História Sully - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Horror, Policial, Suspense, Terror, Violencia
Visualizações 3
Palavras 2.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Policial, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


haverá alguns erros de continuidade, e provavelmente de contexto... Mas isso é pq eu estou editando esse projeto que eu já havia começado a algum tempo... Espero que gostem.
Obs: vou postar outro capítulo apenas quando este estiver 100% editado (novos diálogos, detalhes adicionais, etc)

Capítulo 1 - Capítulo 1


Carolina do norte

12 de dezembro de 1999

     - Laura, pegue o galão de gasolina no sótão! - Falou Kenny baixinho, enquanto carregava o menino dormindo em seus braços. - Você tem certeza de que ele não vai acordar?

     - Coloquei três calmantes  no leite dele - Falou a mulher mantendo o volume da voz igual ao do marido.  - É impossível ele dormir menos que 12 horas. Ele tomou remédio suficiente pra derrubar um cavalo.

     A noite estava mais fria do que o normal, esse inverno prometia ser um dos piores que a Carolina do norte iria enfrentar em 10 anos, o gramado nos fundos da casa estava coberto por uma fina camada de neve, o que poderia ser um obstáculo para quem precisasse fazer uma fogueira... Eles sabiam da força do inverno esse ano, ouviram inúmeras vezes no  rádio e nos noticiários, e embora tivessem planejado tudo para  antes do rigoroso frio, eles não imaginavam  que o mesmo iria começar tão cedo. Então eles tiveram que adiantar as coisas. As árvores da floresta atrás da casa balançavam ritmicamente e o vento soprava sobre os cabelos loiros de Kenny, que aos poucos estavam ficando grisalhos. Já não tinha mais aquela beleza jovial de quando Sullyvan nasceu, sua barba era de quem não via um barbeador há muito tempo e as olheiras passaram a ser uma característica constante, tanto de Kenny como de Laura.

      Eles não poderiam se dar ao luxo de deixá-lo vivo desta vez. Eles já tinham sido denunciados por maus tratos, só não foram presos porque Sully negou todas as acusações dos vizinhos de que seus pais estavam o agredindo, mesmo após Kenny e Laura terem assumido a acusação. Por mais que o juiz tenha ficado intrigado pelo ato do garoto, e tivesse querido pôr os dois na cadeia, a justiça ficou de mãos atadas, não podiam incriminar o acusado quando a própria vítima nega tudo, Então o caso foi absolvido.

     Lá fora, Kenny já havia amontoado todos os galhos secos que havia encontrado na floresta, o que foi uma tarefa complicada pois grande parte dos gravetos que ele achava, estavam encharcados pela neve. Teve procurar um lugar longe o bastante da casa, para fazer a fogueira, não queria correr o risco de algum vizinho vê. Ele encontrou um local a poucos metros da casa, adentrando a floresta, um local totalmente coberto por árvores, o que iria tornar ainda mais difícil de alguém ver o que iria acontecer alí. Kenny volta à casa para pegar o menino e as ferramentas necessárias para o  acontecimento, ele o encontra no mesmo canto que o deixara, imóvel, dormindo silenciosamente ao lado da porta dos fundos da casa com os punhos e tornozelos amarrados. Sully não roncava, apenas respirava lento e ritmado, seu peito subia e descia vagarosamente, seu rosto estava sob a escuridão da noite. O homem para pra olha-lo, ainda estava com receio de que ela pudesse  acordar a qualquer momento. Como uma criatura tão pequena podia atormentar tanto a sua vida? Kenny se perguntava isso constantemente, a cabeça do jovem rapaz estava cheia de pensamentos, de planos e de medo ele sente ela latejando nas têmporas, e embora o clima estivesse a poucos graus acima de zero, ele sentia o suor escorrer pela sua testa.

      Já estava com quase tudo pronto, Kenny já havia separado galhos secos suficientes, encontrara o local perfeito e o menino estava dormindo, e se tudo corresse como o planejado, ele nunca mais acordaria. Laura aparece pela porta dos fundos, trazendo o galão de gasolina com imensa dificuldade. Ela também parecia nervosa, com olhos inchados de sono e cansaço.

- Vamos rápido com isso mulher! - Ele tenta não falar muito alto, mas o nervosismo e a ansiedade o fazem falar quase que gritando. - Não temos muito tempo.

Eles parte rumo ao local que Kenny achara. Ele na frente com o galão e os galhos e Laura logo atrás com Sully, ainda desacordado, nos braços.  Kenny não para de olhar para trás, para observar o filho que, por mais que ele soubesse que era impossível dele acordar, tinha um pingo de medo que isso podesse acontecer. Ao chegarem perto da entrada da floresta, o homem olha mais uma vez para trás e vê a luz do quarto dos Rockfeller se acender, o que faz o seu coração acelerar. Ele para bruscamente  e faz sinal para a mulher olhar para a casa dos vizinho, a mulher o faz, e volta a virar o rosto para o marido com uma expressão de desespero.

