familiar.

Hanamiya era alto. Não tanto como Daiki, mas talvez fosse uns 20 centímetros mais alto que ela. Seus ombros eram largos e a pele um pouco pálida; tinha cabelos escuros e lisos, os quais possuíam duas fendas entre a franja; suas sobrancelhas eram grossas e os olhos, puxados e estreitos, eram castanhos. Pela expressão que ele fazia no momento, parecia bem mal-encarado, mas talvez fosse apenas sua imaginação…

— Olá, Hanamiya-san… — Acenou para ele gentilmente. — O que tem para falar comigo?

O rapaz se pôs a frente dela, parecendo bastante relaxado para alguém que, supostamente, faria uma confissão amorosa.

— Então, como eu posso dizer… — Ele passou uma das mãos no cabelo, jogando-o para trás, e a olhou de uma maneira estranha, quase pretensiosa, o que a fez ter um mau pressentimento. — Você deve sair comigo, Momoi-san — praticamente ordenou, de forma calma, lançando-a um sorriso arrogante. Ela não gostou nadinha.

— É só isso? — questionou a moça, arqueando uma sobrancelha e se empertigando. — Sinto muito, Hanamiya-san. Eu não vou sair com você. — Negou, de nariz em pé. Quem esse garoto pensava que era? Ela não havia ido até ali para ser tratada com desrespeito. Ele precisava receber uma boa dose de educação, e de vergonha na cara, antes de se atrever a chamar uma garota para sair. — Tchau! — cuspiu ela, dando as costas a Makoto, pronta para ir embora.

Porém, ele a segurou pelo pulso com força, impedindo sua evasão. Satsuki esbugalhou um pouco os olhos, muito surpresa com o atrevimento do desgraçado. Nenhum garoto jamais a havia tocado dessa maneira rude e grosseira.

— Me solta! — esbravejou, com um vinco entre as sobrancelhas. Tentou puxar o braço do dele, mas ele era mais forte e não acatou sua ordenança. Pelo contrário, prendeu seu braço às costas e a puxou para perto, segurando seus cabelos róseos com a outra mão e sussurrando em seu ouvido de maneira ameaçadora:

— Se você não sair comigo, vou espalhar pelo colégio que te comi no armário do zelador, como a verdadeira vadia que você é. — A garota podia sentir que ele estava sorrindo maliciosamente atrás de si, e, a despeito de ter o medo congelando sua espinha por um instante, teve vontade de arrancar aquele sorriso com um soco. Mas, infelizmente, estava presa. — Em quem você acha que eles vão acreditar, Momoi-san? No melhor aluno do colégio ou em você, a gerente esnobe e mal falada do clube de basquete? — Ele continuou proferindo maldades, apertando o seu pulso um pouco mais e fazendo-a ofegar. Seus olhos lacrimejaram.

Aquilo a deixou realmente atônita. Não sabia se sentia raiva ou se ria de nervoso, afinal, aquela era uma situação completamente nova em sua vida.

Por isso ele era familiar… Estava no clube de basquete! Provavelmente era um dos que não faziam parte da equipe titular. Geralmente os jogadores reservas eram escanteados e quase ninguém prestava atenção neles, inclusive ela. Não era de propósito, só que o treinador e ela possuíam outras coisas com as quais se preocupar, e o clube de basquete simplesmente tinha membros demais para que conseguisse se lembrar de todos.

 O treinador precisava pegar pesado com a equipe, principalmente com os jogadores titulares, e fazer com que seguissem à risca suas refeições e afins, uma vez que o campeonato regional de primavera se aproximava. Já ela tinha que assistir vários vídeos de partidas, e ir nos amistosos dos outros colégios no tempo livre, a fim de conseguir o máximo possível de informações.

Mas aquele cara era mesmo o melhor aluno de Touou? Não sabia disso… Bem, se fosse, a academia estava precisando urgentemente mudar seus padrões, pois eles estavam definitivamente baixos.

Até que uma lâmpada se acendeu na cabeça de Momoi, e ela entendeu tudo. Hanamiya estava fazendo isso para se vingar… porque ninguém prestava atenção nele. Pelo menos não no clube de basquete. Por causa disso, o orgulho dele estava ferido, já que era acostumado a ser bajulado por conta de suas notas altas.

