História Summer Nights - Capítulo 10


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Shouto Todoroki
Tags Bnha, Boku No Hero Academia, Dekutodo, Kiribaku, Menção Miritama, Menção Tsuchako, Tododeku, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 563
Palavras 1.484
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oirrr

capitulo inteiramente escrito pelo celular, pode ser que existam erros, revisei mas vai saber a tela ta trincada e minha visão é horrivel LKKKKK

enfim ta ai a visão do shouto, espero que gostem ;)))

Capítulo 10 - Capítulo 10


Dirigir pela estrada de terra, iluminada pelo sol da manhã que pouco a pouco se tornava mais quente e brilhante, não era tarefa fácil. Não ingeriu uma gota de álcool na festa do acampamento, mas o sono por ter passado a noite acordado servia para dificultar seu caminho de volta para casa. No fim, após arrastar o carro em uma velocidade extremamente baixa, foi capaz de chegar. 

Estacionou na garagem da mansão em estilo antigo, deixando o carro a passos lentos. Entrou na casa pela porta da garagem que dava na cozinha, cumprimentando a empregada silenciosamente. Planejou ir direto para seu quarto no segundo andar, tendo o desprazer de encontrar seu pai na sala de estar, sentado em uma poltrona com uma caneca de café em uma das mãos e o celular na outra. 

— Acho que me disse que voltaria antes das duas. — O homem de cabelos vermelhos falou ao ver que o filho tentava atravessar a sala sem ser notado, satisfeito ao vê-lo parar antes de subir a escada. 

— Voltei antes das duas... Da tarde. — Respondeu sem vontade alguma, não dando oportunidade para que seu pai respondesse ao subir a escada rapidamente. 

No segundo andar, atravessou o corredor extenso e cheio de portas para chegar em seu quarto na última porta. A abriu, trancando-a ao estar do lado de dentro. Era um quarto consideravelmente grande, com uma janela larga que permitia a entrada do sol. Fechou as cortinas de tom esverdeado, dirigindo-se até a cama de casal bem arrumada por lençóis brancos. 

Retirou a camiseta branca e os jeans, ficando apenas com a peça íntima preta ao, enfim, deitar-se. Cobriu o corpo com a coberta fina, deitando a cabeça no travesseiro macio para descansar da longa noite que teve. Antes de dormir, pegou o celular para ver as fotos que lembrou de ter tirado na festa, não precisando de muito para abrir um sorriso diante da galeria lotada. 

Tinha várias fotos ao lado de Midoriya. Selfies, fotos tiradas pelos amigos do mesmo, fotos que tirou dele. Todas lhe arrancavam sorrisos, o peito aquecendo sem que pudesse fazer nada para impedir. Estava definitivamente feliz, experienciando sentimentos do tipo pela primeira vez em sua vida. 

Era grato a Izuku, ele, em tão pouco tempo, despertou tantas coisas em sua pessoa que mal podia acreditar. Teve um amigo pela primeira vez, alguém com quem pudesse conversar, com quem pudesse compartilhar seus pensamentos e opiniões sem medo de ser julgado. Ele, apesar de ter se dito um fã, era diferente de qualquer um que tivesse conhecido. Não parecia se importar com sua fama, e lhe tratava como tratava qualquer um de seus amigos, livre de interesses ou qualquer coisa do tipo. 

Pela primeira vez, sentia que havia encontrado a pessoa certa. Alguém sincero, gentil, realista. Midoriya havia se tornado seu tipo ideal em um tempo consideravelmente curto, e sinceramente não se arrependia de tê-lo conhecido ou de ter criado afeto por ele. Estava feliz, finalmente compreendendo as “borboletas no estômago” que tanto viu em roteiros com o passar dos anos de sua carreira. 

Ainda sorrindo, fechou a galeria e soltou o celular, corando levemente ao lembrar dos beijos que trocou com o rapaz de cabelos esverdeados. Foi seu primeiro beijo fora de um set de filmagens, então havia sido extremamente especial. Guardaria aquele momento para sempre em seu coração e memórias, assim como guardaria a afirmação que fez a si mesmo em algum momento da madrugada. A afirmação de que, sem sombra de dúvidas, estava perdidamente apaixonado por Izuku Midoriya, o garoto do acampamento.

Depois de pensar nisso por mais um tempo, acabou por pegar no sono. Acordou apenas ao meio-dia, quando a empregada bateu em sua porta para avisar que seu pai lhe chamava para o almoço. Falou que já estava indo, levando alguns minutos para despertar e levantar da cama, arrastando-se na direção do banheiro.

De cara lavada e cabelos ainda bagunçados, vestiu uma bermuda azul e uma camisa branca de mangas curtas, não se importando em abotoá-la. Pegou o celular e enfim saiu do quarto, descendo para ir até a sala de jantar... Que estava vazia. A mesma empregada que lhe chamou passava com um carrinho carregando os pratos que seriam servidos, e ela gentilmente avisou que o almoço seria servido na mesa do jardim.