- Àquela velha disse que eles só iriam voltar no próximo fim de semana, deve ter acontecido algum imprevisto. - Laura tenta se justificar. O medo do que isso pudesse acarretar está visível em seus olhos.

- Apenas uma coisa - Fala o homem baixo, mas com nítida ferocidade na voz - Te pedi apenas uma coisa Laura, e você caga tudo mais uma vez.

     Mas a luz se apaga tão rapidamente quanto fora acesa.

     Os velhos Rockfellers eram os vizinhos mais próximos da casa do casal, eles eram pessoas boas, e por isso, segundo Kenny, poderiam ser facilmente manipulados. Os velhos tinham uma filha no Texas, da qual eles sempre falavam. Laura, conforme o plano elaborado por Kenny, criou uma espécie de amizade com a senhora Rockfeller, as duas tomavam chá todas as tardes. Laura influenciou a velha à fazer uma viagem junto ao marido, para visitar a filha, isso daria a ela e a Kenny, alguns dias para realizar o objetivo final, por um fim no menino. E os velhos em casa, não seria possível... Por mais longe e escondido que fosse o local que Kenny havia achado, o cheiro de queimado acabaria chegando na casa dos Rockfeller, e isso levantaria suspeita. Eles não poderia correr esse risco.

- Merda, estávamos tão perto. - Exclama Kenny. - Merda, merda merda - O desespero começou a tomar conta do homem. O plano parecia tão perfeito, estava saindo tudo perfeito, eles já conseguiam imaginar a liberdade... Mas tudo parecia está desmoronando de uma vez só, como um castelo de cartas. Ele olha para a mulher, ela parecia está em estado de choque, seus olhos cheios de lágrimas, tentava falar alguma coisa relacionada a "desculpas" e "que não tinha como ter previsto", mas Kenny não estava prestando atenção, sua cabeça latejava ainda mais forte, a cada pontada em sua têmpora, sua visão escurecia, ele tentava encontrar algum jeito, formular um plano B... Mas nada lhe vinha à cabeça. Então, mim relance ele vê, os olhos do menino se abrindo.

- Laura... Ele está acordando. - O pai joga o galão e os gravetos no chão e corre ao encontro da mulher. Quando ele o pega dos braços da esposa, Sully já está com os olhos totalmente abertos, parecia que ainda não tinha conseguido raciocinar sobre o que estaria acontecendo. - Pegue um pano - Ordena ele para a mulher - RÁPIDO!

Laura corre para dentro da casa em busca do pano enquanto se questionava de como Sully acordara tão rápido, nenhuma pessoa conseguiria sequer abrir os olhos pelo menos durante as próximas 12 horas com a quantidade de calmante que ela havia posto do leite dele.

- Papai? O que está acontecendo? Por que eu estou amarrado? - Pergunta Sully, ainda sonolento.

- Sully, me escute meu amor. - Fala Kenny afagando os cabelos do menino. - Tente voltar a dormir, nos vamos fazer uma viagem e você... Você precisa descansar. - Kenny gagueja, nunca foi bom em mentir, e o menino sabia disso.

- Mas por que eu estou amarrado papai? - O menino começa a perceber o que esta acontecendo, os pais já haviam feito algo parecido a mais ou menos um mês atrás. Seus olhos fixam nos olhos do pai, não é medo... É algo mais profundo que isso. Lágrimas começa a cair pelo rosto do menino, seu coração acelera... Ele esta prestes a gritar, pois ele sabe o que esta prestes a acontecer.

- Filho, não precisa ter medo, não iremos fazer nada com você. Confie em...- Kenny é interrompido pelo grito desesperado do menino. O homem fecha a boca do filho com a mão. Onde diabos Laura se meteu? Sully morde a sua mão, mas Kenny tenta suportar a dor e continua a pressionar a boca do garoto. Laura aparece correndo pela porta com o pano na mão, seu rosto mostra que ela está assustada pelo grito inesperado do filho. Kenny sabe que sua mulher está com medo de que tudo dê errado. A dor continua em sua mão, Sully parece ter arrancado um pedaço dela, sangue escorre por todo o braço de Kenny, sujando tanto a sua roupa, quanto o chão.

Laura entrega o pano para ele, espantada com a quantidade de sangue que vê.