— Tudo bem… — murmurou ela, soltando um suspiro, e sentiu o garoto afrouxar o aperto em seu pulso, enquanto soltava seus cabelos. — Você venceu — declarou, virando-se para ele com os olhos baixos, o rosto numa mistura de tristeza e raiva. Entretanto, não deixou que as lágrimas vertessem de seus olhos. Não ainda.

Viu quando ele pôs outro sorriso convencido nos lábios e aproveitou a deixa para se colocar na ponta dos pés, apoiando seus braços nos ombros dele e pegando-o desprevenido.

— E-Ei… — ele protestou, o sorriso morreu e deu lugar a uma expressão nervosa, as bochechas começando a enrubescer. Bingo, ela sorriu internamente. Ele podia ser um babaca, mas parecia gostar mesmo dela.

— Eu saio com você — disse, deixando seus rostos a centímetros um do outro —, contanto que me faça gostar do seu beijo. — Fitou os olhos dele, que se arregalaram. Ele já não conseguia controlar a respiração. — Você não quer me beijar, Hanamiya-san…? — inquiriu ela, numa voz suave e inocente, soprando a face do garoto de leve.

Como resposta, ele levou as mãos até a cintura dela, trazendo-a para perto. Momoi começou a aproximar a boca da dele lentamente, e seus narizes se tocaram. Makoto imediatamente apertou as pálpebras, envergonhado e à espera do beijo.

Satsuki o encarou. Ele estava de guarda baixa, tão vulnerável... Roçou o nariz no dele, sentindo-o estremecer. Abriu um largo sorriso.

— Toma isso! — rosnou, soltando-se dele e dando-lhe um belo de um chute nas partes baixas. Ele gritou de dor, caindo no chão deitado e se curvando, com as mãos segurando onde doía. Tente ter filhos agora, mané! — Desculpe, era brincadeirinha~ — cantarolou a jovem, e ele a fitou com dificuldade, os olhos cheios de lágrimas. — Você é tão ingênuo, Hanamiya-san. — Ela o mirou de cima com frieza, as mãos na cintura. — Não te ocorreu que eu não me importo com o que os outros pensam? Eu sou mal falada pelas garotas porque elas têm inveja de mim, já que todos os garotos me amam... Inclusive você.

"Já disse e repito: eu não vou sair contigo, babaca! Você pode se arriscar e tentar descobrir o que acontece se espalhar por aí um rumor sobre mim. Mas eu já deixo avisado: você vai perceber que eu sou mesmo uma vadia. Uma vadia bem má.”

Satsuki terminou seu discurso e sorriu em deboche. Em seguida, encarou o rapaz de modo altivo, percebendo, satisfeita, que ele estava bastante surpreso com suas palavras e ações. Morrendo de dor também, é claro, mas isso não o impediu de lançá-la um "desgraçada" cheio de rancor. Ela somente deu as costas a ele, jogando seu cabelo como forma de demonstrar sua superioridade, mas não sem antes lançá-lo um olhar de puro desdém. Deixou-o para trás de cabeça erguida, e tinha certeza de que não poderia ter feito melhor.

Bem, pelo menos até finalmente chegar ao banheiro feminino da escola, onde permitiu que, dentro de uma das cabines, suas pernas fraquejassem. Caiu sentada sobre o vaso sanitário e trancou a porta, cobrindo o rosto com as mãos.

Seu coração estava realmente acelerado.

O que foi isso? Questionou-se, ainda desacreditada. Nunca havia passado por algo semelhante em todos esses anos naquele colégio. Esfregou o pulso direito, que se encontrava dolorido e vermelho por conta da força que o garoto usara ao apertá-lo, e respirou fundo. Sua cabeça também doía, e era como se ainda sentisse a mão dele puxando seus cabelos.

