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História Summer of 81' - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Talking about the past


                      -- Slash --

Após acordarmos com uma ressaca infernal, tomamos os remédios e fomos tomar banho juntinhos mais uma vez. Saímos de lá aos amassos, os dois ainda pelados, ele segurava minha cintura fortemente com uma mão, enquanto apoiava a minha nuca com a outra. Me jogou com força contra a cama e se pôs em cima de mim, eu não perdi tempo e logo abri minhas pernas e as entrelacei no seu quadril, sentindo nossos corpos se ficarem ainda mais próximos. Ele segura seu membro com uma mão e começa a roçar na minha entrada, me fazendo gemer durante o beijo e consequentemente separar nossas bocas.

- Tem lubrificante aqui? - fala ofegante.

- Não, só óleo - digo desapontado.

- Ótimo, onde é que está? - fica de joelhos em cima de mim e começa a olhar para os lados.

- Tá louco? Nem fodendo que você vai me comer com aquilo - ele me olha indignado. 

- E por que não?

- Dá trabalho para limpar, ok? E pode esquentar demais, é uma merda.

- Como é que você sabe disso? - ele me lança um olhar ameaçador.

- Por que eu já tentei?

- Quando? Com quem? - cruza os braços e deposita seu corpo na cama, ficando sentado.

- Com ninguém, eu tentei com meus dedos mesmo... - falei desviando o olhar, com um pouco de vergonha.

- Tava pensando em mim? - o desgraçado gostava de me humilhar.

- Talvez... - ele sorri.

- Talvez, é? - fala baixinho, voltando a ficar por cima de mim, com os braços apoiados aos lados da minha cabeça - Você está ficando com outro? - seu olhar era indecifrável, quase me perdi naquela imensidão verde que ele tinha nos olhos.

- E isso te importa?

- Responde! - começa a distribuir beijinhos por meu pescoço - Tem outro cara tocando em você? - vai descendo os toques até chegar no meu ventre, e me olha.

- Não... - ele sori de lado, fazendo meu membro pulsar.

- Acho bom mesmo, não quero nenhum outro homem te tocando.

- É? - falo gemendo, ele pega na minha ereção e começa a masturba-la.

- Claro. Me diz uma coisa, eu sou seu único homem?

- Sim... - ele intensifica os movimentos.

- Você nunca beijou, tocou ou teve interesse por outro?

- Me chupa logo, por favor.

- Só quando você me responder...

- Sim, você é meu único homem Nikki.

- Isso, assim que eu gosto - para os movimentos com as mãos e molha a minha glande inchada com a língua, em um movimento circular - Mas sabe... - quebra o nosso contato e volta a ficar de joelhos - Já te chupei ontem, e já faz um dia que eu não gozo, então acho mais justo você me chupar primeiro - se senta ao meu lado.

- O quê? - falo indignado.

- Quer que eu repita? Ainda não entendeu que quando eu dou ordens você obedece? Anda logo, se não você vai ficar sem gozar pelo resto do dia - eu o olho enfurecido e vou fazer o que ele mandou.

...

Após terminarmos aquele momento, nos vestimos e fomos para a sala assistir alguma coisa na televisão.

- Você não tinha aula hoje? - fala conferindo no relógio que ficava perto da cozinha, o mesmo já apontava para às nove e meia da manhã.

- Prefiro ficar com você - ele sorri para mim.

- Olha, eu estou ficando importante.

Eu sorrio e ligo a TV, estava passando o clipe de "My kinda lover", em um canal qualquer, o passo rapidamente.

- Volta o canal - faço o que ele pediu.

- Cara, eu amo essa música, a gente tocou ela no Show, lembra?

- Acho que sim, ela é a sua cara - ficamos com aquele silêncio constrangedor.

- Então, qual é a da Yvone? - ele pergunta.

- Ah, comecei a namorar ela um tempo atrás, a gente vive e voltando e terminando, nossos amigos chamam a gente de casal iô-iô.

- Foi sua primeira namorada?

- Não, comecei a namorar uma quando tinha 12 anos, perdi a virgindade com ela.

- Nossa, com 12? Quem diria.

- Por que? Tenho cara de virgem?

- Não, esquece. Tem bebida nessa casa?

- Tem no meu quarto, vou pegar - fui até meu quarto e peguei uma garrafa de algum whisky barato qualquer e voltei para a sala - Então, me fale mais dos seus ex agora.