Agradeceu pelo aviso, a seguindo em silêncio. O jardim era lindo e enorme, e a mesa de madeira onde seu pai e sua irmã estavam ficava embaixo de uma árvore grande, de folhas em um verde vibrante. Caminhou calmamente até lá, sentando ao lado de Fuyumi. Enji estava na ponta, parecendo satisfeito ao lhe ver ali. 

O almoço foi servido, e assim se colocou a comer, antes mandando uma mensagem para perguntar como Midoriya estava. Por uns cinco minutos aquele almoço se seguiu calmo, até que o ruivo chamou sua atenção ao parar de comer. 

— Shouto, seu empresário ligou. Por que não está atendendo as ligações dele? — Seu pai perguntou com seriedade, como sempre enfiando trabalho no meio das refeições. 

— Estou de férias. — Foi sincero em sua resposta, ignorando o olhar irritadiço que recebeu do homem. 

— Está muito engraçadinho hoje, as séries de comédia perdem um grande talento. — O Todoroki mais velho não parecia muito paciencioso, o que era natural àquela altura. — Ele tem um contrato para você, precisa de sua assinatura quando voltarmos.

— Que contrato? — Questionou sem interesse algum, tentando manter o mínimo de educação naquela conversa. 

— Ele acha que já está na hora de aumentar seu nome na mídia e recebeu a proposta de um contrato de relacionamento entre você e a protagonista de sua série. — A explicação de seu pai, por alguma razão lhe deu nos nervos. Nem era ideia dele, mas podia sentir que ele apoiava o contrato. 

Ficou em silêncio por um momento, encarando o prato pela metade. Deu mais algumas garfadas, respirando fundo em busca de uma resposta. Enrolou por quase cinco minutos, enfim voltando a encarar os olhos claros do mais velho. 

— Não, eu não posso aceitar algo como isso. — Respondeu, mantendo o tom calmo apesar de ostentar uma expressão fechada. 

— E qual seria o motivo? Não é como se você fosse comprometido ou ligasse o suficiente para recusar. — E lá estava o velho ator a insistir, praticamente lhe fuzilando com os olhos que, se possível fosse, carregariam fogo.

— Pai, isso não é algo que te caiba a decisão! — Fuyumi se intrometeu pela primeira vez desde o início da conversa, defendendo o irmão mais novo. — Se está tentando ser um bom pai nesse verão, está falhando.

— Tenho bons motivos para recusar, inclusive o de ser comprometido. — Mentiu com todo o gosto, um sorrisinho que beirava a crueldade no canto dos lábios. — Vê aquele acampamento? Meu namorado está lá. Eu não gosto de mulheres, jamais poderia me enfiar em um contrado como este. 

Abaixou o dedo que apontava para o outro lado do lago, segurando o riso ao ver a expressão completamente em branco que se apossava do rosto de Enji. Nunca rotulou sua sexualidade, mas era um fato para si que não sentia atração pelo sexo oposto. Também nunca sentiu pelo mesmo sexo, coisa que mudou ao conhecer Izuku. Aquilo lhe tornava gay? Bem, não importava muito, falou mais para irritar ao pai do que qualquer outra coisa.

— Não é problema meu com quem você se relaciona, Shouto. Apenas lembre que estamos falando de um contrato, não é algo real. — Seu pai não pareceu se afetar tanto com a revelação, tendo respirado fundo para falar após alguns momentos de silêncio. — Pense em sua carreira.

— Prefiro pensar em minha felicidade na vida privada do que em minha carreira, obrigado. — Rebateu com certa irritação, achando incrível como sua irmã parecia achar a situação hilária, comentando que “Natsuo estava perdendo”. 

— Certo, faça o que bem entender. E trate de trazer seu namorado até aqui, preciso ver com meus próprios olhos. — Não esperou ouvir aquilo, definitivamente. Chegava a ser engraçado, começando por não estar, de fato, namorando.

Concordou com um aceno, continuando a almoçar no mais completo silêncio. Precisava contar aquilo para Midoriya, talvez ligasse durante a noite, quando ele estivesse livre do trabalho com as crianças. Tinha certeza que ele acharia graça, e que ficaria embaraçado também. O achava adorável, tanto em aparência, quanto em personalidade. 

Vez ou outra olhava de canto para seu pai, que apesar de não demonstrar, parecia levemente perturbado. Podia ver que ele estava se esforçando para mudar e ser um pai e pessoa melhor, ainda que soubesse que não poderia apagar os erros passados. Aplaudia em segredo, o apoiando na decisão de mudar aos poucos, já que aceitar a situação ainda não era algo simples.

Suspirou, o clima quente daquele dia fazendo com que tivesse dificuldades em continuar pensando em tantas coisas ao mesmo tempo. No momento focava na sobremesa, assim como aguardava atentamente por algum sinal de Izuku, olhos e ouvidos atentos ao celular, como estiveram nos últimos dias. 


Notas Finais


obrigada a quem leu e espero que tenham gostado <333


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