Algumas garotas já haviam tentado intimidá-la no passado, alegando que havia roubado os namorados delas, e quando respondera “eles se apaixonaram por conta própria”, elas ficaram mais furiosas ainda e quiseram batê-la. Entretanto, Momoi não era frágil como aparentava… Brigou com todas elas; ganhou uns arranhões e puxões de cabelo, mas, no fim, saiu vitoriosa. Depois disso, nunca mais tivera de passar por algo do tipo.

Porém, Hanamiya Makoto estava definitivamente em outro nível. Não fazia ideia do que poderia ter acontecido se não tivesse sido esperta… Provavelmente teria apanhado dele.

Satsuki só percebeu que estava chorando quando teve que prender os soluços na garganta e cobrir a boca com uma mão. Homens podiam ser bem assustadores… Estava realmente apavorada. Hanamiya a amedrontara de um jeito inexprimível, tanto que sua respiração estava pesada, assim como o coração, que parecia afundar no peito.

Contudo, jamais fraquejaria na frente dele ou de qualquer outro. Tinha sua dignidade, por isso estaria sempre lutando suas próprias guerras. Poderia temer como havia acontecido hoje, afinal, medo era algo comum ao ser humano. No entanto, jamais vacilaria. Disso tinha plena convicção.

Quando se sentiu melhor, a moça verificou se havia alguém mais no banheiro — para seu alívio, não havia — e saiu da cabine, indo direto até a pia para lavar o rosto.

Agora, seu destino era a diretoria. Iria denunciar Hanamiya, e não estava nem aí para a reputação idiota dele. 

♥♥♥♥

Antes de deixar o colégio, Satsuki foi atrás de Daiki, mas ele não estava em nenhum dos lugares nos quais ela procurou, nem mesmo na quadra de basquete.

— Aaah… — soltou um suspiro. — Aonde foi o idiota do Dai-chan? — resmungou, ficando desanimada. Porém, avistou um grupo de garotas do primeiro ano conversando no pátio e resolveu ir até elas. — Com licença — pediu, meio sem graça, capturando imediatamente a atenção delas —, por acaso vocês viram o Aomine-kun? Sabe, aquele jogador de basquete moreno e alto? — indagou, com esperanças de que elas soubessem o paradeiro dele. 

Uma delas pôs a mão no queixo, pensando.

— Ah, ele já foi embora faz um tempo, junto com o Kise-senpai! — A menina respondeu, alvoroçada, e o grupo voltou a conversar sobre o quanto Kise era bonito e talentoso, fazendo com que Momoi ficasse com uma gota na cabeça.

— Obrigada — a de cabelos róseos agradeceu rapidamente, se afastando de fininho das fãs loucas do Ki-chan. Todavia, foi só virar as costas que os cochichos sobre si começaram. Algo como:

Não era dela que ele estava falando?

Não pode ser! Ela o traiu?!

Isso deve ser fácil para alguém como ela, que vive seduzindo os rapazes…

Isso mesmo, isso mesmo! Fiquei sabendo que ela até roubou o namorado da Rika-chan!

Outro suspiro, e a cabeça de Momoi latejou mais uma vez. Estava tão, tão cansada disso...

Desde quando eu tenho uma reputação tão terrível? A gerente se perguntava, deprimida, enquanto trocava os sapatos da escola pelos seus e trancava o armário. De qualquer forma, não é como se fosse verdade… Não tenho que me importar com isso, pensou, tentando animar-se, e deu de ombros. Isso só a fazia pensar que havia feito a coisa certa ao enfrentar Hanamiya, até porque não precisava de mais um rumor sobre si rolando pelos corredores do colégio, ainda mais um tão torpe como aquele. Mas quem diabos elas acham que eu traí? Eu nem sequer tenho um namorado!

Não que isso a fizesse mais feliz, já que queria muito ter Daiki como seu namorado. O que a fazia lembrar…

Ele havia ido para casa sem ela!

Se não estivesse aliviada por ele não poder ver sua cara vermelha de choro — porque ele, definitivamente, iria querer tirar satisfação sobre quem a havia feito chorar e por qual motivo —, ficaria brava e atiraria seus livros na cara dele, quando o visse.