- Oh meu pai, pra quê? - ele pega a garrafa da minha mão, destampa e dá um gole.

- Eu contei das minhas, quero saber sua história , quem te deflorou? - ele riu.

- Não lembro quantos anos, mas eu era bem novo, foi com uma menina também. 

- Tá, não quero saber das meninas, e os homens, qual foi o primeiro? - ele parece ficar tenso e respira fundo. 

- Na verdade eu sempre tive alguns interesses, mas nunca fiz nada, daí quando eu tinha uns dezessete ou dezoito, conheci um cara, ele era daqueles motoqueiros vida loca, andava com a gangue, vestia roupa de couro e tudo.

- Era mafioso?

- Sim - preferi não comentar nada, mas ele falando do "Poderoso Chefão" não saia da minha cabeça.

- E quando vocês começaram a se pegar?

- Quando eu vi ele não fiquei muito interessado, apesar de ele ter um sex apeal interessante, mas ele começou a dar em cima de mim e oferecer drogas de graça, aí já viu né, me joguei nos braços dele igual uma puta - eu dou uma risada de leve - Posso continuar?

- Sim, claro, prossiga. 

- Ele prometeu ir devagar, por que eu falei para ele que era minha primeira vez com um homem, então a gente começou só com masturbação, boquete, essas coisas, sem penetração ainda.

- E? 

- Vai esperar eu terminar? Bom, acontece que eu não queria dar pra ele, eu até curtia ser o submisso dele...

- Submisso?

- Pois é, ele era meio sadomasoquista e me ensinou várias coisas. Enfim, depois de uns dois meses ele começou a me precionar para rolar a coisa, e eu não queria de jeito nenhum.

- Por que?

- Primeiro que não era muito minha praia, segundo que o pau dele era enorme e grosso, parecia um braço, então né... Ele acabou me dispensando por causa disso.

- Então você continuou virgem?

- Sim.

- Não rolou nada, nem um dedo?

- Até que rolou, mas ele não sabia fazer direito e foi uma merda, não tinha lubrificante e era muito... rude.

- A gente podia tentar qualquer dia desses - falei encostando minha cabeça no seu ombro. 

- Já tivemos essa conversa - eu reviro os olhos.

- Mas e aí, e o Brian, como foi?

- Na verdade eu estava interessado na irmã dele, quando eu o conheci ele ainda tinha cabelo curto e era meio nerd. Daí depois de um ano eu encontrei ele num show de outra banda que eu tive, antes do London, ele estava de cabelo longo, com um estilo meio punk, um clássico rebelde sem causa. Sabe, a família dele é rica, então já viu né. A gente ficou amigo e depois ele disse que era gay para mim, e a coisa começou a esquentar. Nós formamos a banda juntos, mas as coisas começaram a ficar complicadas, a gente se separou mas continuamos amigos.

- Você deu para ele?

- Não, sempre fiquei por cima, que interesse todo é esse na minha bunda?

- Desculpa, é que ela é tão linda, um desperdício não ser usada.

- Eu já uso ela muito bem.

- De outra maneira, bobo.

- Esquece, você nunca vai me comer. Vamo parar de falar desse assunto, o que você acha da gente ir para a minha casa onde tem lubrificante o suficiente para eu te foder a tarde toda?

- De jeito nenhum, hoje já é segunda, eu vou trabalhar de tarde.

- Desde quando você trabalha?

- Faz um tempo já. 

- Aonde?

- Numa loja de discos, eu pego umas mercadorias e às vezes atendo uns clientes.

- Hmmm, que legal, que horas você volta? 

- Às sete da noite.

- Tem certeza que não dá tempo da gente ir para a minha casa?

- Ai meu deus, tenho Nikki, não posso ficar dando para você toda hora, minha bunda estava doendo até ontem pelo que que a gente fez no outro dia.

- Mas confessa, foi divertido?

- Foi, mas foi extravagante.

- Que horas sua mãe volta?

- Lá pelas nove da noite, eu acho - minha mãe e minha avó sempre viajam juntas para fazer una exames na cidade vizinha, pois minha avó não confia nos médicos de Los Angeles. 

- Então está bem, vou ficar aqui até você sair, tudo certo?

- Tá bom né. Vamos beber essa coisa logo.

Bebemos o resto da garrafa, claro que eu manerei um pouco, por causa do meu emprego, mas o Nikki bebeu quase três quartos daquele whisky. Ele foi para casa de meio dia e eu fui para o meu trabalho logo em seguida.



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