- Não posso tirar a mão da boca dele agora. - diz Kenny contraindo o rosto com a dor. O menino se debatia nos braços do pai, soltando gemidos abafados. Mesmo tendo apenas 10 anos e sendo magro demais, Kenny sentia dificuldade em segura-lo. - Ele vai alarmar toda a vizinhança.

-faça com que ele desmaie Kenny, rápido! - Sugere Laura nervosamente.

O homem assente com a cabeça deslizando a mão machucada um pouco mais acima do rosto do menino, tampando alem de sua boca, as suas narinas. Passam-se alguns segundos, mas Sully parece ter ganhado mais força ainda, ele se debate ainda mais rápido, dificultando ainda mais para Kenny o segurar. No momento do desespero e do nervosismo, Laura apanha um pedaço de madeira no chão e acerta em cheio a cabeça do menino que desmaia automaticamente. A luz do quarto dos Rockfellers se acende novamente, agora o rosto da idosa aparece na janela, ela os olham diretamente com uma cara de espanto, então sai rapidamente gritando.

- Mas que merda! - Exclama Kenny soltando o menino desacordado no chão. - Aquela velha nos viu Laura. Temos que deixá-lo aqui e irmos agora... Temos que fugir agora.

-Provavelmente nunca mais iremos ter outra oportunidade dessas Kenny... - Diz Laura com os olhos arregalados, o medo do plano frustrado já a envolvia completamente. Kenny nuca mais à tinha visto naquele estado desde a morte de sua mãe. - Temos que continuar o plano.

O senhor Rockfeller aparece na porta segurando uma espingarda.

- Se afastem do garoto ou eu juro que estouro os seus miolos. - Grita o velho de sua porta, correndo em direção aos dois com sua mulher logo atrás.

Laura anestesiada com a idéia de que o plano foi por água abaixo, sentindo a liberdade que a pouco estava tão perto, se esvair, desaparecer como vapor em frente aos seus olhos, aperta o pedaço de madeira que ainda estava segurando em uma das mãos e acerta outra vez a cabeça de Sully. Não era o fato de ser presa que a preocupava... Era o fato de que aquele menino permanecesse vivo que lhe assustava.

- Não podemos deixa ele vivo Kenny, me ajud... - A cabeça de Laura explode bem na frente de Kenny. Pedaços de massa cefálica banham o rosto do homem.

O Corpo da mulher não cai... Sangue jorra do local onde outrora era a cabeça, que agora dá lugar a um amontoado de carne com pedaços de ossos com um dos olhos pendurado caído sobre o peito. O corpo levanta o pedaço de madeira e acerta novamente a cabeça do menino.

- Santo Deus, como isso é possível? - Exclama o velho nervosamente tentando recarregar a arma. Ele escuta sua mulher rezando o pai nosso logo atrás. Suas mãos estão tremulas, mal consegue colocar a munição na espingarda. Em meio às tentativas falhas de colocar a bala no buraco da arma e vendo aquele corpo que deveria já está no chão levantar outra vez o pedaço de madeira, ele tenta controlar não apenas a sua mão, mas o terror que entra pelas suas narinas como um vapor quente. Então consegue por as duas balas no cano da espingarda e atira... O corpo cambaleia, mas não cai. É evidente de que aquilo não é mais Laura, a alma dela deu lugar ao incontrolável desejo de por fim naquele menino... Outro tiro acerta o corpo, que dessa vez cai imóvel.

Kenny observa tudo àquilo sem reação, nuca vira algo tão perturbador quanto aquilo, em choque e sem ter mais o que fazer ele se ajoelha com as mãos para o auto... Suas lagrimas se misturam com o sangue de sua esposa em seu rosto. Ele olha para o lado e vê que a cabeça de Sully estava em cima de uma poça de sangue... Uma pontada de alivio entra em seu coração... A mulher pode ter conseguido?... Não... No fundo ele sabe que não.

O velho Rockfeller rende o homem, que não reage. Amarra seus punhos com uma corda e o deixa deitado de costas com a arma apontada para a sua cabeça.

- Não tente se mexer seu monstro! - Grita o velho

A senhora Rockfeller verifica a pulsação do menino... Está fraco, mas ele ainda está vivo...

10 minutos depois se dava para escutar os barulhos das sirenes se aproximando.

Kenny se encontra com o rosto pressionado contra o solo, o velho estava pondo seu peso sobre ele, tentando o imobilizar. ele tava sofrendo pela perca de sua esposa, mas tinha um lado dele que estava aliviado... A prisão não será pior que viver dentro de uma casa com aquele menino... Não mesmo.


Notas Finais


haverá alguns erros de continuidade, e provavelmente de contexto... Mas isso é pq eu estou editando esse projeto que eu já havia começado a algum tempo... Espero que gostem


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...