♥♥♥♥

Satsuki estava em frente à casa de Aomine. Tocou a campainha e esperou que alguém viesse atendê-la. A porta se abriu e, de lá, saiu uma mulher de estatura mediana, seu tom de pele era o mesmo que o de Daiki e ela tinha cabelos escuros que iam até os ombros. Os olhos negros dela brilharam ao ver quem estava à porta.

— Satsu-chan! — Ela cumprimentou a garota com um abraço, que prontamente o retribuiu. — Já faz tempo, querida! — sorriu-lhe abertamente, puxando-a para dentro da casa. Três dias… a jovem pensou, com uma gota na cabeça, e se permitiu dar uma risada. 

— Como está, Etsuko-san? — perguntou educadamente para a mãe de Daiki.

— Eu estou ótima! Melhor agora que minha futura nora veio me visitar! — a mulher respondeu de imediato, virando um pouco a cabeça e gritando na direção das escadas: — Querido, Satsu-chan está aqui! Venha cumprimentá-la!

Momoi forçou um sorriso, um tanto para baixo. Geralmente ria da piada que era ser chamada de “nora” — embora por dentro se sentisse extremamente satisfeita —, mas agora não conseguia fazer isso.

— O quê? — Etsuko percebeu imediatamente o desconforto da garota. — Vai me dizer que meu filho estúpido ainda não te pediu em namoro? — Ela bateu na própria testa, chocada.

— Eu vim falar com ele… Por acaso, ele está no quarto? — a moça tentou fugir do assunto, no entanto, naquele dia em especial, estava triste por mais coisas do que poderia supor. Um cara maluco a agrediu, todas as garotas do colégio pareciam odiá-la e Daiki, que não era seu namorado, havia largado-a sozinha naquele enorme colégio. 

— Não — a mulher disse, confusa. — Na verdade, Daiki ainda não voltou. Eu pensei que vocês estivessem juntos. — Afinal, eles sempre estavam, não é mesmo? Mas não, não naquele dia.

— Ele me mandou uma mensagem, querida. — O marido de Etsuko, Aomine Daichi, um homem alto de olhos e cabelos azuis escuros, falou, descendo os degraus do primeiro andar. — Disse que está na casa do Kagami.

— Ele não me avisou nada… — Satsuki murmurou, chateada.

— Oh, querida... — A senhora Aomine esfregou as costas dela de leve, sentindo-se consternada. — Sei que você tem passado por uns maus bocados por causa do nosso Daiki, mas peço que não desista dele. — Pediu, com sinceridade. — Digo, ele tem esses passos de tartaruga, mas uma hora chega lá. — Completou, tentando levantar o astral da garota, de quem gostava muitíssimo.

Conhecia os pais daquela menina há muito tempo e tinha um carinho especial por ela. Não conseguia enxergar seu filho com mais ninguém, porque sabia que era dela que ele gostava. Os dois estavam juntos desde sempre, e, mesmo separados, só o que sabiam fazer era pensar um no outro. 

— Ele é estúpido igual ao pai dele — sussurrou a mulher, com uma mão em frente a boca, fazendo Satsuki se sobressaltar e automaticamente olhar para o pai de Daiki. O homem, de braços cruzados ao pé da escada, devolveu o olhar, sem saber exatamente o porquê daquela atenção repentina. Ele assentiu para ela com a cabeça, num cumprimento, e sorriu de lado. A garota prendeu o riso, assentindo de volta.

— Acho que entendo o que quer dizer — concordou com a matriarca, e as duas ficaram rindo sozinhas, como cúmplices.

Bem, o senhor Daichi podia ser meio lerdo, mas ele com certeza havia namorado, casado e tido um filho com a senhora Etsuko...

Isso significava que Momoi ainda podia ter esperanças, certo?


Notas Finais


Kiseki no Sedai = Geração dos Milagres.

É isso, gente. Mais um capítulo e finalmente acaba. Sacaram o mal-entendido entre Momoi e Daiki? Pois é.

Era pra ser só mais uma fic fofa e descontraída... Mas aí eu fui e enfiei um drama no meio KKKKKKKKKKKKKKK Não me matem.

Espero que tenha gostado, Hannah. No próximo juro que te compenso com bastante AoMomo AHSUAHSUAHSU

Até a próxima!

Archie~


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